O governo deve anunciar na próxima segunda (16) uma série de medidas emergenciais para socorrer as empresas aéreas em meio à redução de demanda por voos domésticos e internacionais causada pela crise do coronavírus.
Entre as ações previstas para blindar o setor estão o adiamento do pagamento de tributos e um prazo maior para reembolsar o consumidor por cancelamento de voos. O governo estuda ainda criar uma linha de crédito emergencial de capital de giro para fortalecer o caixa dessas companhias.
A decisão foi tomada depois que o governo identificou uma queda de 30% na demanda em voos domésticos e de 50% nos internacionais.
Segundo técnicos, o temor é que o impacto financeiro no caixa das companhias possa levá-las à beira da falência, principalmente porque elas já estão pressionadas pela forte valorização do dólar, que afeta seus custos.
Até sexta (13), o plano previa a adoção dessas medidas. O martelo deve ser batido neste final de semana, após negociação de técnicos dos ministérios da Infraestrutura e da Economia.
Na sexta, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) já informou que abonará o cancelamento de slots (horário de chegada e partida de voos) nos aeroportos.
A medida, que vale para voos domésticos e internacionais, vai vigorar inicialmente até o final de outubro e segue decisão já adotada por outros organismos internacionais, segundo a Anac.
As iniciativas buscam ajudar as empresas a lidarem com a onda de cancelamentos em série causada por passageiros preocupados com o alastramento da nova doença.
Para as aéreas, manter voos com baixa ocupação é sinônimo de prejuízo e compromete a já grave situação financeira dessas companhias. Isso porque cada voo tem um custo, e quanto menos passageiros uma aeronave leva, menor a receita obtida pela empresa.
A recente disparada do dólar, que chegou a superar R$ 5 nesta semana, só piora essa equação. Mais da metade dos custos do setor são na moeda americana.
Outra preocupação é manter voos em áreas pouco atendidas, como em cidades da região Norte do país. O temor do governo é que, com a piora da situação financeira, as empresas resolvam cancelar voos para essas localidades, prejudicando os consumidores. Isso poderia afetar também conexões.
FOLHAPRESS

DINHEIRO PÚBLICO PRA INICIATIVA PRIVADA?
COMO ASSIM?
E NÓS NÃO ERAMOS CONTRA A INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA?