Política

‘Lamento que Dilma esteja perdendo o equilíbrio’, diz presidente do PMDB

Escalado para rebater os ataques do governo ao vice-presidente Michel Temer, o senador Romero Jucá (RR), atual presidente do PMDB, afirmou nesta terça-feira (12) lamentar que a presidente Dilma Rousseff esteja “perdendo a serenidade” e o “equilíbrio” ao colocar, segundo ele, a culpa em outras pessoas dos erros cometidos pelo próprio governo.

Nesta manhã, Dilma chamou Temer de “golpista” e de “chefe conspirador”. O tom mais duro contra o vice foi adotado pela presidente após o vazamento, nesta segunda (11), de um áudio em que o peemedebista falava como se o impeachment tivesse sido aprovado pelo plenário da Câmara. A votação está marcada para este domingo (17).

“Eu diria que é apelação, perda de equilíbrio. […] Lamento que a presidente Dilma esteja perdendo a serenidade e esteja tentando culpar outras pessoas pelo desacerto do seu próprio governo. Se a presidente quer procurar pessoas que atrapalharam o governo, ela deve olhar para dentro do governo. O governo está pagando pelos erros que cometeu. Não é o presidente Michel Temer, não é nenhum membro do Congresso que tá fazendo alguma ação deliberada” disse Jucá.

O peemedebista comparou a estratégia petista de afirmar que o impeachment em curso é um golpe ao que foi feito pelo ex-presidente Fernando Collor em 1992, quando ele também enfrentou o mesmo processo no Congresso. Para Jucá, esse discurso já é “batido”.

“Os erros do governo, os crimes do governo é que levaram ao processo de impeachment, não foi ninguém de fora que fez com que o governo fizesse tudo que fez. Portanto, apelar e tentar reduzir tudo isso a dizer que é um golpe é a mesma tentativa que fez Fernando Collor em 1992 no que diz respeito ao seu impeachment. Portanto, é um enredo batido, é um enredo copiado e que não deu certo. Era melhor que a presidente tivesse um pouco mais de equilíbrio e análise das suas próprias limitações”, disse.

Em seu discurso pela manhã, Dilma afirmou que Temer lançou mão da “farsa do vazamento” ao ter distribuído a gravação entre correligionários. Para ela, o vazamento foi “deliberado” e “premeditado”, além de ter demonstrado a “arrogância” e “desprezo” do peemedebista que, de acordo com ela, subestimou a inteligência do povo brasileiro.

Para Jucá, o processo de impeachment em curso na Câmara teve o aval do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi proposto por juristas de renome nacional, o que demonstra a sua legitimidade.

O peemedebista também rebateu a ideia do Palácio do Planalto, divulgada pelo ministro Jaques Wagner (Gabinete Pessoal) nesta segunda, de que Temer deveria renunciar ao cargo caso Dilma consiga uma vitória no Congresso.

“Eu acho que querer propor a renúncia do presidente Michel Temer é querer imolar alguém que não tem culpa no cartório. Se o ministro Wagner tiver que propor a renúncia de alguém, o melhor para o Brasil seria que ele propusesse a renúncia da presidenta Dilma. Não sei se ele vai conseguir convencê-la”, disse.

O vice-presidente tomou conhecimento das declarações de Dilma durante um almoço com o ex-ministro Eliseu Padilha, no Palácio do Jaburu.

Um assessor do vice mostrou uma reportagem com o discurso de Dilma e Temer afirmou que não iria responder pessoalmente, mas que Jucá poderia falar como presidente do PMDB. A linha do discurso foi fechada entre os aliados de Temer, que afirmam que a fala de Dilma mostra que “quando terminam os argumentos, começa a agressão”.

Segundo Jucá, a cúpula do partido está trabalhando para que a bancada na Câmara “possa votar o mais unida possível” e disse esperar que o processo tenha uma rápida tramitação no Senado, o que dependerá das decisões que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda aliado do governo, tomar.

“Eu espero que o presidente Renan possa conduzir dentro da linha de direito de defesa, dentro da linha de cumprimento do regimento, mas levando em conta a urgência e as condições de dificuldade que o Brasil vive hoje. Portanto uma rápida solução é muito importante para que o país comece a reagir”, disse.

Folha Press

Opinião dos leitores

  1. Brasil vai virar uma praça de guerra se esse impedimento imoral passar.

    1. Simplesmente a minoria irá perder de for pra guerra PTralha alienado

    2. Espero que vocês, fanáticos baderneiros, tenham juízo e não entrem nessa de "guerra" contra o povo brasileiro. Mas, pensando bem, acho que vou torcer pra que vocês percam a cabeça e partam pra guerra, como vivem ameaçando. Dessa forma, além de apeados do poder, verei um bocado de cafajeste apanhando da polícia e, quiçá, das Forças Armadas, que já avisaram que não suportarão afronta à segurança nacional.

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Política

“EU NÃO VOU VOTAR”: Renan Santos descarta apoio a Lula e libera seguidores no segundo turno

Reprodução

Renan Santos (Missão) afirmou que não apoiará Lula (PT) no segundo turno e que não pretende votar. Em entrevista ao programa Alt Tabet, do Canal UOL, divulgada nesta quinta-feira (15), ele disse que deseja preservar a independência do projeto político de seu partido.

“Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”, declarou. Renan afirmou que não quer associar o Missão a nenhuma das candidaturas que disputam a Presidência.

O dirigente disse que sua prioridade é construir um campo político próprio. “Eu preciso abrir o meu campo, e isso é a melhor coisa que eu posso fazer pelo Brasil, mais do que o meu voto”, afirmou.

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Brasil

DATAFOLHA: Violência é o principal problema do país para 20%; saúde preocupa 18%

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A violência foi citada por 20% dos eleitores como o principal problema do país de responsabilidade do governo federal, segundo pesquisa Datafolha. Saúde aparece com 18%, e economia, incluindo inflação e preço dos alimentos, com 15%.

Também foram mencionados corrupção (7%), educação (6%), desemprego (4%), fome e miséria (3%), impostos altos (3%) e desigualdade social (2%). Administração pública, gastos públicos, impunidade, salário, política e habitação tiveram 1% cada. A pergunta foi espontânea, sem alternativas, e permitia apenas uma resposta.

As menções à violência passaram de 17% em julho para 20%, enquanto saúde recuou de 21% nos dois levantamentos anteriores para 18%. Segundo a reportagem, as oscilações ficaram dentro da margem de erro. Saúde foi mais citada por mulheres (22%) e por pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos (23%).

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores de 16 anos ou mais nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o registro no TSE é BR-00466/2026.

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Política

[VÍDEO] “Vamos varrer o PT do RN e do Brasil”, diz prefeito Paulinho Freire em evento de apoio a Allyson Bezerra


O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), fez um discurso forte durante um evento na noite desta quinta-feira (14) em apoio ao candidato ao Governo do Estado, Alysson Bezerra (União Brasil).

Além de pedir voto para Allyson, o prefeito também pediu aos apoiadores para “cravar o 22” em Flávio Bolsonaro (PL). “A gente vai varrer o RN e Brasil das mãos do PT”, declarou.

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Brasil

DATAFOLHA: 41% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; aprovação positiva é de 35%

REUTERS Ueslei Marcelino

O governo do presidente Lula (PT) é considerado ruim ou péssimo por 41% dos eleitores, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). Outros 35% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 23% a consideram regular.

Na avaliação pessoal, Lula é reprovado por 50% dos entrevistados e aprovado por 48%.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento, encomendado pela Folha, está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

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Brasil

[VÍDEO] VALE TUDO: Atores fazem “simpatia” para atrair votos para Lula e ironizam eleitor pobre de direita


O ator Pedro Cardoso e a atriz Graziella Moretto publicaram, nesta quinta-feira (15), um vídeo nas redes sociais com uma espécie de “simpatia” para tentar atrair votos para a reeleição de Lula (PT). O casal apresenta o ritual como um método para conquistar votos inesperados.

Durante a gravação, os dois repetem a frase “voto extra, voto de fonte inesperada, voto que é meu, venha para Lula”, enquanto tocam o dedo indicador na cabeça. Na sequência, Pedro improvisa novos pedidos, incluindo “voto de pobre de direita”.

Com Flávio na frente no primeiro turno e nas pesquisas, a ala petista está tentando se garantir até na base da mandinga.

