Número de homicídios no RN é o menor desde 2015 nos primeiros 120 dias deste ano

Dados estatísticos divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), na manhã desta quinta-feira (02), apontam uma redução no número de Condutas Violentas Letais e Intencionais (CVLIs) nos primeiros 120 dias de 2019, o menor índice proporcional neste período desde 2015.

Com base nos números fornecidos pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine), nos primeiros quatro meses de 2019 foram registrados 488 CVLIs no Rio Grande do Norte, uma redução significativa quando comparado ao mesmo período em 2018, onde foram registrados 721 crimes, o que resulta em 233 vidas poupadas neste período. Os anos anteriores também apresentaram índices maiores. Em 2017, foram registrados 818 CVLIs, em 2016 ocorreram 629, e em 2015 foram 541 registrados.

Os números informados pela Coine apresentam ainda que o homicídio doloso foi o crime que apresentou maior redução em relação ao mesmo período em 2018. Houve uma diminuição direta de 179 homicídios deste tipo na comparação entre os dois anos.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. AGEPEN BEZERRA disse:

    Reflexo do trabalho feito principalmente dentro do sistema penitenciário, porém a Governadora não convoca polícias aprovados no último concurso e não nomeia os agentes penitenciários já formados, também não faz um concurso para a Polícia Civil, a tendência é que o sistema penitenciário saia do controle novamente em virtude do número de servidores pedindo exoneração pela falta de valorização e salário digno em virtude da periculosidade e complexidade da profissão. Diante deste quadro se o Governo não tomar providências esse número vai voltar a aumentar, infelizmente o governo não investe em material humano, com o mesmo argumento que sempre é usado: Não possui recursos e o Estado está quebrado.

Inflação acelera para 0,75% em março, maior taxa para o mês desde 2015; alimentos e combustíveis puxam alta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,75% em março, acima dos 0,43% de fevereiro, pressionada principalmente pela alta dos preços de alimentos e combustíveis, segundo divulgou nesta quarta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da 4ª alta seguida e maior taxa para um mês de março desde março de 2015, quando o índice foi de 1,32%.

Com o resultado de março, o índice acumulado em 12 meses avançou para 4,58%, acima da meta central de inflação do governo para 2019, que é de 4,25%, e maior índice para o período de 12 meses desde fevereiro de 2017 (4,76%).

Alimentos e combustíveis puxam alta

A alta da inflação em março foi pressionada pelos preços dos alimentos e combustíveis.

“O resultado do IPCA de março sofreu forte influência dos grupos alimentação e bebidas (1,37%) e transportes (1,44%). Juntos, estes dois grupos, que representam cerca de 43% das despesas das famílias, responderam por 80% do índice do mês, com impactos de 0,34 e 0,26 pontos percentuais (p.p), respectivamente”, destacou o IBGE.

Individualmente, o maior impacto no índice, partiu da gasolina, que teve variação de 2,88%, respondendo por 0,12 p.p. do indicador mensal. Já o etanol subiu 7,02%, mas respondeu por apenas 0,06 p.p. do índice geral, destacou o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves.

Outro item que sofreu alta significativa em março foi a passagem aérea, cuja variação foi de 7,29%. O pesquisador ponderou, no entanto, que essa alta veio após uma queda de 16,65% observada em fevereiro.

Na alimentação, os principais vilões da inflação em março foram o tomate, cujos preços médios tiveram alta de 31,84% no mês na comparação com fevereiro, seguido da batata-inglesa, com alta de 21,11%, e dos feijões carioca e preto, que aumentaram, respectivamente, em 12,93% e 12,55%. Já as frutas subiram 4,26%.

As despesas relacionadas ao carnaval também exerceram influência sobre a inflação em março, ainda que com menor impacto. Gonçalves destacou dois itens cujas altas podem ser atribuídas ao feriado: hotéis (1,81%) e excursões (1,48%).

Veja a inflação de março por grupos pesquisados e o impacto de cada um no índice geral:

Alimentação e Bebidas: 1,37% (0,34 ponto percentual)
Habitação: 0,25% (0,04 p.p.)
Artigos de Residência: 0,27% (0,01 p.p.)
Vestuário: 0,45% (0,02)
Transportes: 1,44% (0,26 p.p.)
Saúde e Cuidados Pessoais: 0,42% (0,05 p.p.)
Despesas Pessoais: 0,16% (0,02 p.p.)
Educação: 0,32% (0,02 p.p.)
Comunicação: -0,22 (-0,01 p.p.)

