Jornalismo

FOTOS: Roberto Carlos é o cara, ainda mais na Urca de Lamborghini conversível

Reportagem sensacional no O Globo desse domingo mostra um pouco da vida do Rei Roberto Carlos no bairro onde reside no Rio, a Urca. Vale a pena ler cada parágrafo.
Roberto Carlos percorre a Urca, onde mora, em seu Lamborghini conversívelFoto: Leo Martins / Agência O Globo
Roberto Carlos percorre a Urca, onde mora, em seu Lamborghini conversível Leo Martins / Agência O Globo

RIO – Quinze para as cinco da tarde de uma terça-feira, o Lamborghini branco vem deslizando rapidamente pela curva fechada que leva à Rua Marechal Cantuária, na Urca. O cara que pilota o arrojado carango veste azul claro, traz uma expressão confiante no rosto e tem os cabelos esvoaçados pelo vento. O ronco barulhento do exclusivíssimo conversível italiano ecoa pelo bairro. Ao longo da rua, alguns comerciantes e transeuntes fazem saudações. O motorista acena de volta, com gestos rápidos. Aquela é a hora do Rei, quando Roberto Carlos passa de repente com seu novo carrão.

Não são nem dois quilômetros, nem cinco minutos diários. Em seu trajeto, Roberto sai de sua cobertura na Avenida Portugal, sempre entre 16h30m e 17h, e dirige até uma portentosa mansão no alto da ladeira da Rua São Sebastião, onde fica seu estúdio. Regressa para casa por volta das 21h. Embora rápida, sua passagem é um ritual cotidiano, uma atração no pacato bairro, onde muitos sabem de cor os carros dele e quase todos têm histórias — verídicas ou míticas — para contar sobre o Rei.

Natural de Campina Grande, Eraldo Silva está à frente do bar e restaurante Urca Grill há oito anos. Atrás do balcão, contemplou, por muitas vezes, Roberto passando a bordo da famosa Mercedes Benz SLC, de 1978. Viu, também, o calhambeque azul, assim como o Cadillac vermelho. De uns três anos para cá, acompanhou seu retorno aos luxuosos esportivos, com os dois Audis R8 conversíveis e o novíssimo Lamborghini Gallardo LP 570-4 Spyder Permormante, adquirido há poucos meses e avaliado em R$ 1,5 milhão (mesma faixa de preço de uma Ferrari). Especula-se no mercado automobilístico que o carro, o mesmo em que o Rei apareceu na abertura de seu especial de fim de ano da TV Globo, seja o único deste modelo no país, importado sob encomenda pelo cantor.

— O pessoal daqui está acostumado. Mas já vi fã tentando parar o carro dele, mulher querendo subir no capô. O segurança vem atrás, em outro carro. Quando ninguém acena, o Rei volta — conta Eraldo. — Quero trazer minha mãe da Paraíba e botar ela sentada aqui de frente, para ver ele passar.

São poucas as pessoas acostumadas a ver um Roberto Carlos no dia a dia. O eletricista Orlando Prado costuma ver dois: além de cruzar com o verdadeiro pelas ruas da Urca, onde trabalha, ele ainda é vizinho, na Lapa, de Carlos Evanney, o mais famoso sósia do Rei.

— Eu saio de casa e vejo a cópia do homem, chego no trabalho, e o original passa de carro. Esse mundo às vezes é engraçado, não é? — indaga o eletricista, que está preparando “um trabalho de crooner com canções de Roberto”.

O primeiro encontro de Orlando com o Rei aconteceu nos anos 60, quando o primeiro trabalhava na antiga “Revista do Rádio”. Depois, o eletricista esbarraria com o cantor por diversas vezes na TV Tupi — que ficava no prédio do antigo Cassino da Urca — e em boates onde trabalhou como iluminador. Enquanto faz reparos na iluminação de uma banca de jornal, ele conta que, recentemente, atravessava distraído a São Sebastião quando o súbito roncar de um Audi R8 vermelho o fez saltar de susto.

— Pô, Roberto. Assim você me mata — ele garante ter dito.

