Economia

Governo quer formalizar jornada diária de até 12 horas de trabalho

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou ontem que a reforma trabalhista formalizará acordos coletivos com jornadas diárias de até 12 horas. Dessa forma, o governo pretende aumentar a segurança jurídica de contratos que não seguem o padrão firmado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e evitar que eles sejam anulados por juízes. Um exemplo são os profissionais da saúde e vigilantes, que atuam por 12 horas seguidas para 36 horas de folga. Esses contratos são muitas vezes questionados pela Justiça, que não reconhece jornada superior a oito horas diárias.

 A ideia é manter na proposta que o governo quer enviar para o Congresso a jornada semanal de 48 horas (44 horas com 4 extras) e permitir a cada categoria estabelecer, via convenção coletiva, a melhor forma de distribuir esse tempo. O teto para o trabalho diário, no entanto, será fixado em 12 horas diárias.

— A jornada semanal é de 44 horas. Tem setores que preferem trabalhar cinco dias na semana e folgar no sábado. Se a convenção política estabelecer essa cláusula acordada, não poderá depois ser tornada nula por uma decisão de um juiz.

Ele explicou que, ao defender que o negociado se sobreponha ao legislado — o ponto chave da reforma —, o governo não pretende permitir aumentos ou diminuições da jornada semanal. Ele lembrou que qualquer adaptação na jornada não poderá ser tomada individualmente por um funcionário em acordo com o patrão.

O ministro afirmou que o governo pretende incluir, no projeto de reforma trabalhista, três tipos de contrato. Conforme adiantou o GLOBO, além do modelo com a tradicional jornada de 44 horas semanais, ele afirmou que pretende incluir um contrato por horas trabalhadas, para permitir que empregadores possam contratar com jornada inferior à estipulada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pagar direitos proporcionais a esse valor. Além disso, um outro modelo permitirá ao funcionário ganhar por produtividade, ou seja, por produto entregue.

— Precisamos oferecer às pessoas condições de serem formalizadas para exercer uma atividade que lhes dê garantia de ocupação com renda e que eles sejam felizes — disse.

Nogueira explicou os detalhes da reforma trabalhista à Executiva Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) em um seminário em Brasília. Em relação ao contrato firmado por horas trabalhadas, o ministro disse que ele vai permitir ao trabalhador ter vínculo com vários empregadores e receber FGTS, férias e 13º salário proporcionais. Ele ponderou, no entanto, que mesmo nesses casos, o teto de 48 horas diárias (44 horas + 4 horas extras) não poderá ser desrespeitado, para que não haja “uma carga exaustiva e para que o tomador de serviços não contrate o mesmo CPF na mesma planta”.

Ele afirmou que o modelo de todos os contratos será fornecido pelo Ministério do Trabalho, que terá um número de homologação, sujeito à fiscalização.

— Vamos tirar o intermediário da relação do contrato de trabalho, vamos estabelecer o modelo de contrato de trabalho que traga segurança jurídica para o tomador direto com o cidadão. Essa é a questão.

Além disso, Nogueira afirmou que o governo pretende anexar à CLT todas as leis complementares, súmulas, normais e portarias. Segundo ele, são mais de 1.700 atualmente. O ministro lembrou que o governo não pretende mexer em direitos já adquiridos:

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— Não há nenhuma hipótese de mexer no FGTS, no 13º salário, de fatiar as férias. O que trata de jornada semanal, nós não vamos mexer nisso aí. Vamos consolidar direitos.

Ele explicou que um dos grandes motes da reforma trabalhista é dar força aos sindicatos e à negociação feita pelas categorias diretamente com os empregadores. Mesmo assim, a intenção do governo é deixar claro os pisos e tetos para as flexibilizações:

— A convenção coletiva vai ter força de lei para tratar sobre jornada, sobre o salário da categoria e sobre intervalo. Vamos ter flexibilização, uma janela flexível, com freio para o mínimo e para o máximo.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Com isso vai dar condições as pessoas de terem dois vínculos empregatícios? é uma pergunta que milhares de servidores querem saber!!!

