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FOTOS- Lembra do Menino do Acre? Dois anos depois de sumiço, ele abre quarto enigmático a visitas guiadas

Foto: Bruno Borges/Arquivo Pessoal

O quarto está intacto: as mensagens criptografadas no chão, nas paredes e no teto, a estátua em tamanho real do filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600), todas as imagens que viralizaram em 2017. Dois anos depois do desfecho da estranha história ocorrida, a casa de Bruno de Melo Silva Borges, que ficou conhecido como Menino do Acre, está aberta para visitação pública. E ele mesmo ciceroneia os interessados em conhecer sua obra.

“(Meu quarto) é uma obra de arte. Eu trabalhei durante anos dentro daquele quarto, várias vezes me isolei ali para criar. Fiz muitos jejuns e retiros ali dentro”, afirma ele à BBC News Brasil. “É difícil não sentir uma energia ao entrar dentro dele. “Estudante de psicologia da instituição privada Centro Universitário Uninorte, Borges deve se formar no fim de 2019. Ele tem 27 anos.

Desde então, o quarto não é mais utilizado como dormitório. “Atualmente é restrito à obra de arte”, enfatiza, negando-se a responder se continua morando na mesma residência, com os pais, ou se mudou de casa depois do episódio. “O quarto dele continua como está, aberto a visitação, e afirmo que é incrível, com toda a paz de espírito que se encontra naquele local”, completa o pai do estudante, Athos Borges, empresário do ramo de eventos em Rio Branco. “Uma verdadeira obra-prima.”

O sumiço

De 27 de março a 11 de agosto de 2017, Bruno de Melo Silva Borges ficou desaparecido. Seu quarto com mensagens cifradas ganhou o noticiário nacional e nem investigadores policiais descobriram seu paradeiro. Um inquérito chegou a ser aberto pela Polícia Civil do Acre mas, com o reaparecimento do estudante, o delegado que cuidava do caso decidiu encerrá-lo – alegando que houve “comprovação de ausência voluntária”.

Quarto com mensagens cifradas ganhou o noticiário nacional e nem investigadores policiais descobriram onde estava Bruno Borges. Foto: Bruno Borges/Arquivo Pessoal

Até hoje Borges se nega a contar onde esteve e o que fez no período. Ele conta que ficou completamente “isolado da sociedade, sem contato com quaisquer outras pessoas” – e que se preparou durante cinco anos para a experiência. “Levei alguns suprimentos para garantir minha sobrevivência”, comenta. Também diz ter carregado “alguns livros de filosofia e cabala”. “Ao longo dos dias eu lia, refletia e meditava o tempo todo a respeito da vida, do universo, da psiquê e dos seus mistérios. Meu objetivo era apenas um: autoconhecimento”, explica.

O ex-ermitão conta que passou “muito frio” e ficou “muito fraco fisicamente” no período. “Porém, a maior dificuldade que encontrei foi em encarar meus medos, angústias, dúvidas e uma série de coisas que passei a vida escondendo de mim mesmo”, relata. “Acredito que a busca pela verdade sobre a vida é algo extremamente raro entre os indivíduos justamente porque ninguém quer lidar com o fato de que sua vida inteira foi uma grande ilusão correndo atrás do vento. Acreditem nisso: nós não nos conhecemos, não sabemos nada a respeito de nós mesmos, e esta é uma cruz que só carrega quem se permite enxergá-la.”

O ex-ermitão conta que passou “muito frio” e ficou “muito fraco fisicamente” no período fora de casa. Foto: Bruno Borges/Arquivo Pessoal

O pai Athos Borges recorda-se que foram momentos difíceis para a família. “Só posso dizer que sofremos muito, não só pelo sumiço dele, mas também pela maldade do povo, que crucificou a nós e a ele sem saber o que de fato estava acontecendo… Muita maldade”, diz. “Mas estamos fortes e de cabeça erguida hoje, pelas pessoas que entenderam e nos deram forças… Isso vindo de todos os cantos do mundo.”

O empresário valoriza o trabalho realizado pelo estudante. “Interpreto a obra do meu filho como uma arte que deveria ser conhecida por todos, tamanho o volume de informação e da espiritualidade do Bruno”, avalia. “Graças a Deus, [Deus] o colocou em nossas vidas.”

