Política

Governo Bolsonaro paralisa e esvazia conselhos e comissões

Ao menos 11 conselhos, comissões e outros colegiados de participação da sociedade civil no Executivo federal estão paralisados, tiveram regras alteradas ou foram extintos no governo Jair Bolsonaro.

Os casos estão vinculados aos ministérios da Agricultura, Cidadania, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. As pastas afirmam que estão analisando a nomeação e recondução de integrantes ou reavaliando o funcionamento dos colegiados. Em ao menos seis conselhos e comitês ligados ao ministério comandado por Damares Alves há atrasos em nomeações e posse de representantes.

Na semana passada, a indicação da especialista em segurança pública Ilona Szabó para uma vaga de suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária chamou atenção para o tema e gerou desgaste para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O ministro precisou recuar da nomeação após pressão de seguidores bolsonaristas nas redes sociais. Ao Estado, Ilona afirmou que Moro se desculpou e disse a ela que “o presidente Bolsonaro não sustentava a escolha na base dele”.

O governo tratou dos colegiados já na publicação da primeira medida provisória do ano, que excluiu da sua estrutura o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão.

Atualmente existem na esfera federal cerca de 40 conselhos e outros mecanismos de participação. A maioria foi criada na década de 1990, depois da promulgação da Constituição de 1988. Os mais antigos, como o da Saúde, existem desde a década de 1930.

Os colegiados permitem que representantes da sociedade civil possam monitorar e deliberar políticas públicas em áreas como segurança alimentar, produção de alimentos orgânicos, combate à tortura, pessoas idosas ou com deficiência, diversidade religiosa e política indigenista, entre outros temas.

Alguns têm poder de editar normas com força de lei, a exemplo do Conselho Nacional de Meio Ambiente. Outros colegiados são instâncias consultivas.

As ações recentes do governo motivaram pedidos de explicação da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, e recomendações para que conselhos sejam reincorporados.

Integrantes do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura foram eleitos no final do ano passado, mas os representantes ainda não foram formalmente nomeados pelo governo – procedimento indispensável para a retomada dos trabalhos.

Segundo um membro do comitê, a situação atrasou inspeções em presídios e a entrega de um relatório sobre condições de hospitais psiquiátricos no País, que estava em fase de finalização pela equipe de peritos. “Estamos vivendo um momento de descontinuidade”, disse o presidente do comitê, José de Ribamar Silva.

Além disso, outros cinco órgãos ligados à pasta comandada por Damares Alves também estão paralisados. Em nota publicada há cerca de duas semanas, o ministério enumerou conselhos, comitês e comissões vinculados à estrutura da pasta. Não são mencionados o Conselho Nacional de Política Indigenista e o Comitê da Anistia, que estão oficialmente sob responsabilidade da pasta de Damares de acordo com a medida provisória que estabeleceu a estrutura da atual administração federal.

Na medida provisória que definiu a nova estrutura de governo, o Conselho Nacional de Economia Solidária (CNES) teve a representatividade da sociedade reduzida. O colegiado passou a ter representação “tripartite”, com o mesmo número de representantes do governo, de trabalhadores e de empregadores.

Setores do governo avaliam que os conselhos aumentam a burocracia na máquina pública e são aparelhados por grupos de esquerda. Ainda na fase de transição para a atual gestão, integrantes de 12 conselhos e comissões enviaram uma carta ao governo eleito na qual questionavam declarações do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sobre o “aparelhamento pela esquerda” dos conselhos.

Em uma reunião entre a Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura Familiar e representantes do Ministério da Agricultura, no fim de janeiro, produtores rurais ouviram da ministra Tereza Cristina que há “conselhos demais” na avaliação do governo. Na ocasião, a confederação pediu à ministra que retomasse os trabalhos do Condraf (desenvolvimento rural sustentável) e da Cnapo (agroecologia).

O governo indicou às lideranças do setor que as instâncias devem sofrer reestruturações e ter menos representatividade.

Segundo o secretário nacional de Agricultura Familiar, Fernando Schwanke, o ministério está reavaliando a funcionalidade dos conselhos. “Precisamos dar celeridade e desburocratizar processos. Os processos que passam pelos conselhos às vezes demoram muito tempo para serem avaliados”, disse ele.

Nomeações estão sob análise, diz pasta da Mulher

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos afirmou que os processos de nomeação e recondução de conselheiros estão em análise pela consultoria jurídica da pasta, em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU).

Na última semana, foram nomeados integrantes do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), após a publicação de um manifesto criticando atrasos nos trabalhos do colegiado e adiamento de reuniões.

