O governo de Luiz Inácio Lula da Silva aumentou a previsão de inflação para 2026, passando de 3,7% para 4,5%, exatamente o teto da meta definida para o ano.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica.
Apesar da revisão na inflação, o Ministério da Fazenda manteve a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% para 2026.
Segundo o governo, a piora na projeção da inflação foi causada principalmente pelos efeitos da guerra no Irã, que elevaram o preço do petróleo e aumentaram a pressão sobre combustíveis e outros produtos.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os combustíveis acumulam alta média de 6,8% no Brasil neste ano.
A equipe econômica também citou outros fatores que influenciaram a revisão:
- aumento do preço do petróleo;
- expectativa de juros mais altos;
- resultados recentes do IPCA acima do esperado;
- variações no câmbio.
Mesmo com a revisão, o governo afirma que a inflação ainda deve permanecer dentro da meta. O centro da meta para 2026 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, permitindo um limite máximo de 4,5%.
A secretária de Política Econômica, Débora Freire, afirmou que o cenário ainda depende da evolução do conflito no Oriente Médio.
O IPCA de abril subiu 0,67%. Em 12 meses, a inflação passou de 4,14% em março para 4,39%.
Para 2027, a previsão de inflação também aumentou, saindo de 3% para 3,5%.
Já a projeção de crescimento da economia em 2027 foi mantida em 2,7%, com expectativa de melhora impulsionada pela redução gradual da taxa Selic.
No fim de abril, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic de 14,75% para 14,5% ao ano, mas alertou para os riscos inflacionários ligados ao cenário internacional.

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