Como parte do cumprimento dos 53 mandados de busca e apreensão da Operação Politeia, a Polícia Federal (PF) apreendeu, no início da tarde desta terça-feira (14), R$ 3,6 milhões, em dinheiro vivo, em uma empresa em São Paulo. Até o momento, a PF ainda não informou de quem seria esse dinheiro.
Desde o início da manhã, a PF realiza a Operação Politeia, primeiro grande desdobramento da Operação Lava Jato no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). Os 53 mandados de busca e apreensão estão sendo realizados no Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas e Santa Catarina.
A força-tarefa já fez buscas nas casas do senador Fernando Collor (PTB-AL), tanto em Brasília quanto em Maceió; e na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI) na capital da República. Nogueira é o atual presidente nacional do PP. Os policiais também buscaram documentos na casa do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) e na sede da TV Gazeta de Alagoas, afiliada da Rede Globo, emissora da qual o ex-presidente da República é sócio.
Além do grande valor em dinheiro, a PF também apreendeu três veículos de luxo na residência do senador Fernando Collor: uma Ferrari vermelha, um Porsche preto e uma Lamborghini prata. Os três veículos, somados, custam aproximadamente R$ 4 milhões. Nenhum destes veículos constam da declaração de bens do senador. A suspeita dos policiais federais é que eles tenham sido adquiridos com dinheiro doado pelo doleiro Alberto Yousseff.
“As medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF, sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas”, explica o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
A PF também fez buscas nas residências do senador Fernando Bezerra (PSB-PE), do ex-ministro Mário Negromonte (hoje conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia) e do advogado Thiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz.
Durante as buscas, houve confusão entre homens da Polícia Legislativa do Senado e policiais federais. Os agentes da Polícia Legislativa alegaram que teriam de ser comunicados antes pela PF para que as buscas nas residências dos senadores fossem realizadas. A Polícia Legislativa do Senado classificou a ação da PF como “ilegal”. Agentes da PF, no entanto, alegam que não houve abuso durante a operação.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski nas investigações relacionadas à Operação Lava Jato.
Congresso em Foco
E o DINHEIRO VOADOR?
O Ministério Público Federal recebeu pedido para que a Operação Concord, que envolve o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), seja tratada com celeridade; Cunha Lima, que tem sido um dos principais porta-vozes do golpe contra a presidente Dilma Rousseff, teve seus sigilos quebrados por decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal; em 3 de dezembro de 2012, Weber cobrou providências do juiz Sergio Moro, que era instrutor do caso; "Atribuo ao Juiz Federal Sergio Fernando Moro, magistrado instrutor, os poderes previstos no referido dispositivo, para doravante praticar os atos ali previstos e ordinatórios quanto ao trâmite deste inquérito", disse ela; agora, uma nova ação pede que o MP dê celeridade ao caso e impeça a prescrição; à época, operação da Polícia Federal se tornou folclórica porque um operador da política local, chamado Olavo Lira, jogou R$ 400 mil do alto do Edifício Concord para evitar o flagrante dos policiais.
SERÁ QUE TERÁ A MESMA PRIORIDADE, A MESMA CELERIDADE, OS MESMOS VAZAMENTOS E DIVULGAÇÃO?
O comentário de Zeca Tadeu no dia 14/07/2015 às 17:58 se faz bastante pertinente ao caso.
Vejam: "Pessoa cita repasse de R$ 1 milhão a ministro do TCU."
Dono da UTC, empresário citou em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato que repassou a quantia ao advogado Thiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, e que o montante seria para outro membro da corte, Raimundo Carrero; o ministro era o relator do processo que apurava supostas irregularidades na licitação de uma das unidades da usina de Angra 3, no Rio, obra realizada pela UTC; segundo Pessoa, após o pagamento, não houve problema com o contrato da obra: "tudo fluiu"; responsável por julgar as contas do governo Dilma de 2014, o tribunal, que já havia sido citado em delação na Lava Jato, tem agora a credibilidade ainda mais comprometida.
E agora TCU?
E a pergunta que não quer calar: 'ONDE ESTÃO AS INDIGNAÇÕES COM A "CORRUPÇÃO" QUANDO O ENVOLVIDO É FILHO DO APARENTEMENTE ISENTO CONSELHEIRO DO TCU?"
Não vi nenhum rebuliço da mídia divulgando esse fato com estardalhaço. Por que será?
Para os fanáticos a cegueira e a passionalidade das paixões. E para aqueles que ainda conseguem refletir um pouco nesse mar de notícias desencontradas, onde se destaca umas e se oculta outras, é bom pensar nos porquês de cada ato aparentemente coincidentes…
Cada dia que se passa , as coisas ficam mais difíceis de serem resolvidas nesse nosso país.
Esse Collor ainda não aprendeu a lição porque sabe o que é impunidade. Tudo na vida desse rapaz já aconteceu. Mortes de irmão e de tesoureiro, separação de esposa, saída da presidencia , roubo , desonestidade , em fim tudo , e um homem desse continua se comportando do mesmo geito ou pior. Quem vai acreditar mais nesse país de corrupção e de impunidade.
Para os pequenos e medios empresários a saída é a falência ou virar um famoso PEI que isso que o governo dessa senhora quer.
Já não basta os piores índices que o Brasil já conheceu. A saída , para aqueles que podem e pegar as malas e sair do país.
ISSO É UMA VERGONHA.
Até o trabalho da PF esta sendo condenado pelos proprios políticos. Estar no hora de haver algo para mudar este país.