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Governo sabia desde 2015 que fiscalização de barragens beirava o “colapso”

Imagem: Reprodução

Relatórios produzidos pela CGU (Controladoria-Geral da União) e pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e obtidos pelo UOL indicam que o governo federal foi alertado diversas vezes entre 2015 e 2018 sobre a possibilidade de “colapso” por falta de pessoal no órgão federal que fiscaliza barragens de rejeito de mineração. O documento mais recente aponta ainda que a falta de recursos humanos e financeiros faz com que “qualquer planejamento seja desconsiderado e impraticável”, o que colocaria em risco a fiscalização de barragens.

A fiscalização de barragens de rejeitos de minerais voltou aos holofotes desde o dia 25 de janeiro, quando a barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), se rompeu matando ao menos 150 pessoas. A unidade era operada pela mineradora Vale.

Os relatórios aos quais o UOL teve acesso são avaliações feitas por equipes da CGU e pelo DNPM, órgão que era responsável pela regulação e fiscalização de atividades minerárias no país. Extinto em 2018, o DNPM deu lugar à ANM (Agência Nacional de Mineração).

A escassez de mão de obra do governo federal para fiscalizar as atividades minerárias no país ficou evidente após a tragédia em Brumadinho, quando veio a público a informação de que a União tinha apenas 35 fiscais para vistoriar barragens de mineração em todo o país.

O primeiro relatório da CGU, de 2015, é enfático sobre a falta de pessoal no DNPM.

“Para que aquela autarquia [DNPM] possa atender às expectativas do setor mineral do país, é necessária a recomposição de seu quadro de pessoal necessário ao cumprimento de suas competências institucionais, daí a necessidade de se buscar alternativas urgentes […] junto aos órgãos competentes evitando-se um possível colapso administrativo”, diz o documento.

O documento foi divulgado no mesmo ano em que a barragem do Fundão, em Mariana (MG), desmoronou matando 19 pessoas. A barragem era operada pela Samarco, que tem a Vale como uma de suas sócias. A fiscalização da CGU fazia parte de uma auditoria anual nas contas do DNPM.

O documento mostra que, enquanto a força de trabalho no órgão cresceu 24% entre 2009 e 2013, a quantidade de processos relacionados à mineração que chegaram ao DNPM aumentou 94%.

No início de 2016, ainda durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), foi a vez do próprio DNPM alertar o governo para o risco de “colapso” do órgão por conta do número reduzido de funcionários.

O “Relatório de Gestão do Exercício de 2015” do DNPM apontava a situação crítica da instituição. O documento explicitava dois gargalos. O primeiro deles era a evasão de 20% dos funcionários de carreira, que deixaram o órgão em busca de melhores salários. O segundo era o fato de que, à época, mais de um terço dos servidores do DNPM estavam aptos a se aposentar.

“Um órgão de mais de 80 anos que realizou apenas dois concursos públicos, com evasão de 20% da mão de obra contratada para a carreira em formação, e 36% de sua força de trabalho com abono de permanência, somado ao baixo investimento na capacitação, está em vias de um colapso”, diz um trecho do documento. Abono de permanência é um benefício dado ao servidor público que esteja em condição de se aposentar, mas que decidiu continuar em atividade.

Uma estimativa feita pela CGU apontava que se nada fosse feito, o DNPM (hoje ANM) perderia 50% dos seus servidores em função de aposentadorias até 2023.

Entre 2015 e 2018, o DNPM fez duas solicitações para que o órgão realizasse concursos públicos e reforçasse o seu quadro, mas até o momento, nenhuma das duas foi atendida.

RELATÓRIO APONTA PARA FALTA DE RECURSOS

Em agosto de 2018, durante o governo do presidente Michel Temer (MDB), a CGU fez um novo alerta ao governo sobre a situação crítica no DNPM. Durante dois meses, técnicos da Controladoria fiscalizaram as atividades de diversas superintendências do órgão pelo Brasil, incluindo a de Minas Gerais, e receberam queixas sobre a falta de recursos financeiros para realizarem fiscalizações.

As queixas eram generalizadas e iam desde problemas com os veículos utilizados pelos fiscais em suas atividades até o atraso no pagamento de diárias.

“De um modo geral, a descrição apresentada pela superintendência de Minas Gerais resume a situação das demais regionais do DNPM: a falta de estrutura física e material e a de pessoal é um dos entraves à efetividade do processo de fiscalização e, conforme as informações prestadas, é estrutural, histórica e de conhecimento do Órgão Central”, diz o documento da CGU.

Os técnicos da CGU questionaram o DNPM sobre as reclamações feitas pelas superintendências e admitiu que os contingenciamentos orçamentários que se agravaram em 2017 afetaram as atividades do órgão.

