Por Jornal de Hoje
As investigações sobre o homicídio de Tércio Duarte da Silva (34 anos), ocorrido no dia 3 de fevereiro deste ano, em Ponta Negra, estão na fase final e tudo leva a crer que a vítima foi morta por causa do tráfico de drogas, entretanto, a polícia não informou qual seria o envolvimento de Tércio com as drogas.
“A linha de investigação sobre a motivação do homicídio leva a crer que tem ligação com o tráfico de drogas e estamos trabalhando para desvendar este crime em sua totalidade. Já sabemos que o provável atirador teria fugido recentemente de uma unidade de saúde, mas não podemos revelar muitos detalhes para não atrapalhar as investigações”, disse o delegado Fábio Rogério, titular da Delegacia de Homicídios (Dehom). Tércio foi morto por volta das 8h10, na rua da Lagosta, no conjunto Alagamar, em Ponta Negra. A vítima estava no banco do carona de um Gol de cor branca e placa OJX-8325. Quando o veículo chegou nas imediações do condomínio Corais de Ponta Negra, um outro homem apareceu em uma moto e abordou os dois. Ao todo foram 78 disparos, dos quais 37 acertaram o para-brisa do carro.
Inicialmente, o condutor do veículo, identificado como Marcos da Silva Andrade 33 anos, alegou que o assassino mandou que ele descesse do carro, pois o alvo seria apenas Tércio. Entretanto, nessa sexta (24), a Polícia Civil prendeu Marcos, que é suspeito de ter participado do crime. “Nas diversas vezes que fizemos interrogatórios ao suspeito, ele entrou em várias contradições. De acordo com Marcos, o homem que disparou os tiros teria pedido que ele saísse do carro e teria disparado somente contra Tércio. Chamou a nossa atenção o fato dele nunca ter mostrado preocupação com o “amigo” que estava sendo fuzilado”, detalhou Fábio Rogério.
No decorrer das investigações, a Dehom conseguiu cumprir um mandado de busca e apreensão na residência de Marcos Andrade, no dia 25 de março. Quando os policiais civis chegaram a casa, perceberam que o suspeito havia fugido. No local, a Polícia Civil conseguiu apreender cocaína, dinheiro, uma balança de precisão e sacos para embalar drogas. “Acreditamos que ele estava escondido na casa da mãe dele, na cidade de Patú, há cerca de um mês. Conseguimos intimá-lo para prestar declarações na Dehom e demos voz de prisão quando ele estava na Delegacia”, revelou o delegado.
Além do número de disparos, a tranquilidade com a qual o suspeito agiu também chamou atenção. Em um vídeo cedido por uma testemunha é possível observar a parte final da ação, quando o homem, que estava usando capacete, já parou de atirar. O criminoso guarda a pistola, anda calmamente até a moto, coloca uma espécie de fita na placa para dificultar a identificação e depois vai embora, ainda se preocupando em fazer a volta na rua para não ir na contramão. “Na verdade ele ficou cerca de quatro minutos na cena do crime. Realmente muito tranquilo, sem se preocupar se a polícia iria chegar. Os carros passando pelo lado dele e ele nem se preocupava. Realmente ele foi muito frio”, disse um rapaz, que pediu para ser identificado apenas como Fernando.

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