Chuvas continuam na capital e a pista molhada favorece a possibilidade de colisões. Foi o que aconteceu na tarde desta segunda-feira(28), no trecho entre as avenidas Alexandrino de Alencar e Jaguarari. Com a pista obstruída, o transito ficou lento na localidade.
O Ibovespa engatou a sua sexta queda consecutiva nesta terça-feira (03), ao recuar 1,42% e fechar aos 165 mil pontos, escancarando que o mês de novembro começou sob o mesmo pânico fiscal que marcou o fim de outubro. O dólar comercial acompanhou a sangria e subiu 0,79%, cotado a R$ 5,487 na sua terceira alta seguida.
O renovado pessimismo do mercado financeiro é reflexo direto da falta de um plano fiscal crível por parte do Governo Federal e da simpatia de aliados do Planalto por teses heterodoxas de intervenção na taxa Selic e uso de reservas cambiais.
Mesmo com as tentativas da equipe econômica de atuar como “bombeira” e negar planos de tabelamento de juros, o simples apoio de nomes próximos ao presidente a propostas mirabolantes bastou para disparar as taxas de juros futuros e azedar o ambiente de negócios.
A indefinição quanto aos novos nomes para o Banco Central e a ausência de cortes rígidos de gastos continuam cobrando um preço alto da economia real. O resultado foi um tombo generalizado em papéis de peso na Bolsa, com ações de grandes bancos em queda e a Dasa despencando mais de 15% sob a pressão dos juros elevados.
O Ministério da Justiça recuou e restabeleceu nesta terça-feira (3) a classificação livre do programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, anulando a decisão anterior que apontava inadequação da atração para menores de 12 anos.
Ao justificar a revisão, a pasta reconheceu falhas na aplicação da metodologia de classificação indicativa. O ministério afirmou que a análise deveria considerar o contexto cultural, a estética infantil das animações e o caráter fantasioso da violência presente em narrativas religiosas.
A revisão foi conduzida pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais, que destacou a proteção constitucional às narrativas bíblicas em formato de animação.
A decisão será publicada no Diário Oficial da União.
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3), em dois turnos, a PEC da Segurança Pública, do jeito que queria o Governo Lula. A proposta passou sem incorporar as emendas que previam a redução da maioridade penal, tema que foi retirado do texto principal e deverá tramitar separadamente.
A decisão foi articulada pelo relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), que incluiu no parecer um requerimento para que as propostas sobre a maioridade fossem encaminhadas como matérias autônomas. A medida foi aprovada por 38 votos a 36.
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a condução da votação e classificou o procedimento como um “atropelo” ao direito da minoria de levar emendas ao plenário. A proposta do senador potiguar previa reduzir a maioridade penal para 16 anos como regra geral e 14 anos em crimes graves, como hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo.
Com a decisão, as emendas seguem para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde deverão tramitar separadamente. O encaminhamento ainda depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A PEC aprovada prevê a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado, constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal e estabelece medidas mais rígidas contra facções criminosas, milícias e organizações paramilitares.
A inversão de papéis no cenário político de Brasília alcançou um nível de ironia inacreditável. O deputado federal André Janones (Avante-MG) usou as redes sociais para ameaçar organizar protestos na porta do Supremo Tribunal Federal (STF) caso a Corte não liberasse os comentários na transmissão ao vivo da audiência pública sobre as bets no YouTube. Diante da cobrança e da promessa de levar militantes para a porta do tribunal, o perfil oficial do próprio STF respondeu publicamente ao parlamentar para dar satisfações, justificando que a desativação do chat é uma regra geral para todas as exibições.
A cena marca uma inusitada “nova era” em Brasília, onde a Suprema Corte — acostumada a impor silêncio e medidas duras contra opositores — agora vem a público dar explicações e prestar contas diretamente ao deputado da base governista.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou o governo Lula durante a votação da PEC da Segurança Pública, nesta terça-feira (3) e acusou a bancada do PT e o Palácio do Planalto de falta de coragem para assumir publicamente a posição contrária à redução da maioridade penal.
O senador disse que o PT e o Governo recorrerem a manobras regimentais para impedir que as propostas de redução da maioridade penal fossem votadas junto com o texto principal. Sua proposta prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos e tráfico de drogas.
O senador também criticou a estratégia do governo de separar a discussão, argumentando que a medida impede o debate sobre o endurecimento das punições para menores envolvidos em crimes graves.