“Interpreto a obra do meu filho como uma arte que deveria ser conhecida por todos”, diz pai de Bruno Borges. Bruno Borges/Arquivo Pessoal

Ao ser perguntado sobre o percurso realizado dois anos atrás, Bruno Borges entende que sair de casa foi como “sair da zona de conforto” e “abrir mão das regalias com as quais estamos acostumados”. Ele compara seu feito às opções históricas de muitos “monges, profetas e sábios”.

“Isso é necessário, a meu ver, por vários motivos, como pelo fato do ego só sobreviver em convívio social: quando estamos isolados as máscaras que vestimos para cumprirmos este ou aquele papel na sociedade se tornam desnecessárias, e o que ocorre em seguida é um colapso do ego, seu ‘eu’, que foi construído durante anos de existência, deixa de ter uma sustentação e some aos poucos, e se antes você se enxergava com uma individualidade separada de tudo ao redor, você passa a se ver unido com toda a natureza”, explica o estudante de psicologia. “Inclusive, o contato com a natureza ajuda a compreender suas leis, para assim se compreender o criador. Como eu queria ir a fundo nessa busca, conclui que a melhor decisão era sair do meu lar.”

Na época do desaparecimento, diversas hipóteses surgiram convergindo para o fato de que tudo não passaria de um golpe de marketing. Bruno Borges/Arquivo Pessoal

“Eu queria isso, porque pensar sobre o sentido da vida é algo positivo e essencial para o ser humano. E algumas obras que escrevi tratam exatamente disto”, acredita. “Eu queria ser uma pessoa que incentiva todos a filosofarem – e também dar o exemplo, abandonando todos os meus valores e regalias em busca de sabedoria. Tentei quebrar um paradigma da sociedade, despertar as pessoas, pois estamos adormecidos.”

O livro

Publicado no fim de junho de 2017, portanto no meio do retiro voluntário de Borges, o livro TAC: Teoria da Absorção do Conhecimento saiu com tiragem de 20 mil exemplares e chegou a figurar entre os mais vendidos em um levantamento do site especializado PublishNews.

Mas foi um fracasso de crítica. Em seus escritos, o autor defendia a necessidade de dormir pouco, não comer carne e abster-se de relações sexuais – em um percurso necessário para se transformar em um gênio. Além das ideias esdrúxulas, o texto saiu repleto de erros gramaticais e interpretações heterodoxas de obras filosóficas do cânone ocidental.

Em seus escritos, o autor defendia a necessidade de dormir pouco, não comer carne e abster-se de relações sexuais. Bruno Borges/Arquivo Pessoal

“Acontece o seguinte: o livro foi publicado enquanto eu estava isolado. Todos sabemos que as obras estavam codificadas. Houve dificuldades na decodificação, o que fez com que o livro fosse publicado com imagens e palavras trocadas de lugar, sem sentido algum, e o português totalmente errado foi uma das consequências”, justifica-se Borges.

“As pessoas não entenderam o livro, assim como eu também não entendi, porque estava diferente do original. Ninguém tem culpa nisso, o livro chegou nas mãos da editora praticamente ilegível, ela fez o máximo para passar ao público a obra como deveria ser no original. Ainda assim, a intenção por trás do livro é clara: trata-se de um estudo para aprimorar a obtenção de conhecimentos e direcioná-los para algo produtivo, contribuindo para o coletivo.”

O estudante afirma que da tiragem total foram vendidos cerca de 2 mil exemplares. Para o pai, Athos, tratava-se apenas “do primeiro projeto”, “da ponta de uma grande obra que virá por aí”, conforme disse à reportagem.

Em seguida, Borges decidiu disponibilizar todos os demais de forma on-line e gratuita, em seu site. Autodenominando-se “o alquimista do Acre”, ele já disponibilizou para download sete dos 12 livros que afirma ter prontos.

Repercussão

O acreano acredita que as pessoas que não o interpretam corretamente não conhecem a sua história e não compreendem que ele passou “por uma experiência espiritual aos 20 anos de idade”. “Depois dessa experiência de renascimento, eu recebi uma missão, e por ter fé nisso tive certeza de que teria uma grande repercussão. Eu prefiro trabalhar com certezas em meus projetos”, argumenta ele. “Meu objetivo era espalhar uma mensagem para todos, e uma vez que fiquei cinco anos praticamente sem vida social, passando semanas dormindo muito pouco e produzindo bastante, tudo para despertar algo no coletivo. Eu tive certeza de que faria algo que quebraria um paradigma da sociedade. Orava todos os dias pedindo para Deus que me guiasse em minha missão, tive muita fé e aprendi muito com tudo isso.”

