A Justiça Federal do Paraná divulgou nota pública neste domingo, 8, na qual informa que o juiz Sérgio Moro está de férias, mas ‘entendeu ser possível decidir no processo’ em que o desembargador plantonista no Tribunal Regional Federal da 4. Região (TRF-4), Rogério Favreto, mandou soltar por via de habeas corpus o ex-presidente Lula. Mais cedo, lideranças petistas argumentaram que nem Moro nem o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, não poderiam decidir no processo porque estão em período de férias.
“O juiz federal Sérgio Moro está em férias de 2 a 31 de julho”, informou a Justiça Federal. “Por ser citado, ele entendeu possível despachar no processo. Se as partes se sentirem prejudicadas, podem recorrer nos autos.”
Moro barrou a ordem do desembargador de plantão, argumentando que Favreto não tinha competência para decidir pelo habeas a Lula porque não integra o colegiado da 8.ª Turma do TRF-4, responsável pela condenação do ex-presidente a uma pena de 12 anos e um mês de reclusão no processo do triplex do Guarujá.
Pouco depois da decisão de Moro, o plantonista voltou à carga e insistiu na ordem à Polícia Federal para soltar Lula – o petista ocupa uma sala especial na sede da PF em Curitiba desde a noite de 7 de abril. Mas a determinação de Favreto foi derrubada pelo relator da Lava Jato no TRF-4, Gebran Neto.
Favreto foi filiado ao partido de Lula entre 1991 e 2010. Ele atuou no governo Tarso Genro (PT, no Rio Grande do Sul, e também na Casa Civil do governo Lula.
Estadão Conteúdo

O impressionante é um juiz ousar descumprir uma decisão superior de um Desembargador. Se todos somos iguais perante a lei e decisão da justiça é para ser cumprida, gostando-se ou não.
Um juiz está certo quando não deixa um bandido soltar outro esse desembargador vai ser punido quer apostar o petista