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Política

[VÍDEO] PARA AJUDAR LULA: Alcolumbre tira PEC da Segurança de pauta e é arrogante com Rogério Marinho

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta quinta-feira (15) que retirou a PEC da Segurança Pública da pauta por decisão própria, sem atender a um pedido do governo. A declaração provocou um confronto com o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

Marinho questionou em que se baseava a decisão. Alcolumbre reiterou que a retirada ocorreu por determinação da Presidência do Senado. Diante da resposta, o senador do PL perguntou se a medida se apoiava apenas no arbítrio do presidente da Casa. “Exatamente”, respondeu Alcolumbre.

“É bom saber que a gente precisa mudar esse regimento”, rebateu Marinho, em crítica à condução dos trabalhos no Senado.

O episódio ocorre em meio à disputa em torno da PEC da Segurança Pública, enquanto o PL se prepara para ampliar sua força no Senado a partir de 2027, quando deverá contar com a maior bancada da Casa, com 28 parlamentares. Marinho é cotado para disputar a Presidência do Senado na próxima legislatura.

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Brasil

UOL: Vorcaro combinava manchetes, editava matérias e sugeria pautas do portal Metrópoles

Reprodução

Daniel Vorcaro recebia antecipadamente reportagens, pedia para alterar textos e interferia até nas manchetes das matérias do portal Metrópoles, segundo levantamento do UOL com base em mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-dono do Banco Master. Dos 14 textos identificados, 11 foram modificados após solicitações dele.

As conversas envolvem a CEO do grupo, Lilian Tahan. O contato começou em 2024, quando o Banco Master contratou R$ 20 milhões em publicidade com o veículo. Em um dos episódios, Vorcaro pediu que fosse reduzida a cobertura sobre Ricardo Cappelli, crítico da compra do Master pelo BRB.

Questionada, Tahan afirmou que consultar fontes sobre o contexto dos textos é uma prática profissional e negou vínculo entre o contrato publicitário e a cobertura.

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Política

[VÍDEO] NO PROGRAMA ELEITORAL: Flávio expõe falas de Lula contra redução da maioridade penal


O programa eleitoral de Flávio Bolsonaro exibido nesta quinta-feira (15) apostou no confronto direto com Lula ao resgatar declarações do presidente contrárias à redução da maioridade penal. A peça questiona a posição do petista diante de crimes cometidos por adolescentes e defende punições mais rigorosas para delitos graves.

O vídeo reúne falas de Lula em que ele critica a possibilidade de responsabilizar criminalmente jovens de 14, 15 e 16 anos como adultos. Em um dos trechos, o presidente afirma que apoiar a redução da maioridade penal seria “um crime contra o futuro deste país” e argumenta que adolescentes envolvidos em roubos não devem ser tratados simplesmente como bandidos.

Flávio Bolsonaro é defensor da redução da maioridade penal e que menores envolvidos em crimes como estupro, homicídio, sequestro e tráfico devem responder com punições proporcionais à gravidade dos atos, independentemente da idade.

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Política

RETIRADA DE PAUTA: Impasse sobre maioridade penal trava votação da PEC da Segurança no Senado

Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quinta-feira (15) a PEC da Segurança. A votação foi adiada em meio à falta de acordo sobre propostas para incluir a redução da maioridade penal no texto.

A oposição quer permitir a responsabilização penal a partir dos 14 anos em determinados casos. Líderes do governo Lula ainda discutem como responder à iniciativa.

O senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma emenda para reduzir a maioridade de 18 para 16 anos em crimes hediondos. A proposta, porém, também enfrenta resistência dentro do PT, onde parte dos parlamentares é contrária à inclusão da mudança neste momento.

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Política

Aliados aconselham Flávio a fazer mais críticas a Moraes e Lulinha na campanha

Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) foi aconselhado por aliados a voltar a citar Alexandre de Moraes e Lulinha, filho do presidente Lula (PT), nos discursos do segundo turno. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a orientação busca manter os apoiadores mobilizados e fazer o candidato pautar o debate eleitoral.

Uma ala do bolsonarismo reclama que o resultado do primeiro turno criou um clima de “já ganhou” em parte da campanha. Na avaliação desses aliados, enquanto Lula apresenta propostas como o fim da escala 6×1, Flávio tem concentrado esforços em responder a ataques.

De acordo com a coluna, o senador sinalizou que pretende seguir o conselho na agenda desta quinta-feira (15), em Minas Gerais, durante o chamado “Bloquinho do 22”.

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