— Olha pra frente, meu camarada! — ele jura ter respondido um bem-humorado Roberto, dando sua tradicional gargalhada, acenando seu característico byyye e pisando forte no acelerador.

Morador da São Sebastião, o engenheiro Pedro Roitman teve alguns encontros com o cantor na estreitíssima rua. Dentro de seu Focus, ele já se viu frente a frente com alguns dos possantes do Rei. Apenas um dos dois podia passar.

— É um pouco inusitado estar nessa situação com o Roberto Carlos. Ele é paciente, mas prefiro manobrar para deixá-lo passar. Da última vez, me enrolei um pouco com outro carro que vinha atrás, ele encostou do lado e disse: “Agora resolve aí, bicho, hehehehe” — imita Pedro.

Ao longo das últimas décadas, o mais adorado e comercialmente bem-sucedido cantor do país foi se tornando um Rei cada vez mais discreto e distante de seus súditos. Pouco a pouco, Roberto Carlos recolheu-se dentro de seus palácios, rodeado por uma corte de funcionários sempre a postos. Desde então, sua única aparição pública, em grande parte dos dias, resume-se ao pequeno trajeto na Urca e às missas dominicais da Paróquia Nossa Senhora do Brasil, a poucos metros de sua casa.

O cantor mudou-se para o bairro em 1980, após se separar da primeira mulher, Nice. Comprou a cobertura do luxuoso prédio Golden Bay para si, e o apartamento de baixo para a mãe, Lady Laura, que morreu em 2010. Ali, viveu com Myrian Rios e depois com Maria Rita, falecida em 1999. A relação de Roberto com o bairro, que acaba de completar 90 anos, é um capítulo à parte. Para alguns estabelecimentos, ele envia CDs; para outros, ingressos de shows. Sabe-se que seu staff de empregados usa os serviços de oficinas, restaurantes, salões de beleza e mercados da região.

Em um dos salões, quando perguntada sobre Roberto, uma manicure morena desconfia:

— Ele sempre fala conosco, mas não posso contar mais nada. Foram eles quem te mandaram aqui, não é? — pergunta, em tom conspiratório.

Em 2009, uma repórter de Cultura de um jornal de São Paulo esperava, relativamente discreta, a passagem de Roberto em frente ao Golden Bay quando recebeu um telefonema de Ivone Kassu, assessora do cantor falecida no ano passado, informando que estava ciente de sua presença. Como ela sabia?

— Meu amor, a Urca cuida de Roberto Carlos — explicou Ivone.

Para o historiador e jornalista Paulo Cesar de Araújo, autor de “Roberto Carlos em detalhes”, biografia non grata pelo Rei e retirada das lojas após um acordo judicial entre ele e a editora Planeta, a Urca, com seu ar de cidade do interior, permite ao cantor uma certa liberdade que outros bairros da cidade não ofereceriam:

— É como se ele mantivesse os pés na suas raízes, conservando de alguma forma o cenário da antiga Cachoeiro de Itapemirim. Além disso, por ser um bairro pequeno e fechado, é mais fácil de controlar. É como se a Urca fosse um universo particular onde ele pode circular relativamente livre. Se fosse Ipanema, Barra ou Copacabana isso seria impossível.

Para alguns comerciantes da Rua Marechal Cantuária, Roberto é um borrão vermelho, azul ou branco, dependendo do carro que usar, passando em frente à porta. Pela pequena entrada da locadora Vídeo Tudo, a mineira Alenir Duarte nem sempre dá a sorte de olhar a rua no exato momento em que Roberto está passando.

— Algumas vezes, aconteceu de o trânsito engarrafar, e ele parar justamente aqui na frente. Em Belo Horizonte, não perdia um baile, na época da jovem guarda. Quando eu poderia imaginar que o Roberto Carlos passaria na minha porta?

