Economia

Governo quer mudar regra para facilitar corte de jornada e de salário de servidor

O governo e o Congresso Nacional articulam uma mudança nas regras fiscais do País para acionar mais facilmente “gatilhos” de ajuste nas contas públicas, como a proibição a aumentos salariais e a redução de jornada e remuneração de servidores. A alteração evitaria a situação atual de paralisação da máquina pública, pois o governo poderia redirecionar gastos e diminuir o bloqueio de verbas para os ministérios. Para isso, optaria por descumprir a meta fiscal, mas adotaria medidas de ajustes.

A estratégia também planeja descriminalizar um eventual estouro da meta fiscal – valor estabelecido todo o ano pelo governo com o compromisso de manter a dívida pública sob controle.

Hoje, o governo não tem espaço para manobras. Neste ano, a máquina pública corre risco de sofrer um apagão porque a equipe econômica precisou cortar despesas para garantir o cumprimento da meta (que permite rombo de até R$ 139 bilhões), embora haja espaço de sobra para gastos segundo outra regra, a do teto, que limita o avanço das despesas à inflação. O descumprimento da meta é crime, e o presidente da República pode ser responsabilizado.

O conflito entre as diversas regras fiscais tem sido tema recorrente nos debates da equipe econômica. O governo precisa respeitar, ao mesmo tempo, três regras principais: o teto de gastos, a meta de resultado primário (diferença entre o que é gasto e o que é arrecadado) e a regra de ouro do Orçamento – que também criminaliza o gestor e o presidente se houver uso de dinheiro obtido com empréstimos para pagar despesas correntes, como salários e benefícios previdenciários.

O teto de gastos é a única norma que prevê gatilhos automáticos de ajuste em caso de descumprimento. Na situação atual de frustração de receitas, porém, o governo precisou apertar o Orçamento ao máximo para assegurar a meta fiscal. Dessa forma, não há perspectiva de descumprimento do teto. Isso impede que os gatilhos automáticos sejam acionados.

PEC

Para desatar o nó fiscal, um grupo técnico com integrantes de dentro e de fora do governo se debruçou sobre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada em 2018 pelo deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), que muda a regra de ouro. O texto, que começará a dar os primeiros passos nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deve ganhar uma roupagem mais ampla para servir ao redesenho das regras fiscais pretendido pelo governo.

O presidente da CCJ da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), designou como relator da proposta o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). A votação deve ocorrer em breve, pois o tema é considerado prioridade pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em seguida, o texto vai à Comissão Especial, que discutirá as mudanças. O relator será o deputado Felipe Rigoni (PSB-ES).

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Rigoni conta que a estratégia do grupo de trabalho se divide em duas frentes. A primeira delas é alterar as regras para antecipar o acionamento dos gatilhos do teto de gastos, em acordo com o que já está na PEC de Pedro Paulo. Ainda não está definido qual será a referência para o disparo das medidas de ajuste, se continuará sendo a regra de ouro (como na proposta original) ou se mudará para outro indicador, como despesas obrigatórias.

O contínuo avanço das despesas obrigatórias, que o governo não pode deixar de executar (como salários e benefícios previdenciários), é hoje o principal fator de pressão sobre o Orçamento enfrentado pelo governo.

“Para ser o mais rápido e o mais eficaz, a gente não sabe se o indicador central precisa ser regra de ouro ou se pode ser outras coisas, como despesa obrigatória, resultado primário”, afirma Rigoni.

Ao mesmo tempo, a proposta passa pela descriminalização da violação das regras. Nos últimos 19 anos, a meta precisou ser mudada em 11 deles para evitar que o presidente da República fosse punido por seu descumprimento.

Alguns dos gatilhos mais “poderosos”, segundo Rigoni, são a redução de jornada e salários de servidores e a desvinculação de recursos que sobram a cada ano em diversos fundos do governo federal. “São 260 fundos que estão com dinheiro parado, R$ 350 bilhões”, diz.

A área econômica avalia que a liberação mais rápida dos gatilhos tornará a gestão do Orçamento mais eficiente. Os contingenciamentos penalizam sobretudo os investimentos, um tipo de gasto que tem mais poder para alavancar a atividade econômica. Economistas de diferentes correntes ideológicas têm defendido a necessidade de um “impulso fiscal” por meio de investimentos num momento em que a retomada do crescimento ainda patina.

