Jornalismo

FOTOS: Roberto Carlos é o cara, ainda mais na Urca de Lamborghini conversível

Reportagem sensacional no O Globo desse domingo mostra um pouco da vida do Rei Roberto Carlos no bairro onde reside no Rio, a Urca. Vale a pena ler cada parágrafo.
Roberto Carlos percorre a Urca, onde mora, em seu Lamborghini conversívelFoto: Leo Martins / Agência O Globo
Roberto Carlos percorre a Urca, onde mora, em seu Lamborghini conversível Leo Martins / Agência O Globo

RIO – Quinze para as cinco da tarde de uma terça-feira, o Lamborghini branco vem deslizando rapidamente pela curva fechada que leva à Rua Marechal Cantuária, na Urca. O cara que pilota o arrojado carango veste azul claro, traz uma expressão confiante no rosto e tem os cabelos esvoaçados pelo vento. O ronco barulhento do exclusivíssimo conversível italiano ecoa pelo bairro. Ao longo da rua, alguns comerciantes e transeuntes fazem saudações. O motorista acena de volta, com gestos rápidos. Aquela é a hora do Rei, quando Roberto Carlos passa de repente com seu novo carrão.

Não são nem dois quilômetros, nem cinco minutos diários. Em seu trajeto, Roberto sai de sua cobertura na Avenida Portugal, sempre entre 16h30m e 17h, e dirige até uma portentosa mansão no alto da ladeira da Rua São Sebastião, onde fica seu estúdio. Regressa para casa por volta das 21h. Embora rápida, sua passagem é um ritual cotidiano, uma atração no pacato bairro, onde muitos sabem de cor os carros dele e quase todos têm histórias — verídicas ou míticas — para contar sobre o Rei.

Natural de Campina Grande, Eraldo Silva está à frente do bar e restaurante Urca Grill há oito anos. Atrás do balcão, contemplou, por muitas vezes, Roberto passando a bordo da famosa Mercedes Benz SLC, de 1978. Viu, também, o calhambeque azul, assim como o Cadillac vermelho. De uns três anos para cá, acompanhou seu retorno aos luxuosos esportivos, com os dois Audis R8 conversíveis e o novíssimo Lamborghini Gallardo LP 570-4 Spyder Permormante, adquirido há poucos meses e avaliado em R$ 1,5 milhão (mesma faixa de preço de uma Ferrari). Especula-se no mercado automobilístico que o carro, o mesmo em que o Rei apareceu na abertura de seu especial de fim de ano da TV Globo, seja o único deste modelo no país, importado sob encomenda pelo cantor.

— O pessoal daqui está acostumado. Mas já vi fã tentando parar o carro dele, mulher querendo subir no capô. O segurança vem atrás, em outro carro. Quando ninguém acena, o Rei volta — conta Eraldo. — Quero trazer minha mãe da Paraíba e botar ela sentada aqui de frente, para ver ele passar.

São poucas as pessoas acostumadas a ver um Roberto Carlos no dia a dia. O eletricista Orlando Prado costuma ver dois: além de cruzar com o verdadeiro pelas ruas da Urca, onde trabalha, ele ainda é vizinho, na Lapa, de Carlos Evanney, o mais famoso sósia do Rei.

— Eu saio de casa e vejo a cópia do homem, chego no trabalho, e o original passa de carro. Esse mundo às vezes é engraçado, não é? — indaga o eletricista, que está preparando “um trabalho de crooner com canções de Roberto”.

O primeiro encontro de Orlando com o Rei aconteceu nos anos 60, quando o primeiro trabalhava na antiga “Revista do Rádio”. Depois, o eletricista esbarraria com o cantor por diversas vezes na TV Tupi — que ficava no prédio do antigo Cassino da Urca — e em boates onde trabalhou como iluminador. Enquanto faz reparos na iluminação de uma banca de jornal, ele conta que, recentemente, atravessava distraído a São Sebastião quando o súbito roncar de um Audi R8 vermelho o fez saltar de susto.

— Pô, Roberto. Assim você me mata — ele garante ter dito.

— Olha pra frente, meu camarada! — ele jura ter respondido um bem-humorado Roberto, dando sua tradicional gargalhada, acenando seu característico byyye e pisando forte no acelerador.

Morador da São Sebastião, o engenheiro Pedro Roitman teve alguns encontros com o cantor na estreitíssima rua. Dentro de seu Focus, ele já se viu frente a frente com alguns dos possantes do Rei. Apenas um dos dois podia passar.

— É um pouco inusitado estar nessa situação com o Roberto Carlos. Ele é paciente, mas prefiro manobrar para deixá-lo passar. Da última vez, me enrolei um pouco com outro carro que vinha atrás, ele encostou do lado e disse: “Agora resolve aí, bicho, hehehehe” — imita Pedro.

