Economia

Fome no Brasil: em 5 anos, cresce em 3 milhões o nº de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, diz IBGE

Dados do IBGE mostram o número de pessoas em situação de fome em cada unidade da federação — Foto: Economia/G1

Depois de recuar em mais da metade em uma década, a fome voltou a se alastrar pelo Brasil. Em cinco anos, aumentou em cerca de 3 milhões o número de pessoas sem acesso regular à alimentação básica, chegando a, pelo menos, quase 10,3 milhões o contingente nesta situação. É o que apontam os dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento foi feito entre junho de 2017 e julho de 2018 e apontou piora na alimentação das famílias brasileiras. Entram na conta somente os moradores em domicílios permanentes, ou seja, estão excluídas do levantamento as pessoas em situação de rua, o que poderia aumentar ainda mais o rastro da fome pelo país.

Classificado pelo IBGE como segurança alimentar, o acesso pleno e regular aos alimentos de qualidade – em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais – atingiu o menor patamar em 15 anos.

“Ao olhar para a série histórica, a gente observa que houve diminuição da segurança alimentar e o consequente aumento dos índices de insegurança alimentar entre a população brasileira”, enfatizou o gerente da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, André Luiz Martins Costa.

O pesquisador destacou que a fome está mais presente nas áreas rurais do país, porque “as pessoas que estão em meio urbano conseguem mais alternativas [de alimentação] que aquelas que vivem nas áreas rurais”, afirmou.

De acordo com a pesquisa, 63,3% dos domicílios no Brasil tinham a chamada segurança alimentar, abaixo dos 65,1% apurados em 2004, quando tem início a série histórica do levantamento. O IBGE destacou que este percentual cresceu, consecutivamente, nas duas pesquisas seguintes, realizadas em 2009 e 2013, mas retrocedeu ao mínimo histórico em 2018.

A maior cobertura da segurança alimentar foi registrada em 2013, quando chegou a 77,4% o total de domicílios em que a alimentação podia ser considerada como plena e regular.

Na comparação com 2013, o número de domicílios com segurança alimentar teve queda de 13,7%. Em contrapartida, aumentou em 71,5% o número de domicílios com insegurança alimentar.

O IBGE classifica a insegurança alimentar em três níveis – leve, moderada e grave – da seguinte maneira:

Insegurança alimentar leve: há preocupação ou incerteza quanto acesso aos alimentos no futuro, além de queda na qualidade adequada dos alimentos resultante de estratégias que visam não comprometer a quantidade de alimentação consumida.

Insegurança alimentar moderada: há redução quantitativa no consumo de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação.

Insegurança alimentar grave: há redução quantitativa de alimentos também entre as crianças, ou seja, ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores do domicílio. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no lar.

Foi a insegurança alimentar moderada a que mais cresceu percentualmente entre os domicílios brasileiros entre 2013 e 2018 – uma alta de 87,53%. A insegurança alimentar leve teve alta de 71,5% no mesmo período, enquanto a grave, que caracteriza a fome, aumentou em 48,8%.

Fome tem maior prevalência em áreas rurais

Embora o maior número das pessoas em situação de miséria alimentar viva em áreas urbanas, é nas áreas rurais que a fome é mais prevalente.

De acordo com o IBGE, dos cerca de 10,3 milhões de famintos no país, 7,7 milhões viviam em perímetro urbano, enquanto 2,6 milhões, em regiões rurais. Todavia, proporcionalmente, estes números representavam, respectivamente, 23,3% do total da população que vivia em área urbana e 40,1% da população rural.

“As pessoas que estão em meio urbano conseguem mais alternativas para a sua alimentação, substituindo itens com maior facilidade que na área rural, que tem menor variedade de alimentos disponíveis”, apontou o gerente da pesquisa, André Costa.

Quase metade dos famintos vive no Nordeste

Dos cerca de 10,3 milhões de brasileiros que passaram fome em 2018, 4,3 milhões viviam na Região Nordeste, o que corresponde a 41,5% do total de famintos no país. Em seguida, aparece a Região Sudeste, com 2,5 milhões de habitantes com fome, e o Norte, com pouco mais de 2 milhões de pessoas nesta situação.

No entanto, se considerada a proporção de domicílios com restrição severa no acesso à alimentação adequada, a Região Norte é a que lidera o ranking. Lá, 10,2% dos domicílios estavam em situação de fome no período do levantamento. Essa proporção é cerca de cinco vezes maior que a observada no Sul, onde 2,2% dos domicílios foram classificados com insegurança alimentar grave.

O IBGE destacou que no Norte e Nordeste, menos da metade dos domicílios (43% e 49,7%, respectivamente) tiveram acesso pleno e regular à alimentação adequada. No Sul, esse percentual chegou a 79,3%. Sudeste e Centro-Oeste aparecem na sequência, com 68,8% 64,8%, respectivamente, dos domicílios com segurança alimentar.

Metade das crianças sob insegurança alimentar

Ao analisar a situação alimentar por faixa etária, o IBGE identificou que metade das crianças com até 4 anos de idade vivia em domicílios com algum tipo de insegurança alimentar – 34,2% delas em lares com insegurança alimentar leve, 10,6% com insegurança alimentar moderada, e outros 5,1% com insegurança grave, que caracteriza a fome.

Na faixa etária entre 5 e 17 anos, passou da metade (50,7%) o total destes jovens vivendo sob algum tipo de insegurança alimentar.

Na faixa etária entre 18 e 49 anos, este percentual foi de 41,2%, enquanto no grupo de 50 a 64 anos este percentual caiu para 34,6%.

A menor proporção de pessoas vivendo sob algum tipo de insegurança alimentar estava na faixa etária acima de 65 anos – 21,3%. Ao todo, cerca de 2,7% dos idosos com mais de 65 anos tiveram insegurança alimentar grave no período da pesquisa, ou seja, passaram fome entre 2017 e 2018.

“À medida que a idade da pessoa aumenta, aumentam também as chances dela ter maior segurança alimentar”, apontou o pesquisador do IBGE, André Costa.

O estudo mostrou ainda que, nos domicílios em condição de segurança alimentar, predominam os homens como responsáveis pelo rendimento doméstico. Conforme o levantamento, 61,4% dos domicílios com acesso pleno e regular à alimentação de qualidade eram chefiados por homens. Já as mulheres eram responsáveis por 38,6% dos domicílios nessa situação.

“Domicílios cuja mulher é a pessoa de referência estão mais associados à insegurança, assim como domicílios com muitos moradores”, observou o gerente da pesquisa.

Entre os domicílios com insegurança alimentar grave, ou seja, em situação de fome, 51,9% eram chefiados por mulheres, de acordo com o levantamento.

Ao analisar a situação alimentar dos domicílios por cor ou raça, constatou-se que apenas 36,9% dos lares com segurança alimentar eram chefiados por pessoa autodeclarada preta ou parda. Este percentual passava de 50% para os três níveis de insegurança alimentar – 50,7% para insegurança leve, 56,6% para insegurança moderada e 58,1% para insegurança grave.

Onde comem três, não comem sete

Ao analisar a situação alimentar considerando a composição do domicílio, o IBGE identificou que quanto menor o número de moradores, maior a segurança alimentar.

De acordo com o levantamento, 72,5% dos domicílios com acesso pleno e regular à alimentação adequada de qualidade tinham até três moradores, enquanto 26,3% tinham entre quatro e seis moradores. Apenas 1,1% deles tinham mais de sete habitantes.

Já entre os domicílios com insegurança alimentar grave – com restrição severa de alimentos, que caracteriza a situação de fome – 61,2% tinham até três moradores, 32,4% entre quatro e seis, e 6,4% tinha mais de sete.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Boa tarde!
    Caros comentaristas,
    A crise econômica vem desde 2009 e, além do componente internacional, houve a "contribuição" nacional. O país vem sendo dilapidado desde que o PT havia assumido o cargo maior do poder executivo federal. Mesmo com a criação do bolsa família, baseado em auxílios sociais do governo Fernando Henrique, entre outras ajudas. Os governos do PT não investiram em educação básica e fundamental. Investiu nas escolas técnicas e um pouco no ensino superior. Adotou política de cotas raciais quando o mais justo e correto seriam cotas por baixa renda. Não ensinou o pescador a pescar. Prefiriu dar o peixe pronto. O pior de tudo foi se utilizar de corrupção para se perpetuar no poder, entregando migalhas nos programas sociais. Mensalão utilizado para aprovar projetos e leis de seu próprio interesse, como já escrevi e repito: se perpetuar no poder. A grande "invenção": a "CLEPTOCRACIA". E a prática se "aperfeiçoou" com o Petrolão e outras práticas mostradas e provadas pela operação Lava-Jato e outras operações da Polícia Federal e do Ministério Público. Toda essa avassaladora corrupção deixou o país muito enfraquecido economicamente. Mas, se Deus quiser, logo sairemos deste lamaçal que a esquerda nos empurrou.
    Deste modo, o entitulado "Historiador" deveria estudar mais para poder ensinar aos seus alunos a real história e não "estórias da carochinha".

  2. Na era PT eu me formei, pos-graduei, passei em concurso do município, vários, estado e federal.

    Se você não tem competência não vem botar a culpa no PT porque eles criaram condições pra quem queria mudar de vida.

    Fica a dica pra os alienados.

    Quando esse governo terminar se tiver sorte ainda haverá cargos públicos pra se ocupar através de concurso.

    Chupa essa bolsolândia.

    1. O cara é roubado por 16 anos e ainda sonha com a volta do ladrão! Se conforme, a eletrolula faliu e seus postes não acendem mais… kkkkkkkkkkkkkkkkk

    2. Se vc não leu direito, foi exatamente na era PT. A pesquisa foi feita entre 2017 e 2018. PT caminhando para deixar o Brasil uma Venezuela, mas os brasileiros acordaram antes!

    3. Como é possível? O PT roubando e o Brasil em situação melhor que agora, com o presidente honestao…

    4. Pois é, Adália. Tudo na ressaca dos anos de crescimento negativo do PIB nos estertores do PT.

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Brasil

Lula critica “Aerolula”, mesmo sabendo que novo jato esbarra em custo bilionário e ano eleitoral

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o avião presidencial. As reclamações foram publicadas pelo jornal O Globo. Os comentários sobre a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) ocorreram em reunião com a cúpula militar na semana passada. Na ocasião, o petista citou três episódios de risco enfrentados no atual mandato.

O modelo atual é um Airbus ACJ-319, comprado em 2005 no primeiro mandato de Lula. A aquisição gerou polêmica na época. A oposição usou o apelido “Aerolula” de forma pejorativa.

A aeronave custou US$ 56,7 milhões na época. O valor correspondia a R$ 167 milhões no câmbio do período. O avião também transportou Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

A insatisfação de Lula e da primeira-dama do país, Janja da Silva, com o modelo é antiga. O presidente deseja um equipamento com maior autonomia para voos internacionais. Ele também quer mais espaço para reuniões, área VIP e um quarto maior.

Apesar da cobrança, o governo considera inviável a troca da aeronave no momento. A aquisição de um novo avião exigirá cerca de R$ 2 bilhões. Além disso, a compra geraria desgaste político em pleno ano eleitoral. O presidente já indicou em outras ocasiões que sua queixa não provocará mudanças imediatas.

Antes do Airbus, o transporte presidencial cabia ao Boeing 707, apelidado de “Sucatão”. O modelo foi adquirido em 1986 no governo José Sarney. Ele acabou aposentado pelo alto custo de manutenção e consumo elevado.

Com informações da Revista Oeste

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Brasil

Economista sai em defesa de Flávio e diz que Vorcaro negociou com toda a Faria Lima

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A economista Daniella Marques, integrante da equipe econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que considera injusta a tentativa de vincular o senador ao chamado Caso Master.

Durante entrevista ao podcast Market Makers, ela declarou que o banqueiro Daniel Vorcaro mantinha relações amplas com agentes do mercado financeiro e que o ambiente da Faria Lima também teve participação na distribuição de produtos ligados ao Banco Master.

Segundo Daniella Marques, o crescimento do Banco Master ocorreu com a participação de grandes bancos e corretoras na distribuição de certificados de depósito bancário (CDBs).

Ela afirmou que Vorcaro promovia eventos de grande porte frequentados por empresários, integrantes do Judiciário, parlamentares e representantes do mercado financeiro, argumentando que a proximidade do banqueiro com esses setores era pública e conhecida.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro ressaltou que nunca participou desses encontros promovidos por Vorcaro.

Daniella confirmou a declaração e afirmou que jamais viu o senador nos eventos, acrescentando que diversas outras pessoas do mercado financeiro mantinham contato com o empresário.

Na avaliação da economista, concentrar as críticas exclusivamente sobre Flávio ignora o relacionamento que Vorcaro possuía com diversos agentes do setor financeiro.

O nome de Flávio Bolsonaro passou a ser citado no caso após reportagens informarem que ele intermediou contatos com Daniel Vorcaro para buscar financiamento privado para o filme Dark Horse, produção em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador afirmou posteriormente que esse foi o único objetivo da relação mantida com o banqueiro e negou qualquer outro vínculo com os fatos investigados.

Questionado sobre a possibilidade de surgirem novas revelações relacionadas ao Caso Master, Flávio Bolsonaro reiterou que não praticou qualquer irregularidade e declarou que não existe outro elo entre ele e Daniel Vorcaro além das tratativas envolvendo o financiamento do longa-metragem.

O senador também afirmou que entrou na disputa pela Presidência deixando sua “zona de conforto” e disse confiar que os fatos demonstrarão a inexistência de condutas ilegais de sua parte.

Com informações do Diário do Poder

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Geral

SEM MÁSCARA: Lula chama secretário de Trump de ‘latino-americano frustrado’ e diz que ele ‘odeia o Brasil’

Foto: Reprodução

Em evento que comemorou os 65 anos do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos (SP), nesta sexta-feira (7), o presidente Lula (PT) voltou a criticar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

“O Márcio [ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] se reuniu umas quatro ou cinco vezes com o secretário de comércio dos Estados Unidos, mas ele tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista”, disse.

“É o Marco Rubio. Eu disse pro Trump: ‘Esse moço não gosta do Brasil’. Não gosta, ele é um anti-latino-americano. Ou um latino-americano frustrado, porque ele foi embora de Cuba, o avô dele, o bisavô de lá, ele nunca morou em Cuba. Mas ele foi embora, ele é um descendente de cubano de Miami. Então ele odeia. Odeia Cuba, odeia a Colômbia, odeia o Brasil.”

Durante os discursos, foi divulgada a queda nos números dos alertas de desmatamento, assunto utilizado pelos Estados Unidos ao justificar a determinação do novo tarifaço. Segundo o relatório do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), o Brasil tem se beneficiado da destruição da Floresta Amazônica.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

Flávio critica Judiciário e diz haver tentativa de barrar sua eleição

Foto: Beto Barata/PL

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, fez críticas ao Judiciário nesta sexta-feira (7/8), durante um encontro com empresários e autoridades de São Caetano do Sul (SP).

Em uma churrascaria da cidade, o senador afirmou que há um movimento para impedir que ele seja eleito ao Palácio do Planalto. Durante o discurso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar decisões judiciais.

Segundo participantes do encontro, Flávio Bolsonaro disse que tem denunciado a “roubalheira” na administração pública e que acredita que “eles vão ultrapassar o limite da maldade” para barrar sua possível eleição.

O encontro reuniu cerca de 50 empresários e comerciantes de São Caetano do Sul. Entre os participantes estavam o prefeito da cidade, Tite Campanella (Republicanos), secretários, vereadores e o deputado estadual Thiago Auricchio (PL-SP).

Flávio diz não temer novas acusações

Em sua fala, Flávio também disse que teve a sua vida vasculhada e que não conseguiram provar qualquer ilícito cometido por ele.

O candidato do PL também disse não temer novas acusações. “Não fiz nada de errado. Não tem o que aparecer”, afirmou o senador, em um trecho da fala compartilhado com o Metrópoles.

O senador fluminense também aproveitou o encontro para apresentar propostas para a área econômica de um eventual governo.

Durante a conversa, empresários demonstraram preocupação com os possíveis efeitos da reforma tributária sobre as empresas da região e sobre a arrecadação de São Caetano do Sul.

Flávio e o coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), têm criticado a reforma aprovada pelo Congresso no fim de 2023. O candidato já sinalizou que pretende paralisar a implementação do novo modelo e reavaliar as regras durante um eventual mandato.

No encontro, segundo participantes, Flávio também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador afirmou que Lula já teve três mandatos para tentar melhorar os índices do país e que não conseguiria fazer isso em um quarto governo.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também disse que pretende fazer um governo “moderno” e voltado para o futuro. A fala segue o discurso adotado pela campanha, que apresenta Flávio como candidato a presidente do “Brasil do futuro”.

Com informações de Metrópoles

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Política

SÓ UMA BICICLETA E UM FUSCA: Erika Hilton declara patrimônio de apenas R$ 15 mil à Justiça Eleitoral

Foto: Reprodução/ Instagram

Candidata à reeleição, a deputada federal Erika Hilton (PSOL) declarou à Justiça Eleitoral ter 15.975,73 reais em bens, divididos entre uma conta corrente na Caixa Econômica Federal e três aplicações de renda fixa no Nubank.

Os dados constam no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 2022, quando concorreu pela primeira vez ao cargo, ela declarou um patrimônio de 19.989,96 reais.

O valor estava dividido entre uma conta corrente, na qual ela tinha 4,51 reais, e uma aplicação de renda fixa, com 19.985,45 reais.

Conhecida por ostentar bolsas e roupas de alto luxo nas redes sociais, Erika Hilton chamou a atenção das redes sociais pelo patrimônio declarado.


Com informações de O Antagonista

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Política

Jair Renan usa nome do pai na urna e declara patrimônio de R$ 187 mil

Foto: Reprodução/ Instagram

O filho homem mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro vai usar o nome de urna do pai para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados este ano. Jair Renan, que hoje é vereador na cidade de Balneário Camboriú (SC), declarou à Justiça Eleitoral, no seu registro de candidatura, ser dono de um patrimônio de R$ 187.366,28, composto por um automóvel Volkswagen Jetta e dinheiro dividido em duas contas bancárias.

Em 2024 Jair Renan já havia repetido esse mesmo feito: ele usou o nome do pai na urna, omitindo o seu nome do meio (Renan) e seu outro sobrenome (Valle). Quando se candidatou à Câmara de Balneário, ele declarou ser dono de um patrimônio de R$ 42.069,79, vindo unicamente de dinheiro em contas bancárias. Eleito, ele recebe um salário bruto de R$ 13.664,13 do legislativo do município catarinense — que fica em pouco mais de R$ 10 mil líquidos.

Com exceção de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos e teve o mandato como deputado federal cassado por faltas, os outros filhos de Jair Bolsonaro sairão candidatos. Laura, a mais nova, ainda é adolescente. Além de Jair Renan, que vai tentar ser deputado federal, seu irmão mais velho, Flávio Bolsonaro é candidato a presidente da República.

Carlos Bolsonaro, que foi vereador no Rio de Janeiro por vários mandatos consecutivos, mudou seu domicílio eleitoral para Santa Catarina e sairá candidato ao Senado por lá, ao lado da deputada federal Carol de Toni. Os nomes dos dois foram aprovados na convenção do partido, mas ainda não houve registro na Justiça Eleitoral.

Os partidos têm até o dia 15 de agosto, sábado da outra semana, para formalizarem o registro. Ele dá origem a um processo, no qual a Justiça analisa a regularidade do registro para permitir ou não a candidatura. No entanto, finalizada a convenção partidária, já é permitido se apresentar publicamente como candidato.

Com informações de Veja

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Cidades

Gavião atinge rede elétrica e provoca apagão em pelo menos cinco bairros de Natal

Foto: Reprodução

O choque de um gavião contra componentes da rede elétrica provocou um curto-circuito e interrompeu o fornecimento de energia no início da noite desta sexta-feira (7) em bairros da Zona Oeste e Zona Sul de Natal. A informação é do Blog Gustavo Negreiros.

Segundo a Neoenergia Cosern, a ocorrência foi registrada às 17h46 e atingiu consumidores de Lagoa Nova, Candelária, Nossa Senhora de Nazaré, Cidade da Esperança e Bom Pastor.

A distribuidora informou que, logo após a ocorrência, realizou manobras no sistema que permitiram o restabelecimento do serviço para parte dos clientes. Equipes técnicas seguem trabalhando no local para concluir os reparos, com previsão inicial de normalização total do fornecimento até as 20h30.

Ao todo, 5 mil unidades consumidoras foram afetadas pela interrupção. Destas, 1.952 tiveram o fornecimento restabelecido logo após as manobras realizadas pela Neoenergia Cosern.

Com informações do Blog Gustavo Negreiros via Portal 96 FM

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Mundo

Casa Branca transforma Homem-Aranha em símbolo de caça a imigrantes

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Casa Branca publicou nesta sexta-feira (7) montagem do super-herói Homem-Aranha, personagem de quadrinhos e filmes da Marvel, acompanhada da mensagem: “Criminosos estrangeiros serão pegos e deportados”. A publicação foi compartilhada nas redes sociais oficiais do governo dos Estados Unidos. O post tinha mais de 260 mil curtidas no perfil do Instagram e ultrapassava 680 mil visualizações no X até esta publicação.

Na legenda da postagem no Instagram, a Casa Branca escreveu: “Seus agentes da ICE amigáveis do bairro”, em referência ao principal slogan do super-herói. Nos comentários, há quem aprove a publicação: “Adorei isso!”, escreveu um, e quem condene: “O Homem-Aranha não é um assassino!””. Até a última atualização desta reportagem, a Marvel não havia se pronunciado sobre o uso da imagem do personagem na publicação.

Memes da Casa Branca

Esta não é a primeira vez que a Casa Branca utiliza a imagem de um super-herói para divulgar mensagens relacionadas à política de imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em 2025, a conta oficial da Casa Branca na rede social X publicou um meme que retratava Trump como Superman. Na ocasião, a publicação também gerou repercussão nas redes sociais.

Após a divulgação do meme, a Casa Branca afirmou: “Em nenhum lugar da Constituição diz que não podemos postar memes legais”, em resposta às críticas sobre a publicação.

O Tempo

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Política

Lula usa ministros para tentar atrair Mendonça para a arena política, diz colunista

Foto: Carlos Moura/STF

Vazada por aliados de Lula nesta quinta, a conversa de ministros do governo com o ministro André Mendonça tem, na avaliação de integrantes do STF, a intenção de arrastar para a arena política — desqualificando futuras decisões — o relator das investigações do caso Master, das fraudes do INSS e do escândalo de lobby envolvendo Lulinha no STF. As informações são da coluna Radar – Veja.

Antes de Lula e seus aliados entrarem em cena, a suposta crise envolvendo Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, era tratada na esfera técnica — até porque não há fatos a comprovar que ele atue politicamente no cargo. Havia uma constatação básica: todas as investigações na corporação andavam, menos a que envolvia o filho de Lula.

As trocas de investigadores no curso da apuração contra Lulinha, a ausência de estrutura para garantir o andamento da apuração e a relutância em atender decisões judiciais são questões objetivas e procedimentais.

Nos últimos dias, aliados de Lula criaram um verdadeiro caos em torno do tema, espalhando suspeitas sobre a atuação de Mendonça no caso Lulinha. Também lançaram novas narrativas, como a investigação de supostos vazamentos no caso do filho do presidente. E conseguiram algo raro no STF: mudar uma jurisprudência do tribunal, ao estabelecer que Lulinha seja investigado por dois relatores por um mesmo suposto esquema.

Mendonça já havia sido sorteado e era o relator prevento. Mas a multiplicação de inquéritos contra Lulinha — divididos pelos clientes desse balcão de tráfico de influência e não pela conduta supostamente criminosa do filho do chefe do Planalto –, fez com que Flávio Dino fosse também sorteado relator no STF.

Com o tumulto estabelecido nas investigações contra Lulinha, foi a vez de uma carta de superintendentes da PF lançar em cena o suposto atrito institucional. Como se a questão em discussão não fosse a série de ações incomuns nas investigações contra petistas, os ministros de Lula atraíram Mendonça para uma espécie de “conciliação” com o governo, algo raro na postura do ministro, que sempre evitou concertações políticas sobre investigações.

A reunião mediada por Jorge Messias, entre Wellington Silva e Mendonça, no TSE, serviu para alimentar rumores de “pacificação” entre Lula e o relator do caso Lulinha. Deu ao presidente ainda a narrativa de que ele é o maior interessado no andamento regular das investigações da PF.

Fosse isso verdade, Lula usaria seu poder para punir quem impede a PF de fazer seu papel e dificulta as investigações dos escândalos relatados pelo ministro Mendonça, e não o oposto.

“Também não é preciso que o ministro do Supremo receba ministros do governo para registrar que a PF deve fazer sua obrigação: atuar de forma independente, sem servir ao político de turno. Um absurdo”, diz um ministro do Supremo, sob reserva.

Coluna Radar – Veja

 

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Política

Prefeita Marina comemora resultado histórico no Ideb e destaca “cruzada” pela educação em Pedro Avelino

Foto: Divulgação

A prefeita de Pedro Avelino, Marina Trindade, comemorou os novos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A rede municipal avançou de 3,8, em 2023, para 5,1, em 2025, alcançando a maior nota já registrada pelo município.

Com um crescimento de 1,3 ponto, Pedro Avelino foi o terceiro município que mais evoluiu no Rio Grande do Norte. A cidade também subiu 80 posições no ranking estadual. Em 2023, ocupava a 156ª colocação entre os 167 municípios potiguares.

O Ideb é o principal indicador utilizado pelo Ministério da Educação para medir a qualidade do ensino básico. A nota considera o aprendizado dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, além da aprovação e do avanço dos alunos na escola. Quanto maior o índice, melhor é o desempenho da educação.

Para Marina Trindade, o resultado representa uma virada histórica e comprova os efeitos do trabalho iniciado em seu primeiro ano à frente da Prefeitura.

“É uma conquista que enche Pedro Avelino de orgulho. Conseguimos interromper uma trajetória de queda e alcançar, já no primeiro ano da nossa gestão, a maior nota da história do município. Foi um salto extraordinário, que colocou Pedro Avelino entre os maiores destaques da educação no Rio Grande do Norte”, comemorou a prefeita.

Marina atribuiu o avanço a uma verdadeira “cruzada” promovida pela gestão para recuperar as escolas, melhorar o ensino e oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais da educação.

“Desde o início da nossa gestão, colocamos a educação como prioridade. Iniciamos uma verdadeira cruzada para recuperar as escolas, cuidar dos estudantes, melhorar o transporte e a alimentação escolar e tratar os professores e servidores com o respeito que merecem. Esse resultado mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.

De 2005 a 2015, Pedro Avelino havia registrado uma evolução discreta, porém constante, no Ideb. Nos anos seguintes, entretanto, o município passou a enfrentar sucessivas quedas. O resultado de 2025 interrompe essa trajetória e recoloca a educação municipal em uma curva de crescimento.

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