O que o Blog do BG anunciou há quatro meses começa a se tornar realidade.
O Estado do Rio Grande do Norte não terá dinheiro suficiente para pagar os seus servidores públicos.
Os salários de parte dos servidores estaduais, relativos ao mês de setembro, serão pagos somente em 10 de outubro. Isso significa que serão utilizados recursos financeiros de outubro para poder pagar setembro.
O Governo do Estado enfrenta dificuldades financeiras, mas tem gente que não quer admitir nem enxergar o óbvio.
Se o governo do Estado pecou por falta de planejamento ou falta de habilidade para discutir os cortes nos orçamentos que atingem Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Assembleia Legislativa, essa é outra questão.
Mas o fato é que a economia brasileira desde 2010 vem dando sinais de problemas e os Estados e Municípios recebendo menos recursos do Governo Federal. E isso afeta todos os que dependem dos cofres públicos.
Mesmo assim, TJ, MP e Assembleia apresentaram proposta para ter orçamento em 2014 ainda maior do que em 2013, que já sofreu cortes de quase 11 por cento.
Com os salários em atraso, e perspectivas de mais problemas nós últimos três meses do ano, é bom que os dirigentes dos poderes públicos usem o bom senso para discutir o orçamento do próximo ano. Do contrário, os atrasos de salários poderão virar rotina enquanto se mantém privilégios de alguns em prejuízo da maioria.
Apostar no quanto pior melhor não vai resolver a situação.

Caro Bruno,
que conversa mole é essa? Quer dizer que os problemas do estado são culpa do TJ, AL e MP? ótimo, resolvido o problema. O Governo do Estado é isento de toda culpa, a qual é dos outros poderes e órgãos.
Claro que a devolução de R$ 2.000.000,00 da segurança pública por falta de um projeto, o gasto de mais de R$ 10.0000.000,00 em publicidade num estado quebrado, a arrecadação de ICMS que aumentou, a incompetência, a falta de planejamento, as greves, o fechamento das centrais do cidadão ou o seu funcionamento precário, o quase extinto programa do leite, a ameaça de não pagamento dos salários dos servidores e outros tantos lamentáveis exemplos que se alastram pelo nosso cambaleante RN são culpa dos gastos da AL, TJ e MP. Quanta mediocridade. Pena que ainda iremos aguentar mais 15 meses, até lá só Deus sabe o que mais poderá acontecer.
Lamentável o blogueiro querer defender o governo de uma incompetente que quebrou o estado. Segue os mesmo passos da borboleta! Por que a incompetente nao exonera os 22 mil apadrinhados/comissionados dela? Talvez o blogueiro saiba….
Prezado Bruno, é complicado querer que os outros Poderes assumam o "pato" pela má gestão do Executivo estadual. Os percentuais repassados ao TJ, MP, AL e TCE potiguares são os mesmos repassados pelos outros Estados da Federação aos seus respectivos Poderes e enquadram-se dentro do que prevê a LRF. Acredito que os problemas da atual gestão estadual sejam outros e são devidos, principalmente, à inabilidade administrativa da Governadora e do seu marido com o trato da coisa pública.
É lastimável observar que não há um Órgão de Planejamento no Estado. Há uma Secretaria com este nome, mas não é um Órgão ou mesmo uma Comissão destinada a planejar, de fato, as ações futuras do Governo, levando em consideração estimativas mais concretas de receitas e despesas do Estado, ao contrário do que ocorre em vários Estados sérios da Federação.
Outrossim, é importante também destacar que quando a atual Governadora assumiu o Estado, ela decidiu exonerar ótimos técnicos do Estado para colocar em seus lugares "apadrinhados" seus, muitas vezes sem competência para estas funções. Isto acabou fazendo com que vários servidores incompetentes assumissem cargos importantes e estratégicos no Executivo, desfazendo, assim, as equipes da base administrativa, tendo isso vindo a contribuir para o descalabro administrativo atualmente vivenciado por nós potiguares.
Outro importante ponto que com certeza contribuem para tudo isso são os elevados gastos com pessoal no Estado, os quais beiram, no final das contas, praticamente 80% das despesas estaduais. Todavia, não se vê o Governo disposto a exonerar servidores comissionados, que seria o primeiro passo para um ajuste de contas. São 22 mil comissionados atualmente no Estado do Rio Grande do Norte.
Não é forçoso ainda destacar que os Planos de cargos e salários concedidos a torto e direito na gestão passada acabaram se tornando extremamente pesados para a atual gestão e contribuíram, de fato, para o momento de crise atual.
Demais disso, as decisões judiciais concedendo GTNS aos servidores do Judiciário e a PAE concedida aos agentes políticos do Estado com certeza também tiveram a sua parcela de contribuição para a calamitosa situação estadual. A GTNS, como se trata de verba alimentar que vem sendo paga há mais de um ano, já era para estar sendo contabilizada dentro do Orçamento do Poder Judiciário. Como isto não vendo sendo feito, o Executivo acaba sendo obrigado a arcar com isto.
Frise-se, ainda, que houve ao longo da gestão atual, uma inegável incompetência de gerir e falta de poder de diálogo com os mais variados setores da sociedade, por parte da Governadora e do seu marido, que muitas vezes respondia por ela.
Por fim, uma última dica: Rosalba, na criSe, crie!
Como pode um governo fechar as suas contas com procuradores de justiça ganhando 41.000.00 reais líquido todo o santo mês??
A realidade foi bem demonstrada pelos comentários do Ronald aqui embaixo. Onde eu os assino?