Cidades

Governo apresenta projeto para requalificar estádio Juvenal Lamartine

Juvenal Lamartine fot Ivanizio Ramos2

Foto: Ivanízio Ramos

O Governo do Estado realizou, na noite desta quarta-feira, 24, audiência pública para apresentar o termo de referência que subsidiará o edital do concurso público nacional para a escolha do projeto de restauração e requalificação do Estádio Juvenal Lamartine, em Natal. O evento, organizado pelo Gabinete Civil em parceria com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), aconteceu no auditório central do Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN).

O termo – ainda preliminar e passível de alterações – aponta todas as especificações técnicas atuais do estádio, o que o Estado espera do local, e o que não poderá ser feito, em razão de se tratar de um patrimônio tombado. “Terá um museu do futebol, área de convivência, espaço para outras atividades físicas e atividades culturais. Não pode demolir o gramado nem a arquibancada de madeira que terá que passar por um processo de restauração”, explicou a procuradora estadual Marjorie Madruga, que conduziu a apresentação.

“O governador tinha um compromisso com a população em relação a algumas áreas que deveriam ser utilizadas por todos. Aos poucos ele vai conseguindo concretizar isso”, destacou a secretaria-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, que ressaltou ainda a importância desse projeto ser construído dentro de um processo democrático e participativo que envolve toda a sociedade. O secretário de Infraestrutura Jader Torres também acompanhou a audiência.

As sugestões colhidas na ocasião serão estudadas e podem ser incluídas no termo. Somente após a finalização do documento, será lançado o edital do concurso público nacional. ⁠⁠⁠⁠

Opinião dos leitores

  1. Com a saúde aos cacos e servidores à míngua a prioridade do desgoverno é o Juvenal Lamartine. Falando em desgoverno o chefe, subchefe e secretário fugiram da mídia?

  2. Estádio sem estacionamento, no meio da principal Avenida.
    Está mais fazer um big condomínio e com a venda construir uma arena de pequena capacidade com todas as facilidades em outro lugar.

    1. GOVERNO ESTADUAL AMEAÇA PRESERVAÇÃO DO ESTÁDIO JUVENAL LAMARTINE E PÕE EM RISCO O MEIO AMBIENTE DA CIDADE DO NATAL.

      Carlos Alberto Nascimento de Andrade
      Professor do Departamento de Educação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN

      Inaugurado em 1928, o Estádio Juvenal Lamartine (JL), localizado em Natal-RN, palco de grandes eventos relacionados ao esporte bretão está ameaçado de desaparecer. Submetido a um intenso fogo cruzado por parte de redes organizadas, nos últimos meses o vetusto estádio encravado no bairro do Tirol tem pautado as matérias futebolísticas veiculadas pela imprensa potiguar, todavia tais matérias carecem de um viés crítico e distanciado das reais motivações dos argumentos que reivindicam sobre a necessidade de se “requalificar o Estádio Juvenal Lamartine para outros fins que não o futebol”. Mesmo de forma solitária e mesmo sendo uma tarefa inglória, pois estamos mexendo num vespeiro de interesses escusos, este é o objetivo central deste texto: arguir de forma ilibada sobre a necessidade histórica, ambiental e identitária para a preservação do JL.

      Dossiê das acusações contra o Estádio Juvenal Lamartine e as razões para sua preservação

      Os argumentos mobilizados pelos que defendem sobre a necessidade de se “requalificar” o JL são indefensáveis e insustentáveis. Vejamos alguns deles: argumentam que o JL não possui estacionamento. É preciso lembrar que temos dois grandes estádios em Natal, o Frasqueirão e a Arena das Dunas e provavelmente vamos ter um terceiro que será o Estádio do América (Arena do Dragão). Neste sentido, o JL será uma praça de esportes voltada fundamentalmente para o esporte amador, onde ABC, América e Alecrim mandarão seus jogos pelas categorias amadoras. Apenas pequenos jogos de profissionais serão realizado neste local, como por exemplo: Alecrim X Potiguar, Atlético Potengi x Baraúnas etc. Com efeito, não vamos ter grandes contingentes de torcedores com automóveis estacionados naquelas imediações. Contudo, para os afeitos ao argumento que o JL não tem condições de possuir um estacionamento próprio, informo que o Estádio Presidente Vargas em Fortaleza não possui estacionamento e as ruas que o circundam têm dimensões bem menores do que àquelas adjacentes ao JL. Idem para o Estádio da Graça em João Pessoa. E o que dizer do Frasqueirão? Como fica o estacionamento em dias de grandes jogos? E os Aflitos? E o Pacaembu?
      Argumentam que o campo de jogo não atende as determinações e exigências da FIFA. Realmente, se considerado o que existe no momento não atende, todavia sua reforma deve contemplar tais exigências, esta é uma das atribuições das técnicas de engenharia, foi isto o que fizeram com o Estádio Leonardo Vinagre da Silveira, conhecido como Estádio da Graça localizado em João Pessoa-PB, onde atualmente sedia jogos do campeonato paraibano.
      Argumentam que o JL não tem utilidade. Este conceito de utilidade é reducionista, pois está restrito única e exclusivamente ao futebol profissional. O que seria do futebol profissional se não fosse o futebol amador? Simplesmente não existiria. 100% do jogador profissional tem sua origem no futebol amador, seja nas categorias de base dos clubes ou nos “times de várzea”. Além de pequenos jogos do futebol profissional o JL estará apto para sediar os seguintes campeonatos: infantil, juniores, sub-15, sub-17, sub-19, sub-20, 2ª divisão, campeonato de futebol feminino. Para além dessas modalidades, também poderá servir aos alunos das escolas estaduais como palco para treinamento e como espaço para a realização dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte – JERNS, patrocinado pela Secretaria de Estado da Educação e da Cultura. É preciso reter, que em função da especulação imobiliária os “campinhos de várzeas” estão praticamente em extinção, motivo fundamental para a pouquíssima renovação e surgimento de novos craques no futebol brasileiro.
      Como consequência do anterior, argumentam que o “objetivo do Estado é devolver o Juvenal Lamartine à sociedade, criando um ESPAÇO PÚBLICO DE CONVIVÊNCIA E LAZER para a cidade e, principalmente para os bairros do entorno”. Lembramos que o Governo do Estado do RN possui vários imóveis que não se encontram com uso público adequado e que podem perfeitamente servir para a referida “readequação”, como por exemplo, o terreno onde se encontra o Aeroclube de Natal, encravado numa das áreas mais nobres da cidade, o bairro do Tirol, e que com a conivência do executivo estadual se encontra atualmente apossado e subutilizado por meia dúzia de “empresários” que transformaram um logradouro público em um bem privado.
      Para além das razões esportivas, podemos dissertar sobre a necessidade da preservação do Estádio Juvenal Lamartine pela perspectiva ambiental e climática. Sua não manutenção nos moldes atuais e seu consequente desvio para outros fins aprofundariam ainda mais as ilhas de calor na região metropolitana de Natal, tendo em vista que edificações aumentam significativamente a irradiação de calor para a atmosfera, que em decorrência da especulação imobiliária têm afetado as áreas urbanas das grandes cidades brasileiras elevando ainda mais as temperaturas das cidades. Faz-se necessário lembrar que o JL fica no sopé do Parque Estadual das Dunas, área de mata nativa integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e que exerce importância fundamental para a qualidade de vida da população da cidade, uma vez que esta formação constituída de vegetação natural serve de atração para as brisas marinhas que sopram do Oceano Atlântico, suavizando o calor e estabilizando a temperatura média da região metropolitana, contribuindo decisivamente para o equilíbrio do meio ambiente urbano. Além disso, as águas das chuvas quando infiltradas naquela área ajudam a alimentar o aquífero subterrâneo ali existente.
      Em outra perspectiva, a preservação do JL contribui para a afirmação de valores locais como meio de resistência a valores globais alienígenos, como a cultura “neocolonizadora” da identificação do torcedor local com clubes, principalmente de São Paulo e Rio de Janeiro. Pesquisa recente, publicada pela imprensa escrita local, mostrou que apenas 11% do torcedor potiguar frequenta nossos estádios de futebol. O motivo é a falta de identidade com nossos clubes. Vários fatores contribuem para que isso ocorra: transmissão abusiva pela televisão de jogos de futebol, sobretudo do eixo Rio de Janeiro e São Paulo nos mesmos horários dos jogos de nosso Campeonato Estadual; imprensa falada, escrita e televisada que dedica maior parte de seu noticiário para fatos esportivos relacionados com estes dois estados da federação.
      Diante deste quadro, a luta pela reconstrução da identidade cultural local contribui decisivamente para a elevação da autoestima, consequentemente ao agir de forma independente e com autonomia o indivíduo poderá operar maiores resistências à valores que não estão relacionados com seu cotidiano. Neste sentido, a preservação do JL contribui com a identidade do torcedor com os clubes potiguares e com a história de sua cidade.
      A luta pela preservação do Estádio Juvenal Lamartine não interessa apenas ao setor esportivo, mas a toda comunidade norte-rio-grandense. Por isso, conclamamos todos os cidadãos e cidadãs de todos os segmentos sociais que se preocupam com o futuro de nossa cidade, principalmente os relacionados com o meio ambiente, como a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN – IDEMA, para formarmos uma Frente Ampla com o objetivo comum de garantir a preservação do Estádio Juvenal Lamartine.

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Colapso na Segurança: Alcaçuz opera com 14 policiais penais para quase 1.800 presos, diz sindicato

Foto: Reprodução internet

A grave escassez de profissionais e a degradação da infraestrutura colocaram a segurança do Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no centro de uma crise institucional. O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN) acionou a 1ª Vara Regional de Execução Penal para alertar sobre o cenário crítico: a maior penitenciária do Estado conta com apenas 14 policiais penais para custodiar 1.796 detentos — uma média alarmante de um agente para cada 128 internos.

O desequilíbrio na escala impacta diretamente a rotina e o controle do complexo. No Pavilhão 4, por exemplo, apenas quatro servidores cobrem aproximadamente 960 custodiados. Diante dessa limitação, visitas sociais chegaram a ser canceladas para priorizar urgências médicas dos presos. A falta de contingente também fragilizou os procedimentos de vistoria diária nas celas e a fiscalização contra o crime organizado, fatores apontados pela entidade como determinantes para a recente fuga de 11 detentos no final de julho.

O baixo efetivo de policiais penais, a falta de vistoria das celas prisionais, e a ausência de uma postura firme do Estado contra o crime organizado foram abordados pela presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN), Vilma Batista, em entrevista ao Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal, na manhã dessa terça-feira (11). Ela apontou que a baixa quantidade de efetivo foi um dos motivos que contribuiu para a fuga de 11 detentos do Complexo.

Durante a entrevista, a presidente explicou que a flexibilização do sistema prisional não é um problema recente e vem sendo alvo de denúncias constantes do Sindicato desde 2023. Em relação à última fuga do Complexo de Alcaçuz, registrada no dia 31 de julho, ela cita que a última vistoria na cela que abriga os fugitivos tinha sido feita sete dias antes. Isso porque o efetivo de policiais penais não é suficiente para atender a demanda atual de diferentes ações nas unidades prisionais.

“Os coletes dos policiais também estão vencidos, assim como os materiais de menor potencial ofensivo. Temos um monitoramento de ponta, mas até hoje nunca funcionou porque não colocaram uma internet compatível com o seu programa. [O monitoramento] inclusive tem leitor facial, sensor de presença, sirene, além de conseguir detectar carros com placa clonada”, destaca.

Ao jornal Tribuna do Norte, a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) do Rio Grande do Norte negou a informação de que a cela onde ocorreu a fuga dos 11 internos teria permanecido sem revista e disse que a unidade mantém rotina permanente de segurança, com rondas, revistas preventivas e inspeções.

Em relação aos coletes balísticos, a pasta não confirmou que os materiais estão vencidos, mas disse que realizou a aquisição dos equipamentos para todo o efetivo da Polícia Penal, em uma contratação superior a R$ 1,8 milhão, com previsão de entrega para o próximo mês.

Com informações da Tribuna do Norte

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Moraes determina investigação contra fonte de jornalista em reportagem sobre Dino

 Luiz Silveira/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a abertura de uma investigação, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para apurar o vazamento de dados e informações sigilosas de investigações conduzidas pelo tribunal envolvendo o ministro Flávio Dino.

​A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão contra o jornalista Luiz Pablo e o advogado Urbano Diniz Lima, ex-secretário municipal de Urbanismo e Habitação. A investigação busca apurar a origem de um repasse de R$ 1.000,00 feito pelo advogado ao jornalista, além de verificar se pagamentos estão relacionados a publicações de interesse do grupo e ao acesso a documentos sigilosos do gabinete do ministro no Maranhão.

O jornalista denunciou a violação de sua fonte e de sua vida privada, apontando que fatos particulares alheios às reportagens estão sendo usados para imputar-lhe condutas criminosas. Ele alerta para o risco sistêmico dessa prática para a imprensa: a destruição da confiança necessária para que fontes o procurem e a vulnerabilidade de toda a sua trajetória profissional. Conclui com um apelo direto para que a sociedade preste atenção ao caso e rejeite a criminalização do jornalismo.​

“Minha fonte jornalística foi identificada, minha vida privada passou a ser vasculhada… Eu construí minha trajetória vivendo de informação, protegendo minhas fontes… Eu peço ao Brasil que olhe para o que está acontecendo comigo.”, desabafou o profissional.

Com informações do Jornal Nacional

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Potiguar será presidente de um dos maiores congressos de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do mundo que acontecerá no centro de convenções no mês de agosto

O Dr. Adriano RochaGermano, natural de Natal-RN estará presidindo o XXVII COBRAC. A cidade de Natal (RN) será o centro das discussões sobre os avanços da Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial entre os dias 26 a 28 de agosto de 2026, durante a realização do XXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (COBRAC 2026).

Promovido pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (CBCTBMF). O evento deve reunir 2 mil congressistas e consolidar o Brasil como um dos principais polos mundiais de produção e difusão do conhecimento na especialidade.

Com o tema “Evidências Científicas na Era Digital”, o congresso reunirá mais de 40 palestrantes internacionais, além dos principais nomes brasileiros da área, em uma programação que privilegia o debate científico, a atualização profissional e a troca de experiências entre especialistas, pesquisadores, docentes e residentes.

Ao reunir especialistas renomados, pesquisadores, estudantes, indústria e entidades científicas em um único ambiente, o evento reforça o protagonismo brasileiro na especialidade e posiciona Natal, durante três dias, como a capital latino-americana da Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial.

Serviço:
XXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial (COBRAC 2026)
Data: 26 a 28 de agosto de 2026
Local: Centro de Convenções de Natal (RN)
Informações: https://congressocobrac.com.br

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ANÁLISE: Medida de Alexandre de Moraes viola direito ao sigilo da fonte jornalística, que é garantido pela Constituição, diz advogada à CNN Brasil

Foto: STF/Wikipedia

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (11) uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre uso de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares. O advogado do jornalista também foi alvo da medida.

A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal, contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi confirmada à CNN Brasil pela assessoria do STF e pela defesa de Cutrim.

O jornalista denuncia a violação de sua fonte e de sua vida privada, apontando que fatos particulares alheios às reportagens estão sendo usados para imputar-lhe condutas criminosas. Ele alerta para o risco sistêmico dessa prática para a imprensa: a destruição da confiança necessária para que fontes o procurem e a vulnerabilidade de toda a sua trajetória profissional. Conclui com um apelo direto para que a sociedade preste atenção ao caso e rejeite a criminalização do jornalismo.​

“Minha fonte jornalística foi identificada, minha vida privada passou a ser vasculhada… Eu construí minha trajetória vivendo de informação, protegendo minhas fontes… Eu peço ao Brasil que olhe para o que está acontecendo comigo.”, desabafou o jornalista.

Durante o programa CNN Prime Time, a advogada e professora titular da FGV-Easp, Ligia Maura Costa, analisou os desdobramentos e os impactos jurídicos da ordem do magistrado.

“Se o Cutrim foi identificado através da análise dos dados dos aparelhos telefônicos que foram apreendidos com o jornalista Luiz Plablo, então o que é que acontece? O Estado alcançou indiretamente aquilo que a própria Constituição tenta proteger, que é, na verdade, a identidade da fonte jornalística. Por que a proteção da identidade da fonte jornalística é tão importante? Porque só através disso é que nós continuaremos tendo denúncias, ou seja, nós continuaremos tendo informantes de boa-fé que vão poder trazer informações, principalmente, por exemplo, em caso de corrupção.”, comentou a advogada.

Com informações da CNN

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Gordofobia vira crime com pena de até 3 anos de prisão

Imagem: Freepik

O Projeto de Lei 1786/22 inclui a discriminação ou preconceito em razão do peso corporal relacionado à obesidade – a gordofobia – na lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (7.716/89). Em análise na Câmara dos Deputados, a proposta foi apresentada pelo deputado José Guimarães (PT-CE).

Na avaliação do parlamentar, “como a gordofobia é um preconceito entranhado na sociedade, encorajado por órgãos de saúde pública, campanhas publicitárias, programas de TV e filmes em que pessoas acima do peso viram alvo de piadas, a proteção legal é importante e necessária para que ocorram mudanças sociais significativas”.

Penas previstas
Pela proposta, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito em razão do peso corporal relacionado à obesidade terá pena de reclusão de um a três anos e multa.

Já impedir, por gordofobia, o acesso de alguém devidamente habilitado a qualquer cargo da administração direta, indireta ou em concessionárias de serviços públicos será punido com reclusão de dois a cinco anos. A mesma pena valerá para quem impedir a promoção funcional por esse motivo.

Ainda conforme o projeto, negar ou ou obstar emprego em empresa privada por discriminação em razão do peso corporal será punido com reclusão de dois a cinco anos.

A mesma pena valerá para quem, por motivo de gordofobia, deixar de conceder os equipamentos necessários ao empregado em igualdade de condições com os demais trabalhadores; impedir a ascensão funcional do empregado ou obstar outra forma de benefício profissional; ou  proporcionar ao empregado tratamento diferenciado no ambiente de trabalho, especialmente quanto ao salário.

Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Constituição e Justiça e de Cidadania; e também pelo Plenário da Câmara.

Agência Câmara de Notícias

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A 53 dias da eleição, terceira via segue estagnada e não ameaça polarização

Foto: Montagem / Metrópoles

A 53 dias do primeiro turno das eleições, os candidatos da chamada “terceira via” — Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) — continuam estagnados e sem conseguir romper a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Nenhum dos candidatos alternativos supera 5% das intenções de voto. Caiado varia entre 4% e 5%, Renan fica entre 2,8% e 4%, e Zema flutua entre 2% e 3,3%. O presidente Lula lidera todas as pesquisas no primeiro turno (entre 39% e 42,4%), seguido por Flávio Bolsonaro (entre 28,7% e 35%). A distância do terceiro colocado para o segundo lugar chega a cerca de 30 pontos percentuais.

