Política

Haddad precisou reatar com o PT para assumir candidatura de Lula

Assim que encaixou o boné vermelho com a marca do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na cabeça, Fernando Haddad, 55, mudou de ideia e tirou o adereço. Como se estivesse constrangido por ter recusado o presente de um militante, voltou a vesti-lo. Antes que os fotógrafos pudessem clicá-lo, recuou de novo e descartou a peça.

O candidato escolhido para levar o PT de volta ao poder encarna um dos momentos mais conflituosos vividos pelo partido. Cercado por milhares de pessoas naquele domingo em Juazeiro (BA), há duas semanas, Haddad surfava na onda do lulismo e disparava nas pesquisas. Agora, às vésperas do primeiro turno, se vê obrigado a voltar ao Nordeste para conter um maremoto antipetista.

“Eu preciso fazer em vinte e poucos dias o que outros fizeram em seis meses”, disse à reportagem no intervalo de uma gravação. A rejeição crescente ao PT dificultou a ideia de Haddad de se apresentar como uma alternativa amena ao que ele mesmo classificava como a “barbárie”, representada por Jair Bolsonaro.

A adesão em massa de empresários e políticos ao candidato do PSL assustou o comando de sua campanha no início da semana. “Jogaram a toalha muito cedo e decidiram servir de escada para o Bolsonaro”, lamentou o petista em uma conversa com aliados.

Para chegar com fôlego à votação deste domingo (7), o PT decidiu dobrar a aposta em redutos tradicionais, como o Nordeste. Se confirmar a vaga no segundo turno, o figurino moderado será a principal aposta de Haddad.

O professor universitário de classe média não era a primeira opção dos petistas para substituir Lula após a prisão do líder petista. Seu destino só foi selado nos acréscimos.

Forçado pela legislação eleitoral a definir seu candidato a vice-presidente, o comando do PT fez uma visita-relâmpago a Lula em sua cela em Curitiba dois dias antes da convenção da sigla, marcada para 5 de agosto.

O ex-presidente sugeriu, então, que fosse feita uma última consulta a Jaques Wagner. O ex-governador baiano, seu amigo, era considerado um político com mais traquejo eleitoral que Haddad, com capacidade de acelerar a transfusão de votos de Lula especialmente no Nordeste.

Ao deixarem a carceragem da Polícia Federal, dois dirigentes do partido telefonaram para Jaques, no caminho até o aeroporto. Pelo viva-voz, a dupla ouviu do ex-governador a negativa final, com uma frase repetida por meses em conversas reservadas: “Não vou substituir Lula”.

Naquela data limite, Haddad se tornou oficialmente o plano B dos petistas. Em uma articulação engenhosa, ele foi indicado como vice do ex-presidente preso. A vaga de vice do vice foi oferecida a Manuela D’Ávila, fechando o apoio do PC do B à chapa.

A missão não caiu simplesmente no colo de Haddad. O ex-prefeito de São Paulo (2013-2016) trabalhou para recompor suas pontes com o PT, apagar algumas decepções, mergulhar nas estruturas orgânicas do partido e reforçar sua relação com Lula.

Haddad confidenciou a alguns auxiliares que se sentiu abandonado depois que sua candidatura à reeleição foi derrotada em primeiro turno, há dois anos. Ele e sua equipe mais próxima ficaram sem espaço na máquina partidária, com uma dívida milionária de campanha para quitar.

Depois que deixou a prefeitura, Haddad se dedicou a dar palestras e aulas na universidade. Rodava de carona com um assessor, num Fox branco amassado dos dois lados. Auxiliares batiam à porta de artistas e empresários pedindo doações para zerar as contas. Por alguns meses, ao longo de 2017, ele cogitou deixar o PT.

O próprio Lula fez os gestos que facilitaram a reaproximação de Haddad com a legenda. No fim do ano, chamou o afilhado para acompanhá-lo em suas caravanas pelo país, deu a ele a coordenação do programa de governo de sua candidatura e, numa conversa reservada, disse que, se eleito, gostaria que ele fosse seu ministro da Fazenda.

