Jornalismo

Sinal Fechado: George Olímpio quebra o silêncio e faz duras críticas a atuação do MP

Na edição da Tribuna do Norte de hoje tem uma entrevista feita com exclusividade pela Jornalista Virgínia Coelli com George Olímpio, segue a entrevista com reportagem de Ricardo Araújo:

O silêncio foi quebrado. Após 144 dias de detenção, o advogado e empresário George Olímpio, falou pela primeira vez sobre sua prisão e os crimes pelos quais é acusado. Numa entrevista exclusiva concedida à jornalista Virgínia Coelli, no Quartel Geral da PM em Natal, onde está preso desde novembro de 2011, Olímpio criticou a denúncia oferecida pelo órgão ministerial contra ele à Justiça.
Olímpio, é apontado como o mentor de um esquema de corrupção milionário que incluía o pagamento de propinas a agentes públicos. Para sua defesa, Olímpio arrolou políticos como a governadora Rosalba Ciarlini, o ministro Garibaldi Alves, o senador José Agripino e Carlos Augusto Rosado, marido de Rosalba, para testemunharem a seu favor.

Em nota, os defensores de Olímpio afirmaram que a “nomeação deveu-se, tão somente, à circunstância de o MP ter descrito, como ilícitos, fatos que tais pessoas tem conhecimento, segundo explicitações e implicitações (sic) identificadas na denúncia”. Leia abaixo a entrevista concedida à jornalista Virgínia Coelli.

 George você já está preso aqui no Quartel da Polícia há cinco meses. Por quê só agora você resolveu falar?

Virgínia (Coelli), inicialmente eu gostaria de agradecer a oportunidade e a procura pela verdade real dos fatos. Acontece que somente agora, após a apresentação da minha defesa técnica no processo e da judicialização da minha versão e ainda da apresentação das provas que demonstram licitude das minhas atividades, é que me sinto à vontade para trazer à público tais informações. Isso porque, por dever de lealdade aos meus advogados e ao Poder Judiciário representado pela autoridade que preside o meu processo, eu não poderia antes de apresentar minha defesa em juízo, fazer isso através da mídia.

Hoje a mídia chega a colocar que você teria feito delação premiada no MP. Verdade ou não?

Não, eu não fiz delação premiada e sobre isso eu já emiti uma nota desautorizando qualquer veículo de comunicação ou pessoa particular a me desmentir. Sobre esse assunto, se eu tivesse qualquer interesse de fazê-lo, faria através do pronunciamento dos meus advogados, a quem estão unicamente autorizados a falar sobre isso.

O MP imputa ao senhor a ocorrência de supostos fatos como o peculato, com o desvio e lavagem de dinheiro público, fraude na lei de licitação naquele processo da inspeção veicular, corrupção ativa e até extorsão contra a governadora (Rosalba Ciarlini). Como o senhor se posiciona a estas alegações do MP?

Como operador do Direito, tenho profundo respeito pelas instituições que atuam no âmbito judicial. Inclusive, ao próprio MP enquanto instituição. Não posso, no entanto Virgínia (Coelli), deixar de externar o meu mais profundo repúdio à fatos e atos atribuídos a mim de forma irresponsável e sem qualquer base legal e probatória. Por exemplo, em relação ao peculato (desvio de dinheiro público), toda população do RN sabe que a inspeção veicular sequer começou a funcionar. Portanto, não recebi dinheiro público. Isto é ponto pacífico. Entretanto, foram desvirtuados os fatos na denúncia do MP o que fez com que a mídia em geral publicasse inverdades a meu respeito. Como se eu tivesse desviado qualquer tipo de verba do Detran (RN). Isso não aconteceu. Tivemos sim, eu, outros empresários, um enorme prejuízo em investimentos que se deram com dinheiro única e exclusivamente privado.

Esse dinheiro vinha de onde?

Esse dinheiro vinha de contratos que eu já mantinha com minhas empresas, por exemplo com cartórios, através dos Ofícios que prestavam serviços ao Detran (RN), através de um convênio, e da própria advocacia que eu exerço há dez anos. Mas eu gostaria de, em relação a essa questão dos registros, expor aqui alguns fatos. Em relação aos registros e contratos de veículos financiados que funcionou até dezembro de 2011, os valores por tais serviços que foram realizados, eram pagos pelos bancos ou financeiras como está documentalmente comprovado no processo. Por ocasião da minha defesa, eu comprovei isso. Ou seja, não era o Detran (RN) ou qualquer outro órgão público quem pagava, mas sim os bancos. Então, os investimentos que nós fizemos na Inspar, também não derivaram de qualquer recurso público. Novamente nesse ponto, o MP tentou demonstrar o desvio de recurso público, mas não conseguiu até porque não houve. Mas pela extrema forma confusa que se apresentou em sua denúncia, fez parecer à mídia em geral e à população, que eu havia desviado dinheiro público. Sem contudo, dizer de onde vem esse dinheiro público. Qual dotação orçamentária deriva esse dinheiro público? O dinheiro público para você dizer que foi desviado, você tem que atribuir a ele uma rubrica.  Você tem que dizer a dotação orçamentária pela qual ele passou e isso não foi dito. Vale lembrar, para o público em geral e para a população do RN, que eu nunca ocupei cargo público. Eu nunca fui funcionário público. Então essa assertiva de peculato, é inverdade. Recebemos através de empresas que prestaram legalmente o serviço de registro, pagamento dos bancos e não do Detran.

Sobre esse outro crime que o Ministério (Público) imputa ao senhor, que é a lavagem do dinheiro público?

Olha Virgínia (Coelli), se não tem dinheiro público, como está vastamente demonstrado lá no processo tem todas as provas, o processo o juízo entendeu que daria publicidade ao processo e eu respeito as decisões judiciais, está vastamente comprovado que não houve dinheiro público. Essa é a verdade. Então não há que se falar em desvio. Você só fala em desvio  que é público. O que é privado não é desvio, é receita lícita. Portanto, não há lavagem. Só se lava Virgínia (Coelli), o que é sujo.  E o dinheiro que entrou em minhas empresas, das empresas em que sou sócio, não é sujo. É dinheiro de atividade lícita, amparado pela legislação e por várias decisões judiciais, seja por primeira instância, seja de Tribunais.

E a denúncia de fraude na Lei de Licitação para instalação aqui no RN da inspeção veicular?

Sobre isso, eu queria dizer a você que é outra inverdade que aparece dentro da denúncia do MP. Você veja que eu tô sempre me referindo à minha defesa técnica e, por isso, eu me sinto à vontade de falar agora. Lá na minha defesa técnica eu demonstro através de várias atas de reuniões que a Lei de Inspeção no RN surgiu por iniciativa do próprio MP. Existiram várias reuniões do MP, inclusive uma audiência pública, a qual culminaram nesse texto de lei que foi encaminhado à AL e, inclusive, no dia da votação, nós tivemos acesso a esse documento e faz parte da minha defesa técnica, uma das promotoras do Meio Ambiente envia ao então presidente da Assembleia, o atual vice-governador Robinson Faria, o pedido de agilidade na Lei e se diz totalmente favorável ao projeto em virtude do grande benefício que se faria à população do RN. Então, eu fico pasmo quando se tenta imputar a mim qualquer tipo de desvio de conduta ou mesmo crime, seja na aprovação da lei, seja na questão da licitação. A licitação ela deriva da Lei, se você pegar o edital de licitação, ela deriva dessa Lei que o próprio MP incentivou, buscou, brigou e aprovou. E outra coisa, foi aprovada à unanimidade. Isso tá lá. Eu consegui cópia dos anais de votação da AL e a Lei foi aprovada à unanimidade.

Quanto ao crime de extorsão e corrupção ativa, inclusive contra a governadora (Rosalba Ciarlini), o que você tem a dizer sobre essa denúncia?

Bem, em relação à corrupção ativa, a qual o MP fala mas não foi comprovada e nem conseguiu nem conseguirá comprovar, o MP sequer consegue eleger quem são os corrompidos. E você veja que eu estou preso há 5 meses e os corrompidos não estão presos. Não há uma eleição de ordem inteligível daqueles a quem foram corrompidos. O MP não conseguiu colocar isso. Porque senão, não poderia usar dois pesos e duas medidas. Como eu acredito, como operador de Direito muito na Justiça, eu acredito que se o MP tivesse conseguido eleger os corrompidos, eles estariam presos juntamente comigo e isso não ocorreu. Agora, as provas que se tem em relação ao MP, que o MP atribui à minha suposta corrupção, ela se resume a alguns diálogos a alguns diálogos telefônicos de terceiros e de co-réus. Então eu não posso falar sobre o que os outros falam de mim. Já a extorsão, eu encaro como um erro processual grosseiro da denúncia do MP. A própria juíza que recebe a denúncia para uns e exclui outros, não aceitou em relação ao jornalista paulista a quem era atribuída a co-participação, dizendo inclusive a magistrada “não existe indícios da ocorrência de tal fato”. Sobre a extorsão, ainda, eu acredito que era dever do MP ter ouvido a governadora do Estado, para ouvir dela na fase investigatória, se ela se sentiu extorquida por mim ou por qualquer outra pessoa. Antes de atribuir esse grave crime na minha denúncia. Ademais, o MP sobre esse fato sequer recorreu da decisão da juíza de receber a denúncia do jornalista em relação ao crime de extorsão. Como fez em relação a outros acusados e a outros crimes, o que denota que o próprio MP acredita que não houve extorsão. O que descredibiliza totalmente essa acusação que eu repudio de maneira veemente e lastimável. Neste ponto, eu lastimo bastante a falta do mínimo do senso de Justiça de quem deveria ser o fiscal da Lei. Ligando irresponsavelmente a mim e à minha imagem de um advogado com quase 10 anos de atuação, sem nenhum processo criminal, condenação, ou sequer punição administrativa na OAB, o grave crime de extorsão. Realmente, eu fui execrado nessa denúncia do MP em relação a esse crime que não se comprova o cometimento e que eu repito, não cometi.

O MP também lhe atribui a posição de líder, de chefe de uma suposta organização criminosa que desviava dinheiro lá do Detran. O que o senhor tem a dizer sobre essa acusação?

Eu refuto totalmente essa acusação. Eu demonstro, durante toda minha defesa técnica, que todas as minhas atividades as quais eu participei, são atividades lícitas abrigadas por lei e por decisões judiciais. Portanto, eu refuto totalmente. A posição de chefiar quadrilha, de chefiar crime organizado porque não há crime. O que eu posso afirmar que minhas empresas prestaram serviço para um Instituto de Registradores inicialmente e, nessas empresas, como comprovam os contratos sociais e os meus impostos de renda, eu detenho 30% do capital social e em relação à inspeção eu detenho 51% das ações do consórcio. Ocupei sim, dentro dessas empresas em atividades lícitas, posições de liderança como qualquer empresário dentro das suas organizações empresariais e não criminosas. Então eu repudio totalmente qualquer relato sobre organização criminosa, eu ser chefe de máfia ou ser chefe disso ou daquilo. Isso é apenas mais um jargão jurídico do MP para depreciar a minha imagem.

Em relação a essa corrupção alegada pelo MP a ex-governadores, a  políticos, a agentes públicos. Existe na denúncia formulada pelos  promotores um diálogo telefônico entre outros acusados que relataram o  fato de você ter dado dinheiro a políticos e funcionários públicos.  Sobre estas provas que o MP juntou no processo, qual a sua alegação?

Trata-se de diálogo de outros co-réus. Acho que você se referindo ao diálogo do  Alcides (Fernandes) Barbosa. Diálogo esse que não é com a minha pessoa, é com um terceiro, um outro co-réu. Em primeiro lugar, o senhor Alcides  não é meu sócio ou procurador e não pode falar por mim ou por meus atos.