Perspectivas para a inflação

Para 2019, os analistas das instituições financeiras ainda projetam uma inflação abaixo do centro da meta, com uma taxa de 3,90%, segundo a última pesquisa “Focus” do Banco Central.

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), estacionada há quase um ano na mínima histórica de 6,5%.

INPC em março foi de 0,77%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,77% em março, acima dos 0,54% de janeiro. O acumulado do ano está em 1,68% e o dos últimos doze meses foi para 4,67%, contra 3,94% nos 12 meses imediatamente anteriores.

G1

Venda de carros tem melhor trimestre desde 2015

Foto: Via Isto é

As vendas da indústria automobilística em março, incluindo caminhões e ônibus, somaram 209,2 mil unidades, com pequena alta de 0,87% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 5,3% na comparação com fevereiro. Foi o melhor resultado para março desde 2015, segundo dados preliminares do setor.

No acumulado do trimestre, foram vendidos 607,6 mil veículos, também o melhor desempenho para o período nos últimos quatro anos. Em relação aos primeiros três meses do ano passado, as vendas aumentaram 11,4%, coincidentemente o mesmo porcentual de alta de negócios previsto pelas fabricantes para o ano todo.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta mercado total de 2,86 milhões de veículos neste ano ante 2,566 milhões em 2018. Na quinta-feira, a entidade divulgará dados de produção e exportações de março e do primeiro trimestre.

Somente o segmento de automóveis e comerciais leves vendeu no mês passado 200 mil unidades, quase o mesmo volume de um ano atrás, mas 5% melhor que em fevereiro. No ano, as vendas somaram 581,4 mil unidades, 9% a mais que no mesmo intervalo de 2018.

Já as vendas de caminhões e ônibus continuam em significativa recuperação e somaram 9,1 mil unidades no mês passado e 26,1 mil no trimestre – 51% a mais no comparativo com igual intervalo do ano passado.

No ranking de vendas de automóveis e comerciais leves no primeiro trimestre, a General Motors segue na liderança, com 106,4 mil unidades comercializados no período, alta de 16% em relação ao ano passado. A Volkswagen ficou em segundo lugar, com 82,3 mil unidades, 6,2% acima do volume dos três primeiros meses de 2018.

A Fiat registrou aumento de 23% em suas vendas neste ano, somando 78,8 mil veículos, enquanto a Renault teve alta de 29,3%, para 51,2 mil unidades.

Ford cai

A Ford foi a única fabricante entre as cinco primeiras no ranking a registrar queda de 1,4%, somando 48 mil unidades vendidas. A empresa anunciou que vai fechar a fábrica no ABC paulista, onde produz caminhões e o modelo Fiesta.

A unidade está com a produção parada desde 19 de fevereiro, quando comunicou o fechamento e os trabalhadores decidiram suspender atividades em protesto contra a decisão, mas também por entenderem que havia riscos de acidentes se continuassem na linha de produção após o impacto da notícia.

Uma das marcas que deu salto significativo nas vendas foi a chinesa Chery, que teve 50% da fábrica de Jacareí (SP) adquirida pelo grupo brasileiro Caoa no fim de 2017. Nos últimos meses, o grupo vem desenvolvendo intensa campanha de marketing de carros da marca, em especial do recém-lançado SUV Tiggo. No primeiro trimestre de 2018, a Chery sequer aparecia na lista das 21 marcas que mais vendem carros no País, feita pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave). Na ocasião, a última marca da lista vendeu 1.060 veículos. Neste ano, a Chery é a 15° colocada, com vendas de 3.724 carros.

Isto É, com informações são do jornal O Estado de S. Paulo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bolso disse:

    Ainda dizem que tem crise, imagina se não tivesse.