“Como houve ações de contingenciamentos do Poder Executivo em 2017 […] os repasses deixaram de ser previsíveis […] a cada repasse […] era feito um estudo para o rateio. Os critérios utilizados eram a prioridade do projeto em relação aos riscos oferecidos a Sociedade (barragens, principalmente).

Relatório DNPM em resposta à CGU sobre reclamações

Apesar dos esforços para organizar as finanças, o DNPM admite que a falta de recursos é uma das causas das falhas na fiscalização da atividade mineral no país. “A imprevisibilidade de repasses é uma das causas das dificuldades no cumprimento da missão de fiscalização da atividade mineração”, diz o órgão.

Um levantamento feito pela reportagem do UOL mostrou que os gastos do governo com a regulação e fiscalização da atividade mineral caíram desde a tragédia em Mariana. Entre 2015 e 2018, o governo deixou de gastar R$ 1,7 bilhão em orçamento previsto para órgãos como o DNPM.

Ao mesmo tempo, a Vale cortou investimentos da companhia em ações de segurança e saúde nas suas operações no ano seguinte ao rompimento da barragem de Mariana, em 2015. Entre 2015 e 2016, a Vale reduziu os investimentos nessa área em 44%.

OUTRO LADO

A reportagem do UOL enviou questionamentos ao MME e à ANM sobre a falta de pessoal e de recursos financeiros reportada nos relatórios da CGU e do DNPM. O MME respondeu ao e-mail enviado solicitando que o diretor da ANM, Eduardo Leão, fosse contatado. A reportagem telefonou para o diretor ao longo da última quarta-feira e deixou recado em sua caixa de mensagens, mas ele não retornou as chamadas.

UOL

 

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Política

“EU NÃO VOU VOTAR”: Renan Santos descarta apoio a Lula e libera seguidores no segundo turno

Reprodução

Renan Santos (Missão) afirmou que não apoiará Lula (PT) no segundo turno e que não pretende votar. Em entrevista ao programa Alt Tabet, do Canal UOL, divulgada nesta quinta-feira (15), ele disse que deseja preservar a independência do projeto político de seu partido.

“Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”, declarou. Renan afirmou que não quer associar o Missão a nenhuma das candidaturas que disputam a Presidência.

O dirigente disse que sua prioridade é construir um campo político próprio. “Eu preciso abrir o meu campo, e isso é a melhor coisa que eu posso fazer pelo Brasil, mais do que o meu voto”, afirmou.

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Brasil

DATAFOLHA: Violência é o principal problema do país para 20%; saúde preocupa 18%

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A violência foi citada por 20% dos eleitores como o principal problema do país de responsabilidade do governo federal, segundo pesquisa Datafolha. Saúde aparece com 18%, e economia, incluindo inflação e preço dos alimentos, com 15%.

Também foram mencionados corrupção (7%), educação (6%), desemprego (4%), fome e miséria (3%), impostos altos (3%) e desigualdade social (2%). Administração pública, gastos públicos, impunidade, salário, política e habitação tiveram 1% cada. A pergunta foi espontânea, sem alternativas, e permitia apenas uma resposta.

As menções à violência passaram de 17% em julho para 20%, enquanto saúde recuou de 21% nos dois levantamentos anteriores para 18%. Segundo a reportagem, as oscilações ficaram dentro da margem de erro. Saúde foi mais citada por mulheres (22%) e por pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos (23%).

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores de 16 anos ou mais nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o registro no TSE é BR-00466/2026.

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Política

[VÍDEO] “Vamos varrer o PT do RN e do Brasil”, diz prefeito Paulinho Freire em evento de apoio a Allyson Bezerra


O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), fez um discurso forte durante um evento na noite desta quinta-feira (14) em apoio ao candidato ao Governo do Estado, Alysson Bezerra (União Brasil).

Além de pedir voto para Allyson, o prefeito também pediu aos apoiadores para “cravar o 22” em Flávio Bolsonaro (PL). “A gente vai varrer o RN e Brasil das mãos do PT”, declarou.

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Brasil

DATAFOLHA: 41% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; aprovação positiva é de 35%

REUTERS Ueslei Marcelino

O governo do presidente Lula (PT) é considerado ruim ou péssimo por 41% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). Outros 35% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 23% a consideram regular.

Na avaliação pessoal, Lula é reprovado por 50% dos entrevistados e aprovado por 48%.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento, encomendado pela Folha, está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

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Brasil

[VÍDEO] VALE TUDO: Atores fazem “simpatia” para atrair votos para Lula e ironizam eleitor pobre de direita


O ator Pedro Cardoso e a atriz Graziella Moretto publicaram, nesta quinta-feira (15), um vídeo nas redes sociais com uma espécie de “simpatia” para tentar atrair votos para a reeleição de Lula (PT). O casal apresenta o ritual como um método para conquistar votos inesperados.

Durante a gravação, os dois repetem a frase “voto extra, voto de fonte inesperada, voto que é meu, venha para Lula”, enquanto tocam o dedo indicador na cabeça. Na sequência, Pedro improvisa novos pedidos, incluindo “voto de pobre de direita”.

Com Flávio na frente no primeiro turno e nas pesquisas, a ala petista está tentando se garantir até na base da mandinga.

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Política

[VÍDEO] PARA AJUDAR LULA: Alcolumbre tira PEC da Segurança de pauta e é arrogante com Rogério Marinho

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta quinta-feira (15) que retirou a PEC da Segurança Pública da pauta por decisão própria, sem atender a um pedido do governo. A declaração provocou um confronto com o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

Marinho questionou em que se baseava a decisão. Alcolumbre reiterou que a retirada ocorreu por determinação da Presidência do Senado. Diante da resposta, o senador do PL perguntou se a medida se apoiava apenas no arbítrio do presidente da Casa. “Exatamente”, respondeu Alcolumbre.

“É bom saber que a gente precisa mudar esse regimento”, rebateu Marinho, em crítica à condução dos trabalhos no Senado.

O episódio ocorre em meio à disputa em torno da PEC da Segurança Pública, enquanto o PL se prepara para ampliar sua força no Senado a partir de 2027, quando deverá contar com a maior bancada da Casa, com 28 parlamentares. Marinho é cotado para disputar a Presidência do Senado na próxima legislatura.

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Brasil

UOL: Vorcaro combinava manchetes, editava matérias e sugeria pautas do portal Metrópoles

Reprodução

Daniel Vorcaro recebia antecipadamente reportagens, pedia para alterar textos e interferia até nas manchetes das matérias do portal Metrópoles, segundo levantamento do UOL com base em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-dono do Banco Master. Dos 14 textos identificados, 11 foram modificados após solicitações dele.

As conversas envolvem a CEO do grupo, Lilian Tahan. O contato começou em 2024, quando o Banco Master contratou R$ 20 milhões em publicidade com o veículo. Em um dos episódios, Vorcaro pediu que fosse reduzida a cobertura sobre Ricardo Cappelli, crítico da compra do Master pelo BRB.

Questionada, Tahan afirmou que consultar fontes sobre o contexto dos textos é uma prática profissional e negou vínculo entre o contrato publicitário e a cobertura.

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Política

[VÍDEO] NO PROGRAMA ELEITORAL: Flávio expõe falas de Lula contra redução da maioridade penal


O programa eleitoral de Flávio Bolsonaro exibido nesta quinta-feira (15) apostou no confronto direto com Lula ao resgatar declarações do presidente contrárias à redução da maioridade penal. A peça questiona a posição do petista diante de crimes cometidos por adolescentes e defende punições mais rigorosas para delitos graves.

O vídeo reúne falas de Lula em que ele critica a possibilidade de responsabilizar criminalmente jovens de 14, 15 e 16 anos como adultos. Em um dos trechos, o presidente afirma que apoiar a redução da maioridade penal seria “um crime contra o futuro deste país” e argumenta que adolescentes envolvidos em roubos não devem ser tratados simplesmente como bandidos.

Flávio Bolsonaro é defensor da redução da maioridade penal e que menores envolvidos em crimes como estupro, homicídio, sequestro e tráfico devem responder com punições proporcionais à gravidade dos atos, independentemente da idade.

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Política

RETIRADA DE PAUTA: Impasse sobre maioridade penal trava votação da PEC da Segurança no Senado

Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quinta-feira (15) a PEC da Segurança. A votação foi adiada em meio à falta de acordo sobre propostas para incluir a redução da maioridade penal no texto.

A oposição quer permitir a responsabilização penal a partir dos 14 anos em determinados casos. Líderes do governo Lula ainda discutem como responder à iniciativa.

O senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma emenda para reduzir a maioridade de 18 para 16 anos em crimes hediondos. A proposta, porém, também enfrenta resistência dentro do PT, onde parte dos parlamentares é contrária à inclusão da mudança neste momento.

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Política

Aliados aconselham Flávio a fazer mais críticas a Moraes e Lulinha na campanha

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Flávio Bolsonaro (PL) foi aconselhado por aliados a voltar a citar Alexandre de Moraes e Lulinha, filho do presidente Lula (PT), nos discursos do segundo turno. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a orientação busca manter os apoiadores mobilizados e fazer o candidato pautar o debate eleitoral.

Uma ala do bolsonarismo reclama que o resultado do primeiro turno criou um clima de “já ganhou” em parte da campanha. Na avaliação desses aliados, enquanto Lula apresenta propostas como o fim da escala 6×1, Flávio tem concentrado esforços em responder a ataques.

De acordo com a coluna, o senador sinalizou que pretende seguir o conselho na agenda desta quinta-feira (15), em Minas Gerais, durante o chamado “Bloquinho do 22”.

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