Até poucas semanas atrás, a Vídeo Tudo ainda exibia o charmoso letreiro “Abasteça aqui seu Vídeo K7”, que teve que ser retirado para se adequar às novas normas da prefeitura. A locadora existe há 26 anos e é um retrato de um dos lados do bairro, com um ar simples e antigo, como um lugar que parou no tempo. Myrian Rios e Maria Rita eram sócias e alugavam filmes lá. Luiz Abi Saber, marido de Alenir, conta que, certa feita, Roberto teria encomendado e comprado alguns filmes do humorista Mazzaropi, de quem é fã, ainda em VHS. Ele se lembra de quando foi chamado para instalar uma aparelhagem nova de vídeo pré-home theater na casa do Rei:

— Era tudo branco, paredes e móveis. Sóbrio, de uma simplicidade impressionante.

Roberto tem outra admiradora mineira na rua. Seu nome é Suely Cardoso, cabeleireira do salão Só Beleza e moradora do bairro há 40 anos, desde que chegou da pequena cidade de Serra dos Aimorés, com apenas 8,5 mil habitantes. O salão fica de frente para a entrada dos fundos da paróquia, usada muitas vezes pelo Rei para fugir do assédio de fãs e repórteres que o esperam na outra porta da igreja. Foi ali que Suely arriscou e conseguiu a única foto tirada ao lado de seu ídolo. Sua música preferida é “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”.

— Ouvia essa música quando estava começando a namorar o meu marido. A gente cantava ela, foi muito marcante — lembra Suely.

Recentemente, ela estava cortando o cabelo na casa de uma cliente que mora na Rua São Sebastião, ao lado do estúdio do cantor. Pela janela indiscreta, Suely testemunhou Roberto fazendo algo que pouca gente viu até hoje:

— Ele estava com um cortador de grama, ensinando para um rapaz como deveria cortar. Achei engraçado ver o Rei assim, parecia uma pessoa comum, cuidando do jardim — descreve.

Em outro balcão ali perto, Vilma Lira ainda recorda o dia em que Roberto Carlos sentou na primeira classe de um voo da Varig. Por 20 anos, ela foi comissária na empresa gaúcha. Hoje, tem uma distribuidora de gelo e água na Urca. Vilma lembra a simpatia de Roberto, com quem conversou brevemente e aproveitou para fazer uma sugestão:

— Pedi para que ele fizesse uma música sobre aeromoças. Ele tem canções sobre várias profissões e vários tipos de mulheres — conta Vilma, que é fã de “Como é grande o meu amor por você”. — Talvez ele não tenha encontrado uma musa ainda…

O garçom Audálio Aragão também não esquece o encontro que teve com Roberto. Foi em 1986, quando Audálio, hoje no Belmonte, era garçom no restaurante do chef Claude Troisgros, no Jardim Botânico. Ele recita o menu degustação que serviu naquele dia para o Rei, saboreando cada iguaria: musse de agrião, folhado de dourado, sorvete de caju. Lembra também de um Roberto simpático, mas de pouca conversa, e se arrepende de não ter quebrado o protocolo para pedir um autógrafo. Lamenta que a ex-mulher tenha ficado com os LPs do Rei e cita a música “Do fundo do meu coração”: “Se você me perguntar se ainda é seu/Todo meu amor, eu sei que eu/ Certamente vou dizer que sim/Mas já depois de tanta solidão/ Do fundo do meu coração/ Não volte nunca mais pra mim.”

— É que me lembra uma garota — explica, e logo desconversa.

Apesar de ter sido Reginaldo Rossi quem homenageou a classe, nove entre dez garçons parecem ser fãs de Roberto. No Belmonte, ponto de observação privilegiado da rota do cantor, não é diferente. Vindo de Guaraciaba do Norte, Ceará, o maître do bar tem nome de parceiro do Rei — Erasmo — e não apaga da memória a canção “Guerra dos meninos”, que o pai colocava para ele ouvir na infância. Conterrâneo de Erasmo Franklin, o garçom Gilmar Chaves foi o único ali que conseguiu fazer um vídeo de Roberto no Lamborghini.

— Escuta só como faz barulho… A gente já sabe que ele vem vindo quando ainda está lá longe — diz, mostrando a imagem no celular.

Há oito anos no bairro, o farmacêutico Juan Müller garante que, em dezembro, o cantor costumava parar seu Mercedes na porta de um extinto pé-sujo e anunciar “que aquela noite era por conta dele”. Ao que todos os pinguços o saudavam euforicamente. Juan acha que o Rei é um vizinho de bom senso:

— Ele tem a exata noção do impacto que poderia causar na vizinhança e prefere ser discreto.

A paixão de Roberto por carros vem da infância — mesmo assim, ele não quis falar sobre o assunto para esta reportagem. Paulo Cesar conta que, ainda criança, em Cachoeiro, o cantor costumava correr atrás dos automóveis e, curioso, metia-se debaixo dos que estavam estacionados. Batia ponto na oficina da cidade e queria ser mecânico de caminhão, uma paixão pouco acessível, na época.

O biógrafo do Rei contextualiza a história:

— No Natal de 1947, ele tinha seis anos e pediu um Jeep de pedal que viu numa loja, mas o pai só teve como dar uma miniatura de madeira. O Roberto já declarou que esse gosto por colecionar carros é uma forma de compensar tudo o que ele não pôde ter na infância.

Roberto só conseguiu comprar o tão sonhado carango após emplacar o primeiro sucesso, “Splish splash”, em 1963. Era um fusquinha 1960 bege, usado. Ainda que modesto, foi um passo importante para o rapaz que ainda trabalhava como datilógrafo numa repartição no Centro do Rio.

Em seguida, ele emplacou seu primeiro hit automobilístico, “Parei na contramão”, parceria com Erasmo Carlos. Juntos, vieram o sucesso nacional e a primeira “máquina quente”: um Chevrolet Bel Air, com o qual sofreu um grave acidente ao volante, resultando na morte do empresário Roberto de Oliveira, que o acompanhava.

O estrelato trouxe os Mercedes, o Jaguar e até uma limusine, formando uma frota particular cheia de grifes. Roberto cantou a velocidade em sucessos como “O calhambeque”, “As curvas da estrada de Santos” e “120… 150… 200km por hora”, e pilotou carrões em filmes como “Roberto Carlos em ritmo de aventura” e “Roberto Carlos a 300km por hora”, no qual interpretava um mecânico de Fórmula 1 que sonhava ser uma estrela das pistas. Uma curiosidade revelada no livro de Paulo Cesar: ainda nos anos 60, uma menina de 11 anos enviou uma carta ao então prefeito de São Paulo, Faria Lima, pedindo a prisão de Roberto, pois acreditava que só assim ele não terminaria como James Dean, morto, ainda jovem, num acidente.

— O universo do rock, desde o início, falava de carros, garotas e velocidade. Está em Chuck Berry, em Elvis, nos Beatles. Além disso, não podemos nos esquecer que Roberto era adolescente na década de 50, época da consolidação do automóvel como sonho de consumo urbano no Brasil — explica Paulo Cesar.

Estamos numa quinta-feira, e Roberto passa novamente a bordo de seu Lamborghini, agora fazendo a curva que leva da Marechal Cantuária à subida da São Sebastião. Vem no mesmo horário, só que mais rápido, como se estivesse com pressa. A rua está livre.

Alguém grita:

— Meu Rei!

O cantor, que no passado parou na contramão e homenageou as curvas da estrada de Santos, acena rapidamente e… zuuum. Quem viu, viu; quem não viu, quem sabe amanhã?

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/roberto-carlos-esse-carro-sou-eu-7199549#ixzz2HCLOtLNp
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Opinião dos leitores

  1. "Esse é o Cara" – sou fã desde de 1966 quando vi pela primeira vez aqui em Natal e nunca mais deixei de ir aos seus shows. Parabéns a todos nós Brasileiro pelo elegante e ético cantor e compositor representando nosso Brasil aqui e em todo o mundo.

  2. Bruno, que reportagem sensacional. Lí toda com paciência e fiquei com raiva quando terminei. Sou fã do rei e indiscutivelmente ele "É O CARA". Parabéns.