Nos meses seguintes, consolidou-se a expectativa de que Lula teria sua condenação confirmada e ficaria impedido de se candidatar, embora petistas acreditassem que ele ficaria em liberdade. Haddad defendia, naquela época, que o PT formasse uma frente com partidos de esquerda, abrindo mão até de lançar um candidato próprio.

A proposta seguia uma lógica que ele havia verbalizado quase dez anos antes, quando era ministro da Educação. Assessores que trabalhavam com Haddad contam que ele pregava a união imediata de grupos que considerava progressistas para frear uma onda conservadora.

O auge dessa pressão ocorreu em 2011, quando a pasta contratou uma ONG para elaborar um material de orientação de professores para combater a homofobia em sala de aula. O pacote foi batizado de “kit gay” pela bancada evangélica, que protestou até que a então presidente Dilma Rousseff engavetasse o programa.

O caso, ironicamente, é explorado com frequência por seus adversários –como José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura em 2012 e Jair Bolsonaro neste ano.

A semente da frente única levou o petista a uma conversa com Ciro Gomes (PDT), em fevereiro, no apartamento do ex-deputado pedetista Gabriel Chalita, em São Paulo.

Ciro desfiou elogios a Haddad, disse que uma chapa composta pelos dois seria um “dream team” (time dos sonhos) e, num aceno de humildade, se ofereceu para ser seu vice. O petista retribuiu e afirmou que, por antiguidade, a candidatura caberia ao colega.

A prisão de Lula em abril mudou os planos. O PT passou a considerar essencial o lançamento de um candidato para liderar uma defesa pública do ex-presidente.

O partido considerava Ciro pouco confiável para esse papel e se irritou com declarações em que ele se recusava a considerar Lula um preso político.

No início de maio, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, disse a aliados que o apoio da sigla a Ciro não seria aprovado “nem com reza brava”.

Cid Gomes, irmão do candidato pedetista, enviou uma mensagem em tom de ironia: “De grosseria em grosseria, constrói-se um país”. Gleisi respondeu: “Respeito o senhor, mas de grosseria o Ciro entende”. Os dois nunca mais se falaram.

Embora Haddad não soubesse, o caminho começava a se abrir para ele. Ao se tornar responsável pela elaboração do programa de governo petista, ele havia sido alçado a um papel de destaque na política interna da legenda, mas ainda precisava derrubar algumas barreiras.

A prisão do ex-presidente havia interrompido seus canais de comunicação. Haddad foi, então, orientado a reaver sua carteirinha da Ordem dos Advogados do Brasil para que pudesse ser incluído na defesa do presidente, com acesso livre à carceragem da PF.

Dois meses depois, deu um passo em direção a dirigentes do principal grupo da base petista. Filiou-se à corrente Construindo um Novo Brasil e criou pontes com dirigentes próximos de Lula, como o ex-presidente da sigla Rui Falcão e o tesoureiro Emidio de Souza.

O novo batismo não eliminou todas as tensões. Com frequência, o candidato é criticado por se desviar de algumas linhas mestras do partido.

Gleisi e outros comandantes do partido ficaram contrariados quando Haddad fez um aceno de moderação na economia ao admitir a urgência de uma reforma da Previdência, desautorizando o economista Márcio Pochmann, ligado à direção da legenda.

Também houve irritação quando Haddad, pressionado em uma entrevista à CBN, respondeu com um peremptório “não” sobre a possibilidade de conceder indulto a Lula caso eleito. Para os petistas, não há hipótese de o ex-presidente continuar na cadeia.

Uma comparação feita há anos pelo ex-presidente é evocada com frequência para descrever o perfil light do candidato: um petista com cara de tucano. Enquanto boa parte dos quadros do PT paulista se formou no Sindicato dos Bancários, Haddad fez militância na faculdade de direito do Largo do São Francisco e depois foi trabalhar nos escritórios do Unibanco como analista de investimentos, no fim da década de 1980.

Haddad lembra: “Fazia análise macroeconômica, projeções de PIB e câmbio. Pedi demissão para fazer doutorado em filosofia. O chefe do departamento arregalou os olhos, até me ofereceu uma promoção, mas acho que eu decidi muito cedo não ganhar dinheiro”.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Nordeste celeiro dos passa fome….incrível como esses bandidos conseguem iludir os idiotas aqui

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Brasil

Tráfico de influência: ministro Mendonça autoriza 2º inquérito contra Lulinha

Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou, na tarde desta sexta-feira (31/7), a abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luís Inácio Lula da Silva. O fato tem relação com as investigações da Polícia Federal (PF) sobre a atuação de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação foi revelada pelo O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

O novo inquérito identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT.

A empresa teria buscado negócios na Dataprev, companhia de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos. A investigação suspeita de que Lulinha tenha recebido ao menos uma viagem em troca de negócios na gestão federal.

A PF ainda pediu um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente, mas a solicitação ainda deve ser distribuída no STF.

O caso de Lulinha está com Andre Mendonça após sorteio no STF. Como a Polícia Federal não pediu que os novos inquéritos fossem distribuídos ao magistrado, os processos foram submetidos ao sorteio entre os ministros.

Apesar disso, o sistema de distribuição da Corte sorteou novamente Mendonça como relator.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e advogado de Lulinha, ressaltou ao Metrópoles que a defesa segue tranquila. No entanto, afirma que não teve acesso a essa nova abertura de investigação.

Metrópoles

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Brasil

Anvisa ordena retirada de paracetamol das farmácias; fabricante diz que testes não indicaram falhas

Foto: Divulgação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão da distribuição, venda e uso de um lote do Paramol 750 mg (paracetamol) após identificar comprimidos com sinais de possível contaminação por bolor, conhecido popularmente como mofo.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (30) no DOU (Diário Oficial da União) e determina o recolhimento de todas as unidades do lote 114053, da apresentação com 200 comprimidos, fabricada pela Belfar Ltda.

Segundo a Anvisa, foram encontrados comprimidos com sujidades cuja aparência é sugestiva de contaminação por bolor, um tipo de fungo que pode comprometer a qualidade do medicamento.

Lote específico de Paramol foi suspenso pela Anvisa

A medida preventiva vale apenas para o lote 114053 do Paramol 750 mg. De acordo com a Belfar, outros lotes do medicamento e demais produtos fabricados pela empresa não foram afetados pela decisão.

O Paramol é indicado para o tratamento de febre e para o alívio de dores leves a moderadas.

Após ser comunicada sobre a suspensão, a Belfar afirmou que realizou análises em amostras de referência do lote e informou à Anvisa que as contraprovas não apontaram desvios de qualidade.

Em nota, a empresa declarou que mantém diálogo com a agência para esclarecer o caso e que avalia as medidas administrativas cabíveis. A fabricante também afirmou que irá prestar esclarecimentos aos consumidores.

Com informações do portal NDMais

 

 

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Política

‘Está faltando braço da PF’, diz Flávio sobre investigação contra Lulinha

Foto: Reprodução/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 30, que a Polícia Federal carece de estrutura para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante uma transmissão ao vivo, ele questionou o tratamento dado ao empresário e comparou a situação com a hipótese de um filho de Jair Bolsonaro ser suspeito de corrupção.

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 30, que falta estrutura na Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em transmissão em seu canal no YouTube, o parlamentar questionou o tratamento dado ao empresário.

“Está faltando braço, faltando gente para esse pequeno grupo da Polícia Federal do Lula investigar o filho do presidente da República”, disse Flávio. “Vocês já imaginavam se o filho do presidente Jair Bolsonaro fosse suspeito de receber dinheiro desviado de aposentados?”

A declaração ocorreu horas depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizar a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Lulinha no governo federal. Flávio, no entanto, não comentou diretamente a decisão do ministro.

O pedido para a abertura do inquérito partiu da Polícia Federal e foi distribuído ao ministro André Mendonça. Os investigadores apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à autorização para a comercialização de Cannabis medicinal em programas do Ministério da Saúde.

