CBF divulga novo ranking nacional de clubes: ABC é 43º, América 49º e Globo 62º

A Diretoria de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta quarta-feira o Ranking Nacional de Clubes (RNC) 2019. Campeão brasileiro, o Palmeiras assumiu a liderança, seguido de perto pelo Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil.

O ranking atribui pontos aos times dependendo de sua classificação nos campeonatos promovidos pela CBF nos últimos cinco anos. A explicação dos critérios você confere mais abaixo, no fim da matéria.

Ranking Nacional de Clubes 2019, CBF — Foto: Reprodução

Critérios do ranking:

O ranking considera a participação do clube em competições realizadas nos últimos cinco anos (ranking dinâmico). Para cada um dos cinco anos do período considerado, do mais recente ao mais distante, são atribuídos pesos, a serem convertidos sobre cada pontuação:

1 – Ano vigente (n) Pontos x 5
2 – Ano imediatamente anterior (n-1) Pontos x 4
3 – Ano anterior (n-2) Pontos x 3
4 – Ano anterior (n-3) Pontos x 2
5 – Ano anterior (n-4) Pontos x 1

A pontuação máxima de cada Série (A/B/C/D) representa o dobro da pontuação da Série inferior. A pontuação do clube vice-campeão de uma Série é sempre 80% da pontuação do campeão. A pontuação dos terceiros e quartos lugares de uma Série é sempre, respectivamente, 75% e 70% da pontuação do campeão.

Da classificação 24 em diante repete-se a pontuação da posição 23. A menor pontuação de uma Série é sempre superior à atribuída ao campeão da Série imediatamente inferior.

Considerando que a Copa do Brasil de 2013 a 2016 foi disputada em sete fases, foi atribuído para o referido período 10 pontos para os clubes participantes da Fase Preliminar (Acre x Espírito Santo), que ocorreu entre aos anos de 2013 a 2015.

Por consequência, a Fase 1 recebeu a pontuação da Referência 8, para Fase 2 atribui-se a referência 7 e para os clubes da Fase 3, a pontuação da Referência 6.

A partir de 2017, quando não há mais Fase Preliminar e a Copa do Brasil passa a ter oito fases, a referência 9 (15 pontos) destina-se aos participantes da Fase 1. Para as demais fase segue a pontuação da Tabela 2.

Tabela CBF ranking clubes — Foto: Reprodução

Globo Esporte

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bosco disse:

    O mequinha é segundo com folga, parabéns.

  2. RODRIGO disse:

    o futebol do RN acabou e faz tempo isso

  3. LULADRÃO disse:

    Estão descendo ladeira abaixo e desembestados.

COPA AMÉRICA: CBF tem até esta sexta para tentar diminuir suspensão de 2 jogos para Neymar

O Tribunal de Disciplina da Conmebol deu prazo até esta sexta-feira (19) para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) apresentar uma defesa para o julgamento de Neymar. O atacante foi expulso após o término da partida contra a Colômbia, na noite de quarta (17). O brasileiro foi relatado na súmula pelo chute na bola que acertou Armero depois do encerramento do jogo.

A decisão sobre a punição a Neymar será tomada até o próximo domingo (21).

Neymar havia recebido o segundo cartão amarelo, o que o suspende automaticamente para o jogo contra a Venezuela, domingo (21) -foi um na estreia, contra o Peru, após tirar a espuma que o árbitro coloca na grama para marcar onde fica a bola, e outro contra os colombianos, ao tocar a mão na bola.

Como o regulamento da Copa América, artigo 29, diz que se o jogador for expulso direto, caso do brasileiro, a advertência anterior não se anula, ele terá que acumular suspensões.

O Tribunal de Disciplina da Conmebol pode dar quantos jogos quiser pelo vermelho, além do automático que deveria cumprir, caso o Brasil avance às quartas de final.

O órgão poderá também reverter a punição, caso aceite o argumento de defesa da CBF. Assim, Neymar ficaria fora apenas do jogo contra a Venezuela.

O árbitro chileno Enrique Osses citou na súmula da partida que Neymar atirou deliberadamente a bola no colombiano Armero após o término da partida. Após a bolada, Neymar ainda deu uma leve cabeçada em Bacca em meio a uma discussão. Osses deu o vermelho ao brasileiro e a Bacca, que havia empurrado Neymar.

Em um texto publicado no site oficial da Copa América, Neymar é duramente criticado. “Neymar teve uma atuação imprópria de um futebolista profissional ao dar um chutaço em direção a Armero”, escreveu o site.

Folha Press

Na Copa, atitudes de Felipão irritaram CBF e atletas

O fiasco brasileiro na Copa do Mundo foi marcado pela turbulência entre a comissão técnica da seleção, jogadores e a direção da CBF.

A imagem de sábado (12), dos reservas ignorando o técnico Luiz Felipe Scolari e orientando o time na derrota para a Holanda, escancarou a falta de confiança dos atletas com o trabalho do treinador na reta final do Mundial.

Nesta Copa, Felipão, que teve nesta segunda (14) a sua saída da seleção anunciada oficialmente pela CBF, fracassou em sua especialidade: a de transformar os grupos em que trabalha em “famílias”.

Felipão, 65, nunca foi um expert em montar esquemas táticos originais, mas formava ambientes agradáveis aos atletas ao mesmo tempo em que os obcecava pela batalha. Foi assim em 2002, quando foi campeão. Mas o ambiente não se repetiu em 2014.

O vexame na reta final da Copa pode ser explicado, em boa parte, pela falta de de diálogo do treinador com os jogadores nos bastidores.

O ápice do constrangimento foi quando Felipão admitiu a seis jornalistas, em uma conversa no centro de treinamento da Granja Comary, que parte de seu grupo estava abalado emocionalmente por jogar uma Copa em casa.

Algo que se especulava somente por imagens, como a da choradeira depois da vitória nos pênaltis contra o Chile, acabou sendo confirmado pelo próprio treinador.

Nesse mesmo bate-papo, uma frase de Felipão chamou a atenção. Disse que trocaria um dos 23 convocados se pudesse fazer uma nova convocação naquele momento, mas não revelou o nome.

No grupo, jogadores candidatos a serem o “patinho feio”, como Jô, Hernanes e Maxwell, ficaram na berlinda e se sentiram desprestigiados. Mas não foram os primeiros a ficar nessa situação.

Na primeira fase, antes do jogo com o México, Felipão se desentendeu com Hulk.

O atacante sentiu dores na coxa esquerda nos treinos e foi sacado da partida. Depois do 0 a 0, Hulk, contrariado, disse que só não jogou porque o técnico não quis. Felipão afirmou que sentia que o jogador estava inseguro.

Treina um, joga outro

Treinar com um time e escalar outro foi outra atitude que fragilizou Felipão com o grupo. Willian foi a principal vítima. Antes do fiasco contra a Alemanha (7 a 1), ele foi titular na maior parte do treino. No jogo, Felipão lançou Bernard, numa formação que não havia treinado junta.

O presidente da CBF, José Maria Marin, reprovou essa estratégia, e a Folha apurou que ao menos dois atletas reclamaram de que o técnico não escalava quem era elogiado pela imprensa.

Além das estratégias equivocadas, Felipão também irritou a CBF ao não avisar que conversaria com jornalistas. Quando resolveu aparecer ao vivo no “Jornal Nacional”, da TV Globo, a direção da entidade só soube ao vê-lo na TV –e se enfureceu novamente.

Houve desgaste também por Felipão não se sentir protegido pela confederação em sua cruzada contra o que ele e o coordenador, Carlos Alberto Parreira, achavam ser um complô da Fifa para não deixar o Brasil levar o hexa.

Enquanto a comissão técnica reclamava da arbitragem e de uma suposta má vontade da Fifa com a seleção, a diretoria da CBF não manifestou apoio a essa ideia.

Até apelou, simbolicamente, ao cartão amarelo que suspendeu Thiago Silva do jogo com a Alemanha, mas não demonstrou publicamente estar de acordo com o pensamento da comissão técnica.

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Folha Press

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. clemilda disse:

    Não entendo os comentários chulos sobre a seleção brasileira. Nesta copa- 2014 quem primeiro perdeu foi a Espanha, campeã mundial; Portugal, do melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo.Só o Brasil não podia perder? e foi a primeira vez que o Brasil perdeu? Já é freguês. Agora endeusar umas seleções e não reconhecer que não foi campeã , mas lutou até onde deu. Chega de antipatriotismo, pois o Brasil não pertence a nenhum partido político.

VÍDEO: Tendência é que CBF proponha continuidade a Felipão e Parreira', revela PVC, da ESPN

Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira devem receber convite da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para continuarem no cargo – mesmo após a humilhante derrota para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo. A informação é do comentarista Paulo Vinícius Coelho, que fez o comunicado durante o Bate-Bola 2ª edição desta quinta-feira. A fonte, que não pode ser revelada, é uma pessoa de dentro da CBF.

Untitled-2ASSISTA AQUI

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. emirandajr disse:

    É brincadeira, não é? Com todo o respeito ao Felipão e a Parreira, mas eles estão ultrapassados, não têm mais condições técnicas e táticas para um cargo dessa importância.

ERA SÓ O QUE FALTAVA: CBF notificou Penalty, Umbro, Adidas e Olympikus devido ao lançamento de camisas amarelas em clubes

Se você ligar a televisão para assistir a uma partida de futebol e se deparar com atletas vestidos de amarelo, não confunda: não é, necessariamente, a seleção quem está em campo. Mais da metade dos clubes da primeira divisão do futebol brasileiro possui uniformes desta cor.

Agora são 11 dos 20 times graças à Penalty, que acaba de apresentar camisa dupla face –amarela apenas do lado avesso – para Figueirense e São Paulo. Os patrocinados pela marca que estão na segunda divisão – Vasco, Santa Cruz e Ceará – também receberam o produto.

A Nike já tinha lançado roupas para Bahia, Corinthians, Coritiba, Internacional e Santos; a Umbro, para Atlético-PR (o modelo é azul, mas se encaixa no mesmo contexto) e Chapecoense; a Adidas, para o Palmeiras; e a Olympikus, para o Cruzeiro.

A CBF notificou extraoficialmente as concorrentes da marca americana, fornecedora de materiais esportivos da seleção, por se associarem indiretamente à equipe nacional. A entidade quer proteger os interesses dos patrocinadores dela e conseguiu resultados.

