ICMS dos combustíveis: será preciso investigação de paternidade?

O aumento da alíquota do ICMS sobre os combustíveis vai ter que ser alvo de ação de investigação de paternidade. O atual governo diz que a culpa é do governo anterior. O ex-governador Iberê Ferreira disse hoje, em entrevista a 96 FM admitiu que, realmente, enviou mensagem à Assembleia Legislativa no primeiro semestre do ano passado. E disse também que a Assembleia somente aprovou a proposta no final do ano quando Robinson Faria, presidente da casa durante os últimos anos já havia sido eleito vice-governador.

Moral da história 1:  o governo atual bem que poderia ter evitado o aumento do ICMS sobre os combustíveis. Era só apelar a Robinson Faria que tinha e ainda tem muita influência no Legislativo.

Moral da história 2: na hora de criticar o governo anterior pela proposta de aumento do ICMS, o atual governo vai ter que pedir carta pra dois.

Ironia e pontaria cirúrgica

Na entrevista à 96 FM, o ex-governador teve uma pontaria cirúrgica quando falou sobre vários assuntos. Sobre a licitação para a compra de mochilas para alunos das escolas públicas estaduais, foi claro ao dizer que o material foi devolvido e o pagamento sustado pelo seu governo e não pelo atual.

Iberê defendeu os convênios com os municípios e parabenizou o atual governo pela manutenção dos convênios na área da Saúde. Mas foi irônico e preciso quando disse que o atual governo trocou o projeto de expansão do SAMU,  orientado pelo Ministério da Saúde, por um “Samuzinho”.

E no final da entrevista, ao ser confrontado com uma declaração atribuída ao secretário chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso, de que ele, Iberê, e sua equipe haviam passado a mãos nos fundos, respondeu: “Não entendo nada de fundos. Se o chefe da Casa Civil entende de fundos, isto é problema dele!”.