Economia

Programa de emprego para jovens terá bolsa de R$ 600 e contrato de um ano, diz Paulo Guedes

Foto: Pablo Jacob/ 29/04/21 / Agência O Globo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que o programa de emprego para jovens terá bolsa de R$ 600, com custo dividido entre governo e empresas, e contratos de duração de um ano.

— O governo vai pagar R$ 300 e as empresas vão pagar R$ 300. As empresas pagando para dar curso de qualificação de mão de obra. É o treinamento no mercado de trabalho no próprio emprego – detalhou o ministro durante entrevista coletiva de imprensa.

De acordo com Guedes, já há empresas conversando com o governo porque querem conhecer melhor a proposta de treinamento de mão de obra. O ministro citou o McDonald’s como uma delas.

O Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) já havia sido anunciado pelo ministro, que justificou a demora para o lançamento por uma questão de encontrar recursos para garantir um ano de contrato.

— Nós temos recurso para este ano, mas em vez de lançar contrato de seis meses, nós estamos tentando arrumar já a ponte para o ano que vem, para poder ser um contrato de um ano pelo menos – explicou.

E acrescentou:

— O jovem fica coberto por pelo menos um ano neste programa de treinamento. Treinamento com trabalho. Isso deve ser lançado também brevemente.

O ministro deu os detalhes do programa durante o anúncio dos resultados de abril do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No mês passado, houve um saldo positivo de 120.935 de vagas de emprego. Com isso, o Brasil registrou quase 1 millhão de vagas nos quatro primeiros meses do ano: 957.889 registros.

Foram 1.381.767 admissões e de 1.260.832 desligamentos.

— É evidente que o ritmo de criação de emprego no mês de abril foi mais lento porque foi grande o impacto quando as mortes atingiram o pico dessa segunda onda, o distanciamento social, a prudência fizeram com que houvesse uma retração na geração de empregos, mas ainda assim prossegue forte o mercado de trabalho – destacou.

Mais uma vez, o ministro destacou como solução a vacinação em massa, para garantir o retorno seguro ao trabalho, e as medidas de proteção do governo, como o auxílio emergencial, para a proteção dos trabalhadores informais, e o BEm.

A nova rodada do BEm, que é um programa de manutenção de emprego via acordos de redução de jornada ou suspensão de contrato de trabalho, passou a valer no dia 28 de abril e, até a terça-feira, já haviam sido celebrados 1.922.470 acordos entre empregados e empregadores. A maior parte deles – 798.443 – foram de suspensão de contrato de trabalho.

Entre as reduções de carga horária, a diminuição de 70% da jornada é a que teve mais acertos: 547.989.

Há ainda trabalhadores que, neste ano de 2021, gozam da estabilidade por terem aderido a contratos do BEm na sua versão anterior, de 2020. Segundo o Ministério da Economia, em abril, 2,9 milhões de pessoas tinham garantia provisória do emprego por causa dos acertos firmados no ano anterior.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. enquanto o governo federal emprega jovens, o governo petista, local, lança programa para presidiários e deixa aluno fora da sala de aula.

  2. Se metade do que esse homem prometeu na campanha e promete agora se tornasse realidade, o Brasil teria um enorme desenvolvimento, mas o ministério dele não entrega quase nada de projetos e os que entrega devem ser mal elaborados pq até agora , depois de mais de dois anos de governo, só foi aprovada a reforma da previdência e ainda assim, foi um reforma mais fraca do que a que Temer quase aprovou… Até agora o governo federal não privatizou NADA (e olhe que tem várias e várias empresas estatais que poderiam ser privatizadas com uma canetada!) mas soube criar a NAVBrasil!

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Geral

Estado dos EUA dará R$ 543 a jovens que se vacinarem contra covid-19

Foto: Divulgação

O governador do estado americano da Virgínia Ocidental anunciou na segunda-feira (26) que pagará para que uma parcela mais jovem da população, entre 16 e 35 anos, se vacine contra a covid-19. A medida pretende incentivar a imunização da parcela de habitantes que ainda não compareceu a um dos pontos de vacinação.

“Para cada um de nossos jovens, nós vamos dar um título de poupança de US$ 100 (equivalente a R$ 543, na cotação atual) para cada um que se apresentar e tomar suas vacinas”, disse o governador republicano Jim Justice, em uma entrevista coletiva.

“Nossos filhos de hoje provavelmente não percebem o quão importante eles são para acabar com isso [a pandemia]. Estou tentando encontrar uma maneira que realmente os motive – e a nós – a superar o obstáculo”, disse Justice.

De acordo com o comunicado do governo, a meta é vacinar 70% da população elegível de Virgínia Ocidental. No entanto, apenas 52% receberam a primeira dose do imunizante, enquanto 37% delas foram totalmente vacinadas.

“Eles não estão tomando as vacinas tão rápido quanto gostaríamos. Se realmente queremos mover a agulha, temos que vacinar nossos jovens”, acrescentou.

Cerca de 380 mil pessoas entre 16 e 35 poderão receber o incentivo financeiro – inclusive aqueles que já se vacinaram e correspondem à faixa etária. O valor será fornecido pela Cares (Lei de Auxílio, Alívio e Segurança Econômica, na sigla em português), um financiamento federal de emergência aprovado em março do ano passado.

UOL

 

Opinião dos leitores

  1. O genocida do presidente daqui não comprou vacina, imagine pagar para alguém de vacinar…
    Piada.
    Por aqui já temos metade da população passando fome…

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Saúde

Com eleições, festas de fim de ano e carnaval, número de pacientes com menos de 60 anos supera o de idosos em UTIs para Covid-19 no RN

Foto: Lais/UFRN

O número de pessoas com menos de 60 anos de idade internadas por Covid-19 em leitos de UTI superou a quantidade de idosos no sistema pela primeira vez, no Rio Grande do Norte, desde maio de 2020. Nesse domingo (7), a rede pública contava 291 pessoas internadas com coronavírus no estado. Desse total, 149 (51,20%) tinham menos de 60 anos de idade e outros 142 (48,8%) eram idosos. A notícia é destaque no portal G1-RN.

O levantamento mostra que o número representa uma mudança no perfil das pessoas que estão precisando de UTI no estado. A última vez em que o número de mais jovens internados foi maior ocorreu ainda no início da pandemia, em maio de 2020, de acordo com dados do Regula RN. Na ocasião, o estado tinha pouco mais de 100 pessoas internadas Desde então, a maior parte das UTIs eram ocupadas por idosos. Para se ter uma ideia, em 29 de julho, 75% das pessoas internadas tinham mais de 60 anos. Apesar de haver diferenças menores entre os dois públicos, ao longo do tempo, os idosos seguiam sendo maioria entre os internados até agora.

Para o diretor do Hospital Giselda Trigueiro e membro do comitê científico do estado, André Prudente, a principal explicação para a mudança é que os jovens foi o grupo que mais se expôs nas aglomerações dos últimos meses, passando por eleições, festas de fim de ano e, principalmente, carnaval.

Com acréscimo do G1-RN

Opinião dos leitores

  1. Chegou a fatura,cada um tem que por sua idiotice,esses irresponsáveis merecem morrer,desafiou o covid,agora aguente e não culpe os governos,culpe a si mesmo pela estupidez.

  2. Isso eh a prova cabal que o isolamento vertical não funciona! O que funciona eh distanciamento social, medidas sanitárias e rastrear e isolar quem se contamina e quem teve contato com o doente. O governo federal comprou a rodo testes de covid mas estão estragando pq não tiveram a competência mínima pra elaborar um plano nacional de testar e rastrear! Nosso presidente MINTOmaníaco eh um inepto !

    1. Meu patrão como cobrar de uma sociedade como a brasileira me diga, agora colocar a culpa só no presidente é demais, todos tem que fazer sua parcela de culpa agora tem gente que de casa no ZAP tem toda solução.

    2. Não sei onde você vive Manoel, acho que no mesmo mundo irreal de pixuleco e zédogado, como tantas vezes já foi dito aqui, o STF determinou que as ações de combate a pandemia do covid eram de responsabilidade direta dos governadores e prefeitos, esqueceu?
      Não vou defender ninguém, ma não podem culpar quem não tem culpa
      Quanto o RN recebeu de repasse federal durante a pandemia?
      Quanto o RN recebeu de auxílio emergencial na pandemia?
      Quer mesmo entrar na questão de hospitais abertos ou reformados, de leitos disponibilizados?
      Faça melhor, compare os números de leitos disponíveis em 2019, 2020 e 2021 no RN e vá cobrar a quem o STF levou a responsabilidade de combater a pandemia.

    3. Caro Venâncio, você sabe ler algo além de WhatsApp? Dá um Google, pesquisa o texto com a decisão do STF e acha lá onde foi que gov Federal foi impedido de atuar. Isso é mais uma narrativa inventada pra tolo. Infelizmente, muita gente cai, e você foi um dos.

    4. Venâncio, vc sua premissa inicial está equivocada: O STF reconhece competência concorrente de estados, DF, municípios e União no combate à Covid-19 (procure essa matéria e leia a decisão no próprio site do STF). Logo, a responsabilidade eh de todos os Entes federativos! Não tem dinheiro que dê conta de abrir vagas em UTIs infinitamente, pois além de faltar insumos, profissionais e equipamentos (que são caros e escassos) , a velocidade de contaminação de algumas cepas eh enorme. A única coisa que poderia ter evitado o caos atual teria sido o nosso presidente inepto ter comprado vacinas ainda ano passado, tais como da Pfizer e da Coronavac, que teriam sido entregues ainda em 2020! Como não foi feito pq temos um MINTOmaníaco negacionista na presidência, só temos cerca de 2 a 3% da população brasileira vacinada, o que não acarreta diminuição significativa no contágio de covid. O presidente inepto "criou essa narrativa" de que o STF o podou de tomar medidas na pandemia pq para ele é mais interessante ficar falando merda e criticando quem toma alguma medida de diminuição de contágio e ficar só liberando o NOSSO dinheiro !

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Saúde

Com ‘superexposição’ de mais jovens e novas variantes, quase metade dos pacientes com Covid-19 em leitos críticos no RN tem menos de 60 anos

Foto: Reprodução

Reportagem do portal G1-RN nesta quinta-feira(25) destaca que o número de pacientes com menos de 60 anos de idade que estão em leitos críticos nos hospitais do Rio Grande do Norte representa atualmente 47,66% de todos os internados. Os números constam no Regula RN, plataforma que monitora em tempo real as internações e o perfil dos pacientes no estado.

Atualmente, 112 pessoas abaixo dos 60 anos estão em leitos críticos. Segundo destaca reportagem, dois fatores contribuem para esse atual cenário: a superexposição dos jovens ao vírus, o que facilita o contágio e também a circulação, e as novas variantes.

Opinião dos leitores

  1. O MP deveria investigar as festas em Pipa. A Governadora e o Prefeito de Natal precisam se unir e impor Lockdown rigoroso. A nova variante deve está no RN, fato, o grande aumento do número de casos ja justifica.

  2. Se fizesse uma pesquisa com os internados veremos que muitos foram a Pipa, SM Gostoso ou outras festas durante o Carnaval. A irresponsabilidade cobra seu preço.

    1. E com um Presidente da República que desdenha da ciência e estimula as aglomerações criticando o uso de máscaras e as medidas de contenção dos Estados e Município…
      O papel de quem líder é fundamental para nortear a população. E nesse aspecto as desorientações vindas do Presidente incentivaram a muita gente desacreditar no poder do vírus e no seu potencial destrutivo.

  3. MAIS uma VEZ repito. TODOS são CULPADOS. população Irresponsavel, Inconsequente e Criminosa. Autoridades SEM INTERESSE. SEM DETERMINAÇÃO e SEM VONTADE POLITICA para EXIGIREM se for o CASO com FORÇA POLICIAL e Muito SPRAY de PIMENTA e CASSETETE, para ESSE povo ficarem em casa e USAREM mascaras. Chega de FAZ de CONTA, MENTIRAS e ENGANAÇÃO. SEM Fechar o que NAO é ESSENCIAL e BOTAR esse povo DENTRO de CASA, jamais vamos combater a disseminação do covid-19. PAU NELES E MUITO SPRAY DE PIMENTA.

  4. Não aguento mais vê a hipocrisia desse povo ,que para atacar o presidente fala"mais é só uma gripizinha " homem deixar de ser besta que no começo quem dizia que era uma gripizinha era o lacrador Dr.Dráuzio Varella,na emissora lacradora que colocou no bbb um monte de lacrador para passar vergonha, outra vamos deixar de politicagem com a doença pessoas estão morrendo de COVID e de outras doenças, pela falta de cirurgias eletivas, falta tratamento de outras doenças etc, conheço alguém que infarto e não queria ir para o hospital veja bem onde chegamos. Há sim, e covid é perigoso sim ,se cuidem ,vamos vencer essa guerra.

  5. E agora? Os arrogantes que diziam que era uma gripezinha que só pega em velho e pessoas sem "passado de atletas", como ficam? Santa ignorância e extremo descaso com a ciência. A maior lição dessa pandemia, talvez tenha sido o comportamento e o exemplo dos nossos líderes… Infelizmente.

    1. Frase dita pelo Médico da Globo Dráuzio Varella.
      MITO TEM RAZÃO

    2. Drauzio só é um cara da midia(e tem sua resposabilidade pela besteira que falou)… Mas o MITO é o PRESIDENTE DA NAÇAO… da nem pra comparar as responsabilidades de cada um!

    1. Sigam os conselhos do Minto.
      Afinal, não é só uma gripezinha?
      Não temos a Ivermectina?
      E a Cloroquina?

  6. É pessoal da arrogância, que se acha inatingível, já dizia minha saudosa vovozinha: quem não ouve conselho, ouve coitado.

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Comportamento

Jovens estão trocando a monogamia por relacionamentos abertos, destaca reportagem da Veja

NA BASE DO DIÁLOGO – Flávio e a namorada, Carolina: “Nos comunicamos com mais clareza, presença e franqueza” na relação aberta, em que discrição é a regra e amigos próximos estão vetados – Jefferson Coppola/VEJA

Já famosos e celebrados, em meados do século passado os filósofos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir chocavam o mundo com seu escandaloso relacionamento: formavam um casal que vivia cada um em sua casa, sem filhos e receptivos a envolvimentos amorosos com outras pessoas. Fosse hoje, a relação aberta dos papas do existencialismo — bem mais existencial para ele do que para ela, diga-se — não seria vista com tanta surpresa. Mergulhadas em sua individualidade, o motor dos tempos modernos, e impulsionadas pela facilidade de encontrar parceiros via internet, as novas gerações parecem cada vez mais dispostas a desatar as amarras da monogamia e se deixar levar pela tentação da carne, tudo devidamente combinado e acordado entre as duas metades da laranja. “As pessoas vêm perdendo o interesse em se fechar em um contrato a dois, cheio de possessividade. Não me surpreenderia se, daqui a algumas décadas, mais casais optem por ligações abertas do que pelas que exigem exclusividade”, diz a psicanalista Regina Navarro Lins, autora de livros sobre o tema.

As relações abertas modernas são consensuais e igualitárias, praticadas por casais que admitem contato sexual com outras pessoas, mas mantêm o companheiro ou companheira como prioridade. “Há pessoas que não se adaptam à exclusividade e precisam buscar alternativas para viver um relacionamento saudável”, avalia Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora geral do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. “Mas não é para todo mundo. Demanda muito equilíbrio entre as partes, comunicação, maturidade e, claro, desapego”, avisa ela, que ainda acrescenta a ressalva: “Muitas mulheres, principalmente, fazem a concessão para tentar salvar o casamento, mas assim que percebem o que de fato significa, tudo vai por água abaixo”.

FRANQUEZA TOTAL – Teca e o marido, Alessandro, casados há 21 anos e não exclusivos há onze: “A monogamia gerava competitividade e ciúme”, diz ela, que coordena na internet o coletivo Rede Relações Livres, com integrantes de todas as regiões do Brasil – Jefferson Bernardes/Agência Preview/.

Não há números que comprovem a crescente prática da relação aberta no Brasil, mas basta uma pesquisa na internet — e olhar em volta, no caso dos mais jovens — para confirmar a tendência. A gaúcha Teca Curio, de 39 anos, é coordenadora da Rede Relações Livres (RLi), um coletivo que reúne não monogâmicos em todo o Brasil. Casada há 21 anos, viveu com o marido, Alessandro, um casamento tradicional por mais de uma década, mas aos poucos começou a notar que ambos gostariam de ficar com outras pessoas. “Não queríamos enganar um ao outro. Antes que nos magoássemos, decidimos abrir a relação”, diz Teca, que passou a pesquisar sobre o tema e foi conhecendo os demais membros do grupo. “A monogamia criou um peso enorme nos primeiros anos de casamento, gerava competitividade e ciúme. Agora resolvemos tudo com diálogo”, afirma. Teca e Alessandro são tão bem resolvidos em sua decisão que passaram o conceito para a filha, de 21 anos, também avessa à monogamia. Mas o casal até hoje enfrenta resistência, inclusive da família dele. “É porque incomoda, mexe no mito do príncipe encantado”, acredita ela.

A ideia de adicionar terceiros à equação do casal seria, de certa forma, uma volta às origens das relações comunitárias, quando homens e mulheres não tinham parceiros fixos e as crianças eram responsabilidade de todos. O conceito de família começou a se desenhar há cerca de 5 000 anos, com a invenção da propriedade privada e, por tabela, da herança — fórmula facilitada pela existência de um núcleo familiar definido. Daí para a imposição da fidelidade foi um passo e a posterior associação do amor romântico ao casamento direcionou os seres humanos, definitivamente, para as convenções sociais que ainda prevalecem. A corrente que prega a quebra de restrições nunca deixou de existir, crescendo ou minguando de acordo com a conjuntura social e política. Agora, pegando carona na opção preferencial de cada um por si, está em viés de alta. “A juventude atual explora sua sexualidade cada vez mais cedo e com mais liberdade, sem tantas amarras”, diz Stella Schrijnemaekers, professora da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (ESP-SP).

Foto: Reprodução/Instagram

As redes sociais e os aplicativos de namoro, que ampliam as possibilidades para conhecer pessoas e marcar encontros sexuais, abriram caminho para a expressão dos novos sentimentos. A atriz Fernanda Nobre, que há três anos vive um casamento aberto com o dramaturgo José Roberto Jardim, explica que foi atraída pela liberdade oferecida às mulheres pela não monogamia — e hoje não se vê vivendo de outra forma. “No início tive de lidar com o medo de, quem sabe, estragar a nossa relação. Mas tudo mudou conforme amadurecemos”, contou em vídeo postado em seu Instagram. “Acho que atingimos, sim, a igualdade que eu tanto reivindicava.”

Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos pelo economista David K. Levine, professor do Instituto Universitário Europeu, mostrou que entre 4% e 9% dos adultos americanos estavam envolvidos em algum tipo de relação aberta em 2020. No Brasil, as pesquisas pela pergunta “o que é relacionamento aberto?” aumentaram 70% nos últimos doze meses, enquanto a busca por “relacionamento aberto significado” cresceu 300%. “Recebo com frequência em meu consultório pacientes com dúvidas sobre como poderiam trazer essa discussão ao casamento para melhorar sua dinâmica ou solucionar o problema da falta de sexo após muitos anos”, diz Regina Navarro Lins. “A curiosidade é um sintoma de que o modelo amoroso da nossa cultura não está mais funcionando para todos.”

Honestidade e independência foram as engrenagens que fizeram o professor de educação física Flávio Chiari, de 27 anos, se envolver em seu primeiro namoro não exclusivo, há cerca de cinco anos, e reproduzir a experiência no atual romance, com a analistas de relações públicas Carolina Vachi, de 26. “Nos comunicamos com muito mais clareza, presença e franqueza”, diz ele. O incentivo ao diálogo é visto como uma das principais vantagens desse tipo de arranjo. Assim como a maior parte dos casais que se aventuram no modelo sem exclusividade, Flávio e Carolina estabeleceram algumas regras para evitar conflitos. Os dois combinaram nunca apresentar demais parceiros um ao outro, e amigos próximos estão fora de cogitação. A estudante de psicologia Milena Depentor, de 22 anos, leva uma relação aberta há um, a primeira que encara. Ela admite que a transição não foi fácil. “Era muito ciumenta e senti insegurança”, diz. E, embora se sinta julgada por quem não aprova sua escolha, também faz críticas aos adeptos mais radicais. “Eles tendem a falar com um ar de prepotência, como se fossem mais evoluídos, o que não tem nada a ver”, afirma.

A busca pelo novo modelo cresceu tanto que já existem aplicativos específicos para quem busca encontros passageiros fora do relacionamento principal ou sexo a três. O 3Fun, disponível no Brasil, se vende como uma rede para encontrar solteiros e casais “mente aberta”, enquanto o 3Somer faz o mesmo serviço e garante o anonimato dos usuários. As novas plataformas não diminuíram a popularidade do Tinder e de outros aplicativos mais tradicionais, nos quais os adeptos da relação aberta expõem claramente a preferência em seus perfis. Como se pode imaginar, a passagem de um relacionamento tradicional para um formato mais flexível, em geral, não é um passeio. A empresária mineira Thuany Ribeiro, 27 anos, conta que sentiu muito ciúme em sua primeira experiência não monogâmica, em 2015, com um namorado de cinco anos. Hoje, acha que superou as dúvidas e está mais madura para se adaptar. “Consigo estar com uma pessoa só, mas gosto da liberdade de saber que, se surgir o desejo, posso ir em frente sem magoar ninguém”, diz Thuany, que mora no Rio de Janeiro. Ela reclama, no entanto, de certo preconceito: “Muita gente relaciona minha forma de viver com promiscuidade, quando é só um jeito diferente de amar”. O tempo dirá se os relacionamentos abertos vão virar o casamento de cabeça para baixo e entrar, como tantas outras coisas neste mundo em mutação, para o rol do novo normal.

Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Sei que para muitos é
    Antiquado, mas, Fico com a bíblia; “Por este motivo, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.”

  2. Com uma mulher feia dessas eu mesmo não faria questão de exclusividade, queria ver se fosse uma gostosona

  3. Essa modinha ficou pra corno e puta… não quer compartilhar a vida nem assumir compromisso? fique solteiro. É nesse mundo depravado, que infelizmente, nossos filhos e netos viverão. E TENHO DITO!!!

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Saúde

COVID: Secretário de saúde do RN faz apelo aos jovens por conduta ‘responsável’ e alerta que ‘se o crescimento de internações for exponencial, nenhum sistema de saúde dá conta’

Cipriano Maia — Foto: Inter TV Cabugi

Reportagem do G1-RN nesta quarta-feira(23) destaca que depois de confirmar a reabertura de mais 104 leitos para Covid-19 entre clínicos e críticos, o secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Cipriano Maia, não descartou que seja necessário ampliar ainda mais a rede de atendimento para a doença no estado. Segundo ele, ainda assim isso pode não ser suficiente para evitar um novo colapso do sistema de saúde potiguar. Com os índices de internação aumentando desde novembro, o titular da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) indica que um controle seguro da doença só acontecerá se os índices de transmissibilidade também forem reduzidos.

“Nós não podemos garantir que seja o suficiente (os novos leitos). Então estamos buscando a acompanhar para que o colapso não venha a ocorrer, porque a rede está se preparando pra isso. Temos a possibilidade de fazer mais expansões a depender da situação. Mas é fundamental que a população tenha consciência que ela é a principal responsável para evitar tragédias, mudando atitude e comportamento”, disse.

A reportagem ainda destaca que, segundo o secretário, 42 leitos de UTI e 19 clínicos já foram reabertos após a alta de casos no estado – a previsão é que 104 sejam ao todo entre essa e a próxima semana.

“Estamos planejando que essa expansão possa dar conta da assistência. Mas se esse crescimento for exponencial, como ocorreu em outros países, nenhum sistema de saúde dá conta”, falou.

Cipriano Maia pontuou que, por esse motivo, é importante que principalmente os mais jovens, que têm menos complicações pela Covid-19 e por isso têm se exposto mais ao vírus, entendam o risco de contaminarem um grupo mais vulnerável.

“Nós apelamos por uma conduta sensata e responsável das pessoas, principalmente dos mais jovens, como está se chamando a atenção. Porque são essas pessoas, que se consideram imunes, que podem levar a contaminação para seu familiar querido ou amigo e com isso produzir perdas”.

Matéria completa AQUI.

Opinião dos leitores

  1. É fácil "ficar em casa" sendo funcionário público, muita hipocrisia dessa classe, não querem mais trabalhar, passam o dia todo batendo pernas em supermercados e etc, e atacando quem precisa ralar para colocar o pão em casa.

  2. Essa Ana Maria está de biquinho. Pendurada nas tetas do governo, a SESAP Está cheia dessas figuras "inteligentes" e de pouco raciocínio lógico, vai defender só por causa de um cargo comissionado mixuruca, fazer o que? Eles só tem vez assim, mentindo, mamando e bajulando.

  3. Para os SERVIDORES PÚBLICOS ganhando em casa, sem frequentar o trabalho, as custas da SOCIEDADE que segue trabalhando e se arriscando, é fácil dizer FIQUE EM CASA, a economia a gente ver depois.
    Muitos influenciados pelo PÂNICO difundido pela mídia lixo não consequem enxergar a importância de salvar a economia do país.
    Os lockdown não conseguiram parar o vírus em muitos países que adotaram, que hoje estão pior do que Brasil, Chile, Suécia e outros que não apelaram para medidas tão rígidas.
    A argentina adotou a maior quarentena do mundo e está pior do que o Brasil.
    A ciência está longe de ser uma verdade absoluta, ao contrário é constantemente revisada, então a adoção de suas recomendações deve ser com prudência, considerando outras variáveis.

    1. Por favor, respeite os Professores que estão trabalhando dobrado e varando a madrugada, para concluir os trabalhos emergenciais, designados pela própria SEEC. Não diga o que não sabe!

  4. Desde do início dessa tragédia que a ciência e o mundo civilizado disse para ter isolamento, mas uns loucos seguindo os conselhos de outro ligou diziam NAO, nada de isolamento. Agora estamos vendo o resultado do: "Vai para Rua, a economia é mais importante ".
    "Máscara nao resolve nada"
    Tragédia anunciada por que nao acredita em terra plana.
    Parabéns secretário só lamento que o governo de Fátima nao tenha tido ainda peito para fechar tudo de novo!
    Janeiro será terrível.

    1. Sua afirmação é contrafactual.
      Suécia e Argentina estão aí de exemplos opostos.
      Bolso estava certo. Ache ruim.

    2. Você não está impedido de ficar em casa "ad eternun", só não tem como você defender ofensa a direitos e liberdades individuais perpetrada por esse bando de governantes esquerdistas. Que o Sr. Manoel se junte a desgovernadora e a esse dessecretário e fiquem isolados e de quarentena para a eternidade, não farão falta a ninguém.

  5. O povo do RN faz apelo ao secretário e a Fátima Bezerra para que seja devolvido os Cinco Milhões de Reais desviados via Consórcio do Nordeste.

  6. E a previsão catastrófica e irresponsável de mortes no RN que esse secretário fez? E os senadores do estado, onde estão, o que fazem? O RN está sendo destruído pela incompetência e pela preguiça de quem está no poder. O povo potiguar tem que aprender a votar antes que seja muito tarde.

  7. Trancar as pessoas em casa não resolve e cria inúmeros outros problemas, bem mais graves que os efeitos do vírus em si. As estatísticas provam isso. Os países que mais "trancam" são os campeões de mortes por milhão de habitantes. Outra coisa, diziam que esse tal lockdown era necessário para que o Poder Público tivesse tempo para adequar o sistema de saúde. Então, o que foi feito nk RN nesse sentido após QUASE UM ANO de epidemia? E os respiradores que foram pagos e NUNCA chegaram (nem chegarão, pois a empresa era fantasma)?

    1. Mentiroso. O país q menos fez lockdown foi EUA e é o q tem mais mortos. Suécia deixou tudo aberto e está em crise procurando meficos e enfermeiros em outros países.
      Esse aumento dos casos agora foi pq tdo mundo estava em casa ou pq tdo mundo começou a sair de casa, gado?

  8. Parabéns à Governadora e ao Secretário…graças às eficientes medidas, o RN tem o 4º menor número de mortos…

    1. "eficientes medidas" do secretário e da governadora? É sérios isso?
      Eficiência em levar um "calote" de 5 milhões de reais

  9. Em vez de pedir, deveriam terem CORAGEM e fazerem uma FISCALIZAÇÃO RIGOROSA, para combater a disseminação do covid-19, uma vez que a população é Irresponsavel e Inconsequente. Chega de FAZ de CONTA. Chega de Enganação e Tantas Mentiras. FALTA Determinação, Coragem, Vontade politica e Interesse. Chega de COVARDIA e Blá Blá Blá. CHEGA de pensarem e Trocarem VIDAS por Impostos.

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Comportamento

Aumenta o número de jovens que excluem perfis em redes sociais para aproveitar a vida real

LONGE DO CELULAR - O escritor Enrique Coimbra abandonou até seu canal no YouTube: sem distrações – Brenno Prado/VEJA

“Meu conselho é: se puder sair das redes sociais, saia”, cravou Tristan Harris, ex-funcionário do Google, em entrevista a VEJA em setembro. Ele está no documentário da Netflix O Dilema das Redes, que detalha os riscos à privacidade das pessoas, que, em sua visão, acabam virando produtos do Facebook, Instagram, Twitter e outros. Se for tomado por base o estudo realizado pela agência de pesquisa Dentsu Aegis Network, muita gente já estava dando ouvidos ao conselho de Harris antes mesmo de ver o documentário. Foram entrevistadas 32 000 pessoas em 22 países, em março e abril, e o resultado foi surpreendente: entre os jovens de 18 a 24 anos, a Geração Z, um em cada cinco afirmou ter desativado suas contas nas redes sociais.

O número também impressiona por outro motivo: a debandada é duas vezes maior nessa faixa etária do que entre usuários acima de 45, mostrando que os mais velhos parecem se sentir menos afetados pelo admirável mundo novo. Entretanto, a maior preocupação apontada pelos que pularam fora das redes, em qualquer idade, é o dano que elas estariam causando à saúde mental. Mas qual seria, na prática, esse prejuízo psicológico? Harris diz que o ambiente virtual vicia. Trata-se de um processo químico no cérebro. Sempre que vivenciamos algo prazeroso, o neurotransmissor chamado dopamina é ativado, fazendo com que procuremos mais do mesmo, e receber curtidas no Facebook e Instagram dispara o processo. Na mesma medida, a sensação contrária é frustrante.

Foto: Reprodução/Veja

O escritor carioca Enrique Coimbra, de 28 anos, faz parte do grupo de desertores das redes sociais. Ele largou todas elas, até mesmo seu canal no YouTube, no qual dava dicas de controle emocional e tratamentos para ansiedade e depressão a mais de 200 000 inscritos. “Minha vida sem rede social melhorou 2000%. As pessoas não fazem ideia da manipulação emocional que elas nos impõem”, conta o escritor. Antes leitor assíduo de livros pelo celular, mudou para o leitor de e-book a fim de evitar distrações.

A Dentsu detalha a posição dos entrevistados brasileiros em sua pesquisa: 39% afirmaram que pretendem se distanciar do mundo virtual. A empresa ressaltou, porém, que resultados mais concretos devem ser observados quando a pandemia acabar. Com a Covid-19, as pessoas usaram mais o computador para trabalhar e se divertir, possivelmente ficando sobrecarregadas de tanto contato com as redes. Uma vez que as restrições forem sendo afrouxadas, elas talvez passem a se preocupar menos com a exposição a elas.

O cenário de polarização política e propagação de notícias falsas também tem tratado de afastar usuários. Muitos ficam desiludidos quando ofendidos e acabam se dando conta de que estão em um ambiente hostil. Há queixas dirigidas também a um dos maiores sucessos dos últimos anos, o TikTok, aplicativo que tomou o mundo. A psicóloga Marina Haddad Martins ressalta que as redes dão uma ilusão de falso preenchimento. “A Geração Z, que já nasceu na era da internet, talvez dê menos importância às redes do que os mais velhos, que pegaram a virada da tecnologia”, diz ela. Isso explicaria a disposição em largá-las. Eles estariam valorizando o palpável, a segurança emocional e as relações pessoais. Quem diria, o mundo real, este no qual sempre vivemos, parece estar na moda outra vez. Que bom.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Ótimo que a maturidade da geração Z tá chegando, que o povo que são presos, a procurar do saber sobre vida dos outros estão perdendo , tempo que na juventudi vale ouro.. E que não se recupera na mesma qualidade, por que tudo tem o seu tempo de depreciação. Desde a paixão ate União, Tudo é real, menos a ilusão que são os fotógrafos da vida a leia. Nem tudo é real na vida digital. A única coisa real na vida digital é a velocidade do tempo perdido. Nas redes, você não só encontra conhecimento e comunicação, mas a futilidade e o vazio de pessoa querendo mostrar o que realmente não são. Pois são escravos do vício em querer viver dando satisfação na rede para pessoas que nem querem ver o mundo real, mas só o colorido digital que vai da anatomia e passa pela estética efêmera do ser vivo que não consegue viver fora da rede. É UM VAZIO IMENSO DE UM SER, QUE PREENCHE OLHANDO O PASSANDO E O PRESENTE EM FOTOS SEM PERCEBER QUE NÃO ENXERGA O FUTURO A QUATRO PALMO DOS OLHOS.

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Saúde

E AINDA TEM SEDENTARISMO NO “PACOTE”: Pandemia afeta sono e altera o humor de quase metade dos adolescentes no país entre 12 e 17 anos , diz Fiocruz

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que a pandemia deixou quase metade – cerca de 9 milhões – dos adolescentes do País entre 12 e 17 anos nervosos, ansiosos e de mau humor. Também aumentou o sedentarismo e o consumo de doces e congelados entre eles e está afetando o sono de aproximadamente 4,3 milhões (23,9%) de adolescentes. Os pesquisadores acompanharam de junho a setembro jovens entre 12 e 17 anos de todo o Brasil e investigaram as mudanças na rotina, nos estilos de vida, nas relações com familiares e amigos, nas atividades escolares e nos cuidados à saúde.

De acordo o relatório Covid-19 Adolescentes, o percentual de jovens que não faziam 60 minutos de atividade física em nenhum dia da semana antes da pandemia era de 20,9%, e passou a ser de 43,4%. Setenta por cento dos brasileiros de 16 a 17 anos passaram a ficar mais de 4 horas por dia em frente ao computador, tablet ou celular, além do tempo das aulas online e 59% sentiram dificuldades para se concentrar nas aulas a distância.

“Chama muita atenção também o estado de ânimo desses jovens, que relataram tristeza, ansiedade e a ausência de amigos. A falta de atividade física entre os adolescentes foi um dos resultados que mais se destacou. Em geral, os jovens brasileiros praticam mais atividades coletivas, como aulas de danças e jogos com bola. Com as medidas de restrição social, tornou-se mais difícil para eles manterem a prática de exercícios”, aponta a pesquisadora Celia Landmann Szwarcwald, coordenadora do trabalho.

O estudo foi coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e realizado de forma online.

Segundo o levantamento, a piora da saúde foi apontada por 5.488 milhões (30%) dos jovens, com as com as meninas relatando maior impacto na saúde (33,8%) do que os meninos (25,8%), e os adolescentes mais velhos (37,0%) do que os mais novos (26,4%).

O percentual de adolescentes que relataram piora na qualidade do sono durante a pandemia foi de 36% – aproximadamente 6.624 milhões -, sendo que 4,3 milhões (23,9%) começaram a ter problemas com o sono durante a pandemia e 12,1% relataram já terem problemas, porém, eles pioraram. Já a qualidade do sono foi mais afetada entre as meninas, e nos adolescentes com 16 a 17 anos, em relação aos mais novos.

“Também é importante destacar a piora na qualidade de sono e os problemas no estado de ânimo. Há um conjunto de fatores como sentimento de tristeza, nervosismo, isolamento, insegurança, medo por familiares, que está afetando diretamente a saúde dos jovens. Não é à toa que 30% deles identificam uma piora em seu estado de saúde”, explicou a pesquisadora.

Sentir-se preocupado, nervoso ou mal-humorado foi descrito por 48,7% dos adolescentes, na maioria das vezes ou sempre. Entre as meninas, o percentual foi de 61,6%. Os adolescentes de 16-17 anos de idade relataram esse sentimento mais frequentemente (55,3%) do que os de 12-15 anos (45,5%).

Sobre as aulas online, os adolescentes disseram estar tendo muita dificuldade para acompanhar e assimilar o conteúdo: 59% relataram falta de concentração, 38,3% falta de interação com os professores, 31,3% falta de interação com amigos, 47,8% dos adolescentes relataram estar entendendo pouco, e 15,8% disseram não estar entendendo nada. Apenas 1 em cada 4 adolescentes de 16-17 anos relatou estar entendendo tudo ou quase tudo das aulas presenciais.

Dados do IBGE indicam que o Brasil tem 18,2 milhões de jovens entre 12 e 17 anos. A pesquisa da Fiocruz ouviu de forma online 9.470 adolescentes. Eles responderam a um questionário virtual, entre os dias 27 de junho e 17 de setembro.

CNN Brasil

 

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Saúde

MAIS UMA BOA NOVA: Vacina de Oxford contra covid demonstra ser segura e eficaz em jovens e idosos

(Foto: Pexels)

Na mesma semana em que estão sendo divulgados os resultados de diversas das candidatas a vacina contra a Covid-19, o The Lancet Infectious Disease publicou, nesta quinta-feira (19), resultados de um estudo de fase 2 do imunizante desenvolvido na Universidade de Oxford, no Reino Unido. E as descobertas também são animadoras, principalmente para os mais velhos: a vacina performou de maneira similar, em termos de segurança e eficácia, em pessoas acima de 56 anos de idade e aquelas entre 18 e 55 anos.

Em todos os grupos etários, a vacina ChAdOx1 nCoV-19 apresentou poucos efeitos colaterais e induziu as respostas imunológicas esperadas: 14 dias após a primeira dose, houve a produção de células T, que desempenham papel importante em identificar e atacar células infectadas pelo vírus; 28 dias depois da segunda injeção, observou-se a presença de anticorpos específicos contra o Sars-CoV-2; e 14 dias após a dose de reforço, anticorpos do tipo neutralizantes foram vistos em 208 de 209 (99%) participantes selecionados dentre todos os grupos.

Esses achados ainda precisam ser validados em estudos de fase 3, com um grupo maior de pessoas, de diferentes idades e condições de saúde. Mas os autores estão otimistas. “Respostas imunes a vacinas são geralmente menores em adultos mais velhos, porque o sistema imunológico gradualmente se deteriora com a idade, o que também os torna mais suscetíveis a infecções”, explica o professor Andrew Pollard, líder do estudo, em comunicado à imprensa. “Como resultado, é crucial que as vacinas para Covid-19 sejam testadas nesses grupos, que também são prioritários na imunização”.

O estudo

Participaram da pesquisa 560 pessoas: 160 com idades entre 18 e 55 anos, 160 entre 56 e 69 anos e 240 acima de 70 anos. Elas foram divididas em 10 grupos, que receberam ou a vacina ChAdOx1 nCoV-19 em duas dosagens diferentes (uma mais baixa e outra padrão) ou um imunizante que serviu de controle (no caso, a vacina meningocócica conjugada). Dentre os voluntários acima de 55 anos, houve mais uma divisão, em que uma parte recebeu uma única dose e outra levou duas picadas com um intervalo de 28 dias entre cada uma.

Como o recrutamento para a pesquisa ocorreu durante o lockdown no Reino Unido, pessoas do grupo de risco não participaram. Portanto, o estudo incluiu apenas indivíduos saudáveis, sem comorbidades. Antes de receberem a vacina, os voluntários foram testados para saber se já haviam tido contato com o Sars-CoV-2 — os que já contavam como anticorpos foram excluídos, exceto os que tinham abaixo de 55 anos e que iriam receber duas injeções da dose padrão.

Segurança

Imediatamente após a vacinação, os participantes eram observados durante 15 minutos, no mínimo, para avaliar eventuais reações adversas imediatas. Durante sete dias após serem imunizados, eles anotavam qualquer efeito observado.

O acompanhamento continuará ocorrendo por até um ano após a última dose (data que ainda não foi divulgada). Até agora, as reações adversas foram leves, embora mais frequentes do que no grupo que tomou a vacina controle. O que os voluntários mais sentiram foi dor e sensibilidade no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, febre e dor muscular.

Nenhuma reação grave foi associada à ChAdOx1 nCoV-19, e os voluntários mais velhos apresentaram menos reações adversas ao imunizante do que os mais novos.

Próximos passos

Estudos maiores estão em andamento para confirmar esses resultados e responder a perguntas que seguem em aberto. Um ponto a ser analisado, segundo os autores, é a performance da vacina em idosos acima de 80 anos de idade, que foram poucos na fase 2. Outra limitação é que a maioria dos voluntários eram brancos e não fumantes. Por isso, grupos mais diversos estão sendo incluídos nas etapas seguintes.

“As populações com maior risco de ter formas graves de Covid-19 incluem pessoas com condições de saúde pré-existentes e idosos. Esperamos que nossa vacina ajude a proteger algumas dessas pessoas vulneráveis, mas mais pesquisas são necessárias para que tenhamos certeza”, comenta Maheshi Ramasamy, coautora da pesquisa, também em comunicado.

Galileu

Opinião dos leitores

  1. Vacina para pessoas saudáveis é fácil, quero ver o resultado nas pessoas com risco de óbito,como os idosos.
    Atenção idosos esquerdopatas tomem a vacina para o restante da população saber do resultado.

    1. Eu estou fazendo parte da pesquisa, não sei se tomei o placebo ou a vacina, mas saiba que tenho mais de 60 anis, doente dos pés a cabeça, com várias comorbidades mesmo. Fiz isso pq acredito na ciência e quem não acredita, favor nem opinar, se não quer tomar a vacina, não tome, deixe-a pra quem quer viver. Muum

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Saúde

Infecção pode ser séria mesmo entre saudáveis: estudo sul-coreano diz que 26% dos jovens com Covid-19 desenvolveram pneumonia

Foto: Reprodução/Pixabay

Mais de um quarto dos jovens adultos infectados com o novo coronavírus desenvolveram pneumonia, segundo um estudo desenvolvido por pesquisadores sul-coreanos.

O estudo analisou 315 pacientes, com idades entre 18 e 39 anos, em seis hospitais entre o período de fevereiro e março deste ano, e constatou que 26% deles desenvolveram pneumonia. Na Coreia do Sul, todos os pacientes com testes positivos para coronavírus, mesmo em casos assintomáticos, foram hospitalizados no início da pandemia.

“Pneumonia grave se apresentou em 2% dos casos, e um paciente sem nenhum outro histórico médico necessitou de ventilação mecânica. Os jovens também devem estar cientes do risco de pneumonia ou pneumonia grave devido à Covid-19”, escreveram os pesquisadores em um resumo de seu trabalho, que será apresentado na próxima semana, no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas Conferência sobre Doença do Coronavírus.

Dos pacientes com pneumonia, 23% tinham radiografias de tórax anormais em apenas 10 dias após o primeiro diagnóstico, disseram os pesquisadores. Um paciente que não apresentou sintomas do novo coronavírus também chegou a desenvolver pneumonia.

Embora os jovens adultos tenham menos probabilidade do que os mais velhos de desenvolver sintomas graves do novo coronavírus, os pesquisadores disseram que suas descobertas mostram que a infecção pode ser séria mesmo entre as pessoas saudáveis desta faixa etária.

CNN Brasil

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Religião

Padre Reginaldo Manzotti desabafa: “Recebo muitos testemunhos pelo rádio de jovens com pensamentos suicidas”

Foto: Divulgação

Considerado um problema de saúde pública, o suicídio é a única causa de mortalidade que não teve redução no número de casos nos últimos 50 anos. Entre 2000 e 2016, as taxas de suicídio no Brasil aumentaram 73%, passando de 6.780 para 11.736, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. E, de acordo com dados da Organizações das Nações Unidas (ONU), o suicídio é a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15 e 29 anos, ultrapassando 800 mil casos por ano em todo o mundo, isto é, uma pessoa comete suicídio a cada quatro segundos.

Idealizada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) em 2014, a campanha ‘Setembro Amarelo’ é dedicada a conscientização e prevenção ao suicídio. Através de vídeos e debates, a campanha alerta a população sobre a importância de sua discussão. Para o Padre Reginaldo Manzotti, essa campanha alerta a sociedade e apresenta formas para pais e educadores que lidam com jovens a tomarem as medidas necessárias para situações que possam induzir ao suicídio. “Recebo muitos testemunhos pelo rádio de, principalmente, jovens com pensamentos suicidas. É um problema muito grave e que precisa da nossa atenção. ” Relata o sacerdote.

Tratado como tabu, é difícil identificar os fatores e sentimentos que levam uma pessoa a cometer um suicídio. Um aspecto que chama a atenção de diversos especialistas é a dificuldade de realizar um acompanhamento prévio de uma pessoa com intenção de atentar contra a própria vida.

Idosos

Dados de 2017 divulgados pelo Ministério da Saúde mostraram que os idosos com mais de 70 anos lideram o ranking de suicídio no País, o abandono é uma das principais causas. Com a pandemia esse cenário só tende a piorar, pois os idosos são do grupo de risco da COVID-19 e permanecem isolados e com medo constante da morte.

Pensando nisso, a Pastoral da Pessoa Idosa da CNBB e a Pascom do Brasil também listaram 10 pequenos gestos que todos nós podemos realizar e ajudar no cuidado com os idosos neste momento de pandemia do coronavírus:

1 – Mantenha os idosos em distanciamento social, para evitar a contaminação;

2 – Não deixe de dar atenção e verificar todas as necessidades da pessoa idosa;

3 – Observe se na vizinhança há algum idoso precisando de ajuda e apoio neste momento de dificuldade;

4 – Utilize as redes sociais e o telefone para monitorar e se fazer presente na vida dos idosos;

5 – Observe os cuidados do distanciamento e da higienização, como uso de máscaras e álcool em gel;

6 – Valorize a memória e a importância do idoso. Eles guardam não só lembranças, mas o sentido, o sabor e a cultura da vida;

7 – Escute os idosos com carinho e mantenha o contato afetivo para não ficarem deprimidos durante o isolamento, pois isso pode afetar sua imunidade;

8 – Olhe para eles com veneração, amor, respeito e admiração;

9 – Faça com que se sintam importantes para a família, para não deixar que se sintam descartáveis. Fazer preces e rezar com eles um Pai-nosso e uma Ave Maria pode ser um gesto simples e efetivo para se sentirem fortalecidos;

10 – Proteja os direitos dos idosos, especialmente a renda a que eles têm direito.

Direção espiritual

Além do atendimento realizado por médicos e especialistas, um envolvimento religioso pode proporcionar uma rede de apoio e apresentar um novo vínculo com a vida. Segundo uma pesquisa divulgada na Revista Contemplação, em 2017, 106 de 141 entrevistas apresentaram uma associação positiva da religiosidade como fator de proteção ao suicídio.

O Padre Reginaldo Manzotti explica que a religião não deve ser vista como substituta do acompanhamento psicológico, mas isso não significa que não se relacionem. “Todos somos diferentes e cada pessoa reage de uma forma particular diante da dor emocional. Acredito que muitos de nós, em algum momento, já pensamos em dar fim a própria vida. Mas filhos, acreditem, Deus restaura sua força e sua alegria. Ele já pagou um alto preço por nós e quer curar a sua dor. ”

Em situações que apresentem necessidade intervenção, é indicado conversar com tranquilidade. Além de ouvir com a mente aberta, não se deve oferecer julgamentos ou opiniões vazias, pois de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em dez casos de suicídios poderiam ser prevenidos.

O atendimento psicológico ou psiquiátrico é oferecido pelo Sistema Único de Saúde, através dos Centros de Atenção Psicossocial. Além disso, o CVV realiza apoio emocional e a prevenção ao suicídio 24 horas por dia, por telefone, e-mail e chat. O atendimento é voluntário e gratuito.

www.padrereginaldomanzotti.org.br

Facebook: facebook.com/padrereginaldomanzotti

Instagram: @padremanzotti

Youtube: www.youtube.com/PadreManzotti

Opinião dos leitores

  1. Eu quero saber qual a utilidade da igreja nesse caso,o padre não pode solucionar nenhum problema psiquiátrico ou piscologico de ninguém e sim pedindo apoio ou ajuda à um bom médico psiquiátra ou um bom profissional de psicologia e afins,você precisa viver na realidade material,é preciso viver a realidade material e de parar de sonhar em morar no céu e você diariamente comete númerosos pecados e depois vai para a igreja ou outros templos religiosos para pedir perdão dos númerosos pecados que praticou e promete a si mesmo que não irá mais pecar,mas,isso é impossível de acontecer é só você sair de uma igreja ou outros templos,e logo após volta a cometer inevitavelmente os mesmos erros ou novos erros,sem nem uma dúvida 100%dos brasileiros e brasileiras cristãos e cristãs,não praticam completamente os 10 mandamentos escritos na bíblia sagrada do supremo criador e governante do universo e ou talvez nenhum cristão mundo a fora e creio que nenhum ser humano vai para o céu,na própria bíblia sagrada diz que nenhum ser humano é inocente perante o altíssimo,na minha compreensão isso é uma grande contradição da escritura sagrada ou seja definitivamente nem um ser humano vai para o céu,e também você vai frequentar a igreja ou outros templos religiosos abertos ou fechados,visíveis ou invisives/ocultos/secretos para fazer prece,rezar,orar e se curva,se ajoelhar e se prosta completamente no chão pedindo ao criador supremo do universo para conquistar o dinheiro,o poder e a riqueza material com absoluta certeza você frequentando essas igrejas cristãs:católicas ou protestantes ou outros templos religiosos
    abertos ou fechados,visíveis ou invisíveis/secretos/ocultos,você nunca vai alcançar a prosperidade material,sem ter mérito próprio,sem você estudar e sem trabalhar numa profissão especializada como um profissional liberal ou como um assalariado intelectual ou como assalariado manual ou sem ter um negócio privado empresarial/comercial e de prestação de serviços.
    Na Suécia por exemplo 85%da população é atéia e os seus habitantes são majoritariamente bons,ordeiros,pacíficos,éticos,respeitosos,justos e solidários e todos vivem em um pleno estado de bem estar social,com pouca desigualdade social e econômica,cultural e educacional.

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Saúde

OMS alerta aumento de casos da Covid-19 em jovens: “não são invencíveis, podem se infectar, podem morrer”; problemas de saúde após recuperação são destacados

Foto: Reprodução/Globo

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Gebreyesus, demonstrou nesta quinta-feira (30) preocupação com o aumento das infecções de coronavírus Sars-Cov-2 entre os jovens.

“Os jovens também estão em risco. Um dos desafios que enfrentamos é convencê-los desse risco. Pessoas jovens não são invencíveis. Jovens podem se infectar, jovens podem morrer, jovens podem transmitir o vírus a outros”, alertou Tedros.

Apesar dos jovens não serem a maioria dos mortos pela Covid-19, o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que a ciência ainda não sabe quais serão os efeitos a longo prazo da infecção.

“Quando dizemos que maioria das pessoas têm sintomas leves e se recuperam, é verdade, mas não sabemos quais serão os impactos prolongados em todos os infectados”, disse Ryan. “Embora essa doença pode ser leve a moderada, ela pode afetar vários órgãos e pode ter efeitos de longo prazo.”

O diretor de emergências citou um estudo feito na Alemanha que identificou alterações e inflamações prolongadas no sistema cardíaco de jovens que se recuperaram da Covid-19.

Além de poder afetar o coração a longo prazo, Ryan também informou que “o processo inflamatório da Covid-19 pode fazer com que apareçam doenças crônicas muito antes do que elas apareceriam. Então, para que se arriscar?”, questionou o diretor.

A líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, alertou que boates e casas noturnas estão virando focos de coronavírus. “Cada vez mais vemos as boates como espaços de infecções”, disse.

“Talvez você seja saudável e jovem, mas você pode passar o vírus para um idoso, uma pessoa com doenças”, complementou Kerkhove, reforçando que também se preocupa com os efeitos a longo prazo da infecção nos jovens.

“Estamos aprendendo agora sobre os efeitos de longo prazo”, destacou a líder técnica.

Na quarta (29), o diretor regional da Europa para a OMS, Hans Kluge, afirmou à BBC que o aumento de infecções de novo coronavírus entre jovens pode estar provocando picos recentes de casos em todo o continente.

Idosos

Durante coletiva de imprensa desta quinta, a OMS também demonstrou preocupação com as mortes entre idosos pacientes de instituições de longa permanência.

“Em muitos países, mais de 40% das mortes relacionadas à Covid-19 foram ligadas a instituições de longa permanência e até 80% em alguns países de alta renda”, disse Tedros.

6 meses de emergência global

O diretor-geral da entidade lembrou que nesta quinta faz seis meses que a OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional por causa do coronavírus.

“Esta é a sexta vez que uma emergência de saúde pública de interesse internacional é declarada sob o Regulamento Sanitário Internacional, e é facilmente a mais grave”, disse Tedros sobre a pandemia do coronavírus esta semana.

Em 30 de janeiro, o coronavírus estava em circulação na China e em mais 18 países e nenhuma morte fora do país havia sido registrada ainda. Seis meses depois, o vírus está em circulação em 216 países.

“Quando declarei uma emergência de saúde pública de interesse internacional em 30 de janeiro – o nível mais alto de alarme nos termos do Direito Internacional -, havia menos de 100 casos da Covid-19 e nenhuma morte fora da China”, publicou Tedros em seu Twitter na segunda-feira (27).

Na segunda-feira (27), a OMS informou que a pandemia continua acelerando pelo mundo e os casos globais quase dobraram nas últimas 6 semanas.

“A pandemia continua a acelerar. Nas últimas 6 semanas, o número total de casos aproximadamente dobrou”, afirmou Tedros.

O dado significa que, com um total de mais de 16 milhões de infectados durante os quase seis meses de pandemia, o mundo registrou cerca de 8 milhões de casos em apenas seis semanas.

G1

 

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Educação

RN tem maior taxa de escolarização entre jovens de 15 e 17 anos do Nordeste, com 93,3%, proporção superior, inclusive, a média nacional, informa IBGE

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte tem uma taxa de escolarização entre adolescentes de 15 a 17 anos de idade de 93,3% – a maior proporção do Nordeste e a quinta maior do Brasil. O dado está no módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que foi divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Segundo o IBGE, isso significa que 135 mil adolescentes potiguares dessa faixa de idade estão na escola. A proporção é superior, inclusive, à média do Brasil, que é de 89,2%.

Com acréscimo do G1

Opinião dos leitores

  1. Sou professor da rede pública e todos os anos nos debatemos no Conselho Escolar diante do índice de reprovação. Infelizmente acontece e a culpa não pode ser direcionada exclusivamente ao professor porque o referido conselho tem representantes de todos os segmentos (professores, alunos, coordenadores, gestores, servidores e pais) e tem poder de decisão na comunidade escolar. Quando isso acontece por culpa do professor, ele é convocado para rever sua prática e resolver o problema. No entanto, outras questões são observadas anos a fio: descaso dos governantes com educação, investimentos que não chegam à escola, secretários estaduais, municipais e até ministros que nada conhecem de educação e ocupam a pasta (isso aconteceu e continua acontecendo Brasil à fora); desvalorização do trabalho do professor e falta de participação da família no processo de aprendizagem.
    Em média, por turma, 20% tem acompanhamento devido por parte dos pais e não vale aquela máxima de que o meu filho está na escola e tem que aprender. É fundamental a participação das famílias no acompanhamento dos filhos e nas reuniões para cobrar melhorias no processo. Não adianta pai, mãe, avós outros parentes aparecerem apenas no final do ano letivo após inúmeras convocações. A escola não é um deposito de filhos. Essa visão precisa ser superada urgentemente, principalmente pelos gestores municipais que veem nas creches ou centros municipais de educação infantil esse deposito para possibilitar a vida laboral dos pais. Quantas crianças chegam aos cmeis ou creches com a mesma frauda colocada no dia anterior? Não sabiam, mas acontece. Depois, no Ensino Fundamental, a coisa se repete porque os pais não aparecem na escola e quando dão sinal de vida é pra dizer que não sabem o que fazer com a criatura! Diante da realidade que permeia uma sociedade extremamente conservadora, concentradora de renda, com grande abismo social, a peneira da reprovação vai se estendendo ao longo dos anos. Com tudo isso, a maioria dos que chegam ao Ensino Médio conseguem concuí-lo, mesmo interrompendo os estudos temporariamente por conta de uma vaga de emprego que surge e não pode ser desprezada. Os que chegam à faculdade serão bons profissionais, caso estudem e se esforcem bastante para concluirem seu ensino superior. Nao se pode negar a baixa qualidade de alguns profissionais, mas esses certamente e, predominantemente, não são frutos das instituições públicas de ensino superior nem tampouco frutos da massa humilde ou honesta. A educação aos trancos e barrancos funciona, mas precisamos de homens e mulheres melhores para construirmos um mundo melhor.

  2. a duvida é porque entao nosso estado é tao atrasado economicamente, quando a educacao deveria refletir diretamente nisso.. e porque se ha tanta escolarizacao, porque ainda usam a cota como mecanismo?

    1. Veja o curral eleitoral e o voto de cabresto no RN que você compreende rapidinho.

  3. Escolarização significa estar matriculado , estar matriculado em uma escola , portanto, significa mais recursos do Governo Federal, não significa estudar, apenas , aluno matriculado . . Em absoluto , não significa aprendizado, frequência , ser realmente estudante . Nem existe reprovação , desde que criaram os métodos da esquerda Pátria Educadora – o sujeito pode chegar na universidade sem precisar conhecer nem a Historia do Brasil, quiçá, geografia , História geral, Fazer contas básicas de matemática , dissertação, nem pensar . Portanto, sempre estatísticas mascaradas para enganar a massa de manobra . Se não for por maquiagem , muita gente políticos até donos de universidades , ganhando dinheiro do FIES /MEC ou cotas para enganar que o” coitado, a vítima da sociedade” agora tem vez – Jamais chegará com a educação decadente desde a assunção do PT ao poder, por méritos próprios como antigamente . E o maior Aue as mídias hipocritas dando manchete que o filho de uma faxineira conseguiu chegar na universidade . E os médicos , engenheiros, físicos, administradores , todos formados em vários. Segmentos, filhos de gente humilde, que entraram nas universidades federais , vindos de Escolas Públicas de ensino de qualidade como antigamente , e aí estou incluída , Isso era normal , quando a realidade era outra. Isso ninguém lembra, não divulga, coitada dessas gerações , não sabe nem que era assim que as coisas funcionavam . A verdade , se depender dessa turma, jamais saberão .
    Qualquer um passe próximo a uma escola estadual em pleno horário de funcionamento – e tire suas conclusoes- o que se ver e assustador – jovens nas calçadas próximas , namorando, conversando , pq o mais importante para
    Esses governantes e “educadores militantes” são apenas a inscrição como aluno- não interessa o “estudante”. Os pais , pobres coitados , tentando sobreviver , imaginando que os filhos estão realmente em sala de aula participando de atividades escolares . Esse país cada vez mais descendo ladeira abaixo , pq a esquerda brasileira e a corrupção. Destruindo toda a possibilidade de progresso e desenvolvimento do país . Mas quando se tem os representantes da Suprema Corte, advogados de corruptos e até do PCC serem indicados por aqueles e partidos políticos que deveriam Ser investigados pelos atos de corrupção e crimes , que jamais passaram nem tem capacidade para serem aprovados em concurso da magistratura , de reputação ilibada , pré requisito para o cargo , que aqueles que chegaram la, só conseguiram por esse tipo de QIndica – na política – verdadeiros puxa sacos dos chefes que os nomearam para darem continuidade ao trabalho sujo de quem os nomeou – Triste destino desse país. Depois o mesmo povo reclama dos leitos lotados nos hospitais , das cidades sem
    Asfaltos , dos buracos nas ruas , depreciando até os veículos, muitos são os siustentos de vários país de famílias e jovens , não reclamem , porque todos são responsáveis quando elegem a velha turma conhecida por corrupção,.

  4. Por alfabetizado neste caso, entenda-se percentual q "cinsegue desenhar" o próprio nome. Triste realidade.

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Diversos

Nova modalidade de estágio permite a jovens ‘rodar’ por diferentes empresas antes de se formar

Foto: Divulgação

Parece (e é) contraditório pedir experiência a quem está começando a vida profissional , mas a prática é mais comum do que se imagina. Para ajudar jovens que estão ingressando no mercado de trabalho a deixar seus currículos mais encorpados, um grupo de grandes empresas se reuniu para criar o estágio rotativo .

A premissa é a mesma do job rotation (em que um funcionário ou aprendiz roda por diversos setores de uma mesma empresa). A diferença, neste caso, é que o estagiário vai dividir o período de aprendizagem entre as empresas parceiras, passando oito meses em cada.

O piloto desse programa já começou a funcionar — por enquanto só em São Paulo — com 12 jovens e as empresas Nestlé, Klabin, CSN, EDP, Vivo e CIEE. Também foi criado um banco de talentos compartilhados, para ampliar a exposição dos jovens aos postos de estagiários, trainees e analistas júnior.

Ainda não há previsão de quando a próxima turma será formada. Segundo o RH da Nestlé, as empresas vão esperar consolidar a primeira experiência para, então, começar a elaborar a próxima edição.

— Os jovens precisam estar nos dois últimos anos de formação. Eles passarão por duas a três empresas e em áreas distintas. Isso ajuda a dar peso ao currículo para iniciar a vida profissional — explicou o presidente da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior, no 2º Encontro de Jovens do Mercosul que, neste ano, aconteceu na capital paulista.

O encontro, realizado na semana passada, reuniu estudantes, empresários e representantes dos quatro países participantes do Acordo de Empregabilidade Jovem do Mercosul, que teve início no ano passado, no Uruguai, e consiste na parceria de empresas desses países para impulsionar e empregabilidade e empreendedorismo juvenil.

“O jovem precisa ter curiosidade, capacidade de aprender e saber trabalhar em equipe. Está tudo conectado hoje em dia”. (LAURENT FREIXE, CEO DA NESTLÉ PARA AS AMÉRICAS).

Ao todo, são 58 empresas com a proposta de oferecer 45 mil oportunidades de emprego e treinamento profissional até o final de 2020. Melchior explica que o número engloba desde vagas diretas a mentorias e capacitação, como cursos para ajudar a fazer o currículo ministrados por profissionais destas companhias.

O acordo já ofereceu, até agora, mais de 19 mil oportunidades para jovens nos quatro países.

Trabalho: Aumenta 160% número de qualificados com jornada menor que o desejado

O que as empresas buscam

Além da primeira chance, outro desafio que os jovens enfrentam ao começar a vida profissional é se destacar em meio a tanta gente (e mostrar habilidades que nem sempre tiveram tempo de ser desenvolvidas). Por outro lado, Laurent Freixe, CEO da Nestlé para as Américas, salientou que há outras características que são relevantes e ao alcance de quem sequer passou dos 20.

— Os jovens precisam ter curiosidade e capacidade de aprender. Hoje não existem coisas que eles terão no futuro, então, precisam ser ágeis. Outra habilidade é saber trabalhar em equipe e ter espírito colaborativo. Está tudo conectado. E isso significa que nem sempre você será o líder, mas saberá ser um bom membro e fazer a sua parte — diz Freixe, que acrescenta. — No caso dos que querem ser empreendedores, não basta ter uma boa ideia, é preciso ter gestão e saber como financiá-la. Quem não souber tem que buscar a capacitação — disse Freixe.

Na contrapartida desse jovens que chegam às companhias, ele defende que as empresas precisam se preparar para recebê-los e também se adaptar para atenuar os conflitos entre gerações.

— O modelo de pirâmide é difícil para o jovem, a comunicação dele é diferente. As empresas começam a viver uma revolução silenciosa, em que as estruturas organizacionais passam a ser lineares. Há que se tem mais conexão e menos formalidade.

*A repórter viajou ao 2º Encontro de Jovens do Mercosul a convite da Nestlé

O Globo

 

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Diversos

Governo estuda reduzir em 30% encargos trabalhistas para gerar empregos para jovens e pessoas com idade acima de 55 anos

Foto: Ilustrativa

Além das novas propostas de emendas constitucionais para reduzir gastos, o governo do presidente Jair Bolsonaro estuda cortar em 30% os encargos trabalhistas de empresas que empregarem jovens entre 18 e 29 anos e pessoas com idade acima de 55 anos.

A medida faz parte das ações que serão anunciadas em breve pela equipe econômica para gerar empregos e mostra uma preocupação social do governo num momento de tensão nos países vizinhos.

A redução em 30% dos encargos trabalhistas valeria por um período de dois anos para estimular a contratação de jovens que estão com dificuldades de ingressar no mercado de trabalho.

O corte pode ser feito na contribuição previdenciária, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), salário-educação e contribuições do Sistema S (que reúne instituições como Sesc, Senai e Senac). A medida deve ser anunciada na próxima segunda-feira (4), quando o Palácio do Planalto vai fazer um balanço dos primeiros 300 dias do governo Bolsonaro.

Novas medidas

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, também está finalizando a elaboração de quatro propostas de emenda constitucional para serem enviadas ao Congresso em novembro. Uma delas será a reforma administrativa, que visa cortar gastos com pessoal, reduzindo os salários iniciais das carreiras do setor público e eliminando a estabilidade para os futuros servidores, com exceção das carreiras típicas de Estado, como diplomatas e auditores fiscais.

As outras três PECs se referem ao pacto federativo. Uma delas vai criar o regime de emergência fiscal, que fará mudanças na regra de ouro, criando mecanismos para serem acionados sempre que a norma estiver em risco de ser descumprida. A regra de ouro visa impedir que o governo se endivide para pagar despesas correntes, mas vem sendo descumprida nos últimos anos com a aprovação de créditos extraordinários no Congresso.

Outra proposta vai tratar do novo marco institucional fiscal, com regras a serem seguidas por União, Estados e municípios na área fiscal e acelerando a transferência de recursos para governadores e prefeitos.

Uma terceira medida vai promover a desvinculação, desindexação e desobrigação de gastos do Orçamento da União, principalmente dos fundos infraconstitucionais.

A equipe de Paulo Guedes considera fundamental acelerar a agenda de novas medidas na área econômica neste momento de tensão e incertezas em países da América do Sul, como Chile, Argentina, Bolívia e Equador, com economias em crise na região. Com isso, a estratégia do governo é mostrar que o Brasil está em outro rumo.

Blog do Valdo Cruz – G1

Opinião dos leitores

  1. PODE ATE SER COM POUCO DIREITO TRABALHISTA , POREM A O UNICO GOVERNO QUE FALA EM CRIAR ALGUM PROJETO PRA DAR OPORTUNIDADE AS PESSOAS ACIMA DE 55 ANOS NO MERCADO DE TRABALHO, POIS ACIMA DOS 40 ANOS, MESMO TENDO QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL E EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL , NÃO CONSEGUI TRABALHO , SÃO POUCOS QUE CONSEGUI. TODO PROJETO NO BRASIL SO SE FAZ PROGRAMA PRA INCLUIR JOVENS NO MERCADO, ENQUANTO PESSOAS COM MAIS IDADE FICAM ESQUECIDAS. PODERIA ATE BAIXA A IDADE PRA 40. E A PRIMEIRA VEZ QUE VEJO ALGUM VOLTADO PRA REINCLUIR PESSOAS COM MAIS IDADE NO MERCADO.

  2. Precisamos de uma reforma trabalhista urgente, onde todo o fruto do trabalho fique restrito a quem gera e quem trabalha, precisamos tirar o governo/justiça/sindicatos dessa equação….Encargos = privilégios (dos outros)…Já dizia meu avô, ninguém sabe pra quem trabalha…

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Economia

NEM-NEM: Quase 1/4 dos jovens brasileiros não estuda nem trabalha, revela IBGE

Quase um quarto dos jovens brasileiros (23%) nem estuda nem trabalha, segundo os novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad contínua) sobre educação, divulgados na manhã desta quarta-feira, 19. O porcentual é ainda mais alto na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, idade em que, teoricamente, deveriam estar na universidade, chegando a 27,7%.

“Mas não chamem esses jovens de ‘nem, nem'”, pediu a pesquisadora Marina Águas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do IBGE, responsável pela apresentação da pesquisa. “O fato de nem estarem estudando, nem trabalhando não significa que sejam inúteis. Uma grande parte das mulheres, por exemplo, está ocupada com o trabalho doméstico, com o cuidado de idosos e crianças. Há questões de gênero importantes por trás dessa estatística.”

A família Santos conhece bem essa realidade. Naturais do Recife, os gêmeos Maurício e Maurílio dos Santos, de 29 anos, já tiveram três filhos cada um. Por isso, suas mulheres tiveram que largar os estudos e os trabalhos para cuidar dos filhos e da casa. Elas ainda aceitaram morar em cima da casa da sogra, no bairro do Pina, zona sul da capital pernambucana, para se livrar do aluguel e fazer com que o pequeno rendimento dos maridos dure o mês inteiro.

“Moro aqui porque as contas são apertadas”, explicou Karla Campos da Silva, de 29 anos, admitindo que o que queria mesmo era trabalhar como enfermeira e ter uma casa própria. Esse sonho, no entanto, ficou pelo caminho quando engravidou de Maurício, sem planejar, aos 18 anos. “Eu estava no segundo ano do colégio, mas desisti porque não tinha com quem deixar a bebê”, conta a dona de casa, que, depois da gravidez, até chegou a concluir o ensino médio, mas nunca teve condições de começar o curso de enfermagem que tanto queria.

Com a primeira filha pequena, ela partiu, então, para outras ocupações. Não demorou muito para sair do trabalho, pois engravidou novamente. “Com três filhos, fica impossível arrumar um emprego. Não dá para pagar creche para três. E também não sobra tempo para estudar”, argumenta Karla, que hoje é cuida dos filhos de 11, 7 e 4 anos e da casa.

Ela depende do salário do marido, que é balconista de um supermercado, para pagar as contas. A cunhada Jéssica Cândido de Souza, de 28 anos, por sua vez, não tem a mesma sorte, pois o marido não tem um emprego fixo. Maurílio vive de bicos. Por isso, nem sempre consegue pagar as contas de casa, onde Jéssica passa o dia cuidando dos três filhos, de 11, 4 e 1 ano de idade, e dos afazeres domésticos.

“Queria trabalhar para ajudar. Faria qualquer coisa. Mas não consigo. Minha vida é cuidar dos meninos e limpar a casa”, diz Jéssica, admitindo que já teve que pedir ajuda à família e aos amigos nos dias mais críticos, quando chegou a faltar até comida dentro de casa. “Não voltei para a escola, porque não tinha com quem deixar o bebê.”

Jovens

A Pnad revela que o Brasil tem 47,3 milhões de jovens, de 15 a 29 anos de idade. Desse total, 13,5% estavam ocupados e estudando; 28,6% não estavam ocupados, porém estudavam; 34,9% estavam ocupados e não estudavam. Finalmente, 23% não estavam ocupados nem estudando. Os percentuais aferidos em 2018, segundo os pesquisadores, são similares aos de 2017.

“É importante ressaltar que elevar a instrução e a qualificação dos jovens é uma forma de combater a expressiva desigualdade educacional do País”, sustenta a pesquisa. “Além disso, especialmente em um contexto econômico desfavorável, elevar a escolaridade dos jovens e ampliar sua qualificação pode facilitar a inserção no mercado de trabalho, reduzir empregos de baixa qualidade e a alta rotatividade.”

A desigualdade se revela ainda mais acentuada quando aplicado o recorte por raça e gênero. Entre as pessoas brancas, 16,1% trabalhavam e estudavam – mais do que entre as pessoas autodeclaradas de cor preta ou parda (11,9%). Os percentuais de pessoas brancas apenas trabalhando (36,1%) e apenas estudando (29,3%) também superou o de pessoas pretas e pardas, 34,2% e 28,1%, respectivamente. Consequentemente, o porcentual de pessoas pretas ou pardas que não trabalhavam nem investiam em educação é de 25,8%, 7 pontos percentuais mais elevado que o de brancos.

Comparando homens e mulheres, o problema se repete de forma ainda mais grave. Entre as mulheres, a pesquisa mostrou que o porcentual das que não trabalhavam nem estudavam era de 28,4%. O de homens é bem menor: 17,6%.

De acordo com a pesquisadora, parte da explicação para este fenômeno está nos trabalhos domésticos. A realização de afazeres domésticos ou o cuidado com outras pessoas foram os motivos alegados por 23,3% das mulheres para não estarem estudando nem trabalhando. Entre os homens, esse porcentual é de meros 0,8%. Os números se mantêm estáveis desde 2017.

Águas cita como exemplo um outro indicador levantado pela pesquisa. A Pnad contínua divulgada nesta quarta aferiu pela primeira vez a frequência a creches, entre crianças de até um ano de idade (a educação é obrigatória no Brasil a partir dos 4 anos). No total, somente 12,5% frequentavam a creche. E os piores índices estavam, justamente, no Norte (3,0%) e no Nordeste (4,6%) – lugares onde a participação das mulheres no mercado de trabalho também é mais baixa.

Analfabetismo

Segundo a Pnad contínua, o Brasil tem 11,3 milhões de pessoas (com 15 anos ou mais) que são analfabetas – uma taxa de analfabetismo de 6,8%. Em relação a 2017, houve uma queda de 0,1 ponto porcentual, o que corresponde a uma redução de 121 mil analfabetos. Mais uma vez, os negros são mais afetados que os brancos: são 9,1% contra 3,9%.

O analfabetismo no País está diretamente associado à idade. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos; refletindo uma melhora da alfabetização ao longo dos anos. Segundo os números de 2018, eram quase 6 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de analfabetismo de 18,6% para este grupo etário.

“A taxa de analfabetismo em geral vem caindo, a situação melhorou para o Brasil todo”, afirmou Marina Águas. “O que a gente observa é uma questão de idade importante, um componente demográfico. Com esse grupo mais velho falecendo, a tendência é cair ainda mais.”

No Brasil, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais que finalizaram a educação básica obrigatória, ou seja, concluíram, no mínimo, o ensino médio, manteve uma trajetória de crescimento e alcançou 47% da população. O estudo chama atenção para o porcentual de pessoas com o ensino superior completo, que passou de 15,7% em 2017 para 16,5% em 2018.

A média de anos de estudos dos brasileiros é de 9,3 anos – um número que vem crescendo, em média, 0,2 ao ano. A diferença em relação à raça permanece. Os brancos têm 10,3 anos de estudo, contra 8,4 dos negros. As diferenças regionais também acentuam a desigualdade. O número mais baixo é no Nordeste, 7,9, e o mais alto, no Sudeste, 10,0.

Rede Pública

A rede pública de ensino formou 74,3% dos alunos na creche e na pré-escola. O porcentual aumenta no ensino fundamental, chegando a 82,3%. No ensino superior, no entanto, a situação se inverte. A maior parte dos alunos é formada por escolas privadas, 74,2%.

“É natural que tendo cada vez mais gente com o ensino médio completo haja uma pressão para a expansão do ensino superior”, constata a pesquisadora. “E quem tem a maior capacidade de resposta é a rede privada.”

Opinião dos leitores

  1. É normal que a mulher que casa jovem e já tem varios filhos, não tenha mais tempo pra trabalhar nem estudar. Quem tem obrigação de sustentar o lar é o HOMEM. As mulheres do Recife citadas acima já deveriam estar realizadas. Casa, marido e filhos. Reclamar do que? Não era o sonho delas?

  2. mira rato não ne coelho e mais delicado mais voçe queria o que esse povo não tem o que fazer nao tem lazer ai vai foderrr!!! eo que e pior não se previne!!!

    1. O PT saiu distribuindo diploma a rodo enquanto enriquecia as elites das mantenedoras com crédito subsidiado ( dinheiro de pobre) e ainda fazia discurso vagabundo de que a elite não quer pobre estudando.

  3. Esse povo pobre procria igual a rato. Eu tenho 28 anos, sou pobre, porém tenho outra mentalidade e se for para colocar outro fudido no mundo estou fora.

    1. Mira, deixe de canalhismo e atribua sua "inteligenstia" somente aos anticoncepcionais. E para efeito de comparação, o Brasil está gerando menos de 2,1 filhos por casal, o que se mostra insustentável para previdência.

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