Esporte

Jogadores brasileiros debatem realização da Copa América com atletas de outras seleções; apesar de suposta insatisfação, CBF acredita que não há risco de boicote

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A possibilidade de não disputar a Copa América é discutida não apenas internamente na seleção brasileira como também com jogadores de outros países sul-americanos.

Desde o início da semana, quando o Brasil foi anunciado como sede do torneio pela Conmebol, atletas da Seleção passaram a tratar do assunto com colegas de outras nacionalidades.

Dos 24 convocados por Tite, 20 atuam no futebol europeu, convivendo com diversos outros jogadores sul-americanos.

Reunidos na Granja Comary, os atletas brasileiros externaram ao técnico Tite e ao coordenador da Seleção, Juninho Paulista, o incômodo por terem descoberto pela imprensa e pelas redes sociais que o País sediará a Copa América. Eles também questionaram sobre a possibilidade de a competição não ser realizada.

A notícia de que o torneio acontecerá no Brasil foi divulgada na segunda-feira, um dia depois de Rogério Caboclo, presidente da CBF, ir à Granja e se encontrar com Tite e os jogadores.

Os atletas pediram para falar com Caboclo novamente, desta vez em clima bem menos cordial, o que aconteceu na última quarta-feira, antes da viagem a Porto Alegre, onde a Seleção enfrenta o Equador nesta sexta-feira, no Beira-Rio, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

Nesta conversa, líderes do elenco questionaram por que o Brasil aceitou receber a competição, enquanto Colômbia e Argentina abriram mão de sediar o torneio.

A CBF reconhece a crise, mas acredita ser possível contornar o problema. O entendimento é de que, apesar da insatisfação dos jogadores, não há risco de boicote à Copa América. O Brasil estreia na competição daqui a nove dias.

Na terça-feira, quando o debate ainda ganhava corpo na seleção brasileira, a FIFPro, organização que representa jogadores profissionais de futebol a nível mundial, publicou um comunicado demonstrando preocupação com a realocação da Copa América para o Brasil, anunciada pela Conmebol na última segunda-feira.

O sindicato destacou o fato de o Brasil lidar com “um número alarmante de casos de Covid-19” e declarou que “apoiaria totalmente qualquer jogador que decidir desistir do torneio por razões de saúde e segurança”.

Nos bastidores, a FIFPro vai além e estimula a não-participação na Copa América, oferecendo respaldo aos atletas insatisfeitos.

Turbulência e silêncio

O debate sobre a Copa América mexeu com a seleção brasileira nos últimos dias. A pedido de Tite, as entrevistas dos jogadores que estavam previstas para segunda e terça-feira foram canceladas.

Na quinta, o treinador falaria com a imprensa às 13h15, mas a entrevista coletiva online só foi começar depois das 20h.

O capitão Casemiro também atenderia aos jornalistas, mas, à pedido dos jogadores, apenas Tite e o auxiliar César Sampaio foram aos microfones.

– Temos uma posição, mas não vamos externar isso agora. Temos uma prioridade agora de jogar bem e ganhar o jogo contra o Equador. Entendemos que depois dessa Data Fifa as situações vão ficar claras – afirmou o treinador.

Assim, uma definição sobre a participação ou não do Brasil na Copa América só deve ser anunciada após terça-feira.

Tite reconheceu que este impasse afeta a preparação para os jogos das Eliminatórias – além do Equador, nesta sexta, o Brasil encara o Paraguai, na terça, em Assunção.

Desde a semana passada, a Seleção já convivia com outro problema, a notícia de que Neymar rompeu contrato com a Nike por não colaborar em denúncia de assédio sexual.

Já Rogério Caboclo vinha tentando controlar outra crise interna, que se arrasta há quase dois meses. A conduta do presidente da CBF é criticada por dirigentes de clubes, presidentes de federações estaduais e de membros da própria CBF, além de outras pessoas com acesso frequente à cúpula da entidade. A postura do presidente da CBF é descrita por seus próprios interlocutores como “errática” e “inapropriada para o cargo”.

Em abril, uma funcionária da entidade se licenciou por motivo de saúde. Pessoas com conhecimento da situação afirmam que ela tem provas de desvios de comportamento de Caboclo.

É em meio a este ambiente efervescente que o Brasil vai defender a liderança, com 100% de aproveitamento, nas Eliminatórias da Copa de 2022.

Globo Esporte

Opinião dos leitores

  1. Por uma questão de coerência, essa turma devia pedir o cancelarmento TODOS os campeonatos com jogos no Brasil (não esqueçam da Libertadores), especialmente os transmitidos pela Globo. E cancela o Brasil e Equador, HOJE, pelas Eliminatórias da Copa.

  2. Primeiro tirar esse cagao chamado Tite de treinador,depois cortar Neymar, tava resolvido o caso de baitolagem

  3. A cada dia que passa, a Rede Globo lixo de televisão, fica mais visível sua depravação.
    Bora MITO bota pra tirar nessa Globolixo.

  4. Aqui juntou a manada de zebu guzerá mugindo: Calígula (biba), Direita (des)honesta, dentre outros puxa-sacos pagos. Este blog virou uma estrebaria…

  5. Eu tenho uma solução bem simples: pros bolsonaristas, cujo líder manda tomar hidroxcloriquina e também manda comprar vacina na casa da tua mãe, pra esses sugiro buscar vacina e leito de uti lá em Miami, daí resolve nesse tocante aí, afinal é só uma gripezinha, talquei!?

  6. Se por acaso estes jogadores estrangeiros não quiser jogar, não vai haver problema nenhum, até mesmo sempre fui contra esse numero excessivos de jogadores estrangeiros jogando na seleção, já estão manjados, alguns deles já são jogadores aposentados em atividade. Aqui no Brasil temos um vasto seleiros de bons jogadores querendo uma oportunidade na nossa seleção. Avante Brasil, vamos levantar mais taça da copa América!

  7. KKKK, QUEM É TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA É UM APAIXONANDO PELO EX PRESIDIÁRIO, JÁ TÔ VENDO ESSA CARNIÇA QUERENDO BOICOTAR, É POR ISSO QUE EU NÃO TORÇO POR ESSA SELEÇÃO É MUITA POLITICAGEM.

  8. BG, bom dia.
    Uma narrativa dessa só pode ser do GLOBO ESPORTE. Se os jogadores convocados não desejarem participar, ótimo, convoca outros, talvez seja até melhor. Quem sabe se nao acontece uma surpresa boa: a seleção dá um show de bola.

  9. Conversa fiada. Está tudo tranquilo no Brasil. De 500 mil para 1 milhão de mortos não é nada, pois a população é muito numerosa. Vamos à copa! O cara sempre tem razão.

    1. PETISTA É TUDO BURRO MESMO, EITA RAÇA SEM FUTURO, E AS ELIMINATÓRIAS SÃO O QUÊ? KKKK

    2. KKKKK. Paulo deve ser cego ou então daqueles asseclas do MINTO que só conseguem ver petralha ou lulaladrão na frente dele… É bem mais fácil criar seguidores com raciocínio limitado assim: Ou Lulaladrão ou o MINTOmaníaco! Esses extremismos só interessam a ambos políticos!

    3. Paulo Roberto, vulgo “Mentecapto”, de onde o gado extraiu que sou petista. Sabes ler: “Nem Lula nem Bolsonaro”! Vai comer um fardo de capim, que teu mal é fome adestrado.

    4. E a Libertadores as Eliminatorias da Copa, o Brasileirão (séries A, B, C, D,… Z), a Copa do Brasil, o Nordeste, os campeonatos estaduais… São mesmo uns vermes sem uma gota de coerência. Rsrsrs

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União Europeia diz que ‘Maduro não possui legitimidade democrática’ e pede ‘respeito à vontade do povo venezuelano’

Foto: REUTERS/Yves Herman

A União Europeia afirmou neste domingo (4) que a restauração da democracia na Venezuela depende do respeito à vontade do povo venezuelano. A posição foi expressa em uma nota conjunta assinada por 26 dos 27 países do bloco — a Hungria ficou de fora.

O comunicado pede calma e contenção para evitar a escalada do conflito e defende uma transição política pacífica, baseada na vontade popular. A UE reiterou que Nicolás Maduro não possui legitimidade democrática e que a crise deve ser resolvida dentro do direito internacional.

“O respeito à vontade do povo venezuelano continua sendo o único caminho para que a Venezuela restaure a democracia e resolva a crise atual”, diz o comunicado.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também manifestou solidariedade ao povo venezuelano e reforçou o apoio a uma transição democrática, afirmando que a União acompanha de perto a situação e presta assistência aos cidadãos europeus no país.

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Imagem que mostra TV chilena confundindo Ratinho com Nicolás Maduro é montagem

Uma imagem falsa viralizou e circula nas redes sociais desde o ataque dos Estados Unidos à Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro.

A publicação sugere que um telejornal chileno teria confundido o ex-líder venezuelano com o apresentador Ratinho.

Na realidade, trata-se de uma montagem. O frame original foi exibido pelo Meganoticias, do Chile, em 24 de fevereiro de 2022, em uma reportagem sobre países aliados da Rússia e da Ucrânia. (assista aqui)

Na versão manipulada, a imagem de Maduro foi substituída pela de Ratinho, enquanto o presidente da China, Xi Jinping, aparece como o personagem Ursinho Pooh.

O próprio apresentador Ratinho brincou com a situação em seu perfil no Instagram, veja:

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VÍDEO: Golfinhos encalham na praia da Redinha Nova

Dez golfinhos ficaram encalhados na tarde deste domingo (4), na praia da Redinha Nova, na zona Norte de Natal, na altura da Barraca Maresia, conforme é possível ouvir na gravação feita por uma banhistas.

Segundo informações do Via Certa Natal, banhistas acionaram o Corpo de Bombeiros, mas antes da chegada da equipe, a própria população já havia conseguido ajudar os animais a voltar para o mar.

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Maduro deve comparecer a tribunal de Nova York nesta segunda-feira (5)

Foto: reprodução

O ditador venezuelano Nicolás Maduro deve comparecer nesta segunda-feira (5), às 14h (horário de Brasília), a um tribunal federal em Nova York.

A audiência será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, do Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

No sábado (3), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou uma nova acusação contra Maduro, que integra um processo criminal por tráfico de drogas em andamento há cerca de 15 anos.

Segundo os promotores, o líder venezuelano e seus aliados teriam transformado instituições do Estado em um sistema de corrupção financiado pelo narcotráfico.

Responsável pelo caso há mais de uma década, Hellerstein, de 92 anos, é um magistrado experiente e indicado ao cargo pelo ex-presidente Bill Clinton.

Opinião dos leitores

  1. 👉Maduro diz que oposição planeja golpe de Estado. Qualquer semelhança é mera coincidência 💩💩💩

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VÍDEO: Natália Bonavides se casa com advogado Lucas Medina em Natal

A deputada federal Natália Bonavides se casou com o advogado Lucas Arieh Medina, neste domingo (4).

A parlamentar petista aproveitou o feriadão do início do ano e oficializou a união em uma cerimônia na Praia da Redinha, em Natal.

Opinião dos leitores

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Trump diz que vice da Venezuela pode pagar preço maior que Maduro ‘caso não faça o que é certo’

Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta direto à vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o comando do país após a captura de Nicolás Maduro. Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que ela “pagará um preço muito alto” caso não “faça o que é certo”.

A Suprema Corte venezuelana determinou que Rodríguez exerça os poderes presidenciais de forma interina, decisão que recebeu apoio das Forças Armadas do país, mesmo com críticas à operação militar conduzida pelos EUA.

Diante de críticas de aliados políticos à intervenção, Trump defendeu a mudança de regime na Venezuela, afirmando que “reconstruir e mudar o regime” é melhor do que manter a situação atual, que, segundo ele, “não pode piorar”.

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[VÍDEO] ‘PACTO INVISÍVEL’: Documentário que será lançando na próxima semana mostra as conexões entre Venezuela, Irã, FARC, CV e PCC

O documentário ‘Pacto Invisível’ que será lançando na próxima semana vai mostrar como funciona a engrenagem que conecta Irã, Venezuela, FARC, o Comando Vermelho e o PCC com narcotráfico internacional.

A produção audiovisual que expõe a conexão do terrorismo internacional com regimes autoritários e o crime organizado nas Américas conta a trajetória verídica de um ex-combatente do grupo terrorista Hezbollah, testemunha viva que esteve no coração da operação que ajudou na construção de uma das maiores redes de narcotráfico do mundo, com depoimentos reais, imagens exclusivas.

Um relato direto de quem viu por dentro como essas alianças funcionam, como ideologia e crime se misturam e como Estados fragilizados se tornam hubs de poder paralelo. O documentário também traz reflexões sobre ambição, vingança e o poder transformador da fé.

Opinião dos leitores

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Em nota conjunta, Brasil e mais 5 países defendem resolução sem “ingerência externa” na Venezuela

Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram neste domingo (4) uma nota conjunta expressando preocupação com a situação na Venezuela após a operação militar dos Estados Unidos.

A nota, divulgada pelo Itamaraty e pelo governo da Colômbia, ainda faz um apelo para que a ONU (Organização das Nações Unidas) faça uso de seus ofícios para contribuir para uma “desescalada” das tensões na região.

O grupo destaca que não deve haver ingerência externa e que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma solução democrática e sustentável.

O comunicado alerta para qualquer tentativa de controle governamental ou apropriação externa de recursos naturais, o que, segundo os países, viola o direito internacional e ameaça a estabilidade regional.

A manifestação ocorre após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA. O presidente Donald Trump afirmou que Washington poderá administrar a Venezuela durante um período de transição, além de indicar forte interesse no setor petrolífero do país.

Na nota, os seis países defendem uma solução exclusivamente pacífica, liderada pelos próprios venezuelanos, e pedem que a ONU atue para reduzir as tensões. O grupo também ressalta a América Latina e o Caribe como zona de paz e afirma que ações militares unilaterais criam um precedente perigoso para a segurança regional e a população civil.

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Ação dos EUA contra a Venezuela foi recado a “ditadores travestidos de democratas”, diz Michelle Bolsonaro

Foto: Adriano Machado/Reuters

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela foi um recado direto a “ditadores travestidos de democratas”. Presidente nacional do PL Mulher, Michelle disse que a ofensiva marca o “início do fim” do regime autoritário de Nicolás Maduro.

Ainda na nota, Michelle avaliou que a operação norte-americana também serve de alerta a governantes de outros países da América do Sul que, segundo ela, estariam alinhados ao chavismo e tentariam reproduzir práticas semelhantes em seus territórios.

Ela manifestou solidariedade ao povo venezuelano, citou o sofrimento imposto pelo regime ao longo de décadas, especialmente a mulheres e crianças, e afirmou orar por uma transição pacífica e legítima de poder, conduzida pela própria população da Venezuela.

Leia a íntegra da nota abaixo:

Nota pública

O PL Mulher manifesta sua solidariedade ao povo de bem venezuelano que, graças aos esforços americanos e a despeito da cumplicidade de alguns governantes de países vizinhos, está assistindo o início da sua libertação com a prisão do ditador narcotraficante Nicolás Maduro e a destruição das estruturas de poder narcoterroristas que dominavam o país e aprisionavam o povo.

Winston Churchill dizia que “o preço da grandeza é a responsabilidade” e essa é uma postura assumida por líderes, por pessoas públicas, que não fogem ao seu dever. Quando as instituições de um país são tomadas por criminosos e corruptos sanguinários que dominam as estruturas de poder; quando o povo é oprimido e caçado a tal ponto que não tem mais forças para resistir a esses algozes; o apoio de nações e líderes estrangeiros corajosos pode se tornar a única solução viável para o povo “sequestrado” pelos ditadores. Ontem, esse apoio se materializou na Venezuela.

A operação executada por forças de segurança americanas contra a ditadura narcoterrorista que imperava na Venezuela representa o “início do fim” do regime autoritário e criminoso que, por décadas, vem impondo sofrimento e morte a milhares de cidadãos venezuelanos e atingiu de forma brutal, principalmente, mulheres e crianças.

Milhares de mulheres venezuelanas que se refugiaram no Brasil relataram as dificuldades, os abusos e as violências (inclusive sexuais) pelas quais tiveram que passar enquanto fugiam do narcoestado instalado na Venezuela.

Também irmãos surdos e pessoas com deficiência tiveram seus sofrimentos agravados com a ditadura e, enfrentando condições absurdas, preferiram se arriscar em uma fuga para o nosso país do que morrer em consequência das maldades do regime imposto por Hugo Chávez e Maduro — ambos amigos próximos do atual presidente do Brasil e membros do Foro de São Paulo, do qual Lula é tido como um dos fundadores.

A prisão do narcoterrorista e ditador Nicolás Maduro, e o início da demolição das estruturas de poder dos narcotraficantes — em especial do Cartel dos Soles, que é composto por generais do regime — traz para o povo da Venezuela e da América do Sul a indicação de que a libertação dos povos das mãos dos ditadores latino-americanos está cada dia mais próxima.

A operação americana contra os ditadores narcoterroristas da Venezuela é, também, um aviso para todos os poderosos de outros países da América do Sul que, fazendo parte do mesmo grupo e alinhados ao narcoditador venezuelano, tentam copiar em seus países o modus operandi de Maduro, adotando, dentre outras, as seguintes práticas:

  • favorecimento, defesa e proteção aos traficantes (até considerando-os como vítimas ou trabalhadores);
  • cerceamento das liberdades do povo e perseguição da oposição;
  • imposição gradativa de práticas ditatoriais (disfarçando-as de defesa da democracia); e
  • cooptação de autoridades de outros poderes e aplicação de lawfare contra as representantes do povo resistentes ao regime.

O recado da operação americana foi bastante claro: “Ditadores disfarçados de democratas e defensores de traficantes, coloquem a ‘barba’ de molho!”

Oramos, pedindo a Deus que toque os corações dos criminosos e também daquelas pessoas que, ludibriadas pelas mentiras dos poderosos, apoiavam o regime, para que deponham as armas e se entreguem pacificamente, de modo a evitar o derramamento de sangue e propiciar uma transição pacífica e legítima de poder por meio das mãos do sofrido povo irmão venezuelano.

Que Deus abençoe a Venezuela e o seu povo de bem. Que Ele abençoe todas as famílias. Que Deus abençoe o nosso amado Brasil e jamais permita que ditadores prosperem em nosso país.

Brasília – DF, 03 de janeiro de 2026

Michelle Bolsonaro
Presidente Nacional do PL Mulher

Opinião dos leitores

  1. Quem será o próximo? Bem que poderia Ser o rato de nove dedos, daria alegria a grande parte do povo brasileiro.

  2. Ela ta achando que essa ação foi pra defender alguém ou algum político? Kkkkkk sabe de nada, inocente. Trump descartou os bolsonaros faz tempo, inclusive, vai manter a vice (de esquerda) no comando da Venezuela.

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Geral

CIA sabia o que Maduro comia, quais eram seus pets e simulou habitação do ditador para treinar captura

Foto: Lucha Almada

Por Tyler Pager, Eric Schmitt e Julian E. Barnes –  The New York Times

Em agosto, uma equipe clandestina de oficiais da CIA se infiltrou na Venezuela com um plano para coletar informações sobre Nicolás Maduro, o ditador do país, a quem o governo Trump havia rotulado de narcoterrorista.

A equipe da CIA se movimentou por Caracas, permanecendo não detectada por meses enquanto estava no país. As informações coletadas sobre os movimentos diários do líder venezuelano — combinadas com uma fonte próxima a Maduro e uma frota de drones furtivos voando secretamente acima — possibilitaram à agência mapear detalhes minuciosos sobre sua rotina.

Foi uma missão altamente perigosa. Com a embaixada dos EUA fechada, os oficiais da CIA não puderam operar sob o manto da cobertura diplomática. Mas foi altamente bem-sucedida. O Gen. Dan Caine, o chefe do Estado-Maior Conjunto, disse em uma coletiva de imprensa que por causa das informações coletadas pela equipe, os Estados Unidos sabiam onde Maduro se movimentava, o que ele comia e até quais animais de estimação ele tinha.

Na preparação, os comandos do Delta Force ensaiaram a captura dentro de uma estrutura em escala real que simulava habitação onde Maduro se instalava, construída no Kentucky pelo Comando Conjunto de Operações. Lá, eles treinaram para derrubar portas de aço em ritmos cada vez mais rápidos.

O Exército havia se preparado por dias para executar a missão, aguardando boas condições climáticas e um momento em que o risco de vítimas civis fosse minimizado.

Essas informações foram críticas para a subsequente operação militar, um ataque antes do amanhecer no sábado, 3, por comandos de elite da Força Delta do Exército, a operação militar mais arriscada dos Estados Unidos do seu tipo desde que membros da SEAL Team 6 da Marinha mataram Osama bin Laden no Paquistão em 2011.

O resultado foi uma operação taticamente precisa e rapidamente executada que extraiu Maduro de seu país sem nenhuma perda de vida americana, um resultado aclamado pelo presidente Donald Trump em meio a maiores questionamentos sobre a legalidade para as ações dos EUA na Venezuela.

Trump justificou o que foi nomeado Operação Resolução Absoluta como um golpe contra o tráfico de drogas. Mas a Venezuela não é grande participante no comércio internacional de drogas como outros países. Oficiais haviam previamente informado aos líderes congressistas que o objetivo deles na Venezuela não era mudança de regime. E Trump tem longamente dito que ele se opõe a ocupações estrangeiras pelos EUA.

No entanto, no sábado, o presidente proclamou que oficiais americanos estavam no comando da Venezuela e que os Estados Unidos reconstruiriam a infraestrutura petrolífera do país.

Por Tyler Pager, Eric Schmitt e Julian E. Barnes –  The New York Times

Opinião dos leitores

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