  3. Este CARA sim pode desfilar de LAMBORGHINI. Os daqui de Natal nao aguentam nem 30 minutos de fiscalizaçao da receita em cima deles.

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Brasil

“Quero dar um pau nele”: Vorcaro monitorava jornalistas e cogitou agressão

Foto: Reprodução

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, monitorava jornalistas e chegou a cogitar agressões físicas contra rivais, segundo relatório da Polícia Federal (PF) enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Vorcaro foi preso pela PF na manhã desta quarta-feira (4/3), em operação autorizada pelo ministro André Mendonça.

De acordo com mensagens analisadas pelos investigadores, o empresário ordenava a integrantes de seu núcleo que monitorassem jornalistas e adversários. Em uma das conversas, ele chega a sugerir uma agressão contra um crítico.

Segundo a PF, Vorcaro utilizava colaboradores para levantar dados pessoais, acompanhar adversários e intimidar pessoas que contrariavam seus interesses. As informações constam em material extraído em operações anteriores.

Em uma das mensagens, Vorcaro conversa com Luiz Phillipi Machado de Moraes, apontado pela PF como responsável por levantar essas informações.

“Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, escreveu Vorcaro, em referência ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Logo em seguida, o interlocutor responde: “Estamos em cima de todos os links negativos. Vamos derrubar todos e vamos soltar positivas”.

Em outro trecho da conversa, Vorcaro insiste: “Quero dar um pau nele”. O colaborador responde: “Pode? Vou olhar isso…”.

O empresário então responde que “sim”.

Para a PF, essas mensagens trocadas por WhatsApp indicam que Vorcaro determinou ao subordinado que forjasse um assalto para intimidar o jornalista.

Metrópoles

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Polícia

Polícia Civil RN desarticula rede que manteve líder de facção foragido por 8 meses

 

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Vídeo: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quarta-feira (04), a “Operação Auxilium” e deu cumprimento a um mandado de prisão preventiva, quatro medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica e 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de Caicó, Areia Branca, São João do Sabugi e Petrolina, localizada no Estado de Pernambuco.

Toda a operação teve como objetivo desarticular uma complexa rede de apoio a um líder de organização criminosa armada, investigado por crimes graves, como homicídio, associação para o tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, os alvos prestaram apoio direto e indireto ao líder do grupo criminoso, que permaneceu foragido por oito meses após ser alvo da “Operação Cerberus I”, deflagrada em junho de 2025. Durante o período de fuga, ele teria recebido suporte em diferentes localidades, incluindo Areia Branca/RN, Sousa/PB, Uberlândia/MG e Campina Grande/PB, onde foi preso em janeiro deste ano. Mesmo foragido, continuou, praticando crimes e exercendo a liderança da organização criminosa com o auxílio do grupo.

Com o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi autuado em flagrante pelo crime de embaraçar investigação de organização criminosa, após destruir e tentar ocultar a localização do próprio aparelho celular.

Os suspeitos deverão responder pelo crime de obstrução de investigação de organização criminosa. O suspeito preso foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais cabíveis e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Todo o material apreendido será analisado e passará por perícia, com o objetivo de dar continuidade às investigações.

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Geral

Prisão de Vorcaro foi motivada por tentativa de obstrução de investigações

Foto: Reprodução 

A prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (4), foi motivada após a suspeita de o empresário tentar atrapalhar as investigações relacionadas à instituição financeira.

Segundo apurou a CNN, o banqueiro teria feito uma ofensiva contra envolvidos e testemunhas ligadas ao caso Master.

Vorcaro foi preso novamente nesta quarta, após determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), em nova fase da operação Compilance Zero, que apura suspeitas de fraudes no Banco Master. A prisão foi cumprida pela PF (Polícia Federal), em São Paulo.

CNN

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Mundo

Israel lança nova onda de ataques em larga escala contra o Irã

Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

As Forças de Defesa de Israel anunciaram, na manhã desta quarta-feira, o início de uma nova série de ataques em larga escala contra alvos ligados ao regime iraniano em Teerã. Segundo comunicado oficial, esta é a décima ofensiva do tipo desde o recrudescimento do conflito no último sábado.