Ao longo das últimas décadas, o mais adorado e comercialmente bem-sucedido cantor do país foi se tornando um Rei cada vez mais discreto e distante de seus súditos. Pouco a pouco, Roberto Carlos recolheu-se dentro de seus palácios, rodeado por uma corte de funcionários sempre a postos. Desde então, sua única aparição pública, em grande parte dos dias, resume-se ao pequeno trajeto na Urca e às missas dominicais da Paróquia Nossa Senhora do Brasil, a poucos metros de sua casa.

O cantor mudou-se para o bairro em 1980, após se separar da primeira mulher, Nice. Comprou a cobertura do luxuoso prédio Golden Bay para si, e o apartamento de baixo para a mãe, Lady Laura, que morreu em 2010. Ali, viveu com Myrian Rios e depois com Maria Rita, falecida em 1999. A relação de Roberto com o bairro, que acaba de completar 90 anos, é um capítulo à parte. Para alguns estabelecimentos, ele envia CDs; para outros, ingressos de shows. Sabe-se que seu staff de empregados usa os serviços de oficinas, restaurantes, salões de beleza e mercados da região.

Em um dos salões, quando perguntada sobre Roberto, uma manicure morena desconfia:

— Ele sempre fala conosco, mas não posso contar mais nada. Foram eles quem te mandaram aqui, não é? — pergunta, em tom conspiratório.

Em 2009, uma repórter de Cultura de um jornal de São Paulo esperava, relativamente discreta, a passagem de Roberto em frente ao Golden Bay quando recebeu um telefonema de Ivone Kassu, assessora do cantor falecida no ano passado, informando que estava ciente de sua presença. Como ela sabia?

— Meu amor, a Urca cuida de Roberto Carlos — explicou Ivone.

Para o historiador e jornalista Paulo Cesar de Araújo, autor de “Roberto Carlos em detalhes”, biografia non grata pelo Rei e retirada das lojas após um acordo judicial entre ele e a editora Planeta, a Urca, com seu ar de cidade do interior, permite ao cantor uma certa liberdade que outros bairros da cidade não ofereceriam:

— É como se ele mantivesse os pés na suas raízes, conservando de alguma forma o cenário da antiga Cachoeiro de Itapemirim. Além disso, por ser um bairro pequeno e fechado, é mais fácil de controlar. É como se a Urca fosse um universo particular onde ele pode circular relativamente livre. Se fosse Ipanema, Barra ou Copacabana isso seria impossível.

Para alguns comerciantes da Rua Marechal Cantuária, Roberto é um borrão vermelho, azul ou branco, dependendo do carro que usar, passando em frente à porta. Pela pequena entrada da locadora Vídeo Tudo, a mineira Alenir Duarte nem sempre dá a sorte de olhar a rua no exato momento em que Roberto está passando.

— Algumas vezes, aconteceu de o trânsito engarrafar, e ele parar justamente aqui na frente. Em Belo Horizonte, não perdia um baile, na época da jovem guarda. Quando eu poderia imaginar que o Roberto Carlos passaria na minha porta?

Até poucas semanas atrás, a Vídeo Tudo ainda exibia o charmoso letreiro “Abasteça aqui seu Vídeo K7”, que teve que ser retirado para se adequar às novas normas da prefeitura. A locadora existe há 26 anos e é um retrato de um dos lados do bairro, com um ar simples e antigo, como um lugar que parou no tempo. Myrian Rios e Maria Rita eram sócias e alugavam filmes lá. Luiz Abi Saber, marido de Alenir, conta que, certa feita, Roberto teria encomendado e comprado alguns filmes do humorista Mazzaropi, de quem é fã, ainda em VHS. Ele se lembra de quando foi chamado para instalar uma aparelhagem nova de vídeo pré-home theater na casa do Rei:

— Era tudo branco, paredes e móveis. Sóbrio, de uma simplicidade impressionante.

Roberto tem outra admiradora mineira na rua. Seu nome é Suely Cardoso, cabeleireira do salão Só Beleza e moradora do bairro há 40 anos, desde que chegou da pequena cidade de Serra dos Aimorés, com apenas 8,5 mil habitantes. O salão fica de frente para a entrada dos fundos da paróquia, usada muitas vezes pelo Rei para fugir do assédio de fãs e repórteres que o esperam na outra porta da igreja. Foi ali que Suely arriscou e conseguiu a única foto tirada ao lado de seu ídolo. Sua música preferida é “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos”.

— Ouvia essa música quando estava começando a namorar o meu marido. A gente cantava ela, foi muito marcante — lembra Suely.

Recentemente, ela estava cortando o cabelo na casa de uma cliente que mora na Rua São Sebastião, ao lado do estúdio do cantor. Pela janela indiscreta, Suely testemunhou Roberto fazendo algo que pouca gente viu até hoje:

— Ele estava com um cortador de grama, ensinando para um rapaz como deveria cortar. Achei engraçado ver o Rei assim, parecia uma pessoa comum, cuidando do jardim — descreve.