Segunda fase

Em outra frente, o grupo técnico já discute um novo conjunto de regras para vigorar a partir de 2026, quando a própria emenda do teto de gastos permite que ele seja revisado. “O teto que temos é muito rígido, e precisava ser para a gente conseguir alguma estabilidade fiscal. Agora, para médio e longo prazo, a gente que acha que pode ter um quadro de despesas relacionado a um indicador supersimples. Por exemplo, despesa obrigatória, ou resultado primário”, explica Rigoni.

Segundo o deputado, a intenção é que o Brasil passe a trabalhar com uma espécie de quadro plurianual de despesas, como na Suécia e outros países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nesse modelo, o governo discutiria hoje o teto para as despesas a serem desembolsadas daqui dois anos. O limite poderia ser revisto, com a definição de subtetos, um ano antes da execução orçamentária.

“Você impõe ao Congresso uma discussão de prioridades e consegue antecipar problemas. Se eu fizer concurso para selecionar 10 mil agentes da Polícia Federal, saberia que dali três anos vai estourar o teto”, exemplifica.

O quadro de despesas estaria associado a uma âncora de dívida, que não seria uma meta ou um limite de endividamento (como existe nos Estados Unidos), mas sim um valor de referência para guiar a condução da política fiscal do País.

“Para médio e longo prazo, depois dessa transição inicial que vai ser alinhada ao teto de gastos, precisamos de uma regra operacional facílima e simples de ser calculada, com gatilhos claros para que, se for estourada, o governo tenha consequências, e não o governante como é hoje”, afirma Rigoni. “Temos que dar capacidade ao governo de reduzir suas despesas obrigatórias sem paralisar a máquina”, diz.

Gatilhos mais rápidos

O que os gatilhos do teto proíbem? 

  1. Concessão de qualquer vantagem, aumento ou reajuste salarial para servidores.
  2.  Adoção de medida que implique reajuste de despesa obrigatória acima da variação da inflação (por exemplo, a concessão de um aumento real no mínimo).
  3.  Criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa.
  4.  Alteração de estrutura de carreira que aumente gastos.
  5. Admissão ou contratação de pessoal, à exceção das reposições de cargos de chefia e direção (sem elevar despesa) ou das reposições de cargos efetivos que vierem a ficar vagos.
  6. Realização de concursos públicos, exceto para reposições de cargos efetivos vagos.
  7. Criação ou majoração de auxílios, vantagens, bônus, abonos, verbas de representação e outros benefícios.
  8. Criação de nova despesa obrigatória.
  9. Criação ou expansão de programas e linhas de financiamento, bem como perdão, renegociação ou refinanciamento de dívidas que levem a alta nos subsídios.
  10. Concessão qualquer novo benefício tributário, ou mesmo ampliação.

Que outros gatilhos a nova PEC pode criar?

  1. Suspensão temporária de repasses do FAT para o BNDES.
  2. Aval à redução temporária de jornada e salário de servidor
  3. Corte de ao menos 20% nas despesas com cargos em comissão e de confiança.
  4. Exoneração de servidores não estáveis.
  5. Redução de despesa com publicidade e propaganda em pelo menos 20%.
  6. Corte de benefícios tributários.
  7. Desvinculação de recursos parados em fundos do governo para abater dívida pública

Principais regras fiscais que o governo precisa cumprir

Meta fiscal

O resultado primário é calculado pela diferença entre as despesas do governo (com pagamento de pessoal, Previdência, custeio e investimentos) e as receitas com os tributos. Para este ano, o governo vai gastar mais que arrecadar – portanto, a meta permite um resultado negativo em até R$ 139 bilhões.

Teto de gastos

Criado no governo do ex-presidente Michel Temer, limita o avanço das despesas à variação da inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior. De junho de 2018 a julho de 2019, esse índice ficou em 3,37%, porcentual que corrigirá o teto em 2020.

Regra de ouro

Impede o governo federal de se endividar para pagar despesas correntes, como salários, Previdência Social e benefícios assistenciais. A exceção é se o Congresso conceder uma autorização especial para emitir dívida e usar esse dinheiro para pagar aposentadorias, salários e Bolsa Família. Para o ano que vem, o governo vai precisar de um crédito extra de R$ 367 bilhões.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Os políticos estão querendo aumentar o fundo eleitoral para 3,7 bilhões de reais. Deveriam cortar desse montante, além dos altos benefícios que políticos e o judiciário possuem, como altos salários, gratificações, verbas de gabinetes, um monte de auxílios, etc. Este gastos desnecessários é que quebram o país.

