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FOTOS- Lembra do Menino do Acre? Dois anos depois de sumiço, ele abre quarto enigmático a visitas guiadas

Foto: Bruno Borges/Arquivo Pessoal

O quarto está intacto: as mensagens criptografadas no chão, nas paredes e no teto, a estátua em tamanho real do filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600), todas as imagens que viralizaram em 2017. Dois anos depois do desfecho da estranha história ocorrida, a casa de Bruno de Melo Silva Borges, que ficou conhecido como Menino do Acre, está aberta para visitação pública. E ele mesmo ciceroneia os interessados em conhecer sua obra.

“(Meu quarto) é uma obra de arte. Eu trabalhei durante anos dentro daquele quarto, várias vezes me isolei ali para criar. Fiz muitos jejuns e retiros ali dentro”, afirma ele à BBC News Brasil. “É difícil não sentir uma energia ao entrar dentro dele. “Estudante de psicologia da instituição privada Centro Universitário Uninorte, Borges deve se formar no fim de 2019. Ele tem 27 anos.

Desde então, o quarto não é mais utilizado como dormitório. “Atualmente é restrito à obra de arte”, enfatiza, negando-se a responder se continua morando na mesma residência, com os pais, ou se mudou de casa depois do episódio. “O quarto dele continua como está, aberto a visitação, e afirmo que é incrível, com toda a paz de espírito que se encontra naquele local”, completa o pai do estudante, Athos Borges, empresário do ramo de eventos em Rio Branco. “Uma verdadeira obra-prima.”

O sumiço

De 27 de março a 11 de agosto de 2017, Bruno de Melo Silva Borges ficou desaparecido. Seu quarto com mensagens cifradas ganhou o noticiário nacional e nem investigadores policiais descobriram seu paradeiro. Um inquérito chegou a ser aberto pela Polícia Civil do Acre mas, com o reaparecimento do estudante, o delegado que cuidava do caso decidiu encerrá-lo – alegando que houve “comprovação de ausência voluntária”.

Quarto com mensagens cifradas ganhou o noticiário nacional e nem investigadores policiais descobriram onde estava Bruno Borges. Foto: Bruno Borges/Arquivo Pessoal

Até hoje Borges se nega a contar onde esteve e o que fez no período. Ele conta que ficou completamente “isolado da sociedade, sem contato com quaisquer outras pessoas” – e que se preparou durante cinco anos para a experiência. “Levei alguns suprimentos para garantir minha sobrevivência”, comenta. Também diz ter carregado “alguns livros de filosofia e cabala”. “Ao longo dos dias eu lia, refletia e meditava o tempo todo a respeito da vida, do universo, da psiquê e dos seus mistérios. Meu objetivo era apenas um: autoconhecimento”, explica.

O ex-ermitão conta que passou “muito frio” e ficou “muito fraco fisicamente” no período. “Porém, a maior dificuldade que encontrei foi em encarar meus medos, angústias, dúvidas e uma série de coisas que passei a vida escondendo de mim mesmo”, relata. “Acredito que a busca pela verdade sobre a vida é algo extremamente raro entre os indivíduos justamente porque ninguém quer lidar com o fato de que sua vida inteira foi uma grande ilusão correndo atrás do vento. Acreditem nisso: nós não nos conhecemos, não sabemos nada a respeito de nós mesmos, e esta é uma cruz que só carrega quem se permite enxergá-la.”

O ex-ermitão conta que passou “muito frio” e ficou “muito fraco fisicamente” no período fora de casa. Foto: Bruno Borges/Arquivo Pessoal

O pai Athos Borges recorda-se que foram momentos difíceis para a família. “Só posso dizer que sofremos muito, não só pelo sumiço dele, mas também pela maldade do povo, que crucificou a nós e a ele sem saber o que de fato estava acontecendo… Muita maldade”, diz. “Mas estamos fortes e de cabeça erguida hoje, pelas pessoas que entenderam e nos deram forças… Isso vindo de todos os cantos do mundo.”

O empresário valoriza o trabalho realizado pelo estudante. “Interpreto a obra do meu filho como uma arte que deveria ser conhecida por todos, tamanho o volume de informação e da espiritualidade do Bruno”, avalia. “Graças a Deus, [Deus] o colocou em nossas vidas.”