Ele não tem e nunca teve autorização para isso. Em segundo lugar,  existe um diálogo dos senhor Alcides na denúncia do MP aonde ele fala  com uma gerente de banco atrás de um empréstimo de alto vulto e que se
você ler esse diálogo você vê uma série de inverdades prolatadas por ele
e que eu longo do processo será demonstrado. Mas só a própria leitura
do diálogo demonstra que o que ele diz é duvidoso. Ele diz nesse diálogo
ter recebido, em média, R$ 200 mil da Inspar. Ele não poderia, a Inspar
não funcionou. O RN inteiro sabe que não funcionou. A governadora do
Estado, através de decreto, suspendeu as operações da Inspar e depois
cancelou o contrato. A Inspar não chegou a fazer uma só inspeção.
Portanto, não recebeu dinheiro e, portanto, não poderia passar nem pros
sócios nem pra um terceiro que é sócio de um sócio. Essa é a primeira
inverdade. E ele fala isso com uma gerente de banco tentando demonstrar
renda para contratar um empréstimo bancário. Ele diz também, nesse
diálogo na tentativa de obter esse empréstimo, que teria investido mais
de R$ 5 milhões na Inspar. Isso também não é verdadeiro. Isso é
mentiroso. Como disse, esse senhor não é meu sócio-procurador e sim
parceiro comercial de Carlos Zafred, sócio da NEEL Tecnologia, essa sim,
empresa do consórcio. Mentiu à gerente do banco quando afirmou ter
recebido dinheiro da Inspar. Repito, a Inspar não funcionou. Mentiu
quando disse ao ter investido R$ 5 milhões na Inspar. Seria muito bom
ele apresentar esses comprovantes. Porque senão as medidas judiciais
cabíveis serão tomadas. Ele vai ter que apresentar também o imposto de
renda porque senão ele vai cometer algum tipo de crime e isso fica pro
MP e não para mim, algum tipo de crime fiscal. Os meus impostos e os
meus investimentos, eu tenho como comprovar. Agora essas assertivas que
ele faz no diálogo, denotam que ele não tem compromisso com a verdade.

Quando ele fala então que o senhor teria dado dinheiro aos políticos, isso também o senhor nega?

Nego
veementemente. Não dei propina a ninguém e as palavras desse senhor não
merecem credibilidade. Repito, assim como ele mentiu nesse diálogo com a
gerente do banco, isso tá na denúncia, o próprio MP colocou, não sou eu
que estou inventando não. Mentiu quando afirmou que dei propina a
agentes públicos, a ex-governadores. Qual é a credibilidade que tem as
afirmativas desse senhor? É a pergunta que eu faço e que deixo para
vocês a resposta. Eu só posso lamentar que com provas tão fracas e com
depoimentos tão vagos, eu esteja injustificadamente detido por tempo
indeterminado. Mas eu repito, eu acredito e respeito e Justiça.

Você já está há cinco meses aqui, preso. Qual a sua perspectiva de soltura e em relação aos desdobramentos desse caso?

Como
eu tenho afirmando desde a primeira nota que emiti semana passada e
agora durante a entrevista, eu tenho profundo respeito pelo Poder
Judiciário. Eu recebi sereno, todas as suas decisões. E acredito também
na Justiça Divina que está acima de todos nós mortais. Acredito
objetivamente no extrapolamento da minha detenção preventiva. Respeito e
cumpro fielmente as decisões judiciais. Mas não posso aceitar quando
sinto minhas garantias constitucionais violadas e o Foro competente para
isto são as instâncias superiores, enquanto perdurar o ato coator que
eu acredito ser ilegal. Que repito, respeito, mas considero ilegal. Esta
discussão faz parte de um estado democrático de Direito, mas para o
abuso das normas constitucionais existem os remédios jurídicos próprios
que já estão sendo emanados pelos meus advogados. Quanto ao processo em
si, como pude ter oportunidade durante a entrevista de lhe demonstrar, e
lá na minha defesa tá amplamente demonstrado através de documentos,
pelo que já agradeço o espaço e procura do seu canal, estou confiante,
sereno e repito, absolutamente distante dos tipos penais atribuídos a
mim pelo MP. O que certamente, provarei durante a instrução processual.
E, finalmente, quero repetir que acredito na Justiça, no limpo histórico
ao longo de dez anos de advocacia, sem nenhuma mácula a desautorizarem a
minha presunção de inocência, que está sendo violada e aptas a permitir
e a provar, a inocência no curso do processo, ao lado de minha família e
exercendo a minha profissão como sempre fiz durante esses dez anos que
sou advogado.