Em outro balcão ali perto, Vilma Lira ainda recorda o dia em que Roberto Carlos sentou na primeira classe de um voo da Varig. Por 20 anos, ela foi comissária na empresa gaúcha. Hoje, tem uma distribuidora de gelo e água na Urca. Vilma lembra a simpatia de Roberto, com quem conversou brevemente e aproveitou para fazer uma sugestão:

— Pedi para que ele fizesse uma música sobre aeromoças. Ele tem canções sobre várias profissões e vários tipos de mulheres — conta Vilma, que é fã de “Como é grande o meu amor por você”. — Talvez ele não tenha encontrado uma musa ainda…

O garçom Audálio Aragão também não esquece o encontro que teve com Roberto. Foi em 1986, quando Audálio, hoje no Belmonte, era garçom no restaurante do chef Claude Troisgros, no Jardim Botânico. Ele recita o menu degustação que serviu naquele dia para o Rei, saboreando cada iguaria: musse de agrião, folhado de dourado, sorvete de caju. Lembra também de um Roberto simpático, mas de pouca conversa, e se arrepende de não ter quebrado o protocolo para pedir um autógrafo. Lamenta que a ex-mulher tenha ficado com os LPs do Rei e cita a música “Do fundo do meu coração”: “Se você me perguntar se ainda é seu/Todo meu amor, eu sei que eu/ Certamente vou dizer que sim/Mas já depois de tanta solidão/ Do fundo do meu coração/ Não volte nunca mais pra mim.”

— É que me lembra uma garota — explica, e logo desconversa.

Apesar de ter sido Reginaldo Rossi quem homenageou a classe, nove entre dez garçons parecem ser fãs de Roberto. No Belmonte, ponto de observação privilegiado da rota do cantor, não é diferente. Vindo de Guaraciaba do Norte, Ceará, o maître do bar tem nome de parceiro do Rei — Erasmo — e não apaga da memória a canção “Guerra dos meninos”, que o pai colocava para ele ouvir na infância. Conterrâneo de Erasmo Franklin, o garçom Gilmar Chaves foi o único ali que conseguiu fazer um vídeo de Roberto no Lamborghini.

— Escuta só como faz barulho… A gente já sabe que ele vem vindo quando ainda está lá longe — diz, mostrando a imagem no celular.

Há oito anos no bairro, o farmacêutico Juan Müller garante que, em dezembro, o cantor costumava parar seu Mercedes na porta de um extinto pé-sujo e anunciar “que aquela noite era por conta dele”. Ao que todos os pinguços o saudavam euforicamente. Juan acha que o Rei é um vizinho de bom senso:

— Ele tem a exata noção do impacto que poderia causar na vizinhança e prefere ser discreto.

A paixão de Roberto por carros vem da infância — mesmo assim, ele não quis falar sobre o assunto para esta reportagem. Paulo Cesar conta que, ainda criança, em Cachoeiro, o cantor costumava correr atrás dos automóveis e, curioso, metia-se debaixo dos que estavam estacionados. Batia ponto na oficina da cidade e queria ser mecânico de caminhão, uma paixão pouco acessível, na época.

O biógrafo do Rei contextualiza a história:

— No Natal de 1947, ele tinha seis anos e pediu um Jeep de pedal que viu numa loja, mas o pai só teve como dar uma miniatura de madeira. O Roberto já declarou que esse gosto por colecionar carros é uma forma de compensar tudo o que ele não pôde ter na infância.

Roberto só conseguiu comprar o tão sonhado carango após emplacar o primeiro sucesso, “Splish splash”, em 1963. Era um fusquinha 1960 bege, usado. Ainda que modesto, foi um passo importante para o rapaz que ainda trabalhava como datilógrafo numa repartição no Centro do Rio.

Em seguida, ele emplacou seu primeiro hit automobilístico, “Parei na contramão”, parceria com Erasmo Carlos. Juntos, vieram o sucesso nacional e a primeira “máquina quente”: um Chevrolet Bel Air, com o qual sofreu um grave acidente ao volante, resultando na morte do empresário Roberto de Oliveira, que o acompanhava.

O estrelato trouxe os Mercedes, o Jaguar e até uma limusine, formando uma frota particular cheia de grifes. Roberto cantou a velocidade em sucessos como “O calhambeque”, “As curvas da estrada de Santos” e “120… 150… 200km por hora”, e pilotou carrões em filmes como “Roberto Carlos em ritmo de aventura” e “Roberto Carlos a 300km por hora”, no qual interpretava um mecânico de Fórmula 1 que sonhava ser uma estrela das pistas. Uma curiosidade revelada no livro de Paulo Cesar: ainda nos anos 60, uma menina de 11 anos enviou uma carta ao então prefeito de São Paulo, Faria Lima, pedindo a prisão de Roberto, pois acreditava que só assim ele não terminaria como James Dean, morto, ainda jovem, num acidente.

— O universo do rock, desde o início, falava de carros, garotas e velocidade. Está em Chuck Berry, em Elvis, nos Beatles. Além disso, não podemos nos esquecer que Roberto era adolescente na década de 50, época da consolidação do automóvel como sonho de consumo urbano no Brasil — explica Paulo Cesar.

Estamos numa quinta-feira, e Roberto passa novamente a bordo de seu Lamborghini, agora fazendo a curva que leva da Marechal Cantuária à subida da São Sebastião. Vem no mesmo horário, só que mais rápido, como se estivesse com pressa. A rua está livre.

Alguém grita:

— Meu Rei!

O cantor, que no passado parou na contramão e homenageou as curvas da estrada de Santos, acena rapidamente e… zuuum. Quem viu, viu; quem não viu, quem sabe amanhã?

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/roberto-carlos-esse-carro-sou-eu-7199549#ixzz2HCLOtLNp
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Opinião dos leitores

  1. "Esse é o Cara" – sou fã desde de 1966 quando vi pela primeira vez aqui em Natal e nunca mais deixei de ir aos seus shows. Parabéns a todos nós Brasileiro pelo elegante e ético cantor e compositor representando nosso Brasil aqui e em todo o mundo.

  2. Bruno, que reportagem sensacional. Lí toda com paciência e fiquei com raiva quando terminei. Sou fã do rei e indiscutivelmente ele "É O CARA". Parabéns.

  3. Este CARA sim pode desfilar de LAMBORGHINI. Os daqui de Natal nao aguentam nem 30 minutos de fiscalizaçao da receita em cima deles.

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Educação

Colégio Porto promove oficina de construção de foguetes com alunos do Projeto Porto Olímpico

Foto: Divulgação

Os estudantes do Colégio Porto participaram, nos últimos dias, de uma série de oficinas práticas de construção de foguetes e bases de lançamento, como parte das atividades do Projeto Porto Olímpico. A iniciativa integra a preparação dos alunos para olimpíadas científicas, especialmente na área de Astronomia e Astronáutica.

Durante a atividade, os participantes trabalharam na construção de foguetes de nível três, voltados aos estudantes do Ensino Fundamental e Médio, além de explorarem uma nova modalidade com sistemas multiestágios, que amplia o nível de complexidade dos projetos desenvolvidos.

Foto: Divulgação

Mais do que a montagem, a oficina também foi um momento de análise e aprimoramento. Os alunos avaliaram aspectos estruturais dos foguetes, como equilíbrio, resistência e princípios de aerodinâmica, em uma experiência que conecta teoria e prática de forma dinâmica e aplicada.

De acordo com a professora Shyrlaine Querino, coordenadora de olimpíadas de conhecimento do Colégio Porto, a proposta vai além do conteúdo técnico. “Essas oficinas permitem que os estudantes vivenciem, na prática, conceitos que muitas vezes são vistos apenas na teoria. É um processo que estimula o pensamento crítico, a investigação e o protagonismo, além de preparar os alunos para os desafios das olimpíadas científicas”, destaca.

Foto: Divulgação

A ação faz parte da preparação para a OBAFOG, etapa prática da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, e reforça o compromisso do Colégio Porto em oferecer experiências educacionais que ultrapassam os limites da sala de aula, incentivando o desenvolvimento acadêmico e científico dos estudantes.

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Política

Sem Lula confirmado, PT faz jantar com ingressos de até R$ 50 mil em Brasília

Foto: Divulgação/PT

O Partido dos Trabalhadores realiza na noite desta segunda-feira (4), em Brasília, um jantar de arrecadação de fundos com ingressos que variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil, em meio à ausência de confirmação da presença do presidente Lula no evento. O encontro acontece às 20h, no Centro Internacional de Convenções, e reúne apoiadores e integrantes da legenda em mais uma ação voltada à captação de recursos.

O jantar faz parte da agenda tradicional de mobilização financeira do partido e reúne convidados, militantes e apoiadores dispostos a contribuir com diferentes valores, conforme as categorias de participação definidas pela organização.

Segundo informações divulgadas pelo próprio partido, os ingressos são escalonados e podem chegar ao valor máximo de R$ 50 mil, voltado a apoiadores de maior contribuição.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a participação do presidente Lula no evento. A ausência de definição ocorre em meio a outros compromissos da agenda presidencial, enquanto a sigla mantém a programação normalmente.

Em ocasiões anteriores, Lula também não participou de encontros internos semelhantes do partido, optando por enviar mensagens em vídeo ou representantes. Em uma dessas gravações, o presidente defendeu que governos devem priorizar a entrega de resultados concretos como principal estratégia política.

