Finanças

IR 2019: entrega da declaração começa nesta quinta. Veja o passo a passo para preencher o formulário

Foto: Arquivo

A partir desta quinta-feira, 7 de março, os contribuintes poderão fazer a entrega da declaração de Imposto de Renda de 2019. O programa para preencher o formulário da declaração de ano-base 2018 já está disponível no site da Receita Federal . Quem precisa prestar contas sobre os ganhos do ano passado tem até 30 de abril para enviar as informações.

É preciso ficar atento ao relógio. A Receita Federal não aceita o envio de declaração entre 1h e 5h da madrugada. Assim, quem chega tarde do trabalho, precisa se programar para não ter problemas ao enviar. Aos sábados e domingos o Fisco também recebe os formulários, mas com a mesma restrição de horário.

O GLOBO preparou abaixo um guia detalhado sobre como preencher cada um dos campos do formulário. Quem preencher antes, tem mais chances de receber a restituição primeiro . Neste ano, a novidade é que o contribuinte precisará informar o CPF de todos os dependentes, independentemente da idade deles. Veja aqui como tirar o CPF de menores de idade.

Além deste guia, O GLOBO também terá um espaço especial sobre o Imposto de Renda 2019. Os leitores podem enviar perguntas para o email [email protected] e acompanhar, semanalmente, um especialista da área de Imposto de Renda da EY (Ernst & Young), em entrevistas ao vivo na página do GLOBO no Facebook.

O contribuinte deve acessar o site da Receita Federal (http://receita.economia.gov.br/interface/cidadao/irpf/2019/download ) e baixar o programa para fazer a declaração do Imposto de Renda (IR) de 2019. Na página, o usuário deve clicar na opção “download do programa”, na aba IRPF 2019. Na sequência, é preciso escolher qual o sistema operacional do computador que está baixando o programa. O usuário será direcionado para outra página, na qual deverá fazer o download do programa.

No site da Receita Federal, o contribuinte deve baixar o programa para preencher a declaração Foto: Reprodução

Com o programa baixado e instalado na máquina, logo na primeira tela do software, o contribuinte deverá optar entre importar dados da declaração do ano anterior ou preencher uma do zero. Quem está entregando o IR pela primeira vez deve escolher a opção “Criar Nova Declaração”.

Quem está entregando o IR pela primeira vez deve escolher a opção “Criar Nova Declaração” Foto: Reprodução

A tela seguinte permite que o contribuinte escolha que tipo de declaração vai fazer. Escolha a opção “Declaração de Ajuste Anual” e inclua nome e CPF. Uma caixa de diálogo recomendará o preenchimento de todas as fichas nas telas seguintes para, no final, escolher entre os modelos simplificados — com desconto de 20% dos rendimentos tributáveis — ou completo — com direito a todas as deduções legais.

Identificação do Contribuinte

As etapas de preenchimento da declaração do IR são divididas em fichas, exibidas na barra esquerda do programa. A primeira delas é destinada à identificação do contribuinte. É preciso clicar no ícone, no centro da tela, e informar dados como nome, data de nascimento e título de eleitor. Nesta tela também devem ser inseridos endereço completo e profissão.

Alguns dados podem ser preenchidos automaticamente: o programa dá a opção de recuperar os dados da declaração do ano anterior já salvos no computador. Perdeu a declaração do ano anterior? Clique aqui para saber como recuperar os dados.

Dependentes e alimentandos

Após a identificação, o contribuinte deve fornecer informações sobre dependentes, caso tenha. Para isso, é preciso clicar na segunda aba da barra esquerda, “dependentes”. Após, clique em “novo” no canto inferior direito da tela.

Informações sobre os dependentes devem ser prestadas à Receita Foto: Reprodução

Podem ser dependentes, para efeito do imposto sobre a renda:

* Companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge. Mas, atenção, nem sempre declarar o cônjuge como dependente é vantajoso. Clique aqui e saiba qual é a melhor opção em cada caso.

* Filho(a) ou enteado(a), até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho.

* Filho(a) ou enteado(a), se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade;

* Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;

* Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, com idade de 21 anos até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos;

* Pais, avós e bisavós que, em 2018, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 22.847,76;

* Menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial;

* Pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador.

Uma novidade em 2019 é a obrigatoriedade de incluir o CPF de todos os dependentes, independentemente da idade .

Alimentandos

Categoria diferente da dos dependentes, alimentandos são os beneficiários de pensão alimentícia determinada por acordo com decisão judicial. Não há limite de idade nem renda. A inclusão dos dados deve ser feita na ficha “alimentandos”, na aba da barra esquerda. Ao contrário dos dependentes, não há uma dedução fixa por alimentando.

Mas as despesas com instrução e saúde podem ser deduzidas, desde que determinadas por ordem judicial — entenda mais sobre isso no capítulo sobre pagamentos deste passo a passo.

É preciso ter atenção, uma vez que há diferença entre dependente e alimentando Foto: Reprodução

Para incluir um alimentando, basta clicar em “novo”, no canto inferior direito, e inserir nome, CPF e data de nascimento. Também é preciso detalhar se a pessoa é residente no Brasil ou no exterior.

A omissão de dados sobre alimentandos é um dos erros mais comuns que levam o contribuinte a cair na malha fina.

Rendimentos recebidos de pessoa jurídica:

O programa para preenchimento da declaração conta com seis fichas para informações sobre rendimentos. Para quem é funcionário de uma empresa, a principal tela a ser preenchida é a de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica.

Todos os dados para o preenchimento da ficha estão no informe de rendimentos, que deve ser entregue pelos empregadores até o último dia de fevereiro. Para inserir uma fonte pagadora, clique em “novo”, no canto inferior direito, e preencha os campos.

A ficha tem duas abas, uma para o titular e outra para os dependentes. Um dos erros mais comuns é não incluir os rendimentos dos dependentes. Esses ganhos devem ser inseridos, mesmo que não somem a renda mínima obrigatória para declaração do Imposto de Renda, pois serão somados no cálculo do tributo, no fim do processo. A inclusão dos dados é feita da mesma forma.

Rendimentos recebidos de pessoa física e do exterior:

Quem é profissional autônomo ou proprietário de imóvel alugado, por exemplo, deve preencher os ganhos com essas fontes na ficha de rendimentos de pessoas físicas. É possível importar os dados diretamente do programa do carnê-leão, utilizado por profissionais autônomos.

O preenchimento manual também está disponível. O procedimento para inclusão de rendimentos de dependentes é semelhante ao da ficha de rendimentos de pessoas físicas: basta clicar na aba “dependentes” para inserir as informações.

Nesta tela, também devem ser inseridos eventuais ganhos no exterior, inclusive representações diplomáticas e organismos internacionais, observados os acordos, tratados e convenções internacionais firmados entre o Brasil e o país ou organismo de origem dos rendimentos, ou a existência de reciprocidade de tratamento.

É importante lembrar que os rendimentos em moeda estrangeira decorrentes de venda de bens ou de ações devem ser inseridos em outra ficha, dedicada às informações sobre ganho de capital.

Os rendimentos em moeda estrangeira devem ser convertidos em dólar americano de acordo com o câmbio da data do recebimento e, depois, em reais, seguindo o valor para compra fixado pelo Banco Central para o último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do recebimento do dinheiro.

Rendimentos isentos e não tributáveis:

Apesar de não estarem sujeitos à cobrança de imposto, os rendimentos isentos devem ser relacionados nesta ficha. Caem nesta categoria as receitas de fontes como bolsas de estudos, rendimento da caderneta de poupança e heranças. Também entram nesse quadro os rendimentos com alienações de bens de pequeno valor (até R$ 20 mil para ações e até R$ 35 mil para demais casos). Lucros maiores devem ser informados na seção de ganho de capital.

Assim como nas outras fichas, os ganhos de dependentes devem ser informados em alguns casos. Por exemplo, maiores de 65 anos têm direito à isenção caso recebam benefício de até R$ 1.903,98 por mês, durante o ano-calendário de 2018. Caso o contribuinte tenha colocado pais ou avós como dependentes, deve informar esse valor na opção 10: “Parcela isenta de proventos de aposentadoria”.

