Política

Ibsen Pinheiro: “Nesta fase do impeachment, situação de Collor era melhor que a de Dilma”

Líder do PMDB gaúcho analisa semelhanças e diferenças entre a situação de Dilma e de Collor

A seu favor, a presidente Dilma Rousseff tem a capacidade de mobilização de setores historicamente próximos a seu partido, o PT. Por outro lado, na comparação com a mesma fase do processo de impeachment contra Fernando Collor, ela é alvo de um maior número de acusações de crime de responsabilidade.

Essa é a avaliação do deputado estadual Ibsen Pinheiro, líder do PMDB gaúcho e uma das principais testemunhas do início da queda do ex-presidente.

Segundo o peemedebista, que aceitou o pedido de afastamento do hoje senador e presidiu a Câmara dos Deputados durante o processo, o “clima” para o impeachment está em um “acelerado” processo de mudança, com uma piora da situação de Dilma por causa da delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e da revelação de conversas com o ex-presidente Lula, mesmo que elas sejam consideradas judicialmente ilegais.

Ele faz uma previsão: se a votação for apertada, a presidente tende a escapar do impeachment. “Se for necessário convencer deputado, cantar deputado e contar deputado, é porque não haverá o clima avassalador que reduziu a pó a maioria que tinha o presidente Collor antes da votação”, diz, ao explicar que a situação à época foi definida por causa do “pequeno”, mas “vergonhoso” episódio do veículo Fiat Elba adquirido com recursos provenientes de corrupção.

Para Pinheiro, assim como Collor, os próximos fatos é que selarão o destino de Dilma. Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Em julho passado, o sr. disse à BBC Brasil que não via uma crise político-institucional e, por isso, não havia clima para impeachment. E agora?

Ibsen Pinheiro – Lembro de ter dito que faltavam dois elementos: o primeiro é técnico, é o jurídico, a tipificação da conduta. E o segundo é o político-popular. Ninguém cogita destituir o presidente por um fato menor, ainda que bem definido, como a pedalada fiscal. Não me parecia fundamento para um impeachment, e também não via a presença do sentimento popular.

Bom, as coisas se alteraram, especialmente após a delação do senador Delcídio do Amaral envolver a presidente e o ex-presidente Lula. Posteriormente, as gravações determinadas pelo juiz Sergio Moro trazem também a presença dos dois em atividade que, em tese, alguns já definem como tentativa de intervenção em investigação judicial. O que aí teria também a característica de configurar, em tese, crime de responsabilidade.

O sentimento popular agora tem um grau de mobilização espontânea muito significativo, e a definição do fato corresponde à tipificação do crime de responsabilidade.

BBC Brasil – Mesmo ainda sem comprovação, a delação do Delcídio piora muito a situação da presidente?

Ibsen Pinheiro – A comprovação é um pré-requisito essencial, mas, num processo de impeachment, o julgador, que é o deputado no primeiro momento e o senador no segundo, não é um técnico nem um jurista, salvo exceções.

Um exemplo concreto: houve um senador que foi gravado incidentalmente, pois o monitorado era seu interlocutor, por decisão de um juiz de primeiro grau. Logo faltava a decisão do foro especial, que é o Supremo. Falo do senador Demóstenes Torres (ex-DEM) e do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Num processo criminal, essa prova não pode ser usada, mas o senador perdeu o mandato por causa dessa conversa. Porque o julgamento político ocorreu: “não podemos ignorar esse fato, ele é verdadeiro e grave”. Então foi fundamento para a cassação.

BBC Brasil – É como se, no processo no Congresso, o imoral pesasse mais do que o ilegal?

Ibsen Pinheiro – Num processo político, o fundamento moral tem mais peso. Mas o peso decisivo é o fundamento político aliado à percepção dos fatos. Se o fato está comprovado, pouca relevância tem se essa comprovação surgiu com o devido processo legal ou por uma escuta ilegal.

BBC Brasil – A Comissão Especial está instalada, e já corre o prazo para a defesa da presidente. O que é determinante agora?

