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IBGE: Mais ricos recebem 36 vezes acima do que ganham os pobres em 2017

Em 2017, os ricos do país ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da população brasileira, em 2017, teve rendimento médio mensal foi de R$ 27.213. O valor representa, em média, 36,1 vezes mais do que a metade dos mais pobres – cujo renda mensal foi de R$ 754. Em 2016, o grupo mais rico ganhava 36,3 vezes que a média do rendimento de metade dos mais pobres.

Os dados fazem parte da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017, divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

A publicação revela que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilhões. Deste total, os 10% da população com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total. Os 10% menores rendimentos detinham apenas 0,7% da renda.

Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, os números mostram que a desigualdade ainda é grande no país. “Vamos separar a população inteira, do mais baixo ao mais alto. Se você pega metade dela, verá que a média de rendimento médio dos 50% que ganham menos é de R$ 754, valor mais que 36 vezes menor do que o rendimento da população que ganha os maiores salários, e que chega a R$ 27.213. Os 10% com os maiores rendimentos chegam a deter 43% do total recebido”, afirmou.

Concentração

Na região Sudeste, a concentração de renda foi ainda maior. Nesta região, está a maior parcela da população e reúne rendimento médio mensal real do grupo de 1% mais ricos. No Sudeste, este grupo chegou a ter concentração 33,7 vezes superior ao rendimento médio mensal real de 50% da população com os menores rendimentos – em 2016 era de 36,3 vezes.

A região que apresentou a menor relação foi a Sul (25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016). Em 2016, o número era 36,3 vezes maior.Também foi o Sul que teve a menor desigualdade com 25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016.

O estudo do IBGE compara o rendimento da população do ponto de vista da distribuição por Grandes Regiões, tipo de rendimento, sexo, cor ou raça, nível de instrução, levando em consideração os indicadores de concentração de renda. Também são avaliados os programas de transferência de renda do governo federal.

Rendimento do trabalho

Os dados do IBGE indicam que, em 2017, as pessoas que tinham rendimento de todos os trabalhos correspondiam a 41,9% da população residente, o equivalente a 86,8 milhões de pessoas, percentual afetado pela crise econômica que afetou o país. Em 2016, o percentual chegava a 42,4% Em 2017, 24,1% dos residentes (50 milhões) possuíam algum rendimento proveniente de outras fontes. Em 2016 este percentual era menor: 49,3 milhões de pessoas tinham rendimento de outras fontes, o equivalente a 24% dos residentes.

O rendimento de outras fontes, mais frequente na população, vinha de aposentadoria ou pensão. Em 2017, 14,1% da população recebia por aposentadoria ou pensão; 2,4%, por pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador; 1,9%, por aluguel e arrendamento; enquanto 7,5% recebiam outros rendimentos, como seguro-desemprego, programas de transferência de renda do governo, rendimentos de poupança, valores similares aos de 2016.

Para o coordenador da Pnad Contínua, os números derrubam o mito de que principalmente nas regiões Norte e Nordeste, os programas de transferência renda respondem pela maior parte do rendimento das famílias.

“Isso não é verdade. Quando olhamos o país como um todo, observamos que 73,8% da composição do rendimento da família vem do trabalho, !9,4% de aposentadoria ou pensão e outros rendimentos como aluguel (2,4%), e o restante de pensões, doação de não morador.”

Bolsa Família

Com relação aos programas de transferência de renda do governo federal, a pesquisa constatou que o percentual das famílias brasileiras que recebiam o Bolsa Família caiu 0,6 ponto percentual entre 2016 e 2017, ao passar de 14,3%para 13,7%.

Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2017 foi de R$ 324, bem inferior ao rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos que não recebiam, que era de R$ 1.489.

Os dados indicam que os maiores percentuais de famílias que recebiam algum tipo de benefício dos programas de transferência de renda do governo estavam localizados, no ano passado, nas regiões Norte e Nordeste, com respectivamente 25,8% e 28,4% dos domicílios.

Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) era recebido por 3,3% dos domicílios do país, que tinham rendimento médio real domiciliar per capita de R$ 696 reais. As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores percentuais (5,6% e 5,2%, respectivamente).

Desigualdade por cor, sexo e instrução

Os números da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017 mostram a continuidade de distorção histórica do mercado de trabalho do país: a desigualdade salarial entre homens e mulheres, cor e raça e por nível de escolaridade.

A pesquisa retifica a persistência do salário maior para os homens do que para as mulheres. Enquanto o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, no Brasil, foi de R$ 2.178; entre os homens, esta média chegou a R$ 2.410. Já para as mulheres, o rendimento médio mensal registrado foi de R$ 1.868, ou seja: o equivalente a 77,5% do rendimento masculino. Em 2016, essa proporção era ainda menor: 77,2%.

As regiões Nordeste e Norte, apesar de terem os menores valores de rendimento médio mensal real para ambos os sexos dentre todas as demais regiões, apresentaram as maiores proporções de rendimento das mulheres em relação aos homens: Isto é, as maiores taxas de proximidades.

No Nordeste, o salário da mulher equivalia a 84,5% do salário do homem em 2017, enquanto no Norte este percentual era de 87,9%. Em 2016, o salário da mulher equivalia a 88,4% do homem no Nordeste e a 89,2% no Norte.

A Região Sudeste, que registrou a segunda maior média salarial para as mulheres (R$ 2.053) e a maior para os homens (R$ 2.810), foi, paralelamente, a região onde as mulheres registraram a menor proporção do rendimento masculino (73,1% em 2017 ante 71,7% de 2016).

“O Brasil é um país bastante desiguais quando se leva em conta os cortes por sexo, cor e raça, nível de instrução e regiões distintas do país. “Nós somos praticamente cinco país em um só demonstrados pelo retrato de cada uma das cinco regiões”, afirmou o coordenador da pesquisa.

Do ponto de vista da cor e da raça, o IBGE constatou que o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas era, em 2017, de R$ 2.814, maior que os rendimentos observados para as pessoas pardas (R$ 1.606) e pretas (R$ 1.570).

As mulheres brancas apresentaram rendimentos 29,2% superiores à média nacional de R$.2 178, enquanto as pardas e pretas receberam rendimentos 26,3% e 27,9%, respectivamente, inferiores a essa média.

A mesma distorção foi observada quando a análise é feita sob o ponto de vista do grau de escolaridade, com o nível de instrução se mostrando indicador importante na determinação do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, apresentando uma relação positiva, ou seja: quanto maior o nível de instrução alcançado, maior o rendimento.

“As desigualdades pelos cortes de cor (preta ou parda em relação a Branca) chega a quase à metade. A diferença persiste porque há, no Brasil, como em outras partes do mundo, maior rendimento para aqueles que tem nível superior. Só que a participação de pessoas de cor de nível superior no Brasil é muito baixa”, acrescentou Azeredo.

Segundo o levantamento, as pessoas que não possuíam instrução apresentaram o menor rendimento médio: R$ 842. Por outro lado, o rendimento das pessoas com ensino fundamental completo ou equivalente foi 67,3% maior, chegando a R$ 1.409.

Por fim, aqueles que tinham ensino superior completo registraram rendimento médio aproximadamente 3 vezes maior que o daqueles que tinham somente o ensino médio completo e mais de 6 vezes o daqueles sem instrução.

Agência Brasil

 

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Reservas hídricas do RN caem para 36,71% da capacidade total, diz IGARN

Foto: divulgação/IGARN

As reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte atingiram 36,71% da capacidade total, segundo atualização divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN). O volume armazenado é de 1,94 bilhão de metros cúbicos, de um total de 5,29 bilhões de m³.

Na atualização anterior, de 7 de janeiro, os reservatórios acumulavam 37,53% da capacidade, com 1,98 bilhão de m³, indicando leve queda no volume de água.

Entre os principais mananciais do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves opera com 43,61% da capacidade (1,03 bilhão de m³). A barragem de Oiticica, em Jucurutu, acumula 14,86%. Já o açude Santa Cruz do Apodi registra 54,09%, e o açude Umari, em Upanema, 51,07%.

Situação crítica

Apesar de níveis considerados moderados em alguns grandes reservatórios, o IGARN alerta que 25 mananciais monitorados estão em situação crítica, com menos de 10% da capacidade. Entre eles, o açude Itans, em Caicó, está seco. Também apresentam volumes mínimos os açudes Sabugi (0,86%), Passagem das Traíras (0,03%) e Lulu Pinto (0,01%).

O instituto reforça que o monitoramento constante é fundamental para o planejamento e a gestão do uso da água, especialmente diante da irregularidade climática do semiárido potiguar.

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CNJ é alvo de tentativa de fraude para emitir mandados de prisão falsos contra Lula e Moraes

Foto: Cristiano Mariz

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi alvo de uma tentativa de fraude para emitir mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, houve uma alteração irregular no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), com substituição de dados de um mandado judicial por informações vinculadas às autoridades, incluindo a troca de CPFs.

A fraude, porém, não chegou a gerar mandados falsos.

Em nota, o CNJ confirmou a alteração e informou que a ação ocorreu por uso indevido de credenciais de acesso roubadas de usuários de tribunais. O órgão afirmou que não houve invasão ou comprometimento dos sistemas, que o incidente foi identificado a tempo e que os dados já foram corrigidos.

O caso ocorre após episódios anteriores envolvendo o sistema do CNJ. Em uma dessas ações, o hacker Walter Delgatti, a mando da ex-deputada Carla Zambelli, inseriu documentos falsos e chegou a emitir um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes. Ambos foram condenados pela Justiça.

Até o momento, não houve manifestação do gabinete de Moraes nem do Palácio do Planalto.

Veja a nota completa:

“O Conselho Nacional de Justiça identificou alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A alteração consistiu na substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras.

A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos.”

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OPERAÇÃO FECHAMENTO: Denunciado como líder de esquema de sonegação fiscal no RN é preso preventivamente

Foto: divulgação

Um empresario denunciado como líder de uma associação criminosa especializada em sonegação fiscal e lavagem de dinheiro foi preso preventivamente nesta sexta-feira (23). O pedido foi feito pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). Ele é um dos oito denunciados no desdobramento da Operação Fechamento. A prisão foi cumprida pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot), com base, entre outros fatores, no risco de fuga.

As investigações identificaram um esquema de sucessão empresarial fraudulenta no comércio de calçados e acessórios em Natal e Parnamirim, que gerou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão em ICMS não recolhido ao Estado.

Segundo o MPRN, entre 2008 e maio de 2025, o grupo abriu sucessivos CNPJs em nome de “laranjas” para ocultar os verdadeiros gestores, abandonar empresas endividadas e manter as atividades sem pagar tributos.

No pedido de prisão, o Ministério Público apontou que, mesmo em liberdade provisória, o empresário continuou praticando crimes, oferecendo bens já penhorados como garantia judicial para reabrir lojas. Interceptações telefônicas indicam que ele firmava parcelamentos milionários sem intenção de pagamento, apenas para “ganhar tempo”.

A investigação também comprovou um plano de fuga. Conversas extraídas do celular do acusado mostram que ele considerava suas dívidas “impagáveis” e planejava vender o restante do patrimônio para se mudar definitivamente para a Europa. A perícia encontrou documentos portugueses emitidos em seu nome, como Bilhete de Identidade e Cartão de Empresário Individual, além de mensagens nas quais ele afirma que, em Portugal, conseguiria “fugir das dívidas”.

Durante a deflagração da Operação Fechamento, em maio de 2025, a Secretaria Estadual da Fazenda flagrou o uso de máquinas de cartão não integradas à escrituração fiscal, além de chaves Pix em nome de terceiros para ocultar faturamento. Também foram encontrados estoques sem nota fiscal avaliados em mais de R$ 146 mil em um único estabelecimento.

A denúncia aponta a atuação organizada do grupo, com núcleo de liderança, familiares e funcionários como sócios de fachada e apoio de um núcleo contábil responsável por estruturar as fraudes e driblar bloqueios judiciais. Os réus respondem por associação criminosa, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Um deles também foi denunciado por posse de munição de uso restrito.

A operação é resultado da atuação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), que reúne órgãos de segurança do Estado. O MPRN participa por meio do GAECO e atua na identificação de fraudes complexas e na recuperação de recursos desviados dos cofres públicos.

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Adaptação escolar deve respeitar o tempo de cada criança e fortalecer vínculos, orienta coordenadora pedagógica

O início do ano letivo é um período marcado por expectativas, mudanças de rotina e novos desafios para crianças e famílias. Para que esse processo aconteça de forma saudável, o acolhimento escolar precisa ir além do conteúdo pedagógico e considerar, sobretudo, o aspecto emocional dos estudantes.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Escola Luminova Natal, Mirela Visiane, os primeiros dias de aula são planejados para promover segurança, bem-estar e integração. A escola aposta em atividades interativas e momentos de convivência que ajudam os alunos, novatos e veteranos, a se sentirem parte do ambiente escolar, favorecendo a criação de vínculos com colegas e professores.

“O acolhimento é fundamental para que a criança se sinta pertencente à comunidade escolar. Quando ela se sente segura, confiante e respeitada em suas emoções, o processo de aprendizagem acontece de forma mais natural”, explica Mirela.

Durante a fase inicial, a equipe pedagógica observa atentamente o comportamento dos alunos, respeitando o tempo e as emoções de cada um. A adaptação não segue um ritmo único, já que cada criança reage de maneira diferente às mudanças. Por isso, o acompanhamento próximo e o diálogo constante são estratégias essenciais adotadas pela escola.

De acordo com a coordenadora, a previsibilidade das atividades ajuda a reduzir a ansiedade e contribui para o desenvolvimento da autonomia. “Quando a criança compreende a organização do dia, ela se sente mais segura, aprende a respeitar horários, regras e passa a assumir pequenas responsabilidades, fortalecendo a autoconfiança”, afirma.

Outro aspecto destacado é a convivência diária com colegas e professores, que favorece a construção de valores como respeito, empatia e cooperação. O ambiente escolar se torna um espaço de aprendizado social, onde os alunos aprendem a ouvir, dialogar, lidar com diferenças e resolver conflitos de forma respeitosa.

A participação da família também é considerada essencial para uma adaptação tranquila. Mirela orienta que os responsáveis mantenham diálogo aberto com as crianças, incentivem a autonomia e estabeleçam uma rotina que favoreça a frequência e o bem-estar na instituição.

“A escola precisa ser um espaço onde a criança se sinta acolhida, desafiada e motivada. Quando adaptação e aprendizagem caminham juntas, os resultados aparecem não só no desempenho acadêmico, mas também no desenvolvimento humano”, conclui.

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Lula menciona caso Master e diz que ‘por falta de vergonha na cara’ muita gente defende Vorcaro

Foto: reprodução

Sem citar nominalmente Daniel Vorcaro, dono do banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (23) que tem muita gente que “por falta de vergonha na cara” o defende.

“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país”, afirmou.

“Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara nesse país”, completou.

A declaração foi dada durante evento em Maceió, no estado de Alagoas, durante a entrega de 1,3 mil casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Na ocasião, Lula mencionava a situação da população pobre do país e a comparou com o que chamou de “desfalque” envolvendo o banco Master.

A fala de Lula sobre os bancos tem relação com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No caso do Master, ele é o responsável por ressarcir os credores que compraram CDBs da instituição.

O FGC não conta com recursos do governo nem com aportes diretos dos clientes, atua como um mecanismo de segurança.

O fundo é capitalizado também por dois bancos públicos. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, só a Caixa responde por um terço da capitalização do FGC.

Com informações de g1

Opinião dos leitores

  1. É o advogado do PT que você indicou pra o STF… é ele que tá defendendo o cara do banco master

  2. Nisso eu concordo com Lula, defender Vorcaro é falta de vergonha na cara, assim como defender corruptos, como aconteceu no mensalão e petrolão, como exemplo

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Nota de Fachin sobre caso Master decepciona ministros e racha STF

Foto: Ton Molina/Foto Arena/Estadão Conteúdo

O Supremo Tribunal Federal se dividiu em torno da primeira manifestação pública do presidente da Corte, Edson Fachin, sobre o desgaste provocado por decisões do ministro Dias Toffoli no caso Banco Master.

Fachin interrompeu as férias, antecipou o retorno a Brasília e iniciou conversas com colegas para conter a crise. A avaliação do presidente do STF foi de que o “momento exige” sua presença, o que resultou na nota divulgada na noite de quinta-feira (22).

O texto foi discutido previamente com alguns ministros, entre eles o vice-presidente Alexandre de Moraes, que integra o grupo que defende a atuação de Toffoli no inquérito. O ministro Gilmar Mendes, o mais antigo em atividade na Corte, também faz parte dessa ala.

Outros ministros, porém, afirmaram à CNN que só tiveram conhecimento da nota no momento em que ela foi divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF.

O posicionamento de Fachin dividiu o tribunal. Um grupo avaliou a manifestação como “equilibrada” e uma defesa institucional de Toffoli, relator do caso. Outra ala considerou que a nota “pouco esclarece” e que, ao fazer acenos ao Banco Central, à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e aos próprios ministros críticos da atuação de Toffoli, o presidente da Corte acabou adotando uma postura ambígua.

A manifestação ocorreu após ministros apontarem a necessidade de uma defesa institucional do Judiciário diante das reportagens críticas a Toffoli. Segundo relatos, o ministro se queixou internamente das críticas recebidas nos últimos dias, o que motivou a reação de Fachin.

A avaliação interna é que, mesmo sem agradar a todos, o momento exigia proteger a instituição, deixando eventuais correções de postura para depois.

Ainda assim, a nota decepcionou ministros e assessores que defendem maior rigor ético no STF. Para esse grupo, faltou autocrítica e reconhecimento da necessidade de mudanças de comportamento para dar exemplo à sociedade.

Opinião dos leitores

  1. Como disse Romario, esse ministro calado é um poeta. Até quando assistiremos esse circo chamado Brasil, vai continuar?.

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Geral

Jatinho usado por Toffoli na final da Libertadores também esteve na região de resort frequentado por ministro do STF com seguranças

Foto: Gustavo Moreno/STF

O mesmo jatinho que transportou o ministro Dias Toffoli (STF) para a final da Libertadores de 2025, em Lima, também esteve, no ano passado, na região do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), empreendimento que teve parentes do magistrado como sócios. As datas dos voos coincidem com pagamentos de diárias a seguranças que atendiam ao Supremo.

Registros analisados pelo jornal ‘O Globo‘ mostram que o avião, pertencente a uma empresa do empresário Luiz Osvaldo Pastore, realizou voos entre Ourinhos (SP) e Brasília em março e agosto. Nos mesmos períodos, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) pagou diárias a seguranças para acompanhar um ministro do STF em Ribeirão Claro, a cerca de 40 km de Ourinhos, onde fica o aeroporto mais próximo.

Em nota, o STF afirmou que a segurança dos ministros visa garantir autonomia e imparcialidade, diante de ameaças recorrentes. Pastore não se manifestou.

O resort Tayayá está no centro da controvérsia envolvendo Toffoli, relator das investigações sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O caso atinge Daniel Vorcaro, dono do banco. Reportagens da Folha de S.Paulo e do Estado de S.Paulo apontam que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, comprou em 2021, por meio de um fundo, parte da participação de dois irmãos de Toffoli no resort, avaliada em R$ 6,6 milhões à época. Um dos irmãos administrava o empreendimento.

Dados indicam que seguranças do Judiciário estiveram em Ribeirão Claro por 128 dias desde 2022. Em março de 2025, o avião voou de Ourinhos para Brasília enquanto havia seguranças na cidade entre os dias 2 e 6. Em agosto, o trajeto foi inverso, coincidindo com diárias pagas entre os dias 1º e 4.

Em dezembro, o colunista Lauro Jardim revelou que Toffoli esteve na aeronave de Pastore em voo para Lima, ao lado do advogado Augusto de Arruda Botelho, ligado a investigados do caso Banco Master. O mesmo colunista informou que o ministro também retornou de um evento em Roma, em novembro de 2025, no jatinho do empresário. À época, Toffoli afirmou não haver conflito de interesses e disse que as despesas do evento foram custeadas pelos organizadores.

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Adolscente “Chefinho”, apontado como líder de facção, é apreendido na zona Oeste de Natal

Foto: Divulgação PMRN

Uma operação do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) resultou na apreensão de um adolescente de 17 anos com mandado de busca e apreensão em aberto por ato infracional análogo a roubo.

Segundo a polícia, o adolescente é apontado como liderança de uma facção criminosa que atua na região. Conhecido como “Chefinho”, ele estava foragido desde outubro de 2025 e foi apreendido na noite de quinta-feira (22).

O mandado foi expedido pela 3ª Vara da Infância e Juventude de Natal. A apreensão do jovem foi feita por equipes do Tático Operacional Rodoviário do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv) durante patrulhamento com abordagens na comunidade Novo Horizonte, na zona Oeste da capital, área antes conhecida como Japão.

Após a captura, o jovem foi encaminhado e colocado à disposição da Justiça para as medidas legais cabíveis.

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Geral

Crise do caso Master tem efeito dominó, atinge estados e gera alerta com risco de rombo de R$ 30 bilhões

Foto: divulgação

As fraudes envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) acenderam um alerta para um possível efeito-dominó ainda pouco percebido pelo mercado, com risco de um rombo estimado em até R$ 30 bilhões nos cofres públicos do Distrito Federal e de quatro estados.

O problema tem origem em uma operação considerada estratégica pelo BRB: o chamado “pix judicial”, sistema que agiliza a liberação de depósitos judiciais ao integrar o sistema do Judiciário ao de pagamentos instantâneos do Banco Central. Após o sucesso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o banco venceu licitações e passou a administrar depósitos judiciais também na Bahia, Maranhão, Alagoas e Paraíba.

Com isso, o BRB passou a gerenciar cerca de R$ 30 bilhões em recursos judiciais, valores depositados como garantia em processos para assegurar pagamentos ao final das ações. O risco surgiu após as fraudes relacionadas à compra de carteiras de crédito do Banco Master — compostas por títulos considerados “podres” — que podem ultrapassar R$ 10 bilhões e chegar a até R$ 16 bilhões, segundo apurações. O caso é investigado pela Polícia Federal.

Caso o BRB não consiga honrar os compromissos assumidos com os tribunais e liberar os valores judiciais sob sua responsabilidade, os governos estaduais teriam de cobrir o prejuízo para garantir o funcionamento do Judiciário. Sem um aporte financeiro relevante, a avaliação nos bastidores é que o banco estatal não teria condições de sustentar a operação.

Já se fala, inclusive, em um pedido de socorro à União. A leitura é que o Distrito Federal não teria capacidade de capitalizar sozinho o BRB, enquanto os quatro estados do Nordeste também enfrentam dificuldades fiscais. O fato de esses governos serem comandados pelo PT ou por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumenta a pressão política por ajuda federal.

Em nota, o BRB afirmou que as operações com o Banco Master estão sendo analisadas em investigação independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com apoio da Kroll. O banco declarou manter compromisso com a transparência e afirmou que segue “sólido, seguro e operando normalmente”.

Alguns tribunais reagiram. O Tribunal de Justiça da Paraíba informou ter aberto processo administrativo para verificar a capacidade econômico-financeira do BRB e afirmou não haver indícios de comprometimento contratual. Já o Tribunal de Justiça do Maranhão disse estar ciente das apurações e ressaltou que o contrato prevê a migração dos depósitos para outra instituição, se necessário, conforme regras do Banco Central.

Os demais tribunais citados não se manifestaram.

Opinião dos leitores

  1. Se fizer uma auditoria nessas contas judiciais (depósitos judiciais), o judiciário naufraga literalmente.

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Política

Único nome da esquerda está para se aposentar, diz Romeu Zema

Foto: Reprodução

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta sexta-feira (23) a candidatura de diferentes representantes do campo da direita na disputa presidencial. Sem citar o presidente Luiz lnácio Lula da Silva (PT), ele declarou à CNN Brasil que o “nome da esquerda” está perto de se aposentar.

“Fico muito satisfeito de nós termos bons nomes pela direita. Hoje, a esquerda, como há 40 anos, só tem um nome e graças a Deus está aí para aposentar já. E a direita tem diversos nomes e pessoas bem mais novas, às vezes até na casa dos 40 anos”, disse Zema.

O governador reafirmou sua intenção de disputar a corrida presidencial e declarou que levará sua pré-candidatura à Presidência “até o final”. Segundo Zema, a pluralidade de candidatos é positiva e “fortalece a direita”.

“A medida que você tem mais candidato, você tem mais voto. Mais candidato pela direita significa mais votos para a direita. E esses votos serão transferidos para o candidato que passar para o segundo turno”, declarou.

Zema afirmou que dará “total apoio” ao nome da direita que chegar ao segundo turno. Em 2022, o governador mineiro apoiou Jair Bolsonaro (PL) na disputa contra Lula na segunda etapa das eleições.

Neste ano, o ex-presidente indicou o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como herdeiro do seu espólio eleitoral. Além de Zema, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), também anunciaram a intenção de se candidatarem.

Opinião dos leitores

    1. Ô Lulu…esse “avanço” é fake, como tudo na direita…
      É Lula até 2030, boiada burra…

    1. Vai no se lombo também. Já está sendo e vc vai implorar por mais….

    2. Vc ja ouviu o Lular em suas falas defender o cidadão de bem? Grande coisa enaltecer um presidente que so defende bandidos.

    3. O comunismo é uma seita.
      É coisa ruim mas tem gente que defende.
      E usa palavras estranhas.
      Comunismo é doença.

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