Jornalismo

Humorista Marcelo Madureira é agredido em ato no centro do Rio

Protestos no Rio de Janeiro

Um grupo de manifestantes ligados a sindicatos e movimentos de esquerda que protestavam no centro do Rio de Janeiro agrediram e expulsaram do local Marcelo Madureira, humorista do grupo Casseta & Planeta e comentarista da rádio Jovem Pan, aos gritos de “fascista”, “canalha” e “golpista”.

Madureira, que é críticos dos partidos e grupos de esquerda, estava com um cinegrafista e um produtor fazendo uma gravação quando passou a ser abordado por manifestantes. Hostilizado, começou a se retirar e foi seguido por um grupo que continuava a xingá-lo (veja vídeo abaixo), com coros de “golpista”. O humorista tentou argumentar no início da discussão, mas acabou se retirando sem responder aos manifestantes.

Depois, ele postou vídeo no canal “Portal do Madureira” no Youtube (abaixo), com o título “Apanhei na manifestação”, no qual entrevista manifestantes em tom jocoso, ao estilo do antigo programa “Casseta & Planeta” da TV Globo. “Estou aqui no Carnacut. É um ambiente de pura animação. Não tem muitos foliões, mas já chegou o trio elétrico e a galera vai botar para quebrar no Carnacut. O Brasil é só alegria”, disse no vídeo, que mostra ao menos duas agressões que sofreu.

No local onde Madureira foi hostilizado, houve vários tumultos ao longo da tarde e início da noite, com confrontos entre a Polícia Militar e manifestantes. Ao menos três ônibus foram queimados, a polícia reagiu com bombas de gás. O trânsito na região ficou completamente parado.

 

VEJA

Opinião dos leitores

  1. Sou contra a violência.
    mas em uma manifestação contra a retirada de direitos trabalhistas, uma camarada totalmente ligado a rede globo ( apoiadora incondicional das reformas contra os empregados e servidores públicos) vai pro centro da manifestação e faz piadas irônicas contra os indignados trabalhadores e organizadores.
    Esperava o quê? Buquê de flores?

  2. Fascistas e golpistas merecem isso. Querendo ainda fazer chacota com a galera. Idiota.

  3. Essa é a democracia da esquerda. Ou se rende a ela ou apanha.
    Aliás, esse modelo quando usado em alguns países símbolos dos esquerdopatas, chega ao fuzilamento e prisão perpétua.
    Aqui nossos doentes ainda são mais brandos e compreensivos e apenas espancam quem não comunga com as ideias deles.

  4. Deve ser a tal manifestação democrática em favor da corrupção. Ora, lula taxou os inativos e a cut não se manifestou. Dilma propôs reforma trabalhista com terceirização e a cut não se manifestou. Quando o sócio do PT faz a mesma proposta fazem vandalismo, baderna e violência com fins unicamente políticos. Massa de manobra é isso!

  5. DEIXE O POVO SE MANIFESTAR. QUEM ENTRA EM CONFLITO POR SUA VONTADE É PARA SER EXPURGADO.
    MERECE UM MURRO NA CARA!

  6. Falou besteira deu nisso. A luta é contra as reformas q retiram direitos do povo. Global não poderia propagar coisa diferente da asneira q falou.

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“ELE PAGA OU JOGO ‘PROCÊ’ ESSA BOMBA?”: Agente questionou Vorcaro sobre viagem de Nunes Marques

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro mostram um agente de viagens perguntando ao ex-dono do Banco Master quem pagaria uma viagem internacional solicitada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No diálogo, o agente Leo Serrano encaminha a Vorcaro uma mensagem atribuída ao ministro, com o pedido de um roteiro para cinco pessoas, entre os dias 8 e 18 de janeiro de 2025. A programação deveria incluir guias e motoristas que falassem português ou espanhol.

“Bom dia, Leo. Ministro Kassio. Preciso da sua ajuda para formatar uma viagens de uns dez dias, entre 8 e 18 de janeiro, para cinco pessoas. De preferência com guias e motoristas de vans que falem português ou espanhol. Inicialmente, imaginei Viena, com bate e volta nas cidades próximas, como Bratislava, Budapeste, Graz ou Salzburgo”, diz o print da mensagem atribuída a Kassio Nunes.

Após encaminhar a mensagem, Serrano pergunta a Vorcaro se “é pra atender” ao ministro do STF. Vorcaro respondeu: “Sim. Atende. Tudo”. Em seguida, o agente perguntou: “Ele paga ou eu jogo ‘procê’ essa bomba?”. O banqueiro então respondeu a Serrano: “Me liga depois”.

As mensagens divulgadas não esclarecem se a viagem foi realizada, qual seria o destino nem quem acabou pagando a conta. Posteriormente, o agente afirmou que Nunes Marques havia “sumido” após fazer o pedido.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] Gilmar Mendes chama André Mendonça de “pixuleco” e “boneco eleitoral”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes chamou o ministro André Mendonça de “pixuleco” e “boneco eleitoral” pela atuação do colega quando determinou o afastamento do diretor-gera da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A afirmação foi feita na sessão da Corte que define se deverá ser aberta ou não uma investigação sobre supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nesta terça-feira (15).

 

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Goveno Lula perdoa R$ 1,2 bilhão em juros de dívidas de acordos com sete empresas que confessaram corrupção na Lava Jato

Foto: Adriano Machado/Reuters

O governo Lula (PT) concedeu uma redução de R$ 1,2 bilhão em juros de dívidas de sete empresas que firmaram acordos de leniência após confessarem atos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato. Foram beneficiadas Odebrecht (Novonor), OAS (Metha e Coesa), Camargo Corrêa (Mover), Andrade Gutierrez, UTC, Engevix (Nova Participações) e Braskem.

De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo, a renegociação reduziu em mais de R$ 6 bilhões o passivo das companhias com a União. A maior beneficiada foi a Odebrecht, atualmente Novonor, que teve quase R$ 500 milhões em juros reduzidos e ainda conseguiu estender o prazo de pagamento das parcelas até 2048.

Para seis das sete empresas, a repactuação representou uma redução de cerca de 50% do valor originalmente previsto nos acordos. Outro benefício foi a autorização para utilizar créditos tributários na quitação das dívidas, permitindo a compensação de R$ 4,4 bilhões.

Também foram excluídas multas que somavam R$ 103,5 milhões. A redução dos juros ocorreu após a troca da Selic pelo IPCA na atualização dos valores devidos até 31 de maio de 2024. Depois desse período, a Selic voltou a ser aplicada.

A repactuação ocorreu no âmbito da ADPF 1.051, processo apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) por PSOL, Solidariedade e PCdoB para pedir a revisão de acordos de leniência firmados durante a Lava Jato. O caso ficou sob relatoria do ministro André Mendonça, que validou os novos acordos em 2025. O ministro André Mendonça foi procurado pela reportagem da Follha de S. Paulo, mas não se manifestou.

As negociações foram conduzidas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Advocacia-Geral da União (AGU). A CGU afirma que não houve perdão das dívidas nem redução das sanções, mas uma mudança nas condições de pagamento. Segundo o órgão, as empresas comprovaram dificuldades financeiras e a repactuação aumentaria as chances de recuperação dos valores pela União.

A Novonor afirmou que a repactuação não concedeu desconto sobre o valor contratual, mas promoveu um ajuste retroativo da taxa de juros e permitiu a utilização de créditos de prejuízo fiscal para amortizar a dívida. A empresa destacou que a legislação permite o uso desses créditos em percentual de até 70%, mas que o acordo estabeleceu limite de 50%.

A UTC afirmou que aproximadamente 35,24% da redução decorreu do pagamento de R$ 314,2 milhões com créditos de prejuízo fiscal, enquanto cerca de 14% corresponderam à redução de juros e multa. Segundo a empresa, a renegociação mantém impacto financeiro relevante.

A Nova Participações, ex-Engevix, informou que desde 2016 passa por um processo de reestruturação operacional, aprofundado após o acordo de leniência firmado em 2019.

A Andrade Gutierrez afirmou que vem cumprindo integralmente as condições dos acordos.

O Grupo Mover, ex-Camargo Corrêa, informou que não iria se manifestar.

Coesa e Metha, empresas resultantes do desmembramento da OAS, não responderam às tentativas de contato.

Com informações de Follha de S. Paulo

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Sessão no STF retornará às 15h e ministros vão decidir se juntam ações contra Moraes e Mendonça e se redistribuem as relatorias

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal informou que a sessão destinada a analisar o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vai retornar às 15h. A análise foi suspensa por volta de 13h e inicialmente retornaria às 14h.

Depois do intervalo, os dez ministros devem votar um proposta defendida por Gilmar Mendes e Flávio Dino para suspender esta sessão e julgar, no próximo dia 23, o caso envolvendo Moraes junto com o processo que investiga supostas irregularidades por André Mendonça.

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FORA DA VERSÃO FINAL: Fux e Nunes Marques foram retirados da proposta de delação de Vorcaro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil; Valter Campanato/Agência Brasil

Os nomes dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), apareceram em versões iniciais da proposta de delação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mas foram retirados do documento final enviado em junho à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Nos rascunhos, Vorcaro mencionava relações com os filhos dos dois magistrados. Kevin Nunes Marques teria recebido R$ 281,6 mil de uma consultoria contratada pelo Banco Master. Já Rodrigo Fux foi citado em conversas sobre possíveis contratos. O banqueiro, porém, não atribuiu crimes ou favorecimentos diretos aos ministros.

Na versão final, apenas Dias Toffoli permaneceu citado entre os integrantes do STF. O documento tratava de uma suposta negociação de R$ 35 milhões envolvendo a compra de parte de um resort ligado à família do ministro. A tentativa de colaboração premiada não avançou. A PF e a PGR rejeitaram a proposta por considerarem que faltavam provas concretas e informações inéditas capazes de sustentar um acordo.

A defesa de Vorcaro repudiou a divulgação dos documentos, afirmou que as tratativas de colaboração não foram concluídas e disse que o material preliminar estava sob responsabilidade de um grupo restrito de autoridades.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] Fux e Mendonça criticam atuação da Polícia Federal: “PF paralela” com monitoramento de ministros, em resposta a Gilmar Mendes

O ministro Luis Fux afirmou na sessão do plenário nesta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal tem “instrumentalizado posições para degradar a Corte”. O ministro comentava sobre o afastamento do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues. Fux e o ministro André Mendonça disseram que há uma “PF paralela”. “Com monitoramento de ministros, não pense que Vossa Excelência está a salvo”, completou Mendonça para Gilmar Mendes. O decano da Corte havia afirmado que o afastamento de Andrei era um “vexame”.

“Nunca se imaginou a PF peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E era isso que estava acontecendo. Sem prejuízo dela instrumentalizar posições para degradar a Corte. Tudo começou ali [com relatórios da PF sobre a conduta de Mendonça]. E nós entendíamos que nós devíamos tomar uma posição para estancar isso, como o ministro Gilmar se expressou perante o Planalto”, disse Fux.

O ministro Fux prossegui com a fala citando o relatório da PF sobre a atuação de André Mendonça que embasou o pedido de investigação feito por Alexandre de Moraes. “Só essa remessa desse documento apócrifo já é um exemplo significativo destes desvios praticados pela Polícia Federal. E por isso nós entendemos. E, ministro Gilmar, se não me falha a memória, vossa excelência foi ao Planalto para dizer que eles eram responsáveis pela crise da Polícia Federal com o Supremo ocorrer”, continuou Fux, em referência a relatórios da PF sobre condutas de Mendonça.

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MPRN apura se existem motivos para anular as provas escritas do concurso público da Polícia Penal do RN

Foto: Divulgação/MPRN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu investigação para verificar se as provas escritas do concurso da Polícia Penal do RN devem ser anuladas após suspeitas de fraude durante a aplicação.

A apuração considera a prisão em flagrante de 11 candidatos, suspeitos de usar equipamentos eletrônicos para transmitir informações. Também foram identificadas imagens do caderno de provas compartilhadas em aplicativos de mensagens durante o exame.

Documentos policiais mostram que banca organizadora não utilizou detectores de metais em todos os locais de aplicação. O MPRN solicitou informações à Secretaria Estadual da Administração e ao Instituto Avalia sobre os procedimentos de segurança adotados. O órgão também vai acompanhar as investigações da Polícia Civil sobre as possíveis fraudes no concurso.

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Gilmar Mendes pede suspensão de julgamento do caso Moraes-Vorcaro e quer análise conjunta com caso de Mendonça no dia 23

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do STF Gilmar Mendes pediu a suspensão do julgamento do caso Moraes-Vorcaro e defendeu que a análise seja retomada na próxima terça-feira (23), juntamente com o caso envolvendo o ministro André Mendonça.

Para o decano, uma decisão de tamanha gravidade não poderia ocorrer sem respeito à colegialidade e durante o ciclo eleitoral. “A deliberação do Tribunal sobre matéria da tamanha gravidade não pode ocorrer nos termos ditados por alguém que tem desprezado qualquer senso de colegialidade, muito menos em pleno ciclo eleitoral”, afirmou ainda Gilmar.

A sessão foi interrompida pelo presidente do STF, Edson Fachin. O retorno está marcado as 14h desta terça. Fachin afirmou que o plenário vai discutir a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que propõe suspender o julgamento e juntar a análise doscasos.

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[VÍDEO] GUERRA NO STF: ‘Até as pedras sabem que há um viés político-eleitoral’, diz Gilmar sobre Mendonça, que rebate: ‘leviano’

A Sessão Extraordinária no STF sobre a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes segue em clima quente nesta terça-feira (15). O decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, acusou o ministro André Mendonça de conduzir a relatoria do processo com viés político-eleitoral e foi chamado de leviano pelo colega de plenário.

“Vossa Excelência está sendo leviano, ministro”, interrompeu Mendonça quando Gilmar falou que houve viés “político-eleitoral” na condução de Mendonça.

Gilmar respondeu de forma exaltada e com o dedo em riste. “Vossa Excelência não tem a palavra. Vai escutar com tranquilidade. Evidente condução político-eleitoral a escolha do 7 de Setembro bolsonarista. Isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso.”

“Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um”, respondeu Mendonça.

“Quem não se dá respeito, não merece respeito”, disse Gilmar antes de retomar a leitura.

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[VÍDEO] Fachin rebate Dino: “Em momento algum destituí relator algum, isso não é verdade”

O presidente do STF, Edson Fachin, rebateu o colega Flávio Dino, que o havia criticado por retirar a ele e ao ministro André Mendonça da relatoria de processos ligados aos casos Master e INSS.

“Não há decisão alguma da minha parte avocando os autos. Os autos foram encaminhados pelo ministro-relator à Presidência. O juiz natural para julgar essa matéria é o plenário. Nós vamos decidir se o que o ministro André fez ao solicitar aquele relatório à Polícia federal ou não é correto. Eu, em momento algum destituí relator algum”, disse Fachin.

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