Política

Levy reconhece a interlocutores que ‘foi infeliz na escolha de algumas expressões’

Repreendido pela presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já admitia a pessoas próximas, na noite de sexta-feira, ter sido infeliz na escolha de algumas expressões durante a coletiva de imprensa em que anunciou as medidas de ajuste que anularam na prática a desoneração da folha de pagamento para as empresas. Na entrevista, ele classificou de “grosseira” a desoneração e afirmou que “essa brincadeira nos custa R$ 25 bilhões por ano”. A presidente Dilma Rousseff disse, neste sábado, no Uruguai que Levy foi infeliz ao usar o adjetivo.

— Usei demais de coloquialismo — comentou o ministro com assessores, em uma avaliação após a entrevista, onde ele admitiu que as frases foram ruins.

Em conversa com assessores, Levy disse acreditar que as medidas anunciadas “não são para revogar o passado e sim para construir o futuro”.

Há uma expectativa que o Ministério da Fazenda divulgue sobre as declarações do ministro, mas ainda não há confirmação.

Críticas públicas da presidente Dilma Rousseff aos seus ministros e assessores não são novidade no seu governo, nem mesmo na equipe econômica. No começo de janeiro, com apenas um dia no cargo, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, levou uma bronca da presidente e por ordem de Dilma divulgou nota em que afirmava que “a proposta de valorização do salário mínimo, a partir de 2016, seguirá a regra de reajuste atualmente vigente”.

Naquele dia, depois de ler os jornais na praia, na base naval de Aratu, na Bahia, onde descansava, a presidente ficou bastante irritada com a repercussão das declarações de Barbosa do dia anterior sobre a mudança na regra de reajuste do salário mínimo e mandou o ministro divulgar uma nota desmentindo as afirmações.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula tem 44% ante 39% de Flávio no 2º turno, diz Quaest

Foto: Reprodução / Poder360

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 39%. Na pesquisa de julho, o chefe do Executivo pontuava 45% ante 37% do congressista. Para Felipe Nunes, a recuperação do senador se dá por uma reorganização da direita. “O eleitor anti-petista voltou a considerar Flávio”, declarou.

A pesquisa entrevistou 2.004 eleitores brasileiros de 31 de julho a 3 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026. O estudo custou R$ 433.255,92. Foi pago pelo Banco Genial.

Eis todos os cenários testados para o 2º turno:

 



1º TURNO

No 1º turno, Lula pontua 39%, enquanto Flávio soma 30%.

REJEIÇÃO

Flávio Bolsonaro é o mais rejeitado pelos eleitores: 54% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Já 52% deram a mesma resposta em relação a Lula.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Licitação do transporte público de Natal prevê subsídio anual de R$ 73 milhões

Foto: Reprodução / STTU

A Prefeitura de Natal estima destinar R$ 73 milhões por ano para subsidiar a operação do transporte coletivo no novo modelo de concessão do sistema de ônibus da capital e mais R$ 18 milhões para custear os benefícios tarifários (gratuidades e meia-passagem). O valor consta do Plano de Negócios de Referência, que integra o edital de licitação, e representa uma mudança na forma de financiamento do serviço, que deixará de depender exclusivamente da tarifa paga pelos passageiros.

“Legalmente, o modelo está embasado nas leis vigentes e nos instrumentos municipais aplicáveis, com mecanismos de pagamento e garantia estruturados nos anexos do edital”, destacou a equipe de planejamento responsável pela elaboração do Estudo Técnico Preliminar.

A licitação prevê contratos com duração de 15 anos e valor global estimado em R$ 3,853 bilhões, distribuídos em dois lotes (R$ 1,788 bilhão no Lote 01 e R$ 2,065 bilhões no Lote 02). Além disso, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 604,2 milhões ao longo da concessão, destinados à implantação e à manutenção da estrutura necessária para a operação do sistema.

A sessão pública da licitação está agendada para as 11h do dia 4 de novembro de 2026, no auditório do Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (CEMURE), no bairro Nazaré. Pelo modelo proposto, as empresas concessionárias deixarão de ser remuneradas apenas pela arrecadação das passagens, que a Prefeitura garante que permanecerá no valor de R$ 5,20, com a manutenção do Domingo Gratuito e das gratuidades atualmente vigentes.

O edital estabelece uma separação entre a tarifa pública, paga pelo usuário, e a tarifa de remuneração, destinada às operadoras e que corresponde ao custo real para operar o sistema de transporte público.

Com isso, as empresas não disputarão quem cobrará a menor passagem do usuário. Vencerá a que aceitar receber a menor tarifa de remuneração, cujos valores máximos são de R$ 7,35 (Lote 1) e R$ 7,24 (Lote 2).

Sempre que a receita obtida com a venda de passagens não for suficiente para atingir a remuneração contratual, a diferença poderá ser coberta por meio de subsídio operacional do Município. A licitação prevê que a concessionária deverá suportar, no máximo, a perda correspondente a uma redução de 20% na demanda. Perdas além disso serão cobertas via ajuste tarifário ou por subsídio.

O Plano de Negócios de Referência estima esse aporte em R$ 73.044.965,80 por ano, valor utilizado nos estudos econômicos que fundamentam a concessão. O documento, no entanto, trata esse montante como estimativa, calculada a partir das premissas adotadas para a modelagem financeira do sistema.

A operação será dividida em dois lotes independentes. O edital permite que uma mesma empresa participe da disputa pelos dois, mas impede que ela seja vencedora de ambos, restrição que também alcança empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico. A medida busca evitar concentração de mercado e ampliar a concorrência entre os operadores.

O Termo de Referência estabelece que a futura concessionária será responsável por toda a operação do sistema, incluindo o fornecimento da frota, a manutenção dos veículos, a infraestrutura operacional, a tecnologia embarcada, os sistemas de bilhetagem, o monitoramento e as demais estruturas necessárias à prestação do serviço. O edital afirma que os valores foram indicados nos estudos de viabilidade econômico-financeira, “não constituindo garantia de receita, demanda ou retorno econômico à concessionária”.

Também fica criado um Índice de Qualidade dos Serviços (IQS), que será calculado por um verificador independente, a ser contratado pelo município para avaliar a qualidade dos serviços. Dependendo dessa nota, a remuneração mensal da empresa poderá ser reduzida.

A assinatura dos contratos está prevista entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Na sequência, será iniciado um período de mobilização de até 180 dias para aquisição dos veículos, contratação das equipes, adequação das garagens e implantação gradual da nova rede de transporte, permitindo a transição do sistema atual para o novo modelo de operação.

Reorganização do sistema

Os estudos que acompanham a licitação também preveem uma reorganização da rede de transporte coletivo. O edital informa que o sistema será estruturado com base em estudos técnicos de demanda e mobilidade, que definirão a configuração operacional das linhas.

O sistema passará de 54 para 85 linhas, com a criação de 31 novos itinerários. A rede Corujão será ampliada de quatro para dez linhas, garantindo mais opções para quem trabalha durante a madrugada e ampliando o atendimento para toda a cidade.

A bilhetagem eletrônica será mantida e a operação deverá ocorrer das 4h às 0h30 em dias úteis, com ajustes nos finais de semana. “Ressalva-se que a prestação do serviço ocorrerá por 24h nas linhas especificadas, de forma a garantir o atendimento à população”, diz o documento.

Nos dias úteis, o número de viagens passará de 1.820 para 3.167, um aumento de 74%, equivalente a 1.347 viagens diárias a mais. A Prefeitura promete que, nas linhas de maior demanda, o intervalo médio será de 12 minutos e nenhuma terá espera superior a 30 minutos nos dias úteis.

Todos os veículos deverão ser acessíveis a pessoas com deficiência, com elevador ou piso baixo e área para cadeirante, dotados de GPS e equipamentos do sistema de bilhetagem, videomonitoramento e Wi-Fi. A implantação de ar-condicionado ocorrerá gradativamente ao longo da concessão. A idade média máxima da frota, que atualmente é de 10 anos, passará para 6 anos, e a idade individual máxima será de 12 anos.

Inicialmente, serão 172 veículos para o Lote 01 e 205 para o Lote 02, totalizando 377 veículos operacionais.

Considerada a frota reserva de 7%, os quantitativos referenciais passam a 184 veículos para o Lote 01 e 220 veículos para o Lote 02, totalizando 404 veículos.