“Interpreto a obra do meu filho como uma arte que deveria ser conhecida por todos”, diz pai de Bruno Borges. Bruno Borges/Arquivo Pessoal

Ao ser perguntado sobre o percurso realizado dois anos atrás, Bruno Borges entende que sair de casa foi como “sair da zona de conforto” e “abrir mão das regalias com as quais estamos acostumados”. Ele compara seu feito às opções históricas de muitos “monges, profetas e sábios”.

“Isso é necessário, a meu ver, por vários motivos, como pelo fato do ego só sobreviver em convívio social: quando estamos isolados as máscaras que vestimos para cumprirmos este ou aquele papel na sociedade se tornam desnecessárias, e o que ocorre em seguida é um colapso do ego, seu ‘eu’, que foi construído durante anos de existência, deixa de ter uma sustentação e some aos poucos, e se antes você se enxergava com uma individualidade separada de tudo ao redor, você passa a se ver unido com toda a natureza”, explica o estudante de psicologia. “Inclusive, o contato com a natureza ajuda a compreender suas leis, para assim se compreender o criador. Como eu queria ir a fundo nessa busca, conclui que a melhor decisão era sair do meu lar.”

Na época do desaparecimento, diversas hipóteses surgiram convergindo para o fato de que tudo não passaria de um golpe de marketing. Bruno Borges/Arquivo Pessoal

“Eu queria isso, porque pensar sobre o sentido da vida é algo positivo e essencial para o ser humano. E algumas obras que escrevi tratam exatamente disto”, acredita. “Eu queria ser uma pessoa que incentiva todos a filosofarem – e também dar o exemplo, abandonando todos os meus valores e regalias em busca de sabedoria. Tentei quebrar um paradigma da sociedade, despertar as pessoas, pois estamos adormecidos.”

O livro

Publicado no fim de junho de 2017, portanto no meio do retiro voluntário de Borges, o livro TAC: Teoria da Absorção do Conhecimento saiu com tiragem de 20 mil exemplares e chegou a figurar entre os mais vendidos em um levantamento do site especializado PublishNews.

Mas foi um fracasso de crítica. Em seus escritos, o autor defendia a necessidade de dormir pouco, não comer carne e abster-se de relações sexuais – em um percurso necessário para se transformar em um gênio. Além das ideias esdrúxulas, o texto saiu repleto de erros gramaticais e interpretações heterodoxas de obras filosóficas do cânone ocidental.

Em seus escritos, o autor defendia a necessidade de dormir pouco, não comer carne e abster-se de relações sexuais. Bruno Borges/Arquivo Pessoal

“Acontece o seguinte: o livro foi publicado enquanto eu estava isolado. Todos sabemos que as obras estavam codificadas. Houve dificuldades na decodificação, o que fez com que o livro fosse publicado com imagens e palavras trocadas de lugar, sem sentido algum, e o português totalmente errado foi uma das consequências”, justifica-se Borges.

“As pessoas não entenderam o livro, assim como eu também não entendi, porque estava diferente do original. Ninguém tem culpa nisso, o livro chegou nas mãos da editora praticamente ilegível, ela fez o máximo para passar ao público a obra como deveria ser no original. Ainda assim, a intenção por trás do livro é clara: trata-se de um estudo para aprimorar a obtenção de conhecimentos e direcioná-los para algo produtivo, contribuindo para o coletivo.”

O estudante afirma que da tiragem total foram vendidos cerca de 2 mil exemplares. Para o pai, Athos, tratava-se apenas “do primeiro projeto”, “da ponta de uma grande obra que virá por aí”, conforme disse à reportagem.

Em seguida, Borges decidiu disponibilizar todos os demais de forma on-line e gratuita, em seu site. Autodenominando-se “o alquimista do Acre”, ele já disponibilizou para download sete dos 12 livros que afirma ter prontos.

Repercussão

O acreano acredita que as pessoas que não o interpretam corretamente não conhecem a sua história e não compreendem que ele passou “por uma experiência espiritual aos 20 anos de idade”. “Depois dessa experiência de renascimento, eu recebi uma missão, e por ter fé nisso tive certeza de que teria uma grande repercussão. Eu prefiro trabalhar com certezas em meus projetos”, argumenta ele. “Meu objetivo era espalhar uma mensagem para todos, e uma vez que fiquei cinco anos praticamente sem vida social, passando semanas dormindo muito pouco e produzindo bastante, tudo para despertar algo no coletivo. Eu tive certeza de que faria algo que quebraria um paradigma da sociedade. Orava todos os dias pedindo para Deus que me guiasse em minha missão, tive muita fé e aprendi muito com tudo isso.”

Quando voltou de seu isolamento e tomou conhecimento de toda a repercussão, diz ele que avaliou tudo como “grande em quantidade, porém sem qualidade”. “A mídia não se preocupou em averiguar a minha versão da história, e se precipitou considerando de imediato que eu era um interesseiro e farsante que queria apenas dinheiro, bem como as pessoas também me julgaram de forma totalmente equivocada”, diz.

“Quando voltei de um isolamento de cinco meses, eu já estava sendo julgado por toda a sociedade. Como eu avalio isso? Bom, quando você quebra um paradigma na sociedade, a grande maioria das pessoas se sentem ameaçadas, afinal, todo o sistema de crenças que elas construíram desde tenra idade é questionado. Somado a isso, a mídia nunca deu prioridade para assuntos metafísicos, pois se a imprensa começar a tratar destes assuntos, ela vai à falência, visto que a grande maioria da população passa a vida fugindo do grande ponto de interrogação: ‘quem eu sou?’.”

Borges insiste no discurso que fez todas as duas ações “por uma missão”. Bruno Borges/Arquivo Pessoal

Durante a conversa, Borges o tempo todo insiste que fez isso “por uma missão”. “Deixei para trás uma vida de conforto, pessoas que amo, e todos os valores que construí, passei fome e frio, tive que lidar com os demônios de minha mente, com o medo da morte, tudo para ficar rico com livros de filosofia?”, provoca o jovem. “A verdade é que neguei a fama e o dinheiro. Ao retornar para a cidade, recebi mais de 100 propostas para comparecer em redes televisionadas e canais do Youtube. Também me ofereceram muito dinheiro para fazer propagandas. Eu não preciso de nada disso, minha maior riqueza é ter saúde e Deus no coração, só preciso disso e de mais nada.”

Atualmente, ele concilia a faculdade com seus estudos interiores, meditação e reflexões. Também recebe aqueles que querem conhecer o seu quarto – ou melhor, a sua obra. “Para visitar, basta entrar em contato comigo e marcamos um dia que seja bom para ambos. Não é preciso pagar nada”, conta o estudante, que faz os agendamentos por e-mail. “Em geral, uma vez por mês eu recebo visitas, a maioria de pessoas de fora [do País]. Já veio gente da Itália, inclusive.”

Borges afirma que aproveita tais oportunidades para explicar “a verdadeira história por trás de tudo o que aconteceu”. “Minha porta está aberta para qualquer um que queira trocar conhecimentos e experiências”, garante.

R7, com BBC Brasil

 

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Política

Novo aciona TSE e acusa Lula de transformar Carnaval em pré-campanha eleitoral

Foto: Divulgação/PR

O Partido Novo acionou o TSE nesta terça-feira (10) contra o presidente Lula, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói por suposta propaganda eleitoral antecipada no Carnaval de 2026. A sigla afirma que o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” funciona, na prática, como peça de pré-campanha para a reeleição do petista.

Na ação, o Novo sustenta que a letra do enredo faz referências diretas à eleição de 2022, usa trechos de jingles eleitorais e menciona o número do PT. Para o partido, a soma desses elementos configura pedido implícito de voto, o que é proibido antes do período oficial de campanha.

Os advogados destacam que dirigentes da escola apresentaram o enredo a Lula em setembro de 2025, em encontro divulgado publicamente, indicando que o presidente tinha conhecimento prévio da homenagem. A ação cita ainda a presença da primeira-dama, Janja, em ensaios e atividades da agremiação, além do fato de o desfile ocorrer na Marquês de Sapucaí.

Outro ponto levantado é que o presidente de honra da Acadêmicos de Niterói, Anderson Pipico, é vereador do PT, e que a própria escola se define nas redes sociais como “escola petista”. Com base nesses argumentos, o Novo pede ao TSE que barre a divulgação do conteúdo questionado e aplique as sanções previstas na lei eleitoral, que incluem multa entre R$ 5 mil e R$ 25 mil por propaganda antecipada.

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Polícia

Chefe do Comando Vermelho deixa a prisão e vai para casa por ser mãe de crianças

Foto: Reprodução/Redes sociais

Menos de seis meses após ser capturada, a faccionada do Comando Vermelho (CV) Ingride Fontinelles Morais vai cumprir prisão domiciliar. Conhecida como “Mulher do Buchudo”, ela teve habeas corpus concedido pela Justiça com base no fato de ser mãe de duas meninas, de 5 e 2 anos.

Ingride estava presa por organização criminosa e tráfico de drogas, conforme informações do Metrópoles. Segundo a decisão judicial, ela é a única responsável pelas crianças, que vivem em Sorriso, no Mato Grosso. O entendimento levou em conta que o pai das meninas, a avó materna e a irmã da acusada estão presos ou foragidos.

A investigada havia ficado dois anos foragida antes de ser localizada. A prisão ocorreu em um shopping de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, onde Ingride foi capturada ao lado de Priscila Moreira Janis, conhecida como “Mana Isa”, que também atuava para a facção criminosa.

De acordo com os investigadores, mesmo escondidas no Rio, as duas continuavam dando ordens para a prática de crimes em Mato Grosso. Ainda assim, a Justiça decidiu substituir a prisão em regime fechado pela domiciliar, permitindo que a acusada cumpra a pena em casa.

 

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Judiciário

Afastado por denúncias, ministro Buzzi é proibido de entrar no STJ, mas segue com salário de R$ 44 mil

Foto: Divulgação/STJ

Afastado por decisão unânime do pleno do STJ, o ministro Marco Buzzi está impedido de acessar o tribunal e de usar seu local de trabalho. Com a medida cautelar, ele também perde benefícios como carro oficial e demais prerrogativas do cargo, mas continua recebendo o salário-base de R$ 44.047,88.

O afastamento ocorre após duas denúncias de assédio sexual chegarem ao CNJ. A primeira envolve uma jovem de 18 anos que estava hospedada na casa do ministro, em Balneário Camboriú (SC). A segunda denúncia foi registrada posteriormente e segue sob apuração sigilosa da Corregedoria Nacional de Justiça.

Mesmo após apresentar atestado médico de 90 dias, o pleno do STJ decidiu que Buzzi não deve exercer a função enquanto a sindicância interna estiver em curso. Além da investigação no tribunal, o caso também é analisado pelo CNJ e pelo STF. Uma comissão interna foi marcada para deliberar sobre o caso no dia 10 de março.

Em carta enviada aos colegas, o ministro afirmou ser inocente e disse que provará isso ao longo do processo. A defesa contestou o afastamento cautelar, alegando que a medida é desnecessária e cria um precedente arriscado, já que o magistrado já estaria afastado para tratamento médico.

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Geral

ESCALA 6 x 1: Redução da jornada de trabalho elevaria custo médio do trabalho CLT em 7,84%, aponta Ipea

Foto: Marco Antônio/Secom Maceió

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) avalia que o impacto da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é similar ao de recorrente aumentos no salário mínimo. De acordo com estudo divulgado nesta terça-feira (10) o aumento do custo médio do trabalho de um celetista em uma jornada de 40h seria de 7,84% de acordo com o estudo. O resultado ponderado de jornada de 40h, entretanto, indica efeitos reduzidos nos custos totais.

Por isso, argumentam os autores, a maioria das empresas conseguiriam absorver a mudança. “Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho”, escreveu o órgão em nota.

Segundo o estudo, 31,8 milhões dos 44 milhões de trabalhadores celetistas da Rais de 2023 têm jornada 44h semanais. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40h semanais. Grandes empregadores, como os da fabricação de produtos alimentícios e comércio atacadista e de veículos, registrariam impacto inferior a 1% nos custos.

Cerca de 10 milhões de vínculos estão em setores nos quais o aumento do custo da mão de obra supera 3% do custo total da atividade, e aproximadamente 3 milhões em setores com impacto superior a 5%.

Segundo os cálculos do Ipea, o impacto de uma jornada de 40h em setores como a indústria e serviços seria de menos de 1% do custo operacional desses negócios. E que, mesmo que haja segmentos que demandem “atenção específica”, a maioria dos setores seriam capazes de absorver essa mudança.

“A limitação da carga horária do trabalhador é entendida como um aumento do custo da hora de trabalho. Os empresários podem reagir de diversas formas a esse aumento, reduzir a produção é uma delas, mas eles podem também buscar aumentos na produtividade ou contratar mais trabalhadores”, disse Felipe Pateo, técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.

Empresas de serviços como limpeza e vigilância seriam mais afetadas. “Empresas de serviços como vigilância e limpeza tendem a ser mais diretamente afetadas, devido à elevada participação da mão de obra em seus custos. O maior impacto em termos de custo operacional é de 6,6% para o setor de vigilância, segurança e investigação”, escreveu o Ipea em nota.

Os autores da pesquisa dizem que o aumento do custo do trabalho não implica diretamente em redução da produção ou aumento do desemprego. Eles comparam esse fato com aumentos reais dados pelo governo ao salário mínimo ao longo das últimas duas décadas, apontando que essa valorização não causou efeitos negativos sobre o nível de emprego.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

    1. tá facil essa conta ai , tira dos politicos e coloca na população.

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Geral

PF registra queda nas apreensões de drogas, armas e munições em 2025


Foto: PF/divulgação

O balanço anual da Polícia Federal divulgado nesta terça-feira (10) aponta queda no volume de drogas e armamentos apreendidos em 2025 em comparação com o ano anterior.

A apreensão de cocaína recuou de 74,5 toneladas em 2024 para 73,1 toneladas em 2025. No caso da maconha, a PF erradicou 562,9 toneladas no último ano, ante 737,9 toneladas no período anterior.

As apreensões de armas de fogo também diminuíram, passando de 2.741 para 2.471 unidades. Já as munições recolhidas somaram 198.113 em 2025, cerca de 10% a menos do que as 220.082 apreendidas em 2024.

Mesmo com a redução dos volumes, a corporação realizou 3.864 operações ao longo do ano, cumpriu 11.605 mandados de busca e apreensão e efetuou 25.997 prisões, incluindo flagrantes e mandados judiciais.

A PF instaurou 44.091 inquéritos policiais, relatou 46.552 e manteve 47.770 investigações em andamento. O índice de solução foi de 85,25%, com 42.514 pessoas indiciadas.

Segundo a corporação, as ações resultaram em um prejuízo estimado de R$ 9,5 bilhões às organizações criminosas.

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Geral

PESQUISA FUTURA: Flávio vence Lula no 2º turno com 5,8 pontos de diferença

Fotos: Brenno Carvalho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perde para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em simulações de segundo turno das eleições de 2026, segundo pesquisa do instituto Futura, em parceria com a Apex Partners, divulgada nesta terça-feira, 10.

2º Turno – Lula x Flávio Bolsonaro

  • Flávio Bolsonaro: 48,2%
  • Lula: 42,4%
  • Ninguém/Branco/Nulo: 8,2%
  • NS/NR/Indeciso: 1,2%

Na comparação com a pesquisa de janeiro, Lula teve uma leve oscilação positiva, dentro da margem de erro. Flávio se manteve com o mesmo percentual.

No embate com Tarcísio de Freitas, o governador paulista aparece com 47,4%, ante 41,4% do petista.

Nos demais cenários testados, o petista aparece tecnicamente empatado com os governadores Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Eduardo Leite (PSD).

No confronto com Ratinho Jr (PSD), Lula tem 42,1%, contra 45,2% do governador do Paraná. Já contra Ronaldo Caiado, os percentuais indicam 43,1% para Lula e 42,3% para o governador de Goiás.

No cenário com Romeu Zema, governador de Minas Gerais, Lula aparece com 43,3%, enquanto Zema soma 42,4%, mantendo a disputa numericamente próxima.

O único cenário em que Lula aparece numericamente à frente de forma mais confortável é contra Eduardo Leite (PSD), com 42,7%, ante 38,5% do ex-governador do Rio Grande do Sul.

Os percentuais de votos nulos, brancos ou em nenhum dos candidatos variam entre 8,2% e 16,5%, dependendo do confronto testado. Já os eleitores indecisos oscilam entre 1,1% e 2,3%.

A pesquisa não incluiu nomes como Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, nem Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda.

A pesquisa Futura ouviu 2.000 eleitores em 769 cidades brasileiras entre os dias 3 e 7 de fevereiro por meio da CATI (Entrevista telefônica assistido por computador). A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais para um nível de confiança de 95%.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Há quatro anos, no primeiro bimestre de 22, Datafolha, Ipec e Genial estavam dando, na média 25 pontos de Lula sobre Bolsonaro. Ganhou por 1,8 pts. Pode até ser que Flávio não esteja com essa vantagem toda, mas mesmo que tivese perdendo por uns dez pontos, ainda seria algo muito promissor para ele (e pro Brasil de bem), dado o calendário eleitoral.

  2. Pelo menos não com meu voto, Qualquer bolsonaro e qualquer lula não tem meu voto. São duas gangues atrás de dinheiro público.

    1. Cara, jogar os dois na mesma escala favorece quem rouba mais, fazendo uma falsa equivalência.

    2. Ivo, como já se perguntou por aqui: qual CNPJ foi favorecido ilegalmente por Bolsonaro? Se tivesse mesmo já não teria trocentas condenações no STF ?

  3. Sonho aperreado danado. O cara que estimulou Trump a soltar bomba na Baía de Guanabara é amado pelo Brasil. Kkkk

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Geral

VÍDEO: Em discurso, Lula chama Janja de ‘Marisa’, falecida há 9 anos

Durante discurso em Mauá, na região metropolitana de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocou o nome da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, pelo de sua ex-esposa, Marisa Letícia.

A confusão aconteceu no momento em que Lula citava a companheira em fala pública. O presidente percebeu o erro e se corrigiu imediatamente, seguindo com o discurso. O episódio ocorreu na segunda-feira (9).

Marisa Letícia foi casada com Lula por mais de quatro décadas e esteve ao seu lado ao longo de sua trajetória política, desde o movimento sindical até o fim do segundo mandato presidencial. Ela morreu em 2017.

Opinião dos leitores

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Geral

Comissão da Câmara antecipa conclusão de processo contra a vereadora Brisa Bracchi

Foto: divulgação

A Comissão Especial Processante (CEP) da Câmara Municipal de Natal decidiu antecipar para o dia 26 a conclusão da apuração das denúncias contra a vereadora Brisa Bracchi (PT), um dia antes do prazo inicialmente previsto. A decisão foi tomada em reunião nesta terça-feira (10).

O colegiado também definiu que termina nesta quarta-feira (11) o prazo para que a Fundação Capitania das Artes (Funcarte) cumpra diligências que irão integrar as provas documentais do processo.

As oitivas previstas para esta semana foram adiadas após questionamento da defesa da vereadora. Os depoimentos, incluindo quatro testemunhas indicadas pela defesa, foram remarcados para sexta-feira (13).

Segundo a presidente da Comissão, vereadora Samanda Alves, as mudanças no cronograma foram aprovadas de forma colegiada e não alteram o mérito da apuração, apenas garantem o cumprimento dos trâmites legais.

Com o novo calendário, o relatório final será concluído no dia 26 e encaminhado à Mesa Diretora da Câmara. A votação em plenário deverá ocorrer até 4 de março, prazo final para deliberação do processo.

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Fim da escala 6×1 pode ameaçar até 640 mil empregos, reduzir produtividade e causar impacto no PIB, mostra estudo

Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Reduzir a jornada dos trabalhadores de 6X1 para 5X2 pode ser prejudicial para fatores já ameaçados da economia nacional. Em meio à possibilidade de o fim da escala mais longa avançar no Congresso Nacional, estudos mostram que a redução pode ameaçar empregos e a produtividade no Brasil.

Um levantamento do CLP (Centro de Liderança Pública) aponta que até 640 mil empregos podem ser perdidos caso a jornada semanal seja reduzida de 44 para 40 horas.

O comércio aparece como o setor mais afetado. Segundo o CLP, a produtividade dos trabalhadores do segmento cairia 1,3%, o que, na prática, significaria a eliminação de cerca de 164 mil vagas.

Em seguida, aparecem os setores da construção civil e da agropecuária, com possíveis cortes de 45 mil e 28 mil empregos, respectivamente.

Especialistas alertam que a proposta de reduzir a jornada sem corte proporcional de salários tende a elevar o custo do trabalho em um cenário já marcado por baixa produtividade.

“Como a PEC 6×1 propõe a manutenção do salário com redução abrupta da carga de trabalho, o custo do trabalho vai aumentar muito. Com a produtividade estruturalmente baixa, isso gera um choque negativo na produtividade do trabalho, com efeito colateral no crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]”, afirma o economista-chefe da ARX, Gabriel Barros.

Baixa produtividade

Para especialistas, os impactos refletem problemas estruturais do país, especialmente no processo de profissionalização da mão de obra e na baixa produtividade.

Representantes do setor produtivo afirmam que o Brasil ainda está distante dos padrões de eficiência observados em países desenvolvidos.

Enquanto o ganho médio anual de produtividade no mundo ficou em torno de 1,5% entre 2016 e 2025, no Brasil o avanço não ultrapassou 0,5% no mesmo período, segundo o compilador de dados governamentais CEIC Data.

“A possibilidade de mudar a escala de trabalho existe, mas exigiria um esforço muito maior de compreensão dos impactos gerais na economia. Os estudos macro mostram que há perda de PIB potencial associada a esse tipo de mudança”, afirma o economista Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

A indústria também sente os efeitos da escassez de trabalhadores qualificados. Uma pesquisa da CNI mostra que, nos últimos cinco anos, a falta de mão de obra adequada quase quintuplicou, saltando de 5% para 23%.

Segundo a confederação, essa escassez trava a competitividade e obriga empresas a investir na requalificação de seus funcionários.

“A gente tá vendo o impacto de números e a gente não está conversando com o trabalhador. Eu entendo que os custos virão, direta ou indiretamente. Então o Brasil não pode mais, via decreto, tutelar o trabalhador de uma forma geral”, disse Sérgio Longen, presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. A abolição da escravatura, a criação das férias e 13.o salário também criaram “ameaças a empregos e produtividade” no Brasil…

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Geral

VÍDEO: A desonestidade intelectual de Fátima Bezerra na leitura da mensagem anual à Assembleia Legislativa

No programa Meio Dia RN desta terça-feira (10), BG comentou a mensagem anual da governadora Fátima Bezerra à Assembleia Legislativa. ‘Com todo respeito à governadora, mas a mensagem de Fátima foi de uma desonstidade intelectual absurda. O segundo governo de Fátima é muito pior que o primeiro em todos os sentidos’, afirmou BG.

Bruno Giovanni lembrou ainda os atrasos salariais e de pagamentos a fornecedores, o básico da saúde que não funciona e os terríveis índices que colocam o RN entre os piores do país. ‘A senhora sucedeu a senhora mesma. É desonstidade comparar com um governo que deixou o Estado em 2018! Nós estamos em 2026!’

Opinião dos leitores

  1. Nenhuma lágrima desse chôro vai mudar os fatos que a Excelentíssima Governadora Professora Fatima Bezerra é a melhor governadora da história do RN. O choro é livre!

    1. Cacete, isso explica o fundo do poço que o RN se encontra. Se ela é a melhor, imagina o pior.

  2. Lembrando que o PT participou do governo de Robinson Faria, com várias secretarias, inclusive o deputado Mineiro era o líder do governo na Assembleia. Esse povo tem memória curta.

  3. Desonesto é esquecer a historia e servir aos empresarios, como faz esse blog, em detrimento da populção mais necessitada.

    1. Abc fc e o que ela fez pelo povo mais necessitado? Atrasar o 13°, acabar com a saúde, não pagar os professores, sucatear a polícia? Deixe de ser desonesto

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