Por Josias de Souza
A isso chegamos: o país novamente à beira do precipício, uma conjunção de crise econômica com escândalo de corrupção, o Legislativo apodrecido, o Executivo carcomido e o Judiciário intimado a providenciar a necropsia. Há no noticiáriocadáveres demais esperando para acontecer. Já produzem um fedor lancinante. Como em toda grande tragédia, a contagem das vítimas do petrolão será lenta. A lista, que já é imensa, vai crescer. Há novas apurações e delações em curso.
O excesso de mortos-vivos leva muita gente a passar batida pelo moribundo mais ilustre em cena: o governo Dilma Rousseff. A segunda gestão de madame é, hoje, uma velha com 66 dias de existência. Embora só tenha dois meses de idade, sua cara estampa 12 anos de biografia.
Na plenitude de sua velhice precoce, a administração de Dilma 2 não tem mais ambições, só memórias. Sem agenda, sua prioridade é consertar os erros de Dilma 1, uma ex-presidente que fez o pior o melhor que pôde. Na economia, a Dilma atual é refém de Joaquim Levy. Se o ministro da Fazenda pedir para sair, a velha de 66 dias morrerá. E, suprema desgraça, não irá para o céu.
Na política, a jovem anciã comanda uma coligação de aliados 100% feita de adversários. Na iminência de dar com os burros n’água, Dilma precisa se abraçar aos burros secos. Mas olha ao redor e não os encontra. No mês passado, ajudou a reeleger Renan Calheiros à presidência do Senado. Imaginou que vitaminava um velho faz-tudo do governo. Em verdade, alimentava o novo líder da oposição. O tucanato de Aécio Neves nunca foi tão desnecessário.
Noutros tempos, a falta de traquejo de madame era compensada pela presença de espírito de Lula. Hoje, o padrinho político de Dilma prefere exercitar a ausência de corpo. Continua falando mal. Mas só pelas costas. De raro em raro, faz um discuso para atacar a mídia golpista e a oposição pró-impeachment. Mas isso também tornou-se desnecessário.
Dilma ainda não notou, mas seu governo carrega as infecções oportunistas do poder longevo. Seu segundo mandato, como a vida, é uma doença incurável. Madame não será arrancada do Planalto. Ela terá alta.

Petistas e sua síndrome de Estocolmo!!!!
Dilma é uma guerreira!
Conseguir chegar onde chegou. Fazer uma distribuição de renda como nenhum outro Presidente fez antes, mesmo tendo que contar com um congresso Nacional infestado de corruptos e enfrentando os interesses internacionais e forças retrógradas nacionais, os ricos que não aceitam a distribuição da riqueza e a mídia corrupta e a crise económica.
Falta de inteligência, habilidade e competência é mais aplicável ao PSDB que teve a oportunidade e só conseguiu promover desgraças. Vendeu as empresas nacionais a preço de banana, aumentou o desemprego e a dívida interna, além de ter quebrado o país três vezes.
Falta de habilidade e de inteligência, incompetência, apologia à impunidade no caso Petrolão e a defesa do traficante preso na indonésia são as principais marcas do governo Dilma.
Não vamos falar do que praticamente foi o "grande" ato do último governo Dilma: o "indulto natalino" concedido ao condenado mensaleiro José Genoíno que culminou com a extinção de sua punibilidade, conforme foi publicado pela valorosa imprensa brasileira.