Números

3.167 é o número de viagens de ônibus após a licitação

6 anos será a nova média máxima da frota de ônibus

Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Marqueteiro de Flávio provoca Lula por criticar agressão a mulheres: ‘Perdeu o voto do filho’

Duda Lima: mesmo sem ‘sim’ oficial, marqueteiro já trabalha na campanha de Flávio Bolsonaro (Assessoria/Divulgação)

Convidado por Flávio Bolsonaro para assumir o comando da comunicação de sua campanha presidencial pelo PL, o marqueteiro Duda Lima indicou, em declaração a VEJA, o tom que vai nortear o projeto eleitoral do candidato de oposição de agora em diante. “Ao lançar sua candidatura à reeleição, Lula disse que quem bate em mulher não precisava votar nele. Perdeu o voto do próprio filho”, provocou o publicitário, referindo-se à denúncia que a médica Natália Schincariol apresentou há dois anos contra seu ex-companheiro Luís Cláudio Lula da Silva, o caçula do petista, por violência doméstica.

Sob orientação de Lima, a equipe de redes sociais do Zero Um publicou nesta segunda-feira, 3, um vídeo, feito com uso de inteligência artificial, conjugando a declaração de Lula com notícias publicadas à época a respeito da acusação contra seu filho mais novo, na tentativa de insinuar uma contradição no discurso do presidente sobre o enfrentamento à violência contra mulheres.

“Lula diz que não compactua com agressor, mas nunca puniu o filho por ter feito isso”, afirma um narrador não identificado na conclusão da peça. Quem acompanhou a chegada do novo marqueteiro contou que a diretriz é atacar o adversário por meio de comparações diretas com fragilidades normalmente atribuídas a Flávio Bolsonaro, como a rejeição maior que a média geral entre o eleitorado feminino e a dificuldade de se conectar com o público evangélico.

De acordo com a rota que Lima delineou nos primeiros contatos com a equipe do QG eleitoral bolsonarista, serão cada vez mais frequentes conteúdos audiovisuais abordando flancos abertos do petista. No tema da corrupção, a campanha do Zero Um vem repisando as suspeitas por tráfico de influência que recaem sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado pela Polícia Federal a partir de citações no escândalo das fraudes ao INSS, e, agora, a confirmação de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente e responsável por sua agenda na campanha, recebeu dinheiro da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha responsável por apresentá-lo ao lobista conhecido como “Careca do INSS”. Depois da revelação do caso pelo Poder360, Marcola disse ter tomado um empréstimo pessoal com ela, que já teria sido quitado.

Lula se pronunciou em mais de uma ocasião sobre a investigação contra Lulinha, afirmando que seu filho precisa “provar sua inocência” e que, se ele for culpado, “vai ter que pagar como todo mundo”, mas nunca falou publicamente sobre as acusações da ex do caçula de que teria sido agredida física e psicologicamente por ele.

No início do ano, Duda Lima havia anunciado que não trabalharia em campanha alguma nas eleições de 2026. As críticas de aliados de Flávio Bolsonaro aos rumos de sua comunicação até aqui fizeram o coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), anunciar, na última quinta-feira, a demissão da dupla Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari e estender o convite a Lima.

Muito próximo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que conhece há mais de vinte anos, Duda Lima foi alvo tanto de afagos como de provocações de políticos que se esforçavam para convencê-lo a embarcar no principal projeto presidencial da direita. Ao chegar para uma reunião na última sexta-feira em São Paulo com Flávio Bolsonaro e alguns de seus principais aliados, o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) puxou uma salva de palmas para o publicitário. Acompanharam os aplausos o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) e um pelotão de vereadores. Em momentos menos calorosos, o marqueteiro ouviu de outros políticos que seria “covarde” se decidisse não encabeçar a comunicação eleitoral do Zero Um.

Veja

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Se os EUA invadirem o Brasil, “prefiro abrir o portão”, diz José Múcio

Foto: Reprodução BBC

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (4/8) que o Brasil não teria condições militares de enfrentar uma eventual invasão dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, ao defender o aumento dos investimentos do governo federal nas Forças Armadas.

Múcio comentou uma pergunta recorrente da imprensa sobre como o Brasil deveria agir caso os Estados Unidos decidissem invadir o país. Ao responder sobre o cenário hipotético, afirmou que “abriria o portão”.

