
Acusado de pagar propinas que totalizaram US$ 139 milhões a dirigentes da Petrobras, o ex-lobista da construtora de navios SBM Offshore Júlio Faerman firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. A SBM admitiu o pagamento do suborno a funcionários da estatal por meio de seu representante, mas até o momento diz não saber quem recebeu o dinheiro – o que confere expectativa acerca das revelações iminentes, tanto por parte dos investigadores quanto dos eventuais envolvidos nos crimes em pauta.
O ex-lobista obteve habeas corpus para se manter em silêncio diante dos deputados da CPI da Petrobras, em depoimento previsto para amanhã (terça, 9). Segundo a autorização, assinada pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, Faerman pode não só ficar calado, como também não se comprometer a dizer a verdade e não ser preso por eventual declaração inverídica.
Segundo o site do Correio Braziliense, que deu a informação na noite desta segunda-feira (8) em primeira mão, Faerman assinou o pacto de delação em maio e espera a homologação da Justiça para relatar o que sabe. Com o procedimento, o ex-lobista espera reduzir o peso de uma futura condenação, desde que apresente provas que confirmem os relatos.
A reportagem do jornal brasiliense, assinada pelo repórter Eduardo Militão, informa ainda que o acordo de delação começou a ser negociado em meados de abril na Procuradoria da República no Rio de Janeiro. A defesa de Faerman concretizou o pacto de colaboração com a Justiça em 12 de maio. Assim, ele deve confessar envolvimento no esquema de corrupção na petrolífera, indicando a participação de outras pessoas e provas sobre as acusações.
Com a delação, um valor ainda não revelado será devolvido aos investigadores da Lava Jato, sob a forma de multas e bens. Em contrapartida, o ex-lobista terá redução de pena por parte do Judiciário, desde que o pacto de delação seja mesmo homologado.
Ainda de acordo com a reportagem, a defesa de Faerman prefere assegurar direito de silencia na CPI justamente porque o acordo ainda não foi acatado pela Justiça. Segundo as investigações, a holandesa SBM fechou acordo com o Ministério Público da Holanda e se comprometeu a pagar US$ 240 milhões em multas para que uma investigação por corrupção em diversos países fosse encerrada.
A OPERAÇÃO "GOLPE A JATO" vai seguindo seu curso numa espécie de "OPERA BUFA" onde somente os petistas são "presumidamente" culpados.
Toda Lista diferente desse caminho, IN FURNAS. Pois CEMIG as investigações não podem continuar.
As Delações só são premiadas se for contra petistas. Quando é contra Tucanos, silêncio…
E os delatores que falarem o que os "INQUISIDORES" MODERNOS DESEJAREM OUVIR, são "PREMIADOS" com acordos e liberdade da prisão.
E o Brasil assiste atônito a repetição da politicagem agora usando-se as instituições que deviam preservar o Estado de Direito Constitucional numa República onde a Presunção de Inocência e o respeito a ampla defesa e ao contraditório deveriam ser pilares para todos os brasileiros e não apenas para "alguns especiais", que ainda mais do que isso, gozam de uma espécie de "IMUNIDADE" para serem investigados, de PROTEÇÃO para que seus processos fiquem anos e anos parados em gavetas e armários poeirentos, até a PRESCRIÇÃO que inocenta os anjinhos de sempre: OS VELHOS CORONÉIS E BARÕES DA POLÍTICA BRASILEIRA.
E AINDA TEM GENTE QUE ACREDITA EM PAPAI NOEL!