Governo sabia desde 2015 que fiscalização de barragens beirava o “colapso”

Imagem: Reprodução

Relatórios produzidos pela CGU (Controladoria-Geral da União) e pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e obtidos pelo UOL indicam que o governo federal foi alertado diversas vezes entre 2015 e 2018 sobre a possibilidade de “colapso” por falta de pessoal no órgão federal que fiscaliza barragens de rejeito de mineração. O documento mais recente aponta ainda que a falta de recursos humanos e financeiros faz com que “qualquer planejamento seja desconsiderado e impraticável”, o que colocaria em risco a fiscalização de barragens.

A fiscalização de barragens de rejeitos de minerais voltou aos holofotes desde o dia 25 de janeiro, quando a barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), se rompeu matando ao menos 150 pessoas. A unidade era operada pela mineradora Vale.

Os relatórios aos quais o UOL teve acesso são avaliações feitas por equipes da CGU e pelo DNPM, órgão que era responsável pela regulação e fiscalização de atividades minerárias no país. Extinto em 2018, o DNPM deu lugar à ANM (Agência Nacional de Mineração).

A escassez de mão de obra do governo federal para fiscalizar as atividades minerárias no país ficou evidente após a tragédia em Brumadinho, quando veio a público a informação de que a União tinha apenas 35 fiscais para vistoriar barragens de mineração em todo o país.

O primeiro relatório da CGU, de 2015, é enfático sobre a falta de pessoal no DNPM.

“Para que aquela autarquia [DNPM] possa atender às expectativas do setor mineral do país, é necessária a recomposição de seu quadro de pessoal necessário ao cumprimento de suas competências institucionais, daí a necessidade de se buscar alternativas urgentes […] junto aos órgãos competentes evitando-se um possível colapso administrativo”, diz o documento.

O documento foi divulgado no mesmo ano em que a barragem do Fundão, em Mariana (MG), desmoronou matando 19 pessoas. A barragem era operada pela Samarco, que tem a Vale como uma de suas sócias. A fiscalização da CGU fazia parte de uma auditoria anual nas contas do DNPM.

O documento mostra que, enquanto a força de trabalho no órgão cresceu 24% entre 2009 e 2013, a quantidade de processos relacionados à mineração que chegaram ao DNPM aumentou 94%.

No início de 2016, ainda durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), foi a vez do próprio DNPM alertar o governo para o risco de “colapso” do órgão por conta do número reduzido de funcionários.

O “Relatório de Gestão do Exercício de 2015” do DNPM apontava a situação crítica da instituição. O documento explicitava dois gargalos. O primeiro deles era a evasão de 20% dos funcionários de carreira, que deixaram o órgão em busca de melhores salários. O segundo era o fato de que, à época, mais de um terço dos servidores do DNPM estavam aptos a se aposentar.

“Um órgão de mais de 80 anos que realizou apenas dois concursos públicos, com evasão de 20% da mão de obra contratada para a carreira em formação, e 36% de sua força de trabalho com abono de permanência, somado ao baixo investimento na capacitação, está em vias de um colapso”, diz um trecho do documento. Abono de permanência é um benefício dado ao servidor público que esteja em condição de se aposentar, mas que decidiu continuar em atividade.

Uma estimativa feita pela CGU apontava que se nada fosse feito, o DNPM (hoje ANM) perderia 50% dos seus servidores em função de aposentadorias até 2023.

Entre 2015 e 2018, o DNPM fez duas solicitações para que o órgão realizasse concursos públicos e reforçasse o seu quadro, mas até o momento, nenhuma das duas foi atendida.

RELATÓRIO APONTA PARA FALTA DE RECURSOS

Em agosto de 2018, durante o governo do presidente Michel Temer (MDB), a CGU fez um novo alerta ao governo sobre a situação crítica no DNPM. Durante dois meses, técnicos da Controladoria fiscalizaram as atividades de diversas superintendências do órgão pelo Brasil, incluindo a de Minas Gerais, e receberam queixas sobre a falta de recursos financeiros para realizarem fiscalizações.

As queixas eram generalizadas e iam desde problemas com os veículos utilizados pelos fiscais em suas atividades até o atraso no pagamento de diárias.

“De um modo geral, a descrição apresentada pela superintendência de Minas Gerais resume a situação das demais regionais do DNPM: a falta de estrutura física e material e a de pessoal é um dos entraves à efetividade do processo de fiscalização e, conforme as informações prestadas, é estrutural, histórica e de conhecimento do Órgão Central”, diz o documento da CGU.

Os técnicos da CGU questionaram o DNPM sobre as reclamações feitas pelas superintendências e admitiu que os contingenciamentos orçamentários que se agravaram em 2017 afetaram as atividades do órgão.

“Como houve ações de contingenciamentos do Poder Executivo em 2017 […] os repasses deixaram de ser previsíveis […] a cada repasse […] era feito um estudo para o rateio. Os critérios utilizados eram a prioridade do projeto em relação aos riscos oferecidos a Sociedade (barragens, principalmente).

Relatório DNPM em resposta à CGU sobre reclamações

Apesar dos esforços para organizar as finanças, o DNPM admite que a falta de recursos é uma das causas das falhas na fiscalização da atividade mineral no país. “A imprevisibilidade de repasses é uma das causas das dificuldades no cumprimento da missão de fiscalização da atividade mineração”, diz o órgão.

Um levantamento feito pela reportagem do UOL mostrou que os gastos do governo com a regulação e fiscalização da atividade mineral caíram desde a tragédia em Mariana. Entre 2015 e 2018, o governo deixou de gastar R$ 1,7 bilhão em orçamento previsto para órgãos como o DNPM.

Ao mesmo tempo, a Vale cortou investimentos da companhia em ações de segurança e saúde nas suas operações no ano seguinte ao rompimento da barragem de Mariana, em 2015. Entre 2015 e 2016, a Vale reduziu os investimentos nessa área em 44%.

OUTRO LADO

A reportagem do UOL enviou questionamentos ao MME e à ANM sobre a falta de pessoal e de recursos financeiros reportada nos relatórios da CGU e do DNPM. O MME respondeu ao e-mail enviado solicitando que o diretor da ANM, Eduardo Leão, fosse contatado. A reportagem telefonou para o diretor ao longo da última quarta-feira e deixou recado em sua caixa de mensagens, mas ele não retornou as chamadas.

UOL

 

Vendas internas de veículos novos têm melhor resultado desde 2015

A comercialização de veículos novos atingiu neste ano o melhor desempenho desde 2015, compensando de certa forma o fraco desempenho das exportações no setor. De janeiro a novembro, foram licenciados 2,3 milhões de unidades ante 2,2 milhões, em 2017, com alta de 15%. Essa taxa superou a meta do setor, que era crescer 13,7%.

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

“Fomos surpreendidos por esse resultado e estamos vendo um consumidor interessado em comprar e condições favoráveis aos negócios, já que temos oferta de crédito e baixa inadimplência”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.

Megale manifestou otimismo com a possibilidade de ser mantido esse aquecimento e de melhora nas vendas externas no próximo ano. De acordo com Megale, a crise na Argentina, para onde seguem 70% das encomendas externas, contribuiu para que as exportações fechem o ano abaixo da meta inicial de vendas, que era de 700 mil – a previsão é de 650 mil unidades comercializadas.

No acumulado até novembro, o volume financeiro alcançou US$ 13,8 bilhões, o que é 5,2% menos do que em igual período do ano passado. Entre novembro e outubro último, houve recuo de 1,4%. Isso ocorreu também com o mercado doméstico, onde houve baixa de 9,3%, somando o escoamento de 230,9 mil unidades. O presidente da Anfavea considerou pontuais os resultados do mês, lembrando que novembro teve dois dias úteis a menos.

Megale acrescentou que, enquanto não ocorre a retomada da economia argentina, as montadoras estão “fazendo um esforço” para explorar novos mercados. Entre os clientes onde se espera uma compensação pela queda das vendas na Argentina, estão sendo feita negociações com o Chile e a Colômbia e até mesmo parcerias incomuns, caso da Rússia, que mostrou interesse na compra de caminhões pesados.

No mês passado, a produção de veículos caiu 6,9% em relação à de outubro e foi 1,6% inferior à de novembro do ano passado, sob a influência da falta de dinamismo nas exportações. No acumulado até novembro, porém, o resultado já é o melhor desde 2015, tendo atingido 2,7 milhões de unidades, com aumento de 8,8% sobre 2017.