A Umbro, embora diga não ter recebido nenhuma notificação, por precaução, suspendeu as vendas das camisas amarelas. Já a Adidas, que também nega ter sido cobrada pela CBF, diz ter mantido as vendas normalmente. O primeiro lote de camisas amarelas do Palmeiras esgotou, ainda no ano passado, foi reposto neste ano e voltou a acabar. Hoje, não há como comprá-las.

Penalty e Olympikus não responderam à reportagem se as vendas dessas camisas amarelas prosseguem mesmo com a reprovação da CBF. E a Nike, claro, vende uniformes dos clubes dela sem nenhuma dor de cabeça.

Atlético-MG (Puma), Botafogo (Puma), Criciúma (Kanxa), Flamengo (Adidas), Fluminense (Adidas), Goiás (Puma), Grêmio (Topper), Sport Recife (Adidas) e Vitória (Puma) não possuem uniformes de jogo em alusão à seleção.

Fonte: Máquina do Esporte

CBF diz a clubes que casos como o da Lusa preocupam Globo e patrocinadores

A insegurança jurídica que cerca o Campeonato Brasileiro de 2014, com liminar em favor da Portuguesa, liminar em favor do Fluminense e várias ações na Justiça Comum fazem com que os patrocinadores e a TV Globo relutem em seguir investindo no futebol brasileiro. É o que disse José Maria Marin, presidente da CBF, aos clubes da Série A em fevereiro.

O discurso de Marin ocorreu na reunião do Conselho Técnico da Série A do Brasileirão 2014, no dia 6 de fevereiro, na sede da CBF, e foi registrado na ata do encontro. Também foi registrada a confirmação das preocupações por parte do diretor de esportes da emissora, Marcelo Campos Pinto, que também estava presente.

“(Marin) ressaltou que o ambiente de incerteza e insegurança jurídica decorrente do descumprimento das decisões do STJD causando até mesmo a fuga de patrocinadores, que não sentem seguros para continuar investindo no futebol, o que também é o caso da TV Globo, fato confirmado pelo representante da emissora, Marcelo Campos Pinto, presente a essa reunião”, diz o documento.

A “fuga” de patrocinadores foi confirmada pelo presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, que disse que “este clima de indefinição já fez o valor de patrocínios, em 2014, ser reduzido substancialmente” e que “sem patrocínios, os clubes quebram”.

Fabio Koff, do Grêmio, também se manifestou de forma contundente contra a entrada de clubes e torcedores na Justiça Comum, dizendo que isso “compromete a credibilidade da competição e causa verdadeiro desserviço ao futebol brasileiro”.

Também ficou registrado na ata o pacto entre todos os participantes da Série A para que não entrem ou se beneficiem de ações na Justiça Comum. O texto da ata especifica os termos do acordo.

“Assim os clubes presentes  celebraram um pacto de honra para que, a partir desta data, nenhum dos integrantes da Série A aceite ser beneficiado por qualquer medida judicial concedida pela Justiça Comum, obrigando-se todos a respeitar incondicionalmente as decisões da Justiça Desportiva (STJD do futebol)”.

ata-de-reuniao-entre-clubes-mostra-preocupacao-de-cbf-com-fuga-de-patrocinadores-1397092540100_615x300Ata de reunião entre clubes mostra preocupação de CBF com fuga de patrocinadores

Esta proposta, “unanimemente aprovada, por aclamação e votação individual” teria alguns efeitos no cenário atual, no qual tanto o Fluminense como a Portuguesa possuem liminares que garantem sua presença na Série A. O Flamengo, que hoje estaria rebaixado, se seguisse o acordo, estaria impedido de entrar na Justiça Comum para reverter a situação.

O próprio Fluminense, que compareceu à reunião como um dos integrantes da Série A, hoje permanece na elite apenas graças a uma ação de um torcedor, que obteve liminar na 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca. A CBF, inclusive, utiliza essa ação no conflito de competência, no Superior Tribunal de Justiça, na ação na qual tenta fixar o foro de julgamento no Rio de Janeiro. A Portuguesa esteve  no encontro, mas a ata deixa claro que ele reuniu “os integrantes da Série A e também a Portuguesa”.

Passado cerca de um mês do Conselho Técnico, e a dez dias do início do Brasileirão, a lista de clubes que integrará a Série A, que começa no dia 19 de abril, segue indefinida.

O UOL Esporte procurou Marcelo Campos Pinto para comentar o discurso do presidente da CBF, mas ele não atendeu às ligações.

UOL

CBF pode ter de mudar defesa para Justiça Comum; Portuguesa já comemora

 A Portuguesa ainda não acionou a Justiça Comum para tentar mudar decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) sobre a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013, mas já decidiu que tomará esse caminho. E se isso realmente acontecer, haverá uma mudança que a cúpula do clube considera extremamente favorável: temendo um conflito de interesses, o advogado Carlos Miguel Aidar já avisou que não trabalhará para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no caso.

Aidar tem sido o advogado da entidade nacional em todo o imbróglio envolvendo a rodada derradeira do Brasileirão-2013. Flamengo e Portuguesa foram punidos por escalação de jogadores em condição irregular, e cada um dos times perdeu quatro pontos. Isso rebaixou a equipe rubro-verde para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

O problema é que Aidar será candidato da situação à presidência do São Paulo, em pleito previsto para abril. Portanto, na visão dele, enfrentar a Portuguesa na Justiça Comum seria um conflito de interesses.

“Se a Portuguesa entrar na Justiça Comum, não advogarei contra eles. Seguiria na defesa da CBF no restante do caso, mas eles teriam de buscar outro profissional para isso”, confirmou Aidar ao UOL Esporte.

A Portuguesa foi punida pela comissão disciplinar e pelo pleno do STJD. Depois disso, torcedores articularam um movimento para entrar com ações em diferentes tribunais sobre o caso. O Ministério Público de São Paulo também abriu inquérito.

A argumentação básica do MP-SP é que o artigo 133 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que baseou a punição à Portuguesa, teria sido revogado em 2010 pelo Estatuto do Torcedor, que tem texto conflitante e hierarquia superior. Esse também foi o entendimento mais usado por torcedores.

Essa tese, contudo, ainda não foi discutida em nenhum momento. Torcedores e entidades de classe obtiveram liminares favoráveis, mas a CBF conseguiu derrubá-las com argumentação de que nenhum desses proponentes tinha representatividade suficiente para o caso.

O MP-SP também não teve sucesso na tentativa de uma ação civil pública sobre o caso. Na Portuguesa, o entendimento de todos é que a influência e o poder de Aidar foram fundamentais para barrar todas as investidas antes de qualquer discussão sobre o mérito.

Por isso, a saída do advogado é considerada um trunfo para a Portuguesa na Justiça Comum. Procurada pela reportagem, a CBF confirmou que Aidar não trabalhará contra a equipe do Canindé. No entanto, a entidade disse que ainda não começou a buscar outro nome para o caso.

UOL

CBF dribla Portuguesa, liminares e divulga tabela do Brasileirão 2014

A CBF divulgou no início da tarde desta quinta-feira a tabela do Campeonato Brasileiro de 2014, sem incluir a Portuguesa. A assessoria da entidade divulgou que todas as liminares obtidas em São Paulo alterando as decisões da Justiça Desportiva foram cassadas e, com isso, a tabela foi anunciada. A competição começará no dia 20 de abril, e a paralisação para a Copa do Mundo irá do dia 1 de junho a 20 de julho.

O anúncio de que caíram as liminares que impediam a realização do campeonato sem a Portuguesa foi feito minutos antes da divulgação da tabela. O representante da Portuguesa, Ricardo Cabezon, que teve entrada autorizada como ouvinte na reunião dos clubes da Série A realizada na sede da entidade, disse não ter se sentido intimidado. Relatou ter sido tratado com respeito e que teve a sensação somente de ser um “visitante inusitado”.

Ele afirmou que só considera a possibilidade de realização de um Brasileiro com mais de 20 clubes com uma ordem judicial e que o cenário sequer foi cogitado na reunião.

– Ela disse que hoje seria publicada (a tabela) no site. Não mostrou aos clubes. Fui recebido de forma muito respeitosa, me senti acolhido. Claro que, quando entrei sem ser aguardado, causou uma estranheza, mas não senti nenhum tipo de discriminação, muito pelo contrário. Não me senti um intruso, mas uma pessoa que não estava sendo aguardada. Um visitante inusitado – disse Cabezon, evitando responder se a Lusa entrará com ação diretamente na Justiça comum.

O advogado disse que o tema que norteou a reunião “foi entrar em um consenso, de ter segurança jurídica para o campeonato”:

– Infelizmente não depende só de nós. O futebol é um bem disponível, um direito difuso de todos nós.

O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, disse após a reunião que foi feito um pacto entre os clubes para que a partir de agora nenhum dos integrantes da Série A aceite ser beneficiado por qualquer liminar de terceiros obtida fora das instâncias da Justiça desportiva.

– Daqui para frente, os 20 clubes do futebol brasileiro não aceitarão demanda de torcida. Mesmo se o clube for beneficiado, as instituições vão se proteger para cumprir a regra. Não é por desobediência à Justiça, mas sim porque temos um contrato a cumprir, e não estou falando de contratinho, estou falando de bilhão.

Confira a primeira rodada do Brasileiro:

Flamengo x Goiás
Fluminense x Figueirense
São Paulo x Botafogo
Santos x Sport
Atlético-PR x Grêmio
Atlético-MG x Corinthians
Bahia x Cruzeiro
Internacional x Vitória
Criciúma x Palmeiras
Chapecoense x Coritiba

Entenda o caso:

Após a última rodada do Campeonato Brasileiro, a CBF comunicou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a possível escalação irregular dos atletas Héverton, da Portuguesa, e André Santos, do Flamengo. A infração, julgada em duas instâncias no tribunal desportivo, acabou fazendo com que ambos os clubes perdessem quatro pontos. Dessa forma, o Fluminense permaneceu na Série A e a Portuguesa foi rebaixada para a Série B.

Desde então, uma série de ações judiciais originadas por torcedores dos dois clubes e questionando as decisões do STJD foram impetradas na Justiça Comum. Algumas liminares foram emitidas em favor dos torcedores, outras foram cassadas pela CBF. Paralelamente a isso, o Ministério Público de São Paulo, através do promotor Roberto Senise, decidiu investigar o caso. O promotor já chegou a afirmar que há indícios de que funcionários da Lusa receberam dinheiro para escalar Héverton. O Flamengo, por sua vez, recorre da perda de pontos na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), na Suíça.

Globo e Globo Esporte

Oposição: Lula e Dilma costuram apoio a Novelletto nas eleições da CBF

0002048155288_imgIndicado como presidente da oposição nas eleições da CBF, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Novelletto, ganhou um aliado político de peso. O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva tem tentado costurar apoio ao opositor da José Maria Marin e Marco Polo Del Nero para o pleito, que deve acontecer em abril.

Nos bastidores, há quem diga que Lula tem usado uma parte de seu tempo para entrar em contato com presidentes de federações e falar bem de Novelletto. E tudo isso em ano de eleições gerais no país, que acontecem em outubro, época em que o ex-presidente trabalha a todo vapor para reeleger sua sucessora Dilma Roussef.

A “energia” gasta por Lula no apoio à oposição só deixa ainda mais evidente que o Governo Federal, definitivamente, está rompido com a CBF. E quem teria grande influência nesta decisão é justamente Dilma. Tudo por conta da íntima relação de Marin com a ditadura militar, que chegou a torturar a presidenta.
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Dilma já deixou claro que se mantém à distância da situação na CBF, desde os tempos de Ricardo Teixeira. Os dois, assim como Marin, raramente são vistos na “mesma foto”. Isso só tem ocorrido em eventos oficiais, como jogos do Brasil na Copa das Confederações, onde é impossível evitar o contato.

Sem dinheiro das estatais

Como o Governo não pode interferir diretamente nas eleições da CBF, que é uma entidade privada, a costura de apoio político tem dado a tônica nos bastidores. Uma das determinações de Dilma, por exemplo, é de que empresas estatais não patrocinem a entidade.

De fato, a ordem tem sido cumprida à risca. Hoje, a CBF possui 16 patrocinadores oficiais, mas todos são empresas privadas. Entre eles, estão EF Englishtown, Nike, Itaú, Vivo, Guaraná Antártica, Sadia, Master Card, Samsung, Nestlé, Extra, Gillette, Volkswagen, Gol, Seguros Unimed, Parmigiani e Tenys Pé. Cenário oposto ao encontrado em confederações de outros esportes.

Há alguns dias, Novelletto deu uma entrevista exclusiva ao Portal Futebol Interior. Na época, o dirigente falou um pouco sobre suas intenções e garantiu: “Não estamos neste jogo em causa própria. Queremos governar para o bem dos clubes, para o bem do futebol”.

Além do apoio do Governo Federal, Novelletto também tem outros importantes aliados políticos. Um deles é o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez. Outro seria o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes, embora este não confirme oficialmente.

Apesar de Novelletto ter recebido a indicação, a chapa de Oposição ainda não está registrada. Para tanto, o grupo precisará do apoio de oito das 27 Federações e cinco dos 20 clubes do Brasileirão. O prazo limite para a inscrição das chapas é cinco dias úteis antes da eleição, cuja data não foi definida. O atual presidente José Maria Marin e seu vice Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista, encabeçam a Situação.

Empresário, Francisco Novelletto Neto é presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e tem 59 anos. Grande conhecedor do ramo fonográfico, ele possui lojas de disco e ações em gravadoras no Rio Grande do Sul. É conhecido no país todo por defender com todas as forças os clubes de sua Federação, a Gaúcha.

Futebol Interior

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana Morais Gama disse:

    Aqui ja teve uma Governadora que ate em eleiçao de condominio ele se metia.

  2. Rosaldo disse:

    Se tem bola no meio, o pTesta envolvido.

Segue a indefinição: CBF recusa proposta que rebaixaria Fluminense para Série B

Sem títuloNesta segunda-feira, Roberto Senise, promotor de Justiça do Consumidor, se reuniu com representantes da CBF para propor um acordo que manteria as posições do Campeonato Brasileiro obtidas dentro de campo, o que levaria ao rebaixamento do Fluminense. Segundo ele, no entanto, a entidade reguladora das competições nacionais recusou o pedido. Por isso, o Ministério Público, após ter investigado o caso, entrará com uma ação civil pública na Justiça Comum.

– Não houve termo de compromisso. Já esperava que fosse difícil, mas cumpri todos os passos do inquérito. Não era obrigado a propor o acordo, mas quis fazer para não ficarem falando depois. Agora, eu vou entrar com uma ação civil pública – disse Senise.

Segundo o promotor, a intenção do acordo era convencer a CBF a cumprir uma postura de legalidade no caso da escalação do meia da Portuguesa Héverton, na última rodada do Brasileirão do ano passado, e também do lateral-esquerdo do Flamengo André Santos.

O Ministério Público entende que o Estatuto do Torcedor deve ser utilizado nos casos por ser uma lei federal, e não o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que, na ocasião, foi utilizado pelo STJD para condenar o clube do Canindé e o Flamengo a perderem quatro pontos na competição. No caso da Lusa, isso resultou no descenso à Série B.

O artigo 35 da regulamentação determina que as decisões proferidas pelos órgãos da Justiça Desportiva devem ser divulgadas de forma semelhante às sentenças dos tribunais federais, o que, nestes caso, não aconteceu.

Lancenet

Brasileirão 2014: CBF vai pedir o auxílio da Fifa para resolver impasse com Lusa e Fla

FifaIndagada pela Fifa sobre o impasse judicial que não deixa o Brasileirão-2013 terminar, a CBF já formulou uma resposta para ser enviada, na qual, segundo o LANCE!Net apurou, faz um pedido de auxílio para resolver a situação.

O diretor jurídico da CBF, Carlos Eugenio Lopes, já preparou a minuta e deve enviar nesta quinta-feira ou, no máximo, na sexta – que é data limite estipulada pela entidade máxima do futebol mundial.

No pedido de explicações, detalhado pelo L!Net, a Fifa citou o artigo 68 do Estatuto da entidade, que dá aval para punições a quem desrespeitar a regra de não acionar a Justiça comum para resolver questões desportivas. Por isso, a CBF responde que não tomou atitude contra Flamengo e Portuguesa porque não foram eles que abriram os processos, e sim torcedores.

No entanto, a entidade ressalta que algumas das ações são fruto de incentivo dos clubes e aí é que entra o pedido de ajuda à Fifa para resolver o impasse.

Até a CBF não tem a segurança que poderá organizar o Brasileirão sem problemas em 2014. O advogado que representa a entidade na “batalha das liminares”, Carlos Miguel Aidar, já admitiu que, se as decisões favoráveis à Portuguesa não caírem até dia 20 de fevereiro, quando a CBF terá que divulgar o regulamento da Série A, a competição corre risco de sofrer mutações, como ter mais de 20 clubes.

Lancenet

De enlouquecer: CBF consegue derrubar liminar que devolvia pontos ao Flamengo no TJ-SP

thumbA CBF conseguiu derrubar a liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo que invalidava a decisão do STJD em relação à retirada de quatro pontos do Flamengo.

Desta forma, pelo menos em relação ao caso do Rubro-Negro, não existe mais, por enquanto, o conflito de competência com o Tribunal de Justiça do Rio, que em outra liminar obriga a CBF a cumprir as decisões da corte desportiva no caso.

Para derrubar as liminares na Justiça paulista, a CBF contratou o escritório do advogado e candidato à presidência do São Paulo, Carlos Miguel Aidar. A entidade entrou com um agravo de instrumento na semana passada e a decisão redigida pelo relator Dacio Tadeu Viviani Nicolau, da 3ª Câmara de Direito Privado, foi divulgado nesta segunda-feira no site do TJ-SP. O processo que originou a liminar a favor do Fla foi aberto pelo advogado Luiz Paulo Pieruccetti Marques.

O documento que invalida os efeitos da liminar a favor do Flamengo pende para o lado da ilegitimidade ativa dos torcedores ao entrar com ações em prol dos clubes, e não sendo os clubes os autores das próprias ações. A CBF usou como argumento as extinções de vários processos no mesmo TJ-SP que tiveram essa alegação.

Além disso, a Justiça se preocupou com uma possível inviabilidade do Brasileirão-2014 por causa do tempo que a confusão nos Tribunais pode levar.

– Não se nega, ainda, a existência de risco de lesão irreparável ou de difícil reparação. Basta imaginar a possibilidade de ajuizamento de milhares de ações, por milhares de torcedores que se sintam prejudicados pela decisão do STJD, em Cidades e Estados diferentes, com a obtenção de antecipações de tutela, por vezes conflitantes. Eventuais conflitos de competência entre Tribunais seriam apreciados pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça. Difícil imaginar que, respeitados os prazos processuais, fosse possível obter uma decisão definitiva, na Justiça Comum, num curto espaço de tempo. Enquanto isso, indefinida a situação dos clubes e a própria viabilidade do próximo campeonato de futebol. Nesse contexto, impõe-se a suspensão da decisão recorrida, de antecipação de tutela, restabelecendo-se, assim, a decisão do STJD – escreveu o relator Viviani Nicolau, em seu despacho.

O placar das liminares então fica uma a favor da Portuguesa, em São Paulo, contra duas a favor da decisão do STJD, no Rio. Curiosamente, o Flamengo só não está, momentaneamente, entre os rebaixados no Brasileirão porque as ações na Justiça carioca, abertas por torcedores do Fluminense, obrigam a CBF a punir a Lusa também.

O Flamengo foi punido com a perda de quatro pontos por escalar o lateral-esquerdo André Santos na última rodada do Brasileirão, contra o Cruzeiro.

Lancenet

Portuguesa pede empréstimo e CBF exige renúncia à Série A

A Portuguesa, que contesta a validade do julgamento do STJD da CBF que determinou sua queda à Série B, pediu dinheiro à entidade, que respondeu que só o concederia se o clube aceitasse o rebaixamento.

Na semana passada, o novo presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, foi à FPF para pedir ao presidente da CBF, José Maria Marin, um empréstimo de R$ 4 milhões.

Marin concordou com o empréstimo e ligou para Lopes para que os detalhes fossem combinados e passou a Lico.

Após a combinação, a Portuguesa recebeu do diretor da CBF, por e-mail, dois documentos: um sobre o empréstimo de R$ 4 milhões, para ser pago em dez parcelas de R$ 400 mil, com um ano de carência, e outro reconhecendo a decisão do STJD sobre o caso Héverton. Nele a Portuguesa abriria mão do benefício que qualquer decisão da Justiça comum poderia lhe proporcionar.

A chegada dos documentos causou uma divergência no Canindé. Parte dos dirigentes recusou, parte não se posicionou e parte quer levar o assunto ao Conselho Deliberativo, fazendo uma discussão pública. Lico disse a correligionários que não ira aceitar.

O assunto já ganhou os corredores do clube. Na saída do jogo deste domingo, contra o Corinthians, pelo menos 20 conselheiros do clube debatiam o documento, segundo testemunhas. Nos próximos dias, a cúpula da Portuguesa deve se pronunciar.

Na segunda-feira de madrugada, a ESPN Brasil exibiu partes dos contratos enviados pela CBF.

Lancenet

CBF corta valor da mesada de federações e irrita cartolas; RN, AL e MA lideram reclamações

622_3c377ece-720f-3f66-bfc9-a5ae657712b4Nem chegou o fim do mês, mas os presidentes de federações já sabem qual valor vão receber pela mesada de janeiro: R$ 50 mil, a metade do que ganharam no último trimestre de 2013. Em ano de eleições para a sucessão de José Maria Marin, o assunto tem dado o que falar nos bastidores. Alguns cartolas insatisfeitos já se articulam para brigar pela manutenção dos R$ 100 mil durante os 12 meses.

Desde a gestão de Ricardo Teixeira, a CBF aumenta o valor dos depósitos em outubro, novembro e dezembro, com a justificativa de ajudar nos pagamentos de 13º, férias e outros custos. Antes de Marin, as 27 federações recebiam em torno de R$ 83 mil e não R$ 100 mil.

A expectativa das entidades estaduais era de que o valor fosse mantido a partir de então, mas nesta quarta-feira, o comprovante da mesada frustrou os dirigentes.

O retorno da cota repassada mentalmente pela CBF para R$ 50 mil frustrou especialmente os dirigentes que imaginavam que uma redução, caso acontecesse, seria concretizada apenas em abril, na Assembleia Geral da entidade. O período coincidiria com a data prevista para as eleições na confederação.

Alagoas, Rio Grande do Norte e Maranhão lideram o grupo dos reclamantes.

Nesta semana, presidentes de federações como Pernambuco, Evandro Carvalho, estiveram na sede da CBF, mas, neste caso, somente para apresentar o novo mandatário do Náutico, Glauber Vasconcellos, a princípio. Outros como o cearense Mauro Carmélio também passarão pela sede da entidade nos próximos dias.

O representante nordestino deve ganhar a vice-presidente da região na chapa de Marco Polo del Nero na entidade. Também compõem o bloco Marcus Antônio Vicente, do Espírito Santo, no Centro-Oeste, Rogério Caboclo, diretor financeiro da federação paulista e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, no Sudeste, Delfim Peixoto, de Santa Catarina, no Sul, Antônio Aquino, do Acre, no Norte.

O bloco de oposição liderado pelo ex-corintiano Andrés Sanchez e por Francisco Novelletto, do Rio Grande do Sul, ainda se articula e esteve reunido nesta semana no Rio de Janeiro.

Bastidores ESPN

Conflito de liminares põe CBF em encruzilhada e repete "caso Gama"

 A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) está diante de uma encruzilhada jurídica. Nos últimos dias, tribunais de Rio de Janeiro e de São Paulo emitiram liminares contraditórias sobre punições que o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) aplicou a Flamengo e Portuguesa em 2013. Para resolver a celeuma, a entidade que comanda o futebol nacional terá de dar um passo que lembra um episódio de 1999 e indica qual pode ser o futuro do atual processo.

Flamengo e Portuguesa foram punidos pelo STJD por terem escalado jogadores em situação irregular na última rodada do Campeonato Brasileiro. Ambos perderam quatro pontos, em decisão que rebaixou a equipe do Canindé para a segunda divisão nacional e evitou o descenso do Fluminense.

Na última semana, contudo, torcedores das duas equipes tiveram sucesso ao contestar essas decisões na Justiça comum. O juiz Marcello do Amaral Perino, da 42ª Vara Cível de São Paulo, emitiu liminares favoráveis a torcedores de Flamengo e Portuguesa e determinou que a CBF devolva os pontos retirados das duas equipes.

A sentença do magistrado paulista foi baseada em ações que apontaram infração de lei federal. Flamengo e Portuguesa foram punidos com base no artigo 133 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), mas o entendimento de Amaral Perino é que o dispositivo foi revogado em 2010 pelo Estatuto do Torcedor, que tem artigo contrário e hierarquia superior.

Na terça-feira, dois torcedores do Fluminense tiveram sucesso em ações que contestam essa visão. Ambos conseguiram liminares que ratificam a decisão do STJD e mantém o rebaixamento da Portuguesa.

O primeiro a ter sucesso foi Alexandre Corrêa Geoffroy, que entrou com uma ação no Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos. “Minha ideia não teve qualquer sentido clubístico. Conversei com muitos amigos advogados, muitos deles flamenguistas, e só fiz isso para defender a legalidade. Queríamos que fosse cumprida a decisão do STJD”, explicou o jurista, que é torcedor e sócio do Fluminense.

A 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro também emitiu liminar favorável ao Fluminense. A decisão do juiz Mario Cunha Olinto Filho referiu-se a um processo movido por Victor Campos, que também é torcedor do Fluminense. Mais uma vez, a sentença foi ratificar o que havia sido determinado pelo STJD.

Com as decisões contraditórias, é necessária uma unificação de decisões. Para isso, a CBF precisa recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e alegar um conflito de competência.

Se isso acontecer, caberá ao STJ a definição de um tribunal responsável por concentrar todas as ações relacionadas ao caso. E essa escolha colocará os processos nas mãos de um tribunal cujo entendimento já é conhecido.

“Há dois caminhos aí. A CBF pode alegar que há várias ações, cada uma com audiência em dia e lugar diferentes, e que ela é a parte comum. Portanto, a concentração deve ser feita em um local mais cômodo para ela. O STJ também pode dizer que as ações são sobre direito do consumidor e que o interesse do consumidor é maior do que o da CBF. Aí, mantém-se o que é mais favorável ao consumidor”, explicou Luiz Roberto Martins Castro, advogado que integra o conselho deliberativo do IBDD (Instituto Brasileiro de Direito Desportivo).

Em 1999, o São Paulo foi punido por ter escalado em situação irregular o atacante Sandro Hiroshi, que havia adulterado a idade. Por isso, o time tricolor perdeu os três pontos conquistados em goleada por 6 a 1 sobre o Botafogo, que herdou os pontos. Isso salvou a equipe alvinegra do descenso e condenou o Gama à segunda divisão.

A queda de braço sobre o rebaixamento desembocou em tribunais da Justiça comum. No dia 14 de novembro, o Sindicato dos Treinadores do Distrito Federal e a seção brasiliense do PFL (Partido da Frente Liberal) conseguiram liminar para que o Gama fosse mantido na elite nacional.

Depois, o Botafogo obteve liminar confirmando decisão dos tribunais esportivos. Estava posta uma situação similar ao imbróglio atual, com liminares contraditórias em diferentes partes do país. A CBF alegou conflito de competência e recorreu na época ao STJ. O tribunal definiu que todas as questões deveriam ser julgadas no Distrito Federal.

“A CBF pode alegar conflito de competência, expor as duas liminares e perguntar qual delas a entidade deve seguir. E aí não existe um prazo para uma decisão. A menos que a CBF mostre que há perigo na demora e que isso pode acarretar em prejuízos financeiros caso prejudique o início do próximo Campeonato Brasileiro”, disse o advogado Marcelo Góes.

Se a CBF consultar o STJ e mostrar que necessita de urgência, o tribunal pode emitir uma liminar sobre o conflito de competência. Isso concentraria as ações em uma área favorável (no Rio de Janeiro) ou hostil (em São Paulo) à entidade.

Inicialmente, a CBF agendou o início do Campeonato Brasileiro de 2014 para o dia 20 de abril. De acordo com o Estatuto do Torcedor, a tabela da competição precisa ser divulgada ao menos 60 dias antes do início.

UOL

Treze-PB já sonha com vaga na Série B caso CBF inche Brasileiro da Série A

O Treze acompanha com muita atenção o desenrolar dos fatos no futebol brasileiro. Desde que o STJD determinou o rebaixamento da Portuguesa no lugar do Fluminense, e a consequente reação da Lusa na Justiça Comum, o Galo entende que essa história poderá beneficiá-lo.

O clube, que em 2012 já conseguiu uma virada de mesa que paralisou o as séries C e D do Brasileirão por quase dois meses e que lhe colocou na Terceirona após uma intensa briga na Justiça comum, já sonha com um novo acesso, desta vez para a Série B.

A conta é simples: quanto mais ações na Justiça Comum, mais difícil para a CBF organizar a Série A com 20 clubes. A solução mais prática, que já vem sendo defendida por alguns, seria não rebaixar ninguém. Assim, não só Fluminense e Portuguesa, como também Vasco, Ponte Preta e Náutico se manteriam na primeira divisão. O que, em tese, abriria quatro vagas na Série B deste ano, a ser preenchida teoricamente pelos clubes melhores colocados da Série C do ano passado que não conquistaram o acesso.

– Por enquanto, o Treze está só acompanhando o caso. Estamos como uma águia, esperando no que isso vai dar. É claro que se houver mesmo uma virada de mesa, podemos ser beneficiados com uma vaga na Série B – concordou o presidente Eduardo Medeiros, ainda sem pensar em nenhuma ação concreta neste sentido.

O dirigente trezeano ponderou, contudo, que não conversou sequer com os outros interessados, no caso o Betim, o Macaé e o Caxias. Mas deixa claro: o time paraibano é o primeiro da fila.

– Se abrir uma vaga na Série B, esta é do Treze. Não tenho dúvidas disso. Ficamos em quinto lugar na Série C do ano passado e temos esse direito. Qualquer coisa diferente disso, aí a gente pensa no que pode fazer – emendou Eduardo Medeiros.

As decisões da Justiça Comum devolvendo os pontos perdidos no STJD a Portuguesa e Flamengo e assim voltando a rebaixar o Fluminense, inclusive, podem acelerar o processo de virada de mesa.

Na Justiça

Curiosamente, a vaga do Treze na Série C também foi conquistada a partir de uma virada de mesa. Questionando um acordo extrajudicial entre Rio Branco, CBF e STJD, que tornava nula uma punição do próprio STJD contra o clube acreano, o Galo foi à Justiça.

Acabou jogando a Série C de 2012 respaldado por uma liminar da juíza Ritaura Guedes, da 2ª Vara Cível de Campina Grande. Permaneceu na competição e no ano passado o caso só foi decidido no Supremo Tribunal Federal, quando um acordo manteve o Galo na competição e incluiu o Rio Branco, deixando a Terceirona com 21 clubes.

Fonte: GloboEsporte.com