Tribuna do Norte
Eles não têm papas na língua, cada um ao seu modo. Articulados e escrachados em medidas bem proporcionais, os músicos Zéu Britto e Falcão são os nomes que comandarão o I Brega Rock Festival, neste sábado, a partir das 22h no espaço Vila Hall, Via Costeira. Será a primeira vez em que a dupla – tão diferente entre si, mas com muitas coisas em comum – vai dividir o mesmo palco. Breguice pop para todos os lados.

Já Falcão é veterano nos paradões bregas. Desde que lançou o seu nada modesto “Bonito, lindo e joiado”, em 1991, não parou de juntar fãs. A partir daí ele ajudou a tornar o brega, cult – algo que ainda não se fazia na época. Ele ressuscitou um clássico do brega, “Eu não sou cachorro, não”, de Waldick Soriano, com uma versão literal em inglês, “I’m not dog no”. Sucesso nacional. Depois repetiu a façanha com “Fuscão preto”, de Almir Rogério, transformando-a em “Black people car”. Para ajudar a consolidar o mito, adotou uma visual colorido e exagerado. Falcão se tornou uma parâmetro fashion de breguice. Não parou de lançar hits em discos de nomes inspirados, como “O dinheiro não é tudo, mas é 100%”, “A besteira é a base da sabedoria’, “A um passo da MPB”, “Quanto pior, melhor”, “500 anos de chifre”, “Do penico à bomba atômica”, e “What porra is this”.
Falcão gosta de afirmar que deseja surpreender “o fã apaixonado ou o ouvinte incauto sobre a sua categoria e sinceridade estética”. O FIM DE SEMANA lançou então um desafio a uma dupla tão brega, porém cabeça como essa. Uma entrevista mútua, para que Zéu e Falcão possam se conhecer melhor – no bom sentido – antes de subir ao palco. O papo rendeu, e muito. Veja o “duelo” nestas páginas:
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