Ibsen Pinheiro – A primeira manifestação relevante da comissão vai ser a última, que é o parecer. Ela agora está fazendo reuniões que a rigor são preparatórias, não houve a defesa ainda. Ela vai ouvir especialistas, juristas, mas essa é uma atividade mais midiática do que de conteúdo. Embora possa ser útil, claro, para discutir em tese o problema.

BBC Brasil – Se formos comparar com o mesmo momento do caso Collor, em 1992, a situação de Dilma é melhor ou pior?

Ibsen Pinheiro – Melhor num aspecto e pior num outro. Pior porque o volume de acusações compatíveis com a definição do crime de responsabilidade é maior por causa da quantidade de delações, das entrevistas e das gravações.

No caso de Collor, as acusações pesadíssimas não eram contra ele, eram contra PC Farias. As acusações de cumplicidade eram importantes do ponto de vista político, mas não tiveram comprovação. A entrevista do irmão, do motorista, eram genéricas: Passavam a ideia de verdade, mas não tiveram comprovação. Um pequeno fato, e vergonhoso, foi o fator decisivo: o Fiat Elba.

A situação dele, até o Fiat Elba, era menos carregada de acusações de crime de responsabilidade.

BBC Brasil – E em que ponto Dilma está em melhor situação?

Ibsen Pinheiro – Ela pode estar minoritária, mas não está isolada. Ao contrário do Collor, foi candidata de um grande partido, o PT, e com apoio de um partido pequeno, mas com grande tradição política, o PC do B. E esses partidos têm base e têm inserção social, especialmente em alguns setores da vida sindical e estamentos sociais de grande vinculação política e ideológica com o PT. É um número significativo, como se viu nas manifestações a favor do governo.

Eu diria que a opinião pública mobilizou-se a favor do impeachment, esse é o sentimento generalizado. Mas que os setores dos quais o PT tem ramificações, influência e história, junto com o PC do B, têm uma capacidade de mobilização significativa.

BBC Brasil – Se o sr. pudesse fazer uma aposta agora, diria que ela vai cair?

Ibsen Pinheiro – Não há clareza hoje para afirmar. Escuto e leio com frequência que a presidente precisa de 172 votos. Não, não precisa. Ela precisa que os votos contra, as abstenções e as ausências somem 172 deputados.

Então, em vez de responder sim ou não, vou responder condicionado: se for por votação apertada, acho que não passa (o impeachment). Se for necessário convencer deputado, cantar deputado e contar deputado, é porque não haverá o clima avassalador que reduziu a pó a maioria que tinha o presidente Collor antes da votação.

BBC Brasil – Esse clima existe agora?

Ibsen Pinheiro – O clima está em um processo de mudança muito acelerado. E ele depende de fatos também. Doutor Ulysses (Guimarães) dizia que tudo é importante na vida política, mas a cadeira principal pertence à sua excelência, o fato. Não posso adivinhar nem especular, mas pode ocorrer algo que altere profundamente a situação.

Lembro que o Collor, no começo, tinha do seu lado duas das maiores bancadas – o PDS, antiga Arena, e o PFL. E tinha outra bancada grande, que era de quase uma centena de deputados do PMDB. Sei bem porque era o líder da bancada, tínhamos 235 deputados. E desses, quase uma centena votou a favor do confisco da poupança, embora a liderança tenha combatido tenazmente. E votaria com o Collor no caso do impeachment.

Mas a sucessão dos fatos – a entrevista do irmão, do motorista, o Fiat Elba –, devastou (o apoio).

BBC Brasil – O PMDB está ensaiando um rompimento com o governo. Como o senhor avalia isso?

Ibsen Pinheiro – É uma profunda alteração e aceleração de um sentimento do PMDB. Vejo festejando de um modo singular, porque o PMDB gaúcho foi contra essa coligação antes da eleição. Tivemos de dizer ao Michel Temer que o apreço que tínhamos por ele não seria afetado, mas nós não votaríamos na chapa que integrava.

Nunca quisemos essa parceria porque nunca apreciamos as políticas públicas do PT. Entendemos como profundamente equivocado você fundamentar políticas sociais no endividamento. Isso é cruel com os supostos beneficiários. Porque quando essa política não se sustenta, são os mais vulneráveis que pagam a conta.

Não fizemos nenhuma indicação ao governo Dilma. Não houve nenhum representante do PMDB gaúcho.

