Social

Juízes apontam 'omissão' da gestão pública como causa do caos no sistema penitenciário potiguar

Um assunto que não sai de cena devido a gravidade do caso: nosso sistema penitenciário. O último capítulo desta novela que parece estar longe de chegar ao fim trata da possibilidade de  novas unidades prisionais serem interditadas. A matéria da Tribuna do Norte, assinada pelos repórteres Alex Costa e Valdir Julião, repercute isso e mostra o que foi discutido durante coletiva de imprensa realizada ontem na presença de diversos juízes de varas Varas de Execuções Penais do RN.

Uma causa direta para os problemas enfrentados hoje, à exemplo da superlotação e sucateamento da estrutura predial na qual os presos estão albergados, seria a “omissão do governo”, segundo apontou o titular das comarcas de Natal e Nísia Floresta, Henrique Baltazar.

Uma sucessão de ações equivocadas desembocaram no “inchaço” do sistema. A primeira delas, segundo o magistrado, foi a desativação da Penitenciária João Chaves, na zona Norte, e a falta de construção de estabelecimentos prisionais que pudessem absorver aquela população carcerária. Num efeito cascata, por exemplo, o Presídio Estadual de Alcaçuz passou de sua lotação ideal de 480 apenados para 620 como é presenciado hoje.

A inexistência de recursos orçamentários da gestão estadual para investir no setor foi afastada pelos juízes. E um argumento já conhecido e compartilhado pela sociedade civil ganhou força no discurso dos magistrados. Se foi possível derrubar o Machadão e construir uma arena nas proporções da que está sendo erguida, qual a razão então de se esquecer o sistema prisional? O questionamento foi feito pelo juiz da comarca de Caicó, Luiz Cândido Vilaça.

Uma dívida com a empresa responsável pela construção modular do Pavilhão 5 de Alcaçuz, a Verdi, também é um dos “rombos” na rede. Segundo representantes da empresa gáucha, até o momento só receberam um quarto dos cerca de 11 milhões acordados com o Governo.

Segue matéria na íntegra:

 

 

 

 

 

 

 

Juízes das varas de execução penal da capital e do interior mostraram na tarde de ontem (17), em coletiva à imprensa, as principais fragilidades no sistema carcerário potiguar. “A omissão do governo não impede que o poder judiciário determine a interdição de todos presídios do RN”, resumiu Henrique Baltazar, juiz da comarca de Natal e Nísia Floresta. Parte dos problemas apontados, ainda segundo os magistrados, tem relação direta com a superlotação dos presídios.

O número de apenados nas cadeias do Estado ultrapassa severamente o número de vagas oficiais decretadas pelo Estado. Ao todo, mais de 6 mil presidiários, entre condenados e provisórios, dividem as celas do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte, cuja capacidade é para receber 4.166 apenados oficialmente.

“Ou seja, são dois mil presos a mais nas celas das cadeias do Estado. O número, além de elevado, se une à falta de estrutura das cadeias e à carência de agentes penitenciários”, frisou o juiz da comarca de Natal.

Ainda segundo o magistrado, a situação do sistema carcerário começou a se agravar quando o antigo governo fechou a penitenciária João Chaves, na Zona Norte de Natal, e não providenciou nenhum novo estabelecimento prisional para abrigar os presos da capital.

“A solução foi estabelecer decretos para aumentar indiscriminadamente o número de vagas nos demais presídios e CDPs. A lotação dos presídios hoje corresponde à má administração das gestões do Executivo e se constitui num ato irresponsável e inaceitável”, pontuou.

Foi através de um desses decretos que a penitenciária de Alcaçuz, localizada no município de Nísia Floresta, aumentou o número de vagas para presos de 480 para 620. Henrique Baltazar apresentou números de outros presídios da capital potiguar apresentados por agentes penitenciários. A Cadeia Pública Raimundo Nonato possui um número oficial estabelecido em decreto de 208 presos. Porém a capacidade efetiva seria de apenas 160. O Centro de Detenção Provisória do Panatis, na Zona Norte de Natal, sofreu deterioração nas celas desde a última rebelião, no início deste ano, reduzindo sua capacidade de 140 vagas para apenas 40. “Hoje há 39 apenados no CDP de Panatis”, complementou.

Para os juízes, a questão não é falta de dinheiro no orçamento estadual, mas a forma como os recursos são aplicados. “Há dinheiro para a Copa do Mundo sendo investido. Derrubou-se um estádio para construir um monumento. Mas o sistema prisional é totalmente esquecido. Esquecem-se que a reclusão passa pela assistência social e pela educação. Não queremos levar os apenados à segregação social”, colocou o juiz Luiz Cândido Vilaça, da comarca de Caicó.

De acordo com Rivaldo Pereira Neto, juiz da comarca de Pau dos Ferros, a situação no Alto Oeste é idêntica às unidades prisionais das demais regiões. O presídio está sem telefone há um ano. Materiais de limpeza e água potável são comprados pelos próprios agentes penitenciários.

“Não contamos também com o apoio de veículos para o transporte dos presos. Todos os dias vivemos um estresse, sem saber se o preso vem ou não pela falta de carros. Se não vier, acaba solto. Para evitar isso, houve vezes de eu usar o meu carro pessoal para mandar buscar o preso”, alegou Rivaldo.

O juiz da comarca de Mossoró, Vagnos Kelly de Medeiros, criticou severamente as penas de reclusão em regime aberto que não são monitoradas pela Secretaria de Justiça e Cidadania. O presídio Manoel Onofre de Souza está com as guaritas sem funcionar, cercas ineficazes, e os presos conseguem muitas vezes sair e voltar para o presídio sem nenhuma dificuldade. “Não podemos brincar de fazer justiça. É preciso levar a coisa a sério”, finaliza.

Governo admite e não paga dívida

O enredo da ocupação do Pavilhão 5 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, não vai terminar somente com a sua reabertura para abrigar 400 novos presos, em virtude de outros desdobramentos, pois a empresa gaúcha Verdi Sistemas Construtivos S/A diz que só recebeu um quarto do valor investido na execução da obra, que custou em torno de R$ 11 milhões.

“A empresa não recebeu todo o pagamento e aguarda uma oportunidade para encontrar uma solução do problema junto à Secretaria de Justiça e Cidadania ou ao governo do Estado”, informou, por e-mail, a arquiteta Carla Deboni, indicada para falar em nome da empresa, que continuou – “A Verdi cumpriu na íntegra o objeto do contrato, porém recebeu da contratante apenas 25% do valor contratado”.

Além disso, Carla Deboni afirmou que a empresa Verdi Sistemas Construtivos S.A. não tem conhecimento de inauguração oficial do empreendimento, como também “o contratante [Goerno do Estado através da Sejuc] até a presente data não recebeu oficialmente os serviços. Porém não há nenhum serviço pendente que fizesse parte do escopo da Verdi”.

Quanto ao comprovante de pagamento, que a TRIBUNA DO NORTE indagou se a Verdi tinha, ela disse “que a empresa possui contabilidade regular, portanto, tem comprovante de pagamento do valor pago pelo contratante”.

O ex-secretário estadual da Justiça e da Cidadania, Leonardo Arruda Câmara, confirmou as informações prestadas pela Verdi: “É verdade, atrasou uma fatura só”.

Leonardo Arruda deixou a Sejuc em 31 dezembro de 2010, quando já haviam sido feitas duas medições das obras do pavilhão 5: “O governo deixou concluída a obra, que foi construída em 120 dias, dentro dos prazos”.

Arruda também disse que faltou a terceira e última medição, que tinha de ser feita depois da mudança de governo, mas admitiu que o dinheiro da segunda medição não foi pago, à época, em virtude das dificuldades financeiras do Estado, que usou recursos próprios para pagar em torno de R$ 2,6 a R$ 2,8 milhões de um total de R$ 6 milhões relativos a duas medições.

O ex-secretário conta que por causa da escassez de recursos, o então governador, Iberê Ferreira de Souza, conseguiu que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberasse um empréstimo para o pagamento das obras, que não tinham dinheiro do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

Segundo Arruda, ocorreu que quando estava sendo encaminhada a documentação para o BNDES, inclusive o título de domínio da área, descobriu-se que o terreno pertencia a Hortigranjeira, uma empresa que fora extinta no governo Geraldo Melo (1987/1991) “e estava hipotecada” por causa de dívidas de imposto da terra junto ao Incra.

“Nós passamos dois meses, não tinha escritura, não tinha nada”, disse Arruda. Um problema que acabou impedindo a liberação do empréstimo do BNDES, o que terminou o Estado a usar de recursos próprios para pagamento da primeira medição à empresa Verdi.

“A Justiça Federal mandou retirar a penhora e passar o terreno para o Estado em 30 de dezembro de 2010 e não deu tempo da obra ser pago pelo empréstimo do BNDES”, continuou ele.

O atual secretário de Justiça e Cidadania, Kércio Pinto, informou que a Secretaria reconhece a dívida herdada da antiga gestão e que orientou um dos diretores da Verdi a buscar junto à Secretaria de Planejamento e Finanças do Estado (Seplan) uma forma de negociação do valor, em torno de R$ 8,2 milhões, em regime de indenização.

“A Sejuc não tem recursos para realizar esse pagamento. A orientação foi no sentido da empresa tratar diretamente com o Planejamento, para formalmente requerer o pagamento da dívida”, disse. O secretário não soube informar se a Seplan já foi contatada pela Verdi, tampouco sobre prazos para a quitação do débito. A TRIBUNA DO NORTE não conseguiu contato com o secretário Obery Rodrigues na tarde de ontem.

Presos fazem motim para impedir revista

Desta vez foi no pavilhão “A” da Cadeia Pública Raimundo Nonato Fernandes, na Zona Norte da capital potiguar. Os 80 presos alojados nesse setor tentaram impedir a realização de uma revista nas dez celas da ala. O tumulto foi controlado pelos 10 agentes penitenciários, que inspecionaram cada uma das dez celas na manhã de ontem (17).

Após contornar a situação, os agentes penitenciários apreenderam 16 telefones celulares, 32 carregadores e ainda 300 gramas de maconha que estavam em poder dos presidiários.

A tentativa de impedir a revista das celas, que não é feita diariamente, mas é realizada periodicamente, ocorreu por volta das 9 horas, mas em dez minutos o motim foi controlado pelos agentes penitenciários.

A direção do presídio também chamou o Grupo de Operações Especiais da Polícia Militar (GOE), que é uma guarnição criada para atuar dentro de estabelecimentos penais, exclusivamente, para contornar eventos dessa natureza.

Os presos tentaram tumultuar o ambiente interno do presídio depois que a direção orientou todos os ocupantes do pavilhão “A” para que se dirigissem à quadra onde, normalmente, eles têm direito ao banho de sol. Os presos passaram a atirar pedras, garrafas e o que encontravam pela frente contra os agentes penitenciários, que revidaram ao ataque com tiros de armas não letais, utilizando-se de balas de borrachas.

A situação da cadeia pública está sob análise do juiz da Vara de Execuções Penais de Natal, Henrique Baltazar, que não descarta uma interdição. Especialmente devido aos problemas estruturais e à superlotação. Mas a definição depende ainda de eventuais providências sugeridas pelo magistrados e, por enquanto, não implementadas.

Fonte: Tribuna do Norte

 

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Geral

Senado aprova piso salarial de R$ 13,6 mil a médicos e dentistas

Foto: Freepik

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em caráter terminativo o projeto de lei 1.365/2022, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e relatoria de Fernando Dueire (PSD-PE), que prevê a elevação do piso salarial nacional de médicos e cirurgiões dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 em jornadas de 20 horas semanais.

A proposta, informou o Congresso em Foco, também aumenta de 20% para 50% os adicionais de trabalho noturno e de horas extras, assegura intervalo de descanso de dez minutos a cada 90 minutos trabalhados, determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos seja exercida exclusivamente por profissionais das respectivas áreas e estabelece correção anual do piso conforme a inflação.

Se transformada em lei, a nova remuneração mínima valerá para profissionais dos setores público e privado. Para servidores estaduais, distritais e municipais, o reajuste poderá seguir índice definido em legislação local. O projeto também prevê que o aumento das despesas de estados e municípios seja financiado por transferências do Fundo Nacional de Saúde.

Parecer do relator

Ao defender a aprovação da proposta, Fernando Dueire argumentou que o novo piso é necessário não apenas por falta de reajuste nacional dos valores, mas na falta de efetividade da legislação atualmente em vigor. Segundo o relator, “Uma lei que é descumprida em escala nacional, de forma sistemática e impune, deixa de ser direito e torna-se promessa vazia”.

O senador também sustenta que a “a inexistência de patamar remuneratório mínimo claro e dotado de mecanismo de sanção cria incentivo estrutural para que empregadores comprimam custos por meio de arranjos contratuais atípicos”, abrindo terreno para a precarização.

Para Dueire, a valorização da categoria também está associada à ampliação do acesso à saúde em regiões afastadas dos grandes centros urbanos ao viabilizar o exercício da medicina nesses locais.

Sobre o aumento do adicional noturno, o parlamentar avalia que o percentual atual não considera as características da atividade desempenhada por médicos e dentistas durante a noite, frequentemente ligada a atendimentos de urgência e emergência de maior complexidade.

No seu entendimento, o projeto cria condições para que o direito à saúde “deixe de depender da boa vontade dos empregadores e passe a contar com um marco legal efetivo”.

Próximos passos

O projeto foi aprovado no Senado em rito terminativo, que dispensa a necessidade de votação em Plenário, salvo recurso contrário. Na Câmara, deverá avançar no rito equivalente, a tramitação conclusiva. Nela, também é dispensada a votação em Plenário contanto que haja concordância entre todas as comissões ao longo do percurso.

Caso a Câmara mantenha o texto conforme definido pelo Senado, a matéria segue diretamente à sanção presidencial. Se houver mudança, retorna à Casa para revisão.

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Política

Rogério Marinho vê “dificuldade cognitiva” do governo sobre 6 X 1

Foto: Divulgação

O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta 4ª feira (10.jun.2026) que o governo federal foi “irresponsável” e apresentou uma “dificuldade técnica e cognitiva” pela forma como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6 X 1 foi encaminhada e aprovada na Câmara dos Deputados.

Marinho apresentou, em 28 de maio, uma contraproposta chamada PEC do Trabalho Flexível que cria um modelo alternativo de contratação baseado nas horas efetivamente trabalhadas. Durante audiência pública no salão nobre da Câmara, o senador classificou a abordagem governamental como “inexequível”.

Segundo ele, a medida visa dividendos eleitorais imediatos sem medir o impacto financeiro de longo prazo nas cadeias produtivas. “E se o preço para isso for desestruturar o sistema produtivo brasileiro, esse é um preço pequeno para se pagar”, declarou.

Em conversa com jornalistas no Senado disse esperar que o debate seja realizado depois das eleições de outubro. Para ele, a PEC aprovada pela Câmara e a PEC do Trabalho Flexível devem tramitar em conjunto no Senado para fomentar o debate —o que não deve acontecer.

Segundo Marinho, a tentativa de unificar os conceitos de jornada e escala dentro do mesmo texto legal ignora a complexidade do mercado de trabalho brasileiro, o que criaria uma “camisa de força” na jornada de trabalho brasileira.

O líder da oposição afirmou que a proposta governamental vem de um grupo que “só pensa nas próximas eleições” e carece de sustentação técnica.

Marinho alertou que a rigidez do texto do governo poderá forçar pequenos e médios empreendedores para a informalidade. O senador também disse temer um “enorme passivo trabalhista e judiciário”, o que, segundo ele, afetaria a segurança jurídica do ambiente de negócios no Brasil.

O senador utilizou uma comparação com a compra de calçados militares para exemplificar sua posição: “Imaginem uma companhia de soldados. Você vai comprar um par de sapatos, uma botina, um coturno, que vai servir para esses soldados. Você vai dizer: não, eu vou comprar o número 40, que é o número mais comum. Quem calça 37? Vai fazer o quê com o 36? Vai pegar um maço de algodão e complementar para que o bico não fique sobrando. Mas quem calça 42 ou 44? O cara vai recortar o bico para conseguir calçar. É mais ou menos o que o governo está propondo: tratar o desigual de forma igual”, afirmou.

 

Com informações do Poder 360

 

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Esporte

Árbitro de estreia do Brasil na Copa 2026 já foi detido em festa com armas, drogas e prostitutas

Foto: Getty Images

Nesta quarta-feira (10/6), a Fifa divulgou quem será o árbitro do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo: o esloveno Slavko Vincic, de 46 anos. Além de sua presença em grandes jogos de futebol, chama a atenção um caso de sua vida pessoal.

Em 2020, noticiou o portal O Tempo, o profissional foi detido, junto de outros 26 homens e nove mulheres, em uma propriedade rural na Bósnia e Herzegovina. Eles eram suspeitos de envolvimento com tráfico de armas, de drogas e prostituição.

No local, foram apreendidas 10 pistolas, cocaína, medicamentos e cerca de 10 mil euros em espécie.

De acordo com a imprensa europeia, Vincic foi conduzido à delegacia para prestar depoimento como testemunha e liberado posteriormente. Não houve acusação formal contra o juiz, que foi inocentado após as investigações.

“Acabei neste rancho por acaso. Tenho minha própria empresa e estava na Bósnia e Herzegovina para uma reunião de negócios. Aceitei um convite para almoçar, o que acabou sendo meu maior erro. Me arrependo disso”, disse na época.

Em 2026, o árbitro apitou nove jogos da Uefa Champions League, entre fase de grupos e quartas de final, além de outras competições pelo mundo. Pela 1ª rodada do Grupo C do Mundial, o Brasil vai encarar o Marrocos neste sábado (13/6), às 19h (de Brasília), nos Estados Unidos.

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Geral

Projeto de complexo esportivo para Nossa Senhora da Apresentação é entregue à Prefeitura do Natal

Foto: Demis Roussos

O prefeito de Natal, Paulinho Freire, recebeu representantes do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), na manhã desta quarta-feira (10). Durante o encontro, foi entregue ao Município um estudo preliminar para implantação de um complexo esportivo no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte da capital.

Desenvolvido em parceria entre o CAU e a Prefeitura do Natal, o projeto prevê a criação de uma área voltada ao esporte e ao lazer, com campo de futebol, quadras de vôlei, pista de skate e espaços arborizados destinados à convivência da comunidade.

Durante a reunião, Paulinho Freire falou sobre a parceria entre as instituições e os benefícios previstos para a população da região. “Essa parceria entre a Prefeitura e o Conselho de Arquitetura reúne conhecimento técnico, planejamento e participação popular. Recebemos esse projeto com satisfação porque ele apresenta uma proposta voltada ao esporte, ao lazer e à convivência comunitária em uma área importante da Zona Norte. Agora vamos avaliar os caminhos para viabilizar sua execução”, afirmou o prefeito.

A presidente do CAU, Patrícia Luz, explicou que a proposta foi construída de forma participativa, envolvendo arquitetos, urbanistas, moradores da comunidade e técnicos da Prefeitura. “Essa é uma parceria entre o CAU e a Prefeitura do Natal, que envolve também a participação dos moradores de Nossa Senhora da Apresentação. O projeto foi desenvolvido por arquitetos e urbanistas em diálogo com a comunidade e com os técnicos do Município. Todo esse trabalho está traduzido em um estudo preliminar, entregue hoje como doação para que a Prefeitura possa avaliar as possibilidades de execução”, disse.

O estudo entregue ao Município servirá de base para as análises técnicas e etapas necessárias à implantação do equipamento, que prevê espaços voltados ao esporte, lazer e convivência comunitária em uma das áreas mais populosas da capital.

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Mundo

EUA lançam ataques contra múltiplos alvos no Irã pelo segundo dia consecutivo

Foto: Getty

Os EUA iniciaram ataques contra múltiplos alvos no Irã pelo segundo dia consecutivo, informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) nesta quarta-feira (10).

O CENTCOM justificou os ataques como uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”.

“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa hoje, às 17h15 (horário do leste dos EUA), contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.

Trump afirmou que o Exército americano faria novos ataques contra o Irã nesta quarta-feira.

“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, citando a derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.

“Com base no helicóptero, acho que temos o direito de fazer isso”, disse ele a repórteres.

Questionado se isso significa a retomada dos bombardeios, o presidente dos EUA afirmou que sim.

Ele se recusou a descartar ataques à infraestrutura civil, incluindo usinas de energia e pontes, demonstrando frustração com o fato de o Irã ainda não ter assinado um acordo.

Assim, o republicano lamentou a lentidão das negociações para encerrar a guerra, que, segundo ele, ainda estão em andamento.

“Estou trabalhando com o Irã há vários meses. Eles deveriam assinar o acordo. É um bom acordo”, comentou, destacando que os iranianos já concordaram em não obter uma arma nuclear.

“Queremos um acordo que seja significativo, queremos um acordo que funcione”, pontuou Trump.

 

CNN

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Política

Deputado Zé Trovão diz que “homens se beijando” é “falta de vara de marmelo”

Foto: Reprodução

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) fez declarações contra a comunidade LGBT+ durante reunião da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados na 3ª feira (9.jun.2026). As falas foram durante o debate sobre a redução da maioridade penal e incluíram comentários sobre a 30ª Parada LGBT+ de São Paulo, realizada no domingo (7.jun.2026).

Ao defender restrições à presença de crianças em determinados eventos, o congressista afirmou que “não cabe uma criança ver 2 homens praticamente seminus se beijando”. Em seguida, declarou: “Aquilo ali não tem nada a ver com cultura, aquilo ali é falta de peroba, é falta de uma vara de marmelo, é falta de tomar vergonha na cara”.

A 30ª Parada LGBT+ de São Paulo teve público estimado em 36.800 pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e a ONG More in Common.

A contagem utilizou imagens aéreas captadas por drones e analisadas por software de inteligência artificial. O tema da edição foi a renovação do Congresso Nacional, com o lema “A rua convoca, a urna confirma”.

Em São Paulo, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou em 1º turno um projeto do vereador Rubinho Nunes que estabelece restrições à presença de crianças e adolescentes em eventos que, segundo o texto, façam alusão ou promovam práticas LGBT+. A proposta ainda precisa passar por uma 2ª votação e ser sancionada pelo prefeito para entrar em vigor.

Poder 360

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Geral

Wesley Safadão é denunciado por propaganda eleitoral em show na Paraíba

 Foto: Leo Franco / AgNews

Nessa terça-feira (9), o Ministério Público Eleitoral da Paraíba (MPE-PB) denunciou o cantor Wesley Safadão por uma suposta propaganda eleitoral antecipada. O artista teria dado declarações durante um show no Parque do Povo, no São João 2026 de Campina Grande (PB), na última sexta-feira (5).

O MPE apontou que Safadão teria feito o gesto de um “foguete” no palco. De acordo com a denúncia, o movimento faz referência ao senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao Governo da Paraíba.

Ainda segundo o órgão, o artista teria dito “o foguete, está aqui o foguete”. Efraim Filho estava assistindo ao show, conforme aponta a representação do MPE.

A ação pede que seja aplicada uma multa de R$ 25 mil a Efraim Filho, Wesley Safadão e ao prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, por propaganda eleitoral antecipada. O MPE pede ainda a remoção imediata dos conteúdos publicados nas redes sociais e a aplicação das sanções contra o senador e o prefeito, considerando casos de conduta vedada a agente público.

As informações são do G1

 

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Mundo

Peru: diferença entre Sánchez e Fujimori é de menos de 10 mil votos

Foto: Getty

O Peru segue na contagem dos votos do segundo turno da eleição presidencial, realizada no último domingo (7/6), e a disputa entre Roberto Sánchez e Keiko Fujimori segue acirrada, com menos de 10 mil votos de diferença.

Com 97,874% das urnas apuradas, com última atualização às 16h42 desta quarta-feira (10/6), o candidato de esquerda, Sánchez, está ligeiramente à frente, com 50,024% dos votos. A candidata de direita, Keiko Fujimori, registra 49,976 % dos votos.

Em números brutos, a diferença entre os dois, no momento, é de 8.509 votos. Sánchez tem 9.016.443 votos, e Fujimori, 9.007.934.

O resultado final das eleições só será anunciado em julho, segundo autoridades eleitorais do país.

A demora acontece porque, após a apuração de 100% das urnas, o país ainda passará por um novo mecanismo de recontagem dos votos, em seções eleitorais que apresentaram irregularidades.

Sánchez e Fujimori

Roberto Sánchez é psicólogo e parlamentar eleito do Congresso peruano, com mandato entre 2021 e 2026. Foi ministro do Comércio Exterior e Turismo durante o governo do ex-presidente Pedro Castillo, que foi destituído e preso em 2022, condenado por conspirar para cometer rebelião no país.

Sánchez considera a prisão política e promete, se eleito, conceder um indulto para livrar Castillo. Outras promessas do esquerdista são o combate à pobreza e a nacionalização de recursos naturais do Peru.

Com forte apelo junto ao público rural e do interior do país, Sánchez esteve atrás de Fujimori durante quase toda a contagem de votos, e passou a liderar somente após 94% das urnas apuradas.

Keiko Fujimori é filha do ex-presidente de direita Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000, e foi primeira-dama do Peru entre 1994 e 2000.

Autogolpe

Alberto Fujimori deu um autogolpe no Peru em 1992, governou por mais oito anos antes de renunciar. Ele foi preso em 2004, condenado por crimes contra os direitos humanos durante o mandato. Ele morreu em 2024 em decorrência de um câncer na língua.

Sua filha, Keiko Fujimori, fez promessas de campanha principalmente ao setor empresarial, como isenção de impostos e taxas, além de uma reforma tributária e trabalhista no Peru.

Ela também promete melhorar a segurança pública no país, com propostas similares a políticas de Nayib Bukele, em El Salvador.

 

Metrópoles

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Geral

Cardiologista Álvaro Barros recebe título de cidadão potiguar na Assembleia Legislativa

Foto: João Gilberto

A Assembleia Legislativa do RN tornou Norte-rio-grandense mais uma personalidade com relevantes serviços prestados ao Estado: o médico Álvaro Roberto Barros Costa. A sessão solene aconteceu na tarde desta quarta-feira (10), no Plenário, através de proposição do presidente Ezequiel Ferreira (PSDB), com a presença dos parlamentares Coronel Azevedo (PL) e Adjuto Dias (PL), de representantes do Governo do Estado, da Câmara Municipal de Natal e da Ordem dos Advogados do Brasil/RN, além de familiares e amigos do homenageado.

“O homenageado desta solenidade nasceu em Altinho, no agreste pernambucano. Estudou, formou-se médico e percorreu caminhos que o levaram aos mais importantes centros de cardiologia do Brasil e da Europa. Aprendeu com mestres consagrados, especializou-se na delicada arte de cuidar do coração humano e construiu uma trajetória profissional admirável. Todavia, foi em Natal, há mais de três décadas, que decidiu fincar suas raízes. Desde 1991, o Dr. Álvaro Roberto Barros Costa tem dedicado sua inteligência, sua experiência e sua sensibilidade ao povo potiguar”, iniciou Ezequiel.

Segundo o presidente da ALRN, “a Medicina é uma das mais belas expressões da solidariedade humana. E poucos profissionais compreenderam tão bem esse chamado quanto o Dr. Álvaro”.

“Seu currículo impressiona. Seus títulos acadêmicos merecem respeito. Suas funções de liderança nas entidades médicas engrandecem sua biografia. Mas o que verdadeiramente justifica esta homenagem é algo que não cabe em diplomas nem em certificados: é o bem que ele fez às pessoas”, destacou.

Em seguida, o presidente Ezequiel se dirigiu diretamente ao homenageado, frisando que “hoje, ao receber o título de Cidadão Norte-rio-grandense, Vossa Senhoria passa a integrar oficialmente uma família que, na verdade, já o acolheu há muito tempo”.

“A partir desta data, o senhor será, por força da lei e por justiça da história, filho desta terra onde o sol nasce primeiro. E esta homenagem reconhece não apenas o médico brilhante que o senhor se tornou, mas também o ser humano que compreendeu que a vida encontra seu maior sentido quando é colocada a serviço dos outros”, ressaltou o deputado.

Finalizando seu discurso, Ezequiel Ferreira agradeceu ao médico pelos serviços prestados ao Estado.

“Muito obrigado pela dedicação à Medicina. Muito obrigado por ajudar a construir um Rio Grande do Norte mais humano, mais saudável e mais forte. Seja bem-vindo, oficialmente, à cidadania potiguar que o senhor já conquistou há muito tempo no coração das pessoas. Que Deus continue iluminando seus caminhos e abençoando sua missão de cuidar daquilo que temos de mais precioso: a vida. Muito obrigado”, encerrou.

Após seu pronunciamento, o presidente Ezequiel Ferreira entregou a placa de título honorífico de cidadão Norte-rio-grandense ao médico Álvaro Roberto Barros Costa, seguida da entrega simbólica da bandeira do RN.

Na sequência, o novo cidadão potiguar fez o seu discurso de agradecimento.

“Hoje eu quero agradecer primeiro a Deus, que é o DNA do Universo e que, em Sua sabedoria, faz de nós sábios, para cuidar de nós mesmos e dos outros. Ser médico é algo muito profundo. Mas, o privilégio de ser médico, cuidar da vida dos outros e devolver a esperança, não faz de nós mais importantes; apenas nos dá uma responsabilidade maior, pois nosso erro pode custar a vida do outro”, frisou.

O Dr. Álvaro Barros agradeceu também à sua família de origem, do município de Altinho, afirmando ter certeza de que eles estão extremamente orgulhosos por mais essa conquista.

“Agradeço também à minha esposa, Edineide. Ela é uma gigante, uma grande mulher. Para ser um grande homem, é preciso ter ao lado uma grande mulher. Nós só podemos ser grandes e ter força quando temos base em casa”, disse o cardiologista.

Ao longo da sua fala, continuou demonstrando sua gratidão ao seus pais, irmãos, amigos e colegas de profissão que lhe ajudaram a chegar aonde chegou.

Concluindo suas palavras, o médico reafirmou o seu senso de pertencimento ao Estado do Rio Grande do Norte.

“Eu plantei uma rosa neste Estado. Plantei uma rosa no coração dos potiguares. Plantei a rosa da minha felicidade e gratidão por ser acolhido por vocês. Eu e minha família somos muito felizes e gratos por tudo isso. Vocês todos moram no meu ventrículo esquerdo, junto do músculo papilar. Muito obrigado!”, finalizou o homenageado.

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Política

Zenaide cobra Senado para aprovar sua PEC que reduz endividamento das famílias e derruba juros de até 400%

Foto: Waldemir Barreto

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) pediu ao Senado, em pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (10), para acelerar a votação da proposta de autoria da parlamentar que reduz o alto endividamento das famílias brasileiras, além de barrar a cobrança de juros de até 400% ao ano por parte de empresas e instituições financeiras no cartão de crédito e no cheque especial.

“O escândalo que quero novamente denunciar é a relação dos juros extorsivos e o comprometimento do salário dos brasileiros e brasileiras. As taxas de juro cobradas por bancos e cartões de crédito estão engolindo o orçamento e a renda das pessoas. Com juros de mais de 400% ao ano, ninguém consegue ter capacidade de pagamento de despesas básicas, gente! Ninguém é culpado por contrair dívidas quando precisa se alimentar, pagar aluguel, comprar remédio, cuidar de crianças e idosos”, criticou a senadora.

Nesse sentido, Zenaide voltou a apelar pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 79/2019, de sua autoria e subscrita por mais de 30 dos 81 senadores, que limita os juros do cartão de crédito e do cheque especial a até três vezes a taxa Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central do Brasil. O texto aguarda definição de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Presidente da sessão, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) manifestou interesse em relatar a proposta de Zenaide e endossou o posicionamento da parlamentar, a quem disse admirar por não temer “entrar em vespeiros” como o mercado privado de cartão de crédito.

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