A expressão popular cabe muito bem no caso da cobrança, pela Prefeitura do Natal, da devolução dos salários pagos em duplicidade à ex-prefeita Micarla de Souza e a mais 491 ocupantes de cargos comissionados na gestão anterior.
A última folha de pagamento do ano de 2012 foi paga quando o prefeito era o então vereador licenciado Ney Lopes Júnior, a quem, por suposição, caberia a falha de ter pago a mais e em dobro.
Mas, segundo post publicado pela blogueira Thaisa Galvão, não foi bem isso que aconteceu. O que Ney Lopes Júnior fez foi pagar, em dia, e dentro do ano, os salários e o restante do décimo-terceiro.
Quem de fato pagou em duplicidade foi a gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves. O pagamento foi feito no dia 31 de janeiro de 2013, 30 dias depois da posse do novo prefeito. Micarla havia sido afastada no final de outubro, tendo assumido o então vice-prefeito Paulinho Freire, que depois deixou o cargo para ser diplomado vereador e transferido a missão para Ney Lopes Júnior, que permaneceu até o final, em 31 de dezembro de 2012.
Resumo da ópera: a atual gestão da Prefeitura tem todo o direito de querer reaver o dinheiro que foi pago em duplicidade. Mas, não poderá dizer que o erro foi dos antecessores.
Será que é por isso que o secretário municipal de Administração, Fábio Sarinho, no cargo desde 1 de janeiro de 2013, teve sua exoneração anunciada hoje?
O feitiço virou contra o feiticeiro.

A borboleta ta tão malhada q já começa a ser vitima da própria fama!!!
A noticia inicial q veio a público foi q ela era a culpada e teria q devolver tudo, agora com mais calma verificou-se q na verdade a culpa é do atual prefeito… Literalmente o feitiço virou contra o feiticeiro.
Só acho que um secretário não renuncia e não pode ser culpado por um erro do seu antecessor. Até aonde sei, Fabio Sarinho era da Control na época do pagamento em duplicidade, logo, imagino que uma coisa não tem haver com a outra.
É incrível que alguém que tem a pretensão de ser um informante da população seja tão desinformado. Em primeiro lugar, não se trata de direito da Prefeitura de reaver qualquer valor. Trata-se sim de dever. E em segundo lugar é importante se buscar o nome correto dos responsáveis pelos atos antes de apontá-los de forma irresponsável.
O então secretário de administração era José Dionísio, atual controlador geral do município. Fábio Sarinho, na época, ocupava o cargo de controlador geral. Em 2014 houve uma mudança entre os dois.