Segundo Megale, o otimismo do setor está ancorado na expectativa de uma boa interlocução com a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e na execução do programa Rota 2030, que ele acredita ser definido até o final deste ano para ser transformado de medida provisória em lei, levando o setor a implementar mais eficiência tecnológica e a se impor perante o mercado mundial.

Megale disse ainda que espera do novo governo apoio às reformas estruturais, entre as quais a tributária.

Agência Brasil

 

STF nega habeas corpus a homem preso sem condenação desde 2015

A 2ª Turma do STF negou pedido de habeas corpus apresentado pela Defensoria Pública da União em favor de um homem preso há mais de dois anos sem condenação, informa o Jota.

Preso em flagrante em junho de 2015, acusado de roubo majorado e corrupção de menores, o homem teve sua prisão preventiva decretada logo depois.

O caso chegou ao Supremo depois que o STJ negou o pedido da Defensoria que pleiteava a revogação da prisão cautelar.

Em decisão monocrática no final de maio, o relator do recurso, Gilmar Mendes –o mesmo que concedeu três habeas corpus a Jacob Barata Filho–, negou o HC, alegando que não havia excesso de prazo e que o preso fugira da cadeia (foi recapturado depois).

A DPU entrou, então, com agravo regimental, negado agora pela Segundona no “plenário virtual” do STF.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Wendell disse:

    Enquanto isso boa parte dos condenados da Lava Jato já estão em suas casas !!!

  2. lampejao disse:

    Esse é LISO……

  3. O MICO disse:

    Não deve ter pago o dizimo e não pode se beneficiar da lei.
    Injustiças se perpetuam aos montes quando juízes deixam de ser aplicadores das leis e se tornam os fazedores delas.
    A Ditadura do judiciário atinge a todos, beneficiando os amigos do sistema e perseguindo os adversários.
    Triste realidade de uma Res pública que depois de séculos de coronelismo, ainda não se consolidou.
    A impessoalidade e a igualdade ainda são muitos, ou seria melhor dizer "Micos".

Número de empregados domésticos registra maior alta desde 2015

Babá com crianças na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Foto de Márcia Foletto / Agência O Globo

O número de empregados domésticos registrou em outubro a maior alta em quase dois anos. Segundo dados divulgados pelo IBGE, a categoria cresceu em 177 mil trabalhadores, acréscimo de 2,9% em relação ao trimestre encerrado em julho, o último comparável com o dado de outubro. O contingente de domésticos chegou a 6,3 milhões de brasileiros. Foi o maior avanço nesse tipo de comparação desde dezembro de 2015, quando o aumento foi de 4,4%.

Na avaliação do coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o avanço do emprego doméstico é mais um traço do aumento da informalidade, uma característica da recuperação gradual do mercado de trabalho em 2017. Embora a lei exija o registro desses empregados, o setor ainda é marcado por forte informalidade. O trabalhador doméstico tem o menor rendimento entre todas as categorias pesquisadas pelo IBGE. Em outubro, estava em R$ 843, menos que o salário mínimo (R$ 937).

— O trabalho doméstico aumentou. Essa é outra forma de inserção no mercado informal (além do emprego sem carteira assinada e do trabalho por conta própria). Pode acontecer por falta de opção — avalia Azeredo.

Para se ter uma ideia, o rendimento médio do doméstico equivale a cerca de 42% dos ganhos do empregado com carteira, estimado em R$ 2.048 para outubro. A maior renda é a dos empregadores, que recebem em média R$ 5.492. Segundo o IBGE, o avanço do emprego doméstico se soma ao avanço de outras formas de inserção pela informalidade, como o trabalho por conta própria, que avançou 1,4% (326 mil pessoas) em outubro frente a julho, e o emprego sem carteira, cujo contingente de trabalhadores cresceu 2,4% (254 mil pessoas).

— É o primeiro momento da retomada. É aguardar para ver até quando essa expansão da informalidade vai se dar e quando o emprego com carteira vai começar a mostrar sinais de recuperação. Até o momento não temos nenhum sinal da recuperação de postos com carteira assinada no mercado de trabalho brasileiro. Para isso, é preciso movimentar construção, a grande indústria, que são os grandes portais para inserção desses trabalhadores.

O Globo