BBC Brasil – Mas o Eliseu Padilha esteve lá, na Aviação Civil.

Ibsen Pinheiro – Mas não representava o PMDB gaúcho. Foi porque recebeu um convite pessoal. Antes dele foi o Mendes Ribeiro (na Agricultura, morto no ano passado). Nós convivemos com isso, o PMDB não expulsa os seus divergentes. Ainda bem, porque já fui divergente. Eles não representavam o PMDB gaúcho. Representavam o PMDB nacional? Pode ser.

Agora, o sentimento pela saída é muito forte. Nesta semana o deputado Osmar Terra, na reunião da Executiva, nos informou que já são 13 os diretórios estaduais que apoiam o afastamento. Treze é a um diretório da maioria absoluta. Embora a votação não seja por diretório, e sim por membro do Diretório Nacional, intuo que está se construindo um sentimento muito amplo pelo afastamento.

Não sei se é necessariamente pelo impeachment, não é isso que estará se votando.

BBC Brasil – Por quê?

Ibsen Pinheiro – Houve um fato que agravou em muito (a relação), que foi a posse do ministro Mauro Lopes (deputado do PMDB, na Aviação Civil). Ora, foi uma decisão unânime da Convenção Nacional que o PMDB, neste prazo para estudar o afastamento, não aceitasse nomeação.

O PMDB não gostou da atitude de seu deputado e não gostou também da atitude da presidente, pareceu uma afronta ao PMDB. Ela poderia ter esperado mais duas semanas para fazer a nomeação depois da reunião do Diretório Nacional. Este fato incrementou enormemente a tendência pelo afastamento. É o mais provável hoje.

BBC Brasil – Mas o partido não fica numa situação complicada, já que também tem sido implicado nas delações e nas investigações da Lava Jato?

Ibsen Pinheiro – A delação premiada, quando aponta o nome, isso não é bom para quem é apontado. Mas não basta dizer que fulano também participou porque indicou, nomeou, pois isso não pode ser crime de responsabilidade. Senão a Dilma responderia pelos atos de todos os quadros que ela nomeou.

Não se vê em relação ao Temer uma prova, nem sequer uma acusação. A não ser a de ter responsabilidade política nas nomeações do PMDB. Mas crime de responsabilidade, não há nenhuma acusação.

BBC Brasil – E não é complicado sair depois de todos esses anos ao lado do PT?

Ibsen Pinheiro – Se o PMDB se afasta, poderá dizer a verdade, que é convincente: que esteve durante anos no governo, mas não esteve no poder, que está nas mãos exclusivamente do presidente da República.

O PMDB esteve no governo com ministros, mas nunca esteve no poder, que é o que define o principal: a política econômica, a financeira, a externa, a de defesa. Tudo isso é o presidente sozinho.

BBC Brasil – O sr. dizia acreditar que Eduardo Cunha não agiria “com seus humores” sobre o impeachment. Mas ele acabou aceitando o pedido logo após ficar claro que o PT votaria contra ele no Conselho de Ética…

Ibsen Pinheiro – Tenho a impressão que ele agiu olhando para o seu projeto de sobrevivência. Isso não chega a ser anormal, o político está sempre vinculado à sua sobrevivência ou a seu crescimento político. Por isso alguns erros graves se praticam.

Na véspera eu disse: ele vai acolher o pedido. Porque a sobrevivência dele, o cacife dele, está na administração do processo de impeachment. Isso foi tão verdadeiro que em grande parte, por causa disso, ele conseguiu trabalhar o retardamento do seu processo no Conselho de Ética.

Há um processo de sustentação mútua e recíproca entre a Presidência da República e a Presidência da Câmara. Ambas se sustentam uma com o fantasma da outra. Mas, a essa altura, esse fator é irrelevante. Há uma consciência clara de que a pauta tem como primeiro ponto o impeachment, e depois fica aberta para a questão do processo de cassação.

BBC Brasil – O sr. acha que o Cunha, como réu da Lava Jato e alvo de processo de cassação, tem condições de tocar o processo de impeachment?

