Política

Janaina Paschoal diz não haver motivo para afastar Bolsonaro e quer Moro na disputa presidencial em 2022

Foto: Reprodução/YouTube

Uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff em 2015, ao lado dos juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo, a advogada e professora de direito da USP Janaina Paschoal virou referência do antipetismo, uma das estrelas da onda conservadora e quase se tornou vice de Jair Bolsonaro em 2018. Acabou disputando uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo e, com 2 060 786 votos, se tornou a deputada mais votada da história do país. Hoje, vive uma relação dúbia com o bolsonarismo: diz que o presidente acerta no geral, mas critica os seus destemperos, o comportamento inadequado na pandemia e o círculo de pessoas mais próximas a ele, de quem cobra uma postura mais incisiva para controlar os impulsos presidenciais em um momento de grave tensão política. Janaina também ataca a oposição e a CPI e diz que, por ora, não vê motivo para o impeachment, mas entende que isso pode mudar a depender da investigação sobre a compra da vacina Covaxin. Em entrevista por aplicativo de vídeo, ela anuncia a sua saída do PSL, conta que em 2022 tentará chegar a Brasília por meio do Senado e que torce por uma terceira via na eleição presidencial — hoje, seu candidato seria Sergio Moro.

Corremos algum risco de não ter eleições em 2022, como já ventilou o presidente? Nenhum. As instituições no Brasil são muito sólidas. É mais uma retórica do presidente do que uma ameaça real.

Em 2018, a senhora foi convidada para ser vice de Bolsonaro e recusou. Como o avalia hoje? No geral, ele acerta nos méritos, mas erra muito na forma como defende suas ideias. Eu considero muito ruim essa resistência em ser um exemplo, um líder que usa máscara, que não aglomera. Por outro lado, ele tomou medidas importantes, como adotar o auxílio emergencial com rapidez e defender o tratamento no início da doença, que eu apoio. Só que o tom é sempre acima e gera reações. Vivemos um clima de constante tensão. Eu busco interlocutores dele para falar sobre isso, mas eles conseguem ser mais radicais que o presidente. Então, fica difícil.

O país conta hoje mais de 550 000 mortos pela Covid-19. Isso não foi um erro grave do governo? Sempre se pode dizer que isso ou aquilo poderia ter sido feito diferente. Mas daí a atribuir o número de mortes ao presidente me parece má-fé, porque, proporcionalmente, morreu mais gente em São Paulo do que no Brasil. E João Doria foi o anti-Bolsonaro. Seria justo atribuir as mortes ao governador? Não seria, como também não é atribuir tudo ao presidente. Tanto que até surgir essa história do contrato com a Covaxin, a CPI era um acontecimento vazio, um palanque de políticos decadentes que tentam corroer o governo.

No caso Covaxin, o presidente reconheceu recentemente que foi alertado sobre supostas irregularidades na negociação. Esse episódio não complica muito a vida de Bolsonaro? Vai ter de apurar esse caso, mas eu não acho que o local adequado seja a CPI, que se perdeu. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-­MG), deveria pegar os documentos referentes a essa contratação e levar ao Ministério Público ou à Polícia Federal. Tem de ouvir esse deputado Luis Miranda (DEM-DF) de novo em um ambiente técnico, para ele falar tudo o que sabe. Não é razoável ele prestar depoimento e depois sair dando entrevista dizendo: “Olha, eu tenho mais”. Isso é chantagem.

“Vamos imaginar que o caso Covaxin chegue a Bolsonaro e se conclua que ele tenha deixado de agir em função de alguém muito próximo. Aí é outra história, teremos algo concreto”

A senhora defendeu a tese de que Bolsonaro afastasse todos os citados nessa possível negociata da Covaxin, inclusive o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). O presidente está reagindo mal ao episódio? Ele demora muito para tomar decisões. O certo seria afastar, não por reconhecer que o seu líder tem culpa, não é isso. Mas, na medida em que a situação está tão nebulosa, afasta, as coisas se esclarecem e, dependendo, ele volta.

Como a senhora avalia esse último pedido de impeachment, que aponta 23 crimes do presidente? Ele não tem condição de ser apurado, porque está muito mal redigido. São 270 páginas de junção de pedidos anteriores sem enquadrar os fatos na letra da lei. Há alguns requisitos para apresentar uma denúncia, não é apenas o desejo e ter uma lista de assinaturas. As pessoas confundem um pouco as coisas. Vamos imaginar que a investigação em torno da vacina chegue a Bolsonaro ou a um filho dele ou se conclua que o presidente tenha deixado de agir em função do envolvimento de alguém muito próximo. Aí é outra história. Até agora o que a oposição está falando é “o presidente é um genocida…”. Desculpe, isso não é crime de responsabilidade. A gente tem de aguardar a investigação da compra de vacinas e, se houver algo concreto, apresentar uma peça juridicamente apta.

Havia mais motivos para o impeachment de Dilma do que há para o de Bolsonaro? Sim, com certeza. Foram treze anos de desmandos, de bilhões saindo do BNDES para empresários escolhidos, de dinheiro remetido ao exterior para obras que não tinham impacto no âmbito nacional. As pedaladas foram um expediente fiscal para encobrir esses bilhões.

Em sua insistente campanha em defesa do voto impresso, o presidente chamou o ministro Luís Roberto Barroso do STF e do TSE de “idiota” e “imbecil” e disse que “a fraude está no TSE”. Não é esticar a corda demais? Todos estão esticando. É a nota do Exército (criticando a CPI), a entrevista do comandante da Aeronáutica, as agressões verbais do presidente, mas também há os excessos dos ministros do Supremo. Há muito eles não agem dentro dos limites constitucionais. À medida que Barroso entra na discussão, que está no Congresso, como um agente político, é natural que entre em um embate também. Os ministros têm de decidir se são membros do Judiciário, que aguardam a causa chegar para avaliá-la tecnicamente, ou se são agentes políticos — nesse caso, ao serem confrontados, têm de aguentar o tranco. É hora de recuar, não só para Bolsonaro, mas para os ministros também. Está faltando aquela voz de cautela, chamar as pessoas à razão.

Outro foco de crise tem sido os militares. O que acha deles no governo? O presidente poderia rever, buscar quadros não militares para ocupar espaços. Tem muita gente assustada com isso, acreditando que é algo planejado, com finalidade. Então, ele deveria rever, até para dar um viés mais plural ao governo. Não tenho preconceito contra militares, mas isso está gerando uma tensão que não é positiva.

Hoje, o principal adversário de Bolsonaro em 2022 é o ex-presidente Lula. O que a senhora, que foi algoz do PT, acha da volta dele ao jogo eleitoral? Sou do mundo do direito. Concordando ou não, houve uma decisão. Ele recuperou os direitos, é natural que queira concorrer. Mas se a disputa em 2022 for entre Lula e Bolsonaro, votarei de novo em Bolsonaro.

A senhora descarta uma terceira via? O país precisa de um pouco mais de tranquilidade. Esse estilo do presidente, de governar no conflito, não é saudável, é preciso alguém com mais consciência dos papéis constitucionais. Os próprios apoiadores cobram dele essa postura de constante guerrilha, é algo parecido com o PT. Gostaria de votar num candidato com mais consistência. Se o ex-juiz Sergio Moro se candidatasse, eu o apoiaria, mesmo correndo o risco de tirar voto de Bolsonaro. Queria que conseguíssemos criar uma dupla, a Presidência da República tem de ser exercida numa chapa, com um vice que não seja decorativo. Uma conversa que tive com o presidente lá atrás, e que foi muito mal recebida pelo entorno dele, foi nesse sentido: eu queria estabelecer funções para cada um, e acharam que eu queria invadir a competência dele. O vice é um posto muito estratégico, então eu quero ver se surge uma chapa menos personalista e mais preocupada com as instituições. Como sou otimista, creio que há tempo para não termos de nos conformar com Lula ou Bolsonaro.

Por falar na importância do vice, como avalia o papel de Hamilton Mourão? Embora um seja general e o outro, capitão, quem manda é o presidente. Mourão adota uma postura de acatar a hierarquia. Eu não seria como ele. Sou do tipo que invade a sala, e a pessoa tem de me ouvir. É para o bem, não é no intuito de confrontar, tem hora que você precisa fazer isso.

Uma alternativa colocada à mesa nas últimas semanas para evitar novas crises de governo foi a da adoção do semipresidencialismo. O que acha da ideia? Não há sentido nesse tipo de discussão. Vejo o semipresidencialismo como abrandamento ao parlamentarismo. Eu sigo sendo presidencialista. A Constituição tem instrumentos contra um governante que pratica crime de responsabilidade, como o impeachment. Fragilizar a República presidencialista pode trazer ainda mais instabilidade.

“Gostaria de votar para a Presidência num candidato com mais consistência. Eu apoiaria o ex-juiz Sergio Moro se ele se candidatasse, mesmo correndo o risco de tirar votos do Bolsonaro”

Nas últimas semanas, tem tido algum contato com o presidente? Depois da eleição, poucas vezes, em uma ou outra solenidade. Mas um contato de telefone, para trocar ideias, nenhum. Porque o entorno dele acredita que você tem de concordar com tudo, de aplaudir tudo. Então, é muito difícil, porque eu não sou isso. Eu ligaria para o presidente para dizer: “Chega!”. Se estou perto, arranco o telefone dele para que não acesse o Twitter. Tem hora que é preciso fazer uma intervenção, a pessoa tem de ser protegida de si própria.

Depois de descartar a possibilidade de ser vice de Bolsonaro, a senhora foi eleita deputada com uma votação espetacular, mas teve só um projeto aprovado até agora no Legislativo. Está frustrada com a vida parlamentar? A morosidade na Assembleia é muito grande, sou uma pessoa muito agitada e isso me incomoda. A competência estadual é muito restritiva. Se estivesse no âmbito federal…

Será mesmo candidata ao Senado por São Paulo em 2022? Tentarei, sim, o Senado, que é o cargo que mais se afina com o meu perfil. Não tenho vontade de ser deputada federal. Aquilo lá é uma balbúrdia, mais de 500 pessoas. Gosto de fazer um trabalho artesanal. Quando tenho um projeto, bato na porta de cada colega. Na Câmara eu não me sentia bem nem durante o impeachment, era um lugar horrível.

A senhora fica no PSL? Já avisei que não vou ficar. Tive uma reunião com o PRTB, mas não tenho pressa. Sou defensora das candidaturas avulsas, espero que o ministro Barroso dê uma liminar permitindo isso. Acho que o PSL está muito perdido, não sabe o que quer e o que não quer. Fico preocupada de estar amarrada a uma sigla tão indefinida.

Veja

 

 

Opinião dos leitores

  1. Ta pouca a destruição que Bolsonaro está fazendo com o Brasil. Na visão dela precisa de mais…

    1. Vá se tratar, tem psquiatra pelo sus, tá assim pq perdeu uma boquinha?

  2. Não vou nem falar da prevaricação no caso da Covaxin. Mentira deliberada, como Bozo faz diariamente, já é motivo mais que suficiente para afastar esse demente.

    1. Sabe o que é prevaricação? Um dos crimes que o governo instalado de 2003 a 2018 cometeu no Brasil.
      Exatamente por ter responsabilidade e respeito as leis, o governo federal não prevaricou.
      Não comprou vacina sem aprovação da anvisa como queria a esquerda.
      Não comprou vacina acima do preço praticado pelo mercado internacional como queria a esquerda.
      Não aceitou fazer o jogo dos corruptos, com a desculpa da pandemia, como eles tentaram impor as ações ao governo. Nas se quiser ver e saber o que é prevaricação, é só acompanhar o consórcio nordeste

    2. O governo não concretizou a compra das vacinas porque foi pego com a boca na botija, mas o dinheiro foi empenhado. Foi impedido de terminar o crime iniciado. Esse é o governo da mentira.

  3. O Juiz Moro será nossa salvação. Nós, brasileiros, temos que nos unirmos em prol da sua eleição. Pensar de outra maneira é levar o país ao caos; sem rumo. Precisamos de uma liderança não tisnada ainda pela germe da corrupção.

    1. Moro foi uma das enormes decepções que tive. Se mostrou um menino a serviço do PSDB. Ele condenou políticos de todos os partidos e protegeu Aécio de forma inquestionável. Não teve 01 político do PSDB que ele tenha sentenciado e ali existem muitos com conduta questionável, fato!

    2. Não fala merda Tarcísio, a lava jato condenou o ex governador de MG Eduardo Azeredo, que praticava o mensalão mineiro.

  4. Afastar???
    Porquê!
    Kkkkkkk
    Eleições limpas Já!
    Mito no primeiro turno.
    Ponto final.
    Tá com medo de quê??
    O ladrão de nove dedos tá com 60%.
    Porque o medo?
    Kkkkkkkkkkkkkk
    Aí tem viu???

    1. Essa é outra igual a Joice Hasselmann. Depois dessa Live de ontem tão tudo doido pq muita gente concorda com o presidente, na questão do voto impresso auditavel.

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Política

Prefeita Jussara Sales assina 10 ordens de serviço e autoriza início de novas obras em Extremoz

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Extremoz dará mais um importante passo no fortalecimento da infraestrutura e dos serviços públicos do município. A prefeita Jussara Sales assinou, nesta semana, 10 ordens de serviço que autorizam o início de novas obras em diferentes regiões da cidade, reafirmando o compromisso da gestão com o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida da população.

Entre os investimentos já confirmados estão a reforma e ampliação da Escola Municipal Franco Ribeiro, proporcionando mais conforto, estrutura e melhores condições de ensino para alunos e profissionais da educação; a construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do Sporte Clube III, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde; e a reforma das quadras poliesportivas da Escola Franco Ribeiro e Vila de Fátima, garantindo um espaço moderno e adequado para a prática esportiva e atividades educacionais.
Além da continuação da obra de pavimentação do Quilômetro 23, UBS da Praia de Pitangui, e a ampliação das Escolas, Irmã Maria Dionise e Vera Lúcia.

As demais ordens de serviço contemplam importantes intervenções em diversas áreas do município, fortalecendo a infraestrutura urbana e os equipamentos públicos.

De acordo com a prefeita Jussara Sales, o pacote de investimentos representa mais um compromisso cumprido pela administração municipal.

“Cada obra que autorizamos representa mais qualidade de vida para a população. Estamos investindo em educação, saúde, esporte e infraestrutura porque acreditamos que cuidar das pessoas é construir uma cidade cada vez melhor. Essas ordens de serviço marcam o início de mais uma etapa de desenvolvimento para Extremoz”, destacou a prefeita.

Com o novo pacote de obras, a Prefeitura de Extremoz reforça o ritmo de investimentos no município, promovendo ações que impactam diretamente o dia a dia da população e contribuem para o crescimento sustentável da cidade.

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Geral

Polícia Científica aponta hipótese de origem elétrica como causa de incêndio no Circo do Tirú

Foto: Reprodução

A Polícia Científica do Rio Grande do Norte concluiu o laudo pericial do incêndio que destruiu a estrutura do Circo do Tirú, que estava instalado na área externa da Arena das Dunas, em Natal. Com base no conjunto de vestígios materiais e registros audiovisuais analisados, a análise aponta a hipótese de origem elétrica como o mecanismo mais provável de ignição inicial. O laudo foi encaminhado à autoridade policial responsável pela investigação.

O exame foi realizado pelo Instituto de Criminalística, por meio do Setor de Perícias de Engenharia Legal e Meio Ambiente. O incêndio ocorreu na madrugada do dia 11 de maio de 2026, durante período em que o circo não estava em funcionamento. De acordo com o laudo, não houve registro de vítimas ou feridos. A estrutura principal, no entanto, foi severamente atingida pelas chamas, com destruição do picadeiro, arquibancadas, palco, bastidores, equipamentos e materiais que estavam no interior do espaço.

A perícia foi realizada em mais de uma etapa. No dia do incêndio, os peritos estiveram no local para os primeiros levantamentos, registros fotográficos e coleta de vestígios. Posteriormente, uma nova vistoria foi feita para análise dos remanescentes estruturais e busca por elementos que pudessem contribuir para a compreensão da dinâmica do fogo. Também foram analisadas imagens do sistema de videomonitoramento da Arena das Dunas, além de informações solicitadas à empresa responsável pelo evento e à Neoenergia Cosern.

Conforme a PCIRN, os indícios mais consistentes de origem do incêndio estavam concentrados em uma área da estrutura voltada para a Arena das Dunas, onde havia equipamentos eletrônicos, fiação e estruturas utilizadas para iluminação, som e painel de LED.

As imagens de videomonitoramento foram fundamentais para a compreensão da dinâmica do incêndio. Os registros mostram que as chamas começaram concentradas na região indicada pela perícia e, em poucos minutos, se espalharam para outras partes da estrutura, até o incêndio se tornar generalizado.

Portal da Tropical

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Geral

Prefeitura do Natal realiza operação de ordenamento no Alecrim e remove estruturas irregulares

Foto: Semsur

A Prefeitura do Natal realizou, nesta quarta-feira (08) uma operação de fiscalização e ordenamento urbano no bairro do Alecrim, que resultou na retirada de duas estruturas instaladas, há pouco tempo, em desacordo com a legislação urbanística: uma cigarreira e um trailer. A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), com apoio da Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana).

As estruturas removidas foram apreendidas, lacradas e encaminhadas para a sede da Semsur, onde permanecerão sob a guarda da secretaria até que os proprietários solicitem a devolução dos materiais. A retirada dos itens será realizada mediante o cumprimento dos procedimentos legais e o pagamento das multas aplicadas, que podem variar de R$ 600 a R$ 24 mil, conforme a irregularidade identificada.

A operação integra o trabalho permanente da Prefeitura do Natal para garantir o cumprimento das normas de ocupação do espaço público, promovendo o ordenamento urbano e assegurando a livre circulação de pedestres e cidadãos nas áreas de uso coletivo.

Durante a ação, as equipes atuaram de forma integrada e a operação ocorreu de maneira tranquila, sem registro de intercorrências. A fiscalização segue dentro do planejamento da administração municipal para manter os espaços públicos organizados, acessíveis e em conformidade com a legislação vigente.

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Geral

Casa de Apostas Arena das Dunas abre as portas para o acesso do ABC e América e anuncia ingressos gratuitos das partidas decisivas da Série D

Foto: Divulgação

A Casa de Apostas Arena das Dunas voltará a fazer história no futebol potiguar. Em uma iniciativa inédita no estado, a arena abrirá suas portas para que as torcidas de ABC e América possam apoiar suas equipes nas partidas decisivas da Série D do Campeonato Brasileiro por meio do Ingresso Social Gratuito.

A ação permitirá que os torcedores garantam entrada gratuita para um dos dois confrontos, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. Cada torcedor terá direito a um ingresso por CPF, válido para apenas uma das partidas. Inicialmente, o benefício será destinado ao Setor Leste da Arena. Os setores Norte e Sul poderão ser abertos posteriormente, conforme a demanda das torcidas.

Patrocinadora master de ABC e América pelo segundo ano consecutivo, a Arena reafirma, com essa iniciativa, seu apoio aos dois principais clubes do estado em um dos momentos mais importantes da temporada, contribuindo para que as equipes tenham o apoio de suas torcidas na caminhada em busca do acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.

Como funciona o Ingresso Social Gratuito:

– Os torcedores que já compraram o ingresso do LESTE não perderão o seu ingresso e terão o valor pago ressarcido automaticamente em até 72 horas. Todos receberão um ingresso de CORTESIA na sua carteira digital da plataforma INGRESSE.
– SAC da Ingresse no Whatsapp: (84)95926-4811. Horário de atendimento: todos os dias das 10:00 às 22:00.
– Cortesia válida mediante doação de 1kg de alimento não perecível;
– Válido 1 ingresso por CPF para o setor LESTE (demais setores abrirão conforme durar o estoque).

Os torcedores que já adquiriram seus ingressos para qualquer uma das duas partidas também serão contemplados pela iniciativa. O valor pago será estornado automaticamente pela organização em até 72 horas, sem necessidade de solicitação por parte do comprador, garantindo tratamento igualitário a todos os torcedores beneficiados pela ação.

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Geral

Petrobras lança edital de R$ 910 milhões para propaganda

Foto: Divulgação

A Petrobras está lançando um edital para contratar três agências de propaganda para dividir uma verba de R$ 910 milhões num período de três anos, a partir de 2027.

No briefing às agências, a Petrobras afirma que “é hora de retomar uma apresentação institucional da marca a promovendo de forma ampla, considerando seus atributos de brasilidade, inovação e compromisso com a sociedade”. E que o seu objetivo é “traduzir esse posicionamento em histórias, presenças e impactos concretos, capazes de mostrar como a Petrobras está inserida no cotidiano, no desenvolvimento e no futuro do Brasil. Mais do que explicar quem somos, esta campanha deve tornar visível porque a Petrobras importa hoje — para as pessoas, para o país e principalmente para as próximas gerações. Deve se evitar a grandiloquência, o autoelogio excessivo, o tom político e o tecnicismo. Consolidar a imagem da Petrobras como uma empresa brasileira de energia, referência em inovação e comprometida com o desenvolvimento sustentável do país.”

Lauro Jardim – O Globo

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Geral

Dino determina bloqueio de R$ 119 milhões de bens de Valdemar por suspeita de indicação de emendas parlamentares mesmo sem mandato

Foto: Divulgação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por ser suspeito de atuar na indicação de recursos parlamentares mesmo sem ter mandato no Congresso. O valor é referente a 21 emendas cuja destinação, reservada para deputados e senadores, passou pelo crivo do dirigente partidário, segundo investigação da Polícia Federal. Deste montante, R$ 104 milhões chegaram a ser pagos, de acordo com o inquérito.

O esquema, de acordo com a investigação, conta com três servidores da Câmara próximos ao Centrão e sobre quem Valdemar teria “ascendência”: Mariângela Fialek, que foi assessora do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) e hoje está lotada na liderança do PP; Garigham Amarante, que foi indicado pelo PL para a diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no governo de Jair Bolsonaro e hoje está na liderança do PL na Câmara; e Nara Brum, assessora da liderança do PL na Câmara.

“São múltiplos os indícios registrados na representação policial, segundo os quais os investigados MARIANGELA FIALEK, GARIGHAM AMARANTE PINTO e NARA BRUM teriam atuado, dentro da Câmara dos Deputados, como longa manus de VALDEMAR COSTA NETO. Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, VALDEMAR COSTA NETO, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos”, escreveu Dino na decisão.

As emendas, de acordo com o inquérito, foram indicadas entre junho de 2024 e março de 2026. Dino determinou a suspensão imediata de “todas as despesas públicas ligadas às emendas indicadas na representação policial”.

A Polícia Federal afirma que Valdemar usava servidores da Câmara para “destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato”. O crime de peculato é, em regra geral, atribuído a servidores públicos, mas também pode originar punição a outras pessoas desde que atuem em concurso com servidores públicos. A PF também investiga a hipótese de associação criminosa.

“Os três servidores da Câmara, de maneira irretorquível, têm plena consciência da clandestinidade dessa atuação. Ocupam posições que não só conferem posse funcional sobre informações sensíveis e etapas internas do fluxo de alocação de emendas, como impõem a obrigatoriedade de não agir em desconformidade com diretrizes não republicanas”, escreveu a PF.

A investigação aponta que a análise do celular de Fialek aponta a “existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas”. De acordo com a PF, Valdemar , era “vetor de definição e remanejamento de emendas”. Fialek hoje está lotada na liderança do PP na Câmara, com salário de R$ 26 mil.

Para Dino, a investigação “delimitou muito claramente esse processo de apropriação indevida de cifras parlamentares pelo presidente do PL”.

“Mais do que isso, demonstrou que esse processo de desvio possivelmente contava com o apoio e a liberalidade política, ainda que através de omissão, de outros parlamentares. Basicamente, VALDEMAR COSTA NETO contava com autonomia para direcionar recursos de emendas (de comissão, proeminentemente) conforme sua cota pessoal e particular, atribuída a partir de sua condição de presidente da sigla”, acrescentou o ministro no despacho.

Os servidores na mira da investigação, segundo Dino, compilavam planilhas para organizar as emendas do lote de Valdemar.

“As planilhas eram tratadas, analisadas e condensadas pelos servidores da Câmara para encaminhamento aos Ministérios. O encaminhamento direcionava essas emendas alocando, falsamente, deputados federais como “solicitantes” das indicações, a fim de conferir ares de legalidade às indicações formalizadas conforme diretrizes de um não parlamentar”, diz a decisão.

O ministro acrescentou que, como a investigação segue em andamento, é “cedo” para afirmar se houve apropriação de valores por parte dos servidores da Câmara ou desvio de recursos públicos em proveito de Valdemar ou de “empresários contratados pelos municípios beneficiários”.

Mensagens trocadas entre Valdemar e servidores da Câmara dos Deputados mostram que o chefe do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro mantinha uma atuação “típica” de líder da Casa, mesmo não sendo parlamentar, de acordo com a PF.

Em diálogos identificados pela PF, servidores da Câmara supostamente operacionalizam as indicações do presidente do PL. “Fechou o valor do Pres Valdemar?”, registra uma mensagem. “Pode colocar o máximo que der. Ele tá querendo Turismo”, diz outro registro.

Desdobramento de operação

O despacho sobre Valdemar é um desdobramento da investigação que, em dezembro do ano passado, mirou Mariângela Fialek, que foi assessora de Lira. Conhecida como Tuca, ela é supeita de direcionar emendas parlamentares fora dos critérios estabelecidos pela lei.

Ela é conhecida por parlamentares principalmente por sua atuação na época em que ainda havia o Orçamento Secreto. O mecanismo, que permitia a indicação de emendas sem a identificação do parlamentar responsável, foi proibido pelo STF em 2022.

Durante a gestão de Lira na presidência na Câmara, além da função de coordenar a liberação de recursos do orçamento secreto, Fialek acumulou cargo no Conselho Fiscal da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba (Codevasf), conhecida como “estatal do Centrão”, por concentrar boa parte dos recursos enviados pelos parlamentares. Ela também ocupou uma cadeira no Conselho Fiscal da Caixa Econômica Federal, banco que tem no comando um indicado de Lira.

Entre os indícios levantados pela PF na ocasião estavam depoimentos de parlamentares, que relataram aos investigadores problemas no encaminhamento das emendas. A PF já colheu o depoimento do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), e dos deputados Adriana Ventura (Novo-SP), José Rocha (União-BA) e Glauber Braga (PSOL-RJ).

O Globo

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Política

Institutos divergiram até 28 pontos em eleição para o Senado no RN em junho, mas todos indicam reeleição de Styvenson e Zenaide

Foto: Reprodução

Quatro pesquisas eleitorais divulgadas em junho mediram a corrida pelo Senado no Rio Grande do Norte — e não concordam em quase nada. A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece com 12,2% em um levantamento e 40,3% em outro, colhidos na mesma semana. Vinte e oito pontos de diferença para a mesma candidata, no mesmo indicador.

Em uma coisa, porém, Agorasei, Exatus, Metadata e Seta convergem sem exceção: Zenaide é a segunda colocada em todas, atrás do senador Styvenson Valentim (Podemos) e à frente de todos os demais nomes testados.

A divergência não é fraude nem incompetência. É matemática — e explica por que o leitor potiguar tem visto números que parecem descrever eleições diferentes.

Dois jeitos de contar o mesmo voto

Em 2026, cada eleitor vota duas vezes para o Senado: são duas vagas em disputa por estado. Os institutos divulgam a “soma dos dois votos”, mas calculam de jeitos opostos.

Seta e Exatus usam a base cheia: o percentual de eleitores que citaram o nome em qualquer um dos dois votos. Somando todos os candidatos, o total passa de 100%. Os números saem altos por construção.

A Metadata divide essa soma por dois, reduzindo a base a 100% — o mesmo critério que o TSE usa para projetar eleitos. Os números saem baixos por construção.

É por isso que Zenaide marca 40,3% no Seta (campo de 15 a 17 de junho) e 12,2% na Metadata (campo de 12 a 14 de junho). Não houve derretimento de 28 pontos em 72 horas. Houve troca de régua.

Amostras entre 1.500 e 1.900 entrevistas, margens de erro na casa de 2,5 pontos. Todas registradas na Justiça Eleitoral (RN-02699, RN-01045, RN-04028 e RN-01712, respectivamente). Duas delas — Agorasei e Exatus — foram a campo ainda no fim de maio, embora divulgadas em junho.

O terceiro lugar muda de dono conforme o instituto. O segundo, não.

A metade da eleição que ninguém está olhando

Se são duas vagas, o segundo voto vale tanto quanto o primeiro. E é aí que mora o dado mais subestimado do mês.

A Agorasei foi a única pesquisa de junho a abrir o segundo voto separadamente. O resultado: Zenaide lidera, com 13% — à frente de Rafael Motta (9,3%) e do próprio Styvenson (9,2%).

Uma leitura possível dos números: Zenaide é hoje a segunda escolha mais natural do eleitorado potiguar. Num sistema em que a segunda escolha elege senador, isso não é consolo — é ativo.

O que os números não entregam

Nenhum dos quatro levantamentos autoriza contagem de vitória antecipada.

Na pesquisa espontânea — sem lista de nomes na frente do eleitor —, Zenaide é lembrada por 5,8% (Agorasei) e 9,3% (Seta). Na Agorasei, 61,9% dos entrevistados não souberam citar nome algum para o Senado. A eleição, a três meses do voto, ainda não começou na cabeça da maioria do eleitor.

Rafael Motta (PDT), recém-chegado à disputa, aparece a 2,9 pontos de Zenaide na base reduzida da Metadata — dentro do alcance de uma campanha. E a rejeição, na Agorasei, está em empate técnico entre os principais nomes, todos entre 10,3% e 15,9%.

O segundo lugar, hoje, é consenso. Consenso de junho não elege ninguém em outubro — mas define quem larga na frente pela segunda vaga.

 

Com informações do Blog do Dina

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Política

POR UNANIMIDADE: TRE-RN condena Allyson Bezerra por propaganda eleitoral antecipada e aplica multa de R$ 10 mil

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) condenou, por unanimidade, Allyson Bezerra (União Brasil) por propaganda eleitoral antecipada irregular. Os magistrados também decidiram aplicar uma multa de R$ 10 mil ao pré-candidato ao Governo do Estado.

A representação que originou a condenação (nº 0600193-91.2026.6.20.0000) foi movida pelo Partido Novo. Na ação, a legenda denunciou que Allyson Bezerra publicou em diversos perfis nas redes sociais um vídeo com um “verdadeiro jingle de campanha eleitoral”. Na peça, o pré-candidato é chamado de “Allyson Governador” e “Agora é Allyson que eu quero”.

O relator do processo foi o juiz Hallison Rego Bezerra, que votou de acordo com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), reconhecendo a propaganda eleitoral antecipada a favor de Allyson Bezerra.

No final de junho, o juiz Eduardo Pinheiro determinou, em decisão liminar, a remoção do vídeo do jingle de Allyson Bezerra. O magistrado entendeu que havia indícios de propaganda eleitoral antecipada e ordenou que a Meta, dona do Instagram, retirasse o conteúdo em até 24 horas.

No julgamento da ação, os juízes rejeitaram a tese da defesa de Allyson Bezerra, que alegava que o pré-candidato não tinha conhecimento prévio do conteúdo. O processo estava com vista para o juiz Daniel Maia. Ao votar, o magistrado disse que “resta configurada, quando às circunstâncias e peculiaridades do caso específico, a impossibilidade de o beneficiário não ter tido conhecimento da propaganda”.

“No caso concreto, verifica-se que, embora a divulgação não tenha ocorrido no perfil oficial do próprio representado, as circunstâncias objetivamente demonstradas revelam, inclusive à luz das regras de experiência comum, a impossibilidade de o beneficiário não ter tido ciência dessa publicação específica, promocional e impugnada”, disse o juiz.

Daniel Maia também destacou que, na publicação do vídeo com a propaganda eleitoral antecipada, verificou-se “a marcação do perfil pessoal do próprio representado em diversos comentários feitos por usuários, o que demonstra sua inequívoca ciência prévia quanto ao jingle divulgado”.

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Geral

BEAT! apresenta DUO Sara & Warllan, nova aposta da música potiguar, com lançamento de “Acoustic Sessions”

 

A BEAT! Music e Eventos apresenta ao mercado seu mais novo projeto musical: o DUO Sara & Warllan. A dupla estreia oficialmente nesta sexta-feira (10) com o lançamento do álbum “Acoustic Sessions”, disponível em todas as plataformas de streaming e no YouTube.

Com um repertório que reúne grandes clássicos internacionais das décadas de 70, 80 e 90, o DUO aposta em interpretações sofisticadas, arranjos contemporâneos e uma sonoridade pensada para eventos sociais, casamentos, recepções e ambientes que valorizam música de qualidade.

O álbum de estreia traz 10 faixas e apresenta a identidade artística de Sara & Warllan, unindo nostalgia e elegância em releituras que dialogam com diferentes gerações. O projeto nasce para atender um público que buscava, em Natal, uma proposta musical diferenciada, marcada pela qualidade das interpretações e por performances intimistas.

Entre as canções escolhidas estão sucessos que atravessaram décadas, como Billie Jean, de Michael Jackson; Everybody Wants to Rule the World, do Tears for Fears; Have You Ever Seen the Rain, do Creedence Clearwater Revival; e My Girl, do The Temptations. A música brasileira também ganha espaço com uma releitura elegante de Mania de Você, clássico de Rita Lee.

*Sobre a dupla*

Natural do Rio de Janeiro e radicada em Natal desde a infância, Sara Maia, de 28 anos, construiu sua trajetória artística desde cedo. Passou pela dança e pelo teatro, começou a cantar ainda criança na igreja e, aos 12 anos, aprendeu violão, instrumento que consolidou sua relação com a música.

Já Warllan Medeiros nasceu em São Fernando, no Seridó potiguar, onde teve os primeiros contatos com a música ainda na infância. Iniciou a carreira se apresentando em bares e eventos do interior do Rio Grande do Norte e, em 2020, mudou-se para Natal em busca de novos desafios profissionais. Foi na capital que sua carreira ganhou projeção e, agora, um novo capítulo com o DUO Sara & Warllan.

*Serviço*
Lançamento do álbum “Acoustic Sessions” – DUO Sara & Warllan
Data: Sexta-feira, 10 de julho de 2026
Onde ouvir: Disponível em todas as plataformas de streaming e no YouTube https://www.youtube.com/@BandaDuo.

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Política

De Brasília, Prefeita Aize Bezerra inicia articulação para garantir escrituras de milhares de imóveis em João Câmara

Foto: Divulgação

Poucos sabem, mas quase 50% da área urbana e parte da zona rural de João Câmara pertencem oficialmente à União, uma situação que se arrasta há mais de um século e impede que milhares de famílias obtenham a escritura pública de seus imóveis. Sem esse documento, muitos proprietários enfrentam dificuldades para financiar, vender, regularizar ou valorizar seus imóveis.

Para enfrentar esse problema histórico, a prefeita Aize Bezerra, acompanhada da secretária de Planejamento, Karolina Assunção, da Procuradoria do Município e do deputado federal Benes Leocádio, cumpre agenda na Superintendência do Patrimônio da União (SPU), em Brasília.

A reunião marca o início de uma articulação que poderá resultar no maior projeto de regularização fundiária da história de João Câmara.

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