  2. Isso é bem feito pra todos que apoiaram esse golpe!
    Agora vão sentir na pele o próprio chicote!!!!
    Agora eu quero ver panelaços, passeatas, caras pintadas, apitos, quebra-quebra, tudo o que fizeram pra tirar quem ainda dava alguma oportunidade aos menos favorecidos.
    Agora eu quero ver o Chorôro!!!!
    Leiam "Triste fim de policarpo Quaresma!

  3. É TUDO QUE OS EMPRESÁRIOS QUEREM, PRINCIPALMENTE ATRAVÉS DE ACORDOS COLETIVOS.
    A MAIORIA DOS SINDICATOS DO SETOR PRIVADO SÃO CORRUPTOS E LIGADOS AOS EMPRESÁRIOS.

  4. Até que enfim, uma medida correta, trabalhadores no Brasil, quase todos não trabalham o que deveria. Bota pra lascar TEMER! Fora PT ladrão!

    1. Não trabalham o que deveria? Como assim? Você deve estar em outro mundo então, ou conhece algum trabalhador que faz corpo mole, mas não generalize, porque essa situação é individual. Lembre-se: toda generalização é burra.

  5. Parabéns idiotas coxinhas trouxinhas.
    Se for pobre e trabalhador de chão de fábrica pior ainda.
    Isso nada mais é q a FIESP/Empresários/ banqueiros cobrando a fatura pelo apoio ao golpe. Quem vai pagar o pato é tu otário q foi pra rua apoiar Flavio Rocha, Setúbal e os políticos do PSDB/DEM/PMDB q representam essa turma.

  6. Peraí, a constituição federal fixa ( artigo 7º) como um direito do trabalhador a jornada normal de trabalho de oito horas diárias. Quer dizer que vão fazer uma emenda para alterar isso? Estão querendo tumultuar e causar indevida indignação. Trata-se de mais uma ação terrorista da corja petista.

  7. Cambada de bandidos. Pq eles não colocam a jornada de trabalho deles de segunda a sabado, no mínimo 8 horas diárias? Pq só a classe trabalhadora que têm que pagar o pato. Cadê o exemplo seus bandidos de terno?

  8. Garanto a todos que se os senhores feudais trabalhassem no mesmo rojão dos seus escravos, eles não alteraria as leis para pior.

  9. Mais uma patifaria com trabalhador. Culpa de quem? Dos petistas. Foram eles que chocaram o ovo da serpente.

    1. Foi pra rua gritar fora Dilma inflamado pela FIESP/GLOBO/Banqueiros e agora q os políticos q apoiam esse grupo entraram e estão fazendo o q sempre fizeram, mas a culpa é do PT?
      Sério mesmo?

  10. Quatro horinhas a mais por dia é galho fraco. Vamos ajudar Flavinho Rocha a ficar cada dia mais milionário. kkkkkkkkkkk

    1. procure ler e entender…é por acordo coletivo, a categoria que tem que aprovar, segurança jurídica é o objetivo…..respeito, pois interpretar não é para todos…abraço

    2. Categoria?! Todo mundo sabe que as lideranças dos sindicatos aprovam o que querem! Muitos se vendem aos interesses do empresariado escravagista. O pior ainda está por vir, que é a reforma previdenciária! Já é difícil se manter empregado e trabalhando até a atual idade de se aposentar, imagine aumentando a idade mínima! Ninguém mais vai conseguir se aposentar, porque neste país ninguém gosta de empregar pessoas com mais de 50 anos! Essa reforma vai criar uma grande leva de idosos desempregados e sem direito a aposentadoria por não ter tempo de contribuição suficiente!

  11. Parabéns! Temos que mudar a CLT, que tem mais de 70 anos, e nesse tempo todo o mundo deu muitas voltas. Vamos dialogar!

    1. kkkkkkkkkkkkk
      É muita cara de pau.

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[VÍDEO] “Acordei morgado”: Homem finge roubo, é desmascarado por câmeras e vai parar na delegacia


Freepik

Um trabalhador de 32 anos foi conduzido à delegacia na última segunda-feira (17) em Anápolis, Goiás, após inventar que havia sido vítima de um assalto apenas para justificar uma falta no emprego. A farsa foi desmantelada por equipes de segurança após análise de imagens de câmeras de monitoramento.

Para sustentar a história perante o empregador e as autoridades, o homem acionou a Polícia Militar de Goiás (PMGO). Ele relatou ter sido abordado por dois criminosos em uma motocicleta, que teriam roubado seu celular e sua carteira. Além disso, alegou ter sido agredido e ter tido a blusa rasgada antes de conseguir fugir a pé para casa.

No entanto, durante as diligências para tentar localizar os supostos suspeitos, os policiais checaram câmeras de segurança da região. Os registros demonstraram que o homem caminhava sozinho pela via no horário informado, sem qualquer indício da abordagem criminosa.

Questionado novamente pelas autoridades em sua residência, ele confessou que a história era mentira e justificou que havia “acordado morgado”, decidindo inventar o crime por falta de vontade de ir trabalhar. O homem foi encaminhado à Central de Flagrantes de Anápolis, onde a autoridade policial lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de comunicação falsa de delito.

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Campanha de Flávio avalia como positiva entrada de Marçal na disputa presidencial


Foto: Divulgação

Membros da articulação política do senador Flávio Bolsonaro (PL) avaliam positivamente uma eventual movimentação do ex-coach Pablo Marçal (PRTB) rumo ao pleito presidencial. De acordo com fontes internas, existem convergências capazes de impulsionar o debate das propostas do parlamentar.

No entanto, o cenário esbarra em barreiras jurídicas relevantes. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou a inelegibilidade de Marçal por oito anos, abrangendo o período até 2032, devido a condenações por abuso de poder econômico, uso irregular de meios de comunicação e captação ilícita de recursos durante o pleito municipal de 2024.

As sanções incluem penalidades pecuniárias e restrições fundamentadas na difusão sistemática de conteúdos nas redes sociais. Embora a defesa ainda possa submeter novos recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a avaliação no entorno de Flávio Bolsonaro é de que eventuais pretensões eleitorais do empresário tenderão a enfrentar forte resistência judicial, servindo primariamente para catalisar discussões temáticas na base conservadora.

Com informações do Metrópoles 

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[VÍDEO] Jornalista Daniel Rittner comenta avanço de Flávio em pesquisas internas e destaca vulnerabilidades da campanha de Lula


Durante uma edição recente do programa de análise política da CNN Brasil, o comentarista Daniel Rittner comentou o cenário atual das eleições e as movimentações recentes nos bastidores dos principais partidos. Um dos pontos centrais da apreciação foi a divulgação de dados internos de pesquisas de intenção de voto.

Segundo a análise apresentada na emissora, o tracking (pesquisa de monitoramento diário) realizado pelo Partido Liberal (PL) registrou, pela primeira vez em semanas, o nome de Flávio Bolsonaro à frente em um dos cenários avaliados. Embora especialistas ressaltem que esse tipo de levantamento interno não possua o mesmo rigor metodológico ou a mesma confiabilidade de institutos tradicionais de pesquisa de opinião pública, o resultado é interpretado como um termômetro de que o momento político recente tem favorecido a oposição.

Os desafios da campanha governista

Em discussão no programa, o jornalista Daniel Rittnerd também abordou os principais pontos de desgaste enfrentados pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a avaliação, a própria coordenação estratégica do Partido dos Trabalhadores (PT) reconhece que o principal “calcanhar de Aquiles” no atual momento envolve questionamentos e investigações ligadas a figuras e episódios do entorno político e familiar do governo.

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De pai para filho: as denúncias de exploração sexual que assombram o império das Casas Bahia


Divulgação

Antes de enfrentar o colapso financeiro que culminou em um pedido de recuperação judicial, o Grupo Casas Bahia esteve no centro de graves acusações de violação de direitos humanos. Denúncias apresentadas por vítimas e órgãos oficiais apontam que a estrutura da varejista serviu de abrigo, ao longo de 30 anos, para um esquema de exploração sexual de jovens e adolescentes.

Os registros contra o fundador da companhia, Samuel Klein, tiveram início na década de 1990. Segundo os relatos, o empresário atraía adolescentes em situação de vulnerabilidade social de diversas regiões do país. Funcionários da própria varejista eram encarregados de intermediar o esquema, providenciando imóveis, dinheiro e presentes para a manutenção das vítimas. Samuel Klein faleceu em 2014, aos 91 anos, sem nenhuma condenação judicial. Anos depois, em 2021, reportagem da Agência Pública reuniu depoimentos de vítimas e ex-funcionários, revelando que muitas das ações movidas haviam sido extintas devido à prescrição dos crimes.

O caso motivou a criação do “PL Caso Klein”, Projeto de Lei que visa alterar o Código Civil brasileiro para ampliar de 3 para 20 anos o prazo de prescrição de ações de reparação civil por crimes sexuais contra vulneráveis. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 2023 e aguarda apreciação no Senado Federal.

Condenação e desdobramentos na segunda geração

O filho do fundador, Saul Klein, seguiu caminho semelhante e tornou-se alvo da Justiça. Em 2023, após denúncia do Ministério Público do Trabalho (MPT), ele foi condenado pela Justiça do Trabalho ao pagamento de R$ 30 milhões por tráfico de pessoas e submissão de jovens a condições análogas à de escravidão para fins de exploração sexual.

As investigações do MPT demonstraram que Saul aliciava mulheres e adolescentes entre 16 e 21 anos sob a falsa promessa de carreiras como modelos. As vítimas eram levadas ao sítio do empresário, onde eram submetidas a confinamento, violência psicológica, controle por vigilância armada e relações sexuais forçadas durante dias consecutivos. Laudos médicos anexados ao processo confirmaram que diversas jovens contraíram infecções sexualmente transmissíveis no local.

Na esfera criminal, a 2ª Vara Criminal de Barueri aceitou parcialmente denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), tornando Saul réu por exploração sexual e organização criminosa. A decisão judicial destacou a existência de uma estrutura padronizada de recrutamento e submissão psicológica em ambiente controlado. O processo corre em segredo de Justiça.

Com informações do Metrópoles

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Babá Pereira prevê vitória de Flávio e destaca peso de Rogério Marinho para o RN


Foto: Reprodução

O candidato a vice-governador Babá Pereira (PL), integrante da chapa encabeçada por Álvaro Dias (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (18) que a população brasileira está “cansada” da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e declarou confiança na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. As declarações foram concedidas em entrevista ao programa Jornal da Cidade, da rádio 94 FM.

Questionado sobre a condução de um eventual governo de Álvaro Dias caso Lula seja reeleito, Babá descartou o cenário. “Primeiro, eu acho difícil o Flávio Bolsonaro perder essa campanha, pelos números que estão mostrando aí e até porque o povo está cansado também de Lula há muito tempo”, declarou, associando a rejeição ao governo federal a pautas como segurança pública e integridade administrativa.

Estratégia do “voto casado” e força regional

O núcleo da argumentação de Babá Pereira baseia-se na defesa do voto alinhado — Flávio Bolsonaro para a Presidência e Álvaro Dias para o governo do Estado. Segundo o candidato, essa parceria traria investimentos diretos ao Rio Grande do Norte devido ao papel de destaque do senador potiguar Rogério Marinho na articulação nacional.

“É importante a eleição de Flávio Bolsonaro para que possa nos ajudar, porque ao seu lado nós temos o coordenador-geral da sua campanha, que é o senador Rogério Marinho, que vai ter muita força no novo governo”, defendeu Babá, destacando que a presença de Marinho no núcleo da campanha federal pode se converter em apoio ao estado.

Diálogo institucional e disputa pelo eleitorado conservador

Apesar das críticas severas à atual administração federal, Babá assegurou que, em caso de reeleição de Lula, a relação com o Planalto manteria o respeito institucional. “Claro, institucionalmente a gente tem que tratar com respeito. Tem que buscar, se for o caso, conversar, dialogar para poder ajudar o nosso Estado”, afirmou.

A fala reforça a estratégia do candidato em marcar posição no campo conservador. Recentemente, Babá chegou a declarar que a maioria do eleitorado do prefeito Allyson Bezerra seria de esquerda, buscando monopolizar a preferência dos eleitores de direita no estado.

A mobilização da chapa no Rio Grande do Norte começou com atos e adesivaços em Natal e Parnamirim, contando com o apoio de lideranças como o prefeito Paulinho Freire, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, e o senador Styvenson Valentim.

Para acompanhar as informações oficiais sobre o pleito, calendários de votação e regras eleitorais atualizadas, acesse o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).

Com informações do Agora RN

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PF suspeita que Roberta Luchsinger tinha autorização para agir em nome de Lulinha


Arte/Metrópoles sobre fotos de reprodução/Instagram

A Polícia Federal (PF) concluiu em relatório de novo inquérito que a lobista Roberta Luchsinger aparentava ter autorização para atuar em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em negociações com a administração pública.

A avaliação da corporação baseia-se em mensagens interceptadas, nas quais a empresária declara a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha: “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”. Diante do teor dos diálogos, a PF abriu três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo a dupla em articulações junto ao Ministério da Saúde, à Dataprev e a outros setores do governo federal.

As investigações são desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes e retenções indevidas em aposentadorias do INSS. A PF suspeita que Gaspar tenha se aliado ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, para prospectar contratos públicos em parceria com a lobista. Procurada para comentar o teor do relatório e a abertura das investigações, a defesa de Lulinha não enviou resposta até a publicação desta reportagem.

Com informações do Metrópoles 

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[VÍDEO] Vice de Flávio Bolsonaro diz que Marcola acabará preso

Em declaração sobre as recentes apurações da Polícia Federal (PF), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou acreditar que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acabará preso.

Gaspar, que atuou como relator da CPMI do INSS, comentou as revelações sobre a relação de Marcola com a lobista Roberta Luchsinger — que inclui a troca de mensagens sobre a compra de joias e diamantes. Para o parlamentar, as apurações atingem o núcleo do governo.

Segundo o deputado, o grupo formado por Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), Marcola e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa, deverá ser denunciado e preso ao fim das investigações por suspeita de integrar um esquema de corrupção. Gaspar declarou ainda que o gabinete presidencial está comprometido pelas denúncias e que o presidente Lula não pode alegar desconhecimento sobre o caso.

As declarações ocorrem no contexto de inquéritos da Polícia Federal que apuram a atuação de Luchsinger como suposta intermediária entre empresários — como Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” — e integrantes do governo federal no escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias do INSS.

Atualmente, Lulinha é alvo de inquéritos da PF por sua relação com a lobista. Já Marcola, embora citado nas trocas de mensagens obtidas na quebra de sigilo de Luchsinger, não é formalmente investigado por essa relação até o momento.

Com informações do Metrópoles

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ESCÂNDALO: Contrato da Arena Nogueirão, assinado na gestão de Allyson Bezerra, pode deixar rombo de R$ 143 milhões para Mossoró, aponta TCE


Reprodução / G1 RN

Um contrato firmado na gestão do ex-prefeito e candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil) pode causar um prejuízo de aproximadamente R$ 143,7 milhões à Prefeitura de Mossoró, segundo um novo parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) sobre o projeto da nova Arena Nogueirão.

O documento foi elaborado após o município apresentar esclarecimentos aos questionamentos feitos anteriormente pelo TCE sobre a Concorrência Eletrônica nº 01/2026, publicada pela Secretaria Municipal de Administração de Mossoró (Semad), vencida pela empresa Nacional Incorporadora e Construtora LTDA. O contrato foi assinado em 23 de março de 2026.

O parecer, assinado pelo auditor Vladimir Sérgio de Aquino, mantem a recomendação de suspensão do contrato assinado pelo então prefeito Allyson Bezerra. Para o TCE, não ficou demonstrada a viabilidade econômica do negócio.

O auditor alerta que o negócio não seria rentável para a empresa nas condições apresentadas no projeto. Diante do risco da incorporadora não recuperar o investimento e rescindir o contrato, Mossoró poderá ter que arcar futuramente com uma indenização estimada em aproximadamente R$ 143,7 milhões, segundo estimativa do TCE.

O parecer representa mais uma notícia negativa para Allyson Bezerra, que vem sendo responsabilizado pelo descaso com o futebol de Mossoró e pelo estado de destruição do antigo Estádio Nogueirão, que foi demolido pela Prefeitura.

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PF intercepta mensagens de Lulinha com lobista e mapeia 18 idas do empresário ao Planalto


Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles

Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) revelam que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, visitou o Palácio do Planalto pelo menos 18 vezes entre junho de 2023 e janeiro de 2025. As entradas, distribuídas em 15 dias, somam mais de 23 horas de permanência no local. Os registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ganharam peso após a Polícia Federal (PF) abrir inquéritos para apurar possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mensagens interceptadas pela PF indicam que Lulinha mantinha encontros com integrantes do alto escalão do governo e orientava os negócios da lobista Roberta Luchsinger. Segundo os investigadores, empresários contratavam Roberta para comprar a influência dela e do filho do presidente na obtenção de contratos públicos.

Em diálogos de março de 2024, Roberta afirma a Lulinha que ambos atuavam em um “nível diferenciado” e que o futuro da dupla seria na Suíça. Na mesma conversa, Lulinha menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro (o Marcola), então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa (o Berger), ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde. Berger é apontado como o responsável por abrir as portas da pasta para o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, que tentava fechar um contrato milionário de cannabis medicinal para o SUS.

A PF apurou que Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Antunes. Em uma das transferências, o empresário alegou a um interlocutor que o repasse era destinado ao “filho do rapaz”, referência que os investigadores atribuem a Lulinha. As mensagens mostram ainda a lobista pagando contas e negociando a compra de joias de diamantes para Marcola. A defesa do ex-assessor nega irregularidades e afirma que os R$ 9,2 mil em joias integravam um empréstimo de R$ 249 mil concedido por Roberta e já quitado com juros.

O relatório da PF destaca também orientações de Lulinha para que Roberta emitisse notas fiscais a empresários com contratos milionários na gestão federal, como Cleber Ribas, dono da 3Structure It Ltda — empresa com mais de R$ 80 milhões em contratos públicos. Em julho de 2023, o filho do presidente instruiu a emissão da nota e comemorou a confirmação da amiga.

Outro lado

Em nota, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência declarou que as agendas de Lulinha no Planalto tiveram “caráter estritamente privado”, sem relação com a administração pública ou desdobramentos administrativos.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Lulinha, afirmou que as idas ao local serviram apenas para visitar o pai e amigos, como o próprio Marcola. Segundo a defesa, o empresário jamais tratou de assuntos governamentais durante as visitas.

Com informações do Metrópoles

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Eleições 2026

Onda 22 toma as ruas de Natal e inicia caminhada de Álvaro Dias pelo Passo da Pátria

Foto: Divulgação

A Onda 22 iniciou, nesta terça-feira, sua caminhada pelas ruas de Natal com a presença do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias. O pontapé inicial aconteceu na comunidade do Passo da Pátria, na Zona Leste da capital, onde Álvaro foi recebido por apoiadores, eleitores, amigos e lideranças locais.

A mobilização percorreu as principais ruas da comunidade e foi marcada pelo contato direto de Álvaro com os moradores. Ex-prefeito de Natal, o candidato foi recebido com manifestações de carinho pela população, em uma demonstração de proximidade construída ao longo de sua trajetória política à frente da Prefeitura.

Participaram da caminhada o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a vice-prefeita, Joana Guerra; o deputado estadual Luiz Eduardo; o vereador licenciado Felipe Alves; os vereadores Irapuã Nóbrega e Preto Aquino; além de Herberth Sena, Daniel Santiago e Kleber Fernandes. Também estiveram presentes o ex-vereador Klaus Araújo, o ex-vereador Luciano Nascimento e lideranças comunitárias como Deca, Pirata e Joãozinho.

Durante a caminhada, Álvaro Dias agradeceu a recepção dos moradores e destacou que a mobilização representa o início de uma agenda de proximidade com a população de Natal. “Meus amigos, lideranças do Passo da Pátria, um grande abraço a todos vocês pelo carinho e pelos sorrisos. Obrigado por abrirem suas casas. Estamos aqui começando uma caminhada nas ruas de Natal, casa a casa, uma caminhada que só vai parar com a vitória, que será construída com todos vocês”, finalizou.

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