No fim de 2025, quando surgiram as primeiras suspeitas que envolvem o seu filho, Lula afirmou que as autoridades deveriam apurar eventuais responsabilidades. “Ninguém ficará livre. Se a polícia encontrar meu filho metido nisso, a Justiça o investigará”, declarou na ocasião.

Flávio afirmou que na próxima quinta-feira, 6, fará uma live para confirmar os palanques do PL nos Estados, incluindo os apoios de partidos aliados. Segundo o senador, a iniciativa visa a reduzir a confusão entre os eleitores sobre as alianças partidárias para este ano.

Revista Oeste

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Eleições 2026

‘Ex-pardo’, ACM Neto se declara branco quatro anos após perder eleição em 2022

Foto: Divulgação/União Brasil

Quatro anos depois de informar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que se considerava pardo, o ex-prefeito de Salvador e candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, passou a se declarar branco. A mudança consta no sistema oficial da Justiça Eleitoral para as eleições de 2026 e reacende uma das principais polêmicas da campanha baiana de 2022.

Na disputa anterior pelo Palácio de Ondina, ACM Neto registrou a sua autodeclaração racial como parda perante o TSE. Pela metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizada também em políticas públicas e estatísticas oficiais, as categorias preta e parda compõem a população negra. A autodeclaração do então candidato provocou críticas de integrantes do movimento negro e de adversários, que o acusaram de oportunismo eleitoral em um estado cuja população é formada por 80,8% de pessoas negras, segundo o Censo de 2022.

A controvérsia ganhou força nos últimos dias da campanha, quando ACM Neto foi questionado sobre o tema durante uma sabatina do Bahia Meio Dia, jornal da TV Globo em Salvador. Na ocasião, perguntou ao entrevistador quem o considerava socialmente branco. Ao ouvir a resposta de que seria “toda a sociedade”, afirmou: “Eu me considero pardo”. Em seguida, ao ser informado de que o IBGE considera pretos e pardos como integrantes da população negra, rebateu: “Então o erro é do IBGE, não é meu. Simplesmente isso.”

A declaração rapidamente extrapolou o debate eleitoral e se transformou em um dos episódios mais lembrados da campanha de 2022. Nas redes sociais, ACM Neto virou alvo de memes que ironizavam sua identificação racial e a tentativa de se apresentar como um “irmão de cor” da maioria da população baiana. Naquele ano, ele acabou derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT) no segundo turno.

A mudança na autodeclaração ocorre em um contexto em que o tema passou a receber maior atenção da Justiça Eleitoral. Desde 2014, o TSE registra a raça/cor informada pelos candidatos, permitindo acompanhar alterações ao longo das disputas. Nos últimos anos, o debate ganhou relevância com a ampliação das políticas de ação afirmativa e das cotas para candidaturas negras, levando movimentos sociais e especialistas a questionarem autodeclarações consideradas incompatíveis com a identidade racial publicamente reconhecida dos candidatos.

Patrimônio

Além da alteração na autodeclaração racial, ACM Neto informou ao TSE um crescimento expressivo de seu patrimônio. Segundo os dados registrados pela Justiça Eleitoral, o ex-prefeito declarou possuir 84,9 milhões de reais em bens neste ano, ante 41,7 milhões de reais informados na eleição de 2022.

O aumento de 103,5% corresponde a um acréscimo de 43,2 milhões de reais, impulsionado principalmente por novos investimentos em fundos imobiliários, aplicações financeiras, aportes em empresas, além da inclusão de um apartamento em Barra Grande, na Bahia, e dois veículos.

Veja

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Economia

DEU NÓ: No primeiro mês de Desenrola, endividamento e inadimplência continuaram iguais

Foto: Divulgação

Mesmo depois do lançamento, em maio, do Desenrola Brasil, o programa do governo com condições especiais para renegociação de dívidas, os números gerais de inadimplência e do nível de endividamento das famílias no Brasil pouco mudaram, e continuaram nos mesmos patamares recordes em que estavam.

Em maio, primeiro mês da vigência do programa, pouco mais de um quarto da renda das famílias continuava comprometido com o pagamento de dívidas: essa proporção oscilou de 31,2%, em abril, para 31,1% em maio. Um ano antes, em maio de 2025, era de 30,6%, e, no pico, em janeiro deste ano, bateu 31,4%. Os resultados estão atualizados até maior e fazem parte dos dados do mercado de crédito divulgados na quinta-feira, 30, pelo Banco Central.

O número não leva em consideração as dívidas com financiamento imobiliário. Quando estas entram na conta, as pessoas perdem quase a metade de sua renda: a parcela dos ganhos ocupada pelos empréstimos e financiamentos totais ficou em 49,8% em maio, ante 49,9% em abril.

O programa Desenrola Brasil, que ganhou neste ano uma segunda edição com a sucessão de recordes nos níveis de endividamento da população, foi lançado em 4 de maio pelo presidente Lula. Previsto inicialmente para durar por 90 dias, ele será prorrogado em mais um mês, até 31 de agosto, conforme anunciou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta semana.

Inadimplência alta

O lançamento do programa também mexeu pouco na inadimplência. Ela inclusive aumentou no primeiro mês de Desenrola, tendo subido de 7,4% para 7,6%, de abril para maio, e ficado estável, nos mesmos 7,6%, em junho, de acordo com o Banco Central. É a maior proporção desde pelo menos 2012, quando começa a série, e só em 2012 esse número chegou a bater nos 7%.

A taxa leva em consideração apenas a inadimplência das pessoas físicas e em operações de crédito livre, como empréstimos pessoais, cartão de crédito ou cheque especial, e que são o foco das renegociações permitidas pelo Desenrola. O dado não considera as linhas de financiamento que são reguladas, como o crédito imobiliário e o crédito rural, e que têm taxas de inadimplência mais baixas.

A inadimplência é medida considerando o valor total da carteira de crédito concedidos pelos bancos nessas modalidades que estão com os pagamentos em atraso.

Veja

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Cidades

Governo do Estado informa que fez acordo para pagar hospitais privados que atendem pacientes do SUS no RN, mas cirurgias eletivas continuam suspensas

 Foto: Bruno Vital/G1

O Governo do Estado emitiu uma nota informando que fez um acordo com os hospitais privados e cooperativas médicas para pagar, no dia 7 de agosto, as parcelas em atraso já acordadas, no valor de R$ 5.466.778,89. No dia 10 de agosto, segundo o comunicado, será feito o pagamento da produção mensal, no valor de R$ 12.389.777,16.

Apesar do acordo, as cirurgias eletivas continuam suspensas nos hospitais privados que atendem à rede estadual até a efetivação do pagamento das parcelas em atraso, previsto para o dia 7/08. Até lá, só serão atendidos casos de urgência e emergência.

Leia a nota da Sesap:

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informa que enviou aos hospitais e cooperativas médicas uma planilha atualizada referente aos pagamentos e cumprimento de acordos por parte do Estado do Rio Grande do Norte, pelos procedimentos cirúrgicos e intervencionistas de serviços credenciados em Natal/RN.

No documento encaminhado na quinta-feira (30) e reiterado nesta sexta-feira (31), a Sesap propôs, para o dia 07 de agosto, o pagamento de parcelas já acordadas, no valor total de R$ 5.466.778,89. E para o dia 10 de agosto, o pagamento da produção mensal, no valor de R$ 12.389.777,16.

Também foi pactuado com os prestadores a manutenção dos atendimentos de casos de urgência e emergência até a efetivação dos pagamentos programados, de forma a garantir os segurança à população.

 

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Política

[VÍDEO] “Lula se comporta como se nada tivesse sido descoberto sobre Jaques Wagner”, diz colunista

Imagem: Reprodução/Instagram

Para o colunista Josias de Souza, o presidente Lula adota uma postura de complacência e isolamento estratégico ao minimizar o impacto político do caso que envolve o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do Banco Master.

Segundo ele, Lula está negligenciando a polêmica envolvendo Jaques Wagner e ex-sócio de Daniel Vorcaro: “acha que isso não vai interferir na eleição”.

Com informações do UOL News

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Política

[VÍDEO] Thabatta faz relato emocionado sobre identificação com Zenaide: “uma admiração que vai além da política”

Imagem: Reprodução

Em um depoimento emocionado, a vereadora Thabatta Pimenta diz que sua admiração pela senadora Zenaide Maia vai muito além da política.

No relato, Thabatta lembra que foi Zenaide quem lhe estendeu a mão e a enxergou quando ninguém enxergava. Ela também destaca a sensibilidade da senadora em vários momentos marcantes da sua vida e cita a identificação entre as duas como mães atípicas.

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Mundo

Academia cristã só para homens viraliza e web não perdoa: “rosca direta”

Foto: Reprodução

Com o objetivo de criar um ambiente de treino alinhado com princípios cristãos, influenciadores dos Estados Unidos criaram uma academia exclusiva para homens que rapidamente chamou atenção nas redes sociais. Nomeada de Proverbs 27:17 Fitness, o lugar ganhou repercussão pela proposta de oferecer um espaço considerado mais adequado aos valores religiosos dos fundadores, além de evitar situações vistas por eles como possíveis “tentações”.

A iniciativa começou a ganhar espaço nas redes sociais após um dos idealizadores explicar que a criação da academia também está relacionada à preocupação com casos de infidelidade associados a ambientes tradicionais de musculação. Segundo os responsáveis pelo projeto, a ideia é proporcionar um local onde os frequentadores possam se exercitar sem distrações consideradas incompatíveis com as convicções.

Além dos treinos, a academia busca promover a convivência entre homens que compartilham da mesma fé. Segundo os fundadores, o espaço pretende fortalecer amizades, incentivar a disciplina e contribuir para o desenvolvimento espiritual dos alunos por meio de uma rotina baseada em valores cristãos.

Contudo, a proposta dividiu opiniões nas plataformas digitais. Enquanto alguns internautas apoiaram a criação de um ambiente voltado para pessoas com princípios semelhantes, outros questionaram a separação por gênero e criticaram a justificativa usada para defender o funcionamento exclusivo para homens.

A repercussão também foi acompanhada por uma onda de memes nas redes sociais. Termos como “rosca direta” passaram a circular em publicações de humor, fazendo referência ao universo das academias e aumentando ainda mais a visibilidade do caso.

Com informações do Portal Dol

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Eleições 2026

Após PP barrar Tereza Cristina, Pedro Lupion vira aposta do agro na vice de Flávio

Foto: Pablo Valadares

Depois da negativa da federação para o nome de Tereza Cristina na vice, o agronegócio colocou dois nomes novos na mesa: Pedro Lupion, do Republicanos-PR e atual presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), hoje pré-candidato ao Senado. Entre os dois, é o nome de Lupion que ganhou força no entorno do senador nos últimos dias, justamente pela costura que ele já mantém com a bancada ruralista no Congresso.

Para nomes do entorno de Flávio ouvidos pela reportagem, o desafio agora é outro: convencer Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, a liberar um de seus quadros para a chapa.

A avaliação interna é que Domingos Sávio agrega mais peso eleitoral por ser de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, o que mantém o mineiro como alternativa caso a negociação com o Republicanos em torno de Lupion não avance. Questionados sobre a possibilidade de escolher uma mulher para a vaga, o discurso no entorno do senador tem sido o mesmo: falta opção. “Não tem muita gente disponível”, tem sido a resposta padrão.

O problema é que a informação não fecha com os fatos. Nomes como a deputada federal pelo Ceará Priscila Costa (PL), além de Simone Marquetto e Julia Zanatta, já sinalizaram disposição para compor a chapa do filho 01.

Entrando na última semana de convenções e definição de chapas, a campanha de Valdemar Costa Neto segue como a única, entre as grandes candidaturas presidenciais, ainda sem vice definido.

Jovem Pan

 

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