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Geral

[VÍDEO] IMAGENS IMPRESSIONANTES: Globocop flagra queda de avião em BH e repórter reage em desespero ao vivo

Imagens: Reprodução/Globocop

Imagens gravadas pelo Globocop registraram o momento exato da queda de um avião monomotor que atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4). O vídeo mostra a aeronave em queda e a reação imediata da equipe de reportagem que acompanhava a situação ao vivo.

Durante a transmissão, o repórter Guilherme Pimenta reage ao perceber o impacto da aeronave e chega a afirmar: “Caiu, caiu o avião”, em um dos momentos mais tensos da gravação. As imagens rapidamente começaram a circular nas redes sociais.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, cinco pessoas estavam a bordo da aeronave no momento do acidente. Duas morreram – o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e o médico-veterinário Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT).

Outras três ficaram feridas, sendo encaminhadas ao Hospital João XXIII. O prédio foi evacuado e ninguém que estava no edifício foi atingido diretamente.

A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha pouco antes do acidente e, segundo relatos iniciais, apresentou dificuldades durante a subida. O impacto ocorreu na estrutura de um prédio, atingindo a área da escada entre andares.

As causas da queda ainda estão sendo investigadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do CENIPA, e pela Polícia Civil de Minas Gerais. A ANAC também acompanha o caso.

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Ala da Câmara quer incluir regras trabalhistas em PEC do fim da escala 6×1 e afastar vínculo de motoristas de aplicativo

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Uma ala da Câmara dos Deputados articula emendas à PEC que prevê o fim da escala 6×1 para ampliar o texto com novas regras trabalhistas. As propostas são lideradas pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo.

Entre os principais pontos, está a inclusão de um dispositivo que define que o trabalho por aplicativos não gera vínculo empregatício, com o objetivo de reduzir insegurança jurídica.

Outra emenda propõe que as Normas Regulamentadoras (NRs) de saúde e segurança do trabalho, hoje editadas pelo governo, passem a ser analisadas pelo Congresso antes de entrarem em vigor.

O pacote também reforça o princípio do “negociado sobre o legislado”, permitindo que acordos coletivos prevaleçam mesmo com restrições a direitos, além de prever maior controle do Congresso sobre decisões da Justiça do Trabalho.

Há ainda uma proposta para fixar regras de honorários na Justiça do Trabalho, com cobrança entre 10% e 20% do valor da ação em caso de derrota do trabalhador, salvo situações de gratuidade.

A movimentação ocorre em meio a um esforço da presidência da Casa, comandada por Hugo Motta, para acelerar a tramitação da PEC e viabilizar a votação ainda em maio.

A comissão especial que analisa o texto é presidida por Alencar Santana e tem como relator Léo Prates. O parecer deve ser apresentado na segunda quinzena do mês.

Nos bastidores, há apoio de parte da oposição às emendas, enquanto integrantes da base governista avaliam que ampliar o escopo da proposta pode dificultar sua aprovação.

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Ala Infantil da UPA de Nova Esperança começa a funcionar e reafirma compromisso da gestão Nilda com a saúde

Em mais uma ação executada pela gestão Nilda, a UPA de Nova Esperança já está operando com ala exclusiva para atendimento infantil a partir desta segunda-feira (04). O novo espaço começou a receber pacientes pediátricos com estrutura própria, fluxo separado e foco em acolhimento mais ágil e seguro para crianças e adolescentes de 0 a 14 anos.

Na prática, a mudança reorganiza o atendimento da unidade: agora, o público infantil conta com recepção exclusiva, sala de classificação de risco, consultório médico e equipe dedicada, formada por recepcionistas, profissionais de acolhimento, porteiros, maqueiros, enfermeiros e médicos. A separação do fluxo reduz a sobrecarga na classificação geral e torna o atendimento mais rápido e eficiente para todos e reafirma os cuidados da gestão com o acolhimento e humanização.

A expectativa é que a ala infantil registre cerca de 100 atendimentos diários. Como comparativo, apenas no mês de março a unidade contabilizou 2.817 atendimentos, reforçando a importância da reorganização do fluxo para garantir mais agilidade e qualidade na assistência.

A criação da ala infantil é mais um passo da gestão da prefeita Nilda Cruz na reestruturação da rede municipal de saúde. A medida melhora o acolhimento, diminui o tempo de espera e garante um ambiente mais adequado para o cuidado com os pequenos.

A prefeita Nilda Cruz destacou a importância da iniciativa para qualificar o atendimento e garantir mais cuidado às famílias. “A gente está organizando a rede para atender melhor quem mais precisa. Essa ala infantil traz mais acolhimento, mais agilidade e mais dignidade no atendimento às nossas crianças. É um compromisso da nossa gestão seguir avançando e cuidando das pessoas”, afirmou.

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GNV fica mais caro no Rio Grande do Norte com reajuste da Potigás


Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Os motoristas que abastecem com gás natural veicular (GNV) no Rio Grande do Norte enfrentarão custos mais altos a partir de 1º de maio de 2026. A Potigás — Companhia Potiguar de Gás — comunicou a seus clientes o reajuste da tarifa para o segmento veicular, que passa a vigorar com três faixas de preço distintas conforme a incidência tributária: R$ 2,7651/m³ sem impostos, R$ 3,8086/m³ com ICMS, PIS e Cofins, e R$ 4,0549/m³ com a incidência adicional do ICMS Substituto.

Na prática, para os postos de combustíveis — que em geral operam na faixa de maior carga tributária —, a alta representa aproximadamente R$ 0,15 por metro cúbico em relação ao preço anterior de R$ 3,90, vigente desde fevereiro deste ano. Isso equivale a um aumento de cerca de 3,97% no preço repassado à revenda.

Uma reversão após meses de alívio

O reajuste encerra uma sequência favorável ao consumidor potiguar. Conforme informou a própria Potigás, em fevereiro de 2026 a distribuidora havia reduzido o GNV de R$ 4,00 para R$ 3,90 por metro cúbico — a segunda queda consecutiva desde novembro de 2025, quando o preço era de R$ 4,10. No acumulado daquele período, o GNV havia caído cerca de 5%, trazendo alívio aos condutores que utilizam o combustível como alternativa mais econômica à gasolina e ao etanol.

Agora, o ciclo se inverte. A distribuidora justifica o reajuste pelo “repasse do custo do preço do gás para o trimestre de maio a julho de 2026” e pela “compensação dos custos adicionais apurados no trimestre de janeiro a março de 2026” — linguagem técnica que aponta para um acerto de contas com variações não repassadas integralmente no período anterior.

O aumento praticado pela Potigás no RN insere-se em um cenário nacional de forte pressão sobre o gás natural. A Petrobras anunciou, em 1º de maio, um aumento de 19,2% no preço de venda da molécula de gás natural às distribuidoras em relação aos valores praticados no trimestre anterior. O reajuste segue metodologia contratual que considera três variáveis: as oscilações do petróleo Brent, a taxa de câmbio entre real e dólar e, desde o início do ano, a variação do Henry Hub — índice ligado à oferta de gás natural nos Estados Unidos.
Mesmo após reajustes e quedas alternados, o Rio Grande do Norte permanece entre os estados com GNV mais caro do país. Dados do Confaz referentes a maio de 2026 mostram que os preços de referência para o GNV variam de R$ 3,6940 por metro cúbico na Bahia a R$ 5,5200 em estados como Roraima e o próprio Rio Grande do Norte. O reajuste nacional na Bahia, por exemplo, foi de 4,78% para o segmento automotivo, segundo comunicado da Bahiagás — percentual próximo ao praticado pela Potigás no RN.

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Geral

Bolsonaro retorna para a prisão domiciliar após receber alta na tarde desta segunda-feira (4)

Foto: reprodução/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (4/5), após passar por uma cirurgia no ombro na última sexta-feira (1º/5). Bolsonaro segue para a sua residência, onde cumpre prisão domiciliar.

O ex-mandatário deixou o hospital por volta das 14h25 (horário de Brasília) e seguiu para o condomínio Solar de Brasília, localizado no Jardim Botânico, bairro de alto padrão na capital federal.

O ex-presidente deixou o hospital acompanhado da esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

Bolsonaro foi internado na manhã da última sexta-feira (1º/5) no hospital DF Star, em Brasília, por onde passou por uma cirurgia para reparação do manguito rotador, no ombro direito. O procedimento tem a intenção de aliviar dores.

A cirurgia teve início na manhã de sexta e foi finalizada durante a tarde do mesmo dia. O procedimento, informou o hospital por meio de boletim médico, ocorreu sem qualquer intercorrência. Apesar do sucesso da cirurgia, Bolsonaro passou outros dois dias internado no hospital para recuperação.

Com informações de Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Um preso perigoso voltando para o aconchego do seu lar. Isso é injusto e chega a ser um deboche com a nação brasileira.

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Geral

Kelps quer trazer uma escola do ITA para Parnamirim

Kelps tem uma meta que é tornar Parnamirim um município voltado para oportunidades de tecnologia.

Ele já está atuando para isso. Criou o projeto do Aeroporto Digital, para transformar o antigo Augusto Severo em local de empresas e escolas de tecnologias, e agora quer acomodar na cidade uma unidade como o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) instituição pública de ensino superior ligada à Força Aérea Brasileira, especializada em engenharia e tecnologia aeroespacial. Uma entidade de altíssimo nível educacional que está se instalando no Ceará e é desejada também pela Bahia.

“Para se tornar um município tecnológico, Parnamirim precisa de espaços físicos, pessoas estudando e criando ações tecnológicas, e um mandato em Brasília lutando para viabilizar os caminhos e destravar os obstáculos que surgirem. Hoje Parnamirim já tem a maior Base Aérea da América Latina, a Grande Natal já tem pessoas ensinando e estudando tecnologia na UFRN, e, o que nos falta, é uma bancada federal com prestígio. A nossa atual bancada federal é fraca, e por isso não conseguimos grandes projetos em Brasília”.

“Se depender da gente, Parnamirim vai volta a ser o Trampolim da Vitória do Rio Grande do Norte”, diz Kelps.

Opinião dos leitores

  1. Quando ele diz que a nossa bancada federal é fraca, ele não está mentindo.
    Ele tem toda razão.
    Tirando os dois do PT que são dois inúteis, sobra pelo menos uns três que são brochados, sem tesão para apresentar propostas e sobra três meia boca como diz o ditado popular.
    Tá certo Kelps.
    Chega a dá saudades do tempo em que tinha como dep federal, Henrique Alves, Garibalde Alves, Vilma de Faria, João do Coraçao, Ney Lopes de Souza etc etc etc…
    Tinha desonestos pelo meio, mas verdades sejam ditas, eles destravaram muitas coisas em Brasilia em prol do RN.
    Lembrando que tudo que tem no RN, ou foi os Alves ou foi os Maias que fizeram.
    Repito.
    Verdades sejam ditas tá?
    Sem paixão.
    Analise técnica.

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Geral

Flávio culpa gastança do governo, vê Desenrola como paliativo e diz que Lula quer “combater um incêndio usando um copo d’água”

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prepara reação para se contrapor ao programa Desenrola 2.0, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta segunda-feira (4).

Em vídeo que está sendo preparado para circular nas redes sociais e grupos de mensagens instantâneas, o parlamentar culpa o descontrole nas contas do governo e o consequente aumento no custo do crédito pelo endividamento recorde dos brasileiros. Flávio diz que Lula quer “combater um incêndio usando um copo d’água”.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) critica a ideia de o governo disponibilizar o FGTS para o abatimento das dívidas dos brasileiros e classifica a medida como eleitoreira.

O governo federal lançou na manhã desta segunda-feira (4) a nova versão do programa Desenrola. Os beneficiários poderão renegociar dívidas de até R$ 15 mil por pessoa, após os descontos que variam de 30% a 90%.

Nesta edição do programa, os beneficiários poderão usar até 20% do seu saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar suas dívidas.

Com informações do blog de Débora Bergamasco, CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Nada é pior que não possa piorar ainda mais com suas alienadas formas de fazer do irreal a tábua de salvação.

    Hoje, ouvindo aqui e acolá os paladinos e gestores públicos da economia brasileira, fiquei a pensar cá com meus botões o quanto somos massa de manobra de um sistema.

    As “pérolas de salvação” dos endividados, advindas dos gabinetes palacianos em tempos de campanhas eleitorais, são tão surreais que parecem obra de ficção científica. Mas não são. É invencionismo para fins eleitoreiros.

    Como podemos ter exemplos claros de organização doméstica no tocante à nossa gestão financeira, se o próprio governo gasta e gasta o que não tem, sem pena e sem pudor?

    Somos um país que vive nas mãos dos agiotas nacionais e internacionais. Pagamos juros altíssimos que comprometem em muito o nosso Produto Interno Bruto – PIB, sem deixar de citar o voraz sistema financeiro nacional com as alopradas taxas de juros.

    Outro fator preponderante é o Custo Brasil, que ninguém tem coragem e competência para frear. Em meu simplório entendimento, tudo vem a desaguar na população economicamente ativa.

    É de domínio público que o povo brasileiro, em parte, se encontra afogado em dívidas e mais dívidas, o que tem feito a economia nacional patinar em números negativos assustadores.

    Mas é fato que não temos e nem queremos ter como esteio de vida a tal educação financeira, que muito tem a ver com a relação de renda versus consumo.

    Somos, todo santo dia, às vezes não por necessidade, mas por indução midiática e pelo tal crédito fácil e a longo prazo para pagar, levados a entrar em labirintos de endividamento que se transformam em um poço sem fundo.

    A relação da renda da população com o consumo é extremamente danosa, pois não existem parâmetros igualitários entre uma e outra. Muito pelo contrário: parte se dá em razão da defasagem salarial, tão presente em um momento de inflação em alta.

    O Custo Brasil, que é diuturnamente jogado nas costas do brasileiro, também é parte do escalonamento do endividamento do povo.

    Pois, além de seu custeio diário, ele é obrigado por substituição tributária a pagar o imposto que mantém uma máquina pública viciada e cara.