O Ministério da Agricultura disse que está reavaliando o funcionamento dos conselhos vinculados à pasta. O Ministério da Cidadania afirmou que o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) foi extinto, mas suas competências foram mantidas em outros órgãos.

“A partir dessa nova forma de organização, a entrega governamental se tornará mais célere”, disse a pasta, que não quis comentar as mudanças no Conselho Nacional de Economia Solidária (CNES), que alteraram as regras de sua representatividade.

A Casa Civil respondeu que não acompanha a situação dos conselhos citados e os membros “não são designados por ato do ministro da Casa Civil ou do presidente da República”. Sobre o comitê de combate à tortura, disse que os mandatos “estariam encerrados, pois são de dois anos”.

Estadão Conteúdo

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Tenente do Exército perde posto e patente após transmitir HIV intencionalmente para duas mulheres, decide STM

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Superior Tribunal Militar (STM) determinou a perda do posto e da patente de um 2º tenente aposentado do Exército condenado por transmitir intencionalmente HIV a duas mulheres, durante sessão realizada na última quarta-feira (5).

Segundo o processo, o militar sabia que era soropositivo desde 2003, mas ocultou a condição das ex-companheiras e manteve relações sexuais sem preservativo com elas entre 2012 e 2013. A condenação criminal, a quase 6 anos de prisão, transitou em julgado em janeiro de 2025.

Decisão

O Ministério Público Militar (MPM) alegou que a conduta violou princípios éticos das Forças Armadas e comprometeu o decoro militar e a imagem do Exército. O órgão também destacou que o oficial teria usado sua condição de militar para conquistar a confiança das vítimas.

A maioria dos ministros do STM acolheu a representação e determinou a perda do posto e da patente. Dois ministros divergiram, considerando a condição de invalidez e as sequelas neurológicas do militar.

A defesa alegou que os fatos ocorreram na esfera privada e que a punição seria desproporcional, já que o oficial já havia sido condenado criminalmente e é reformado por invalidez.

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BRASIL: Carga tributária bate recorde e arrecadação de impostos sobe em ritmo superior ao crescimento da economia

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao lado do presidente Lula | Foto: Adriano Machado/Reuters

A carga tributária brasileira atingiu 32,4% do PIB em 2025, maior percentual da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 2010. O índice subiu 2,1 pontos percentuais em dois anos, passando de 30,3% em 2023 para 32,4% em 2025, sinalizando que a arrecadação avançou acima do crescimento da economia.

O aumento foi concentrado principalmente no Governo Central, cuja carga tributária cresceu 0,26 ponto percentual do PIB em 2025. Estados tiveram queda de 0,10 ponto, enquanto municípios avançaram 0,03 ponto, resultando em alta de 0,18 ponto percentual no total.

Entre as principais receitas responsáveis pelo avanço estão o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o IOF e as contribuições previdenciárias ao RGPS. O Tesouro relaciona o aumento do IRRF ao crescimento da massa salarial e das contribuições previdenciárias à expansão do emprego formal e à reoneração da folha.

Série histórica

A carga tributária passou de 30,3% do PIB em 2010 para 32,4% em 2025. O recorde anterior, pela metodologia revisada, havia sido registrado em 2024, com 32,2%.

A série foi recalculada pelo Tesouro para adequar os dados às normas internacionais de estatísticas fiscais. A revisão retirou do cálculo as receitas do FGTS e as contribuições destinadas ao Sistema S.

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Dino manda investigar vice de Flávio Bolsonaro mesmo após PGR arquivar o caso

Foto: Sophia Santos/STF

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), mesmo após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter arquivado o caso.

A denúncia havia sido apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Em maio, a PGR recomendou o arquivamento por considerar que não havia elementos suficientes para investigar Gaspar, citando a “ausência de indícios concretos da participação do representado nas possíveis irregularidades”.

A apuração envolve uma emenda Pix de R$ 6,28 milhões destinada por Gaspar ao município de São José da Laje (AL). Dino encaminhou à PF informações de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre emendas Pix de 2020 a 2024, que incluiu a transferência.

 

Opinião dos leitores

  1. Os abutres estão fazendo de tudo pra permanecer no poder. É reunião de presidente da república em casa de ministro que investiga adversário do presidente, é investigação sem lógica e por aí vai. O conseguimos colocar um ministro comunista no STF não foi à toa.

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PT NÃO TEM LIMITE: “Deixaria sua filha sozinha com o vice de Flávio?”, posta PT

Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar formam chapa puro-sangue do PL – Foto: Vittor Sales/Divulgação

O Partido dos Trabalhadores (PT) publicou na última quinta-feira (6), nas redes sociais, um vídeo sobre a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na publicação, escreveu: “Você deixaria sua filha sozinha com o vice de Flávio Bolsonaro?”.

Gaspar foi alvo, em 27 de março, de uma notícia-crime apresentada à Polícia Federal pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). A representação atribui a Gaspar a prática do crime de estupro de vulnerável.

Com informações do Poder360 

Opinião dos leitores

  1. pt é a pior facção desse país, são criminosos contumaz . Sempre acusa os outros do que eles fazem…

  2. O BRASIL JÁ SABE QUE A ACUSAÇÃO QUE O LINDINHO E A TRAMBIQUE FIZERAM É MENTIROSA E, SE A JUSTIÇA FOR JUSTA, VÃO SE FERRAR, NÃO RESTA OUTRA OPÇÃO A NÃO SER DAR CONTINUIDADE NO TRABALHO SUJO QUE A QUADRILHA CHAMADA PT SEM FEZ. NENHUMA NOVIDADE. O LINDINHO JÁ ARREGOU E TÁ QUERENDO FAZER ACORDO, NÃO TEM ACORDO COM BANDIDO, BANDIDO É BICHO COVARDE

  3. Sim, ok…mas a pergunta permanece; Alguém deixaria a filha com o vice de Flávio? Respondam com sinceridade por favor.

  4. Verdade… tem muitos canalhas… Mas o vice de tariflávio , o Gaspar, já apresentou a certidão de impotência e distúrbio penial? Até lá, ainda continua um perigo insano…

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“Ninguém no PT comprou a história de que é um empréstimo”, diz colunista da Veja sobre negócios de Luchsinger com Marcola

Marcola e Roberta Luchsinger  Foto: Patrick Grosner/Divulgação e Reprodução/Instagram

“Ninguém no PT comprou essa história de que é um empréstimo.” Foi assim que a colunista de VEJA, Laryssa Borges, analisou o caso dos empréstimos feitos pela advogada Roberta Luchsinger ao então chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Laryssa avaliou que o caso também ajuda a explicar o peso eleitoral de Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, Gaspar teve acesso, durante os trabalhos da comissão parlamentar sobre o INSS, a informações relacionadas tanto a Roberta quanto a Lulinha e chegou a colher depoimentos que poderiam ser explorados politicamente contra o filho do presidente.

 

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“Ele é um arquivo vivo e uma bomba-relógio que a campanha do Flávio Bolsonaro pretende utilizar”, afirmou Laryssa. Na avaliação da colunista, as suspeitas envolvendo pessoas próximas a Lula e seu filho tendem a ocupar um espaço central na campanha eleitoral.

Os três poderes / Veja 

Opinião dos leitores

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Embate entre PF e STF gera ambiente hostil, mas delegados não veem risco para investigações

Ministro André Mendonça durante sessão da Segunda Turma do STF.

Foto: Reprodução / Folha Press

Delegados da Polícia Federal (PF) avaliam que o embate entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem provocado ruídos na investigação das fraudes do INSS, mas não a ponto de gerar uma interferência na apuração.

A avaliação na categoria é que tudo não passa de um desentendimento na seara institucional, que não afeta a investigação em si, mas admitem que prejudica a relação dos delegados do caso com o relator na Suprema Corte.

As desavenças entre Andrei e Mendonça começaram quando o ministro do STF determinou que o diretor-geral da corporação ficasse de fora do caso e sem acesso às informações da investigação.

A tensão escalou quando a PF trocou o delegado que comandava a investigação sobre as fraudes do INSS. A partir daí, Mendonça passou a questionar o ritmo mais lento das apurações.

Delegados, no entanto, não veem uma intervenção no trabalho da PF, mas admitem que estão pagando o preço da desconfiança entre as instituições. O clima, avaliam, é hostil e não há harmonia absoluta no processo.

A abertura de inquéritos para investigar o filho de Lula, o Lulinha, agravou ainda mais os ânimos, o que provocou uma reunião institucional entre André Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. A PF é subordinada ao judiciario Federal e assim deve proceder. É uma instituição do estado Brasileiro, independente de quem esteja no poder.

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Flávio tem 9 palanques competitivos nos Estados; Lula tem 8

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 1 palanque a mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das pesquisas eleitorais nos Estados. O placar é de 9 a 8 para Flávio. O petista lidera na soma de palanques já definidos, independentemente do desempenho nas pesquisas. São 26 para Lula, enquanto Flávio tem 16. Os dados são de levantamento do Poder360 com as pesquisas mais recentes registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em cada Estado, com exceção de Roraima que não tem estudo recente disponível.

São considerados competitivos os nomes que lideram as pesquisas ou aparecem em empate técnico na dianteira.

Eis os locais em que as alianças estaduais aparecem competitivas:

  • Lula – Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe;
  • Flávio – Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo;
  • empate entre palanques – Pará e Rio Grande do Sul;
  • sem palanques competitivos – Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Tocantins.

O PT lançou candidatos próprios ao governo em 12 Estados e firmou alianças com outras siglas em 14. Já o senador conta com 16 palanques, dos quais 12 são encabeçados pelo PL.

jornal digital reuniu pesquisas eleitorais de 26 unidades da Federação. Foram consideradas as pesquisas mais recentes com íntegras disponíveis de cada Estado, registradas oficialmente na Justiça Eleitoral. Roraima não foi contabilizada no levantamento por não ter nenhum estudo recente. Leia aqui a íntegra (PDF – 95 kB) de todos os estudos usados.

O prazo para registro das candidaturas no TSE termina em 15 de agosto. Por isso, o infográfico inclui nomes que ainda podem confirmar ou desistir da disputa, conforme as definições partidárias até a data limite prevista na legislação.

As pesquisas eleitorais recentes mostram maior alcance dos partidos de direita entre o eleitorado brasileiro. Entre os 33 postulantes mais competitivos, 16 são filiados a legendas de direita, 12 ao centro e 5 a partidos de esquerda.

A cerca de 2 meses do 1º turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o partido de Gilberto Kassab, o PSD, é a legenda com mais candidatos competitivos na disputa pelos governos estaduais. A sigla tem 6 filiados em 1º lugar ou tecnicamente empatados nessa posição.

O PL aparece na sequência, com 5 nomes na mesma situação. O MDB, PP e Republicanos dividem a 3ª posição do ranking, com 4 postulantes competitivos cada. O União Brasil tem 3, enquanto o PSDB, o PDT e o PT –partido do atual presidente– têm 2.

O PSB e o Podemos registram 1 candidato tecnicamente empatado ou líder nas pesquisas.

METODOLOGIA

Para elencar as pesquisas eleitorais nos Estados, o Drive fez buscas no banco de dados do TSE, em jornais locais e na internet em geral. Foi considerado sempre o 1º cenário estimulado dos estudos mais recentes, com metodologias conhecidas e dos quais foi possível verificar a origem das informações. Em Minas Gerais, foi considerado o cenário sem o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que já anunciou desistência da disputa.

Todos os levantamentos foram registrados na Justiça Eleitoral. Quando muitas pesquisas foram realizadas em um período próximo de tempo, o Drive optou por considerar o estudo da empresa mais conhecida e com mais relevância no mercado.

Os dados sobre a quantidade de eleitores em cada Estado são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e estão atualizados até 7 de agosto de 2026.

O prazo para a confirmação de candidaturas no TSE vai até 15 de agosto; portanto, o infográfico inclui nomes que podem ou não oficializar sua candidatura, a depender das definições dos partidos até a data limite imposta pela legislação.

A soma dos percentuais do eleitorado em cada Estado no infográfico não totaliza 100% porque foram excluídas deste infográfico as parcelas referentes às zonas eleitorais localizadas no exterior.

A coluna da direita no infográfico só considera 2º lugar o 1º candidato numericamente nesta posição.

Poder360

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Geral

Cúpula do PL sustenta Gaspar na vice de Flávio e quer superar críticas

Foto: HUGO BARRETO / METRÓPOLES

A cúpula do PL não trabalha, ao menos neste momento, com a possibilidade de retirar Alfredo Gaspar (PL-AL) da chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado foi anunciado como candidato a vice-presidente na quarta-feira (5/8), mas a escolha provocou contrariedade entre aliados que esperavam uma mulher para ocupar a vaga.

A reação foi mais forte entre integrantes da ala feminina do partido. Durante a pré-campanha, o próprio Flávio havia sinalizado preferência por uma mulher. A ideia era que a escolha ajudasse a ampliar a candidatura e aproximasse o senador de eleitoras que ainda demonstram resistência ao bolsonarismo.

A definição de Gaspar também trouxe para o centro da campanha dois assuntos que envolvem o deputado: uma acusação de estupro de vulnerável, que ele nega, e questionamentos sobre uma emenda Pix de aproximadamente R$ 6,2 milhões destinada ao município de São José da Laje (AL).

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), têm descartado uma mudança na composição da chapa. Segundo um dirigente da legenda, ouvido sob reserva, uma substituição só ocorreria se o próprio Gaspar desistisse da candidatura.

A campanha agora tenta aparar as arestas que surgiram em torno do vice antes do início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. A preocupação é que os episódios sejam usados pelos adversários para atingir Flávio e acabem ocupando espaço maior do que a própria apresentação da chapa.

A acusação de estupro é a principal preocupação. O caso foi levado à Polícia Federal em março pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), durante a fase final da CPMI do INSS, que tinha Gaspar como relator.

Os dois parlamentares pediram que fosse investigada a suspeita de que o deputado tivesse mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos, que posteriormente teria engravidado. A PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir um inquérito.

O procedimento tramita sob sigilo e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Até agora, o Supremo não autorizou a abertura da investigação.

Gaspar contesta a acusação. Segundo ele, os fatos apresentados pelos parlamentares dizem respeito a seu primo, e não a ele. O deputado afirma que o parente, quando menor de idade, teve uma relação consensual com outra menor, que engravidou.

Na quinta-feira (6/8), Alfredo Gaspar recorreu ao STF para tentar acelerar a realização de um exame genético. A defesa pediu a coleta de material para um teste de DNA, com o objetivo de verificar se o deputado é o pai da criança citada na acusação. A equipe jurídica da campanha do PL, segundo interlocutores, também passou a monitorar o caso.

Emenda também gera questionamentos

A segunda questão envolve recursos públicos. O TCU analisou uma “emenda Pix” de cerca de R$ 6,2 milhões indicada por Gaspar para São José da Laje. Segundo a auditoria, houve problemas que dificultaram o acompanhamento da execução da verba.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. o vice de tariflávio é justamente o contrário disso tudo aí… tão inconfiável quanto o próprio flávio…

  2. O vice de Flavio é o tampa de crush, decente, honrado, passado ilibado. Um vice DECENTE para derrubarmos esses conluio de criminosos.

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Geral

Na mira da PF, irmão e suplente de Ciro declara quase R$ 20 milhões ao TSE

Arte: Lara Abre / Metrópoles

Estreante na política, o empresário Raimundo Nogueira, candidato a primeiro suplente na chapa do irmão Ciro Nogueira (PP-PI) ao Senado Federal, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral patrimônio de R$ 19.206.729,59.

Raimundo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.

Segundo investigadores, ele administra a CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que teria sido utilizada para receber suposta mesada do banqueiro Daniel Vorcaro.

A declaração de bens apresentada ao TSE inclui participações societárias, aplicações financeiras, imóveis rurais e urbanos, veículos, dinheiro em espécie e ações.

Entre os principais ativos informados estão ações avaliadas em R$ 5 milhões, uma participação societária de R$ 3,9 milhões, quotas empresariais que somam mais de R$ 3,3 milhões e aplicações de renda fixa superiores a R$ 3 milhões.

O patrimônio também reúne dezenas de terrenos, parte deles recebidos por herança , uma propriedade rural, dois veículos, valores em reais, dólares e euros, depósitos bancários, consórcio de automóvel e outros investimentos financeiros.

O que diz a PF

Segundo a PF, a CNLF adquiriu 30% de participação societária na Green Investimentos S.A., empresa que os investigadores apontam como controlada por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

Metrópoles

Opinião dos leitores

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Brasil

Lula critica “Aerolula”, mesmo sabendo que novo jato esbarra em custo bilionário e ano eleitoral

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o avião presidencial. As reclamações foram publicadas pelo jornal O Globo. Os comentários sobre a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) ocorreram em reunião com a cúpula militar na semana passada. Na ocasião, o petista citou três episódios de risco enfrentados no atual mandato.

O modelo atual é um Airbus ACJ-319, comprado em 2005 no primeiro mandato de Lula. A aquisição gerou polêmica na época. A oposição usou o apelido “Aerolula” de forma pejorativa.

A aeronave custou US$ 56,7 milhões na época. O valor correspondia a R$ 167 milhões no câmbio do período. O avião também transportou Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

A insatisfação de Lula e da primeira-dama do país, Janja da Silva, com o modelo é antiga. O presidente deseja um equipamento com maior autonomia para voos internacionais. Ele também quer mais espaço para reuniões, área VIP e um quarto maior.

Apesar da cobrança, o governo considera inviável a troca da aeronave no momento. A aquisição de um novo avião exigirá cerca de R$ 2 bilhões. Além disso, a compra geraria desgaste político em pleno ano eleitoral. O presidente já indicou em outras ocasiões que sua queixa não provocará mudanças imediatas.

Antes do Airbus, o transporte presidencial cabia ao Boeing 707, apelidado de “Sucatão”. O modelo foi adquirido em 1986 no governo José Sarney. Ele acabou aposentado pelo alto custo de manutenção e consumo elevado.

Com informações da Revista Oeste

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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