  2. Grande notícia: 50% do funcionalismo público se aposenta nos próximos cinco anos. A primeira coisa defendida pela sindicalha: concursos públicos. "Trava esse negócio aí. Quero saber por que precisa, tem que ver os atributos", reagiu Paulo Guedes.
    Despesa do governo com pessoal passou de R$ 137,4 bilhões em 2008 para R$ 304,6 bilhões em 2018.
    Urubu tá com raiva do boi?! E eu já sei que ele tem razão: é que urubu tá querendo comer, mas o boi não quer morrer, não tem alimentação…

    1. E aquela turma que corta grama e pinta muros dentro dos quarteis? Que ficou de fora da Reforma Previdenciária? Que vai ter aumento?
      Imagina quem é o dirigente desse Sindicato…

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Política

Rogério Marinho acusa Lula de beneficiar bancos e penalizar o povo: ‘Robin Hood às avessas’

Foto: Diário do Poder/Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o governo Lula (PT), afirmando que a política econômica adotada pela gestão petista beneficia o sistema financeiro enquanto amplia a carga sobre a população e o setor produtivo.

Em publicação nas redes sociais, Marinho afirmou que “nunca antes na história desse País os bancos lucraram tanto”.

O senador também acusou o governo de adotar uma política fiscal “irresponsável e leviana”, que privilegiaria bancos e rentistas em detrimento da população.

“Lula taxa o povo e quem produz e estabelece uma política fiscal irresponsável e leviana que privilegia bancos e rentistas, prejudicando a população. É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas. Padrão PT”, escreveu.

A crítica de Marinho foi motivada pelos dados divulgados pelo Banco Central, segundo os quais o sistema bancário registrou lucro de R$ 255 bilhões em 2025, o maior já alcançado pelo setor.

O desempenho foi registrado em um cenário de juros elevados, com a taxa básica da economia (Selic) chegando a 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas e um dos mais altos do mundo em termos reais.

A elevação dos juros foi adotada pelo Banco Central como instrumento para conter a inflação ao longo de 2025. O ciclo de queda da Selic teve início apenas em 2026.

Taxas de juros elevadas costumam favorecer a rentabilidade das instituições financeiras, ao mesmo tempo em que encarecem o crédito para consumidores e empresas.

Diário do Poder

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Eleições 2026

Aliados de Flávio avaliam iniciar campanha em São Paulo ou no Nordeste

Foto: Reprodução/Instagram

A equipe do senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, estuda duas principais possibilidades para o pontapé inicial da campanha em 16 de agosto: o estado de São Paulo ou algum ponto da região Nordeste. A definição ainda não foi tomada e o planejamento segue em andamento.

São Paulo aparece como uma das principais opções por concentrar o maior colégio eleitoral do país, onde a disputa é considerada voto a voto. Além disso, auxiliares destacam a importância do estado por abrigar a Faria Lima, principal centro financeiro do país. Os maiores cabos eleitorais de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também estão na região, o que poderia impulsionar a agenda. Foram esses motivos, inclusive, que fizeram com que o QG do senador fosse construído na capital paulista.

Já a possibilidade de iniciar a campanha no Nordeste é vista como um gesto político para ampliar o diálogo em uma região historicamente mais identificada com o presidente Lula (PT). A estratégia busca alcançar o eleitor indeciso ou mais distante de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, a avaliação é que o senador já consolidou o apoio do eleitorado bolsonarista e que o desafio agora é justamente conquistar novos segmentos.

Antes disso, a prioridade da campanha nesta semana é concluir as negociações por apoios e acordos políticos. Como mostrou a coluna, Flávio ainda não conseguiu fechar alianças para a composição da chapa presidencial e cresce, internamente, a possibilidade de uma chapa puro-sangue.

Paralelamente, a campanha também define a estratégia para a participação nos debates. A expectativa é que Flávio Bolsonaro compareça apenas aos encontros em que Lula também estiver presente, diante da avaliação interna de que a disputa pelo segundo turno tende a ficar concentrada entre os dois.

Segundo uma fonte ouvida pela coluna, sem a presença de Lula, a participação de Flávio perderia sentido estratégico. O entendimento é que candidatos com menor intenção de voto, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Renan Santos (Missão), concentrariam ataques ao senador para tentar crescer nas pesquisas. De acordo com levantamentos acompanhados pela campanha, os três aparecem entre 3% e 5% das intenções de voto, a depender do instituto.

Jovem Pan

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Brasil

Cobertura triplex onde Elize Matsunaga matou marido é colocada à venda por valor milionário

Foto: Reprodução

Mais de uma década após o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, a cobertura onde o crime ocorreu foi colocada à venda por R$ 2,8 milhões, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. O imóvel hoje pertence aos pais da vítima, que assumiram a propriedade após o encerramento da disputa judicial envolvendo Elize Matsunaga. A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Ullisses Campbell, de O Globo.

Ao jornalista, representantes da família afirmaram que a cobertura já foi negociada. Apesar disso, o apartamento continua anunciado em pelo menos três imobiliárias, que ainda permitem o agendamento de visitas.

O imóvel permaneceu durante anos no centro de um impasse na Justiça. Quando adquiriu as duas coberturas, em 2008, Marcos Matsunaga registrou uma delas em nome de Elize por meio de uma doação. Após a condenação pelo assassinato do marido, ela perdeu o direito sobre a propriedade, mas ainda tentou reavê-la judicialmente. Somente depois da conclusão desse processo os dois apartamentos passaram integralmente para os pais do empresário, que decidiram colocá-los à venda.

A cobertura anunciada ocupa quatro pavimentos de um edifício construído em 1990 e reúne características de alto padrão. O imóvel possui piscina privativa, sauna seca com sala de descanso, adega climatizada, cinco suítes, quatro vagas de garagem, dois depósitos no subsolo e vista panorâmica da capital paulista.

Originalmente formado pela união de duas unidades residenciais, o apartamento tinha cerca de 370 metros quadrados quando era ocupado pelo casal. Entre seus diferenciais estavam um quarto do pânico, escondido atrás de um armário e equipado com portas blindadas, climatização independente e linha telefônica exclusiva, além de uma adega climatizada para armazenar a coleção de vinhos de Marcos Matsunaga.

Segundo a imobiliária responsável pelo anúncio, o valor pedido está cerca de 32% abaixo da média praticada para imóveis semelhantes no edifício. Enquanto outras coberturas são avaliadas em aproximadamente R$ 3,247 milhões, o apartamento foi anunciado por cerca de R$ 8,2 mil por metro quadrado.

Correio 24h

 

 

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Geral

TJRN derruba lei que criava loteria no município de Jaçanã

Foto: Reprodução/iStock

A loteria municipal de Jaçanã foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). A decisão foi tomada após o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a norma criada pela Prefeitura de Jaçanã.

O Tribunal Pleno acompanhou o voto do relator, desembargador Amílcar Maia. Dessa forma, os magistrados declararam a invalidade da lei municipal que instituía um serviço próprio de loteria no município.

Segundo o TJRN, a Constituição Federal estabelece que apenas a União pode criar, regulamentar e autorizar jogos, apostas e modalidades lotéricas.

Além disso, a decisão destacou que essa competência está prevista no artigo 22, inciso XX, da Constituição Federal. Por esse motivo, o município não possui autorização constitucional para instituir ou regulamentar um serviço de loteria próprio.

Assim, o Tribunal concluiu que a legislação municipal invadiu uma competência exclusiva da União, o que tornou a norma incompatível com a Constituição.

A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral de Justiça contestando os artigos primeiro e segundo da Lei Complementar Municipal número 54 de 2025 de Jaçanã, que pretendia autorizar a exploração de jogos lotéricos de forma direta ou por meio de concessões e parcerias com empresas privadas. O entendimento fixado pelo Tribunal aponta que os Municípios não possuem autorização constitucional para instituir, regulamentar ou explorar serviços públicos lotéricos, uma vez que a matéria não se enquadra como assunto de interesse local nem integra as atribuições municipais.

A decisão também destacou que a criação de loterias por Prefeituras invade a competência do Governo Federal e contraria o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já havia determinado a suspensão de leis municipais semelhantes em todo o país.

Com a declaração de inconstitucionalidade dos artigos principais da Lei Complementar número 54 de 2025, todo o texto da norma municipal perdeu a validade, ficando o prefeito e o presidente da Câmara Municipal de Jaçanã oficiados sobre a decisão.

 

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Mundo

Chanceler argentino reitera apoio a Flávio e nega romper relação com Brasil

Foto: AFP

Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, afirmou nesta quarta-feira (29) que o país não romperá relações com o Brasil em meio à crise diplomática.

Em entrevista à Radio Mitre, o chanceler ressaltou que Javier Milei apoia a família Bolsonaro, destacando que ele participou da convenção nacional do Partido Liberal, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Questionado sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin de que os xingamentos do líder argentino ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva são um desserviço ao povo argentino, Quirno respondeu que trata-se de “juízos de valor”.

“Nós acreditamos que o que Lula está fazendo no Brasil não é o caminho certo, enquanto eles consideram que é apropriado”, comentou.

Em seguida, pontuou que “não há chance” de rompimento de relações entre os países por parte da Argentina.

“Quanto ao fato de o chanceler brasileiro ter convocado o embaixador argentino… bem, isso é algo que nós não fazemos; não elevamos questões ao nível institucional. Mantemos as disputas eleitorais, bem como as diferenças políticas e ideológicas, dentro desse âmbito específico”, adicionou o ministro.

Ele também afirmou que o governo de Milei tem a mais alta estima pelo embaixador brasileiro na Argentina, Julio Vitelli, que foi convocado pelo Brasil para consultas.

O chanceler destacou esperar que Vitelli retorne ao país o mais rápido possível para continuar desenvolvendo “nossa ampla agenda bilateral”.

CNN

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Polícia

Adolescente de Caicó que matou homem em hotel de João Pessoa também se apresentava como pastor e fingiu ter 18 anos

Foto: Reprodução

O adolescente de 17 anos apreendido por suspeita de torturar e matar o motorista por aplicativo Washington Rodrigo, de 34 anos, em um quarto de hotel em João Pessoa, usava um documento falso para se passar por maior de idade e se apresentava como pastor evangélico, de acordo com informações do UOL.

Natural de Caicó, o adolescente, que também dizia ser servidor público do TJRN nas redes sociais, se entregou à Polícia Civil na noite de segunda-feira (27), acompanhado por um advogado, três dias após o crime. Ele foi ouvido e será transferido para João Pessoa, onde ficará apreendido, provisoriamente, à disposição da Justiça.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizou uma identidade falsa para reservar o quarto do hotel e marcou um encontro com Washington. Em depoimento, afirmou que temia que a vítima expusesse o relacionamento entre os dois e disse que pretendia apenas deixá-la desacordada para conseguir fugir.

Ainda conforme a polícia, o adolescente convenceu Washington a algemar as próprias mãos para trás do corpo e colocar um pano na boca, alegando que se tratava de um fetiche sexual. Em seguida, passou a ameaçá-lo com uma pistola de airsoft e o matou por asfixia mecânica, utilizando o fio de um secador de cabelo.

A investigação revelou que o jovem já possui 17 boletins de ocorrência por atos infracionais registrados no Rio Grande do Norte, incluindo casos análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição, ameaça e violência doméstica. Ele também já foi internado em uma unidade socioeducativa.

Nas redes sociais, o adolescente afirmava ser professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), além de se apresentar como mentor, escritor e palestrante. A polícia informou, no entanto, que ele utilizava informações falsas. O jovem também pregava em igrejas evangélicas e mantinha um canal religioso no YouTube.

Washington Rodrigo foi encontrado morto na tarde da última sexta-feira (24), nu, algemado, com um fio de secador enrolado no pescoço e um pano na boca. Segundo a investigação, o adolescente tentou deixar o hotel com o carro da vítima após o crime, mas não conseguiu dirigir o veículo e fugiu a pé. A Polícia Civil segue apurando o caso.

Correio 24h

 

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Economia

Prefeitura do Natal e Fecomércio RN apresentam resultados da pesquisa do São João de Natal 2026

Foto: Secom/Arquivo

A Prefeitura do Natal e a Fecomércio RN apresentam, nesta quinta-feira (30), às 11h, na sede da Federação, os resultados da pesquisa que mensura os impactos econômicos e turísticos do São João de Natal 2026. O levantamento reúne dados sobre os principais impactos da festa na capital, com informações sobre o crescimento do público, a movimentação econômica, a atração turística e os reflexos nos setores do comércio e dos serviços.

Na edição anterior, realizada em 2025, o estudo apontou que o São João de Natal reuniu cerca de 938 mil pessoas ao longo do mês de junho e movimentou aproximadamente R$ 188,6 milhões na economia. O gasto médio diário foi de R$ 272,24 entre turistas e de R$ 161,57 entre residentes, representando crescimento superior a 25% em ambas as categorias. A avaliação geral do evento alcançou nota média de 9,29, chegando a 9,42 entre os turistas, enquanto 95,9% dos entrevistados afirmaram que pretendiam retornar ao São João de Natal em 2026.

O prefeito Paulinho Freire comentou a expectativa em relação à divulgação dos resultados. “A expectativa é muito positiva. Ao longo de todo o São João vimos uma grande participação do público, movimentação intensa nos polos e um forte envolvimento dos setores ligados ao turismo, ao comércio e aos serviços. Agora aguardamos os dados da pesquisa, que vão mostrar de forma técnica o alcance desse trabalho e os impactos gerados para a economia da nossa cidade.”

 

 

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Geral

FICOU SÓ NA PROMESSA: Anunciado em março pela governadora, Programa RN + Esporte e Lazer ainda não saiu do papel

Foto: Joana Lima/ Assecom

No final de março, a governadora Fátima Bezerra lançou o edital do Programa RN + Esporte e Lazer, com a promessa de investir R$ 10 milhões neste ano em mais de 500 projetos apoiados em 54 municípios do RN. Depois de quatro meses do anúncio oficial, o programa está totalmente parado, segundo denúncia recebida pelo Blog do BG.

De acordo com o relato que chegou ao blog, as propostas não estão sendo analisadas nem votadas e, até agora, o governo não apresentou nenhuma justificativa ou informação sobre o motivo da suspensão das reuniões.

O reflexo disso é concreto: eventos esportivos, projetos sociais e instituições que planejaram todo o cronograma do ano com base nesses recursos estão literalmente no escuro, sem previsão de quando ou mesmo se o projeto vai sair do papel.

O lançamento do programa parece que foi usado apenas como vitrine política para o pré-candidato do PT ao Governo do Estado Cadu Xavier e para o ex-subsecretário de Esporte e Lazer Cezinha Nunes, que é pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB. O investimento no esporte e lazer ficou só na promessa de Fátima.

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Cidades

VIROU ROTINA? Esgoto da Caern jorra na rede de drenagem pluvial na praia de Ponta Negra; assista

Imagem: Cedida

Mais um despejo irregular de resíduos na rede de drenagem pluvial foi registrado em Ponta Negra, zona Sul de Natal. As imagens mostram o extravasamento de esgoto na faixa de areia da praia, evidenciando mais um caso de crime ambiental na área destinada a banhistas e turistas.

Considerada uma das mais importantes da capital, a obra da engorda de Ponta Negra é, constantemente, poluída por esgotos provenientes de ligações clandestinas que deveriam ser identificadas e neutralizadas pela Caern.

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Polícia

Suspeito de planejar assassinato de delegado morre em confronto com a Polícia Civil no RN

Foto: Reprodução

Um suspeito, de 27 anos, morreu em uma troca de tiros com a Polícia Civil durante uma operação no município de João Câmara, nesta quarta-feira (29). Ele é suspeito de planejar a morte do delegado Luciano Augusto, em plano que foi revelado em abril deste ano pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

De acordo com a Polícia Civil, o homem integrava o denominado “Quadro Geral” da organização criminosa e exercia a função conhecida como “disciplina”, sendo responsável pelo planejamento e determinação de homicídios, pela logística de armamentos e pela aplicação de punições e torturas contra integrantes considerados dissidentes pelo grupo.

As investigações tiveram início em 2025, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. Ao longo da apuração, foram reunidos elementos que indicam sua participação em um plano para atentar contra a vida de um agente de segurança que atua na região. Conforme apurado, ele teria atuado como intermediador de ordens transmitidas por integrantes da organização criminosa custodiados no sistema prisional.

Com o aprofundamento das diligências, verificou-se que o homem também monitorava a rotina de policiais civis, buscando identificar oportunidades para a execução de ataques contra os agentes.

Conforme apurado, ainda em 2025, ele teria se deslocado até o município de Caiçara do Norte/RN com o objetivo de emboscar um policial civil.

Com informações do Portal da Tropical

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