Política

FHC: “Lula não é imbatível. Eu ganhei dele duas vezes”; ex-presidente fala sobre tudo em entrevista

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 86, não está entre os milhares de brasileiros que querem a prisão de Lula. Ele diz não ser sádico para querer ver um ex-presidente preso. O líder tucano prefere que o petista dispute a eleição e seja derrotado nas urnas. “Se o Lula for candidato, não é imbatível. Eu ganhei dele duas vezes. Tá bom, eram outras circunstâncias. Mas naquele momento ele tinha uma aura de restabelecer a moralidade, que hoje não tem mais”, frisa ele. Para ele, Lula não deve voltar ao poder porque foi um dos responsáveis pela institucionalização da corrupção na vida partidária. “Lula e Bolsonaro são dois extremos indesejáveis”. Embora tenha sido um dos que defendeu a saída do PSDB do governo, o ex-presidente diz que Temer está fazendo mais do que ele esperava. E trabalha para que os deputados do PSDB votem em peso a favor da reforma da Previdência. “Se não resolvermos o déficit da Previdência, podemos virar uma Grécia”, onde os aposentados tiveram seus proventos ameaçados. Nesta entrevista, ele fala sobre a discriminação aos negros, o retrocesso no aborto, a liberação das drogas, violência e pena de morte. “Aqui, temos a pena como morte”.

Com a população desiludida, descrente nos políticos, como o senhor vê as perspectivas para 2018, quando teremos eleições?

Não é só no Brasil. Há desilusão com o modo de como a política é feita em todos os países onde há democracia representativa. Nos países autoritários não, porque as pessoas nem sabem, mas onde há liberdade há um sentimento de mal-estar. Há várias razões. Aqui se agrega a essas razões a enorme corrupção que foi destampada e isso produziu um sentimento do que é isso? Estou fora. Vocês não me representam. Isso vai ter conseqüências sobre aqueles que se dispõem a votar. Aconteceu no Chile recentemente. Houve uma queda na participação.

De acordo com as pesquisas, estaríamos hoje entre Lula e Bolsonaro. Qual é sua avaliação?

Eu acho que esse quadro é hoje. Ainda estamos longe do quadro real que vai se colocar nas eleições. Hoje isso reflete um pouco a desilusão da população. Por que Lula? Se pode entender porque as pessoas podem se lembrar dos bons momentos do governo Lula e vão esquecer os maus momentos e a responsabilidade grande que ele teve na aceleração da desarticulação do sistema partidário. Por que Bolsonaro? Porque as pessoas querem ordem. O crime está muito grande, desordem e tal, então tem esse apelo. Eu não creio que esse seja o quadro que vai se configurar nas eleições. É preciso se organizar um setor que seja democrático, popular, não de elite, progressista, que entenda qual é o papel do mundo e como o Brasil pode se engajar nisso. Para mudar o quadro, tem que ir pelo exemplo. Os políticos precisam voltar a tocar no coração dos brasileiros.

Na busca desse novo político, o senhor lançou o governador Geraldo Alckmin. A questão é que ele também está sendo investigado pelo STJ por ter recebido dinheiro de caixa dois. Esse não é um problema?

As acusações existentes sobre o Geraldo são frágeis. Não são alegações pessoais. Alegações sobre recursos de campanha. Isso não é o suficiente para desqualificar uma pessoa. O Geraldo tem história. Será que ele é o melhor brasileiro para ser presidente da República? Talvez não. Existem outros que têm tanto ou melhor qualificação do que ele. Ele tem melhores condições. Por que? Ele é governador de São Paulo. O PSDB governa São Paulo há 20 anos. Tem um caso aqui e outro ali de corrupção, mas não existe uma organização, uma máquina feita pelo partido para roubar. O Geraldo todo mundo sabe que é uma pessoa honesta e tem estilo de vida mais simples. É o que eu digo da exemplaridade. As pessoas já cansaram de gente com muita pompa e muita retórica.

Outros nomes do partido, como o prefeito João Doria, se inviabilizaram dentro do PSDB?

O prefeito Doria teve uma vitória surpreendente em São Paulo. Mas talvez seja cedo para se lançar a presidente da República. Ele já corrigiu esse rumo.

