Guedes diz que pacote de R$ 750 bi protegerá ‘mar’ de pessoas que nunca pediram nada ao governo

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou na noite desta quinta-feira (26) que será de R$ 750 bilhões o pacote fechado pela equipe econômica do governo, por bancos públicos e pelo Banco Central para fazer frente aos impactos econômicos da pandemia do coronavírus no Brasil.

O volume de recursos inclui as medidas já anunciadas – como reforço do programa Bolsa Família, liberação de depósitos compulsórios do Banco Central e antecipação de 13º salário para aposentados – e ações ainda a serem oficialmente anunciadas.

Entre essas ações a serem anunciadas estão ajuda para manutenção de empregos – com o governo arcando até 100% dos salários de funcionários de microempresas – e um crédito imediato a ser dividido com bancos privados para aquelas empresas que comprovarem que não têm como arcar com a folha de pagamento.

O foco, segundo o ministro, é, em primeiro lugar, assegurar recursos para a saúde; depois, garantir uma rede de proteção para idosos, informais, autônomos e beneficiários do Bolsa Família.

“Não vão faltar recursos para a defesa da saúde, do emprego e, principalmente, para os mais vulneráveis”, disse o ministro.

Mesmo reconhecendo que parte dos recursos dos R$ 750 bilhões são apenas antecipações de gastos que o governo teria neste ano, Guedes afirma que adiantar os valores ajuda a irrigar a economia em um momento de grande crise e falta de recursos.

Nas contas do ministro, o impacto fiscal do plano já é de cerca de R$ 300 bilhões.

Entre as medidas ainda não anunciadas estão recursos extras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, além de um capital de giro, a ser dado como contrapartida de bancos privados para pequenas empresas que comprovem que não conseguem arcar com a folha de pagamento.

O ministro afirmou que encomendou à sua equipe especial cuidado com os informais e autônomos. Um pacote que já está na Câmara destinará pelo menos R$ 500 por pessoa que comprovar não ter renda. Pela sugestão inicial do governo, o vale seria de R$ 200.

“Este mar de pessoas, entre 20 e 38 milhões de brasileiros, que nunca pediram nada ao governo, vão ser protegidos, afirmou.

Do Rio de Janeiro, onde está desde o fim da semana passada, Guedes afirma estar fazendo dezenas de reuniões por telefone e vídeo ao dia.

Depois de ter realizado o teste para a Covid-19, que deu negativo, ele promete estar de volta a Brasília na próxima segunda-feira, embora tenha 72 anos e faça parte do grupo de risco.

O ministro afirmou que neste momento é preciso tomar ações emergenciais para a saúde e para garantir bem estar, mas nem por isso deixou de defender que o Congresso siga votando as reformas estruturantes.

Como exemplo, falou da chamada PEC Emergencial, que pode ajudar os Estados a lidarem com a queda de arrecadação em 2020, sem ter os recursos para a saúde consumidos por despesas obrigatórias.

As contas do plano de Guedes

Os R$ 750 bilhões anunciados pelo ministro da Economia serão distribuídos da seguinte maneira:

R$ 200 bilhões de liberação de depósitos compulsórios pelo Banco Central;

R$ 147 bilhões de antecipação de 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, abono salarial;

R$ 3 bilhões para ampliação do Bolsa Família;

R$ 35 bilhões do BNDES para rolagem de empréstimos de empresas;

R$ 21 bilhões de destinação do PIS/PASEP para o FGTS, para liberação do fundo de garantia;

R$ 70 bilhões em linha de crédito e rolagem de empréstimos da Caixa Econômica Federal;

R$ 88 bilhões para Estados;

A serem anunciados:

R$ 36 bilhões para cobrir salários de empregados;

R$ 80 bilhões para ajudar autônomos (R$ 20 bilhões ao mês);

R$ 20 bilhões extras a serem anunciados pelo BNDES para empréstimo a empresas;

R$ 30 bilhões extras a serem anunciados pela Caixa Econômica Federal;

R$ 20 bilhões para a folha de pagamento de empresas, capital de giro para empresas que comprovem não conseguir arcar com a folha de pagamento – a ser feito com contrapartida de bancos privados;

Blog da Ana Flor/G1 – GloboNews

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Melo disse:

    Eu já disse várias vezes que isso é conversa para boi dormir! E o gado véi fica acreditando… Quando acabar vão estar tudo chorando! Caixa véia só tem o papinho de sempre… Aquela taxa de juros que é melhor ser assaltado do que pegar um empréstimo, pelo menos você pode ir prestar queixa na delegacia…

  2. Oswaldo disse:

    Belíssima atitude do executivo, Agora legislativo e executivo que é bom… bem caladinhos sem reduzir 1 centavo dos seus bolsos.

  3. Edu Lima disse:

    Kd a Petezada, essa braga que falou que nosso presidente não estava se mexendo!

  4. Emmanoel do Nascimento Costa disse:

    Reforma para lascar o trabalhador mentindo dizendo que o país estava quebrado. Agora a máscara caiu

  5. Otávio disse:

    E aí, o presidente não tá fazendo nada, para conter a crise?
    Vai pagar 3 meses de salários integral a quem recebe até 3.000 e trabalha em bares e restaurantes.
    Liberando um pacote de R$750.000.000.000,00 pelo ministério da economia.
    Vai tudo voltar ao normal

    • Paulinho Guanabara Vieira disse:

      Vai demais! Vai lá na Caixa, liga pro BNDES e vê se tem esse dinheiro lá disponível. Isso é conversa rapaz!

    • Ranyel Sozzi disse:

      Vocês são canalhas. Ontem mesmo estavam mandando as pessoas voltarem às suas rotinas, senão a economia quebraria. Vocês são tão corruptos e ordinários quanto esse presidente e sua equipe.

  6. Lima disse:

    Kkkkkkk
    CHUPA PETEZADA.
    PEGUE!!!

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