Para sustentar a sua proposta de reforma administrativa, o Ministério da Economia realizou um diagnóstico detalhado da situação do funcionalismo, mostrando que o atual modelo não atendeu às necessidades da população, mesmo com uma carga tributária na faixa de 35% do Produto Interno Bruto (PIB), a mais elevada entre os países emergentes.
A partir da constatação de que a qualidade dos serviços públicos nas áreas de saúde, educação e segurança deixa muito a desejar, o estudo, obtido com exclusividade pelo Estado, aponta as enormes distorções existentes no sistema e traz comparações de gastos e de eficiência com outros países.
Um dado que revela por si só a extensão das distorções é o que aborda os salários médios dos servidores. Enquanto o rendimento médio mensal na iniciativa privada é de R$ 1,96 mil, o do funcionalismo federal chega a R$ 11,84 mil, seis vezes mais.
De acordo com o estudo, houve um crescimento de 34% no número de funcionários ativos do Poder Executivo de 2003 a 2018, de 532 mil para 712 mil. Ao mesmo tempo, os servidores tiveram um ganho real (acima da inflação) de 53%, em média, nos salários no mesmo período, com impacto perverso nas contas públicas. A média, porém, mascara os benefícios polpudos recebidos em certas carreiras e cargos. Segundo o estudo, o aumento real superou os 200% em várias funções e houve um caso em que o salto alcançou 311% em termos reais.
O crescimento das despesas com pessoal também teve impacto significativo no nível de investimento do governo. A diferença entre o volume de investimento e as despesas com salários da União e das empresas públicas federais passou de R$ 187 bilhões em 2003, em valores corrigidos pelo IPCA (índice de inflação oficial), para R$ 277 bilhões em 2018 –48% a mais.
Pelo diagnóstico, os gastos do governo com pessoal alcançam 12,8% do PIB, contra 10,3% na União Europeia, 10% nos Estados Unidos, 8,7% no México e 7,9% no Chile. Os funcionários públicos, porém, representam uma parcela relativamente pequena do emprego total, de cerca de 12%. Na Noruega, onde o número de servidores chega a 35% do total de empregados, o gasto com pessoal fica em torno de 13% do PIB, apenas pouco superior ao do Brasil com quase o triplo de funcionários em termos relativos.
Na média, entre os países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o número de servidores supera os 20% do total de trabalhadores, mas as despesas com pessoal ficam na faixa de 11%, abaixo das do Brasil. Além disso, a eficiência dos gastos é sofrível no País. Segundo um levantamento do Fórum Econômico Mundial, o Brasil recebe nota 1,9 nesse quesito, o Chile, 3, o Reino Unido, 4,2, e os Estados Unidos, 5,9.
Agora, as distorções não se limitam aos gastos e aos salários. Elas se revelam também na gestão do pessoal. De acordo com o estudo, há nada menos que 117 carreiras diferentes e 2 mil tipos de cargos no governo federal.
Em média, 33% dos servidores chegam ao topo da carreira em 20 anos, enquanto no setor privado apenas um pequeno grupo de trabalhadores bem-sucedidos consegue atingir o topo da pirâmide, normalmente na fase final da carreira.
ESTADÃO CONTEÚDO

Terceiriza tudo, quero ver juiz federal ganhando 5k inicial hahaha.
Pense numa mentira…
Se você nivelar todos os salários somando-os e dividindo pelo quantitativo de servidores isso será uma verdade.
Mas se você dividir a categoria dos servidores entre os servidores de primeira, de segunda e de terceira categoria qualquer cego verá que o percentual divulgado é uma grande mentira.
Os servidores de primeira categoria são aqueles servidores das carreiras tipicas de Estado. Promotores, Auditores, Procuradores, Ministros do Trabalho, Juízes Federais.
No meio dessas carreiras temos os cargos Técnicos especializados como Médicos, Engenheiros, Advogados, Contadores, todos de Nível superior.
Ai vem a ralé do PST e PCCS.
Pra fazer justiça , nivelar sem separar, as categorias, as injustiças continuarão a existir pois os menores salários receberam os menores reajustes ou não receberam reajustes nenhum.
ESSA É A VERDADE.
Sou servidor público federal (EXECUTIVO) e meu salário não chega a 5 mil… faz cinco anos que não tenho reajuste (aumento nem pensar)… como pode haver ganho real de 53% se as perdas salariais no período citado já somam mais de 30%???
Mais uma mentira da vergonhosa imprensa brasileira!
OBS: Essa média salarial dever do JUDICIÁRIO ou do LEGISLATIVO.
Só pode ser matéria paga porque todos sabem que quem está destruindo o país além dos políticos, são os funcionários do judiciário e legislativo. Aí sim, com uma média salarial de R$11.000 00 o problema que eles fazem de propósito confundindo quem não entende e terminar por generalizar os funcionários públicos como um todo tivessem ou ganhassem altos salários.
Quem pagou essa conta????
Isso é uma grande mentira para enrolar os bestas, veja o pessoal da saúde do nosso Estado, faz mais de cinco anos que não tem reajuste nos seus salários.
A iniciativa privada precisa aumentar a remuneração. Isso é óbvio!
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Todos por um Brasil melhor, desde que não mexam nos super salários e benefícios.
Só olhando os comentários hipócritas…
Os 200 milhões de patos que trabalham duro para manter o Estado que tanto amam. Agradeçamos aos governos socialistas que fizeram o funcionalismo público crescer 83% em 20 anos.
https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2018/12/18/total-de-servidores-publicos-no-pais-sobe-60-em-20-anos-diz-ipea.htm
Entendi, a intenção dessa matéria. Quer dizer que a busca constante pela melhoria da eficiência e aumento nos lucros das empresas privadas, não significa ganho real significativo dos "colaboradores" trabalhadores da iniciativa privada!
como sempre, o governo arranja uns matemáticos para mostrar esses tipos de cálculos e o fazem sempre mostrando que o servidor é sempre o culpado…. sempre caçam o servidor público… ms pq não fazem isso com os políticos tb, que não batem ponto, pouco trabalham e tem renda extremamente superior a um servidor público? Vão cortar o salário da tua mãe…
A maioria dos servidores do município de natal tem um salário de R$ 725,00, sem contar que as progreçoes, quinquênio entre outros direitos estão sendo negados pelo prefeito Álvaro Dias.