Mas sempre que o PSDB disputou eleições dividido, como agora, perdeu eleições…

Só dois partidos tiveram sucesso até hoje desde a redemocratização: PT e PSDB. O PSDB mostrou capacidade de abrangência, mas para ter um presidente eleito você precisa de 50% mais um voto. Dificilmente o seu partido faz isso. Você precisa de uma pessoa que fale além do seu partido. Esse é o desafio. Como estamos num momento em que a palavra conta, porque as pessoas estão descrentes, eu acho que se o Geraldo demonstrar que ele abre um espaço de esperança consistente com o comportamento dele, ele tem possibilidade de avançar. É preciso demonstrar que Lula e Bolsonaro são extremos indesejáveis. O Brasil requer um pouco de tranqüilidade, uma pausa nos fatos negativos. O Geraldo não produz fato negativo.

O senhor disse que prefere derrotar Lula nas urnas a vê-lo na cadeia. Mas o senhor não acha que o que ele fez em matéria de corrupção já não é suficiente para ser preso?

Primeiro é preciso dizer que o Lula, se for candidato, não é imbatível. Eu ganhei dele duas vezes. Tá bom, eram outras circunstâncias. Mas naquele momento ele tinha uma aura de reestabelecer a moralidade, que hoje não tem mais. Ele perdeu o discurso de combate à corrupção, portanto, pode perder a eleição. Segundo, ir para a cadeia ou não, é problema da Justiça. Não tenho o prazer sádico de ver ninguém preso, mais ainda quem foi presidente da República. Mas aconteça o que acontecer, não temos que ter medo do Lula

Lula é nocivo para a democracia brasileira, do tipo que vai sacramentar o rouba mas faz, como fizeram Maluf e Ademar de Barros no passado?

O Ademar de Barros e o Maluf são de outro momento. Roubavam para enriquecimento pessoal. O que aconteceu agora no Brasil foi muito mais grave. O Lula, como líder do PT, presidente da República, foi responsável pelo aconteceu. O mensalão e o petrolão inauguraram uma fase nova no Brasil. Tomar dinheiro público, passar pelo setor privado conivente com isso, e depois passar para o partido para sustentar o poder. Não foi desvio de conduta pessoal. Foi institucional. Corrompeu todo o sistema político.

Como é que pode um governo resolver os problemas econômicos do País e sair tão mal avaliado como o governo Temer?

Eu acho que o presidente Temer fez mais do que eu imaginava que pudesse fazer. Por que? Ele virou presidente numa condição muito especial. É difícil você ter o impeachment e quem sucede ter popularidade. Ele fez o que o eu acho que tinha que fazer: olhar para a história e não para a popularidade.

O senhor também fez uma reforma da Previdência e o PSDB sempre disse que ela era fundamental. Por que o partido reluta em aprovar agora a reforma?

Não é o PSDB. São algumas pessoas. Elas têm medo da conseqüência eleitoral disso. E não é só o PSDB. O PSDB tem 46 deputados. A Câmara tem 513. Então, há um pouco de manobra no sentido de fazer de conta que é o PSDB que é o responsável. Não é. Vários partidos que apóiam o governo estão na mesma situação: apóiam o governo mas não querem aprovar a reforma da Previdência. Porque têm medo da reação eleitoral. Eu acho isso um equívoco. Mas também houve falha na comunicação. Você tem que mostrar que a Previdência é contra privilégios. Só agora o governo está falando isso.

O senhor acha que os velhinhos do futuro podem ficar sem receber aposentadorias?

Na Grécia aconteceu isso. Mas não somos uma Grécia. Temos que tomar cuidado para não virar. Mas esses dados de déficit de R$ 188 bilhões, que é verdadeiro, estão levando em consideração um Brasil sem crescimento. Para dar certo, o Brasil precisa voltar a crescer, porque aumentando a renda, aumenta a arrecadação.

O senhor acha que o aborto deveria ser liberado de uma vez?

Estamos vivendo no Brasil um momento de retrocesso cultural em vários setores, raça, homofobia, tudo isso. Um País que aspira ser moderno, tem que se modernizar. Estão querendo acabar com o que a Constituição já autoriza, que é o aborto por estupro, por exemplo. Isso é um retrocesso. Temos que discutir em que condições a mulher tem o direito ao aborto. Liberar total nem a droga. Tem que regulamentar.

A maconha tem que ser liberada?

Se você consome de vez em quando heroína não faz tanto mal quanto fumar maconha o dia todo. Heroína todo dia te mata também. O que é preciso é a regulamentação. No Brasil, a droga é livre na mão do traficante. Eu prefiro que seja regulamentada na mão do Estado. O assunto é muito mais complexo do que simplesmente liberar. Tem que fazer campanha educativa. Pega o cigarro. Nunca foi proibido. Neste prédio não pode fumar. Foi avançando e hoje pouca gente fuma. Tem que fazer algo parecido com a droga. Não pode ser liberou geral. O problema maior não é o usuário, é o traficante. O usuário é vitima do traficante. Se regulamentar, tira força do traficante.

O senhor já disse que tinha os pés na cozinha, que era mulato. O senhor acha que o Brasil é um País que discrimina os negros?

Pega a galeria dos presidentes da República. Vê quantos são realmente brancos. O Brasil é um País diverso. Uns tem a pele mais escura do que os outros. É óbvio que temos discriminação. O nosso preconceito é diferente do que acontece nos Estados Unidos. Lá, uma gota de sangue te faz negro. Aqui não. Aqui o preconceito é de marca, não é de sangue. Aqui existe a discriminação. É só olhar a renda do negro e a renda do branco. Eu sou favorável às cotas. Temos que ter medidas para compensar aqueles que necessitam. Ou então devemos dar logo bolsa para os pobres, que são todos negros.

A violência está tomando conta do País. O que deveríamos fazer para enfrentar o problema?

O Brasil prestou pouca atenção à questão da violência, o que está dando espaço para o surgimento desses candidatos com viés autoritário. A minha geração sempre teve restrições a uma política mais dura e de entender que a polícia é necessária. Tem que melhorar a polícia e ter uma atitude mais austera de combate à violência. A violência é um problema do povo e não da elite. A elite se defende porque tem carro blindado e guarda-costas. As polícias têm demonstrado pouca capacidade de enfrentar o crime, porque supõe muito trabalho de inteligência. Como fazem pouco, os governos de vez em quando apelam para as Forças Armadas, que não são treinadas para esse tipo de coisa. Elas podem ajudar na inteligência.

O que o senhor acha da pena de morte?

Eu sou contra. No Brasil temos a morte sem pena. Matam demais no Brasil. Ter a pena de morte vai reduzir a criminalidade? Não vai.

Isto É

 

Opinião dos leitores

  1. Esse é daqueles que só depois de morto o povo reconhece o que ele fez pelo Brasil, se fosse só o plano Real ja estaria de bom tamanho, lembrando que o PT votou contra. Mas falando a sério, o cara é outro nível né não? Fala e fala bonito, muito diferente do politiqueiro e corrupto do Luiz Inácio.

  2. E porque estão usando o Tapetão do Moro e do Gilmar Mendes, com propaganda diária no PIG comandado pela Rede Globo, contra ele?
    Esta~]ao é morrendo de medo de perder as eleições de novo. Tudo tem seu contexto e o momento. O momento do Sr. FHC já passou e seu rastro na Privataria Tucana deixou marcas profundas em muita gente boa , que não deseja passar pelas mesmas coisas nunca mais.
    Acorda FHC!

    1. Essa pergunta você deveria responder, já que continua defendendo um político com a ficha corrida de Lula. Qual a razão de um político investigado, processado e condenado por participação em vários tipo de delitos criminais, quer concorrer a cargo político?
      Uma pessoa dessa não tem qualquer pretensão de fazer nada pelo povo, vai de novo, prometer e enganar seus seguidores, pois o único objetivo é voltar ao poder para ter força de mandar para todas as investigações, processos e reverter as condenações.

    1. *monopolista. Agora vá explicar essas tecnicalidades pro cidadão comum. Näo tenho dúvidas. É Lula 18.

    2. Inflacao a 13%
      Dolar a 4 reais
      Desemprego nos 13%
      Escolas federais e universidades sucateadas
      Saúde desmantelada
      Foi 2 vezes com pires nas maos pedir ao fmi
      Sertanejo fazendo saque no serttao com fome

      Pense uma conta arrumada.

    3. Se tem uma coisa que petista chamais vai admitir é que Lula pegou um governo com superavit em todas as contas públicas deixadas por FHC.
      MENTIRA comedor de mortadela, a inflação nos anos 2002 e 2003 NUNCA foi maior que 3%, mais em 2014 e 2015 chegou a passar de 2 dígitos.
      A economia estava estabilizada, o jovem saia do curso superior e tinha emprego (menos aqueles sem capacidade), a petrobrás estava em plena expansão, os correios tinham a maior credibilidade, os findos de pensão garantiam as aposentadorias, a indústria crescia e exportava. Ao final de 2015 o quadro deixado pelo PT era exatamente o oposto disso tudo.

    4. FHC pegou o país com fama de caloteiro e o entregou com melhor fama.Isso faz uma diferença enorme
      Foi ao FMI justamente por causa de passivos deixados por gastança anterior. Algumas melhorias são cumulativas, de modo que muitas comparações são desonestas. É muito fácil pegar o país depois de feita a LRF, o fator previdenciário, o saneamento de dívidas de Estados, de limpar o sistema financeiro para depois vir alguém gastar e dizer que os outros querem pobre passando fome.

    5. Vou dar um exemplo de algo feito cumulativamente (e de como dá para enganar as pessoas assumindo que fez tudo sozinho). Tenho certeza que até um mortadela vai entender. Três pessoas se juntam para comprar um carro. Fulano dá a primeira parcela, sicrano a segunda. Lulano paga a última e sai alardeando que quitou o carro e que na época dos outros dois havia dívidas.

    6. Concordo Comedor de Mortadela. Lula pegou o país tão quebrado pelos tucanos, quanto hoje pelos golpistas. Quem fala o contrário devia estar usando fraldas na época!

    7. Os "golpistas" pegaram um pais em uma depressão econômica, e estão tirando-o dela. Lula pegou o país com um norte bem apontado. Enquanto manteve as politicas do antecessor, o Brasil conquistou credibilidade e investimentos. Mas depois tacou a torrar dinheiro. Deu resultado de curto/médio prazo, mas a ressaca chegou. Vamos repetir o ciclo. Lula 18!

    8. Petistas me respondam uma coisa se Lula pagou a dívida externa com o Brasil deve mais de 400.000.000,00 de dólares
      Onde a petista Dilma pois esse dinheiro
      Estou aguardando uma reposta!!!!!

    9. A inflacao oficial em 2002, último ano desse senhor ai de cima, foi de 12,53%.
      Agora no mundo paralelo dos eleitores tucanos foi de 3.
      "A economia estava estabilizada e o jovem tinha emprego quando ssua da universidade"
      Esse senhor do comentário devia viver em um paralelo mesmo. Foi por isso q o candidato de Efeagacê ganhouba eleição.
      Coisas da turma do golpe essas afirmações.

    10. Waldemir, pergunta também em que grau exponencial cresceu a dívida interna durante o petismo.

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Economia

Tesouro Nacional: RN tem o menor percentual de investimento do Nordeste

Foto: Sergio Henrique Santos

O Rio Grande do Norte destinou apenas 5% da receita total a investimentos no primeiro semestre de 2026, o menor percentual entre os estados do Nordeste, segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) em Foco, da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O resultado ocorre em meio ao elevado comprometimento da receita estadual com despesas de pessoal e Previdência.

O percentual destinado a investimentos coloca o RN na última posição entre os nove estados nordestinos. O Piauí aparece no outro extremo, com 16% da receita destinada a investimentos. Maranhão e Sergipe registraram 12% e 10%, respectivamente, enquanto Bahia e Ceará chegaram a 9%. Pernambuco e Paraíba ficaram em 8%, e Alagoas, em 6%. O indicador representa a parcela da receita total destinada às despesas de investimento no período, como obras, aquisição de equipamentos e outras aplicações de capital.

No RN, foram apenas 5% da receita, enquanto a maior parcela dos recursos foi consumida por despesas correntes, aquelas necessárias para manter o funcionamento cotidiano do Estado, como pessoal e custeio.

Apesar do baixo percentual destinado a investimentos, o secretário do Tesouro Estadual, Flávio George Rocha, justifica que houve avanço em relação ao mesmo período de 2025. “Até o terceiro bimestre de 2026, os investimentos do Governo do Estado aumentaram 150% em relação ao mesmo período do ano anterior, graças à redução do comprometimento da receita com pessoal e encargos”, aponta.

As despesas com pessoal representam a maior fatia da receita no RN no primeiro semestre de 2026: 68%, o maior percentual entre os estados brasileiros. O dado inclui os gastos com pessoal do Executivo e dos demais poderes. Na prática, a cada R$ 100 de receita total, R$ 68 são destinados a salários, aposentadorias e encargos sociais.

Mesmo com o resultado, o secretário afirma ainda que houve redução do peso da folha. Em 2025, segundo Rocha, as despesas com pessoal representavam 72% da receita, quatro pontos percentuais acima do registrado neste ano.

Ele considera que a redução ajudou a ampliar o espaço para os investimentos. “Os números precisam ser comparados e analisados na linha do tempo”, defende.

O documento aponta também que 10% da receita total do Estado correspondem a obrigações financeiras pendentes no primeiro semestre de 2026, segundo o relatório. “As obrigações financeiras são quitadas de acordo com o fluxo de caixa do Tesouro, que não segue uma linearidade durante o exercício financeiro”, afirma Flávio Rocha.

Com informações da Tribuna do Norte

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Política

Flávio encontra ministro de Bukele em SP e defende mais prisões: ‘tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais’

Foto: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se encontrou neste domingo (30) com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do polêmico presidente de de El Salvador, Nayib Bukele.

Na saída do encontro ocorrido em um hotel no Centro da capital paulista, Flávio fez elogios às políticas de Segurança e disse que o governo dele foi responsável por “implementar um dos maiores e mais eficazes resgates de soberania e devolver a segurança pública para o povo deles” e defendeu mais prisões no Brasil.

“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso que nós vamos criar mais de meio milhão de vagas em presídios para que ladrão celular e comércio tenha no mínimo oito anos de cadeia e fique preso”, afirmou.

Flávio Bolsonaro defendeu ainda que o PL e seus aliados façam mais cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado para aprovar mudanças semelhantes às implementadas pelo presidente salvadorenho na lei brasileira.

“Foi uma reunião que nos inspira bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz, firme, para defender os cidadãos, para defender as vítimas, e não os bandidos, como faz o atual governo. (…) Ele [Gustavo Villatoro] destacou a importância de termos senadores e deputados alinhados com o presidente da República, para que possam fazer as alterações legais que são necessárias”, declarou.

g1

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente, ele tem razão. Ainda há muitos criminosos soltos, com a sociedade aprisionada e sendo refém de vagabundos.

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Polícia

[VÍDEO] Após agressões contra a esposa, Pedro Gadelha é detido na Lagoa do Bonfim

 

Imagem: Reprodução

Novos vídeos obtidos pelo Blog de Gustavo Negreiros mostram momentos após a agressão envolvendo Pedro Câmara Gurgel Gadelha e a esposa, na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na noite desse sábado (29).

Nas imagens, registradas logo após o episódio, é possível acompanhar a movimentação no local e a reação de pessoas que presenciaram a situação.

Segundo informações divulgadas anteriormente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada e realizou a prisão em flagrante. O caso foi registrado como lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, com aplicação da Lei Maria da Penha.

O episódio ganhou repercussão após relatos de que não seria a primeira ocorrência de violência envolvendo o casal. Segundo publicação anterior do blog, Pedro Gadelha já teria respondido a outras ações relacionadas à violência doméstica.

As novas imagens ajudam a dimensionar a movimentação registrada no local após a agressão. O caso segue sob apuração das autoridades.

LEIA TAMBÉM

Boletim de Ocorrência aponta denúncia de agressão de empresário à esposa na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta

Com informações do Blog Gustavo Negreiros

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Geral

GUERRA ELEITORAL: Raquel Lyra registra BO por cartazes que a acusam de “matar o marido” para ganhar eleição; João Campos cobra investigação

Fotos: Reprodução/Redes Sociais

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) registrou um boletim de ocorrência neste domingo (30) após cartazes com ataques pessoais e acusações contra ela sobre morte do marido, Fernando Lucena, serem espalhados pelo Recife. No boletim, Lyra diz que os cartazes a associam de “forma odiosa à morte do marido”. O adversário dela na disputa, João Campos (PSB), repudiou o material apócrifo e cobrou investigação para identificar os responsáveis.

Uma das peças afirma que a governadora teria “matado o marido para ganhar a eleição”. Lucena morreu em 2 de outubro de 2022, após sofrer um infarto, no dia do primeiro turno das eleições estaduais.

Os ataques à Raquel ocorreram um dia após o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinar a retirada de publicações das redes sociais que apresentavam como comprovada a existência de um suposto “gabinete do ódio” no governo dela.

A decisão apontou que não havia comprovação de uma estrutura destinada a atacar João Campos. A liminar determinou a remoção dos conteúdos em até 24 horas, sob multa diária de R$ 15 mil, além de ordenar que o Instagram forneça dados que possam ajudar a identificar os responsáveis pelos perfis envolvidos.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Raquel classificou os ataques como “ódio” e pediu respeito à família. “Respeite minha família, respeite meus filhos, respeite quem não está mais aqui, respeite minha dor”, afirmou.

João Campos, principal adversário de Raquel na disputa pelo governo de Pernambuco, também condenou os panfletos e negou qualquer relação com o material. “Esses panfletos apócrifos que estão circulando hoje são um completo absurdo”, declarou. Campos também disse que qualquer tentativa de atribuir os ataques feitos à Raquel à sua campanha será levada à Justiça e lembrou a perda do pai, comparando com a situação vivida por Raquel.

“Eu perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel perdeu o marido durante uma eleição. Nós sabemos a dor que isso representa para uma família. Por isso, não admito que a minha família, a família dela ou a família de qualquer pessoa seja atacada ou utilizada como instrumento de disputa eleitoral. Isso ultrapassa qualquer limite da política. Isso é desumano e inaceitável”, afirmou. Campos disse ainda que pretende acionar a Justiça para descobrir quem produziu, financiou e distribuiu o material e pediu que os responsáveis sejam punidos.

Opinião dos leitores

  1. Quando a gente pensa que a canalhice na política nacional chegou ao limite, vem uma notícia uma dessas.

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Geral

Com acesso à Série C já garantido, ABC empata com o Uberlândia e fica fora da final da Série D

Foto: Reprodução/ABCFC

Já garantido na Série C 2027, o ABC lutava por uma vaga na final da Série D contra o Uberlândia neste domingo (30), na Arenas das Dunas, mas ficou no empate em 1 a 1, após ser derrotado por 1 a 0 no jogo de ida em Minas Gerais.

O Mais Querido abriu o placar com Jhosefer aos 13 minutos do segundo tempo, mas sofreu o empate em um chute de fora da área de Tomas Bastos que contou com a falha do goleiro alvinegro Matheus Alves, as 30 minutos da segunda etapa. Com o resultado, o ABC encerra a participação na Série D 2026.

A final será entre Uberlândia/MG e ASA de Arapiraca/AL.

Opinião dos leitores

  1. O time das galinhas pretas, que deve a Deus e ao mundo mas vive nadando em dinheiro sabe-se lá de onde vem, termina mais um ano sem titulo. Acesso é transitório, pode subir hoje e cair amanhã
    A galinhada preta estava muito assanhada pensando no bi campeonato brasileiro mas quanto mais alto o sonho, maior o tombo e entra de férias passando mais um ano sem ganhar nada a não ser mais um vice campeonato estadual pro PAPAI MECÃO!
    RESPEITA TEU PAI, BURRA PRETA!

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Geral

[VÍDEO] DEU TRETA: Comissões técnicas de ABC e Uberlândia se envolvem em confusão na Arena das Dunas

Vídeo: Reprodução/FutMetas/Instagram

Integrantes das comissões técnicas de ABC e Uberlândia se envolveram em uma confusão nas escadas que dão acesso à zona mista e vestiários da Arena das Dunas, em da partida válida pelas semifinais da Série D do Campeonato Brasileiro neste domingo (30). Gritaria, socos, empurrões e chutes aconteceram entre os membros dos dois clubes até que os ânimos foram acalmados.

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Geral

Toffoli adia julgamento de registro de candidatura de Renan Santos após apontar possíveis “ilicitudes”

Foto: CNN Brasil

O ministro Dias Toffoli, do TSE e do STF, retirou de pauta o julgamento do registro da candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República, que começaria nesta segunda-feira (31).

Toffoli apontou possíveis “ilicitudes” relacionadas aos perfis de redes sociais informados por Renan e pelo candidato a vice, Aroldo Medina. Após o registro da chapa, os candidatos apresentaram 18 novos perfis que não haviam sido declarados inicialmente.

Pela Lei das Eleições, todos os perfis já existentes devem ser informados à Justiça Eleitoral. Além disso, contas preexistentes incluídas posteriormente só podem ser usadas na campanha 48 horas após a comunicação ao TSE.

O ministro deverá marcar uma nova data para analisar o registro, após verificar se algum dos perfis foi utilizado para propaganda eleitoral antes do prazo permitido.

Os julgamentos dos registros de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) estão mantidos para começar nesta segunda-feira, em sessão virtual do TSE. A análise deve ser concluída até 2 de setembro.

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Geral

Em carta aberta, Sinduscon-RN alerta para impactos e pede cautela ao Senado antes de votar fim da escala 6×1

Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon-RN | Foto: reprodução

O presidente do Sindicato da Indústria da Constrção Civil do RN (Sinduscon-RN) e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sérgio Henrique Andrade de Azevedo, encaminhou uma carta aberta aos senadores da República pedindo cautela na discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

Azevedo alerta para possíveis impactos sobre renda, empregos, custos das empresas, produtividade e setores com jornadas específicas, como a construção civil.

Alguém perguntou a esses trabalhadores o que eles preferem?”, questiona o presidente do Sinduscon-RN, que também defende a negociação coletiva e um debate mais amplo sobre produtividade antes da redução da jornada.

Leia a íntegra abaixo:

Natal/RN, 28 de agosto de 2026.

CARTA ABERTA AOS SENADORES DA REPÚBLICA

Antes de decidir pelo trabalhador, é preciso ouvi-lo.

Senhor Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Senadores do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, Styvenson Valentim e Zenaide Maia,

Senhora e Senhores Senadores,

A discussão sobre melhores condições de trabalho e qualidade de vida é legítima e necessária. Mas uma alteração constitucional com tamanho impacto sobre trabalhadores, empresas, emprego, produtividade e renda não pode ser decidida sem uma análise profunda de suas consequências.

A proposta de redução da jornada e alteração da escala de trabalho parte de uma intenção que pode parecer simples. Como advertiu H. L. Mencken, para todo problema complexo há sempre uma solução simples, plausível — e completamente errada.

A realidade brasileira não é simples. Comércio, indústria, construção, saúde, turismo, infraestrutura, energia, agronegócio e serviços possuem características completamente diferentes.

Não é razoável imaginar que uma mesma solução seja adequada a todas essas realidades.

Na construção pesada e nas grandes obras de infraestrutura, milhares de trabalhadores permanecem mobilizados longe de suas cidades e de suas famílias por semanas ou meses.

Alguém perguntou a esses trabalhadores o que eles preferem?

Para muitos deles, pode fazer muito mais sentido trabalhar mais durante o período em que estão mobilizados, aumentar sua renda e concentrar o descanso para quando puderem efetivamente retornar para casa. Qual é o benefício de impor mais tempo ocioso a quem está a milhares de quilômetros da própria família?

Há ainda outra questão que precisa ser enfrentada com transparência: manter o salário-base não significa necessariamente manter a renda total do trabalhador. Em muitas atividades, menos horas trabalhadas tendem a implicar menor remuneração, porque reduzem a produção e, com ela, as parcelas variáveis, os prêmios e outras oportunidades legítimas de ganho.

Quem calculou esse impacto sobre a renda efetivamente levada para casa, sobre o custo das empresas e sobre a capacidade de contratação? Na construção civil, aumentos relevantes no custo do trabalho impactam o custo das obras, da infraestrutura e da habitação.

No final, alguém paga essa conta.

Pode ser a empresa, reduzindo investimentos e contratações. Pode ser o consumidor, pagando mais caro. Pode ser o trabalhador, perdendo renda ou oportunidades. E pode ser toda a sociedade, com menor produtividade, mais informalidade e menor crescimento econômico.

Queremos melhorar a vida de quem trabalha. Mas precisamos fazer isso aumentando produtividade, qualificação, renda e oportunidades, e não simplesmente reduzindo, por determinação constitucional, o número de horas disponíveis para produzir.