Embora demonstrem maior competitividade em simulações diretas de segundo turno contra Lula (com destaques para Caiado atingindo 42% e empate técnico), essa força teórica ainda não se traduz em votos suficientes para levá-los à segunda etapa do pleito.

Na pesquisa CNT/MDA divulgada nessa terça-feira (11/8), Caiado aparece com 4%, Zema, com 3,3%, e Renan, com 2,8%. Lula registra 42,4%, e Flávio, 28,7%. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 5 e 9 de agosto e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06935/2026.

A comparação com a rodada anterior da própria CNT/MDA é semelhante. Em junho, Caiado também tinha 4%, Zema aparecia com 2,8% e Renan, com 2%. Ou seja, o ex-governador de Goiás permaneceu no mesmo patamar, enquanto as oscilações de Zema e Renan ficaram abaixo de um ponto percentual e dentro da margem de erro.

O BTG/Nexus, divulgado na segunda-feira (10/8), apresenta cenário parecido. Caiado marca 5%, Renan, 4%, e Zema, 3%, contra 40% de Lula e 35% de Flávio. A distância entre o terceiro colocado e Flávio, portanto, chega a 30 pontos percentuais.

O próprio levantamento classifica o cenário como de estabilidade entre os principais candidatos em relação à rodada de 3 de agosto. Foram ouvidos 2.001 eleitores por telefone entre 7 e 9 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Michelle ganha espaço e campanha de Flávio quer usá-la como trunfo

Foto:  Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro

Depois de semanas de desencontros e especulações sobre o papel de cada um no palanque bolsonarista, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro começa, finalmente, a ganhar espaço na campanha do enteado e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto.

Segundo fontes da equipe de Flávio ouvidas pelo Metrópoles, Michelle, que concorre ao Senado pelo Distrito Federal, deve aparecer ao lado do senador em três eventos durante a corrida eleitoral. Essa é a previsão até o momento.

Nessa terça-feira (11), em clima de reconciliação durante gravações de propaganda eleitoral do PL, em Brasília, o presidenciável declarou, ainda, que a madrasta poderá ter “acesso direito à Presidência” para levar demandas do DF, caso ambos sejam eleitos.

Essa foi a primeira vez que os dois estiveram juntos desde a reconciliação pública.

Na campanha, a expectativa, no entanto, é que a participação da mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vá muito além dos palanques ao lado do senador.

A aposta seria transformar a força de Michelle nas redes sociais em uma espécie de cabo eleitoral digital de Flávio. Sendo assim, vídeos, publicações e manifestações favoráveis ao senador devem ser o principal instrumento de apoio da ex-primeira-dama.

Nos bastidores da campanha, a equipe também espera que ela ajude a aproximar lideranças femininas do PL e do movimento conservador. A ideia, ainda segundo a fonte, é ampliar o engajamento em torno da candidatura de Flávio.

Metrópoes

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Brasil

PESADO: Esquema milionário na Saúde envolveria Lulinha com o potiguar Swedenberger Barbosa, Marcola e ‘Careca do INSS’, revela portal

Foto: Reprodução/ Redes sociais

O então secretário-executivo do Ministério da Saúde Swedenberger Barbosa (foto acima), o potiguar “Berge”, espécie de petista profissional que sempre ocupa cargos secundários, mas chaves, em governos do PT, e Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-titular do Gabinete Pessoal de Lula, ajudaram a “abrir portas” do Ministério da Saúde para os negócios milionários de interesse de Fábio Luiz, o Lulinha, filho do presidente da República, e seu parceiro Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. As informações são do portal Diário do Poder.

O esquema foi detalhado em depoimento à Polícia Federal por um delator do esquema que chegou a ser entrevistado pela emissora CNN, mas pediu para não ter o nome divulgado. Os investigadores acreditam que Lulinha e Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, estariam associados à lobista Roberta Luchsinger para tentar obter contratos bilionários na área do Ministério da Saúde, onde “Berge” era o secretário-executivo, na prática, o vice-ministro.

Esse delator contou à PF em depoimentos realizados no ano passado que o “Careca do INSS”, acusado de comandar parte do roubo bilionário a cerca de 9 milhões de aposentados e pensionistas, pagava mesada vultosa a Lulinha em troca de acesso à estrutura do Ministério da Saúde para vender supostos medicamentos produzidos a partir do princípio ativo do canabidiol, substância obtida na planta da maconha.

Com informações do Diário do Poder

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Eleições 2026

NOVIDADE: Dois últimos eleitores irão acompanhar impressão de boletim de urna nas Eleições 2026


Foto: Pedro França

As Eleições Gerais de 2026 terão uma novidade no encerramento da votação. As duas últimas pessoas a votar em cada seção eleitoral serão convidadas a acompanhar os procedimentos de encerramento e a impressão do boletim de urna, documento que registra os resultados daquela seção.

Segundo o consultor legislativo do Senado nas áreas de direito constitucional e eleitoral Arlindo Fernandes de Oliveira, a medida pode ampliar a transparência e a confiança no processo eleitoral.

Impresso pela urna eletrônica após o encerramento da votação, o boletim reúne informações como a identificação da seção e da zona eleitoral, o número de eleitores aptos, votantes e faltosos, além dos resultados para candidatos, partidos e legendas.

O documento também registra votos brancos e nulos, o total de votos por cargo, horários de início e encerramento da votação e informações de identificação da urna. Um código QR e uma sequência de caracteres permitem verificar os dados registrados.

O boletim de urna não mostra o voto individual de cada eleitor. Ele apresenta apenas o resultado consolidado da votação naquela seção, preservando o sigilo do voto.

A votação começa às 8h e termina às 17h, pelo horário de Brasília. Eleitores que estiverem na fila no horário de encerramento recebem senha e têm o direito de votar.

Após o último voto, a urna imprime cinco vias obrigatórias do boletim e pode emitir até 15 vias adicionais. Uma delas é afixada na seção para consulta pública, enquanto as demais são destinadas à documentação e à fiscalização do processo eleitoral.

As duas últimas pessoas a votar poderão acompanhar o procedimento e receber cópias impressas do boletim.

A não emissão do boletim de urna imediatamente após a apuração é considerada crime eleitoral, conforme o Código Eleitoral.

Portal 98 FM

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Política

Flávio diz que maioria no Senado será decisiva para conter Moraes e Lula

Foto: Reprodução/ Youtube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, iniciou uma ofensiva para ampliar a bancada conservadora no Senado e conter a influência do governo Lula e do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Em reunião com pré-candidatos em Brasília, Flávio criticou Moraes, chamando-o de “articulador político do Lula” e ressaltou a importância de conquistar a maioria no Senado nas eleições de 2026 para redefinir a relação entre os Poderes.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, iniciou uma ofensiva política para ampliar a bancada conservadora no Senado e tentar deter a continuidade do governo Lula da Silva e a influência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no jogo político.

Nesta terça-feira, 11, em Brasília, Flávio reuniu pré-candidatos ao Senado de diversos Estados e afirmou que a conquista da maioria na Casa será decisiva para redefinir a relação entre os Poderes a partir de 2027.

Durante o encontro, o candidato liberal voltou a fazer críticas a Moraes. Disse que o magistrado “virou o grande articulador político do Lula” ao promover reuniões e conversas com lideranças em momentos considerados estratégicos para o governo. Segundo o senador, esse tipo de atuação extrapola o papel institucional de um integrante da Suprema Corte.

“O Alexandre de Moraes hoje virou o grande articulador político do Lula”, declarou o parlamentar, ao comentar o jantar realizado na residência do ministro com a presença de Lula e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Com informações da Revista Oeste

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