Um dos últimos a discursar na convenção do PSDB, realizada neste domingo (5) em Brasília, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou a construção atual da governabilidade. Segundo o tucano, para manter sua base no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff perverteu a lógica do presidencialismo de coalizão transformando-o em “presidencialismo de compra”.
Segundo FHC, o Congresso Nacional hoje é um parlamento fragmentado. “Um governo que, para se manter, cria ministérios. Um sistema que no começo se chamava presidencialismo de coalizão e hoje é de cooptação, de compra. Estamos assistindo à desmoralização do funcionamento do atual sistema político. Estamos assistindo, simultaneamente, o início do um mal estar social que tem tudo, e não gostaria que assim fosse, para se agravar. E estamos assistindo à paralisação do Executivo”, atacou.
Ao falar de sua trajetória política, o ex-presidente lembrou de todos os momentos de crise que viu desde o início de sua carreira como professor na Universidade de São Paulo. “Cada momento desses têm suas peculiaridades, mas raramente vi um momento como esse em que se acumulam crises de vários tipos”, afirma ele, para então cobrar do PSDB e de seus aliados uma ação, mas relativizando essa ação com o respeito à Constituição.
“É muita crise ao mesmo tempo e isso exige resposta. A união do povo brasileiro ao redor das oposições para encaminharmos uma saída para o Brasil. Essa saída não pode ser outra senão do absoluto respeito à Constituição. Respeitada a Constituição, que o devido processo legal avance e que se puna aqueles que roubaram o país”, diz ele.
Fernando Henrique engrossou o coro de outros correligionários que discursaram neste domingo em Brasília de que cabe ao PSDB ter consciência de sua responsabilidade no processo de liderar a oposição contra a presidente Dilma. “O PSDB não poderá fugir de sua responsabilidade, bem como os partidos aliados, que é a responsabilidade de, dentro da lei, levar até o fim. Não somos donos desse momento, do que vai acontecer nas semanas seguintes, nem nos meses seguintes”, prega o ex-presidente.
A parte final da fala de Fernando Henrique teve pancadas endereçadas ao ex-presidente Lula e a sua sucessora de forma personalizada e regada a ironia. “Ouvi durante 13 anos alguém que dizia ‘nunca como antes’. É verdade, nunca como antes se roubou tanto nesse país”, declara o tucano numa referência ao bordão usado por Lula.
À Dilma, a crítica teve o propósito de reforçar, a exemplo do que outros fizeram durante o ato, a máxima de que Dilma não teria mais condições de governar por falta de liderança e credibilidade. “Fui presidente da República e enfrentei situações difíceis. Em vários momentos perdi a popularidade. Popularidade se perde e se ganha outra vez. O que nunca perdi foi a credibilidade”, alfineta Fernando Henrique.
IG

O PT não trabalha para a população.
Trabalha apenas para se perpetuar no poder.
Destruiu a estabilidade econômica e através do BNDES concedeu empréstimos duvidosos que equivaleram a 10% do PIB brasileiro para países com regimes ditatoriais.
A mulher sapiens tem em mente agora usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para injetar dinheiro no BNDES, pois seu governo incompetente quase arruinou também o banco de desenvolvimento.
Se alguém acha que esse governo incompetente está no caminho certo, deve ter algum problema de sanidade mental ou é cargo comissionado do PT.
De compra esse cidadão conhece bem, comprou a reeleição e a mídia da época ficou calada, afinal ele é/era tucano.
Ometto: governo está indo na direção certa.
Rubens Ometto, controlador do grupo Cosan, maior produtora de etanol do mundo, diz que “o Brasil é muito mais forte que qualquer crise política e financeira” e que empresariado deve segurar ansiedade por resultados concretos: ‘Acho que o governo está na direção certa. Sou capitalista, estou gostando de ver o direcionamento que Dilma Rousseff está fazendo no segundo mandato. A melhor maneira de você melhorar a eficiência e diminuir a inflação é por meio da concorrência’, afirma; ele sinaliza dificuldade nos negócios até o primeiro semestre de 2016, mas defende o ajuste: "O difícil é entrar no negócio de areia movediça, em que você não sabe a profundidade. Estamos abaixando para ter energia para pular".