Para encerrar,
você cita como testemunhas alguns políticos, entre eles governador do
estado, ministro, senadores. Por quê que você arrolou essas pessoas como
suas testemunhas?

Na verdade, essas pessoas não são
testemunhas do George (Olímpio). Do advogado, do acusado, do réu George.
Elas são testemunhas de Juízo. E elas foram arroladas porque em algum
momento da denúncia, em uma passagem ou outra, atribuindo fatos que eu
reputo inverídicos, o MP cita o nome dessas pessoas. Cita o nome do
ministro Garibaldi, cita o nome do senador José Agripino. Enfim, cita o
nome de alguns políticos, cita o nome da governadora como eu teria
extorquido e eu preciso e quero que a verdade real dos fatos venha à
tona no processo e, para isso, preciso que essas pessoas sejam ouvidas
em juízo.

Opinião dos leitores

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Geral

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que descarte falta grave por posse de arma em casa e mantenha prisão domiciliar humanitária

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que rejeite o reconhecimento de falta grave pela apreensão de uma arma registrada em seu nome durante abordagem policial a um servidor do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). A defesa quer ainda a prorrogação da prisão domiciliar.

Na manifestação apresentada neste sábado (27), os advogados argumentam que o armamento era de propriedade regular de Bolsonaro, permanecia armazenado em sua residência e havia sido retirado temporariamente pelo servidor Estácio Leite da Silva Filho para reparo, em razão de uma falha mecânica. Segundo a defesa, não houve ocultação, adulteração de registro ou tentativa de frustrar a fiscalização estatal.

Os advogados sustentam que a situação não se enquadra no artigo 50, inciso III, da Lei de Execução Penal, que trata da posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física de terceiros. A peça ressalta que a arma permanecia regularmente registrada e que Bolsonaro nunca foi comunicado sobre eventual cassação do certificado ou ordem de apreensão definitiva.

A defesa também afirma que a arma estava inoperante e cita precedente do próprio STF que reconheceu a atipicidade da posse de arma sabidamente inoperante. No entendimento dos advogados, o contexto da prisão domiciliar humanitária exige interpretação distinta daquela aplicada ao ambiente carcerário tradicional, onde a restrição a objetos potencialmente ofensivos tem como foco a segurança do presídio.

R7

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Geral

Fux vota e STF forma maioria para liberar parte dos ‘penduricalhos’ a juízes e membros do MP

Foto: Antonio Augusto/STF

O STF formou maioria para liberar parte dos chamados “penduricalhos” pagos a magistrados e membros do Ministério Público. Após o ministro Luiz Fux confirmar seu voto, o placar está em 6 votos a favor da flexibilização das regras, e o julgamento segue até terça-feira (30).

Ao acompanhar os votos de Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes e Edson Fachin, Fux defendeu um ponto divergente, que não haja limite de 35% para as indenizações e rejeitou a necessidade de auditoria prévia do CNJ para liberar pagamentos retroativos.

Ainda faltam os votos de Dias Toffoli, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia.

Entre os pontos aprovados está o pagamento em dinheiro por horas extras de plantão presencial, limitado a 35% do teto do funcionalismo. Também foi autorizada a indenização por férias, licenças-prêmio e plantões não usufruídos antes da decisão do STF que restringiu esses benefícios.

A maioria ainda manteve a valorização por tempo de antiguidade na carreira (PVTAC), inclusive para aposentados e pensionistas.

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Prefeito Pinheiro reúne aliados e reafirma parceria com Zenaide em Angicos

O prefeito Pinheiro apresentou, neste sábado, para os munícipes de Angicos os pré-candidatos dele para as eleições deste ano. O gestor anunciou que continua em parceria com a senadora Dra. Zenaide, que é pré-candidata à reeleição.

“Se existe Angicos antes e depois de Pinheiro é porque tenho gente como a senadora Zenaide me ajudando a transformar essa cidade”, afirmou o prefeito.

Zenaide lembrou que Pinheiro foi o primeiro prefeito reeleito de Angicos e destacou que ele trabalha “diuturnamente” pela população. “Tenho muito orgulho de ser parceira dos projetos dele, pois ele faz a política do bem comum”, disse a senadora que já enviou mais de R$ 3 milhões para o município.

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Ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas lança obras jurídica e literária em Natal

Foto: reprodução

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, lançará, no próximo dia 22 de julho, duas de suas mais recentes obras durante sessão de autógrafos, no Salão Nobre do Palácio José Augusto, sede da Assembleia Legislativa do RN.

Os livros “Admissibilidade e valoração probatória da confissão no processo penal” e “A confissão na literatura e outras confissões publicáveis” revelam diferentes facetas da produção intelectual do magistrado, transitando entre o rigor acadêmico do Direito Processual Penal e reflexões de natureza literária e humanística.

Publicado pela Editora Marcial Pons, “Admissibilidade e valoração probatória da confissão no processo penal” integra a Coleção Devido Processo e conta com apresentação do professor José Geraldo de Sousa Júnior e prefácio do jurista Gustavo Henrique Badaró.

A obra oferece uma análise aprofundada sobre a confissão no processo penal, examinando sua admissibilidade, sua força probatória e os limites impostos pelas garantias constitucionais, tema de especial relevância para a efetivação do devido processo legal e da proteção dos direitos fundamentais.

Já “A confissão na literatura e outras confissões publicáveis”, lançado pela Editora Noeses, reúne textos não jurídicos, ou não estritamente jurídicos, publicados originalmente em jornais, revistas acadêmicas e plataformas digitais.

A coletânea contempla crônicas, ensaios, reflexões literárias, incursões pela música erudita, comentários sobre cognição, exercícios poéticos e traduções, oferecendo ao leitor uma perspectiva mais pessoal e humanista do autor.

A sessão de autógrafos terá início às 17h, no Salão Nobre do Palácio José Augusto, localizado na Praça Sete de Setembro, nº 120, no bairro Cidade Alta, em Natal.

Justiça Potiguar

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Seis trechos do litoral da Grande Natal estão impróprios para banho, aponta boletim do Idema

Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

O litoral da Grande Natal tem seis trechos impróprios para banho neste fim de semana, segundo boletim de balneabilidade do Idema. O número de pontos inadequados diminuiu em relação à semana passada, quando o boletim apontou 12 pontos impróprios, entre eles o trecho de Ponta Negra (acesso principal), em Natal, que voltou a ser considerado próprio para banho.

Os locais impróprios são:

  • Pirangi do Sul (Igreja), em Nísia Floresta;
  • Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta;
  • Rio Pirangi (Ponte Nova), em Parnamirim;
  • Pirangi do Norte (APURN), em Parnamirim;
  • Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium), em Parnamirim;
  • Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza), em Natal.

Os demais trechos analisados na região metropolitana foram classificados como próprios para banho.

O boletim é elaborado pelo programa Água Azul e utiliza os critérios de classificação estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A classificação leva em conta a quantidade de coliformes termotolerantes identificada nas amostras de água coletadas ao longo das últimas cinco semanas.

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VÍDEO: Rompimento de barragem inunda e interdita trecho da BR-101 na divisa entre a Paraíba e Pernambuco

As fortes chuvas que atingem a Paraíba provocaram o rompimento de uma barragem na região de Mata Redonda, no município de Caaporã, neste sábado (27). A enxurrada invadiu um trecho da BR-101, interditou a rodovia e causou congestionamentos nos dois sentidos próximo à divisa entre a Paraíba e Pernambuco.

