Foto: Agência O Globo / Marcos Alves
Após um mini comício na porta de uma fábrica em São Paulo, na manhã desta quinta-feira, o candidato à presidência da República Aécio Neves propôs à presidente Dilma Rousseff que ela seguisse o exemplo dele e fizesse campanha nas ruas, para, segundo o candidato, conferir o desânimo da população. O tucano minimizou o fato de a adversária participar nesta tarde de um evento em que receberá o apoio das centrais sindicais, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos do Brasil e Força Sindical.
– Eu estimulo muito que ela vá às ruas, e não apenas nos eventos organizados e programados, que ela vá olhar nos olhos das pessoas, e possa perceber o sentimento do brasileiro hoje de desânimo – disse Aécio.
A visita de Aécio à fábrica Voith, na zona norte da capital paulista, às 7h, foi organizada pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, da Força Sindical. A central de trabalhadores está dividida entre o tucano e Dilma. Aécio aproveitou uma assembleia que aconteceria com os funcionários para fazer seu discurso e falar dos compromissos com os trabalhadores.
O evento foi marcado para se contrapor à agenda de Dilma. Cerca de 100 dos 4 mil trabalhadores saíram da fábrica para acompanhar o ato. A maioria era, entretanto, correligionários e cabos eleitorais.
O candidato ironizou a vantagem que Dilma tende a ter junto às centrais sindicais. – Ninguém que ter monopólio de absolutamente nada, que ela tenha suas interlocuções é legitimo. Mas, infelizmente, as lideranças do PT que estiveram no evento da CUT não tiveram a mesma recepção – disse Aécio, ao se referir à forma com a qual foi recebido pelos trabalhadores.
Entre as promessas feitas aos trabalhadores estão a retomada do crescimento, o combate à inflação e a correção da tabela do imposto de renda pela inflação. Ele fugiu, entretanto, de uma das principais reivindicações dos trabalhadores, que é o fim do fator previdenciário.
O Globo
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