“Eu vejo os jornalistas o tempo todo [questionando]: ‘Se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, o que é que o senhor faz como ministro da Defesa?’ Abro o portão”, disse.

Em seguida, explicou a resposta: “Porque a gente não tem equipamento para enfrentá-los e nem tem dinheiro para consertar o portão. Eu prefiro abrir o portão”.

Segundo o ministro, a comparação foi usada para reforçar a necessidade de ampliar os recursos destinados à Defesa. De acordo com ele, o Brasil investe cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, percentual que considera insuficiente para modernizar e equipar as Forças Armadas.

Múcio ressaltou que investir em Defesa não significa que o Brasil planeje “invadir ninguém”. O ministro afirmou que a destinação dos recursos ao setor é “como um plano de saúde”. “A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar”, disse.

As declarações ocorreram em meio ao aumento das tensões entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Nas últimas semanas, os dois países trocaram críticas e adotaram medidas que ampliaram o desgaste nas relações, principalmente em temas ligados ao comércio e à política externa.

Em julho, o governo Trump anunciou duas novas tarifas sobre produtos brasileiros, de 25% e 12,5%. A Casa Branca também prorrogou por mais um ano a emergência nacional relacionada ao Brasil, mantendo em vigor o dispositivo que autoriza o presidente dos Estados Unidos a impor sanções econômicas ao país.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Presidente do Remo chama Neymar de vagabundo

Foto: Reprodução / Instagram

O presidente do Clube do Remo, conhecido como “Tonhão”, chamou Neymar de vagabundo em entrevista após a derrota do clube paraense para o Santos nessa terça-feira (4), em jogo válido pela Oitavas de Final da Copa do Brasil. A partida foi realizada em Belém (PA) e terminou em 1 a 0 para o clube paulista, que avançou à próxima fase da competição.

“Esse vagabundo desse Neymar, que é idolatrado por um bando de crianças, fez as palhaçadas dele aqui e ainda veio provocar. Então, a gente é culpado de idolatrar um cara desse”, lamentou o dirigente.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por CazéTV (@cazetv)

A fala do cartola aconteceu depois que Neymar desceu pro vestiário provocando o time do Remo, que foi eliminado da competição. O ídolo santista foi responsável pela assistência para o gol de Rony, que deu a vitória a equipe paulista e causou a eliminação do clube paraense.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Neymar provoca torcida e dirigentes do Remo após classificação na Copa do Brasil

O ídolo Neymar provocou torcedores e dirigentes do Clube do Remo após vitória sobre a equipe paraense nessa terça-feira (4), em jogo válido pela Copa do Brasil. A equipe santista bateu o adversário por 1 a 0, com gol de Rony aos 74 minutos, que contou com assistência do camisa 10.

A provocação aconteceu logo após o jogo, na descida para o vestiário, onde o craque encontrou pessoas ligadas ao clube que estavam nas proximidades do local reservado à equipe santista.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Secom tem 10 dias para detalhar empenhos de 2023 a 2026

Foto:  Reprodução Conjur

O ministro André Mendonça, do TSE, determinou nesta terça-feira (4) que o governo Lula apresente, em dez dias, a relação completa dos empenhos de publicidade institucional feitos entre 2023 e o primeiro semestre de 2026.

A decisão atende parcialmente a uma representação do PL (Partido Liberal) contra o presidente Lula (PT) e o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira.

O magistrado apontou que levantamentos realizados pelo partido mostram “discrepâncias objetivas e valores expressivos” que recomendam a requisição célere das informações oficiais — mas fez a ressalva de que os elementos apresentados justificam “o aprofundamento da apuração” e não permitem, “neste momento processual, afirmar com segurança” que o limite legal foi efetivamente ultrapassado.

A representação trata da conduta vedada do artigo 73, inciso VII, da Lei das Eleições, que proíbe agentes públicos de empenhar, no primeiro semestre do ano eleitoral, despesas com publicidade que excedam seis vezes a média mensal dos valores empenhados e não cancelados nos três anos anteriores ao pleito.

Blog do Caio Junqueira / CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Marcola diz que recebeu R$ 249 mil de lobista do Careca do INSS

Foto: Reprodução / Poder360

O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, afirmou nesta 3ª feira (4.ago.2026) que obteve um empréstimo da lobista Roberta Luchsinger de R$ 249.000. Em nota, Marcola disse que era uma motivação financeira extremamente privada.

Os repasses financeiros entre o assessor da Presidência com a lobista, alvo de inquéritos da Polícia Federal sobre tráfico de influência no Governo Federal, foi revelado pelo Poder360 nesta 2ª feira (3.ago.2026).

“Em 1º lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça. Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil –uma movimentação de natureza estritamente privada”, declarou Marcola na manifestação.

Este jornal digital acionou o ex-chefe de gabinete, seu advogado e a equipe de campanha de Lula para questionar se houve uma contrato que formalizasse o empréstimo. A manifestação divulgada não explica se o “empréstimo pessoal” teve ato formal, nem menciona quais os termos da negociação como número de parcelas, juros e prazo de pagamento.

Até o momento não houve manifestação aos questionamentos do Poder360.

Entenda o caso

Roberta Luchsinger fez transferências a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O valor exato não é conhecido, mas estima-se que tenha sido algo na casa de R$ 80.000.

Marcola foi chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de janeiro de 2023 a 31 de julho de 2026. Acompanha Lula há anos, tinha responsabilidade de fazer a agenda de compromissos do petista e era uma pessoa de total confiança.

Os dados estão com a Polícia Federal. Os valores exatos e a razão dos pagamentos não são inteiramente conhecidos. O Poder360 confirmou a existência das transferências com 4 pessoas familiarizadas com o assunto. Marcola afirmou que foi um “empréstimo pessoal” e que não há nada ilegal, mas não revelou de quanto foi.

Por meio de seu advogado, Roberto Podval, Luchsinger afirmou que responderá às questões nos autos do inquérito.

Luchsinger está citada na investigação de fraudes na Previdência Social. Ela prestou serviços ao Careca do INSS. Também mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula.

Em maio de 2026, Roberta disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS por “boa educação” e negou intermediação de negócios: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais.”

Mensagens apreendidas na operação Sem Desconto mostram Roberta e Lulinha discutindo operações comerciais, inclusive onde guardar dinheiro fora do alcance da Receita Federal. Luxemburgo foi um dos destinos cogitados.

Poder360 revelou, em 4 de dezembro de 2025, que Lulinhaé suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Ele é alvo de 3 inquéritos, incluindo um por tráfico de influência.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo Lula acusa EUA de interferência eleitoral e repudia cancelamento de visto de embaixadora

Foto: WILTON JUNIOR

O governo Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta terça-feira, dia 4, o governo Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais e repudiou a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. O Palácio do Planalto disse que o governo americano justificou a decisão com base em premissas falsas e conduziu uma “escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas”.

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, afirmou a Presidência da República, em nota. “O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas.”

O governo Lula disse que o pedido de aprovação de Daniel Perez como futuro embaixador americano no País continua “em análise”. O Departamento de Estado acusou o Brasil de retardar o processo e condicionou a devolução do visto a Viotti à concessão de sinal verde ao escolhido por Trump.

O Palácio do Planalto também acusou o Departamento de Estado de tentar enviar ao Brasil dois diplomatas – o Itamaraty negou o visto deles e barrou a visita – com planos de “colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional”. A chancelaria americana negou essa intenção.

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Advogado da amiga de Lulinha diz que caso está sendo politizado

Arte / Metrópoles

O advogado Roberto Podval assumiu, nesta semana, a dianteira da defesa da empresária e lobista Roberta Luchsinger. Ela é investigada em uma série de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O defensor disse ainda que o caso tem sido muito politizado.

Podval já integrava a equipe. Desde o início desta semana, entretanto, passou a ser o único escritório a cuidar da defesa da amiga de Lulinha, após o advogado Bruno Salles deixar o time de defensores da empresária.

Ao colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Podval defendeu uma mudança de atuação no caso. O advogado afirmou que pretende afastar a politização dos casos envolvendo Roberta, evitando briga com a Polícia Federal, o STF e Ministério Público.

“Vamos tratar o caso de forma jurídica e não política. Não estamos aqui pra brigar com ninguém, conheço e respeito o papel de cada um dos atores. Este assunto está sendo muito politizado, acho que precisa ser tratado nos autos”, afirmou o advogado.

Com informações de Igor Gadelha / Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *