Fonte: Tesouro Nacional | Arte: Poder 360
Os gastos recorrentes com funcionários públicos da União somaram R$ 370,6 bilhões em 2024. Esse foi o maior valor desde 2021, quando totalizou R$ 389,1 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou o 2º ano de alta seguido nas despesas com o pessoal e encargos sociais.
As despesas com o funcionalismo caíram em 2020, 2021 e em 2022, principalmente por causa do congelamento de reajustes salariais no período da pandemia de covid-19. Tiveram alta de 0,54% em 2023 e de 1,23% em 2024, ao considerar a variação real. Os dados são do Tesouro Nacional.
As despesas com pessoal e encargos sociais são a 3ª maior cifra do Orçamento, atrás somente dos juros da dívida e dos benefícios previdenciários. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, já se pronunciou diversas vezes contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 32 de 2020, que trata sobre a reforma administrativa para enxugar os custos.
Para a ministra, a medida “quer punir” os funcionários públicos. O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos disse que o Estado brasileiro passa por um “processo de transformação” para torná-lo mais “eficiente, justo e sustentável”.
O ministério afirma que o governo adotou uma série de medidas, como a reestruturação de carreiras e a recomposição de pessoal no setor público federal “com a realização de concursos, a exemplo do Concurso Nacional Unificado”.
Os gastos com pessoal e encargos sociais deverá subir em 2025, puxados também pela contratação dos aprovados no “Enem dos concursos”.
O Concurso Nacional Unificado criará 6.640 vagas imediatas no serviço público em 2025. O MGI disse que o Poder Executivo perdeu mais de 240 mil funcionários públicos de 2010 a 2023. Além disso, há 180 mil trabalhadores que estarão aptos a se aposentarem até 2035.
Segundo o órgão, a reestruturação não ampliou significativamente a despesa em proporção do PIB (Produto Interno Bruto).
“Mesmo com o pequeno aumento no total de servidores entre 2023 e 2024, os reajustes negociados em 2024 –que somados aos acordos anteriores, garantem recomposição salarial para 100% dos servidores ativos, aposentados e pensionistas da União–, a despesa com pessoal seguirá estável como proporção do PIB, reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e com os limites do arcabouço fiscal e representando menos de 2,6% em 2026”, disse.
“O objetivo final de qualquer reforma deve ser desenvolver a capacidade de o Estado entregar mais e melhores políticas e serviços públicos para a população e o setor produtivo, e não necessariamente reduzi-lo. O que faz um Estado eficiente, entre outros aspectos, e ter servidores bem-preparados e comprometidos com as políticas públicas”, disse o Ministério da Gestão.
Poder 360
Tendenciosa a reportagem ? Desde 2018 (TEMER e BOZO), os funcionários públicos federais no Brasil não recebem reajuste salarial. Não se trata de aumentos salariais, mas da reposição inflacionária que, no setor privado, é conhecida como dissídio coletivo. Anualmente, esses servidores precisam recorrer a greves e pressões para, no mínimo, obter essa reposição. Enquanto isso, parte da imprensa tenta convencer a população de que há excesso de funcionários públicos no Brasil. Na realidade, embora possa haver um número elevado em prefeituras e governos estaduais, no âmbito federal, considerando suas funções, há uma carência de servidores. Uma simples comparação com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) evidencia essa discrepância. No o Brasil possui aproximadamente 12% de sua força de trabalho no setor público, percentual inferior à média dos países da OCDE. Inferior a por exemplo os 17% dos USA. Aqui está a lista dos 21 países com maior número de funcionários públicos por ordem de porcentagem da força de trabalho total, incluindo o Brasil:
Noruega – 30%
Dinamarca – 29,1%
Suécia – 28,6%
Finlândia – 24,9%
Bélgica – 21,5%
França – 21,4%
Canadá – 18,2%
Grécia – 18%
Países Baixos – 17,3%
Reino Unido – 16,4%
Espanha – 15,7%
Estados Unidos – 15,3%
Áustria – 15,2%
Portugal – 15%
Itália – 13,6%
Brasil – 12%
Luxemburgo – 12%
Turquia – 12,4%
Alemanha – 10,6%
Coreia do Sul – 7,6%
Japão – 5,9%
Esse gasto que pagou TODOS os funcionários públicos durante UM ano(370 bilhões) foi o mesmo valor que o Bozo gastou, no desespero, pra tentar se reeleger.
Vão investigar o Legislativo, que não faz concurso, ganha mais que todo mundo, gasta com os cartões corporativos, não bate ponto no trabalho, só trabalham 3 dias por semana…. e torram o dinheiro público com jatinhos, diárias e hospedagem …
Se o qualificado jornalista que insiste em escrever estas matérias tivesse coragem, audácia e capacidade, não perderia tempo escrevendo contra o Judiciário e servidores públicos: deveria investir na vergonha nacional que é a classe política. Não fazem concurso, não passam por estágio probatório, não prestam verdadeiras declarações do IR, recebem benesses indevidas tais como restituição por consumo de combustíveis, ressarcimento por gastos em restaurantes e afins e outras…. Façam o verdadeiro jornalismo…