
O Governador Robinson Faria se reuniu no final da manhã de ontem, 17, com o presidente da Caern, Marcelo Toscano e sua equipe técnica, e as empresas ganhadoras da licitação de uma das obras mais significativas do Estado: o esgotamento sanitário de toda Natal, saindo dos atuais 36% para 100% da cidade saneada em dois anos, a partir do início das obras. A reunião foi para ser apresentado o cronograma de Planejamento e de Execução da obra que conta com recursos na ordem de R$ 504 milhões do Ministério das Cidades. “Toda a população de Natal sabe da importância dessa obra e dos benefícios que teremos. Mas é necessário pedir paciência e compreensão porque uma obra desse porte causará, inevitavelmente, alguns transtornos”, alertou o Governador.
De acordo com informações técnicas repassadas para o Governador, a Zona Norte receberá mais de 600 mil metros de tubulação coletora de esgoto e a Zona Sul receberá aproximadamente 295 mil metros. A perspectiva é de que em maio seja assinada a Ordem de Serviço e implantado o canteiro de obras na Zona Norte.
A obra de esgotamento sanitário construirá, além da coleta individual dos esgotos de todas as regiões da Cidade, duas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE): a ETE Jundiá Guarapes, que englobará Zona Oeste e Zona Sul e a ETE Jaguaribe, na Zona Norte. A Zona Leste já tem ETE. O agente financeiro é a Caixa Econômica Federal e o agente executor é a Caern.
A privatização das empresas de saneamento apresenta vantagens e desvantagens; dependendo do momento econômico, a coisa pode pender mais para um lado do que para o outro. Como os recursos federais estão escassos, talvez o ideal seja uma PPP.
Companhia de água e esgoto é o símbolo da ineficiência de uma empresa estatal, provocando-nos o sentimento de que as políticas são feitas para deliberadamente manter o estado e o país no atraso e no subdesenvolvimento.
Como bons cidadãos, vamos torcer para que o estado do RN alcance a universalização dos serviços de coleta e tratamento de esgotos. Até porque, segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde, para cada real investido em saneamento, haveria uma economia de R$ 4 em saúde.
No entanto, iremos continuar com uma empresa pública ineficiente.
Olhemos para o exemplo da Cosern que, enquanto empresa estatal, só dava prejuízos ao estado, mesmo só havendo ela no mercado vendendo eletricidade.
Hoje, após a privatização, é uma empresa que investe muitos recursos e que já ganhou diversos prêmios de Qualidade.