Ibsen Pinheiro – O quadro perfeito seria que o presidente da Câmara tivesse imparcialidade e uma imagem intocada. Mas infelizmente a escolha nem sempre é feita por esse critério. Então se elegem pessoas com imagem desgastada, devastada. Às vezes injustamente. Outras vezes com procedência bem clara, como é o caso atual.

Mas na função de presidir (o processo), o perfil moral do condutor não é relevante. Porque a legalidade é muito precisa, muito clara, muito expressa. O que ele tem de fazer, está fazendo. A Câmara instituiu a Comissão Especial, que vai dar um parecer, que vai a voto. Sim, não, abstenção e ausência. A Presidência da Câmara tem um papel importante na condução formal, mas no conteúdo não tem papel nenhum.

Opinião dos leitores

  1. A diferença era que Collor era de um partido nanico, sem história e raízes e não tinha o apoio popular que Dilma tem.
    E Lula, certamente, ainda está vivo para mobilizar as milhares de organizações, associações e entidades representativas dos trabalhadores, das minorias e dos intelectuais do país.
    Não se enganem, vai ser mais difícil do que parece.

  2. Quer uma opinião sem paixão política? Dilma não seirá, precisa de 170 votos, certamente terá bem mais. Michel e Cunha, vão quebrar a cara, pois os tempos são outros. A população ñ aguenta mais essa manipulação descabida da Tv Globo e dos apaixonados eleitores do Aécio. Aécio perdeu, isso é um fato. Ñ sou partidário e muito menos petista, apenas coerente. Agora que os ladrões tem quer serem presos, isso sim. O Supremo apenas tem q tomar as rédeas, pois esse tipo de demanda ñ pode ficar a cargo de comarcas, já que o risco partidário, é muito evidente. Avança meu Brasil!

    1. Os ladrões já estão sendo presos, os próximos é Lula e Dilma. Dois desonestos, mentirosos.

  3. PARA QUEM NÃO TEM MEMÓRIA CURTA, O DEPUTADO NA ÉPOCA ( IBSEM PINHEIRO, PRESIDENTE DA CÂMARA ) TINHA O MESMO PERFÍL DE EDUARDO CUNHA. TAMBÉM ESTAVA NO ESCÂNDALO DOS ANÃOS DO ORÇAMENTO. E POSTERIORMENTE FOI CASSADO!!!!!!!!

    1. Faltou vc dizer que foi inocentado. Uma das maiores injustiça, foi cometida exatamente com o ibson Pinheiro.

    2. É verdade foi execrado nacionalmente…em seguida a justica o inocentou mas aí o estrago já estava feito….hoje é Dep Est pelo PMDB no Rio Grande do Sul

    3. …e tem gente q ainda acredita em justiça e aquela de 15 anos atrás.

    4. Acredito na de ontem e na de hoje. Bota na sua cabeça, ninguém pode mais do que a justiça. Pode até tarda, mas não falha.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lobista Roberta Luchsinger recebeu R$ 570 mil ao negociar empréstimo da prefeitura de Goiânia com Tesouro Nacional

Quesede Ayres envia comprovantes de pagamento a Roberta Luchsinger feitos por Eduardo "DP", da ConstruserviceQuesede paga Roberta com dinheiro da Construservice | Foto: MetrópolesMensagem com comprovante bancário enviada por Quesede Ayres a Roberta Luchsinger em 04 de setembro de 2024Quesede informa Roberta de pagamento em 4 de setembro de 2024 | Foto: Metrópoles

Mensagens e comprovantes bancários obtidos pelo Metrópoles mostram que a lobista Roberta Luchsinger recebeu pelo menos R$ 570 mil em pagamentos realizados entre agosto e setembro de 2024, período em que atuava nas tratativas para um empréstimo de R$ 710 milhões da Prefeitura de Goiânia com o Banco do Brasil. As contas para onde o dinheiro foi pararam foram indicadas por Roberta, mostram mensagens de celular obtidas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

Parte dos valores foi paga por empresas ligadas ao empresário Eduardo “DP” Barros, que mantinha contratos com a prefeitura. Os pagamentos foram feitos a contas indicadas pela própria Roberta.

As mensagens mostram que, antes da autorização do empréstimo, Roberta mantinha contato com o então secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e chegou a intermediar uma tentativa de reunião dele com o então prefeito Rogério Cruz. O Tesouro e a Fazenda afirmam que a operação seguiu critérios técnicos e o trâmite normal.

Roberta Luchsinger e o então secretário do Tesouro Nacional acertam reunião com o prefeito de Goiânia Rogério CruzRoberta e Ceron acertam reunião com Rogério Cruz | Foto: Metrópoles

Roberta agradece a Ceron por despacho do empréstimoRoberta agradece a Ceron: “Você é o máximo” | Foto: Metrópoles

Roberta Luchsinger fala com Quesede Ayres em 21 de agosto de 2024Roberta pede que pagamentos a agência de turismo sejam identificados | Foto: Metrópoles

Roberta Lucshinger diz que despacho de empréstimo pode ser avisado ao prefeito Rogério CruzRoberta diz para avisar a Cruz que aval de empréstimo sai segunda | Foto: Metrópoles

Roberta Luchsinger diz que prefeito tem que "desenrolar", e Quesede Ayres paga R$ 50 milRoberta diz que prefeito tem que “desenrolar”; Quesede paga R$ 50 mil | Foto: Metrópoles

Em 30 de agosto de 2024, Roberta antecipou a Quesede Ayres, então secretário-executivo da Saúde de Goiânia, que o aval seria publicado. Naquele mesmo dia, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autorizou a operação, posteriormente publicada no Diário Oficial.

Entre 21 de agosto e 4 de setembro, comprovantes mostram quatro pagamentos que totalizaram R$ 570 mil. As mensagens também indicam outros repasses, inclusive em dinheiro vivo, mas não foi possível determinar a origem ou a finalidade de todos os valores.

Haddad afirmou, por meio de sua assessoria, que o empréstimo seguiu o trâmite normal e cumpriu os requisitos técnicos. A Fazenda também declarou que a operação respeitou as regras fiscais. Roberta, Quesede Ayres, Eduardo “DP” Barros e outros citados na reportagem não apresentaram esclarecimentos ao Metrópoles.

Com informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Lula ataca Flamengo e Corinthians, e Janja tenta fazer ele parar

Durante um comício realizado neste sábado (26), em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a citar a proibição das bets e criticou clubes de futebol que são patrocinados por empresas do setor. Enquanto falava, a primeira-dama Janja apareceu atrás do presidente e fez sinal de “não” com o dedo, tentando chamar sua atenção, mas foi ignorada pelo presidente que seguiu falando sobre o tema.

“Hoje os times de futebol, liderado pelo Flamengo e pelo Corinthians e por todos times, disseram que se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol. Haddad, presta atenção. Que time você torce? Haddad é são paulino. É importante lembrar que o São Paulo foi campeão do mundo três vezes e não tinha bets”, disse.

Opinião dos leitores

  1. Omi, Lula tá fazendo de tudo pra ganhar a eleição, só um cego não vê, são atitudes eleitoreira, enquanto isso o país desce de Ladeira abaixo, estamos quase uma Venezuela, já estão nos chamando de Brazuela, muito triste, só se vê piora.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Álvaro Dias reúne multidões com a Caravana 22 em Macaíba, Parnamirim, Monte Alegre e São José de Mipibu

A Caravana 22 percorreu sete municípios neste sábado (26), em uma intensa agenda de mobilizações pela Grande Natal. Ao longo do dia, Álvaro Dias (PL) passou por Ceará-Mirim, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Parnamirim, Monte Alegre e São José de Mipibu, em carreatas, passeatas e atos que reuniram multidões ao longo do percurso.

Em Macaíba, Álvaro foi recebido pelo candidato a deputado estadual Gabriel Ribeiro, pela ex-prefeita Odiléia, pelas vereadoras Clarissa Matias e Luciana de Netinho, pelo vereador Igor Targino, pelo ex-vice-prefeito Netinho França e pelo ex-prefeito Luizinho. A passagem da Caravana 22 reuniu apoiadores e percorreu as ruas do município.

Em Parnamirim, Álvaro foi recebido pela vice-prefeita Kátia Pires, pelo ex-prefeito Taveira, pelo deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior e pelo vereador Michael Diniz. A mobilização contou ainda com a presença do candidato ao Senado Coronel Hélio; do deputado federal e candidato à reeleição General Girão; dos candidatos a deputado estadual Coronel Azevedo, Anne Lagartixa, Gabriela Fagundes, Daniele Prado, Pastora Jois e Gabriel César; do ex-deputado estadual Marciano Júnior; além do comunicador Salatiel de Souza.

Em Monte Alegre, Álvaro participou, ao lado da candidata a deputada federal Nina Souza, de uma grande passeata pelas ruas do município, reunindo uma multidão ao longo do percurso. O ato contou ainda com a presença de lideranças políticas e apoiadores.

Na sequência, a Caravana 22 seguiu para São José de Mipibu, onde a programação do sábado terminou com um grande comício em praça pública. Álvaro foi recebido pelo ex-vice-governador Fábio Dantas, pela deputada estadual Cristiane Dantas, pelo prefeito Zé Figueiredo, pelo vice-prefeito Bruno Dantas e pelo ex-prefeito Arlindo Dantas, além de vereadores e lideranças locais. O comício também contou com a presença do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) e da candidata a deputada federal Nina Souza, reunindo uma multidão no encerramento da agenda.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Oito pesquisas em cinco dias: Zenaide dispara, aparece reeleita em todas e abre até 18 pontos sobre a terceira

Foto: Divulgação

Oito pesquisas divulgadas entre terça-feira (22) e sábado (26) colocaram a senadora Zenaide (PSD) entre os dois nomes eleitos para o Senado. A reeleição é apontada com sobra já que a vantagem sobre a terceira posição chega a praticamente 18 pontos.

No levantamento do Instituto Pitágoras, Zenaide aparece com 45,6%, contra 27,7% de Samanda, uma diferença de 17,9 pontos. Na pesquisa Exatus, são 31,95%, contra 16,20% de Samanda, vantagem de 15,75 pontos.

A Media mostra Zenaide com 27,5%, contra 14,9% de Coronel Hélio, o terceiro colocado do levantamento, diferença de 12,6 pontos. Na Seta, ela registra 20,2%, contra 10,5% de Samanda, abrindo 9,7 pontos.

Também aparecem com Zenaide reeleita a Data Capital, a Metadata, a Quaest e a Item. Na Metadata, ela chegou a 15,62% e ampliou a vantagem sobre a terceira colocada para 4,82 pontos. Na Quaest, cresceu de 10% para 12%.

Os oito levantamentos foram realizados por diferentes institutos e têm metodologias e períodos de coleta distintos. Considerados em conjunto, os resultados mostram Zenaide repetidamente reeleita e bem à frente da terceira posição, que se altera nos oito levantamentos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

FAKE NEWS: Funcionário do Planalto repostou ao menos 10 mensagens com informação falsa sobre Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/X

George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom da Presidência da República, repostou ao menos 10 mensagens que atribuíam falsamente a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. As publicações foram feitas na sexta-feira (25), segundo levantamento do Poder360.

A campanha de Flávio protocolou uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, em Brasília, pedindo a prisão preventiva do funcionário do Planalto. Segundo documento apresentado pela defesa, foram identificadas 2.086 publicações relacionadas ao boato, envolvendo 1.674 contas e mais de 21 milhões de visualizações em diferentes redes sociais.

A informação falsa resgatava um projeto de lei de 2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, que pretendia restringir aos católicos apostólicos romanos a referência a Nossa Senhora Aparecida como padroeira. A proposta foi rejeitada e arquivada em 2008, antes de Flávio ingressar no Congresso. A GloboNews, que também veiculou a informação, posteriormente corrigiu o conteúdo e pediu desculpas.

O ministro André Mendonça, do TSE, classificou a narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção do conteúdo das plataformas digitais.

Ao Poder360, George Marques afirmou não se lembrar de ter republicado o conteúdo e disse que, caso isso tenha ocorrido, teria sido um “erro involuntário”. Também afirmou que republicar uma postagem não significa concordar com ela.

A Secom informou que as manifestações ocorreram em perfil pessoal e não representam a posição institucional da secretaria. O órgão, porém, classificou como “inadequado” o uso de perfis pessoais de integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CASO MASTER: Mensagens obtidas pela PF mostram como Vorcaro aprimorou método usado para influenciar autoridades

Foto: Reprodução

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, organizando festas, hospedagens, viagens de jatinho e outras benesses para autoridades. Segundo O Globo, especialistas avaliam que o banqueiro aprimorou uma estratégia de aproximação com diferentes espaços institucionais na tentativa de ampliar sua influência e obter vantagens.

Em um evento em Londres, autoridades foram reunidas para degustação de uísque Macallan e charutos. Uma foto revelou a presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que não comentou o caso. A pessoas próximas, Gonet afirma que a imagem não demonstra intimidade com Vorcaro.

As mensagens também mostram Vorcaro cuidando de detalhes de hospedagens e orientando funcionários sobre o atendimento a autoridades. Em conversas sobre a estadia do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, e seu grupo durante o carnaval de 2025, o banqueiro discutiu a distribuição das acomodações. O ministro afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem fez pedidos a ele.

A PF aponta ainda que Vorcaro utilizava serviços da Prime You, empresa de compartilhamento de bens de luxo como aeronaves, barcos, carros esportivos e mansões, para distribuir agrados e buscar aproximação com autoridades. Entre os bens operados pela empresa estava o jatinho utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, em uma viagem ao Rio.

Em uma das mensagens, Vorcaro orientou uma funcionária: “Não deixe de atender Barci”. O banqueiro mantinha contrato de R$ 130 milhões com o escritório da advogada. A banca afirmou que utilizou serviços de táxi aéreo de diferentes empresas e que as contratações seguem critérios operacionais, sem vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores.

Outras conversas mostram Vorcaro determinando uma “experiência completa” e “ultra VIP” para uma comitiva de Moraes e outros nove convidados em um hotel de luxo em Campos do Jordão, incluindo cantor, cavalos e seguranças.

Especialistas ouvidos pelo jornal apontam uma zona de difícil delimitação entre questões éticas e situações que podem configurar corrupção, dependendo das circunstâncias e da existência de eventual contrapartida.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

RETA FINAL: A uma semana do 1º turno, Lula e Flávio Bolsonaro concentram esforços nos indecisos

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa Anholete/Agência Senado

A campanha presidencial entra na última semana antes do primeiro turno com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando esforços para conquistar eleitores indecisos, preservar os votos já obtidos e ampliar a mobilização de suas bases, analisa a Veja.

Com o acirramento da disputa entre os dois principais candidatos, cada declaração, agenda e movimento passa a ser pensado pelas campanhas para os últimos dias. A estratégia envolve reforçar os discursos apresentados ao longo da eleição e direcionar a comunicação para segmentos considerados determinantes para o resultado.

Nas redes sociais e nos atos de campanha, a polarização continua como uma das características centrais da disputa. Nesta fase, as equipes também buscam evitar que episódios negativos ganhem espaço e dominem a agenda às vésperas da votação.

Lula chega à semana final buscando manter a coalizão construída durante a campanha e ampliar o alcance de sua candidatura. Flávio Bolsonaro aposta na mobilização de sua base eleitoral e do campo político identificado com sua candidatura.

Com as urnas a poucos dias de distância, as campanhas entram em uma corrida para consolidar votos, alcançar os indecisos e intensificar a comunicação com o eleitor. Os últimos dias também serão usados para apresentar propostas e responder aos adversários antes do primeiro turno.

Opinião dos leitores

  1. Eu vou votar em LULADRAO, pois quero que ele continue a roubar e aumentar um pouco mais a corrupção no país, e libere a monjaro para o povo emagrecer, pois ficou gordo de comer picanha. LULADRAO tamu cum vose. Kkkkkk

  2. Indecisos não entreguem o nosso Brasil ao autoritarismo americano de Trump e companhia.
    Lembrem os bolsonaristas são antipatrioticos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CANETAS EMAGRECEDORAS: Anvisa investiga 13 suspeitas de doença que pode causar perda permanente da visão

Foto: Getty Images

A Anvisa investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noia), uma lesão rara no nervo óptico que pode provocar perda permanente da visão, em pacientes que usavam medicamentos indicados para diabetes e obesidade.

Segundo levantamento do g1, os registros envolvem Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro. São 12 notificações relacionadas à semaglutida e uma à tirzepatida. A Anvisa ressalta que os casos ainda são considerados suspeitos e que a presença do medicamento e da doença na mesma notificação não comprova relação de causa e efeito.

A Noia ocorre quando pequenos vasos que irrigam o nervo óptico ficam obstruídos. A visão de um dos olhos pode piorar repentinamente e, em muitos casos, não há recuperação completa.

Um estudo publicado na JAMA Ophthalmology, com mais de 1,6 mil prontuários, observou risco de quatro a sete vezes maior da doença entre pacientes que receberam semaglutida em comparação com usuários de outras medicações. Os próprios pesquisadores, porém, afirmaram que os dados não permitem estabelecer relação de causa e efeito, inclusive porque parte dos pacientes apresentava doenças como diabetes.

Desde junho de 2025, por determinação da Anvisa, a Noia consta nas bulas dos medicamentos com semaglutida como reação adversa muito rara.

Além das 13 suspeitas, o painel da Anvisa reúne 74 registros de outras complicações visuais entre usuários dessas canetas. A queixa mais frequente é visão turva, com 37 registros, seguida de comprometimento visual, com 29.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os dados disponíveis até agora não justificam a suspensão do tratamento de pacientes com indicação médica. Sociedades médicas recomendam, no entanto, que pessoas que já tiveram a doença ou apresentem perda súbita ou recente da visão suspendam o medicamento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

BETS: Empresas preparam ação no STF contra proibição e pressionam Congresso para mudar medida de Lula

Presidente Lula e ministros anunciam o fim das bets (Foto: Edilson Dantas/O Globo)

Empresas de apostas já articulam uma reação à medida provisória assinada pelo presidente Lula que proíbe as bets no país. Segundo O Globo, a estratégia envolve uma ofensiva no STF e negociações no Congresso, onde a expectativa é que o texto só seja discutido após o primeiro turno das eleições.

Representantes de cerca de 180 empresas legalizadas e associações se reuniram virtualmente na sexta-feira (25) e decidiram atuar em conjunto no Supremo. O setor pretende questionar a constitucionalidade da medida e argumentar que há insegurança jurídica para empresas que operavam sob regulamentação.

As bets também avaliam sustentar que a MP não poderia derrubar credenciamentos estaduais. As empresas esperam apresentar um recurso ao STF até terça-feira e cogitam fazer o pedido dentro de ações que já tramitam na Corte.

No Congresso, parlamentares ouvidos pelo jornal preveem mudanças no texto, mas indicam que a discussão ficará para depois das eleições. A MP tem efeito imediato, porém precisa ser aprovada por deputados e senadores para continuar em vigor.

Além da retomada das operações, o setor reclama da ausência de prazo de transição e da não devolução dos R$ 30 milhões pagos pelas outorgas com validade de cinco anos. As empresas também estudam buscar ressarcimento futuramente.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Disputa entre Lula e Flávio chega à última semana mais apertada que em 2022

Fotos: Reprodução Metrópoles

A disputa pela Presidência chega à última semana antes do primeiro turno com uma diferença menor entre os dois primeiros colocados do que a registrada no mesmo período da eleição de 2022.

No Datafolha divulgado em 24 de setembro, Lula aparece com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%. A diferença é de quatro pontos percentuais, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Na Quaest, divulgada no dia 21, Lula tem 37% e Flávio, 33%, também com quatro pontos de diferença e margem de dois pontos.

Há quatro anos, o cenário era diferente. No Datafolha de 22 de setembro de 2022, Lula tinha 47% contra 33% de Jair Bolsonaro, vantagem de 14 pontos. Na Quaest daquele período, o petista marcava 44% e Bolsonaro, 34%, diferença de dez pontos.

Apesar das vantagens maiores apontadas pelas pesquisas às vésperas da votação de 2022, o resultado do primeiro turno terminou mais próximo: Lula recebeu 48,43% dos votos, contra 43,20% de Bolsonaro, uma diferença de cerca de cinco pontos percentuais.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *