Citado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Sergio Machado deve pedir licença da presidência da Transpetro nesta segunda-feira (3).
Amigos de Machado afirmaram à reportagem que o afastamento ocorre após a consultoria Pricewaterhouse exigir sua demissão para continuar a auditoria na Petrobras.
“Ele não tem nada a temer, quer deixar o caminho para que tudo seja investigado”, afirma um peemedebista amigo de Machado.
No auge da campanha eleitoral, Dilma Rousseff cogitou demitir Machado após o seu nome aparecer entre os citados da Lava Jato. A operação investiga esquema de corrupção na Petrobras.
O PMDB, no entanto, barrou a demissão. Caciques da legenda cobraram do Planalto “tratamento isonômico”: se demitissem Machado, João Vaccari, tesoureiro do PT, também deveria ser afastado do conselho de Itaipu.
Para evitar desgastes com o PMDB durante o processo eleitoral, Dilma recuou e manteve Machado.
Entre as reclamações, o PMDB queria uma “saída honrosa” para Machado, indicado por Renan Calheiros, presidente do Senado.
Folha Press

Comente aqui