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‘Infelizes de segunda a sexta’: Crise e mudança cultural levam 20% dos jovens a empreender

Lhan Leal, de 27 anos, é sócio de um food truck de sorvetes – Guito Moreto / Agência O Globo

Eles têm 20 e poucos anos, sonham com independência financeira, querem mudar o mundo e sentem na pele os efeitos da crise ao procurar emprego. Essas são algumas das características de um grupo que vem crescendo nos últimos anos: jovens que optaram por abrir o próprio negócio, em vez de disputar vagas numa grande companhia.

A taxa de empreendedorismo entre quem tem de 18 a 24 anos saltou de 16,2%, em 2014, para 20,8%, em 2015 (último dado disponível). Ou seja, mais de um quinto dos jovens nesta faixa etária criam o próprio negócio. Em 2007, o percentual era de apenas 10,6%. Para especialistas, a maior recessão da história do país e fatores culturais explicam o aumento.

ALTERNATIVA AO DESEMPREGO

Os números são do Monitor Global de Empreendedorismo (GEM, na sigla em inglês), projeto capitaneado pelo Babson College, dos EUA, e a London Business School. Segundo Tales Andreassi, vice-diretor da Escola de Administração de Empresas da FGV e um dos coordenadores do GEM, o número de empreendedores é alto porque a pesquisa considera também os que fazem atividades em paralelo:

— Se o jovem tem um emprego, mas faz comida para fora ou vende doces, também é um empreendedor.

Andreassi destaca que o empreendedorismo pode ser uma alternativa à juventude sem emprego na crise:

— Esse fenômeno não necessariamente é positivo. Países com altas taxas de empreendedorismo são geralmente os mais pobres, por causa da falta de emprego. E, no Brasil, vimos que o chamado empreendedorismo por necessidade subiu em 2015, com a crise.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a taxa de desemprego na faixa de 18 a 24 anos chegou a 25,9% no fim de 2016. No total, o país tem hoje 13,5 milhões de desempregados.

—É claro que existe uma tendência, quando a pessoa está sem emprego, de tentar o trabalho por conta própria — avalia José Márcio Camargo, economista e professor da PUC-Rio.

‘O que é segurança hoje em dia?’

Lhan Leal, de 27 anos, fez parte das estatísticas. Formado em Jornalismo, trabalhou numa emissora de TV, de onde foi demitido em 2014. Ficou sem emprego por oito meses, período em que passou a se interessar por empreendedorismo.

Na época, chegou a se envolver com uma start-up, mas o projeto foi interrompido quando conseguiu outra vaga, dessa vez num banco. Um ano e meio depois voltou a ser demitido. Foi aí que abraçou de vez a ideia de ser seu próprio chefe. Aprendeu a fazer sorvete, reuniu dois amigos e hoje toca o food truck Borabora Gelateria:

— Não tenho tanto medo, porque o que é segurança hoje em dia? Nessa crise, podemos perder o emprego. Tenho sempre que me esforçar para fazer meu trabalho.

Para especialistas e consultores, casos como o de Lhan mostram que a crise impulsiona uma mudança cultural no jovem que entra no mercado de trabalho.

BUSCA POR CONSULTORIAS

Lyana Bittencourt, diretora do Grupo Bittencourt, consultoria especializada em franquias, percebe a mudança no dia a dia. Há duas décadas, seu público era formado, principalmente, por executivos em fim de carreira em busca de um plano B para a aposentadoria. Hoje, esse espaço foi tomado por jovens.

A coordenadora do Sebrae Carla Teixeira Panisset considera que a tendência deve ser mantida, mesmo depois que o mercado de trabalho começar a se reaquecer:

— A mudança veio para ficar. Cada vez mais os jovens pensarão no empreendedorismo como oportunidade de trabalho. Temos a internet como vitrine para iniciativas que acabam virando negócios e o ambiente de economia colaborativa, que incentiva o empreendedorismo.

‘INFELIZES DE SEGUNDA A SEXTA’

Marden Nilton Rodrigues da Silva e Wallace de Anchieta Marques, da Startup Barkus Educacional – Ana Branco / Agência O Globo

Foi na internet que João Paulo Martins, de 24 anos, e João Lira, de 22, encontraram espaço para transformar uma oportunidade de negócio em empresa sólida o suficiente para fazer com que deixassem de lado empregos promissores. Lira fazia estágio numa consultoria, e Martins atuava numa multinacional. Largaram tudo para fundar a Hashtag Treinamentos Universitários, especializada em aulas para universitários que buscam estágio.

— Tiro pelo meu negócio cinco vezes o que recebia na empresa — diz João Lira.

A principal motivação, diz Martins, foi a busca por mais flexibilidade no trabalho e realização profissional:

— Vejo muitas pessoas que chamo de infelizes de segunda a sexta. São aqueles que se conformaram em trabalhar em algo que não gostam, que nem paga mais tão bem, mas se acomodam e não têm coragem de tocar seus próprios negócios.

Sócio da Barkus, especializada em educação financeira para jovens, o estudante de Economia da UFRJ Marden Rodrigues, de 21 anos, considera a satisfação profissional fundamental. Seu negócio ainda não gera retorno financeiro: ele ganha um terço do salário de seu último emprego.

A empresa oferece cursos, palestras e está implantando um serviço de orientação personalizada sobre finanças pessoais. Há pacotes para pessoas físicas e empresas, além de bolsas — uma opção para que o negócio tenha impacto social.

— A gente chegou à conclusão de que o jovem não está tão preparado para lidar com diversas situações financeiras que exigem maturidade, como consumo exagerado e oportunidades de crédito que podem ter consequências ruins — explica.

Marden garante que não se vê trabalhando como assalariado:

— Vejo a Barkus crescendo como negócio on-line, que vai andar sozinho, e aí vou cair de cabeça em outro projeto. A rede vai aumentando.

FALTA INCENTIVO NA FACULDADE

O empreendedorismo está em expansão, mas ainda é pouco incentivado nas universidades brasileiras. Segundo pesquisa realizada pela Endeavor e pelo Sebrae no ano passado, só 36% dos alunos ouvidos em 70 instituições de ensino estão satisfeitos com as iniciativas de empreendedorismo nas faculdades, percentual menor que o apurado entre professores, que chega a 65%. Para a entidade, o resultado mostra um descompasso entre o que os centros universitários oferecem e o que os estudantes esperam.

Um dos principais problemas apontados pelo levantamento é a falta de disciplinas voltadas para a capacitação de quem quer abrir o próprio negócio. Segundo a pesquisa, 54,4% das disciplinas de empreendedorismo oferecidas têm como tema a “inspiração para empreender”. Já as cadeiras mais práticas, que ensinam, por exemplo, a construir um plano de negócio ou gerenciar uma rede de franquias, representam só 6,2% dos cursos.

— A universidade não tem a estrutura de apoio para toda essa jornada completa do empreendedor. A pesquisa mostra que 56% dos alunos acreditam que iniciativas na universidade poderiam ajudar na formação do empreendedor, mas apenas 38% das universidades mapeadas oferecem isso — destaca Lucas Yuki Nakauchi, gerente regional da Endeavor Brasil.

Carla Teixeira Panisset, coordenadora do Sebrae, lembra que a qualificação é importante para definir as chances de sucesso de um empreendimento:

— O fato de o jovem ter menos experiência coloca um risco maior. Mas isso pode ser minimizado com a preparação para empreender.

IMPULSO DA EMPRESA JÚNIOR

Sócio de dois colegas da UFRJ, o empresário Marden Rodrigues, um dos fundadores da Barkus, acredita que o ambiente universitário foi importante no desenvolvimento do negócio. Ele destaca, porém, que sentiu falta de um incentivo direto.

— O que tem é a parte de networking com as pessoas. Na universidade, você tem muita gente boa que ainda não está comprometida com um projeto específico. Isso gera muita sinergia — afirma.

Hoje no sétimo período de Economia, Marden cursou uma disciplina opcional em que aprendeu a montar um plano de negócios. Ele se considera sortudo, já que a cadeira está relacionada ao seu curso. O jovem defende que mais estudantes tenham acesso à capacitação para empreender.

— Tive sorte. Estou numa faculdade de Economia. Minha namorada faz Biomedicina e isso não passa nem perto da cabeça dela. A universidade pública peca um pouquinho porque, pela própria missão, acaba sendo um pouco academicista. As pessoas se formam para contribuir para a academia. Sendo que existem diversas formas de contribuir com a sociedade, e empreender é uma delas — afirma.

Para João Lira, um dos sócios da Hashtag Treinamentos, a experiência universitária foi importante para o desenvolvimento do negócio. Originalmente, a start-up era uma empresa júnior, vinculada à faculdade.

— Devo muito ao aprendizado que a empresa júnior me proporcionou. Antes da minha experiência lá, nunca tinha pensado em montar minha própria empresa. Até mesmo as ferramentas que ministro aula hoje, como o Excel, aperfeiçoei trabalhando neste projeto — conta João.

86% SEM PREPARO NA ESCOLA

Presidente do Conselho Nacional de Jovens Empreendedores (Conaje), Fernando Milagre avalia que a falta de capacitação é o principal obstáculo para quem quer empreender. Segundo pesquisa da entidade, também de 2016, 86% dos jovens relatam que não tiveram qualquer tipo de preparação ou qualificação para tocar uma empresa:

— Um dos grandes problemas é a educação empreendedora. O jovem tem logicamente muito menos vivência, muito menos experiência de mercado. Toda relação de mercado para ele é muito mais fraca do que a de um empreendedor mais experiente. A gente tem que sempre brigar pra capacitar — diz Milagre.

EMPREENDEDORISMO JOVEM E CULTURA MAKER

Sócio da Redpoint, empresa de venture capital — especializada em investir em start-ups —, o engenheiro Manoel Lemos é um entusiasta do movimento maker no Brasil. A cultura incentiva pessoas a construírem objetos — de mesas a robôs — com as mãos. O empresário vê relação entre o empreendedorismo jovem e a cultura maker.

Como sócio de uma firma de “venture capital”, vê interesse de jovens por abrir o próprio negócio?

Cada vez mais os jovens se interessam pelo empreendedorismo como carreira. Quando me formei, em 1997, em Engenharia, parcela muito pequena dos alunos queria empreender. Hoje, a gente sente que a maioria quer seu próprio negócio. É um caminho viável de carreira, por várias razões: há mais exemplos de sucesso e mais atenção a esse assunto.

Qual relação entre empreendedorismo e o movimento “maker”?

O movimento maker nasce sem pretensão de business. É quase subcultura, de que eu não preciso comprar tudo pronto, querer fazer as coisas com as próprias mãos. Mas, muitos desses makers veem que isso é um caminho para criar um negócio. Por que não vender esse produto? Acho que são coisas bem conectadas.

E como transformar essa cultura em negócio?

Começa no meio deles: um amigo gostou, outro gostou e aí você pensa: “por que não fazer isso em escala?”

Há mais jovens no movimento “maker”?

Não. É bem misturado. São pessoas experientes que estão passando os conhecimentos para a garotada. Há estímulo em algumas escolas para que crianças se aproximem do movimento. Há uma meninada bem novinha brincando com robótica.

A universidade é um ambiente para isso?

Sim. São pessoas que desenvolveram uma linha de pesquisa e, quando se formam, resolvem dar o próximo passo. Vemos muito isso na área de software.

O Globo

 

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[VÍDEO] TSE admite que carro carro com adesivo do PT transportou urnas eletrônicas


Vídeo: Reprodução/Pleno News

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) abriu uma apuração para apurar responsabilidades sobre o transporte de urnas eletrônicas em uma caminhonete adesivada com propaganda do Partido dos Trabalhadores (PT). O episódio ocorreu no Riacho Fundo II logo após o encerramento da votação, descumprindo as normas da Justiça Eleitoral que proíbem o uso de veículos com identificação partidária na logística do pleito.

Apesar da infração logística, o tribunal esclareceu que a integridade da eleição e o resultado das urnas não foram comprometidos. Segundo o órgão, as mídias contendo os dados dos votos já haviam sido extraídas e transmitidas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes mesmo de as máquinas serem recolhidas.

O TRE-DF reforçou ainda que a apuração do trecho já estava concluída e os Boletins de Urna (BUs) devidamente impressos e afixados nos locais de votação, permitindo a checagem e a auditoria pública dos resultados por qualquer cidadão via internet.

Com informações do Pleno News

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TRAGÉDIA NOS EUA: Colisão entre helicópteros deixa três mortos


Foto: Reprodução/Yamhill County Sheriff’s Officer

Três pessoas morreram na última quinta-feira (29) após a colisão entre dois helicópteros em uma área agrícola próxima a um aeroporto no condado de Yamhill, na região metropolitana de Portland, Oregon (EUA).

As vítimas foram identificadas pelas autoridades locais como o piloto norte-americano Tyler Sturdevant, de 38 anos; a instrutora de voo Maddie Aasbo, de 22 anos, natural do Texas; e um estudante de aviação britânico, que não teve a identidade divulgada até a conclusão da identificação formal.

Segundo o xerife do condado, Sam Elliott, Aasbo e o aluno britânico ocupavam a mesma aeronave, enquanto Sturdevant pilotava o segundo helicóptero. Uma das aeronaves envolvidas no acidente pertence à escola de aviação Jerry Trimble Helicopters, que lamentou a tragédia e prestou solidariedade aos familiares das vítimas em nota oficial enviada à imprensa.

As causas da colisão no ar estão sob investigação das autoridades federais de aviação dos Estados Unidos.

Com informações do Metrópoles

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Em meio a tensões pós-eleitorais, chanceler do Brasil chega aos EUA para reunião do G20


Foto: Gil Ferreira / SRI-PR

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou nesta sexta-feira (30) em Atlanta para participar da Reunião de Chanceleres do G20, sediada este ano pelos Estados Unidos. O evento marca o primeiro contato direto entre representantes do governo brasileiro e a administração norte-americana desde as eleições no Brasil, em um momento de esfriamento diplomático provocado pelo silêncio da Casa Branca sobre a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os trabalhos da cúpula são conduzidos pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chefe da diplomacia americana e apontado como a principal ponte entre a família Bolsonaro e o governo de Donald Trump.

Apesar de não haver previsão de uma reunião bilateral formal entre Vieira e Rubio, a expectativa é de que ambos mantenham contatos informais nos bastidores. Os chanceleres do grupo buscam avançar nas negociações do texto final que será submetido aos chefes de Estado na Cúpula de Líderes, agendada para dezembro.

Nos bastidores da diplomacia brasileira, contudo, o tom é de ceticismo. Integrantes do governo avaliam o cenário com pragmatismo e pouca margem para avanços expressivos na pauta comum diante das divergências políticas entre as duas gestões.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Fala de Haddad sobre boicote a empresas pró-bolsonaro volta a repercutir após ofensiva do PT no MP


Vídeo: Reprodução/Pleno News

Declarações dadas em janeiro de 2023 por Fernando Haddad, que à época era Ministro da Fazenda, voltaram a circular nas redes sociais e a alimentar o debate político nacional. O resgate da fala ocorre no momento em que o Partido dos Trabalhadores (PT) aciona órgãos judiciais para investigar a criação de listas de boicote contra empresários e comerciantes que apoiam o governo federal.

Durante participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Haddad afirmou que os próprios consumidores têm o poder e as condições de pressionar as empresas por meio de suas escolhas de compra. Na ocasião, o ministro defendeu que o público não deveria “comprar nem um palito de fósforo” de companhias que não demonstrassem alinhamento claro a pautas de responsabilidade social, sustentabilidade e democracia.

Investigação e reação política

A reaparecimento do vídeo gerou acusações de contradição por parte de parlamentares da oposição. O resgate ocorre simultaneamente à ofensiva do PT junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). A legenda governista pede a apuração e punição de grupos que circulam listas expondo estabelecimentos e profissionais identificados com a esquerda, promovendo boicotes econômicos e demissões por motivação política.

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[VÍDEO] REFORMA TRIBUTÁRIA: Alíquota acima de 30% pode dar ao Brasil o maior imposto sobre consumo do mundo


Vídeo: Reprodução/Band TV

A partir de janeiro de 2027, o Brasil iniciará a transição para um novo sistema tributário com a substituição parcial dos antigos PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Contudo, estimativas apontam que a alíquota total do imposto sobre o consumo, somando a CBS e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) poderá superar a marca de 30%, o que colocaria o país com a maior carga tributária sobre consumo do mundo.

Enquanto a projeção inicial calculava a CBS em torno de 9% a 11,3%, o novo modelo de cálculo e o debate em torno de alíquotas seletivas para produtos prejudiciais à saúde, como cigarros e bebidas alcoólicas geraram forte preocupação no setor produtivo. Entidades empresariais e representantes do setor de serviços alertam que o impacto nos custos poderá ser repassado aos preços finais.

Impasse no Senado

O Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu uma alíquota de referência de 11,3% para manter a arrecadação dos tributos federais, mas o martelo final cabe ao Senado Federal. Os senadores têm até o dia 15 de dezembro para definir e votar as regras, caso contrário prevalecerão os percentuais indicados pelo TCU.

Por sua vez, o Ministério da Fazenda argumenta que diversos produtos e serviços contarão com alíquotas zeradas ou reduzidas, fazendo com que a efetiva sobre o consumo final seja menor do que a soma nominal máxima.

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[VÍDEO] Defesa de Vorcaro aponta adulteração em celular e pede anulação de provas à PF


Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro sustenta que eventuais provas extraídas de seu celular podem ser totalmente anuladas caso se confirme que o aparelho sofreu alterações após ter sido apreendido pela Polícia Federal. A declaração foi feita à CNN pelo advogado Sergio Leonardo, que lidera a equipe jurídica do empresário.

Segundo o analista de Política da CNN, Caio Junqueira, a adulteração de provas se confirmada pode anular o processo.  “O que a gente está vendo nessa notícia, ela é extremamente relevante, não é pouco relevante, ela é extremamente relevante dentro de todo esse processo. Porque a partir desse laudo, se comprovado o que está descrito nesse laudo pericial contratado pelo doutor Sérgio Leonardo, que é o advogado que lidera a defesa do Daniel Vorcaro, tudo pode ser anulado, basicamente é isso”, comenta. 

Nesta quinta-feira (29), os advogados formalizaram um pedido para ter acesso ao material bruto mantido sob custódia da PF. O objetivo da defesa é confrontar os dados originais da investigação com o laudo pericial técnico encomendado por um especialista contratado pelo próprio banqueiro.

Segundo a defesa, a garantia do acesso à íntegra dos arquivos digitais é indispensável para contestar a integridade da cadeia de custódia das provas no processo.

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Davi Alcolumbre tenta articular reeleição no Senado sob desconfiança do PT e do PL


Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acelerou as articulações políticas com a base aliada e com a oposição para pavimentar sua reeleição ao comando da Casa em 1º de fevereiro de 2027. O movimento, no entanto, ocorre sob um ambiente de desconfiança generalizada: de um lado, governistas temem acenos a pautas sensíveis, como a eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro; de outro, a direita exige entregas concretas antes de chancelar o apoio ao amapaense.

Mesmo com as fricções, aliados do parlamentar garantem que ele já dispõe de votos suficientes para consolidar a vitória. A estratégia de Alcolumbre baseia-se em atrair dissidências da oposição por meio de conversas diretas com parlamentares reeleitos e novatos, contornando a necessidade de um acordo formal com todo o bloco bolsonarista.

Atualmente, a candidatura de Alcolumbre soma o respaldo oficial de cinco legendas: MDB, PSD, PT, União Brasil e PP. Juntas, essas bancadas contabilizam 33 senadores para a próxima legislatura — faltam oito votos para alcançar a maioria absoluta de 41 necessária para a eleição. Como a votação é secreta e individual, o senador aposta na fidelidade dessas siglas e no avanço sobre parlamentares de partidos adversários.

O peso da bancada do PL e a disputa na oposição

A partir de 2027, o PL passará a ser a maior força do Senado, com 29 das 81 cadeiras — uma vantagem expressiva sobre a segunda maior bancada, a do PT, que contará com 10 senadores. A legenda tem reunião marcada para o início de novembro para definir se lançará candidatura própria, tendo como principais cotações o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

A adesão formal do PP ao projeto de Alcolumbre colocou entraves à postulação de Tereza Cristina, mas parte da oposição ainda prega a unificação dos nomes para evitar o fracionamento dos votos conservadores.

Ajuste de rota com o Planalto

Paralelamente às negociações na oposição, Alcolumbre articula uma nova agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é alinhar a relação institucional entre o Palácio do Planalto e o Congresso a partir do próximo ano, priorizando uma pauta legislativa pragmática e mitigando pontos de conflito direto entre o Poder Executivo, o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Com informações do Metrópoles

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Geral

Lula vê Trump isolado após recusa em reconhecer vitória nas urnas


Fotos:  Aaron Schwartz/EFE/EPA/POOL; Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a recusa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reconhecer o resultado das eleições presidenciais brasileiras coloca o líder americano em uma posição de isolamento diplomático.

Integrantes do Executivo federal apontam que não há margem para contestar a lisura do pleito. A vitória de Lula no último domingo, selada com 64 milhões de votos contra 59,8 milhões dados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) foi chancelada de forma célere por líderes globais, representantes do Legislativo e Judiciário brasileiros e pelo próprio PL, partido da oposição.

A postura de Trump é acompanhada por um grupo restrito de governos alinhados, como Israel e Argentina. O presidente argentino, Javier Milei, tornou-se o único chefe de Estado sul-americano a não cumprimentar Lula pela reeleição. Em contraste, outros nomes de destaque da direita na região — entre eles Santiago Peña (Paraguai), Daniel Noboa (Equador), José Antonio Kast (Chile) e Abelardo de la Espriella (Colômbia) — reconheceram prontamente o resultado das urnas.

Cenário político e fortalecimento interno

A leitura no Palácio do Planalto é de que o governo entra nesta nova etapa em posição consideravelmente mais forte do que no ano passado, período marcado pelas tensões diplomáticas e comerciais geradas pela “crise do tarifaço”. Naquela ocasião, a pressão sobre o Brasil se intensificou após o julgamento de Jair Bolsonaro por envolvimento em tentativas de golpe e pelas articulações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro junto a Washington para incentivar sanções econômicas contra o país.

Com o respaldo institucional doméstico e a aceitação majoritária da comunidade internacional, o Planalto avalia que as tentativas da oposição de buscar apoio externo para questionar as eleições perderam substância política.

Com informações do Metrópoles

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Economia

Após Bradesco e Itaú, Santander eleva juros do crédito imobiliário para 12,49% e encarece sonho da casa própria

Reprodução

O Santander confirmou nesta quinta-feira (29) que também vai elevar as taxas do crédito imobiliário, seguindo o movimento iniciado pelo Bradesco e seguido pelo Itaú. A partir desta sexta-feira (30), os financiamentos terão taxas a partir de 12,49% ao ano, mais Taxa Referencial (TR).

O reajuste ocorre em meio à alta dos juros futuros após a reeleição do presidente Lula (PT), encarecendo as condições de financiamento para quem pretende comprar um imóvel.

Na prática, o valor final dos imóveis financiados sofre um salto astronômico, encarecendo o valor de cada parcela mensal e exigindo uma renda familiar muito maior para conseguir a aprovação do crédito junto aos bancos.

O encarecimento das linhas habitacionais também trava o setor da construção civil, diminui a oferta de empregos na ponta e desacelera o mercado imobiliário em todo o país.

Com informações do Infomoney

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Economia

Dívida pública atinge R$ 11,1 trilhões no governo Lula e alcança o pior patamar desde 2021

Foto: Calito Canhadas/ Pixabay

A dívida bruta do setor público consolidado do Brasil manteve a tendência de alta e fechou o mês de setembro atingindo o montante de R$ 11,1 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto, segundo dados do Banco Central. O indicador, que serve como o principal termômetro da capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros, atingiu o seu pior patamar desde março de 2021 e acumula uma alta expressiva de 11,2 pontos percentuais desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o índice marcava 71,7% do PIB ao final da gestão anterior.

O avanço contínuo do endividamento reflete o descompasso das contas públicas, puxado pelo aumento das despesas do governo e pelos déficits acumulados no setor público. Apenas no acumulado do ano, a dívida bruta subiu mais de 6 pontos percentuais em relação ao PIB, enquanto a dívida líquida do setor público saltou para 70% da riqueza produzida no país. O resultado fiscal de setembro reforçou a pressão sobre as finanças do Estado ao registrar um déficit primário de R$ 5,5 bilhões, evidenciando o desafio permanente do país para equilibrar arrecadação e gastos estruturais.

Com informações da Revista Oeste 

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