Quando voltou de seu isolamento e tomou conhecimento de toda a repercussão, diz ele que avaliou tudo como “grande em quantidade, porém sem qualidade”. “A mídia não se preocupou em averiguar a minha versão da história, e se precipitou considerando de imediato que eu era um interesseiro e farsante que queria apenas dinheiro, bem como as pessoas também me julgaram de forma totalmente equivocada”, diz.

“Quando voltei de um isolamento de cinco meses, eu já estava sendo julgado por toda a sociedade. Como eu avalio isso? Bom, quando você quebra um paradigma na sociedade, a grande maioria das pessoas se sentem ameaçadas, afinal, todo o sistema de crenças que elas construíram desde tenra idade é questionado. Somado a isso, a mídia nunca deu prioridade para assuntos metafísicos, pois se a imprensa começar a tratar destes assuntos, ela vai à falência, visto que a grande maioria da população passa a vida fugindo do grande ponto de interrogação: ‘quem eu sou?’.”

Borges insiste no discurso que fez todas as duas ações “por uma missão”. Bruno Borges/Arquivo Pessoal

Durante a conversa, Borges o tempo todo insiste que fez isso “por uma missão”. “Deixei para trás uma vida de conforto, pessoas que amo, e todos os valores que construí, passei fome e frio, tive que lidar com os demônios de minha mente, com o medo da morte, tudo para ficar rico com livros de filosofia?”, provoca o jovem. “A verdade é que neguei a fama e o dinheiro. Ao retornar para a cidade, recebi mais de 100 propostas para comparecer em redes televisionadas e canais do Youtube. Também me ofereceram muito dinheiro para fazer propagandas. Eu não preciso de nada disso, minha maior riqueza é ter saúde e Deus no coração, só preciso disso e de mais nada.”

Atualmente, ele concilia a faculdade com seus estudos interiores, meditação e reflexões. Também recebe aqueles que querem conhecer o seu quarto – ou melhor, a sua obra. “Para visitar, basta entrar em contato comigo e marcamos um dia que seja bom para ambos. Não é preciso pagar nada”, conta o estudante, que faz os agendamentos por e-mail. “Em geral, uma vez por mês eu recebo visitas, a maioria de pessoas de fora [do País]. Já veio gente da Itália, inclusive.”

Borges afirma que aproveita tais oportunidades para explicar “a verdadeira história por trás de tudo o que aconteceu”. “Minha porta está aberta para qualquer um que queira trocar conhecimentos e experiências”, garante.

R7, com BBC Brasil

 

Opinião dos leitores

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Mundo

“Terminamos a guerra com o Irã hoje”, diz Donald Trump

Foto: Getty

O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos haviam “encerrado a guerra” com o Irã nesta quinta (11), após declarar anteriormente que os dois lados concordaram com um “memorando de entendimento muito forte” para interromper os combates.

“Não sei se vocês ouviram, mas encerramos a guerra com o Irã hoje”, disse o presidente Donald Trump durante um comício virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, que está concorrendo ao governo do estado. “Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo em que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% da questão.”

A declaração de Trump veio depois de ele cancelar novos ataques contra o Irã mais cedo nesta quinta, sugerindo no Truth Social que um acordo havia sido alcançado, sem detalhar seus termos.

O Irã não confirmou que qualquer acordo tenha sido fechado, e Trump afirmou na publicação na rede social que o bloqueio dos EUA a navios que entram ou saem dos portos iranianos continuará até que “esta transação seja finalizada”.

 

CNN

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Brasil

Coca-Cola assume prejuízo após onda de roubos de rótulos com figurinhas da Copa

Foto: Reprodução

A parceria entre a Coca-Cola e a Panini para distribuir figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026 nos rótulos das garrafas acabou provocando uma onda de furtos dos plásticos das embalagens em estabelecimentos. Como os refrigerantes não podem ser comercializados sem o rótulo, a responsabilidade pelos prejuízos recai sobre a fornecedora. Diante disso, a companhia assumiu os custos e passou a recolher as garrafas adulteradas dos pontos de venda que solicitarem o procedimento.

Ao portal Extra, a Coca-Cola informou que os estabelecimentos podem acionar as equipes comerciais da empresa para a adoção das medidas necessárias, “incluindo o recolhimento e a substituição dos produtos afetados”.

A orientação aos consumidores é que não adquiram produtos com sinais de violação ou adulteração. A empresa também informou que dúvidas e relatos podem ser encaminhados aos canais oficiais de atendimento da Coca-Cola Brasil para suporte e esclarecimentos.

A advogada especialista em Direito do Consumidor Pamela Murcia afirma que, caso funcionários identifiquem pessoas removendo os rótulos das embalagens, a primeira medida deve ser reforçar a fiscalização e retirar imediatamente de circulação os produtos adulterados.

— O mais importante é evitar que o consumidor seja induzido a adquirir um produto incompleto — destaca.

Para a advogada, a retirada intencional dos rótulos não deve ser tratada como uma simples brincadeira.

— A depender das circunstâncias do caso concreto, a conduta pode caracterizar infração penal e gerar responsabilização pelos prejuízos causados ao estabelecimento comercial. Cada caso precisa ser analisado individualmente — afirma.

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Geral

PF recusa 2ª proposta de delação de Vorcaro por e-mail

Foto: Reprodução

A Polícia Federal rejeitou a nova versão da proposta de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os delegados responsáveis pelas tratativas do acordo comunicaram a decisão aos advogados do dono do Banco Master na quarta-feira (10).

O dono do extinto Banco Master está preso desde 4 de março, no âmbito de uma das fases da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras.

As prisões e sucessivas fases da ação policial revelaram um dos maiores esquemas de corrupção financeira do país, envolvendo fraudes bilionárias e uma rede institucional de proteção.

Confira a cronologia do caso

Novembro de 2025: prisão no aeroporto

Daniel Vorcaro foi preso em flagrante pela Polícia Federal em 17 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai.

Na mesma época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio por supostas fraudes na emissão de títulos de crédito.

Após 11 dias detido, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a substituição da prisão por medidas cautelares, permitindo que ele deixasse a prisão sob monitoramento eletrônico.

Março de 2026: segunda prisão e a descoberta da Turma

Vorcaro voltou a ser preso preventivamente em 4 de março deste ano, por determinação do ministro do STF André Mendonça, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a PF, o ex-banqueiro comandava um grupo de inteligência e coerção conhecido como “A Turma”, responsável por invasões de dispositivos eletrônicos e intimidação de desafetos e jornalistas.

Também foram presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como administrador de empresas ligadas ao grupo; e Luiz Philip Mourão, conhecido como “Sicário” e descrito como braço operacional da organização, que atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado e morreu dois dias depois

Dois dias depois da segunda prisão, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Abril e maio de 2026: avanço sobre os núcleos político e familiar

  • 16 de abril: Na quarta fase da operação, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso sob suspeita de receber imóveis de luxo como propina para viabilizar operações financeiras sem lastro envolvendo o Banco Master.
  • 7 de maio: A quinta fase teve como alvo endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. A PF sustenta que o parlamentar teria utilizado o mandato para favorecer o ex-banqueiro em troca de vantagens indevidas.
  • 13 de maio: Áudios de Flávio Bolsonaro são divulgados revelando pedidos de apoio financeiro ao Dark Horse, filme de Jair Bolsonaro. Na semana seguinte, o senador confirmou ter se reunido com Daniel Vorcaro em dezembro de 2025.
  • 14 de maio: Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, foi preso sob suspeita de atuar no grupo de intimidação física e cibernética, repassando ordens e pagamentos à Turma.
  • 19 de maio: Na sexta fase, agentes da própria Polícia Federal e peritos foram alvo de mandados de prisão e afastamento por suposta participação no esquema de espionagem. A investigação aponta vazamento de informações sigilosas e acesso irregular a bases de dados do Ministério Público Federal e da Interpol.

20 de maio de 2026: 1ª delação rejeitada

A Polícia Federal rejeitou formalmente a primeira proposta de delação premiada de Vorcaro. Segundo investigadores, o material era superficial e omitia informações sobre aliados políticos. Após a decisão, o ex-banqueiro reformulou sua equipe jurídica.

Nos bastidores, aliados de Vorcaro avaliavam que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, havia tensionado a relação com o ministro André Mendonça e dificultado o avanço de um acordo de colaboração.

Análise entorno de Vorcaro era de que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, tensionou a relação com Mendonça e inviabilizou uma delação. A saída levou a uma reorganização com o advogado criminal Sérgio Leonardo assumindo à frente do caso e a equipe que tinha 14 integrantes passou para cinco.

Junho de 2026: a nova proposta

Na nova proposta, protocolada na PGR entre os dias 1º e 2 de junho, Vorcaro ampliou o conteúdo da colaboração.

Segundo a apuração, o documento passa a detalhar sua relação com integrantes dos Três Poderes e inclui informações sobre o financiamento do filme solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro e sobre pagamentos periódicos destinados a Ciro Nogueira.

 

CNN

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Esporte

Copa do Mundo 2026 pagará o maior prêmio da história

Foto: EFE

A Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá começa nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, no México. O duelo inicial entre o anfitrião e a África do Sul será o primeiro de 104 jogos ao todo na competição, a maior da história em quantidade de seleções.

A competição, que começou com 13 participantes em 1930, evoluiu gradativamente até chegar pela primeira vez a 48 delegações. Entre 1998 e 2022, 32 seleções disputaram o torneio mais importante do futebol mundial. O aumento na participação tornou a competição ainda mais valiosa. As informações são do Pleno News.

Os valores da premiação serão recorde na edição de 2026. Apenas pela participação, cada delegação receberá 10 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 51,4 milhões, além de um bônus de 1,5 milhão de dólares — cerca de R$ 7,7 milhões — para ajudar nos custos operacionais e logísticos.

Até as quartas de final, as seleções receberão um acréscimo de 4 milhões de dólares, cerca de R$ 20,5 milhões. Já entre os semifinalistas, os valores serão divididos pela posição no pódio. O campeão receberá o prêmio total de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 257 milhões.

A seleção vencedora nesta edição receberá uma premiação 19% maior que a da edição do Catar, em 2022. Naquela oportunidade, a Argentina faturou 42 milhões de dólares, cerca de R$ 218,4 milhões na cotação da época.

PREMIAÇÃO DETALHADA DA COPA 2026, EM DÓLARES:

  • Campeão: 50 milhões (R$ 257 milhões)
  • Vice-campeão: 33 milhões (169,6 milhões)
  • 3º lugar: 29 milhões (R$ 149 milhões)
  • 4º lugar: 27 milhões (R$ 138,7 milhões)
  • Quartas de Final: 19 milhões (R$ 97,6 milhões)
  • Oitavas de Final: 15 milhões (R$ 77,1 milhões)
  • Segunda Fase (16 avos): 11 milhões (R$ 56,5 milhões)
  • Participação: 9 milhões (R$ 46,2 milhões) + 1,5 milhão (R$ 7,7 milhões) para suporte operacional

 

 

 

 

 

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Geral

José Dirceu critica equipe econômica de Lula: ‘Fizeram quase um crime’

Foto: Reprodução

O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado federal José Dirceu (PT) considerou que a equipe econômica do governo de Lula (PT) errou e cometeu “quase um crime”, ao não buscar alternativas à política monetária restritiva que pune o desenvolvimento do País. Durante entrevista à Rádio Bandeirantes, na manhã desta quinta-feira (11), Dirceu defendia mecanismos para conter a inflação sem esfriar a economia e frear o potencial produtivo do Brasil.

Veja o trecho da entrevista de José Dirceu aos jornalistas Pedro Campos, Guilherme Macalossi e Cláudio Humberto, também do Diário do Poder, transmitida simultaneamente pela Bandeirantes e BandNews TV:

“Erraram, erraram! E fizeram quase um crime contra o País. Meta de inflação de 3% em um País que é a 7ª economia no mundo, tem 200 milhões de habitantes, é o 8º país no mundo. Um País que é uma potência tem que fazer política própria, pensar nos seus interesses. O Brasil não tem nenhum problema com os Estados Unidos. Quem tá criando problema… O problema é político com o Brasil”, disparou José Dirceu.

A crítica foi feita durante entrevista ao programa Jornal da Gente. Quando Dirceu defendia a redução de jornada de trabalho para 5×2 e novos rumos para a economia, ele foi lembrado de que o Conselho Monetário Nacional (CMN) é composto por ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central, todos indicados pelo presidente Lula.

O CNM já foi composto pelos ex-ministros Fernando Haddad e Simone Tebet, e segue integrado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e pelos atuais ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti. Todos criticados por não adotar uma política monetária de câmbio como a de outros países, imprimindo moeda como saída para o cenário de crise mundial e com guerras, por exemplo.

 

Diário do Poder

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Mundo

Tribunal dos EUA autoriza Trump a manter tarifa global de 10%

Foto: Getty

Um tribunal de apelação dos EUA prorrogou, nesta quinta-feira (11), a suspensão de uma decisão de primeira instância contra a tarifa global de 10% imposta pelo governo Trump com base na Seção 122 da Lei de Comércio.

A decisão manteve a cobrança da tarifa global de 10% para três importadores enquanto segue em análise o recurso apresentado pelo governo. A medida prolonga uma decisão temporária que havia restabelecido a tarifa após uma vitória dos importadores em primeira instância.

Em 7 de maio, o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA decidiu contra a aplicação das novas tarifas. No entanto, a decisão não determinou a suspensão ampla da cobrança. Os autores da ação — duas pequenas empresas e o estado de Washington, que pagou tarifas sobre compras realizadas pela Universidade de Washington — obtiveram apenas um alívio restrito.

O governo Trump recorreu da decisão e, em 12 de maio, o Tribunal de Apelações do Circuito Federal autorizou temporariamente a retomada da cobrança das tarifas para esses três importadores. Agora, a corte decidiu prorrogar essa autorização até o julgamento definitivo do recurso.

A tarifa global de 10% foi implementada em fevereiro, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar a maior parte das tarifas impostas por Donald Trump em 2025. A medida foi adotada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Atualmente, a tarifa está prevista para expirar em julho, salvo se houver uma extensão aprovada pelo Congresso americano.

 

CNN

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Política

Flávio aciona STF para PF apurar reunião de Lula após prisão de Maduro

Foto: Ricardo Stuckert

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize a Polícia Federal (PF) a apurar uma reunião realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a prisão de Nicolás Maduro.

Em documento apresentado nesta quinta-feira (11/6), o pré-candidato ao Palácio do Planalto pediu que a PF obtenha informações sobre um encontro que, segundo a defesa, teria sido convocado por Lula após a captura de Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro.

Os advogados argumentam que as diligências são necessárias para demonstrar que Flávio não agiu com dolo de caluniar Lula ao publicar uma postagem no X, em janeiro deste ano. Na publicação, o senador compartilhou uma reportagem sobre a suposta reunião e escreveu que Lula seria “delatado”.

Flávio é alvo de um inquérito da PF após comentar no X uma reportagem do colunista do Metrópoles Igor Gadelha que relatava a convocação de uma reunião de emergência pelo governo brasileiro após a prisão de Maduro.

Além de informações sobre o encontro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu que Moraes autorize a oitiva da líder opositora venezuelana María Corina Machado, do procurador norte-americano Walter Clayton III e do colaborador Euzenando Prazeres de Azevedo.

A defesa também pediu o compartilhamento de documentos da investigação e da ação penal abertas contra Maduro nos Estados Unidos.

O pedido ainda não foi analisado por Moraes.

 

Com informações de Metrópoles

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Geral

Deolane enfrenta escorpiões e pratos defecados na cadeia, diz irmã da influenciadora

FOTO: REPRODUÇÃO

A advogada Deolane Bezerra está passando por maus bocados, na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo. Presa preventivamente, a empresária está passando por crises de pânico, infestação de escorpião e alimentação inadequada.

Em entrevista ao repórter Lucas Pasin, do Metrópoles, Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, revelou detalhes sobre as dificuldades que a influenciadora estaria enfrentando dentro da unidade prisional.

Segundo Daniele, Deolane tem receio de permanecer sozinha na cela durante a noite, principalmente após ter encontrado quatro escorpiões no local em um único dia e eliminado os animais. Ela também afirmou que, ao longo das três semanas em que está presa, a influenciadora precisou receber atendimento médico em duas ocasiões diferentes.

“Ela já foi socorrida duas vezes pela unidade. A pressão chegou a 9 por 6, e a enfermeira aplicou soro. Deolane tem crise de pânico e não consegue ficar na cela sozinha à noite”, disse Daniele a Pasin.

Além das dificuldades relacionadas às condições da cela, Daniele Bezerra também criticou a higiene dentro da unidade prisional. Segundo ela, Deolane estaria recebendo refeições em pratos que teriam sido utilizados por outras detentas para fazer necessidades fisiológicas.

De acordo com o relato, como parte da louça permanece nas celas, algumas internas utilizariam os utensílios de forma inadequada. Posteriormente, os itens seriam recolhidos, encaminhados à cozinha e reutilizados para servir as refeições. Daniele afirmou ainda que a higienização desses materiais não seria realizada de maneira adequada.

“Ela não consegue comer a comida porque os pratos são sujos. Muitos desses ficam trancados em celas e as presas os utilizam para urinar e defecar. Depois esses mesmos pratos são introduzidos na cozinha. Não são lavados corretamente, e voltam com a comida para as detentas”, afirmou.

Na terça-feira (9), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido de liberdade provisória feito pela defesa. Agora Daniele, que também atua como advogada da irmã, pediu um novo habeas corpus e aguarda decisão.

Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio de 2026 durante a Operação Vérnix por suposto envolvimento e prática de lavagem de dinheiro vinculada ao PCC (Primeiro Comando Capital).

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Geral

STF forma maioria para fixar prazo de 60 dias para big techs se adequarem

Foto: Luiz Silveira

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria, nesta quinta-feira (11), para fixar o prazo de 60 dias para implementar as medidas determinadas pelo tribunal que aumentaram a responsabilidade das big techs pelo conteúdo que publicam.

A Corte iniciou a análise dos recursos das plataformas na quarta-feira (10). O prazo foi sugerido pelo relator de um dos recursos, o ministro Dias Toffoli. O entendimento foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes.

Até o momento, os ministros que votaram concordaram com a concessão de prazo de 60 dias para adaptação às novas regras. As divergências concentram-se no alcance das obrigações e nos critérios para definir quais plataformas serão submetidas a elas. Ainda não há um consenso sobre elas.

Julgamento do Marco Civil

Em junho de 2025, o Plenário do STF julgou os Temas 987 e 533 da Repercussão Geral e, por maioria de votos (8 a 3), declarou a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Até então, o dispositivo previa que as plataformas só poderiam ser punidas ou obrigadas a indenizar se descumprissem ordem judicial específica para a remoção de conteúdo. O Supremo alterou essa lógica ao entender que o modelo gerava “proteção insuficiente” à democracia e aos direitos fundamentais.

Os embargos foram apresentados por empresas de tecnologia e entidades da sociedade civil para questionar trechos da tese fixada pelo Supremo.

Entre os pontos contestados estavam a ausência de prazo para adaptação às novas regras, a abrangência das obrigações impostas às plataformas e a redação dos dispositivos relacionados à responsabilização civil das empresas.

CNN

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Política

Carla Dickson garante aprovação de projeto que amplia acesso à caneta emagrecedora através do SUS

Foto: Divulgação

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) teve papel decisivo na aprovação, na Comissão de Saúde da Câmara, do projeto que inclui a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, na lista de medicamentos entregues pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento da diabetes. Carla foi a relatora da matéria e apresentou parecer favorável. Ela construiu um texto substitutivo que fortalece a assistência integral aos pacientes, preservando os critérios técnicos e científicos.

“A população precisa ter acesso aos tratamentos mais modernos e eficazes disponíveis para o controle do diabetes, mas isso deve ocorrer com responsabilidade, observando critérios técnicos que garantam segurança aos pacientes e sustentabilidade ao sistema público de saúde. Nosso relatório encontrou esse equilíbrio e fortalece o cuidado com milhões de brasileiros que convivem com a doença”, destacou Carla Dickson.

O projeto de Lei nº 2.725/2024 é de autoria do deputado Acácio Favacho. Ao analisar a matéria, a parlamentar destacou que a tirzepatida é uma das mais modernas alternativas para o controle da obesidade, uma das causas da diabetes, mas ponderou que deve seguir critérios de eficácia, segurança e custo-benefício.

Em seu parecer, a deputada ressaltou que o Brasil já possui cerca de 18 milhões de pessoas com diabetes tipo 2 e que o avanço da doença está diretamente relacionado a fatores como obesidade, sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados. Ela também destacou que medicamentos como a tirzepatida (Mounjaro), além de auxiliarem no controle glicêmico, representam avanços importantes no tratamento de pacientes que convivem com diabetes associado ao excesso de peso e à resistência à insulina.

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