O trecho mais prejudicado fica no sentido João Pessoa. Com as pistas bloqueadas, motoristas passaram a trafegar na contramão para escapar da enxurrada e do congestionamento.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem orientado que os condutores evitem o trecho interditado e utilizem rotas alternativas. Equipes seguem monitorando a área e avaliando as condições da pista para liberação, que até o momento segue sem previsão. Não há registro de vítimas.

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Venezuela confirma 1,4 mil mortos após terremotos, enquanto operação de resgate avança sob cobranças da população

Foto: Maryorin Mendez/AFP

Subiu para 1.430 o número de mortos nos dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24), segundo balanço divulgado neste sábado (27) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Outras 3.238 pessoas ficaram feridas, enquanto mais de 3.100 famílias perderam suas casas.

As equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes com apoio de militares, voluntários e profissionais de pelo menos 17 países, incluindo o Brasil. Um bebê foi resgatado com vida cerca de 32 horas após os tremores, na região de La Guaira.

A tragédia provocou críticas à demora na resposta das autoridades. Moradores relataram ter feito o resgate de familiares por conta própria e muitos desabrigados passaram a noite em ruas, praças e carros por medo de novos tremores.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que os danos causados pelos terremotos somem US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34,6 bilhões) e alerta que o impacto econômico poderá ser ainda maior. A tragédia agrava a situação de um país que já enfrentava crise econômica, colapso dos serviços públicos e dificuldades humanitárias.

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VÍDEO: Jovem baleado no estacionamento do Atacadão não resiste aos ferimentos e morre

O jovem baleado no estacionamento do Atacadão, na Zona Sul de Natal, na tarde deste sábado (27) não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ele foi atingido por três disparos de arma de fogo, chegou a ser socorrido por equipes do SAMU e levado de helicóptero ao Hospital Walfredo Gurgel.

A vítima foi idenficada com Ícaro, de 25 anos, segundo informações do Via Certa Natal. A motivação e a autoria do crime serão investigadas pela Polícia Civil.

VEJA MAIS: VÍDEO: Jovem é baleado no estacionamento do Atacadão e socorrido de helicóptero na Zona Sul de Natal 

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Geral

Flávio Bolsonaro pede ‘diferenças de lado’ e ‘união sem exceção’ para ‘libertar o Brasil das mãos do PT’

Foto: Vittor Sales/Divulgação pré-campanha Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (27), durante um evento do PL realizado em Goiânia-GO, que é preciso deixar as divergências internas de lado para “libertar o Brasil das mãos do PT”.

Muito importante todos nós, sem exceção, estarmos cada vez mais unidos, deixarmos nossas pequenas diferenças de lado. Porque muitas vezes o caminho que nós escolhemos são diferentes, mas para chegar no mesmo destino, para alcançar o mesmo objetivo“, declarou.

Durante o discurso, o senador também voltou a criticar o governo federal, especialmente na área da segurança pública, e defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos.

A fala ocorre dias após um desentendimento público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre articulações políticas no Ceará. Após a troca de críticas, Flávio pediu desculpas nas redes sociais e afirmou, na sexta-feira (26), que a situação é uma “página virada”.

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Geral

VÍDEO: Jovem é baleado no estacionamento do Atacadão e socorrido de helicóptero na Zona Sul de Natal

Um jovem foi baleado no estacionamento do Atacadão, às margens da BR-101, na Zona Sul de Natal, na tarde deste sábado (27).

Segundo informações preliminares do Via Certa Natal, a vítima se chama Ícaro, tem 25 anos e foi atingido por três disparos. Ele estava ao telefone quando foi surpreendido pelo atirador.

Após ser socorrido pelo SAMU, ele foi levado pelo helicóptero Potiguar 02 ao Hospital Walfredo Gurgel.

O autor dos disparos fugiu do local e até o momento desta publicação não foi encontrado.

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