O Globo
O ex-diretor de Internacional da Petrobras, Jorge Zelada, foi preso nesta manhã no Rio, durante a 15ª fase da Operação Lava-Jato. Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio e em Niterói. Zelada deve ser levado para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba até o fim do dia.
Chamada de Conexão Mônaco, a mais nova fase da Lava-Jato investiga crimes de corrupção, fraude em licitações, desvio de verbas públicas, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Zelada substituiu, na estatal, Nestor Cerveró, também investigado pela operação.
Zelada foi citado na delação premiada de Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras. Barusco disse que o colega tinha uma conta no mesmo banco que ele na Suíça e que poderia ter recebido propina no exterior quando exercia o cargo de gerente da estatal.
A Controladoria Geral da União (CGU) já investigava Zelada por suspeita de participação no esquema de pagamento de propina pela empresa holandesa SBM Offshore, que tinha contratos com a Petrobras. Em abril, o Principado de Mônaco bloqueou 10 milhões de euros de uma de suas contas.
Está marcada para às 10 horas uma entrevista coletiva para explicar os detalhes da operação na capital paranaense.

No Paraná tem coisas interessantes. O governo Richa é um novelo de corrupção. Está tudo interligado! É uma rede de contatos tão grande, que fica difícil achar o começo do fio, o princípio de tudo. São doadores de campanha, empresas suspeitas, secretários, parceiros de corrida, de tênis, de tudo quanto é tipo. Afinal, não é de lá que recebemos o BANESTADO de presente? E não é de lá que surgiu o YOUSSEF?
As estranhas relações políticas do governador Beto Richa têm se mostrado preocupantes e comprometedoras. Ao longo dos últimos anos, seus parceiros de governo têm se metido em enrascadas e negócios que mais parecem uma grande teia, um emaranhado de novelo de lã desfeito, que começou a ser desenrolado, mas se entrelaçou no canto da sala e se enrosca ainda mais, cada vez que mexemos nele.
Parece que todas as pessoas próximas ao governador, algumas que o acompanham desde a Prefeitura de Curitiba, estão acabando envolvidas em grandes escândalos. Até o secretário da Copa, que esteve preso, foi assessor direto do Beto quando este era prefeito.
Agora, denúncias levam a crer que a empresa responsável por angariar milhões em licitações do estado tem no seu comando uma laranja. A empresa nem sequer levantou as obras do chão, ou estão longe de serem concluídas. Incluem-se aqui escolas em Campina Grande do Sul, que já deveriam ter sido concluídas em fevereiro deste ano, e o Parque do Monge na Lapa, local que ainda corre o risco de ser privatizado pelo Estado.
Venho percebendo que a justiça e nem a imprensa tem dado enfase aos politicos que foram enunciados pelo o Ministério Público, politicos esses que foram citados na lista de corrupção da Operação Lavajato. Será que nem pizza vai chegar?