De acordo com os militares israelenses, os bombardeios realizados durante a madrugada atingiram centros de comando que seriam utilizados por forças de segurança interna do Irã e pela milícia Basij, grupo paramilitar alinhado ao governo. A operação faz parte da estratégia declarada de enfraquecer estruturas consideradas essenciais para a sustentação do regime.

Moradores relataram momentos de tensão durante a noite. Um residente do norte de Teerã afirmou à imprensa internacional que as explosões foram intensas e contínuas. “Foi uma noite ruim”, disse, acrescentando que há incerteza sobre quais áreas podem ser consideradas seguras diante da ausência de informações claras sobre os alvos militares.

A imprensa estatal iraniana confirmou registros de explosões em diferentes regiões do país. Imagens divulgadas por veículos internacionais mostram uma coluna de fumaça escura próxima à cidade de Isfahan, sugerindo que os ataques não se limitaram à capital.

A escalada amplia o risco de agravamento do conflito no Oriente Médio, que já provoca apreensão global. Até o momento, autoridades iranianas não divulgaram balanço oficial de danos ou vítimas decorrentes da nova ofensiva.

Opinião dos leitores

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Geral

Veja os pontos de alagamento e o que evitar em Natal nesta quarta (4)

Foto: Reprodução

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal divulgou, às 6h desta quarta-feira (4), um novo boletim sobre as condições do trânsito após as chuvas que atingem a capital. Segundo a Central de Operações de Trânsito e Transporte (COTT), não há vias consideradas intransitáveis até o momento, mas oito pontos apresentam acúmulo de água e exigem atenção redobrada.

De acordo com o levantamento, seguem transitáveis, porém com registro de alagamento, os seguintes trechos: Avenida Nevaldo Rocha com Avenida Coronel Estevam; Rua São João, no Alecrim (Canto do Mangue); Avenida Jaguarari, em frente ao Hospital Hapvida; Avenida Doutor João Medeiros Filho com Avenida Senhor do Bonfim; Avenida Prudente de Morais com Avenida Alexandrino de Alencar; Avenida da Integração; Avenida dos Xavantes; e Avenida Solange Nunes, em frente à Unimetais.

No panorama geral, a secretaria informou que outros 22 pontos monitorados não apresentam alterações significativas. Corredores importantes como a Avenida Senador Salgado Filho, a Ponte Newton Navarro e a Avenida Felizardo Firmino Moura registram fluxo normal nos dois sentidos.

O boletim também aponta que não houve registro de sinistros de trânsito até o horário da atualização. No entanto, há pane em semáforo no cruzamento da Avenida Hermes da Fonseca com a Rua Ângelo Varela, e os condutores devem redobrar os cuidados ao passar pelo local.

A STTU reforçou que agentes permanecem em campo e que o monitoramento é feito de forma contínua, tanto presencialmente quanto por videomonitoramento, podendo haver atualização nos pontos conforme a situação das chuvas evolua ao longo do dia.

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Geral

URGENTE: Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase de operação que investiga fraudes do Master

Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo.

Vorcaro é alvo de uma nova fase Operação Compliance Zero, em que a PF investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.

O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Havia um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que já está na Superintendência da PF na capital paulista.

Com informações do G1

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Geral

CLIMA TENSO: Lula evita encontro com Trump em meio a suspeitas sobre suposta base militar da China

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado para adiar uma reunião prevista com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, marcada para o dia 22, em meio a um ambiente de tensão diplomática. Nos bastidores, a avaliação é que o encontro poderia abrir espaço para questionamentos delicados sobre a política externa brasileira.

Entre os temas que circulam no debate político está a menção a um documento apresentado ao Congresso americano, chamado “Tucano Ground Station”, que faria referência a entendimentos estratégicos envolvendo a China. A existência de um eventual acordo para instalação de base militar estrangeira em território brasileiro, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelo governo.

O Palácio do Planalto sustenta que as parcerias com a China estão concentradas em áreas como comércio, tecnologia e cooperação espacial, dentro de acordos institucionais já conhecidos. Ainda assim, o tema ganhou força na oposição, que cobra mais transparência sobre tratativas internacionais.

O ministro da Defesa foi convocado a prestar esclarecimentos na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, onde parlamentares prometem questionar possíveis acordos estratégicos e investimentos bilionários previstos para a área militar nos próximos anos.

Até o momento, não houve detalhamento oficial sobre o motivo do adiamento do encontro. Enquanto críticos falam em desconforto diplomático, aliados do governo afirmam que o Brasil mantém uma política externa soberana e que decisões estratégicas seguem critérios institucionais.

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. Dentro da lógica do atual governo, essa situação parece ser assim:
    Nada a esconder, tudo público e transparente.
    Mas para segurança da democracia e valor da liberdade, todo tratado e acordo coma China fica sob sigilo de 100 anos.
    Pronto resolvido, simples assim.

  2. Vai levar bombinha na cabeça viu Luladrão.
    Tenho pena dos meus irmãos paraibanos, pois é lá que pode estar existindo essa papagaiada desse desonesto, sem vergonha.

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Geral

Samanda Alves rebate acusações, desmente Brisa e chama Daniel Rendall de “desonesto”

Foto: Francisco de Assis

A presidente da Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara Municipal de Natal, Samanda Alves (PT), reagiu às críticas feitas pelo relator Daniel Rendall (Republicanos) e também às declarações divulgadas pela vereadora Brisa Bracchi sobre a condução do processo de cassação em tramitação na Casa. Em nova manifestação pública, Samanda negou qualquer irregularidade e afirmou que o relator agiu com “desonestidade” ao acusá-la de má-fé.

A matéria é do jornal Diário do RN. Segundo a parlamentar, nenhuma decisão foi tomada de forma isolada durante os trabalhos da comissão. Ela sustenta que todas as deliberações ocorreram de maneira colegiada, com participação dos três membros do grupo e acompanhamento permanente da Procuradoria da Câmara. Além dela e de Rendall, a CEI conta com o vereador Tácio de Eudiane (União Brasil).

De acordo com Samanda, apenas os relatórios finais não tiveram consenso. Nessa etapa, ela e Tácio se posicionaram pela manutenção do mandato da vereadora investigada, enquanto Rendall apresentou entendimento divergente. Ainda assim, afirma que os demais encaminhamentos foram aprovados por unanimidade ao longo do processo.

A presidente da comissão também contestou a alegação de cerceamento de defesa. Sobre a negativa de um novo depoimento da vereadora no segundo processo, explicou que o pedido foi analisado na última reunião antes da votação do relatório final. Conforme relatado, houve suspensão temporária dos trabalhos para debate interno com a presença de procuradores, e o colegiado decidiu que o momento processual para solicitação de diligências já havia sido superado.

Ela reforçou que todas as reuniões foram registradas e contaram com acompanhamento técnico da Procuradoria, variando entre três e seis procuradores presentes em cada encontro. Para Samanda, a condução respeitou integralmente as orientações jurídicas e o rito estabelecido.

Outro ponto levantado pela presidente foi o cumprimento do prazo legal de 90 dias para conclusão do processo, previsto no Decreto-Lei nº 201/1967. Segundo ela, mesmo com feriados, pontos facultativos e um intervalo de 17 dias até que a Mesa Diretora marcasse a primeira sessão de julgamento, os trabalhos foram finalizados dentro do período permitido.

Defesa aponta ilegalidades e cita decisão do TJRN

Em nota enviada à imprensa, Brisa Bracchi sustenta que a reabertura da fase de instrução, determinada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, confirma a existência de falhas na condução do processo pela Comissão Especial Processante. A decisão judicial levou à marcação de nova oitiva da parlamentar.

Conforme a nota, a comissão agendou o depoimento para o dia 5 de março, às 17h, após intimação expedida em 2 de março, respeitando o prazo mínimo de 72 horas previsto no rito. A defesa, no entanto, argumenta que o novo calendário comprometeria o cumprimento das etapas seguintes e inviabilizaria a sessão final de julgamento no plenário.

A tese apresentada é que, com a reabertura da instrução, seria necessário garantir novamente o depoimento pessoal, prazo para alegações finais e elaboração de novo relatório — o que ultrapassaria o limite de 90 dias corridos estabelecido na legislação federal aplicada ao caso.

Na conclusão da nota, a vereadora afirma que, diante do que classifica como ilegalidades ocorridas ao longo do processo, o caso deveria ser arquivado. A controvérsia agora se concentra na interpretação sobre prazos e na legalidade dos atos praticados pela comissão, tema que segue sob debate jurídico e político na capital potiguar.

Com informações do Diário do RN

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Política

ALERTA NO PLANALTO: Posts contra Lula ligam sinal vermelho no governo

Foto: Marcelo Theobald

O Palácio do Planalto entrou em estado de atenção após um levantamento interno mapear publicações impulsionadas nas redes sociais com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O material aponta que apoiadores do senador Flávio Bolsonaro patrocinaram conteúdos atacando o governo, especialmente após o desfile de uma escola de samba que homenageou o petista no Carnaval.

A informação é do jornal O Globo. O documento, que circula entre integrantes do alto escalão e da cúpula do PT, lista 54 figuras públicas — entre parlamentares, prefeitos e influenciadores — que pagaram para ampliar o alcance de postagens críticas. Governistas veem o movimento como uma prévia da estratégia da oposição para o próximo ciclo eleitoral e discutem ajustes na comunicação e na rota da campanha.

Também preocupa no governo a possível repercussão digital de desdobramentos envolvendo a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e respaldada por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A avaliação é que novos fatos podem servir de combustível para novas ofensivas virtuais.

Diante do cenário, o PT intensificou o diálogo com representantes de big techs e discute estratégias para reagir a conteúdos impulsionados. O partido também tem promovido oficinas para ampliar a atuação digital de militantes, movimento que deve ganhar força às vésperas da eleição. Internamente, há ainda debate sobre eventual ação eleitoral, embora aliados reconheçam a dificuldade jurídica, já que críticas a governos não configuram, por si só, propaganda antecipada negativa.

Nos bastidores, integrantes do governo admitem que a presença de autoridades no desfile gerou desgaste desnecessário, sobretudo junto ao eleitorado evangélico. A oposição, por sua vez, sustenta que o próprio Planalto criou a narrativa que permitiu os ataques. O episódio reforçou a percepção de que a disputa eleitoral já começou nas redes — e que o campo digital será um dos principais frontes da batalha política.

Opinião dos leitores

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Política

Mendonça decide que Vorcaro não é obrigado a depor à CPI do Crime

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta terça-feira (3) que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, não é obrigado a comparecer à CPI do Crime Organizado no Senado. Com isso, a presença do empresário na oitiva marcada para as 9h desta quarta-feira (4) passa a ser facultativa.

Vorcaro já havia sinalizado, por meio da defesa, que pretende prestar esclarecimentos apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na próxima semana. A decisão de Mendonça segue entendimento semelhante adotado anteriormente, quando o ministro também afastou a obrigatoriedade de comparecimento do banqueiro à CPMI do INSS.

Na decisão, Mendonça citou jurisprudência do STF segundo a qual o direito à não autoincriminação inclui a faculdade de o investigado decidir se comparece ou não ao ato. “Inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento”, escreveu o ministro, ao mencionar o princípio jurídico nemo tenetur se detegere.

O magistrado destacou ainda que, caso Vorcaro opte por ir à CPI, seus direitos constitucionais devem ser integralmente respeitados, incluindo o direito ao silêncio. Determinou também que, dentro do Congresso, eventual custódia fique sob responsabilidade da Polícia Legislativa do Senado.

Quanto ao deslocamento até Brasília, Mendonça estabeleceu que a Polícia Federal deverá definir as condições logísticas de transporte e retorno ao local de custódia, seja em aeronave da própria corporação ou voo comercial, com escolta contínua e vedação expressa ao uso de aeronave particular.

Com informações da CNN

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