    Não adianta criar mecanismos de recomposição financeira de cunho politiqueiro para conter o endividamento da população, pois é solução paliativa e momentânea que logo se perderá no tempo.

    O que de fato o povo precisa é ter uma carga tributária compatível e um Custo Brasil capaz de ser gerido com responsabilidade pública.

    O tal milagre da resolução do endividamento da população terá efeito pouco prático. Agora, o efeito politiqueiro, só Deus sabe!

    Infelizmente, nos falta educação financeira e nos sobra carga tributária e ineficiência pública de nossos gestores.

    Em resumo: quando chegar dezembro, quem tá no sufoco hoje, com raras exceções, alguns estarão melhores, mas a maioria vai permanecer no vermelho igual à roupa do bom velhinho, enquanto o atual velhinho só pensa nas urnas.

    1. Pelo menos não deixou a família e os amigos ricos, o decrépito do seu bêbado, quebrou o Brasil, deixou o país a deriva, um bando de analfabetos iguais a vc, se uniu a maduro, Ortega, Cuba, Irã, ou seja, a escória do mundo civilizado, achando pouco, patrocinou o mensalão, os aloprados, petrolao, master, inss, já basta ou quer mais?

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Geral

Governo lança novo Desenrola para negociação de dívidas, com quatro categorias de público

Foto: Ministério da Fazenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira uma MP (medida provisória) que lança o programa de negociação de dívidas Desenrola 2.0, com quatro categorias de público (veja abaixo). A iniciativa oferece descontos entre 30% e 90% como incentivo para que devedores quitem débitos, além de contar com a liberação de até 20% do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Em regra geral, terão direito ao programa brasileiros com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e com dívidas de até R$ 15 mil.

Os interessados podem procurar os canais oficiais das instituições financeiras a partir desta terça-feira (5) para tratar a negociação.

Para garantir o pagamento das dívidas renegociadas, o governo vai usar o FGO (Fundo Garantidor de Operações), que serve para cobrir o risco dos bancos em caso de nova inadimplência.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, recursos do “Valores a receber”, do Banco Central, também vão atuar na garantia das operações. Na teoria, recursos não reclamados no sistema serão utilizados para a FGO, ou seja, o modelo foca no uso dos recursos dos bancos, mediante as garantias via FGO.

“Com a garantia, se formos aportar, veja bem, um aporte em um fundo garantidor, diferente de uma renúncia tributária, é uma despesa discricionária. A condição fiscal para fazê-lo é para que você cumpra a meta fiscal e a meta de resultado”, disse o ministro do Planejamento, Bruno Moreti.

O governo informou que será retirada 10% do saldo transferido, que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos. Durigan comentou, ainda, que o governo não pretende fazer outra versão do programa em um futuro próximo.

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Famílias endividadas no país

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, levantamento feito mensalmente pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas. Esse é o maior índice da série histórica feita pela entidade.

A pesquisa mais recente divulgada pela CNC é referente a março. Naquele mês, o índice de inadimplência no país foi de 29,6%, abaixo do recorde de 30,5% alcançado em setembro e em outubro de 2025.

Desenrola Brasil

O programa de renegociação de dívidas foi criado pelo governo federal em 2023 para recuperar condições de crédito. A ideia da iniciativa foi conduzir alternativas para quitar débitos e permitir a retomada de poder de compra da população.

O programa foi voltado para pessoas que ganham até dois salários mínimos ou estão no CadÚnico.

A primeira fase do Desenrola durou de julho de 2023 a maio de 2024, beneficiando cerca de 15 milhões de pessoas com a negociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas.

Além disso, segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa reduziu em 8,7% o índice de inadimplência entre a população mais vulnerável do país.

Ainda de acordo com a pasta, a média de descontos da fase inicial do Desenrola foi de 90% para pagamentos à vista e de cerca de 85% nos pagamentos parcelados. O valor médio foi de R$ 250 nas operações à vista e de R$ 1.031 nas renegociações parceladas.

R7

Opinião dos leitores

  1. Lula cretino, abaixe os impostos todos que o povo consome e não se endividam.
    Os preços pela hora da morte do jeito que está, é pra fhuder qualquer um.
    Abaixe todos, o povo não precisa de esmolas eleitoreiras pra viver.
    Vc pode até zerar as dividas das pessoas que daqui a seis meses tá todo mundo de novo com a corda no pescoço.
    O motivo é simples, o que as pessoas ganham, não acompanha a caristia.
    Tô vendo a hora os mercados passarem a vender só as em balagens, porque os produtos, estão desaparecendo de dentro, o macarraão que era 500 gramas, agora é 400.
    Frango que era embalagens com 1kg agora é 800 e assim tem sido em tudo que é produto é só prestarem atenção ao peso e os ML das embalagens pra verem o truk.
    Governo xibata esse.

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