Em novo trecho de sua delação premiada, o operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro acusou o presidente Michel Temer de receber propina de R$ 20 milhões de Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas (Gol), em troca de apoio ao projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro. As informações são do jornal O Globo. Segundo o delator, a propina foi paga em horas de voo na campanha eleitoral de 2014.
A versão original da medida provisória aumentava de 20% para 49% da participação do capital externo no controle acionário das companhias aéreas brasileiras. Em junho de 2016, a base governista eliminou todas as restrições ao capital externo, conforme defendiam as principais aéreas do país.
A mudança, porém, encontrou resistência no Senado, onde sofreu alterações. Temer, então, vetou a proposta e enviou novo texto ao Congresso que mantém a abertur de 100% do setor aéreo ao capital externo, mas introduziu condicionantes para atender também as empresas regionais brasileiras. O projeto está parado na Câmara.
Em resposta ao Globo, Temer negou ter recebido recursos da Gol e informou que fez apenas voos particulares na campanha de 2014, “tudo pago pelo Comitê de campanha da ex-presidente Dilma”. “O projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro foi um anseio de todo o setor, debatido amplamente. E não interesse de uma só empresa.” Já Constantino não quis se pronunciar.
Confabulações
O delator afirmou aos procuradores ainda que Temer e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) “confabulavam diariamente” pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo relato da revista Veja, na véspera da votação de aceitação do processo na Câmara, o então presidente da Câmara enviou mensagem a Funaro questionando se ainda havia recursos disponíveis para a compra de votos necessários para a abertura do processo na Casa. O doleiro conta que viabilizou o dinheiro.
Em outro trecho da delação, o operador declarou que, ainda em 2015, dias após a Polícia Federal (PF) ter feito apreensões nos endereços dele, o empresário Joesley Batista, da JBS, o chamou para uma conversa em São Paulo. O encontro ocorreu na casa de Joesley. Os dois, na época, selaram “pacto de proteção mútua”, narra Veja. Segundo o delator, Joesley prometeu a ele R$ 100 milhões em troca de seu silêncio. Desde então, contou, o empresário começou a fazer os repasses em parcelas. De acordo com a delação, pelo menos R$ 4,6 milhões foram repassados por meio do irmão de Funaro.
O dinheiro parou de chegar às mãos do doleiro quando Joesley decidiu fazer delação. Em março, o empresário gravou uma conversa com Temer, na qual contou, de forma cifrada, que pagava uma mesada a Eduardo Cunha e a Lúcio Funaro para que eles ficassem calados sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Diante da informação, Temer declarou: “Tem que manter isso, viu?”.

Vai acontecer com temer a meama coisa que aconteceu com lula, quando sair do poder, só Deus para livralo….
Tá tudo contaminado, mas ainda tem quem defenda Temer. O irmão de Genuíno foi pego com dinheiro na cueca, Rocha Loures com dinheiro na mala e o Suíno que é mais guloso com grana no apartamento. Enquanto nossa população não se conscientizar que os políticos são todos iguais (com raríssimas exceções), continuaremos nessa situação. Precisamos ir para rua contra esses desmandos e corrupção que domina a classe política.
Essa gol é um lixo de empresa corrupta. Rastejou atrás do lula há 10 anos pra "comprar" de graça a massa falida da Varig e sua malha aérea, e sabe-se lá o que mais conseguiram com essas práticas nefastas de lobby político nesse meio tempo.
Agora mais essa.
Será que a delação de Funaro só será aceita se ele acusar Temer?
Será que esse é o preço que se tem a pagar para poder ter a delação aprovada pela PGR?
Funaro diz que soube, que ouviu, que falaram para ele que A,B e C fazia isso e aquilo para Temer, e ele?
Funaro tem as PROVAS que lançar sobre Temer?
Se Temer cometeu atos ilegais que sejam apresentadas as provas e ele pague por isso.
Se a delação fosse contra qualquer pessoa do PT, Gregório Nascimento, que é do Ceará, teria convicção, mesmo sem provas, que era verdadeira.
Tem problema não. A galera com camisa da CBF que batia panela junto com os meninos do MBL e do Vem pra Rua não se incomodam com isso não. Tá tudo quietinho. Quanta hipocrisia. kkkkkkkkkkkk