A Justiça boliviana anulou nesta segunda-feira (26) a ordem de prisão emitida contra o ex-presidente Evo Morales, que vive com status de refugiado na Argentina. Ele é alvo de processos judiciais que o acusam de terrorismo por estimular protestos violentos durante a crise que levou à sua renúncia, no fim de 2019.
A decisão foi anunciada três dias depois de a apuração oficial confirmar a vitória avassaladora de Luis Arce, candidato do MAS (Movimento ao Socialismo), partido de Evo, nas eleições presidenciais.
A ordem contra o líder indígena foi derrubada porque “desrespeitava seus direitos, basicamente o direito à defesa, já que ele não foi devidamente convocado [à Justiça]”, afirmou ao canal de TV Unitel o juiz Jorge Quino, presidente do Tribunal de Justiça de La Paz.
O Ministério Público, responsável pelas acusações contra o ex-presidente, solicitou a prisão preventiva outra vez. Evo responde ainda a processo por suposta fraude no processo eleitoral do ano passado.
Com a vitória de seu partido nas eleições, o ex-mandatário disse que pretende voltar à Bolívia, mas ainda não sabe quando. “Pedem que eu volte no dia 11 de novembro, porque saí [do país] no dia 11 de novembro [de 2019]. É muito simbólico, mas repito, não está definido”, disse à agência de notícias AFP.
Também descartou participar do novo governo. “Continuarei como dirigente sindical enquanto permitirem. Vou me dedicar à agricultura. Estou fazendo reuniões por telefone para ter tanques para criação de peixes. O tambaqui está na moda. Colegas que criam peixes tambaqui estão ganhando muito bem.”
FOLHAPRESS

Isso foi um golpe contra a democracia.
Mesmo com a reparação, houve um prejuízo enorme.