A articulação governista buscou aprovar a PEC sem alterações que obrigassem o retorno do texto à Câmara dos Deputados.
O senador Flávio Bolsonaro registrou presença no sistema do Senado Federal durante a sessão destinada à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública nesta terça-feira. A participação ocorreu de forma remota, enquanto o parlamentar está nos Estados Unidos.
A liderança do PL informou que o cadastro no sistema remoto foi realizado para garantir a computação do voto do senador na matéria em pauta. Flávio tem a organização da segurança pública como uma de suas principais bandeiras.
O relator da PEC da Segurança Pública no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), apresentou nesta terça-feira (3) parecer contrário à inclusão da redução da maioridade penal no texto. A decisão atende à estratégia do Governo Lula, que tenta evitar mudanças na proposta e impedir que ela retorne à Câmara dos Deputados.
Carvalho propôs que as emendas apresentadas pelos senadores Camilo Santana (PT-CE) e Rogério Marinho (PL-RN) tramitem separadamente. Camilo defende a redução de 18 para 16 anos em crimes hediondos. Já Marinho propõe 16 anos como regra geral e 14 anos para crimes como homicídio hediondo, tortura, tráfico de drogas e terrorismo.
O relator justificou que a discussão sobre a maioridade penal não se confunde com o objetivo central da PEC e deve ocorrer em uma proposta específica. Também rejeitou outras quatro emendas que, segundo ele, poderiam provocar o retorno do texto à Câmara e atrasar sua aprovação.
A oposição, entretanto, mantém a pressão. Rogério Marinho afirmou que o PL apresentará destaque para tentar levar sua proposta à votação em separado no plenário.
[VÍDEO] ESTADO PARALELO: Enquanto Governo Lula arrasta discussão da PEC da Segurança, empresas deixam o Ceará encurraladas pelo Comando Vermelho
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O Senado Federal discute, nesta terça-feira (3), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública e o assunto gerou forte debate dentro e fora do Congresso. O jornalista, comentarista político da GloboNews, Gerson Camarotti citou empresas do Ceará que deixaram o estado por causa da atuação Comando Vermelho.
Ele lembrou a gravidade da atuação das facções criminosas e citou o caso de Banabuiú, no Sertão Central do Ceará, onde uma companhia de distribuição de água se retirou do estado após precisar de escolta policial para transportar mais de mil galões destinados à população.
“Tem distribuidora de água mineral que está saindo do Ceará com medo, porque está sendo ameaçada pelo Comando Vermelho. Então, isso é extremamente grave o que está acontecendo. É o Comando Vermelho tocando o horror, cobrando taxa para um serviço que deveria ser um serviço normal de empresa com público em geral”, disse o jornalista.
“Essas facções criminosas ultrapassam fronteiras. Se não tem um combate organizado, o crime, que já é organizado, só cresce”, completou.
Enquanto isso, o relator da PEC Rogério Carvalho (PT-SE), apresentou nesta terça-feira (3/11) um parecer que mantém fora do texto a redução da maioridade penal, atendendo a estratégia adotada pelo presidente Lula para a votação.
O Blog do BG recebeu a informação que na tarde desta terça-feira (03), por volta das 16h, uma bala perdida atingiu um condomínio de luxo, situado em Areia Preta.
Um morador, cujo apartamento fica localizado no 20º andar, mostrou o projétil que entrou pela área de serviço, voltada para o bairro vizinho de Mãe Luíza.
A bala estilhaçou a porta de vidro temperado da área de serviço, espalhando fragmentos pelo chão da residência.
O Palácio do Planalto prepara uma nova aparição do presidente Lula em rede nacional de rádio e televisão com a missão de tentar redesenhar a narrativa do Governo e conter os desgastes políticos acumulados. O discurso, articulado pela equipe de comunicação presidencial, pretende focar na retórica da pacificação nacional e na necessidade de combate aos impactos sociais do mercado de apostas virtuais, as chamadas bets.
A manobra vem no momento em que o Governo tenta desviar a atenção das crises institucionais, das divisões internas e dos recentes vazamentos de investigações da Polícia Federal que atingem a cúpula do poder.
O movimento da assessoria busca criar um fato político de apelo popular, usando a pauta das apostas esportivas e do endividamento das famílias para desviar o foco dos embates reais em Brasília. Ao adotar o tom de reconciliação, a estratégia governista tenta reaproveitar a vitrine da rádio e da televisão para conter a perda de popularidade e frear o desgaste enfrentado pelo Planalto no Congresso.
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