O menino Pedro Paulo Jardim de Barros, 13 anos, teve sua morte confirmada pela Associação Brasileira dos Executivos de Futebol, a Abex, neste domingo. Pedro é filho de Anderson Barros, diretor executivo do Coritiba. A associação declarou luto oficial de três dias pela morte prematura.
“Ao Anderson Barros desejamos que Deus lhe de forças para superar esse triste momento e emanamos todas as nossas energias positivas para ajuda-lo a suplantar essa dor irreparável”, disse a Abex em comunicado.
No Twitter, o meia Alex, do Coritiba, desejou “muita luz à família” em função da morte de Pedro Paulo Jardim de Barros.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPI do INSS, afirmou que o STF estaria assumindo uma atuação de caráter político e que o Congresso Nacional perdeu protagonismo no cenário institucional. A declaração foi feita durante o evento Casa Parlamento, em Brasília, promovido pela Esfera Brasil, segundo informações do Infomoney.
Na ocasião, o parlamentar criticou decisões da Corte e defendeu uma reavaliação da relação entre os Poderes. “Hoje nós temos um Supremo político”, disse.
Viana também afirmou que o STF não teria, em sua avaliação, mecanismos adequados de autocontenção e criticou decisões monocráticas. “Não é possível que um ministro tome uma decisão monocrática e pare quase 600 parlamentares eleitos”.
Segundo ele, o Congresso tem sido o principal afetado por esse cenário. “A chave do Senado foi entregue ao Supremo e ninguém foi lá buscar até hoje”, afirmou.
Na mesma agenda, o senador entregou ao STF o relatório final da CPI do INSS, que será encaminhado a investigações em andamento e analisado por autoridades como a Polícia Federal.
A Polícia Militar realiza, na noite desta quinta-feira (16), um simulado de grande escala em Natal, com foco no enfrentamento a crimes violentos e situações de “domínio de cidades”.
A atividade acontece na Av. Prudente de Morais, nas imediações da agência do Banco do Brasil, no bairro Lagoa Seca. O treinamento tem início previsto para 23h, com intensificação das simulações a partir das 23h50.
Durante o exercício, estão previstas encenações de assalto a banco, com uso de tiros de festim e explosões controladas, além da montagem de bloqueios e barreiras policiais em vias da região.
Ao todo, participam da operação 59 aspirantes da Academia de Polícia Militar (APM), além de viaturas e figurantes. O simulado marca o encerramento do curso de formação da Academia de Polícia Militar.
Interdições e orientações no trânsito
A PM informou que haverá isolamento de áreas e interdição de vias no entorno da operação durante a realização do simulado. Equipes estarão no local para orientar motoristas e pedestres. A recomendação é que a população evite a área durante o período da ação e siga as instruções dos agentes de segurança.
A corporação também reforça que os ruídos de tiros e explosões fazem parte do treinamento e não representam situação real de risco. Em caso de dúvidas, a orientação é acionar o telefone 190.
Um vídeo divulgado nesta quarta-feira (15) mostra o reencontro do ex-deputado federal Alexandre Ramagem com a esposa e as filhas após ser solto pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), nos Estados Unidos.
Ramagem havia sido detido na Flórida e foi liberado dois dias depois da prisão. As imagens foram publicadas nas redes sociais da esposa, Rebeca Ramagem, e registram o momento em que ele chega em casa e é recebido pela família.
O ex-diretor da Abin estava preso no sistema penitenciário de Orange County, no estado da Flórida.
Ramagem é citado em investigações no Brasil e teve condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado pelo STF. Após o processo, deixou o país e passou a viver nos Estados Unidos.
O pedido de extradição do ex-deputado foi encaminhado pelo Ministério da Justiça ao governo norte-americano no fim de dezembro de 2025.
O Tribunal de Justiça de SP decidiu, nesta quarta-feira (15), interditar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), de 94 anos, após pedido feito pelos filhos. A informação foi confirmada pela Fundação FHC e divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Segundo a decisão, o pedido leva em consideração o quadro de saúde do ex-presidente, que apresenta condição compatível com doença neurodegenerativa em estágio avançado. Com a medida, a Justiça nomeou um curador provisório para a gestão de questões patrimoniais de FHC. A função ficará sob responsabilidade de um dos filhos.
A decisão também indica que a medida teve concordância da família e segue os trâmites legais previstos para casos de interdição. FHC já não participava da administração de decisões financeiras nem da rotina cotidiana e vinha recebendo acompanhamento médico contínuo.
O processo ainda prevê a atualização de informações sobre o estado de saúde e autonomia do ex-presidente.
A equipe econômica do governo Lula revisou para pior a projeção da dívida pública brasileira até 2035. A nova proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) indica que a dívida bruta deve atingir 87,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2029, acima da estimativa anterior, que previa 84,2% em 2028.
Desde o início do atual governo, a relação dívida/PIB subiu de 71,7% para 79,2%, segundo dados do Banco Central. No mesmo período, a dívida bruta aumentou R$ 2,95 trilhões.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o avanço da dívida é influenciado principalmente pelo aumento dos juros, além do crescimento dos gastos públicos e dos déficits nas contas do governo. Nos últimos 12 meses até fevereiro, o país gastou cerca de R$ 1,037 trilhão com juros da dívida.
A mudança nas regras de pagamento de precatórios também afetou as projeções. A proposta do governo prevê retirar R$ 347 bilhões dessas despesas do cálculo da meta fiscal até 2035, o que facilita o cumprimento dos objetivos estabelecidos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um cenário ainda mais elevado para a dívida brasileira, estimando que ela pode chegar a 106,5% do PIB em 2031, em metodologia diferente da utilizada pelo governo.
Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou que mantém compromisso com a estabilidade fiscal e com a redução da trajetória da dívida ao longo do tempo.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, acionou nesta quarta-feira (15) a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) seja investigado por suposto abuso de autoridade. A medida ocorre após o parlamentar incluir o nome do magistrado em um pedido de indiciamento no relatório final da CPI do Crime Organizado.
A solicitação de Vieira acabou sendo rejeitada pela comissão por seis votos a quatro.
Na representação enviada à PGR, Gilmar Mendes afirma que houve “desvio de finalidade” por parte do senador ao elaborar o relatório e sustenta que a conduta pode se enquadrar em dispositivos da Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019).
Segundo o ministro, o documento apresentado pelo relator utilizou argumentos que não se sustentam juridicamente e extrapolam o escopo da investigação da CPI.
Na manifestação, Gilmar classificou o texto como um “juvenil jogo de palavras” ao tratar de crimes de responsabilidade e questionou a competência da comissão para propor indiciamentos nesse contexto. E afirmou que o conteúdo não apresenta base concreta e não possui relação direta com os fatos originalmente investigados pela CPI.
Possível impacto político
O caso pode ter desdobramentos eleitorais. Uma eventual condenação por abuso de autoridade pode tornar Alessandro Vieira inelegível, o que afetaria sua tentativa de reeleição.
O texto previa o indiciamento de ministros do STF, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Com a nova configuração, o parecer foi derrotado por 6 votos a 4.
O presidente Lula criticou nesta quarta-feira (15) o fim da obrigatoriedade do imposto sindical e afirmou que a medida “asfixiou” o movimento sindical no país. A declaração foi dada durante reunião com representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto.
Segundo o presidente, a retirada da contribuição obrigatória, prevista na Reforma Trabalhista de 2017, comprometeu a capacidade de organização das entidades. Lula comparou o impacto da medida a uma estratégia de enfraquecimento semelhante à usada no combate ao crime organizado.
Durante o encontro, o presidente afirmou que o fim do imposto sindical teve como objetivo enfraquecer financeiramente as entidades. “Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado: asfixiar. Tiraram o dinheiro e impediram a organização”, disse.
Lula também criticou o fato de outros setores manterem fontes de financiamento, citando o Sistema S como exemplo. A reunião contou com a participação de centrais sindicais, que entregaram ao governo o documento intitulado “Pauta da Classe Trabalhadora”, com propostas para o período de 2026 a 2030.
Entre os principais pontos apresentados estão:
regulação do trabalho por aplicativos
fim da jornada 6×1
combate ao assédio moral e sexual no trabalho
enfrentamento à pejotização
revisão da reforma trabalhista
criação de políticas para trabalhadores informais
reorganização do modelo sindical
Debate sobre mudanças na legislação
A contribuição sindical obrigatória foi extinta durante o governo do ex-presidente Michel Temer, tornando o pagamento facultativo e condicionado à autorização do trabalhador.
A discussão sobre possíveis mudanças nas regras trabalhistas e no financiamento sindical segue em debate dentro do governo federal e entre representantes do setor produtivo e dos trabalhadores.
O deputado federal cassado Alexandre Ramagem (PL) deixou o centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Orlando, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (15). A informação foi confirmada pelo portal Metrópoles.
O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde setembro de 2025, após deixar o Brasil durante o julgamento no STF que resultou na sua condenação a 16 anos de prisão por envolvimento na chamada trama golpista.
Em 30 de dezembro de 2025, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição junto à Embaixada do Brasil em Washington, que encaminhou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA.
Delegado da Polícia Federal, Ramagem comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre 2019 e 2022, durante o governo Jair Bolsonaro. Eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2022, também disputou a Prefeitura do Rio em 2024, ficando em segundo lugar. Em dezembro de 2025, teve o mandato cassado após condenação no Supremo.
O cara tem um pedido de asilo político em andamento, não vai ser extraditado, a esquerda vai ficar no sonho. Afinal, qual foi o crime que ele cometeu? Flávio Bolsonaro já começou ter “problemas”. Será o bis de 2022?
O avanço da inadimplência no Brasil já começa a acender alerta sobre os impactos diretos na economia. Segundo o pesquisador João Mário de França, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o nível de endividamento das famílias compromete cerca de um terço da renda média e tende a afetar o consumo e o crescimento do país.
Em entrevista ao CNN Money nesta quarta-feira (15), o especialista afirmou que o consumo é o principal motor do PIB brasileiro e que o aumento das dívidas pode desacelerar a atividade econômica. “Esse endividamento, essa inadimplência, rapidamente vai bater no consumo, e isso vai impactar o ritmo da economia”, disse.
De acordo com o pesquisador, dois fatores têm peso direto na situação atual: os juros elevados e a inflação, que continua pressionando o poder de compra das famílias. Ele destaca que, apesar da taxa básica de juros (Selic) servir como referência, a realidade do consumidor é mais dura, especialmente nas linhas de crédito mais caras. “As famílias estão muito expostas a modalidades como o crédito rotativo do cartão, que pode ultrapassar 400% ao ano”, afirmou.
Além disso, a inflação segue em patamar elevado, girando entre 4% e 4,5% ao ano, com destaque para o aumento dos preços dos alimentos, que impacta diretamente o orçamento doméstico.
Medidas do governo são vistas como paliativas
Sobre as iniciativas do governo para reduzir o endividamento — como o uso do FGTS para quitar dívidas — o pesquisador avalia que as ações têm efeito limitado. “São medidas emergenciais, de curto prazo, mas não resolvem o problema estrutural das famílias”, explicou.
Segundo ele, o cenário atual cria um efeito “bola de neve”, em que consumidores recorrem a crédito cada vez mais caro, agravando o nível de endividamento. Para enfrentar o problema, o especialista defende medidas estruturais, como o ajuste das contas públicas — que pode contribuir para a redução dos juros — além de maior educação financeira da população.
A avaliação é de que, sem mudanças mais profundas, o avanço da inadimplência deve continuar pressionando o consumo e impactando diretamente o desempenho da economia brasileira.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo e aponta que um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao cantor MC Ryan SP teria movimentado mais de R$ 260 bilhões. A informação consta em decisão da Justiça Federal, do do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos., que autorizou as medidas da operação.
Segundo a investigação, o grupo utilizava atividades ligadas à indústria musical e ao entretenimento digital para movimentar grandes quantias de dinheiro sem lastro econômico comprovado. De acordo com a PF, os valores eram movimentados por meio da venda de ingressos, produtos e ativos digitais, além do uso de criptoativos e transações fracionadas para dificultar o rastreamento.
A apuração também aponta o uso de “laranjas”, familiares e operadores financeiros para ocultar os reais beneficiários das operações. Relatórios do Coaf identificaram movimentações suspeitas de R$ 1,63 bilhão. Esse valor serviu de base para bloqueio de bens e contas dos investigados. No entanto, a PF estima que o volume total movimentado pelo grupo seja muito maior.
A operação mobiliza mais de 200 policiais federais e cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados do país. Entre os alvos estão o cantor MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa, ligado à página Choquei. As ações ocorrem em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Fotos: Divulgação/Polícia Federal
Justiça vê indícios de “instituição financeira clandestina”
Na decisão, a Justiça aponta que o grupo atuaria como uma espécie de “instituição financeira clandestina”, com forte capilaridade e ramificações que ultrapassam o território nacional.
Além das prisões, foram determinadas medidas como sequestro de bens, bloqueio de valores e restrições societárias para interromper as atividades investigadas. Os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Defesas se manifestam
Em nota, a defesa de MC Ryan informou que ainda não teve acesso aos autos, mas afirmou que todas as movimentações financeiras do artista possuem origem comprovada e seguem a legislação.
Já a defesa de MC Poze declarou desconhecer o teor da decisão judicial e disse que irá se manifestar após acesso ao processo. A defesa de Raphael Sousa não foi localizada.
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