Por isso, fazemos um apelo ao Senado Federal:

Decisões constitucionais desta magnitude não deveriam ser tomadas em janelas curtas de calendário legislativo.

Não votem uma mudança dessa dimensão de forma apressada.

Ouçam os trabalhadores e ouçam quem emprega.

Avaliem os impactos econômicos e sociais e as particularidades de cada atividade.

Preservem e valorizem a negociação coletiva.

Antes de discutir redução da jornada de trabalho, o Brasil precisa enfrentar a questão que há anos limita nosso desenvolvimento: a baixa produtividade.

Países não se tornam mais produtivos porque trabalham menos. Tornam-se capazes de trabalhar menos porque se tornaram mais produtivos. Essa ordem importa.

Não podemos escolher apenas a parte agradável da equação e ignorar quem pagará a conta.

Senadores, essa decisão terá consequências por décadas. Façam o debate que a importância do tema exige.

Antes de decidir pelo trabalhador, ouçam o trabalhador.

Antes de aumentar o custo de contratar, ouçam quem gera emprego.

Antes de reduzir a jornada, discutam como aumentar a produtividade.

E, antes de mudar a Constituição, avaliem as consequências para o Brasil.

Atenciosamente,

Sérgio Henrique Andrade de Azevedo
Presidente do Sinduscon RN
Vice-Presidente CBIC

Opinião dos leitores

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Geral

PESQUISA VIA CERTA/PERFIL / PARNAMIRIM /SENADO: Styvenson lidera com 17,21%, seguido por Zenaide com 8,43%

O candidato Styvenson Valentim (Podemos) lidera a disputa pelo Senado entre os eleitores de Parnamirim, na pesquisa do Instituto Perfil, realizada em parceria com o Via Certa Natal, considerando a soma das intenções de voto para a primeira e a segunda vaga.

Na soma dos dois votos, Styvenson aparece com 17,21%. Em seguida, vêm Zenaide Maia (PSD), com 8,43%, Coronel Hélio (PL), com 6,79%, Samanda de Lula (PT), com 6,29% e Rafael Motta (PDT), com 6,14%.

Já Sandro Pimentel (PSOL) soma 1,51%, Sonia Godeiro (PSOL) tem 1,21% e Rosália Fernandes (PSTU) aparece com 1,14%.

Professor Guilherme (UP) vem em seguida, com 0,93%, seguido de Tércio Tinôco (União Brasil), com 0,57%, Gari Wendell Batista (AGIR), com 0,29%, Luciana Mandu (PSTU), com 0,29% e Linhares Jiboia (DC), com 0.21%. Os indecisos somam 30,28%, enquanto o branco/nulo é de 18,71%.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-07989/2026 e no TRE-RN sob o número RN-06953/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026, em Parnamirim, com 700 eleitores.
A margem de erro é de 3,70 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada pelo Via Certa/Instituto Perfil.

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Geral

PESQUISA VIA CERTA/PERFIL / PARNAMIRIM /DEPUTADO(A) FEDERAL: Thabatta Pimenta, Natália Bonavides, Nina Souza e Carla Dickson são as mais citadas

No cenário espontâneo para deputado federal, em que o eleitor pode citar qualquer nome ou expressão, Thabatta Pimenta aparece na liderança entre os eleitores de Parnamirim, segundo o levantamento do Instituto Perfil em parceria com o Via Certa Natal.

Thabatta lidera com 2,86%. Na sequência dos mais citados vêm Natália Bonavides, Nina Souza e Carla Dickson, empatadas em segundo lugar com 1,43%, Sargento Gonçalves (1,29%), Robinson Faria (1,14%), General Girão (1,00%), João Maia (0,86%), Juninho Saia Rodada (0,57%).

Completando a lista dos mais citados aparecem Benes Leocádio, Gabriel Nunes e Dr. Bernardo, os três empatados com 0,43%. Os indecisos são a grande maioria, com 78,14%, enquanto o branco/nulo soma 6,43%.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-07989/2026 e no TRE-RN sob o número RN-06953/2026. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026, em Parnamirim, com 700 eleitores. A margem de erro é de 3,70 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada pelo Via Certa/Instituto Perfil.

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