Comportamento

Jovens estão trocando a monogamia por relacionamentos abertos, destaca reportagem da Veja

NA BASE DO DIÁLOGO – Flávio e a namorada, Carolina: “Nos comunicamos com mais clareza, presença e franqueza” na relação aberta, em que discrição é a regra e amigos próximos estão vetados – Jefferson Coppola/VEJA

Já famosos e celebrados, em meados do século passado os filósofos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir chocavam o mundo com seu escandaloso relacionamento: formavam um casal que vivia cada um em sua casa, sem filhos e receptivos a envolvimentos amorosos com outras pessoas. Fosse hoje, a relação aberta dos papas do existencialismo — bem mais existencial para ele do que para ela, diga-se — não seria vista com tanta surpresa. Mergulhadas em sua individualidade, o motor dos tempos modernos, e impulsionadas pela facilidade de encontrar parceiros via internet, as novas gerações parecem cada vez mais dispostas a desatar as amarras da monogamia e se deixar levar pela tentação da carne, tudo devidamente combinado e acordado entre as duas metades da laranja. “As pessoas vêm perdendo o interesse em se fechar em um contrato a dois, cheio de possessividade. Não me surpreenderia se, daqui a algumas décadas, mais casais optem por ligações abertas do que pelas que exigem exclusividade”, diz a psicanalista Regina Navarro Lins, autora de livros sobre o tema.

As relações abertas modernas são consensuais e igualitárias, praticadas por casais que admitem contato sexual com outras pessoas, mas mantêm o companheiro ou companheira como prioridade. “Há pessoas que não se adaptam à exclusividade e precisam buscar alternativas para viver um relacionamento saudável”, avalia Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora geral do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. “Mas não é para todo mundo. Demanda muito equilíbrio entre as partes, comunicação, maturidade e, claro, desapego”, avisa ela, que ainda acrescenta a ressalva: “Muitas mulheres, principalmente, fazem a concessão para tentar salvar o casamento, mas assim que percebem o que de fato significa, tudo vai por água abaixo”.

FRANQUEZA TOTAL – Teca e o marido, Alessandro, casados há 21 anos e não exclusivos há onze: “A monogamia gerava competitividade e ciúme”, diz ela, que coordena na internet o coletivo Rede Relações Livres, com integrantes de todas as regiões do Brasil – Jefferson Bernardes/Agência Preview/.

Não há números que comprovem a crescente prática da relação aberta no Brasil, mas basta uma pesquisa na internet — e olhar em volta, no caso dos mais jovens — para confirmar a tendência. A gaúcha Teca Curio, de 39 anos, é coordenadora da Rede Relações Livres (RLi), um coletivo que reúne não monogâmicos em todo o Brasil. Casada há 21 anos, viveu com o marido, Alessandro, um casamento tradicional por mais de uma década, mas aos poucos começou a notar que ambos gostariam de ficar com outras pessoas. “Não queríamos enganar um ao outro. Antes que nos magoássemos, decidimos abrir a relação”, diz Teca, que passou a pesquisar sobre o tema e foi conhecendo os demais membros do grupo. “A monogamia criou um peso enorme nos primeiros anos de casamento, gerava competitividade e ciúme. Agora resolvemos tudo com diálogo”, afirma. Teca e Alessandro são tão bem resolvidos em sua decisão que passaram o conceito para a filha, de 21 anos, também avessa à monogamia. Mas o casal até hoje enfrenta resistência, inclusive da família dele. “É porque incomoda, mexe no mito do príncipe encantado”, acredita ela.

A ideia de adicionar terceiros à equação do casal seria, de certa forma, uma volta às origens das relações comunitárias, quando homens e mulheres não tinham parceiros fixos e as crianças eram responsabilidade de todos. O conceito de família começou a se desenhar há cerca de 5 000 anos, com a invenção da propriedade privada e, por tabela, da herança — fórmula facilitada pela existência de um núcleo familiar definido. Daí para a imposição da fidelidade foi um passo e a posterior associação do amor romântico ao casamento direcionou os seres humanos, definitivamente, para as convenções sociais que ainda prevalecem. A corrente que prega a quebra de restrições nunca deixou de existir, crescendo ou minguando de acordo com a conjuntura social e política. Agora, pegando carona na opção preferencial de cada um por si, está em viés de alta. “A juventude atual explora sua sexualidade cada vez mais cedo e com mais liberdade, sem tantas amarras”, diz Stella Schrijnemaekers, professora da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (ESP-SP).

Foto: Reprodução/Instagram

As redes sociais e os aplicativos de namoro, que ampliam as possibilidades para conhecer pessoas e marcar encontros sexuais, abriram caminho para a expressão dos novos sentimentos. A atriz Fernanda Nobre, que há três anos vive um casamento aberto com o dramaturgo José Roberto Jardim, explica que foi atraída pela liberdade oferecida às mulheres pela não monogamia — e hoje não se vê vivendo de outra forma. “No início tive de lidar com o medo de, quem sabe, estragar a nossa relação. Mas tudo mudou conforme amadurecemos”, contou em vídeo postado em seu Instagram. “Acho que atingimos, sim, a igualdade que eu tanto reivindicava.”

Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos pelo economista David K. Levine, professor do Instituto Universitário Europeu, mostrou que entre 4% e 9% dos adultos americanos estavam envolvidos em algum tipo de relação aberta em 2020. No Brasil, as pesquisas pela pergunta “o que é relacionamento aberto?” aumentaram 70% nos últimos doze meses, enquanto a busca por “relacionamento aberto significado” cresceu 300%. “Recebo com frequência em meu consultório pacientes com dúvidas sobre como poderiam trazer essa discussão ao casamento para melhorar sua dinâmica ou solucionar o problema da falta de sexo após muitos anos”, diz Regina Navarro Lins. “A curiosidade é um sintoma de que o modelo amoroso da nossa cultura não está mais funcionando para todos.”

Honestidade e independência foram as engrenagens que fizeram o professor de educação física Flávio Chiari, de 27 anos, se envolver em seu primeiro namoro não exclusivo, há cerca de cinco anos, e reproduzir a experiência no atual romance, com a analistas de relações públicas Carolina Vachi, de 26. “Nos comunicamos com muito mais clareza, presença e franqueza”, diz ele. O incentivo ao diálogo é visto como uma das principais vantagens desse tipo de arranjo. Assim como a maior parte dos casais que se aventuram no modelo sem exclusividade, Flávio e Carolina estabeleceram algumas regras para evitar conflitos. Os dois combinaram nunca apresentar demais parceiros um ao outro, e amigos próximos estão fora de cogitação. A estudante de psicologia Milena Depentor, de 22 anos, leva uma relação aberta há um, a primeira que encara. Ela admite que a transição não foi fácil. “Era muito ciumenta e senti insegurança”, diz. E, embora se sinta julgada por quem não aprova sua escolha, também faz críticas aos adeptos mais radicais. “Eles tendem a falar com um ar de prepotência, como se fossem mais evoluídos, o que não tem nada a ver”, afirma.

A busca pelo novo modelo cresceu tanto que já existem aplicativos específicos para quem busca encontros passageiros fora do relacionamento principal ou sexo a três. O 3Fun, disponível no Brasil, se vende como uma rede para encontrar solteiros e casais “mente aberta”, enquanto o 3Somer faz o mesmo serviço e garante o anonimato dos usuários. As novas plataformas não diminuíram a popularidade do Tinder e de outros aplicativos mais tradicionais, nos quais os adeptos da relação aberta expõem claramente a preferência em seus perfis. Como se pode imaginar, a passagem de um relacionamento tradicional para um formato mais flexível, em geral, não é um passeio. A empresária mineira Thuany Ribeiro, 27 anos, conta que sentiu muito ciúme em sua primeira experiência não monogâmica, em 2015, com um namorado de cinco anos. Hoje, acha que superou as dúvidas e está mais madura para se adaptar. “Consigo estar com uma pessoa só, mas gosto da liberdade de saber que, se surgir o desejo, posso ir em frente sem magoar ninguém”, diz Thuany, que mora no Rio de Janeiro. Ela reclama, no entanto, de certo preconceito: “Muita gente relaciona minha forma de viver com promiscuidade, quando é só um jeito diferente de amar”. O tempo dirá se os relacionamentos abertos vão virar o casamento de cabeça para baixo e entrar, como tantas outras coisas neste mundo em mutação, para o rol do novo normal.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Sei que para muitos é
    Antiquado, mas, Fico com a bíblia; “Por este motivo, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.”

  2. Com uma mulher feia dessas eu mesmo não faria questão de exclusividade, queria ver se fosse uma gostosona

  3. Essa modinha ficou pra corno e puta… não quer compartilhar a vida nem assumir compromisso? fique solteiro. É nesse mundo depravado, que infelizmente, nossos filhos e netos viverão. E TENHO DITO!!!

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Judiciário

Defesa de Virginia diz que influencer não quis prejudicar consumidores

Foto: Reprodução 

Após o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) ajuizar uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra a influenciadora Virginia Fonseca, a defesa da influencer afirmou que ela não teve “intenção de causar prejuízo aos consumidores”.

O MP acusa a influenciadora e a plataforma de apostas Blaze de adotarem práticas publicitárias abusivas para atrair consumidores às apostas esportivas durante a Copa do Mundo.

A ação sustenta que a empresa utilizou estratégias de marketing capazes de induzir o público ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis, publicidade considerada enganosa e uso de influenciadores digitais de grande alcance para estimular as apostas.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (9), a defesa de Virginia Fonseca refutou a ação do Ministério Público e alegou que a responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em “presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora”.

Veja o posicionamento da defesa na íntegra

“A defesa de Virginia Fonseca tomou conhecimento, por meio da imprensa, nesta quinta-feira (9), da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). As alegações serão respondidas tecnicamente nos autos.

Contudo, cabe destacar que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências ainda pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações relevantes. Esses documentos são essenciais para o completo esclarecimento dos fatos, especialmente quanto à natureza do vínculo, à forma de remuneração e aos limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca.

A defesa entende que o MPDFT poderia ter aguardado a conclusão das apurações instauradas pelo próprio órgão, o que certamente daria outro rumo à demanda. A defesa refuta as alegações manifestadas na ação, especialmente qualquer afirmação de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores. A responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora. A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no Poder Judiciário e prestará todos os esclarecimentos nos autos, oportunidade em que demonstrará, de forma técnica e documentada, a improcedência dos pedidos formulados contra Virginia Fonseca.”

CNN

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Marketing

Ratts Ratis: a agência que aprova campanha por dado, não por feeling

Foto: Reprodução

Aprovar uma campanha porque “ficou bonita” é apostar dinheiro no escuro. Às vezes dá certo. Mas “às vezes” não paga boleto no fim do mês, e construir um negócio em cima de sorte é o caminho mais caro que existe. Durante anos, foi assim que o mercado funcionou: criava-se, publicava-se e torcia-se.

A Ratts Ratis trabalha de outro jeito. Antes de investir pesado, a gente usa IA para testar título, imagem, público e oferta com pouco orçamento. Descobrimos o que realmente engaja e o que faz a pessoa comprar — e só então direcionamos a verba para onde o retorno já foi comprovado. Menos achismo, mais previsibilidade.

Na prática, isso significa que você para de financiar tentativa e erro. Cada real entra numa decisão sustentada por dado, não por opinião. E quando a campanha sobe, ela já passou por um filtro que a maioria das agências sequer aplica.

→ Se você cansou de torcer para a campanha dar certo, a Ratts Ratis te mostra como ter mais controle sobre o resultado. Chama no @rattscom ou no 99215-9781.

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Geral

Vorcaro pagou até R$ 2 milhões para influenciadores atacarem Banco Central

Screenshot

Foto: Reprodução 

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, enviou pagamentos de até R$ 2 milhões para influenciadores digitais atacarem o BC (Banco Central) nas redes sociais, segundo investigação da PF (Polícia Federal).

A 10ª fase da Operação Compliance Zero, realizada na última quinta-feira (9) e autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), investigou indícios de atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade da atuação do BC, instituição que determinou a liquidação do Master em novembro do ano passado.

O magistrado emitiu dois mandados de busca e apreensão em Brasília. Na determinação, Mendonça destaca que os investigadores apontaram que Vorcaro utilizou fundos das fraudes do banco liquidado para realizar uma campanha de desinformação na mídia, chamada de “Projeto DV”.

De acordo com as investigações da PF, Vorcaro haveria intimidado e coagido influenciadores que recusaram as ofertas. Além disso, jornalistas e pessoas ligadas a autoridades públicas também foram ilicitamente monitoradas

A operação ainda analisou a atuação da possível organização criminosa para a obtenção indevida de informações sigilosas e a adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.

Alvos da operação

Segundo apuração da CNN Brasil, um dos alvos da operação da PF foi Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Na decisão, foi autorizada a busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito.

Na decisão, Mendonça destacou o caráter urgente da medida no intuito de evitar a perda de provas digitais e a gravidade de condutas que poderiam interferir nas investigações do caso.

Mensagens trocadas entre Miranda e Vorcaro mencionam formas de buscar informações privadas sobre a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, na tentativa de impedir a produção de novas reportagens sobre o Banco Master.

CNN

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Judiciário

Virginia: servidores do MP se infiltraram entre clientes para investigação

Screenshot

Foto: Reprodução

Servidores do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) se “infiltraram” entre clientes da Blaze para levantar provas para compor a ação civil pública apresentada pelo órgão contra a casa de apostas e a influenciadora e empresária Virginia Fonseca.

O processo de 855 páginas obtido pela CNN Brasil detalha como foi a ação da Promotoria do Consumidor.

“O objetivo foi monitorar as comunicações promocionais e de marketing da operadora, garantindo a preservação da cadeia de custódia digital dos documentos obtidos. Foram incorporados aos autos e-mails publicitários enviados pela Blaze, capturados em formato PDF a partir da interface web do serviço Gmail. A extração preservou os metadados verificáveis, incluindo endereços de remetente e destinatário, data, hora, conteúdo integral e a identificação da operadora no rodapé”, aponta o promotor Paulo Binicheski, responsável pela peça.

Cadeia de custódia é o caminho documentado de uma prova. Ela registra o histórico de uma evidência desde o momento em que é encontrada no local de um crime até o seu descarte final. Isso garante que a prova não foi trocada ou alterada.

O MP diz que os documentos evidenciam que a Blaze adota uma estratégia sistemática de envio ostensivo e direcionado de e-mails aos consumidores cadastrados. “A prática incentiva ativamente a realização de apostas por meio de ofertas com linguagem persuasiva, senso de urgência artificial e promessas de benefícios com elevado apelo comercial”, explica.

A Promotoria também aponta que em todos os casos analisados as condições essenciais de elegibilidade e ativação das ofertas foram relegadas ao rodapé das mensagens, em tipografia “visivelmente inferior”. Para o MP, essa prática configura, em tese, publicidade enganosa por omissão, nos termos do art. 37, § 3º, do Código de Defesa do Consumidor.

A ação do MP

O MPDFT ajuizou nesta quinta-feira (9) uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora Virginia Fonseca e pede uma indenização de R$ 120 milhões.

O MP acusa ambos de adotar práticas publicitárias abusivas para atrair consumidores às apostas esportivas durante a Copa do Mundo. A ação sustenta que a empresa utilizou estratégias de marketing capazes de induzir o público ao jogo por meio da promessa de ganhos fáceis, publicidade considerada enganosa e uso de influenciadores digitais de grande alcance para estimular as apostas.

CNN

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Polícia

Funcionário com salário de R$ 1,9 mil tinha imóvel de R$ 2,5 milhões, diz MPRN em denúncia por lavagem de dinheiro e sonegação

Foto: Divulgação/MPRN

O Ministério Público do RN denunciou dois investigados na Operação Emirados, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado a empresas distribuidoras de alimentos e bebidas.

A Justiça potiguar aceitou a denúncia, e Marcello Brunno Moreno Moreira e Abraão Lourenço de Queiroz passaram a responder como réus por lavagem de dinheiro.

Segundo o MPRN, a investigação identificou um patrimônio de cerca de R$ 3,5 milhões em nome de Abraão, que atuava como auxiliar de contabilidade e contador.

Ainda conforme o Ministério Público, o funcionário tinha salário declarado de R$ 1.954 e teria registrado bens em seu nome para ocultar patrimônio que, segundo a apuração, pertenceria ao empresário investigado.

Entre os bens apontados está um imóvel em um condomínio de luxo em Parnamirim, avaliado em R$ 2,5 milhões, além de um veículo estimado em aproximadamente R$ 800 mil.

O MPRN afirma que o grupo investigado teria causado prejuízo superior a R$ 15 milhões ao Estado em tributos inscritos em dívida ativa. A denúncia pede a condenação dos réus e a perda dos bens apontados na investigação.

Patrimônio milionário

A Operação Emirados, deflagrada pelo MPRN e pela Polícia Civil no dia 23 de junho passado, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica que teria causado prejuízos superiores a R$ 72 milhões aos cofres públicos.

Segundo o MPRN, o grupo investigado teria usado empresas de fachada e bens registrados em nome de terceiros para ocultar patrimônio. A Justiça determinou o bloqueio de quase R$ 73 milhões em bens, incluindo 18 imóveis e uma lancha.

Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 90 mil em espécie, além de moedas estrangeiras, joias e equipamentos eletrônicos. A investigação também aponta veículos e imóveis de luxo, como um carro de cerca de R$ 800 mil e um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões, registrados em nome de terceiros.

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Política

R$ 409 MIL: Deputado do PT usa verba do gabinete para pagar aluguel de imóvel de assessora

Foto: Larissa Navarro/Alesp

O deputado estadual de São Paulo Luiz Fernando Teixeira (PT) já destinou R$ 409,5 mil da verba da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para pagar o aluguel de um imóvel pertencente a uma assessora do próprio gabinete.

Segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles, o gabinete do parlamentar aluga o imóvel de Ana Paula Rossetto desde março de 2019. Em janeiro de 2025, Ana Paula passou a integrar a equipe do deputado em um cargo comissionado, com salário mensal de R$ 8,3 mil.

Somando os valores de aluguel e remuneração até maio de 2026, último registro disponível no Portal da Transparência, os pagamentos chegam a R$ 550,8 mil destinados à assessora.

Ana Paula é filha da vereadora de São Bernardo do Campo Ana do Carmo (PT), ex-deputada estadual por quatro mandatos. Em 2025, ela foi homenageada na Alesp em uma sessão presidida pelo próprio Luiz Fernando Teixeira.

Ao Metrópoles, o gabinete do deputado afirmou que a contratação da assessora ocorreu mais de cinco anos após o início do aluguel e declarou que “não há nenhuma relação entre os dois casos”.

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Geral

[VÍDEO] Carne a R$ 70 revolta consumidora em mercado: “no tempo do Bolsonaro era R$ 30”

Imagens: Reprodução/Luiz Bacci

Um vídeo publicado nas redes sociais mostrando uma consumidora reclamando dos preços encontrados durante uma compra em um supermercado viralizou na internet.

Na gravação, a mulher mostra uma porção de carne avaliada em R$ 70 e compara o valor com preços que afirma ter encontrado em outros períodos. Segundo ela, “no tempo do Bolsonaro era R$ 30”.

Além da carne, a consumidora também exibe tomates e outros produtos, enquanto questiona o aumento dos gastos no supermercado.

Durante o vídeo, ela faz críticas ao presidente Lula (PT) e afirma que os preços dos alimentos são motivo de insatisfação para os consumidores.

Opinião dos leitores

  1. Parece que quem fez o L levou foi um L… Kkkkkkk faz o L denovo pra ver no que dá 😂🤡

  2. Só se fosse 30 mil no tempo do sujo e mal lavado. Essa aí tava hibernando ou vivendo em Nárnia?

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Geral

[VÍDEO] NEM ERA ÁLCOOL: motociclista é multado na Lei Seca em Natal por causa da sandália

Imagens: Reprodução/Thalis Augusto

Um motociclista foi surpreendido durante uma blitz da Operação Lei Seca, em Natal, após ser autuado por um motivo que não esperava: o tipo de calçado usado durante a condução da moto.

A abordagem aconteceu nas proximidades da Arena das Dunas e foi registrada em vídeo. Durante a fiscalização, os policiais perguntaram ao jovem se ele aceitaria fazer o teste do bafômetro. Ele concordou imediatamente.

Antes da realização do procedimento, porém, um dos agentes chamou atenção para a sandália usada pelo motociclista.

“Essa sandália dá multa, artigo 252 do CTB. Vai tirar?”, questionou o policial. O jovem respondeu que iria retirar o calçado para evitar a penalidade.

Mas o agente explicou que a infração já havia sido registrada. “Mas você vai levar a multa da mesma forma”, disse.

Segundo os agentes, dirigir motocicleta utilizando calçados que não se firmam aos pés, como chinelos ou alguns tipos de sandálias, é uma infração prevista no artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A regra busca evitar que o calçado prejudique o controle do veículo durante a condução.

Opinião dos leitores

  1. Esse agente poderia ter usado o bom senso. Mas, a autoridade dele é inabalável (???). Um dia esse agente pode passar por uma situação parecida…

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Geral

[VÍDEO] Confusão em ônibus da linha 79 termina com motorista levando tapas em Natal

Imagens: Reprodução/ZNNews

Uma confusão dentro de um ônibus da linha 79 terminou com o motorista agredido na noite desta quinta-feira, em Natal. Segundo informações preliminares, um homem entrou no coletivo discutindo com o condutor e passou a agir de forma agressiva, provocando tensão entre os passageiros.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram parte da confusão. Antes que a situação fosse controlada, o motorista foi atingido com tapas pelo suspeito.

A Polícia Militar foi acionada e atendeu a ocorrência. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o que motivou a discussão nem sobre o estado de saúde do motorista.

Nas redes sociais, alguns internautas afirmaram que já tiveram desentendimentos com motoristas da linha 79, enquanto outros saíram em defesa do homem envolvido na confusão.

Os relatos, no entanto, são manifestações pessoais e não confirmam as circunstâncias que levaram ao caso. As causas da ocorrência deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

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Economia

ENERGIA SOLAR: ação contra Cosern pede R$ 46 milhões por supostas cobranças indevidas

Foto: Reprodução

A Neoenergia Cosern é alvo de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do RN (MPRN) e pela Defensoria Pública do Estado (DPE-RN). Na ação, os órgãos pedem a condenação da empresa ao pagamento de R$ 46 milhões por danos morais coletivos, além da devolução em dobro dos valores que afirmam ter sido cobrados indevidamente de consumidores com sistemas de energia solar.

Segundo o MPRN e a Defensoria, as reclamações começaram a surgir a partir de novembro de 2025, após mudanças na compensação dos créditos de energia. A ação sustenta que a distribuidora teria deixado de considerar créditos acumulados, cobrado o consumo integral das unidades e aplicado tarifas e impostos que os autores da ação consideram indevidos.

Segundo os dados apresentados na ação, o Procon-RN recebeu mais de 300 reclamações relacionadas ao caso. Já o Procon Natal informou ter registrado 106 queixas formais entre novembro de 2025 e março de 2026, todas ligadas a supostas falhas no faturamento de consumidores com micro e minigeração de energia solar.

Além da indenização por danos morais coletivos e da restituição em dobro dos valores que eventualmente sejam considerados indevidos pela Justiça, o MPRN e a DPE-RN pedem que a Cosern seja impedida de interromper o fornecimento de energia ou negativar consumidores envolvidos na ação até a análise do caso. Os órgãos também solicitam a adequação dos canais de atendimento da concessionária.

Em nota, a Neoenergia Cosern informou que foi notificada da ação na última terça-feira (7), às 17h11, e que está analisando o conteúdo do processo. A empresa informou ainda que apresentará sua manifestação dentro do prazo fixado pela Justiça.

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