Essa ficha agora tem duas abas: “Rendimentos” e “Totais”. As informações são inseridas pelo contribuinte na aba “Rendimentos”, selecionando o Tipo de Rendimento.

Rendimentos com tributação exclusiva na fonte:

A maior parte dos itens desta ficha — como décimo terceiro salário — é de preenchimento automático. As informações são transportadas de outros formulários da declaração. São de preenchimento manual, no entanto, itens como a participação nos lucros e resultados. Para incluir, basta clicar no ícone ao lado da linha correspondente.

Assim como a de rendimentos isentos, essa ficha agora tem duas abas: “Rendimentos” e “Totais”. As informações são inseridas na aba “Rendimentos”, selecionando o Tipo de Rendimento.

Rendimentos com imposto com exibilidade suspensa:

A ficha só será utilizada por contribuintes que tenham alguma cobrança de imposto contestada na Justiça. São tributos que existem, mas ainda não podem ser cobrados. Nesse caso, é preciso preencher as informações da fonte pagadora e o valor do imposto retido. Quem não se enquadra nesta situação pode deixar a ficha em branco.

Rendimentos recebidos acumuladamente:

Nesta tela, é preciso informar o valor recebido de salários ou pensões referentes a anos anteriores, que foram depositados de uma só vez no ano anterior. O mecanismo foi criado para evitar a tributação excessiva, caso os ganhos fossem acrescentados aos rendimentos tributáveis de pessoa jurídica. É possível incluir dados do titular ou dos dependentes.

O programa da Receita oferece duas opções de tributação para esses casos: ajuste anual (em que o valor é acrescido aos rendimentos tributáveis) e exclusiva na fonte (em que se aplica uma fórmula para cobrança do tributo exclusivamente na fonte). O ideal é fazer a simulação dos dois tipos.

Imposto pago/retido (e no exterior)

A tela é de preenchimento automático, com a exceção de casos de impostos pagos no exterior. É possível incluir tributos recolhidos em países onde haja reciprocidade de tratamento. Nesses casos, é possível compensar o valor, desde que não sujeito à restituição ou compensação no país de origem. A lista dos 30 países com os quais o Brasil tem acordo está disponível na página de ajuda do programa de preenchimento da declaração.

Pagamentos

Nesta ficha, devem ser informados despesas com educação, saúde, planos de previdência e outros gastos, como pensão alimentícia. Vale lembrar que, no caso da pensão alimentícia, só é dedutível o valor determinado por ordem judicial: pagamentos efetuados por acordo informal não entram no cálculo do desconto.

Doações

O programa de declaração conta com duas fichas para inclusão de doações. A primeira delas é destinada a repasses para instituições de caridade e outras causas. A Receita limita os tipos de doações válidos para dedução a categorias como incentivo aos esportes, à cultura e ações no âmbito do estatuto do idoso. A lista completa está disponível no software da declaração. Para acrescentar estas informações na declaração, clique na opção “novo” na parte inferior do programa. Em seguida, escolha o tipo de doação, na aba “código”.

Doações a partidos políticos:

Para declarar doações a candidatos ou partidos políticos, o contribuinte deve acessar outra ficha, dedicada exclusivamente a esse tipo de informação. O formulário é mais simples: basta incluir nome, CNPJ do comitê ou partido e data da doação. Este é o último campo da barra vertical da esquerda.

Bens, dívidas e ganhos de capital

Bens:

No Brasil, não há tributação sobre o patrimônio. Há incidência de imposto, no entanto, sobre o chamado ganho de capital — o lucro com a venda de um determinado bem. Por isso, é importante manter atualizadas as informações sobre bens e direitos, como imóveis e ações. Esses dados são declarados na ficha bens e direitos. Para incluir um bem, basta clicar em “novo”.

Um dos erros mais comuns de contribuintes é atualizar o valor de um imóvel, por exemplo, de acordo com o preço de mercado. O correto é repetir o valor de compra: a exceção fica com os casos em que tenha sido feito algum tipo de melhoria. No caso de um apartamento comprado a R$ 400 mil em 2017 e que tenha sido reformado por R$ 50 mil em 2018, a declaração ficará da seguinte forma: no campo “situação em 31/12/207”, colocar o valor de R$ 400 mil. Ao lado, no campo “situação em 31/12/2018”, colocar o valor de R$ 450 mil.

Dívidas:

Também é necessario informar a situação, em 31 de dezembro do ano passado, das dívidas. As informações são fornecidas pelos bancos aos clientes. Não entram nesse quadro financiamentos do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), nem dívidas inferiores a R$ 5 mil.

Ganho de capital:

A declaração da venda de um bem é feita em uma aba diferente. É preciso ir até a “Ganhos de capital”, no menu à esquerda, e clicar na linha correspondente: “Bens imóveis”, “Direitos/Bens móveis” e “Participações societárias”. O preenchimento dos dados é feito exclusivamente por meio da importação dos dados de outro programa, o GCAP 2018, disponível neste link: http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/pagamentos-e-parcelamentos/pagamento-do-imposto-de-renda-de-pessoa-fisica/ganho-de-capital/programa-de-apuracao-de-ganhos-de-capital-moeda-nacional/2018/programa-de-apuracao-dos-ganhos-de-capital-gcap2018.

Atividade rural:

Em “Atividade Rural”, produtores rurais devem preencher os dados ou importar as informações do programa AR 2018, disponível no Programa Livro Caixa da Atividade Rural 2018 (http://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/pagamentos-e-parcelamentos/pagamento-do-imposto-de-renda-de-pessoa-fisica/livro-caixa-da-atividade-rural-1/copy_of_program-livro-caixa-da-atividade-rural-2017-versao-java), para declarar movimentações como compra e venda de animais e terrenos.

Aplicações em renda variável:

Estas fichas devem ser preenchidas por quem investiu no mercado financeiro no ano anterior. Há duas abas a serem preenchidas: operações comuns/day trade, em que são incluídos os ganhos com vendas de ações e outros ativos, como ouro; e os rendimentos com operações de fundos de investimento imobiliário. Em ambos os casos, devem ser incluídos os dados do titular e do dependente.

Espólio

Em caso de contribuinte que já tenha morrido, a declaração de Imposto de Renda deve continuar sendo entregue, enquanto o espólio não for concluído — processo que pode demorar anos. Para que haja a obrigação, basta que o CPF do falecido se enquadre em um dos critérios estabelecidos pela Receita, como, por exemplo, ter um bem avaliado em mais de R$ 300 mil. Nesse tipo de situação, a ficha “espólio” deve ser preenchida com os dados do inventariante.

Revisão e envio

Antes de concluir, é importante checar se os dados estão corretos. Um erro de digitação pode ser suficiente para fazer com que a declaração caia na malha fina. Para isso, clique na opção “verificar pendências”, também na coluna da esquerda. Caso haja alguma inconsistência, o programa alertará. Em caso de contribuintes que estão declarando pela primeira vez, haverá um aviso indicando a ausência do número da declaração do ano anterior. E atenção: o alerta, no entanto, não impede o envio do formulário.

Escolha do modelo, simplificado ou completo:

Com as informações já preenchidas, é possível verificar qual modelo é mais vantajoso: simplificado, em que é descontado 20% dos rendimentos tributáveis; ou completo, com todas as deduções (gastos com educação, saúde etc.). Para comparar os modelos, basta clicar na lupa ao lado do item “Opção pela tributação”, na barra da esquerda. Uma nova tela se abrirá com o cálculo do imposto a restituir ou a pagar, de acordo com o caso. Para ver os detalhes dos cálculos, role a tela do menu do lado esquerdo e clique em “Resumo da declaração” e, depois, em “Cálculo do Imposto”. Nesta tela, também é necessário incluir os dados bancários para depósito da restituição.

Quem é casado, vive em união estável ou tem companheiro ou companheira — incluindo também relações homoafetivas — pode fazer a declaração do Imposto de Renda 2019 em conjunto ou separadamente.

A Receita acabou com o Receitanet, programa que o contribuinte tinha que baixar para enviar a declaração. Agora, um botão no lado inferior esquerdo faz esse serviço: “Entregar declaração”. Clicando ali, uma nova tela é exibida para seleção da declaração a ser enviada. Depois de enviada, o contribuinte deve imprimir e guardar o recibo. Em caso de haver imposto a pagar, já é possível imediatamente imprimir as guias. Quem não imprimir pode depois ir ao menu do lado esquerdo e fazê-lo.

O Globo

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Professor é afastado de escola pública após denúncia de aliciamento sexual de alunas menores de idade

Imagem: reprodução

Um professor de artes de uma escola municipal de Santa Cruz, no Agreste potiguar, foi afastado das funções e denunciado à Polícia Civil por suspeita de aliciamento sexual contra alunas menores de idade.

A denúncia partiu da mãe de uma estudante da Escola Municipal José Rodrigues da Rocha, que divulgou troca de mensagens do professor de artes com as duas alunas pelas redes sociais.

Nas conversas, o professor usa linguagem sexual em várias mensagens com a criança e a adolescente, algumas se referindo a posições e órgãos sexuais. Em uma das mensagens, o professor propõe um ato sexual.

O professor é formado em artes cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e apagou o perfil na rede social após a denúncia. A Inter TV Cabugi não conseguiu contato com ele até a última atualização desta reportagem.

Ao tomar conhecimento das denúncias, a Prefeitura de Santa Cruz decidiu afastar o professor da sala de aula e de todas as funções que exercia na escola. Ele era contratado pelo município.

A prefeitura também informou que registrou um boletim de ocorrência para que a Polícia Civil investigue o caso.

Em nota oficial, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, disse que a gestão adotou as providências administrativas cabíveis e que o afastamento imediato do profissional foi uma “medida preventiva, a fim de assegurar a apuração rigorosa, responsável e transparente dos acontecimentos”.

A Prefeitura ainda afirmou que “não tolera, sob nenhuma circunstância, qualquer forma de aliciamento, conduta inadequada ou prática que atente contra a integridade física, moral e psicológica dos estudantes ou de qualquer cidadão”.

A Polícia Civil não comentou o caso até a última atualização desta reportagem.

g1-RN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Brasil tem menor número de alunos em ensino médio em uma década

Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

O número de matrículas no ensino médio no Brasil caiu 5,3% entre 2024 e 2025, atingindo o menor patamar em uma década, segundo dados do Censo Escolar, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC).

A redução foi concentrada na rede pública, enquanto o ensino privado registrou crescimento de 0,6%. Ao todo, o ensino médio soma atualmente 7,3 milhões de alunos.

O São Paulo teve peso decisivo na queda: dos 425 mil alunos a menos no ensino médio público em todo o país, 259 mil (60%) são da rede estadual paulista.

Segundo o MEC, a redução se explica por dois fatores principais: diminuição da população jovem e melhora no fluxo escolar. “Os alunos estão repetindo menos, o que reduz a distorção idade-série”, afirmou o ministro Camilo Santana. A proporção de estudantes atrasados caiu de 27,2% em 2021 para 14% em 2025.

Apesar disso, o censo aponta que houve 359 mil jovens a menos entre 15 e 17 anos matriculados — faixa etária considerada adequada para o ensino médio. Especialistas alertam que parte da queda pode estar ligada à evasão escolar, sobretudo entre os mais pobres.

Dados do Todos pela Educação mostram que, em 2024, apenas 82,8% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na escola. Entre os 20% mais pobres, o índice era de 72%.

O governo aposta em programas como o Pé-de-Meia, lançado em 2024, que oferece incentivo financeiro para permanência na escola e custa cerca de R$ 12 bilhões por ano, embora os resultados ainda não estejam consolidados.

No total da educação básica, o Brasil passou de 47 milhões de estudantes em 2024 para 46 milhões em 2025, uma redução de 1 milhão de matrículas. Em contrapartida, o ensino em tempo integral cresceu 11% na rede pública entre 2024 e 2025, alcançando 8,8 milhões de alunos, o equivalente a 19% do total.

Especialistas defendem maior detalhamento dos dados, sobretudo em relação a São Paulo, onde o governo estadual afirma que parte da queda se deve à correção de duplicidades no cadastro de matrículas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PT pede anulação de votação da CPMI do INSS sobre quebra de sigilo de Lulinha


Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou nesta quinta-feira (26) que o PT pedirá ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, a anulação imediata da votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva.

Pimenta também anunciou que apresentará representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da CPMI, Carlos Viana, acusando-o de fraudar a contagem da votação simbólica.

Segundo o deputado, a votação desrespeitou o regimento do Senado, que determina que, em votações simbólicas, vale a maioria dos parlamentares presentes no momento, e não o total registrado no painel. Governistas alegam que havia 21 parlamentares presentes, com 14 votos contrários aos requerimentos.

A sessão foi marcada por atraso, tensão, discussão e empurra-empurra, sendo suspensa após a derrota do governo na votação em bloco dos pedidos de quebra de sigilo.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, classificou o episódio como “tentativa de golpe” e criticou o que chamou de investigação seletiva, defendendo a inclusão de outros requerimentos, como os que envolvem empresários, bancos e o senador Flávio Bolsonaro.

A decisão final sobre a validade da votação agora depende da análise da Mesa do Congresso e, eventualmente, do Conselho de Ética.

Opinião dos leitores

  1. Não é só sobre Lulinha; é também sobre o Flávio rachadinha e vocês não falam, porque será?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Deputado do PT dá tapa em parlamentar do Novo durante confusão na CPI do INSS e depois pede desculpas

Uma confusão interrompeu a sessão da CPI do INSS nesta quinta-feira, após o colegiado aprovar quebras de sigilo do empresário Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a discussão, o deputado Rogério Correia (PT-MG) deu uma tapa na cara do deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que depois partiu para cima dele. O petista caiu no chão em meio ao empurra-empurra.

A sessão foi suspensa por 15 minutos e, assim que foi retomada, Correia pediu a palavra para pedir desculpas ao opositor e dizer que agiu em legítima defesa.

Eu realmente atingi o deputado, eu peço desculpas. Eu fiz em um momento em que também fui empurrado e fui agredido. Eu realmente atingi o deputado quando fui reagir. E caí, pedindo para ser levantado com o deputado me ameaçando — disse o petista.

Lima, por sua vez, declarou que Correia lhe “deu um ‘socão’ na cara” e lembrou de outro episódio em que um petista, o deputado Washington Quaquá (PT-RJ), agrediu um colega no plenário da Câmara. Na ocasião, Quaquá passou a ser investigado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi arquivado meses depois.

O Globo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Quebra de sigilos de Lulinha em investigação sobre INSS foi pedida pela PF e autorizado por André Mendonça

Foto: Fellipe Sampaio/STF

Antes de a CPMI do INSS aprovar, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, a medida já havia sido autorizada pela Justiça a pedido da Polícia Federal. Em janeiro de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático (e-mails) de Lulinha.

Mendonça é o relator da investigação que apura fraudes em descontos ilegais aplicados a beneficiários do INSS. O ministro também conduz processos relacionados ao Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.

Documentos preliminares da apuração indicam que Lulinha pode ter recebido pagamentos mensais de até R$ 300 mil oriundos do esquema investigado. A suspeita recai sobre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde setembro de 2025. O filho do presidente nega irregularidades.

Na decisão, Mendonça também determinou que provedores de internet preservem os e-mails vinculados a Lulinha pelo tempo necessário às investigações.

O caso ganhou repercussão após declarações públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o filho será investigado e “pagará o preço” caso seja comprovado envolvimento. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mantém o presidente informado sobre os avanços da apuração.

Opinião dos leitores

  1. Se a PF pediu é pq tem MUITA coisa errada nesses extratos…Nunca pensei que essa família fosse adepta a um desviozinho de verba…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Reconstrução da estátua de Nossa Senhora de Fátima deve durar até sete meses, diz Prefeitura do Natal

Foto: Divulgação/Seinfra

A estátua de Nossa Senhora de Fátima destruída por um incêndio na última terça-feira (24), na Zona Norte de Natal, será reconstruída e reinstalada em até sete meses, informou a Prefeitura do Natal.

O incêndio ocorreu quando a imagem estava em fase final de montagem no bairro Pajuçara. Segundo o município, o fogo foi provocado por um curto-circuito em uma máquina de solda, comprometendo cerca de 68% da estrutura. Partes como cabeça, mãos, terço e coroa não foram atingidas porque ainda não haviam sido içadas.

Nesta quarta-feira (25), o local foi vistoriado por técnicos da prefeitura e pelo artista Ranilson Viana, responsável pela obra. A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, afirmou que a base de concreto passará por testes de segurança, apesar de não apresentar danos aparentes.

Ranilson explicou que a estátua foi produzida com EPS antichama e fibra de vidro, materiais amplamente utilizados em grandes esculturas, e classificou o episódio como um acidente. Segundo a prefeitura, o artista se comprometeu a refazer a imagem sem custo adicional, apesar do contrato original, estimado em R$ 5 milhões.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Comissão emite parecer contrário à cassação da vereadora Brisa Bracchi por 2 votos a 1; plenário da Câmara decide em março

Foto: Arquivo/Francisco de Assis

Por 2 votos a 1, a Comissão Especial Processante da Câmara Municipal de Natal emitiu, nesta quinta-feira (26), parecer contrário à cassação da vereadora Brisa Bracchi. A decisão final caberá ao plenário da Casa. O plenário da Câmara deve votar o caso até 4 de março, prazo final para a conclusão do processo parlamentar.

A denúncia aponta suposto uso irregular de emendas parlamentares no evento político Rolé Vermelho – Bolsonaro na Cadeia e uma alegada cobrança de ingressos em atividades financiadas com recursos públicos, o que é vedado por lei.

Votaram contra a cassação a presidente da comissão, Samanda Alves, e Tarcio de Eudiane. Já Daniell Rendall, relator do processo, votou pela perda do mandato.

Daniell afirmou em entrevista à 98 FM Natal que seu voto considerou apenas possíveis irregularidades relacionadas ao evento Rolé Vermelho, descartando a suposta cobrança de ingressos.

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkkkk, Salatiel já cantou essa pedra faz tempo, pizza de frango com catupiri recheada com deixa pra lá, já tá dentro da câmara, mantém, ô vergonha, rabo preso, lambe-lambe, ô povo fraco, kkkkkkk.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

STJD mantém devolução de pontos ao América no Campeonato Potiguar; multa aplicada sobe de R$ 15 mil para R$ 100 mil

Imagem: reprodução

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva manteve, por maioria, a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte que devolveu os 18 pontos ao América e retirou o clube da zona de rebaixamento do Campeonato Potiguar. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (26) e não cabe mais recurso.

A relatora do caso, a auditora Mariana Barros Barreiras, votou pela aplicação do artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê punição por descumprimento de regulamento, sem perda de pontos. Com isso, o América foi multado em R$ 100 mil e o Potyguar de Currais Novos em R$ 15 mil.

Com a decisão, o América termina a primeira fase na liderança, com 17 pontos, e garante vaga direta nas semifinais. Os confrontos do mata-mata serão QFC x Santa Cruz de Natal e Potiguar de Mossoró x Laguna, com jogos a partir deste sábado (28).

Apesar da reversão da perda de pontos, o Potyguar de Currais Novos foi rebaixado à segunda divisão ao terminar o Estadual com apenas quatro pontos, ao lado do Globo.

Entenda o caso

América e Potyguar haviam sido punidos inicialmente pela escalação irregular de atletas com contrato amador acima da idade permitida pelo regulamento. Em primeira instância, o TJD-RN aplicou o artigo 214 do CBJD, com perda de pontos. No entanto, o Pleno do tribunal estadual reclassificou a infração como descumprimento de regulamento, afastando a punição esportiva e mantendo apenas as multas — entendimento agora confirmado em definitivo pelo STJD.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Em julgamento no STF sobre ‘penduricalhos’, magistrada afirma que juízes têm poucos benefícios: ‘mal temos lanche’

Durante sessão no Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (25), a presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), Cláudia Márcia de Carvalho Soares, defendeu o pagamento de verbas indenizatórias conhecidas como “penduricalhos” e afirmou que magistrados têm poucos benefícios.

Segundo ela, juízes de primeiro grau não contam com carro oficial, plano de saúde, refeitório ou auxílio básico, arcando com despesas do próprio bolso. “Desembargador também tem quase nada, a não ser um carro; mal tem um lanche”, declarou.

O STF analisa se referenda decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam o pagamento de verbas não previstas em lei usadas para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo, hoje em R$ 46.366,19.

A sessão foi dedicada às sustentações orais de entidades interessadas. Ao abrir os trabalhos, o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o tema exige resposta rápida diante das distorções nos pagamentos acima do teto.

Relator de uma das ações, Dino criticou a falta de uniformidade na aplicação do limite salarial, afirmando que existem “milhares de tetos” no país. Já Gilmar Mendes classificou a situação como uma “balbúrdia” e disse que o teto acabou se tornando piso em muitos órgãos.

A Procuradoria-Geral da República, por meio do procurador-geral Paulo Gonet, questionou o alcance das liminares, afirmando que elas extrapolam o objeto das ações analisadas.

Caso o plenário confirme as decisões, tribunais e Ministérios Públicos poderão ser obrigados a revisar pagamentos que ultrapassem o teto constitucional, em meio à pressão por uma solução definitiva para os supersalários no serviço público.

Opinião dos leitores

  1. Se isso não for uma afronta ao trabalhador brasileiro eu já não seu mais o que seria…Espero que os Srs. Dino e Gilmar botem moral nessa palhaçada!!!

    1. Estou vendo a hora vossa excelência solicitar o (bolsa família) para poder comprar esse lanche. Esse brasil passou da hora de ter vergonha na cara. Agora isso fale para os três poderes dessa república. Se é que podemos classificar isso como república.

  2. VAMOS TROCAR UM DIA DE TRABALHO,O MEU COM A DA SENHORA, PARA VER QUEM TEM VANTAGEM EM BENEFÍCIOS

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA ATLASINTEL / BLOOMBERG: 57,7% da população brasileira prioriza legislação mais rigorosa para reduzir a criminalidade no país

Foto: Divulgação/Polícia Federal

Um levantamento da AtlasIntel com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (26), aponta que 57,7% dos brasileiros consideram que leis mais rigorosas sobre o crime são a medida mais importante para reduzir a criminalidade no país.

Conforme a pesquisa, outros 56,9% defendem o combate à corrupção no Judiciário e nas forças policiais como principal estratégia para enfrentar o problema. Investimentos adequados nas polícias aparecem em terceiro lugar, com 45%.

  • 38,6% citam o investimento em inteligência para investigação e resolução de casos criminais;
  • 32,2% mencionam medidas de caráter preventivo, como investimentos em educação e assistência social;
  • 29,2% defendem a prisão em massa de criminosos;
  • 23,9% preferem dar “carta branca” à polícia para lidar com criminosos;
  • 16,6% apoiam a restrição de direitos humanos e liberdades civis para punir crimes;
  • e 13,5% defendem legalização e tributação de drogas recreativas.

O apoio a leis mais duras é maior entre homens (63%) do que entre mulheres (52,6%). Por faixa etária, o índice é mais elevado entre pessoas de 25 a 34 anos (70,3%) e entre eleitores de renda familiar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil (69%).

Regionalmente, o Nordeste registra o maior percentual de apoio à medida (66,3%), seguido do Centro-Oeste (66%) e do Sul (55,2%). No Sudeste, 50,4% apontam leis mais rigorosas como prioridade.

No recorte por voto presidencial no segundo turno de 2022, 65,1% dos eleitores de Jair Bolsonaro defendem leis mais rígidas como principal resposta à criminalidade, em contrapartida a 50,7% entre os eleitores de Lula.

A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos entre os dias 19 e 24 de fevereiro de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *