Polícia

“Formação de novos PMs depende de aval da área econômica”, diz Coronel Alarico sobre déficit de seis mil policiais

O déficit de 6 mil homens e mulheres, em média, na Polícia Militar, é um dos gargalos que o comandante geral da PM, coronel Alarico Azevedo, enfrenta no mais alto posto da corporação. Paralelo a isso, o tráfico de drogas se apresenta como um “perigoso inimigo”, que atinge desde a periferias até bairros nobres do estado. O incremento do efetivo tem sido feito com o pagamento de diárias operacionais e o pedido de devolução de policiais cedidos a outros órgãos. O número de cedidos chega a 1.100, de acordo com o comandante. Respeitar a credibilidade da polícia junto à sociedade, bem como levar sensação de segurança para a população, são pontos que estão “no topo da lista”, para o comandante da PM. O concurso da PM, realizado em 2018, só deve policiais militares no próximo ano. Isso depende do orçamento e aprovação do governo. “As fases de dependem da polícia militar serão executadas de acordo com o cronograma já existente”, explicou coronel Alarico Azevedo.

O efetivo da PM, há alguns anos, está defasado. Como está o quadro atual?
O efetivo previsto, atualmente, da Polícia Militar, é de 13.466 policiais, isso devido a uma lei que foi aprovada em 2009. Hoje, nós temos em torno de 8 mil policiais, contando com os que estão na junta médica, e os policiais à disposição de outros órgãos. Quando eu falo no déficit dos 10 mil policiais, é com base em um estudo feito recentemente, levando em conta o aumento populacional e a grande quantidade de turistas que recebemos em nosso Estado. Não está em lei, mas se fossemos apresentar um projeto para o aumento de efetivo, seria para mais ou menos 18 mil policiais.

A governadora Fátima publicou um decreto pedindo a devolução de policiais cedidos. Quantos hoje estão cedidos, essa devolução está ocorrendo?
São aproximadamente 1.100 policiais. O decreto fala que os órgãos apresentem as necessidades e que os que permaneçam tenham os salários custeados pelos órgãos. Um contato antecipado da governadora com os presidentes dos outros órgãos foi feito e quando ela assumiu, um dos primeiros decretos foi esse de retorno dos policiais militares para o local de origem. Alguns estão se apresentando, nós estamos realizando um curso de nivelamento e conhecimento. Os policiais que estavam em outros órgãos estão sendo qualificados para que tenham condições de retornar à rua. No Batalhão de Polícia de Choque, eles fazem uma semana de aula e outra nas ruas.

Como o senhor vê esse déficit, na prática? De que forma isso está dificultando o trabalho da polícia militar?
Nossa missão é o policiamento ostensivo. Eu deveria ter mais policiais nas ruas. Nós temos a diária operacional, com a autorização da governadora. Todos os anos utilizamos a diária para suplementar o policiamento.

A segurança nos parece mais vulnerável em cidades do interior do Rio Grande do Norte. Como fazer para melhorar esse policiamento no interior para evitar questões como, as explosões a banco e estouro de carro forte?
Nós atuamos de forma integrada com as polícias civil, rodoviária federal e forças armadas, no que toca a inteligência policial. Temos uma rede muito grande de colaboradores, onde eles nos auxiliam. 42% da população está concentrada na capital e região metropolitana, por isso, que o efetivo é maior, não desmerecendo as cidades do interior. Temos que ocupar os 167 municípios e, hoje, ocupamos. De uma forma, na sua maioria, precária, mas temos pelo menos um representante da PM em cada cidade. O que precisamos é realmente recompor esse policiamento, com homens e mulheres. Enquanto isso, fazemos operações no interior para a suplementação do policiamento com a diária operacional. É uma ferramenta muito importante para a Polícia Militar, como também os demais agentes de segurança. Quando se vê um aumento de efetivo, os chefes da segurança foram autorizados a usar a diária operacional. Quando assumimos o comando, levamos um policiamento que se iniciou com a Operação Verão, mas também levamos o planejamento de operações e a necessidade que teríamos para aumentar a sensação de segurança e o atendimento das ocorrências através do efetivo.

Já há uma previsão de quando as pessoas que passaram no concurso da PM serão chamados e, de fato, irão para a rua fazer segurança?
Estamos na segunda fase do concurso. Tivemos a parte escrita, que a empresa contratada pelo governo apresentou as pessoas habilitadas à segunda fase, que é realizada pela PM através da junta médica. Todos os candidatos masculinos e femininos estão passando por essa fase, que se iniciou no dia 21. Após a junta médica apresentar a relação dos aptos, teremos a fase do exame físico, que também é realizado pela PM. Temos oficiais e praças com cursos na universidade e nas academias militares, que vão fazer a avaliação dos candidatos. Após essa terceira fase, vem a investigação social e aguardar liberação da área econômica. Serão mil candidatos a mais na folha de pagamento.

Mas quando eles irão de fato para a rua?
Existe uma lei de ingresso, que fala sobre a carga horária e tempo que aluno tem que passar. A previsão é de 10 meses de curso. Então, quando eles forem matriculados, terão esse tempo de formação. Em um determinado momento eles passam por um estágio supervisionado. Essas fases têm um período programado, não posso dizer que estará liberado em um mês, e não ser.

Em relação a morte de policiais militares, principalmente nos últimos três anos, fora das atividades da corporação. Isso ocorre por causa dos ‘bicos’ que fazem para complementar a renda e porque reagem?
Diferente do civil, o policial militar está 24 horas de serviço. Independente se esteja prestando uma assessoria a uma pessoa ou empresa, ao se deparar com uma ocorrência, pela formação que tem de servir e proteger a sociedade, há o ímpeto de proteger. Muitas vezes o policial, mesmo com toda formação que tem, pode estar em desvantagem. O cidadão infrator não tem o que perder, e o policial vai na intenção do bem. Com a diária operacional, o policial tendo esse ‘plus’, se apresenta na corporação, entra em uma escala de serviço, e está juridicamente amparado com a atividade de polícia. Alguns policiais, para complementar sua renda, são convidados a fazer a assessoria, que é particular de cada um, e independente de onde esteja, sua formação faz com que ele aja em prol da vida.

Com a flexibilização da posse de arma, um dos quesitos que vem à tona é a segurança. Na sua avaliação, o que essa posse trará em benefício da segurança?
É muito relativo e vai do que cada um sente e deseja. Se a pessoa se sente mais segura querendo ter a posse de uma arma, isso cabe a cada um. A minha missão é transmitir uma sensação de segurança através da Polícia Militar.

Qual a sua avaliação desses primeiros vinte dias à frente do comando da PM?
Primeiro quero agradecer a todos que fazem a PM, desde o soldado até o coronel mais antigo da corporação, que estão irmanados objetivando transmitir uma sensação de segurança à população. Como profissional, comandante dessa instituição e cidadão, sentimos que a Polícia Militar está querendo resgatar a dignidade da população. Fazendo um trabalho com a população do bairro, com os centros comunitários, os comandantes das unidades estão orientados a ter esse contato com os líderes comunitários, que são a voz do bairro. Estou vendo as viaturas parando, conversando com a população. Para mim isso é uma grande satisfação, como para todos os integrantes da PM. Estamos acreditando que podemos contribuir para melhorar e minimizar a situação de insegurança no RN. Estamos juntos, e dessa forma, somos mais fortes.

Para esse ano que está começando, qual o seu planejamento?
Primeiro resgatar a credibilidade, elevar a autoestima do policial, trabalhar em conjunto com a comunidade, convocando a imprensa e qualquer órgão que possa contribuir. A população pode nos auxiliar com informações, trazer ideias críticas, porque não vivemos só de elogios. A nossa instituição tem falhas que devem ser corrigidas. É um ano difícil, como a governadora falou, de enxugar a máquina, mas estamos realizando projetos de capacitação, novos concursos para ingresso de soldados, oficiais e o quadro de saúde.

Na sua avaliação, qual o principal problema que a segurança do RN enfrenta? É o tráfico de drogas que desencadeia outra série de crimes?
Quando a gente consegue trazer a criança para a sala de aula, inibe a ação dos traficantes. Isso não é só no RN. A droga é um dos principais fatores de aumento da criminalidade, quer seja por uso e consumo, dependendo da quantidade as pessoas se transformam e fazem coisas que não fariam. Também quando o traficante alicia o jovem que está vulnerável, que acaba pagando com a morte. Também a disputa pelo ponto de droga. A droga é um dos principais fatores para o aumento da criminalidade.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Votei em Fátima porque ela disse que iria fazer a contratação imediata desses polícias, mas pelo jeito, além de mentirosa essa proposta, ela não vai exigir a devolução dos policiais que perambulam nos poderes, para nós guarnecer nas ruas. Se arrependimento matasse, eu já tava morto. Vergonha alheia da nossa cumpanhêrada.

  2. Em vez da governadora elevar de 12 para 16 secretarias não pegoubesse dinheiro e contrato os PMs
    Há mais aí varios petistas iriam ficar sem sem emprego (quer dizer mamata)
    Um e o Fernando Mineiro

  3. A coisa está difícil. Tem duas polícias na reserva, muitos com 49/50 anos. Do jeito que vai em alguns anos o dinheiro do estado só será suficiente para pagar a polícia e seus aposentados. Alguém tem que resolver isso urgentemente.

  4. Esses órgãos com polícias cedidos nao é pra ter, tem que decretar o retorno ao orgao de origem, esses órgãos tem que contratar segurancas terceirizados, policiais é pra fazer segurança do cidadãos e nao de instituições?

  5. palhaçada, com a governadora GOPI a gente não vai ter segurança nunca neste estado maldito. Tenho certeza que dinheiro pro pão e circo não vai faltar

  6. Embora seja necessário a contratação de polícias, o gorverno irar comiter essa ilegalidade de acordo com a lei de responsabilidade fiscal?

    1. Lei de responsabilidade fiscal permite a contratacao nas areas de segurança, saude e educacao, para ir substituindo quem vai para aposentadoria e reserva.

  7. E o corpo de bombeiros agonizando com um efetivo muito abaixo do que a população precisa , basta andar no nosso litoral, e fica evidente a falta de bombeiros, imagine em outros setores q não fica aos nossos olhos, como estao

  8. A quantidade de cessões é vergonhosa. Só o TJ, MP e Assembleia juntos já causam um grande impacto e não deveriam, pous tem orçamento próprio suficiente pra contratar segurança privada.
    As outras cessões para Prefeituras e outros órgãos chegam a ser acintosas. E na hora h, todo mundo acusa todo mundo mas ninguém quer largar o osso e devolver os militares cedidos e bem os militares tão patriotas também não pedem pra voltar e servir o estado no que o estado precisa mais deles.
    A hipocrisia é grande e a politicagem impede e trava tudo que poderia melhorar na gestão pública, por interesses meramente individuais e privados.
    Se o governador enfrentar, poderá ser vítima de como nos e golpes dados por Santos do nosso legislativo, apoiados pós vê-los prefeitos e vereadores que temos pelo Brasil afora.
    Quando vamos acordar e perceber que precisamos eleger não só o pider executivo bom, mas uma boa base de apoio que seja ética.

  9. Coronel Alarico, parabéns pelo trabalho, policiamento nas ruas, e nas praias do norte ao sul. Competência profissional e um swr humano incrivel

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

STF barra prorrogação da CPMI do INSS e impede acesso a dados de voos de ministros em aviões de Vorcaro

Foto:Reprodução

A decisão do STF, de barrar a prorrogação da CPMI do INSS acabou impedindo que o colegiado tivesse acesso a informações sobre voos de ministros da Corte em aeronaves ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. A votação ocorreu no dia 26 de março, quando o STF derrubou decisão do ministro André Mendonça que autorizava a extensão dos trabalhos da comissão.

Antes do encerramento da CPMI, parlamentares haviam aprovado um requerimento solicitando à empresa Prime Aviation — usada por Vorcaro para administrar aeronaves — dados sobre voos e passageiros desde 2015. A companhia informou à comissão que precisaria de mais tempo para reunir as informações solicitadas, conforme informações do Metrópoles.

Segundo ofícios enviados ao colegiado, a empresa alegou inicialmente, em 19 de março, que não teria recebido o pedido original. Em nova comunicação, no dia 24 de março, quatro dias antes do fim da CPMI, a Prime Aviation informou que não conseguiu reunir a totalidade dos dados dentro do prazo estabelecido.

No documento encaminhado à comissão, a empresa afirmou que, “apesar das diligências já realizadas, não foi possível reunir a integralidade dos dados necessários ao atendimento completo da requisição”. Com o encerramento da CPMI após a decisão do STF e sem prorrogação pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), o pedido não avançou.

Reportagens publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo informaram que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa teriam usado aeronaves da empresa ligada a Vorcaro em viagens privadas. A publicação também relatou que o ministro Dias Toffoli teria usado aeronave administrada pela mesma empresa.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), citados pela reportagem, indicam que Toffoli utilizou o terminal executivo do aeroporto de Brasília em 4 de julho de 2025, data em que um voo da Prime Aviation partiu em direção a Marília (SP). Até o momento, as informações sobre passageiros solicitadas pela CPMI não foram oficialmente disponibilizadas à comissão.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Shoe Box: alunos da Maple Bear Natal realizam entrega de presentes para instituições em ação alusiva à Páscoa

Foto: Divulgação

A Maple Bear Natal promoveu nestas terça (31) e quarta-feira (1º) mais uma edição da ação “Shoe Box”, que promove a entrega de caixas solidárias para instituições sociais no período da Páscoa. A iniciativa reafirma o compromisso com a formação cidadã e o olhar sensível para a comunidade. Em 2026, foram entregues 460 caixas solidárias para as instituições contempladas.

A ação mobilizou alunos, familiares e colaboradores em uma corrente de afeto que resultou na doação de chocolates para famílias atendidas por instituições de apoio social da Grande Natal. Na ocasião, os alunos realizaram a customização de caixas de sapato, que são preparadas para a entrega de chocolates para as instituições contempladas.

A iniciativa alcançou instituições como o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GAAC), Instituto Inspirar, AMICO, Casa Durval Paiva, Fundação Lar Celeste Auta de Souza e a Associação Macaibense de Acolhimento Institucional (AMAI). A ação, que vai além do gesto simbólico, se consolida como uma experiência de empatia, e principalmente, de responsabilidade social.

Foto: Divulgação

A ação contou com amplo engajamento da comunidade escolar, ampliando o alcance de iniciativas que fazem a diferença na vida de quem mais precisa e que refletem o compromisso da Maple Bear Natal com uma formação cidadã.

Mais do que celebrar a Páscoa, a ação reforça valores essenciais como solidariedade, compaixão e coletividade.

Maple Bear Natal

Com quase duas décadas de atuação na educação na cidade do Natal, a Maple Bear tem a marca da inovação, do compromisso com o ensino e com a formação de cidadãos. Fundamentada no modelo canadense, a escola tem proporcionado a milhares de alunos, durante toda a sua trajetória, uma experiência de aprendizado única. O modelo de educação estimula a autonomia, o pensamento crítico e a resolução de problemas, formando cidadãos para o futuro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Pesquisa Metadata/Grupo Dial: em Natal, Cadu Xavier é candidato ao governo com maior índice de rejeição

Gráfico

A primeira pesquisa divulgada em parceria entre o Instituto Metadata e o Grupo Dial Natal aponta que o pré-candidato ao governo, Cadu Xavier, possui 35,3% derejeição entre os entrevistados, sendo aquele com o maior percentual, considerando os nomes postos pelo levantamento estimulado, ou seja, quando os nomes são apresentados.

Na sequência, surgem os nomes do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, com 22,4%, e Allyson Bezerra, com 9,5%. Aqueles que rejeitam todos ou não votariam em nenhum são 13,2%. Já os que não rejeitam nenhum/Poderiam votar em qualquer representam 8,8%. 10,8% não sabem ou não responderam.

A pergunta de rejeição eleitoral complementa a análise de intenção de voto ao permitir a identificação do potencial teto de cada candidatura. Candidatos com elevada rejeição tendem a enfrentar barreiras estruturais para ampliação de sua base de apoio, independentemente de estratégias de campanha.

Foto: Reprodução

A pesquisa Metadata/Grupo Dial está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-07708/2026 com 1.000 entrevistados nos dias 27 e 28 de março na cidade de Natal com um nível de confiança estatística de 95% e uma margem de erro máxima estimada de 3,1% pontos percentuais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: “MENOS TRIBUTOS”: Flávio Bolsonaro defende redução de impostos e mais eficiência do governo

Imagens: Reprodução/Instagram/Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender nas redes sociais a redução de impostos e mais eficiência na gestão pública. Pré-candidato à Presidência da República, ele afirmou que o brasileiro enfrenta aumento no custo de vida e pressão tributária no dia a dia. Segundo ele, a população sente no bolso a alta de preços em áreas como combustíveis, energia elétrica e alimentação.

“Hoje, o brasileiro sente no bolso a alta dos preços e a pressão dos impostos. A resposta está em menos tributos sobre o que pesa no cotidiano e mais eficiência no uso do dinheiro público”, afirmou, em publicação nas redes.

Desde que anunciou a pré-candidatura, Flávio Bolsonaro tem intensificado sinais ao mercado e discutido propostas econômicas, enquanto avalia o momento para apresentar um plano de governo mais detalhado.

Levantamentos eleitorais recentes mostram o senador entre os principais nomes da direita em cenários de disputa com o presidente Lula (PT). Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada na segunda-feira (30) aponta Flávio com 45,2% das intenções de voto em eventual segundo turno, contra 44,1% de Lula.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] SALVE-SE QUEM PUDER: O desmantelo que virou o atendimento na Unimed Natal

Um casal enviou ao BLOGDOBG imagens nesta quinta-feira (2) que mostram o desmantelo que virou o atendimento da Unimed Natal. A abertura do Centro Pediátrico, em Lagoa Nova, tem sido marcada por relatos de superlotação e preocupação entre pacientes. Crianças com suspeita de virose sendo atendidas no mesmo ambiente que bebês recém-nascidos, ainda sem vacinação, aumentando o risco de contaminação.

A usuária do plano registrou em vídeo a situação e fez diversas críticas. Segundo o relato, o espaço é pequeno para a demanda, o que levou muitos responsáveis a aguardarem atendimento do lado de fora, como forma de reduzir a exposição.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Rede de lavagem de dinheiro usada pelo Careca do INSS tinha 41 CNPJs e movimentou R$ 39 bilhões, diz relatório final da CPMI do INSS

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A CPMI do INSS identificou uma das maiores redes de lavagem de dinheiro do país ao investigar o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo o relatório final, a estrutura era formada por ao menos 41 empresas de fachada e movimentou cerca de R$ 39 bilhões. O documento, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), não chegou a ser votado antes do fim da comissão.

O esquema começava com entidades que realizavam descontos ilegais em aposentadorias. Apenas três delas — Abapen, Abrasprev e CBPA — repassaram juntas milhões ao operador. No total, Antunes recebeu R$ 353,8 milhões, sendo ao menos R$ 150 milhões lavados por meio da rede.

Os recursos eram distribuídos por empresas como Arpar Administração, Dinar, HBR Capital e Spyder, que sozinha movimentou R$ 371 milhões. Parte do dinheiro era enviada ao exterior ou convertida em criptomoedas.

As empresas envolvidas tinham características típicas de fachada: não possuíam funcionários, funcionavam em endereços residenciais e estavam registradas em nome de “laranjas”.

De acordo com o relatório, a rede também era utilizada por outros grupos criminosos, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Hezbollah. Fintechs e operadores financeiros seriam compartilhados entre esses esquemas.

O volume movimentado — muito superior aos R$ 6,3 bilhões estimados da chamada “farra do INSS” — indica que a estrutura era usada para múltiplas atividades ilegais, como pagamento de propina e lavagem de recursos de diferentes origens.

A CPMI recomenda o aprofundamento das investigações devido à complexidade e ao alcance internacional do esquema.

Com informações da coluna de Andreza Matais. no Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Congresso reprova ou deixa caducar 77% das Medidas Provisórias de Lula; taxa de aprovação é a menor desde 2001


Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Congresso Nacional aprovou apenas 23% das medidas provisórias (MPs) editadas no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a menor taxa desde 2001, quando uma emenda constitucional limitou o uso desse instrumento.

Levantamento do Ranking dos Políticos aponta que, das 192 MPs editadas, apenas 38 viraram lei. Outras 26 ainda estão em análise. Entre as 166 já concluídas, 128 (77%) perderam a validade sem votação — o que ocorre quando o prazo de até 120 dias expira.

Esse mecanismo, chamado de “veto silencioso”, permite ao Congresso barrar propostas sem precisar rejeitá-las formalmente, evitando desgaste político.

A queda na aprovação de MPs vem ocorrendo ao longo dos anos. No primeiro governo Lula, a taxa foi de 90,4%. Desde então, os índices vêm diminuindo: Dilma Rousseff registrou cerca de 74%, Michel Temer 75% e Jair Bolsonaro 68,3%.

Antes de 2001, o cenário era diferente. No governo Fernando Collor, por exemplo, todas as MPs do Plano Collor foram aprovadas sem alterações, refletindo maior poder do Executivo na época.

Segundo o estudo, dois fatores explicam a mudança: o fortalecimento do Congresso, com maior controle sobre o orçamento por meio de emendas parlamentares, e a polarização política, que dificulta acordos entre governo e Legislativo.

Além disso, os governos passaram a usar mais outros instrumentos, como projetos de lei e propostas de emenda constitucional, reduzindo a dependência das MPs.

Na prática, o levantamento indica uma mudança no equilíbrio de poder: as medidas provisórias deixaram de ser uma ferramenta unilateral do Executivo e passaram a depender mais de negociação prévia com o Congresso.

Opinião dos leitores

  1. Um congresso da extrema direita nunca vai pensar no povo assalariado deste país. Estamos em um ano de eleições. Temos um país democrático. O voto é livre.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TCU arquiva, por unanimidade, todos os processos contra Janja por viagens e gastos

Foto: reprodução/YouTube/TV Brasil

O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu arquivar por unanimidade, todos os processos relacionados a gastos e viagens da primeira-dama Janja da Silva.

Os ministros do TCU entenderam que não houve irregularidades nos gastos da primeira-dama. Segundo o relator do processo, ministro Bruno Dantas, embora Janja não tenha um cargo público específico, a função de primeira-dama tem natureza jurídica de interesse público e representativo. A decisão do TCU aconteceu na quarta-feira (1º).

No julgamento, o colegiado levou em conta que Lula (PT) formalizou apoio à primeira-dama. Segundo os ministros, o Gabinete Pessoal da Presidência ficou responsável, por decisão de decreto, pela função de auxiliar Janja em atividades de interesse público, sem indícios de desvio de finalidade.

Viagens internacionais foram legais, decide TCU. Ainda na análise dos processos, os ministros também apontaram que viagens internacionais seguiram normas legais, com autorizações específicas e participação em agendas oficiais.

O plenário do TCU considerou que os compromissos cumpridos estavam alinhados às pautas institucionais. Conforme o julgamento, a corte considerou ainda que o Ministério Público Federal e o Judiciário já tinham analisado os mesmos fatos e não identificaram ilegalidades ou prejuízo à União.

Representação chegou à Corte de Contas por meio de representação de parlamentares. Os processos analisados pelos ministros foram protocolados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), André Fernandes (PL-CE), Kim Kataguiri (União-SP), Gilson Marques (Novo-SC), Gustavo Gayer (PL-GO) e Marcel van Hattem (Novo-RS), além de outros deputados estaduais e vereadores.

UOL

Opinião dos leitores

  1. E se fosse Michele Bolsonaro será se esses excrementos humano 💩 iriam ter a mesma interpretação????

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA ATLAS/ARKO: 50,6% rejeitam Lula; corrupção é fator mais citado

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pesquisa Atlas/Arko, divulgada nesta quarta-feira (2), coloca o presidente Lula (PT) como o pré-candidato mais rejeitado nos cenários desenhados pelo instituto.

O petista tem 50,6% de rejeição, mais do que o dobro do segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 24%.

Quando o eleitor é perguntado sobre o motivo de não votar em Lula “de jeito nenhum”, o item “envolvido/conivente com corrupção” aparece como mais citado, com 85,9%.

Veja os números:

Cenário 1 – Líder político mais rejeitado

Lula (PT) – 50,6%

Flávio Bolsonaro (PL) – 24%

Jair Bolsonaro (PL) – 16,3%

Nikolas Ferreira (PL) – 5,9%

Michelle Bolsonaro (PL) – 1,2%

Fernando Haddad (PT) – 0,9%

Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 0,8%

Geraldo Alckmin (PSB) – 0,1%

Renan Santos (Missão) – 0,1%

Eduardo Leite (PSD) – 0%

Ratinho Jr. (PSD) – 0%

Ronaldo Caiado (PSD) – 0%

Romeu Zema (Novo) – 0%

Cenário 2 – Rejeição a Lula

Pergunta feita pela pesquisa: “Por qual motivo você não votaria de jeito nenhum em Lula?”

Envolvido/Conivente com corrupção – 85,9%

Quer a população dependente do Estado – 45,7%

Representa um projeto de poder autoritário – 33,2%

Não foi um bom presidente – 29,9%

Não prioriza os verdadeiros problemas do país – 21%

Estimula a divisão do país – 16,1%

Ameaça aos valores cristãos – 15,1%

Oportunista/Age por conveniência – 13,4%

Não se preocupa com o povo – 9,2%

Idade avançada – 5,7%

Já teve sua oportunidade – 5,1%

Fraco – 1,2%

Outro motivo – 0,2%

A Atlas/Arko realizou o levantamento entre 16 e 23 de março, com 4.224 pessoas, pela internet. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-06058/2026.

Diário do Poder

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Após 9 anos, gestão Nilda garante peixe na mesa de 2 mil famílias e realiza uma das maiores ações de sua história

A manhã de hoje (2) foi marcada pela retomada de uma importante política social que não acontecia há mais de 9 anos no município. A prefeita Nilda realizou uma grande distribuição de peixe em Parnamirim, levando 2 kg do alimento para cerca de 2 mil famílias acompanhadas pelos CRAS. Trata-se de uma das maiores ações já realizadas no município, alcançando todos os bairros atendidos pela assistência social. Nilda acompanhou as entregas, que começaram às 8h, nos 9 CRAS da cidade.

A entrega contou com várias equipes distribuídas por setor para garantir agilidade e transparência no processo. Tudo foi planejado para atender com eficiência e acolhimento a quem mais precisa.

Para a prefeita, a ação vai além da entrega do alimento: “Nosso compromisso é cuidar das pessoas, principalmente de quem mais precisa. Essa ação garante não só o alimento na mesa durante a Semana Santa, mas também leva dignidade e respeito às famílias que são acompanhadas pela assistência social. Estamos trabalhando com sensibilidade e responsabilidade”, destacou Nilda.

Opinião dos leitores

  1. Só tirou o peixe da mesa dos funcionários da prefeitura. Quw Tavwira todo ano depositava 100 reais. Ela entrou, acabou!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *